segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

ARENGA 225



Entre as muitas falsas verdades vividas pelo povo brasileiro está a crença nas academias de ginástica como fontes de saúde. Seus frequentadores seriam mais saudáveis comendo e bebendo direito porque é isso que dá saúde. A palavra “povo”, antes de mais nada, transmite a ideia de um aglomerado de crianças que cresceram apenas fisicamente. São tão bobas que acreditam ter a mão de Deus desviado a bala que um maluco disparou contra o Papa. Povo é uma espécie tão singular que entre eles os analfabetos se julgam capazes de contestar cientistas. São tipos de convivência desagradável, razão pela qual há quem prefira cheiro de cavalo ao cheiro de povo. Conheço bem o cheiro de cavalo porque até os dezesseis anos passei a maior parte do tempo montando meu cavalo Roxoforte e trabalhando gado, razão pela qual posso garantir que o general Figueiredo estava certo quando fez a afirmação de preferir cheiro de cavalo ao de povo. O povo não sabe disso porque a própria pessoa desconhece sua halitose e o fedor do sobaco. Para se ter uma ideia do que seja povo é suficiente entrar numa destas salas de espera dos consultórios médicos. É um ambiente irrespirável sem comunicação com o exterior, abafado, onde se acumulam vários espécimes de povo a conversar animadamente e a falar alto ao telefone, com crianças a correr e gritar. Não há como negar tratar-se de tipos mentalmente asquerosos e repugnantes os componentes do povo, razão pela qual Grandes Mestres do Saber definiram como doença o viver em seu meio. A Ciência Política, por ter sido deixada a cargo de espécimes de povo, afastou-se tanto de sua verdadeira finalidade que os resultados são opostos àqueles que deveriam ser. Com destaque para a política das republicas de banana, absolutamente nenhuma diferença há entre os executores da política no mundo e os personagens do filme O Senhor dos Céus, história de uma organização criminosa cujos membros tinham a vida pautada em cometer crimes, tomar bebidas finas e desfrutar de belas escravas do sexo. Tais práticas são próprias das atividades das sociedades de criminosos, mas, embora não o sejam, são incompatíveis com a atividade das sociedades políticas, responsáveis pela administração pública. Se não são, deve-se ao fato de serem os administradores públicos pessoas do povo e pelo povo escolhidas para a função. Está dito que a democracia, sistema que administra o mundo, é governo do povo, pelo povo e para o povo. Sendo assim, não há como esperar que o mundo estivesse de forma diferente desta em que está. Toda a problemática se deve à inexistência de uma juventude que pense. Inté.







quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

ARENGA 224



No livro 1889, de Laurentino Gomes, no capítulo Paixão e Morte, página 357, o autor nos conta que em 1893 um jornalista americano que trabalhava em Buenos Aires ouviu sobre uma grande brutalidade ocorrida no Rio Grande Sul por questões políticas. Levado pela curiosidade profissional, o jornalista foi ver de perto se era verdade o que se falava. Descreveu o que viu da seguinte forma: “Contei duas dezenas de cadáveres e duas mulheres mortas a tiros. Alguns cadáveres apodrecem, juntamente com cavalos destripados, sob o sol abrasador. Outros são comidos por bandos de cães e corvos (sic). Vi alguns crâneos dispersos pela terra. Todos os cadáveres, ou o que reta deles, jazem completamente nus, pois os soldados costumavam despir os mortos, a fim de vestir ou vender suas roupas, mesmo ensanguentadas. Um vento seco levanta poeira, mas não consegue dissipar o odor gordo e mole da carniça que flutua em toda parte, impregnando as pessoas e as coisas. Tudo tresanda a morte e podridão, provocando uma náusea desesperadora. A custo reprimo a vontade de vomitar”. A isto foi levada a sociedade humana. Como explicar que decorridos milhares e milhares de anos os seres humanos continuam ainda tão brutos apesar de existirem a tanto tempo? No livro O Livro da Política, na página 28, consta que Sun Tzu teria afirmado ser a guerra de vital importância para o Estado. Mas ele viveu há quase três mil anos antes de Cristo. Entretanto, na página 92 do mesmo livro, consta que há seiscentos anos Johannes Althusius afirmara ser a política a arte de unir os homens. Há, por acaso, em qualquer parte do mundo o uso da política voltado para unir ninguém? Qual o motivo pelo qual ela é usada justamente no sentido contrário daquele citado por Johannes Althusius, infelicitando a humanidade, quando deveria assumir a responsabilidade de dar sentido à vida social zelando pelo bem-estar da sociedade? Nenhum mistério. A desunião entre os seres humanos tem por há nisso porque a causa está no “É MEU”.

Vamos lá juventude! Supere a fase de ser conduzida feito gado e em vez de ser conduzido, conduza sua sociedade à real condição de “sapiens”. É uma excelente ideia. Nenão? Inté.

 
 
 


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

ARENGA 223




Nosso país é mesmo um país singular, com um presidente também singular e um povo não menos. O povo singular tem uma Juventude de Fé (em que os problemas se resolvem seus sua participação) e tem um presidente que que a imprensa diz ter contas pendentes na justiça, mas que enquanto não chega a hora de saldá-las, tenta exercer seu cargo numa situação igualmente singular. Sem conseguir formar seu ministérios com políticos, exigência da cultura política segunda a qual os ministros são cabos eleitorais de seu chefe Como para ser cabo eleitoral precisa ser bom malandro, e como ninguém supera o político na arte da malandragem posto que vai ao trabalho quando quer, assim mesmo três vezes por semana, recebe baita salário e penduricalhos que o superam, ainda conta com o “por fora” e com uma equipe de ajudantes que lhe devolve uma parte do que recebe, anda de carrão novo com motorista, combustível e oficina, é chamado de excelência e quando é acusado de estar com com a mão na botija sai de fininho negando qualquer coisa aí ou fazendo a lei fazer cobra de fogo no ar e transferir para o acusador o ônus da acusação. Nem o Zé Carioca seria capaz de superar o político na malandragem. Acontece que pintou outra juventude singular por conta de ter fé no seu trabalho e caiu de pau prá cima da malandragem dos políticos, de modo que o presidente tem de ser seus próprios ministros porque os políticos estão correndo da polícia, como disse Fernando Gabeira, o que deixa o presidente feito barata tonta correndo entre palácios a fim de mostrar serviço. Para completar a singularidade, concentra esforço juntamente com um banqueiro/ministro da Fazenda para fazer uma reforma que outra coisa não é senão e como sempre atochar nos trabalhadores. Depois de ter a política da qual participaram todos os políticos atuais, inclusive o próprio presidente, levado o país à bancarrota com tremendo estardalhaço de esbanjamento de recursos através de milhares e milhares de falcatruas com empreitas, com pastas 007 e mais mil e duas mil formas  singulares de fazer sumir dinheiro entre as quais políticos recebendo várias aposentadorias cada uma delas com valor correspondente a dezenas de aposentadorias de um “material humano”, outras tantas mostradas nos livros Dívida E(x)terna, O lado Sujo do Futebol, Privataria Tucana, O Chefe, Honoráveis Bandidos, Operação Satiagraha e outros mais, mostrando para onde foi a dinheirama que dizem faltar, garantem e assinam em baixo que o problema todo é que não há dinheiro que chegue para a perdulária Previdência Social gastar. Êta povo singular, sô! Passa o tempo da vitalidade prá lá e prá cá dependurado nos corrimãos da vida e engarrafado dentro de carrinhos pebas presenteados por Deus para chegar no matadouro a que chamam de emprego, e depois que acabar a vitalidade vai chorar no corredor do hospital. Tá certo isso? Apesar de estar errado, enquanto a televisão não disser ninguém perceberá. Como a televisão não vai dizer porque seus donos também têm pastas 007 para encher nos palácios, fica o dito pelo não dito, e a papagaiada de microfone faz a festa sobre a deficiência previdenciária. É deficiência previdenciária prá lá, deficiência previdenciária prá cá, espichando o papagaiamento sobre time campeão, loja barateira, o refrigerante e o cigarro que transformam jovens normais em atletas, o melhor financiamento para fazer compras em Me Ame, o banco que ajuda as pessoas, o telefone mas sabido para ser futucado, pelaí.   

Como singularidade pouca é pouca singularidade, um candidato a presidente da república apresentou como promessa de fazer um bom governo uma foto ao lado de um jogador de futebola que disse ser estádio de futebola e Copa do Mundo mais importantes do que hospitais e escolas. Inté

 
 
 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

ARENGA 222

 

Não se pode saber qual seria a reação de homens como meus dois avôs, meu pai, eu, meus irmãos, e muita gente mais pelaí, desfilando algemado à frente de policiais, conduzido à prisão por roubo. Com a maior das certezas, pode-se saber que de modo algum seria o mesmo comportamento de cinismo estampado nas caras descaradas destes canalhas carecas ou de cabelos brancos, sem o menor constrangimento ao serem submetidos a tal vexame, todos, absolutamente todos, adeptos da religiosidade, pode-se apostar, mas que sem pejo roubaram o dinheiro de comprar o leite das crianças pobres. O célebre “respeitem ao menos meus cabelos brancos” surte tanto efeito para estes crápulas quanto os pedidos do papa para que as coisas aconteçam sem ninguém fazer. Tão canalhas quanto os ladrões são os advogados que se aproveitam da desculpa de que ninguém pode ser condenado sem defesa para entortar não só o princípio do Estado de Direito, mas também o sentido nobre das leis da manutenção da ordem social pela finalidade criminosa de receptar parte do roubo do erário. A atividade de tais advogados é um absurdo só admissível porque a sensatez foi varrida da sociedade humana, haja vista as guerras. Advogados “de peso” significa espertalhões, pessoas que não sentem o menor constrangimento em mentir descaradamente na cara dos frequentadores de igreja, axé e futebola afirmando que bandido não é bandido. Numa sociedade civilizada não pode haver lugar para esses defensores de desordeiros, na verdade seus comparsas, como prova o fato de servirem de moleques-de-recado para a presidiários.

Que está tudo errado não é novidade. Mas também não podia ser de outra forma uma vez que a sociedade humana escolheu o ludíbrio como paradigma de comportamento, o que equivale a viver enganando ou sendo enganado, modalidade infeliz de convivência que embora contra todos os princípios da sensatez, é aplaudida por escritores posudos, ganhadores de prêmios, que por motivos inconfessáveis afirmam e assinam embaixo ser a competitividade a melhor forma de se viver, mesmo diante da existência de mil e um esfarrapados para cada almofadinha que faz pose na revista Forbes, situação que põe o futuro em risco. A sociedade está estruturada do mesmo modo como uma fazenda de pecuária. O próprio povo se diz ovelhas e sentem tanto orgulho desta estupidez que até se comporta como ovelhas. Coroando a insensatez temos o pronunciamento de Lula sobre a existência de um projeto para destruir o seu legado. Belo legado: miséria para os carneiros de Cristo e, segundo o livro O Chefe, fortunas para si e sua família. Este país é mesmo cagado de arara por abrigar um povo imprestável para outra coisa que não sejam festas, ladroagem, servilismo e burrice. Inté.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ARENGA 221




A sensatez implora por piedade ante tanta insensatez. Não faz muito tempo a imprensa esperneou pelo fato socialmente inaceitável de ser homenageado um militar que durante a ditadura de seus colegas torturou jovens pelo crime de querer um país menos desigual, no que tinham completa razão. Todos que participaram daquele movimento antissocial, portanto, também foram torturadores. Se não torturaram fisicamente, fizeram-no espiritualmente ao contribuir para a permanência de um movimento do qual resultou a infelicidade de muitas famílias como a de Vladimir Herzog e do meu amigo Rosalindo Souza. Entretanto, o senhor Delfim Neto que foi peça importante na ditadura, hoje dá aulas numa universidade paulista e é consultor da Rádio Bandeiras AM daquela cidade. Ensinará, por acaso, o professor Delfim Neto que o acúmulo de riqueza gera o acúmulo de pobreza, o que leva inevitavelmente à conclusão de ser o sistema capitalista antissocial por se fundamentar no cada um por si, quando, na realidade, a tranquilidade por todos buscada só pode ser encontrada num sistema que leva em conta a necessidade da cooperação mútua? Inté.     

 

 

 
 
 



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

ARENGA 220




Ao ouvir música, poucos prestam atenção na mensagem contida na letra. Na cultura contemporânea, música só estimula a parte de baixo do corpo porque a mediocridade cultural predominante no mundo para a qual aculturados são “celebridades” e “famosos”, a arte de cantar foi substituída pela sensualidade vulgar. De ponta a ponta, o mundo inteiro virou uma Sodoma. A sexualidade passou a merecer mais atenção do que mesmo a própria política da qual depende a paz e a tranquilidade necessárias ao bom desempenho da sexualidade. Propagandas de material de construção a automóveis expõem mulheres seminuas ou completamente nuas. No Yahoo, noticia-se sobre calcinhas, cuecas e quantas vezes determinada “famosa” trepa por dia. É nisso que se liga a juventude, e o resultado de tanta vulgaridade é que a sensualidade está sendo substituída por produtos químicos para que jovens tenham ereção.

 Conversa de velho? Né, não senhor! É pura verdade. O mundo está no caminho errado. Conversa de velho seria querer que as coisas voltassem a ser como eram, o que é impossível. Mas está claro que o resultado de tudo que aí está vai ser o desastre. Tudo que se ouve é mentira. Que futuro tem um mundo fundamentado na mentira? Ao se debruçar sobre o que dizem os jornais, as rádios, a televisão e o que se conversa nas ruas percebe-se uma das duas coisas: burrice ou loucura. As pessoas, quando conversam sobre outra coisa que não seja igreja, axé e futebola, limitam-se a conversar sobre o que fala a imprensa. Contudo, o que é falado na imprensa são mentiras. A imprensa é constituída de pessoas pagas para conversar. Portanto, conversam em troca dos meios de vida necessários à subsistência. Conversam por conversar. Não conversam sobre a realidade. Está aí na imprensa a notícia de que as pessoas religiosas são mais honestas, o que é mentira porque já fui roubado por religiosos, e, como ateu jamais prejudicaria alguém. Também na imprensa está a notícia sobre um pastor que segura o pênis de fiéis para fazê-lo crescer, o que além de desonestidade e também uma grande falta de vergonha.

A imprensa diz que o bem-estar social depende de emprego, crescimento econômico, enriquecimento individual, viajar muito e comprar muito, o que também é uma grande mentira por ser este um caminho que precisa urgentemente ser abandonado se é que a juventude não esteja convencida de que seus filhos poderão viver sem comer, beber e respirar. Esta realidade não é conversa de velho. É SIMPLESMENTE A REALIDADE, e quem viver verá. Inté.

 
 
 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

ARENGA 219




Estamos numa situação deveras complicada. Se de um lado mosquito ataca, de outro lado atacam a insensatez e os absurdos que apesar de aceitos com naturalidade, demonstram ser a imaturidade em nossa sociedade superior à dos demais bichos com aspecto humano que habitam a Terra. Na verdade, a natureza ainda não permitiu aos seres humanos desenvolvimento mental capaz de lhes permitir a própria personalidade, razão pela qual se comportam segundo uma personalidade coletiva feita pelos papagaios de microfone e escritores assalariados através dos meios de comunicação, circunstância esta que justifica as propagandas definidas como meio de explorar a estupidez humana. Exemplo desta realidade está aí à vista com a viagem que o presidente Temer faz pelo país visando o apoio da população com apenas conversa, quando deveria obtê-lo com realizações. Mas é bem assim que são os seres humanos. Incapazes de raciocinar cada um por si, resultando daí uma coletividade conduzida como querem seus condutores, que por serem também seres humanos, e como tais desprovidos da mesma falta de personalidade própria, são levados pelo canto da sereia do enriquecimento, dos palácios, das mordomias e do “sabe com quem está falando?” oposto do “só sei que nada sei”, ambos exagero porque assim como é insensato a presunção, não há sensatez no exagero, nem mesmo na humildade. Ninguém é totalmente desprovido de saber porque a vida é uma escola de frequência inevitável, e quem frequenta escola aprende alguma coisa. Como o desenvolvimento mental é muitíssimo lento e obstaculizado pela desnecessidade de pensar recomendada pela religião em conluio com a política, não deu para se perceber a imaturidade em que ainda se encontram os seres humanos, mormente os das repúblicas de banana cuja imaturidade faz deles colonizados de não menos imaturos colonizadores.

Quando Lula se queixa pela falta de defesa da parte da presidência da república contra as acusações que lhe são imputadas, incorre na imaturidade existente em todo aproveitador. Estaria ele pleiteando que a coletividade, arque também com o ônus de livrá-lo da cadeia uma vez que é denunciado das coisas constantes do livro O Chefe, e mais o crime de pagar prostituta com dinheiro público? Em tal comportamento há imaturidade tanto dele quanto de quem se submete aos desvarios não só dele, Lula, mas também de todos presidentes que o antecederam. Por conta da ingenuidade humana, a administração pública ao contrário da administração de empresa privada tem por objetivo dilapidar o capital e blindar os administradores contra a ação das leis. Se uma pessoa comum é privado de liberdade por traficar um craque, outro alguém por ser administrador público pode traficar a droga correspondente à carga de um helicóptero graças à ingenuidade de administrados que não lhes permite alcançar estar errada tal administração, e não menos ingenuidade dos administradores que não lhes permite estar errada tal administração. Inté.