quinta-feira, 10 de novembro de 2016

ARENGA 335


A História do nosso passado deve ter o mérito de evitar sejam repetidos erros cometidos, uma vez que a única coisa que os seres humanos fizeram na vida foi errar. Erraram tanto que chegaram à situação de lhes restar apenas a escolha de desaparecer como os dinossauros ou mudar radicalmente o modo de vida num prazo muito curto sob pena de não dispor de tempo suficiente para fazer a mudança. Entre os muitos erros é encarar a História apenas para decorar fatos, nomes e datas a fim chutar entre as três alternativas propostas pela prova no colégio, em lugar de observar o que ela nos diz a respeito do comportamento humano através dos tempos. Os historiadores Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo, na página 135 do livro História Geral e do Brasil, Editora Scipione, nos contam que a História reflete apenas a opinião dos vencedores, sem levar em conta o que têm a dizer os vencidos. O esfacelamento mental a que foram submetidos os jovens por uma educação capenga da qual resultam ganhadores de dinheiro em vez de pensadores não lhes permite concluir que tal afirmação mostra a causa da infelicidade humana. Sendo o conhecimento da causa o caminho que leva à solução do problema, o conhecimento do fato de ser a história da humanidade uma sequência de vencedores e vencidos, este fato leva também ao conhecimento da causa de todos os sofrimentos do mundo. Se os seres humanos são obrigados por natureza a viverem juntos, o que pressupõe viver de modo harmonioso, o ambiente do qual resultam vencedores e vencidos está longe do comportamento necessariamente harmonioso indispensável à saúde social.

Os seres humanos desprezaram a capacidade de raciocinar que lhes poderia levar a uma vida agradável, preferindo viver como as feras que se não tiverem o que vencer, também não terão o que comer. É fato que a mesma necessidade de matar para viver também obriga os humanos a matar. Entretanto, constituindo estes a única espécie capacitada a pensar, teriam de limitar a monstruosidade da matança às espécies que eles subjugaram e domesticaram exatamente para lhes fornecer o alimento.

Embora a História registre a existência de malucos que se separaram dos demais e se isolaram em montanhas, desertos ou cavernas, preferindo a solidão à companha de seus pares, trocando feijão, arroz e carne por gafanhoto e mel, tais excentricidades não merecem atenção alguma por se tratar de pura maluquice ou invencionice uma vez que o ser humano, por natureza, só pode viver junto a outros seres humanos, até mesmo pela necessidade inerente à personalidade humana de ser admirado. Grande pena é que o motivo pelo qual os seres humanos são admirados atualmente são motivos torpes como ter a mulher a bunda e os peitos artificialmente grandes e o homem, os músculos e a rola, donde se deduz estar a mentalidade humana reduzida à insignificância. Atualmente até existem filósofos que filosofam através dos meios de comunicação em troca de pagamento, de modo que suas conclusões são pré-fabricadas por quem lhes compra a filosofia. Vive-se um mundo de falsidades. As pessoas que comentam os acontecimentos sociais, denominados formadores de opinião, que censuram determinados comportamentos e sugerem comportamentos melhores em prol de uma sociedade melhor, são as mesmas pessoas que fazem apologia de refrigerantes, do compra-compra, dos bancos, na verdade encarnações de satanás pela ação antissocial que exerce o sistema bancário. Há também inconsequência no fala-fala sobre reforma disso e daquilo porque o que precisa ser reformada é a mente torpe de quem dá as ordens brutas das quais resulta a organização social por um lado, e, por outro lado, também carece de reforma a passividade da mente daqueles que se submetem a tais ordens sem aquilatar suas consequências.

Vive-se uma sociedade totalmente desequilibrada na qual pessoas passam fome enquanto outras bebem uma garrafa de uísque Macallan ao custo de um milhão e quinhentos mil reais, segundo o amigão Google informa a quem lhe pedir para mostrar os dez uísques mais caros do mundo. Entre tantas evidências da disparidade que torna insustentável a situação humana está também a seguinte notícia na imprensa: Com verba sobrando, país da Europa tem reserva de R$ 3 trilhões para gerações futuras. A substituição das pupilas por cifrões afetou nos Reis Midas do mundo a função cerebral em vez da visual. E afetou de modo tão grave que não lhes é permitido perceber a possibilidade de vir a fome dos miseráveis do mundo a obrigá-los a não esperar, e gastem eles mesmos a fortuna destinada a permitir que os descendentes dos atuais ricos donos do mundo tomem uísque Macallan. O mal que se espalha pelo mundo está avisando ser melhor cepar fora a cabeça dele antes que ele cresça, em vez de cepar a cabeça de jovens para fazer bonito perante Deus. Inté.

 

   

  

 

 

 

 

 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

ARENGA 334


 O que acontece no mundo de hoje que, quando ocorre a bancarrota de um banco imediatamente aparecem somas escandalosas para salvá-lo. Mas quando acontece esta bancarrota da humanidade não existe sequer uma milésima parte para salvar estes irmãos que sofrem tanto? (até parece que isto se refere à relação existente entre a barragem de Mariana e à Bolsa Empresário).

Enquanto não se resolverem radicalmente os problemas dos pobres, renunciando à autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira e atacando as causas estruturais da iniquidade, não se resolverão os problemas do mundo e definitivamente, nenhum problema. A iniquidade é a raiz dos males sociais”.

A política não é uma questão dos políticos.

O sistema capitalista que governa o mundo é o causador da crise ambiental do planeta.

Terra para os agricultores e as populações indígenas.

Quem governa então? O dinheiro. Como governa? Com o chicote do medo, da desigualdade, da violência econômica, social, cultural e militar que gera sempre mais violência.

Estas declarações fariam saltar chispas dos olhos e baba dos cantos da boca da papagaiada de microfone, a mando dos seus patrões, os ricos donos do mundo, a fim de fazer crer aos frequentadores de igreja, axé e futebola tratar-se de comunismo, portanto, contrárias às recomendações bíblicas, portanto, ofensivas a Deus, portanto, fonte do mal. Os escritores assalariados, por sua vez, se empenhariam em escrever que tais declarações são de Marx, Fidel, Guevara Mao, Stédile, ou outros monstros do mesmo quilate que fazem churrasco de criancinhas e fuzilam padres. A grande imprensa não fez referência àquelas declarações, mas o blog Outras Palavras publicou matéria a respeito delas. Ao lado do lado podre da imprensa destinado a manter a mente dos jovens incapacitada de um só pensamento elevado, há um outro lado que forma um salutar contraponto ao lado ruim que faz apologia às putarias, ao festejamento de Halloween, que faz estardalhaço em torno das eleições americanas, da necessidade de tirar fotos na Disneilândia, que nada vê de anormal no fato de um jogador de futebola receber milhares de vezes a quantia recebida pelo trabalhador, enfim, há também na internete um lado bom como o blog Outras Palavras, leitura indispensável aos jovens que não levam para casa um zero do Enem. Foi o Outras Palavras que que publicou a matéria intitulada FRANCISCO RADICALIZA: É PRECISO SUPERAR O CAPITALISMO. Pois é: foi ninguém menos do que o PAPA FRANCISCO o autor daquelas declarações que desnudam toda a desfaçatez com que os arautos do capitalismo que trouxe a humanidade à situação monstruosa em que um por cento dela possui noventa e nove por cento da riqueza do mundo. Desta monstruosidade resultam violência, medo e a infelicidade que assolam o mundo com multidões de desvalidos desesperados em fuga mundo afora. Desta monstruosidade resultam crianças transformadas em bandidos, afogadas na fuga pelo mar, presídios abarrotados de rebotalhos humanos sendo transformados em animais ainda mais brutos do que quando lá chegaram.  Enquanto tudo isso ocorre, o que fazem os ricos donos do mundo? Contratam escritores assalariados e papagaios de microfone para executarem um trabalho nefasto de impedir que a humanidade perceba a realidade de estar se destruindo a si mesma. Desse trabalho resulta deturpação mental que leva a juventude à incapacidade de perceber estar num caminho tão errado que o dinheiro de promover o bem-estar social que lhe falta está sendo jogado fora na construção de Torres de Babel, em vasculhar o espaço em naves caríssimas em busca de novas formas de ajuntar mais dinheiro para ser armazenado nos infernos fiscais.

Duas pessoas, Zygmunt Bauman e Ezio Mauro, construíram uma Babel de ideias que pode beneficiar de modo imensurável a humanidade. BABEL é o nome por eles dado ao livro que escreveram e que tem como subtítulo ENTRE A CERTEZA E A ESPERANÇA. A certeza é a de ter chegado a humanidade à crista da onda das iniquidades a que se refere O PAPA FRANCISCO como a raiz dos males sociais. A esperança precisa ser tomada no sentido de que possa a humanidade evitar o destino dos anteriores viajantes da vida que por meio de revoluções sangrentas tentaram descer da crista da onda das iniquidades do seu tempo, mas voltaram às mesmas iniquidades que os infelicitavam antes, o que ocorreu pela falta da ponderação de que não é através da violência que se chega à paz. Necessita-se, pois, tanto de mudança quanto evitar que se mude para pior. Que se mude para um ambiente de irmandade, como deseja O PAPA FRANCISCO e todos aqueles que não conseguem ficar a gosto diante do sofrimento alheio. Inté.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

ARENGA 333


Quando o velho Marx, o amigo do mundo inteiro, concluiu ser mais importante modificar o mundo do que interpretá-lo, teria pronunciado sentença de sabedoria superior a todas as pronunciadas pelo rei Salomão, inclusive a de cepar o menino em duas partes. Aliás, como a História não merece crédito integral, não dá para botar fé na inteligência desse senhor Salomão adorador de opulência, por ser ela inimiga figadal da harmonia social tanto quanto a pobreza absoluta preferida por São Francisco de Assis, invenção babosa da religiosidade em sua luta insana de fazer apologia da pobreza e com isso ajudar os ricos em sua riqueza, entre os quais se incluem os pregadores de religião. Conta a história mal contada que São Francisco abraçava leprosos e, apesar da pobreza extrema em que vivia, alimentava os necessitados, deixando de explicar como o fazia se ele próprio era um necessitado. Mas esta é outra história. A gente falava era da necessidade inegável de se mudar o mundo. O que impede que tal mudança ocorra? A resposta é tão clara como água limpa no meu copo de beber uísque: é que a mudança só pode acontecer por uma ação inteligente da parte jovem do povo que é quem tem o vigor necessário para produzir trabalho. Acontece, porém, que a juventude está impossibilitada de exercer qualquer ação fora do campo da materialidade relacionada a dinheiro. Sua capacidade mental foi manietada por uma força satânica proveniente do mundo dos ricos donos do mundo que a tudo e a todos domina, inclusive a seus provedores, que descobrirão na velhice o erro monumental de imitar o rei Midas. Impedida de exercer a mais importante de todas as atividades, a mental, a juventude não pode perceber a necessidade de trocar a força demoníaca da qual resulta o mundo cão por uma força de cujo trabalho resultasse um mundo bom. E não consegue chegar a esta conclusão porque de uma força só aparece o resultado do seu trabalho, sendo que a força em si mesma só pode ser percebida através do raciocínio lógico da impossibilidade de haver trabalho sem uma força que o execute. Como o raciocínio da parte da sociedade com vitalidade bastante para executar o trabalho de modificar o mundo, a juventude, está reduzido a igreja, axé, futebola, “famosos”, “celebridades” e futucar telefone, resulta daí o eterno mesmismo em que incorre o mundo, apesar de estarem certos os jovens de serem eles os representantes da modernidade, o que é verdade apenas do lado material da vida. Do lado espiritual, a juventude está tão empacada quanto o burrico empacador que se recusa a sair do lugar. Como a melhor forma de desempacar um burrico é colocar um coco verde de cansanção debaixo do rabo dele, faz-se igualmente necessário colocar um coco verde de cansanção debaixo do rabo da juventude.

A ação demoníaca das forças do mal, infinitamente superiores às propaladas forças benéficas das divindades, como se pode ver pelo estado deplorável em que se encontra o mundo a clamar por modificação, além de sentida, pode ser vista através  de sua materialização na miséria, doenças, violência, infelicidade. Danos materiais já me atingiram diversas vezes por conta do poderio satânico. Há uma semana ele impediu que fosse publicado um comentário feito por mim a uma matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, de propriedade dos dominados pelo complexo de Midas, como o são todos os grandes jornais do mundo. O título da matéria era esse: Está no clima de Halloween? Mande foto para a Folha. Não havia palavra de baixo calão no meu comentário. Nenhuma porra, nenhum puta que pariu, nenhum filho da puta, nada disso. Apenas ponderei não devermos invejar tanto os americanos. Como o país dos americanos é grande provedor das forças satânicas, foi censurado meu comentário. Em outra ocorrência distante, tive que me virar para tomar dinheiro emprestado a fim de cobrir o cheque com o qual fui obrigado a comprar duas bonecas caríssimas, mas que ao dizer às minhas duas filhas de três e quatro anos da minha impossibilidade de fazer aquela despesa, fui vencido pelas lágrimas nos olhos delas, lágrimas provocadas pelo efeito da força maligna espalhada pela papagaiada de microfone a serviço dos ricos donos do mundo. Inté.

 

sábado, 5 de novembro de 2016

ARENGA 332


A ex-presidente Dilma que já devia ter deixado de encher o saco, erra em tudo. Inclusive em afirmar haver ilegitimidade nas circunstâncias que levaram o atual presidente à presidência. Absolutamente todos os presidentes chegam lá através de circunstâncias ilegítimas. Os elevados custos das eleições demonstram esta realidade. Sendo dinheiro a alma dos seres humanos, e sendo os governantes seres humanos, resulta daí que governante algum pode governar como deveria. Isto é, aplicando os recursos públicos para promoção do bem-estar social, por ser absolutamente impossível haver no mundo inteiro ser humano que tendo dinheiro a seu dispor, leve em consideração a realidade de pertencer ele àqueles que trabalharam para que existisse e supere a tentação de se apossar dele. Estranho, muito estranho é que ainda não se tenha dado conta da realidade de estar defasado o sistema de deixar a cargo de governantes a responsabilidade da guarda dos recursos públicos em virtude da predominância do egoísmo inerente à natureza dos seres vivos. Detentores do poder da força bruta que o poder das armas lhes confere, os governantes usam desse poder contra a classe trabalhadora que produz a riqueza. Todos os Alexandres do mundo devem sua grandeza ao trabalho dos soldados anônimos. Instituiu-se um privilégio tão grande quanto descabido dos governantes que veio a resultar numa situação que se torna insustentável à medida que mais espécimes de povo adquire a qualidade de gente e passa a se interessar por tais assuntos. Efetivamente, nada mais estúpido do que a situação em que o resultado do trabalho coletivo vá parar numa parceria demoníaca entre as pessoas que exercem a atividade de governar e os ricos donos do mundo. Estão aí os resultados do trabalho dos denodados jovens da Operação Lava Jato demonstrando esta realidade absurda. Não é por outro motivo que o blog Outras Palavras publicou matéria onde se indagava o seguinte: “Como garantir que vereadores e prefeitos coloquem o interesse público à frente de interesses privados?” Na cultura atual a resposta que ocorre no meio social será resumida à palavra IMPOSSÍVEL em virtude da indiferença pública em relação aos interesses públicos. Como mais e mais seres humanos deixam a qualidade reles de frequentadores de igreja, axé e futebola, estes gatos pingados questionam como viver numa sociedade na qual prevaleçam os interesses privados sobre o interesse coletivo, se a palavra “sociedade” traz em si a noção de comunidade? É aqui que a porca torce o rabo. Quando o presidente deste Brasil de triste sorte declara à massa bruta de povo ser necessário vender o país a fim de lhe melhorar as deploráveis condições em que se encontra, está, na verdade, objetivando o interesse privado dos ricos donos do mundo cujo interesse não vai além do abastecimento de suas contas nos infernos fiscais. Quantos pedaços do Brasil já foram vendidos sem que em nada melhorem suas condições? O lado bom da internete mostra esta realidade. Basta pedir ao amigão Google o título A ATUAÇÃO DO PRESIDENTE FHC NA PRIVATIZAÇÃO DA CVRD. Quanto mais pedaços do país forem vendidos, maior será o desconforto dos frequentadores de igreja, axé e futebola porque ficarão será um lugarzinho a menos onde apoiar o cotovelo para ficar a gosto.

Inexiste a noção de sociabilidade mesmo nas impropriamente chamadas civilizações, na verdade amontoados de adoradores de dinheiro tomados por uma fome insaciável de riqueza que os leva a buscá-la freneticamente cada vez em maior quantidade e com maior ferocidade. A necessidade de ser conduzido é a razão de serem infelizes os seres humanos face à impossibilidade de haver condutor cuja mentalidade tenha superado a barbárie. É por isso que o amigão Sócrates afirmava haver mais bravura na vitória sobre os próprios desejos do que sobre os inimigos. Ser obrigado a beber veneno, recompensa que recebeu Sócrates, o amigo de todo mundo, e o fato de terem sido perseguidos todos aqueles que desejaram uma sociedade humana orientada pelo nobre sentimento de irmandade, evidencia a realidade de haver predominância do mal sobre o bem, donde surge a questão do motivo pelo qual pessoas de aparente sinceridade, bondade, honestidade e desejo de que as pessoas não sofram tanto, desempenhem o papel bobo de se apresentarem como representantes do bem insinuado na figura de um Deus orientador de caminhos melhores por onde caminhar. Estudiosos da história humana afirmam uma realidade contestada por analfabetos, mas ninguém vê nada de anormal na situação em que o analfabeto tenha mais sabedoria que os estudiosos. O estudioso Stephen Hawking acaba de declarar ser preciso admitir que nossa história tem sido uma história de estupidez. Na página 235 do livro A História da Raça Humana, seu autor Henry Thomas, historiador consagrado, afirma que o procedimento bruto dos antigos imperadores romanos era também o procedimentos dos papas, que eles se sucediam com rapidez espantosa, morrendo muitos deles por violência, inclusive envenenamento. A posição de mando usada para demonstração de poder é própria de espécimes da raça humana de espiritualidade inferior. Esta realidade desperta curiosidade para o seguinte fato: O Papa Francisco, de modo algum é uma pessoa inferior. Por que, então, se presta à inutilidade de viver a fazer pedidos a favor do bem contra o mal, se todo o mal do mundo só pode ser superado quando os seres humanos adquirirem consciência da realidade de necessitarmos uns dos outros, o só pode ser conseguido com educação em vez pedidos?  Tal procedimento não combina com a cultura de Francisco.

Não há entretanto, motivo para se afirmar ser impossível outro modo de vida. A natureza não para de promover transformações, não havendo, portanto, porque acreditar inexistir solução para esta situação só aparentemente insolúvel da qual resultam multidões de desesperados por falta de recursos materiais dos quais depende sua paz espiritual de um lado, e, de outro lado, multidões de outros desesperados a vasculhar o mundo levados pela necessidade de fazer turismo, uma das muitas formas que a fome de dinheiro inventou para convencer os incautos ser beleza pura poder contar que conhece vários lugares do mundo, o que não é outra coisa senão mais uma entre as muitas formas de explorar a estupidez humana. Motivo e orgulho deve ser o de contribuir para aprimorar a vida no ambiente em que se vive. Nunca em conhecer outros lugares, salvo se para trazer benefícios de lá em vez de levar os de cá.

A limitação perceptiva nos seres humanos supera a dos irracionais. Fatos do cotidiano demonstra esta realidade que pode ser percebida no comportamento dos jovens comentando jocosamente, com risos inclusive, a notícia de que Luciano Huck faz compras do dia a dia gastando quinhentos mil reais. Pobres jovens! O que fizeram com sua capacidade de raciocinar? Este fato que vocês encaram como motivo de gozação, é, na realidade, a pontinha que aparece fora d’água da montanha de infelicidades que os atormentará quando a velhice lhes trouxer a necessidade de remédios e cuidados médicos. A dinheirama fartamente distribuída entre “famosos” e “celebridades”, elevando esfarrapados mentais à condição de reis e rainhas, não tem outro objetivo senão fazer com que estes carrapatos que parasitam a vitalidade social tornem vocês tão pobres de espírito quanto eles que não tiveram oportunidade de se elevar mentalmente, razão pela qual servem de marionetes conduzidas pelas más intenções da papagaiada de microfone, outras marionetes manipuladas também pela mesma necessidade de emprego, invenção com a qual os ricos donos do mundo subjuga a humanidade. As toupeiras verdadeiras têm mais motivos para fama e celebridade do que suas imitações humanas.

Os escritores do livro Babel botaram o dedo na tecla certa quando concluíram que a humanidade se encontra numa situação intermediária entre o que já foi e o vai ser. Há necessariamente de se rejeitar os desmandos aos quais se tem submetido com resignação. Grande exemplo de se viver uma irrealidade nos foi dado pela genialidade dos autores da novela O Rei do Gado, quando o fabuloso ator Tarcísio Meira representou um pai que recusou peremptoriamente receber uma medalha no lugar do filho morto na guerra. É só uma questão de exercer a nobre atividade de pensar. Inté.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

ARENGA 331






As entrelinhas de uma notícia publicada na revista Veja revelam que a desonestidade tomou conta do mundo. Revelam que atualmente há em nosso país setecentos bilhões de dólares de investimentos estrangeiros que talvez sejam retirados em função das medidas moralizadoras da Operação Lava Jato, o que inviabilizaria o Brasil de modo tão grave que talvez ele não sobrevivesse sem esse suporte financeiro. Isto diz claramente que os investidores destes bilhões só os mantêm se também for mantido o ambiente putrefato da corrupção, o que equivale a revelar publicamente pretensões das mais desavergonhadamente antissociais e funestas só encontradas em bandidos de alta perigosidade, caso em que a moralidade deixa de ser regra e passa a ser exceção enquanto a imoralidade passa a ser a regra, de modo que as pastas 007 não precisam mais de subterfúgios para navegar nos corredores palacianos, com o que fica por não dito o dito pelo governador de São Paulo de que se o povo soubesse o que se passa por debaixo dos panos a guilhotina seria ressuscitada uma vez que o povo está de acordo com os acontecimentos de debaixo dos panos. Mas, e as pessoas de bem que não concordam com estes absurdos, aquelas que se elevaram espiritualmente através dos ensinamentos dos Grandes Mestres do Saber e que buscam sociabilidade na irmandade, na paz, na compreensão de uma vida em cooperação com os demais? O que restaria para tais pessoas? O suicídio? Já fora tirado há muito o pé do freio que continha os instintos bestiais relacionados à atividade sexual com a introdução da prostituição no seio das famílias através de programas televisivos como BBB, Fazenda e novelas, elevando às alturas “celebridades” e “famosos” cujo motivo para serem célebres e merecerem fama são sutiãs, cuecas e coisas que tais. Agora se escancaram também as portas para a imoralidade nas atividades empresariais. Se esta imoralidade sempre existiu em função do instinto bestial de ajuntar riqueza, era exercida com alguma moderação ou disfarce. Chega-se à aberração de reunirem-se os ministros da mais alta corte de justiça do país para decidir se bandido pode ser o comandante supremo da nação, e haver entre eles quem titubeie na resposta.
A natureza está se negando a continuar fornecendo comida, água e ar em função de pretenderem canalhas colocar canalhice no mesmo planeta onde colocaram dignidade e sabedoria de pessoas como Confúcio, Buda, Platão, Sócrates, Gandhi, e tantos outros da mesma elevada qualidade espiritual. Enquanto tais absurdos ocorrem, a juventude futuca telefone, faz manifestação a favor de candidato a presidente dos Estados Unidos e festeja Halloween. Até quando prevalecerá a bestialidade? Inté.
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




 

 

 

 

 

 

 

 








quarta-feira, 2 de novembro de 2016

ARENGA 330


Protestar não é vandalismo como afirmam os escritores assalariados e a papagaiada de microfone. Pedir educadamente ao juiz que repare uma injustiça sofrida é protestar, sem no entanto vandalizar coisa nenhuma. Depredar, sim, é vandalismo. Comete-o com grande sacrifício para a sociedade, seus predadores, os ajuntadores de riqueza, vândalos de cuja ação predatória resulta a infelicidade que assola o mundo. Deve-se à cultura da necessidade desnecessária de ajuntar riqueza o individualismo incompatível com a vida comunitária que depende de cooperação em vez de competição, razão pela qual se torna enigmático o comportamento de pessoas sabidamente cultas além de inteligentes como, por exemplo, o jornalista, escritor e comentarista político Reinaldo Azevedo ao afirmar que o socialismo morreu. Como morreu, se o ser humano é essencialmente, por natureza, um ser sociável que não vive de outra forma senão juntos? Como viver comunitariamente sendo cada um o lobo do outro?  Totalmente impossível! Se até um Zemané percebe esta realidade, por que, então, ignora-a personalidade tão requintada intelectualmente como o ilustríssimo doutor Azevedo? A ojeriza à palavra “socialismo” deve se limitar aos analfabetos políticos e aos monstros espirituais que condenam a maior parte dos seres humanos à impossibilidade de satisfazerem suas necessidades primárias enquanto párias sociais porquanto parasitas da sociedade são elevados à categoria de “celebridades” e “famosos” com direito a uma vida perdulária, marionetes criadas pelos ricos donos do mundo com a triste missão de fazer palhaçadas que distraiam a atenção para futilidades, com o que se impede a elevação espiritual e favorece a condição de otário conformado. A imprensa noticiou o roubo de um anel de mais de dezesseis milhões de reais que pertencia a uma pessoa à qual se referia como celebridade, mas que não passava de uma atriz. Não se pode ficar impassível ante tal situação. Absolutamente nada pode explicar a estupidez das pessoas que se manifestaram na Avenida Paulista a favor da eleição do candidato a presidente americano. É de causar nostalgia a falta de senso comum, a brutalidade espiritual do povo no mundo inteiro, mormente o povo das repúblicas de banana. Povo passou a ser sinônimo de animalidade, brutalidade, insignificância, submissão, razão pela qual os gatos pingados que se insurgem contra esta situação precisam ser incentivados em vez de censurados. O blog Outras Palavras é uma escola de cidadania que devia ser frequentada por todos. Lá está publicada interessantíssima matéria denominada CAPITALISMO, TEU NOME É SOLIDÃO, onde se lê o seguinte: Não é surpresa que o isolamento social esteja fortemente associado a depressão, suicídio, ansiedade, insônia, medo e percepção de ameaça. Mais surpreendente é descobrir o leque de doenças físicas que ele causa ou exacerba. Demência, pressão sanguínea alta, doenças cardíacas, AVCs, queda de resistência a vírus, até mesmo acidentes são mais comuns entre pessoas cronicamente solitárias. A solidão tem um impacto na saúde física comparável a fumar 15 cigarros por dia: parece aumentar o risco de morte precoce em 26%. Isso se dá, em parte, porque eleva a produção do hormônio do estresse cortisol, que inibe o sistema imunológico.

Aí está, pois, pessoa também inteligente e culta afirmando a necessidade indiscutível da interdependência entre os seres humanos, portanto, do socialismo. O inter-relacionamento entre os humanos já era percebido pelos pensadores gregos, razão pela qual têm o mesmo berço a palavra “polis” (cidade), lugar onde se ajuntam pessoas e a palavra “política”, definida pelo filósofo Alemão do século XIV, Johannes Althusius, como a arte de unir os homens entre si, sendo que o velho Aristóteles já afirmava ser o homem um animal político, isto é, social. A única coisa capaz de justificar aversão ao socialismo é a manifestação de preferência ao sistema de propriedade privada em oposição à propriedade coletiva, o que não se justifica em pessoas esclarecidas porquanto da apropriação por poucos dos bens necessários a todos resulta a impossibilidade de mentes sadias nos despossuídos uma vez que o bem-estar espiritual depende do bem-estar corporal que, por sua vez, depende de bens materiais que supram as necessidades primárias. Erra, pois, fragorosamente, quem faz apologia da cultura antissocialista porque dela resulta uma sociedade às avessas como dá notícia a seguinte notícia no jornal: BOLSA EMPRESÁRIO DEVE CUSTAR R$224 BILHÕES EM 2017, uma total aberração. O que é um empresário, afinal, senão uma pessoa rica? Sendo rica, o que justifica tirar recursos de promover bem-estar social para dar a quem já os tem de sobra? É estranhíssimo que pessoas inteligentes não percebem o contrassenso existente na situação atual de depender o bem-estar social de uma coisa inteiramente impossível: que cada pessoa tenha um emprego. Não pode haver emprego para todos que dele dependem como quer o devaneio econômico das marionetes da economia cujos cordões são manuseados pelos ricos donos do mundo que, por sua vez, têm seus cordões manuseados pela cultura da falsa necessidade de riqueza sem limite. O que dirão de tais pessoas seus descendentes quando não tiveram mais comida, água e ar?  

A contenção dos gastos públicos alardeada pela papagaiada de microfone não tem outra finalidade que não guardar nos infernos fiscais os recursos economizados com gastos sociais, daí a falsa pregação de ser deficitária a Previdência Social. Esbanja-se dinheiro a rodo em roubalheiras e acúmulo de aposentadorias, mas falta para dar tranquilidade a quem precisa descansar depois de ter trabalhado. Gastos que precisam de limite são os perdulários como a reivindicação de três bilhões de reais pelas quadrilhas intituladas partidos políticos a título de fundo partidário. Gastos que precisam de contenção são os antissociais e perdulários como os ganhos astronômicos das toupeiras espirituais transformadas em “celebridades” e “famosos”, verdadeiros parasitas sociais. Gastos que precisam de contenção soas os destinados à plêiade de "excelências", na verdade excrescências. Inté.

  

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

ARENGA 329


No livro O LIVRO DA POLÍTICA, da Editora Globo, pode ser encontrado o pensamento de pessoas cuja preocupação em meditar e chegar a sábias conclusões para depois passá-las à humanidade, de modo a orientá-la no caminho da sensatez, juntamente com o blog Outras Palavras, devem ser leitura obrigatória para todos aqueles que almejam superar o analfabetismo político, uma vez que é da política que depende o bem-estar social sem o qual não pode haver bem-estar pessoal. Apenas a política é a causa da situação aflitiva do mundo. O culto que se dispensa a Deus, fosse transferido para a política o mundo não estaria à beira do caos. Mas ela, a política foi tão desvirtuada que aqui entre nós quadrilhas de bandidos assumiram o poder e perseguem os poucos homens de bem que procuram preservar seu verdadeiro sentido. Temos aqui algumas citações de pensadores, os quais, e não escórias da intelectualidade merecem a qualificação de celebridades e “famosos:   

1 - Confúcio afirmou que o povo segue o exemplo do governante. Desta sábia conclusão se deduz que não podendo ainda as sociedades prescindir dos governos, e sendo estes formados por pessoas cuja personalidade foi deformada pelas gerações que os antecederam e que implantaram neles o complexo de Rei Midas, não podem eles dar outro exemplo senão o de haver vantagem em explorar o semelhante, única forma de satisfazer a necessidade desnecessária de ouro, razão pela qual o mundo foi transformado numa fábrica de fazer riqueza, do que resulta a infelicidade existente. É o pior dos exemplos que os governantes dão aos governados.

2 – Platão afirmou que o maior castigo consiste em ser governado por alguém pior que os governados. Dá, ou não dá o que pensar tal conclusão? A humanidade apenas não sabe ser infeliz. Mas é plenamente infeliz por conta de ser governada por seres humanos que além dos defeitos próprios da espécie humana foi acrescentado o defeito bárbaro de parasitar a classe trabalhadora, o que os torna piores do que ninguém mais.

3 – Aristóteles afirmou que viver numa sociedade orientada pela razão é o que nos faz humanos. Nas entrelinhas desta sábia conclusão tem-se que a sociedade humana se tornou desumana por ser orientada pela irracionalidade de ser rico cada ser humano, o que é absolutamente impossível. É desta orientação fartamente pregada pelas marionetes dos ricos donos do mundo, também chamadas de economistas, verdadeiros arautos do mal, que resulta a situação insustentável em que se encontra a humanidade, prestes a não ter mais água, comida e ar respirável.

4 – Kautilya, filósofo indiano, segundo a amigona Wikipédia, teria afirmado, segundo consta da página 45 de O Livro da Política, que o ato de governar precisa de ajuda, ajuntando a título de ilustração o exemplo de uma roda, que não se move sozinha. Sábia conclusão. O general Charles de Gaulle, posteriormente, afirmou ser a política uma questão muito séria para ser deixada a cargo dos políticos. Entretanto, como governar virou sinônimo de enganar, os governantes isolaram-se das sociedades que governam e se enclausuraram numa redoma de corrupção da qual faz parte irresponsabilidade, ladroagem, cinismo, prostituição, imoralidade. Para isso, claro, é preciso evitar que o povo enganado saiba o que se passa lá por debaixo do pano. Como disse o governador de São Paulo, se o povo souber a verdade a guilhotina será ressuscitada.

5 – Han Fei Tzu afirmou ser o começo do fim quando maus ministros desfrutam de lucro e segurança. Até parece que esse cara há mais de dois mil e duzentos anos via lá de longe as sociedades atuais, principalmente a brasileira quando absolutamente todas as autoridades sem exceção arrebanham imensas riquezas com tal segurança que basta "negar as acusações" para que a "justiça" as absolva de qualquer coisa.  O modo canhestro de administração que dá às autoridades o direito de não serem fiscalizadas, tendo elas a personalidade fundamentada na falsa premissa da necessidade de riqueza, fica impossível a qualquer ministro estar diante do ouro e segurar a barra para não meter as mãos nele.

6 – Agostinho de Hipona, outra personalidade digna da qualificação de célebre, perguntava: Não havendo justiça, o que são os governos senão um bando de ladrões? Que grandessíssima conclusão! Esse cara se referia diretamente, parece, à nossa situação. Como não se pode falar de justiça quando a nobilíssima arte de governar foi transformada num conluio entre os três poderes encarregados de se autofiscalizarem? Desmoralizaram-se tanto que perseguem os colegas honestos o que ocorre quanto se insurgem contra a Operação Lava Jato sob os mais canhestros argumentos de haver exagero na ação dos bravos jovens defensores das futuras gerações. Que tipo de exagero pode cometer quem procura proteger a sociedade? A afirmação do grande pensador bate com o realidade atual porque absolutamente todos os governantes de todo o mundo não passam de bandos de ladrões que parasitam seus governados.

7 – Outro pensador, Al-Farabi, afirmou que o povo recusa o governo de homens virtuosos. Sábia conclusão! Explica o motivo pelo qual a democracia é tida como a melhor forma de administração pública apenas por não haver outra menos ruim. Nem podia ser diferente uma vez que é o povo quem escolhe os governantes. Tendo os governantes por tarefa primordial inutilizar a capacidade de raciocínio do povo atrofiando-lhe a mentalidade de modo tão eficaz que o faz ter nulidades como “celebridades” e “famosos”, consequentemente, não pode ele, o povo, ter o discernimento necessário para escolher governantes, razão pela qual palhaço, boxeador, pastor, jogador de futebola, ladrões e nulidades que tais são transformadas em autoridades governamentais.

 8 – Outra verdadeira celebridade, Jean Bodin, segundo ainda O Livro da Política, afirmou que a soberania é o poder absoluto e perpétuo de uma comunidade. Isto quer dizer que se o brasileiro tivesse vergonha na cara, teríamos todos a cara vermelha de vergonha porque pode alguém encontrar soberania na babação de ovo pelo “American Way of Life” vergonhosamente demonstrada pela mídia através do espalhafato deprimente sobre as eleições nos Estados Unidos e do festejamento copiado do Halloween, fartamente incentivado pelo jornal Folha de São Paulo?

Todas estas sábias observações resultaram numa conclusão magistral do grande pensador Marx ao afirmar que os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo. A questão, porém, é transformá-lo. Faltou, entretanto ao grande pensador a percepção do impasse existente por duas questões seguintes: PRIMEIRA. Os que detém o poder não querem mudar nada uma vez que suas personalidades deformadas de Reis Midas encontram ambiente propícia na situação atual. SEGUNDA. Mudar, o povo mudou em 1789 na França e em 1917 na Rússia, mudanças que se não mudaram para pior, em nada melhorou suas condições sub-humanas. A mudança para uma sociedade civilizada exige elevado grau de politização, o que inexiste no povo em função de ser sua educação ditada pelos que não querem nada mudar. Que precisa mudar, não há dúvida. A porca torce o rabo é que para mudar se faz necessário uma juventude que não só não leva para caso um zero do Enem, mas também que seja alfabetizada politicamente a fim perceber que tudo que lhe dizem a papagaiada de microfone e os escritores assalariados são recados de seus algozes, os ricos donos do mundo.  Inté.