domingo, 20 de fevereiro de 2022

ARENGA 646

 

Supondo haver milagres e que um deles viesse a fazer brasileiro ter vergonha na cara cínica, causaria comoção social no Brasil a declaração pública do ladrão Lula (segundo o livro O Chefe) dizendo-se o mais honesto dos brasileiros. No entanto, não sabendo o que é nobreza de caráter, nenhum brasileiro sentiu-se incomodado ao ter sua honestidade posta em cheque ao ser considerada inferior à de um larápio que sem trabalhar saiu da condição de pau-de-arara para o miliardário a que se refere o insuspeito doutor Hélio Bicudo e que só não está na cadeia graças à canalhice dos cavaleiros negros mambembes do STF. O fato de ninguém se incomodar em ser equiparado a ladrão (veja-se a respeito o livro O Chefe) significa duas coisas: ou todos os brasileiros são realmente ladrões ou são tão cínicos que não se sentem ofendidos em ter sua honestidade considerada inferir à de um ladrão.

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Se, porém, em vez de dotar de vergonha os brasileiros, o milagre pusesse nariz de Pinóquio e tornasse de um vermelho vivo uma banda da cara dos brasileiros ladrões, quantas autoridades ficariam fantasiados para o carnaval fora do carnaval?

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Na página 202 do livro O Fim Do Poder está dito que armas, dinheiro e astúcia são as ferramentas com as quais se constrói uma sociedade política e economicamente estável. Sendo assim, em termos de evolução civilizatória nenhuma diferença há entre a cultura contemporânea e a dos tempos bárbaros de Alexandre Magno.

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No Youtube, obscuro pau-mandado do sistema, figura tão minúscula quanto sua personalidade, denigre a imagem luminosa do Grande Mestre do Saber Paulo Freire, laureado por quarenta países do mundo em função de seu ideal de um sistema educacional que estimulasse nas crianças a capacidade de raciocinar. Como disto resultaria em eleitores que soubessem votar certo, tal ideia é satanizada por compinchas dos parasitas que se aproveitam de um sistema podre de administração pública para se locupletar. 

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No Youtube, com linguagem tão chula quanto a personalidade, papagaio de microfone expelia até pelos poros impropérios contra os comunistas assassinos de milhares de seres humanos no dizer daquela figura insignificante. No entanto, os inimigos do comunismo assassinam muito mais. Só Hitler assassinou milhões, e a pobreza decorrente da privatização da riqueza pública pelos avaros anticomunistas mata mais ainda de fome, violência e doenças curáveis.

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É por não raciocinar, como sabia o perseguido Paulo Freire, que a brutalidade ainda é tão exuberante que a terceira guerra mundial só não pipoca porque os beligerantes sabem que se autodestruirão mutuamente tamanho é o poder de fogo de cada lado.

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É por não raciocinar que a opinião da juventude, o maior poder do mundo, foi anulado e é indiferente à contradição entre a obrigatoriedade de se viver em sociedade e, ao mesmo tempo, predominar tamanho egoísmo que dá origem a um sistema financeiro parasitário por meio do qual a riqueza do mundo que devia ser usada em comum se encontra privatizada num mundinho dourado de avaros Reis Midas.

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Paulo Freire sabia que por não raciocinar é que fica fácil fazer da juventude um povo sem ideal, destinado a ter a vida dos irracionais, limitada a comer, cagar, reproduzir e, como o burro-de-carroça, trabalhar para produzir uma riqueza da qual, segundo Lula, os pobres não participam por não merecerem nada mais do que o necessário para sobreviver.

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Acompanhar os ensinamentos dos Grandes Mestres do saber faz raciocinar e descobrir que em vez de deus é a política que dita o destino do mundo. Como um povo que raciocina não permitiria uma sociedade parasitada por rufiões do sistema financeiro, para evitar que o povo venha a ter tal conhecimento, denigre-se a imagem de quem quer que se manifeste por justiça social.

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É por não raciocinar que pais de família são indiferentes a que depois de ralar por anos a fio e se tornarem profissionais em qualquer atividade seus filhos apenas conseguem o necessário para sobreviver enquanto vagabundos e incapazes de fazer um O com um copo enriquecem e viram “famosos”, “celebridades” e reis de pau oco exercendo atividades de nenhuma importância social.

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No livro O HORROR ECONÔMICO a intelectual Viviane Forrester atribui à economia os males do mundo. No livro O HORROR POLÍTICO, entretanto, estes males são atribuídos à política pelo intelectual Jacques Généreux, o que lembra uma tal de redoma de vidro de que ouvi professores falar na faculdade, de onde intelectuais veem o mundo de modo diferente das pessoas que participam da realidade da vida. Se é a política praticada pelos homens que monta o sistema econômico, todos os males que afligem a humanidade decorrem é da estupidez humana que em vez de ter a riqueza como meio de proporcionar bem-estar social a considera privilégio dos poucos Reis Midas do mundo. Enquanto o homem for o lobo do homem, a política montará uma economia da qual resultará gatos pingados super trilionários e imensa massa de frequentadores de igreja, axé e futebola nas mesmas condições do burro-de-carroça, com o necessário apenas para sobreviver, como afirma Lula, sob entusiásticos aplausos que denunciam estupidez de quem aprova tamanha burrice.

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Tá demorando mais que o necessário para a desmoralização fazer o STF e a política caírem de podres.

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Tem esse negócio de sobrevoar lamaçal, não sinhô. Tem mais é que meter o pé presidencial na lama e ajudar tirar cadáveres de lá de dentro. Quem manda comprar deputados com o dinheiro de fazer obras de prevenção?

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Joaquim Barbosa e Sergio Moro não têm chance de sucesso político. Para isso depende de partidos políticos, antro de bandidos que fogem deles como o diabo foge da cruz.

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Encarar o mundo e a vida como resultantes de processo evolutivo do qual não participa inteligência, isto é, deus, fica mais fácil de entender o mundo e a vida. A violência sexual, por exemplo, que sociólogos, teólogos e juristas tagarelam a respeito, nada mais é que reflexo da lembrança do tempo em que não havia diferença entre humano e bicho. Como o macho é mais forte fisicamente, uma vez tomado pelo desejo irresistível de penetrar uma fêmea, era normal fazê-lo independentemente de querer ela ser penetrada. O fato de ter sido convencionado ser ilegal o ato sexual sem o consentimento da fêmea não anulou no macho moderno a lembrança do tempo em que inexistia a restrição.

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A economia, também motivo de infindáveis tagarelices inúteis, fica fácil de ser entendida a partir de uma comunidade dos tempos de homem-bicho, como faz Eduardo Moreira nas páginas 29 a 34 do seu pequeno grandioso livro Desigualdade. Ele imagina uma comunidade primitiva recém-instalada em um lugar, cuja manutenção depende da única riqueza de que dispõe e que consiste em frutos, água, caça e a mão de obra necessária para colher, caçar, transportar e tornar estes bens passíveis de uso por todos tendo em vista que o grupo é forte se são fortes os indivíduos que o compõem. Desta forma, como diz o Mestre do Saber, a riqueza não é um fim em si mesma. Seu fim é assegurar o bem-estar coletivo. Daí que a existência de ajuntadores de riqueza privada, monstros de cuja boca escorre baba de dragão, está em total desacordo com a finalidade da riqueza produzida pela coletividade humana.

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Justiça no Brasil com Z, como diz a Rádio Bandeirantes AM de SP do orgulho gay, é tão aleijada que um desvalido é privado da liberdade por roubar um pão de um rico enquanto um rico como Geddel é mandado para casa depois de roubar tanto dos pobres que só num cuecão do tamanho de um apartamento na Graça escondia cinquenta e um milhões.

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Cachorrinhos são de imensa amistosidade e fofura. O pelo é de uma maciez impressionantemente agradável e eles têm prazer em deixar que os acariciemos. Contudo, fica entre o ridículo e o engraçado seus donos com um saquinho de plástico em uma das mãos, a outra dentro de outro saquinho de plástico recolhendo os toloquihos de cocô que eles vão depositando nas calçadas.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

ARENGA 645

 

Considerando o que disse com propriedade o Grande Mestre do Saber George Orwell de ser um ato revolucionário dizer uma verdade num mundo de falsidades, e considerando que ato revolucionário significa rebeldia contra um sistema estabelecido, e como o sistema político estabelecido para governar o mundo é de pura injustiça, entre muitos outros, que por dizerem verdades, a punição de Julian Assange prova quanta lucidez há na afirmação do mestre porque no falso mudo atual falar verdade merece castigo.

Abertas as cortinas do palco da vida humana, o cenário que se descortina é de falsidades. Lá estão pregadores afirmando haver um deus para garantir justiça, quando, na verdade, predomina tão exuberante injustiça que um por cento da humanidade vive nababescamente às custas do trabalho dos outros noventa e nove por cento, entre os quais inúmeros são os que, como cães vira-latas, precisam roer osso para sobreviver. Há pregadores para assegurar que paz de espírito é mais importante do que dinheiro, quando, na verdade,   é impossível ter qualquer tipo de paz em estado famélico, sobretudo se vitimado pelas terríveis dores do câncer de estômago ou as várias enfermidades com as quais a natureza se encarrega de nos brindar como prova de inexistência de ação inteligente.

Contudo, a maior de todas as falsidades sobre o palco da vida é o analfabetismo político. Sem ele todas as demais falsidades viriam abaixo porquanto é na necessidade de correr atrás de dinheiro onde se encontra a ausência da paz. Se para não morrerem de fome, os despossuídos buscam dinheiro recorrendo à violência que é fonte de insegurança, num paradoxo, quem tem dinheiro em demasia, busca tê-lo cada vez mais, também pela violência, a da exploração de quem trabalha.

Gastam-se no mundo tamanha riqueza para sustentar o analfabetismo político que obstaculiza o avanço para a civilização e a paz que pessoas menos estúpidas do mundo da enganação, sentindo a consciência pesada, estão doando dinheiro para obras de assistência social, enquanto os mais ignorantes, com o dinheiro de salvar crianças da fome e doenças, promovem bacanais onde abundam bundas de prostitutas. A segurança do analfabetismo político tem como contraponto a segurança da torpeza política porque deixa à vontade a bandidagem travestida de autoridades administrando a imensa riqueza do mundo, cenário que clama por mudança uma vez que na base da pirâmide político/social do mundo, analfabetos políticos nomeiam falsos líderes como responsáveis pela administração da riqueza pública produzida por quem trabalha, no vértice, como resultado desta distorção, a falta de discernimento dos escolhedores leva-os a escolher os maiores e mais prejudiciais de todos os ladrões, aqueles que roubam da humanidade até sua dignidade entorpecendo-a com o efeito faustão para tornar possível eternizar locupletação e tão esplendorosa impunidade que os próprios criminosos fazem leis que legalizam a ilegalidade, resultando num mundo de tamanha torpeza que bandidos são as excelências da sociedade.

Ao contrário do que pregam arautos profissionais das falsidades, o dinheiro é o único e verdadeiro poder na face da Terra. A falta de observação desta realidade é a fonte de onde jorra com fulgurante esplendor a estupidez de quem gasta dezenas ou centenas de milhares no hospital e diz que ficou bom graças a deus. Mas, sendo um mundo de falsidades, como disse mestre Orwell, dizer esta verdade é conquistar ojeriza. Entretanto, como o tempo é o senhor da razão e a verdade demora mas sempre aparece, como um nascer de um sol de verão, novo horizonte dissipará as trevas da crendice, pai e mãe do atraso, que faz doutores comungarem com analfabetos a mesma ideia de um deus criador, farsa que já era contestada lá na Grécia há mais de mil e quinhentos anos, mas que ainda hoje está presente no “graças a deus”, “com fé em deus”, “se deus quiser”.

  

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

ARENGA 644

 

Com o Dilema do Trem, desocupados de atividades laborais levantaram uma questão que leva quem pensa a remoer dúvida desnecessária. Todo caso, em se tratando de seres humanos, é impossível não se deparar com bobagens tipo “penso, logo existo”, porque pedras não pensam e muitos dedões roxos pelaí afora dão provas de que elas existem.

No Dilema do Trem, um trem desgovernado esmagaria algumas pessoas atadas sobre os trilhos, mas que poderiam ser salvas se alguém num viaduto sobre a linha férrea empurrasse um homem muito gordo para que seu corpão parasse o trem antes de atingir o grupo. Apesar de merecer atenção de pensadores, isto não passa de grande bobagem porque se a natureza se encarrega de nos brindar com situações aflitivas, devem-se dispensar invencionices nesse sentido.

Entre goles de uísque no Aerobar, dizia alguém ter acontecido que entre três astronautas americanos, a pouca quantidade de combustível exigia o sacrifício de um deles, e da Terra veio um justo critério de escolha segundo o qual deveria sacrificar-se aquele que não soubesse responder a uma pergunta. Ao primeiro, perguntou o nome do presidente dos Estados Unidos. Ao segundo, o significado da sigla NASA. Ao terceiro, um negro, como soletrar o nome do ator Arnold Schwarzenegger. 

Se é justo o sacrifício de poucos para salvação de muitos, tal convenção está atualmente invertida se noventa e nove por cento da humanidade são sacrificados para assegurar vida regalada de um por cento de ricos perdulários que se assenhorearam do mundo. Segundo este texto na página 163 do magnífico livro Os Donos Do Mundo, há cerca de dois mil anos Santo Agostinho já denunciava esta injustiça na forma como se manifestam os poderosos na sociedade:

“Afastada a injustiça, que são, na verdade, os reinos senão grandes quadrilhas de ladrões? Que é que são, na verdade, as quadrilhas de ladrões senão pequenos reinos? Estas são bandos de gente que se submete ao comando de um chefe, que se vincula por um pacto social e reparte a presa segundo a lei por ela aceita. Se este mal for engrossando pela afluência de numerosos homens perdidos, a ponto de ocuparem territórios, constituírem sedes, ocuparem cidades e subjugarem povos arroga-se então abertamente o título de reino, título que lhe confere aos olhos de todos, não a renúncia à cupidez, mas a garantia da impunidade. Foi o que com finura e verdade respondeu a Alexandre Magno certo pirata que tinha sido aprisionado. De fato, quando o rei perguntou ao homem que lhe parecia infestar os mares, respondeu ele com franca audácia: “O mesmo que a ti parece isso de infestar todo o mundo; mas a mim, porque o faço com pequeno navio, chamam-me ladrão; e a ti porque o fazes com uma grande armada, chamam-te imperador”.

Não são, de fato, ladrões aqueles que sob diversos subterfúgios arrancam fortunas do povo? A Servidão Humana, título do livro de Somerset Maugham sobre o sofrimento de Philip está materializada na humanidade uma vez que ela é obrigada a servir a parasitas como mostra a contracapa do livro Escravidão Contemporânea, de Leonardo Sakamoto:

“A escravidão foi abolida no Brasil no século XIX. No entanto, todo ano, pessoas são traficadas, submetidas a condições desumanas de serviço e impedidas de romper a relação com o empregador. Não raro, sofrem ameaças que vão de torturas psicológicas a espancamento e assassinatos. Entre 1995 e 2019, mais de 54 mil pessoas foram encontradas em regime de escravidão em fazendas de gado, soja, algodão, café, laranja, batata e cana-de-açúcar, mas também em carvoarias, canteiros de obras, oficinas de costura, bordéis, entre outras unidades produtivas no Brasil”.

Fora este tipo de escravidão, o que é o emprego senão uma escravidão tão sofisticada que é implorada por quem ainda não foi escravizado, o desempregado? É seu trabalho que produz a riqueza dos parasitas ricos donos do mundo tão estúpidos que na revista Forbes fazem figa a famintos brandindo montanhas de ouro nos narizes de desvalidos.

Se os escravistas são apenas um por cento da humanidade, e se está convencionado sacrificar a minoria em benefício da maioria, por que, não ser coerente com a convenção para reverter a situação e sacrificar os ricos donos do mundo a fim de que sua riqueza beneficie os noventa e nove por cento de não ricos e famintos? Afinal, este sacrifício não implica na vida, apenas nas contas dos infernos fiscais.

Se no mundo inteiro existem televisores em cada quarto das casas, salas de espera e logradouros públicos com Faustões, Sílvios Santos, Rodrigos Faro, BBBs Fazendas, Lucianos Huck, “famosos”, “celebridades” e reis de pau oco, recebendo imensas fortunas do povo, é exclusivamente para manter esse povo incapaz de refletir sobre sua condição de eternos hospedeiros de parasitas. 

  

 

 

 

 

 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

ARENGA 643

 

 

A papagaiada de microfone da Rede Bandeirantes está alvoroçada por lançar a estreia de Faustão. É mais uma evidência da maldade inerente à cultura vigente do venha a mim e os outros que se danem para a qual é imprescindível um povo tão néscio a ponto de ver em Faustão alguma importância. Na verdade, cada um dos admiradores de Faustão é também um Faustão em potencial. Para que se torne um Faustão de fato é que existe o alvoroço da papagaiada de microfone da Rede Bandeirantes que tem seus motivos canhestros para criar programa intitulado Brasil com Z. 

Tanta imbecilidade tem razão de ser se àqueles que ditam como deve pensar a massa bruta de povo interessa um povo incapaz de pensar alto uma vez ser essa escória intelectual a quem cabe a responsabilidade de eleger as autoridades entre aspas que irão portar a chave do cofre do erário. Já o escritor espanhol do século XIX, Pio Borja, declarava ser mais fácil enganar a multidão do que enganar ao indivíduo (Pág. 161 de Os Donos Do Mundo). Vai daí que a realidade da vida mostra que o objetivo das “autoridades” escolhidas pelas multidões é fazer delas burro-de-carroça e explorá-las a fim de assegurar a si mesmas uma vida de tripas forras em mansões onde para se alimentar é preciso haver identidade entre o vinho e a carne, não obstante a existência de multidões para as quais felicidade é poder roer osso e dispor de absorvente íntimo que impeça o fluxo menstrual de escorrer pelas pernas.

Uma vez ciente da realidade de ser a multidão que escolhe a “autoridade", e de ser mais fácil enganar as pessoas quando em multidão, e de ser a enganação o objetivo das “autoridades, percebe-se que a euforia da papagaiada de microfone, sabujo das “autoridades” de plantão, é que havendo um Faustão por trás de cada microfone e de cada esquina para injetar estupidez nos passantes, assegura-se maior facilidade para a enganação que transforma em escravo o verdadeiro senhor, o povo, visto ser quem paga a conta de tudo.

O efeito faustão é tão avassalador para a sociedade que desmoraliza o conceito de democracia. Segundo observação na mesma página 16l de Os Donos Do Mundo, a democracia seria um sistema de governo no qual os governantes são escolhidos pelo voto dos cidadãos. Entretanto, estando fora de qualquer lógica considerar cidadã a malta festiva de drogados pelo efeito faustão, uma vez que absolutamente ninguém ali tem noção do que seja cidadania, cujo conceito envolve desfrute de liberdade e não há que falar em liberdade para quem vive sob o jugo do medo a que se refere George Orwell em 1984 e a subserviência no atendimento ao chamado do apito do emprego a que se refere Máximo Gorki em A Mãe.

Conclui-se, pois, que a falação de democracia é nada mais que uma das muitas enganações de que é vítima a massa bruta de povo leva pela arte satânica de marqueteiros a eleger quem promove maiores espetáculos mambembes com cantores também mambembes. 

 

 

sábado, 22 de janeiro de 2022

ARENGA 642

 

Segundo a religião dos gregos antes de virar mitologia, destino inevitável de todas as religiões, posto tratar-se de ingenuidade que o passar do tempo transformará em entretenimento literário, Zeus, o deus maioral entre todos os deuses e pai do deus Prometeu, foi acometido de um nervosinho e resolveu castigar os homens e seu criador, seu próprio filho e também deus, Prometeu, por tê-los beneficiado presenteando-lhes com o fogo que permitiu aos homens se tornarem superiores aos outros animais. Zeus, então, para se vingar dos homens, criou Pandora e mandou de presente para eles e Pandora não se fez de rogada. Esparramou sofrimentos quando por curiosidade abriu a caixa que os continha. Voltando-se Contra seu filho Prometeu, mandou outro filho seu, o deus hábil no manuseio de ferro, Hefesto, para acorrentar seu irmão Prometeu a um rochedo. Como a maldade é inata no ser humano dada sua condição de ainda entes primitivos, não podia faltar maldade na personalidade das divindades por eles inventadas. Assim, não satisfeito com tamanha maldade, Zeus ainda mandou que uma águia comesse o fígado de Prometeu sempre que ele se recompusesse depois de ter sido comido.

Mas, a propósito do quê esta lenga-lenga sobre mitologia? Ah, Sim! A propósito de ter sido Prometeu condenado ao sofrimento por conta do altruísmo ao agir para beneficiar, diferentemente da humanidade, também condenada a penar eternamente de males provenientes de sua própria estupidez. 

Entretanto, diferentemente de Prometeu, para quem não restava outra opção senão o sofrimento eterno, como admite ele mesmo na peça Prometeu Acorrentado, do dramaturgo Esquilo, para a humanidade há um caminho pelo qual pode livrar-se do sofrimento desde que se disponha a raciocinar, o que, antes de tudo, implica em sacudir fora o efeito imbecilizante do pão e circo que faz adulto se comportar como criança. Ao raciocinar como adultos os seres humanos descobrirão se encontrarem numa arapuca. Não é exagero, não. Um minuto de reflexão basta para se concluir não ter sentido a vida nem quem quem trabalha como desvalido para dar vida mansa à plêiade de parasitas do trabalho alheio conhecidos como ricos, nem a vida de quem passa o tempo de que dispõe de energia gastando-a em acumular riqueza uma vez que no frigir dos ovos irá virar comida de germes ou fumaça e cinzas num forno crematório. 

 Tão enredados estão pobres e ricos em suas vidas inúteis que nem lhes ocorre uma necessidade de buscar mudança uma vez que acreditam estar tudo bem embora vivendo num mundo cão onde a cada esquina a pessoa é espreitada por uma nova doença ou por violência. A abundância de festejamentos e requebramentos de quadris ficam por conta do faz-de-conta estar tudo bem quando está tudo é muito mal. 

A indisposição de lutar pela autodefesa impedirá a humanidade de poder vislumbrar o raiar de uma era isenta de tantos sofrimentos evitáveis. Ao contrário, a exemplo de Cisto, não faltam manifestações de desapoio a quem lhe indica caminhos menos sofríveis por onde caminhar e de apoio a quem lhe impinge sofrimentos uma vez que a falsos líderes nunca faltaram seguidores.

Como a superação da estupidez representa um Nó Górdio cujo desfazimento depende poder a humanidade elevar-se além da mediocridade em que chafurda feliz da vida, ou a humanidade seja ela própria seu Alexandre e desmancha esse nó, ou, do contrário, como Prometeu, penará para sempre se não há outra forma de vida senão a comunitária que jamais terá sucesso com cada um buscando seu quinhão individual, indiferente às necessidades dos demais, porque estes serão acossados a buscar pela violência aquilo de que precisam e a violência é fonte geradora de infelicidade, e, portanto de sofrimento.    

 

 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

ARENGA 641

 

A pergunta “que país é esse?” com a qual Millôr Fernandes titulou seu livro, no que diz respeito às mazelas deste pedaço da américa latrina, mas que também pode ser feita a respeito da situação do mundo (QUE MUNDO É ESSE?), tal questão esse cantinho de pensar pode responder, e o faz da seguinte forma:

Se nossa terra, pátria de deus, tanto quanto o resto do mundo estão em situação deplorável o bastante para motivar semelhante questionamento é por ter seu destino na dependência de líderes cuja liderança é exercida ao contrário. Isto é, sacrificando os liderados em benefício dos próprios líderes. É uma conclusão tão evidente que independe de inteligência superior à comum a  todas as pessoas. A desarrumação humana está à vista desde que se tenha visão para além da ponta do nariz. Aí estão os palácios, as mansões, a vida regalada a lagostas e vinhos caríssimos, as verbas secretas, as emendas parlamentares, cartões corporativos e as riquezas pessoais tiradas do erário. As decisões dos líderes são compradas como as mercadorias no supermercado. Como quem pode comprar estas decisões é quem tem muito dinheiro, fica o destino do mundo e da humanidade a mercê de quem tem muito dinheiro, ou seja, os ricos. É o que mostra o estudo da História. Desde que se tem notícia de vida social é de pessoas sendo sacrificadas em benefícios de outras pessoas. Fala-se inutilmente em justiça. Mas que justiça se a realidade é muitos produzindo para que poucos desfrutem? Já é tempo de haver um despertar para novos novos ares soprarem para longe o ranço da cultura de acumulação de riqueza em poucas mãos para poucas pessoas e de mãos vazias para muitas pessoas. Mas, a depender de falsos líderes, isto jamais ocorrerá. Só haverá justiça social quando esta maioria sacrificada em benefício de poucos for despertada para a necessidade de mudar esta realidade, mas mudar de forma inteligente e duradoura, diferentemente das tentativas de mudança feitas na base da violência, todas redundantes fracassos se baixada a poeira das chamadas revoluções tudo volta à situação de poucos desfrutando do trabalho de muitos.

A única razão pela qual o povo vive de mala pior é ser ele alheio ao seu destino, deixando que falsos líderes decidam por ele. Desta forma, sendo as decisões dos falsos líderes dependentes do dinheiro dos ricos usurpadores do produto social, é chover no molhado esperar que de políticos venha para povo mais do que apenas migalhas. Nada mais do que o necessário para se ter vitalidade a fim de poder continuar fazendo a riqueza da qual não desfruta.

Numa situação hipotética, se não se realizasse uma única atividade circense durante um ano, implicaria em algum sofrimento ou morte de alguém? Evidente que não. Suponhamos agora que durante o mesmo período nenhuma atividade de assistência à saúde fosse realizada, implicaria em sofrimentos e mortes? Evidente que sim. Então, por que moleques, maltrapilhos mentais, vagabundos espirituais, verdadeira nata do excremento social em termos de intelectualidade merecem aplausos e reconhecimento da sociedade em retribuição a espetáculos circenses em vez de ser esta atenção voltada para os profissionais da saúde, segurança e educação? Está aí no blog Outras Palavras, escola de politização, matéria intitulada RELATO DE UMA ENFERMEIRA À BEIRA DO ESGOTAMENTO, enquanto no Yahoo Notícias, uma inútil “celebridade” mostra a bunda em curtição milionária na praia no mar das Maldivas.

Se não falta na imprensa um blábláblá asqueroso sobre é preciso fazer isso, é preciso fazer aquilo e mais aquilo, não passa de cinismo porque a única coisa que é preciso ser feito é castrar o poder da elite econômica. Cortar a voracidade desta casta que representa um obstáculo à circulação da riqueza retida em suas mãos sujas pelo sangue, suor e lágrimas de quem trabalha. É uma classe de tamanha estupidez que pavoneia suas montanhas de ouro ante multidões se famintos.

 Ao deixar-se levar o povo pelas artimanhas da trupe covarde de ladrões engravatados resulta um Estado tão incapacitado de cumprir sua nobre função de impor justiça social que embora a Constituição estabeleça teto salarial de quarenta mil reais para cargos públicos, funcionários do tal de alto escalão recebem quatrocentos mil. Que raios de Estado é este? Também a esta questão este caninho de pensar pode responder: é um Estado cuja população lota igrejas, terreiros de axé e de futebola em vez de lotar os órgãos da administração pública em busca de informação sobre o que está sendo feito com o dinheiro dos impostos. Nesse sentido, a indiferença do povo se assemelha à do bêbado que embarca indiferentemente ao destino do transporte.

Que se ressuscite a ideia de Marx sobre a necessidade de salvar o mundo da cultura que põe o bem-estar social na dependência de ricos investidores se o objetivo de rico é transformar o povo em bobos a fim de lhes esfolar impiedosamente. Um exemplo? No dia 19/01/2021, no Programa Bandeirantes Acontece, da Rádio Bandeirantes AM de São Paulo, o jornalista Cláudio Humberto explicava o porquê da astronômica elevação do preço da energia elétrica da seguinte maneira:

O presidente Bolsonaro, em nome do povo, autorizou à turba de ricos do setor elétrico a tomar emprestado de agiotas internacionais valor de cerca de trinta e alguns bilhões de reais para serem pagos pelo povo com aumentos nas contas de luz. Daí que a massa bruta de povo, tapeada com desculpas de escassez hídrica, mais isso e mais aquilo, como sempre, paga os empréstimos enquanto faz orações, bailam axé e esperneiam no futebola. Esta é a sina de quem foi induzido a crer ser possível deixar o destino a cargo de malandros.

       

 

 

 

  

 

domingo, 16 de janeiro de 2022

ARENGA 640

 

No que diz respeito a uma sociedade sem tanta injustiça, todo caminho, leva a Marx em vez de Roma. Marx avisou haver necessidade de mudar o mundo. Se o destino do mundo é traçado pela política, e se a política em todo o mundo está a mercê de avaros juntadores de riqueza, não há como se ter uma sociedade civilizada sem antes mudar o mundo sob pena de ter a humanidade o mesmo destino dos dinossauros. Ameaças nesse sentido decorrentes da agressão à natureza pela sanha incontida dos Midas do mundo já se fazem sentir.

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O FMI já teve um diretor chamado Rodrigo Rato que deve ter dado origem à ratazana que esfola o rabo da humanidade.

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Quando a religião virar mitologia, o que é inevitável visto ser também inevitável que a lenta, mas implacável, elevação espiritual faça virar motivo de galhofa literária conversar com estátua e comprar feijão milagroso, quando chegar esta época, o STF estará para a mitologia brasileira assim como Cérbero, o cão protetor das almas más do mundo inferior está para a mitologia grega.

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É brilhante a estupidez do carioca em filas quilométricas para encher o tanque do carro e economizar o equivalente a dois ou três litros de gasolina, se, sob seus aplausos, Sergio Cabral lhes roubou o bastante para comprar trilhões de litros.

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A exorbitância da estupidez do brasileiro torna sem sentido o título que Carlos Marighela deu a seu livro CHAMAMENTO AO POVO BRASILEIRO, porquanto esse chamamento seria para se engajar na luta política em busca de melhores condições de vida, mas o único chamamento a que os brasileiros correspondem é de igreja, axé e futebola.

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A afirmação de ser necessária a restrição ao combate à corrupção para não prejudicar empesas vai encontrar explicação no comportamento de quem, como burro-de-carroça, tem tapa-olho que impede visão mais ampla. Devido a esse tapa-olho é que a humanidade é conduzida feito gado para o matadouro. O ser humano não pensa por si mesmo. Seu pensamento é manipulado pelos meios de comunicação. Não é por outra razão que George Orwell, pseudônimo de Eric Blair, afirmou que se imagina existir uma natureza humana, quando, na realidade, em função de ser facilmente influenciável o ser humano, sua natureza independe de sua vontade. É criada. (Pág. 89 de Os Donos do Mundo, de Cristina Martín Jiménez).

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Na página 90 também de Os Donos Do Mundo, vê-se que do ponto de vista do interesse social as relações governo/empresários são tão imorais quanto as que ocorrem nos prostíbulos. A esta afirmação, este cantinho de pensar acrescenta que no livro Se Não Fosse O Cabral, Tom Cardoso expõe de modo irretocável esta realidade. Como massa bruta de povo só lê sobre futebola, "celebridades", "famoso" e reis de pau oco, fica sem saber estas coisas.

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Era tão grande a vã esperança no operariado como agente de mudança que no livro Delivery Fight, seu autor, Callum Kant, afirmou que o operariado constituía a classe à qual pertencia o futuro quando a realidade é que à classe operária festeira e feliz de uma felicidade de débil mental, cabe orar, rebolar no axé e no futebola enquanto leva ferro.

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Na orelha do livro A Dupla Face Da Corrupção, de J. Carlos de Assis, consta que em defesa da lei de imprensa o magistrado Darcy Arruda Miranda declarou que não constituía atentado à Supremacia Nacional acusar autoridades constituídas atingindo-lhes a credibilidade e a confiança públicas. Disto se deduz que os tempos degradaram extraordinariamente porque se houve tempo em que autoridades mereciam credibilidade e confiança do povo, hoje, ao contrário, em razão da escancarada depravação, são odiadas e vítimas de xingamentos. 

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Na orelha da contracapa do mesmo livro, consta que Giuseppe Semmola defende a necessidade de denunciar ações torpes de autoridades a fim de serem defenestradas da estima do país. No entanto, atualmente, a torpeza é carta de recomendação para pretendentes a posto de autoridade, e o banditismo político é garantia de sucesso na vida.

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Contrariando a afirmação de Erasmo de Roterdam na página 83 de Elogio da Loucura, de ser a virtude a única fonte de nobreza, se isto era verdade há meio milênio, atualmente é o contrário porque é a depravação em vez da virtude que mais facilmente abre portas para o sucesso, haja vista as “celebridades” e “famosos” no Yahoo Notícias.

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Há grande contradição em ter sido um imperador (Constantino) o responsável pela força do cristianismo ao instituí-lo como religião do seu império, e ter a força do cristianismo impedido o casamento de outro imperador (Henrique VIII) com a bela Ana Bolena, apesar de sua paixão e empenho.

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Quando o marginal Sergio Cabral declarou não ter sido capaz de se conter ante tanto poder, declarou também estar falido o atual modelo de administração pública se depende de haver honestidade em político.

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Se a necessidade de esconder ações políticas a exemplo do Orçamento Secreto indica malandragem, como admitir uma sociedade comandada por malandros de cujas malandragens se queixa o magnata Antônio Ermírio de Morais na seguinte declaração na página 47 do livro A Dupla Face da Corrupção, de J. Carlos de Assis: “Do caso halles até o Coroa-Brastel, quantos casos se passam? Em dois meses este grupo conseguiu faturar em duplicatas frias o faturamento de um ano do Grupo Votorantim, no qual existem 55 mil pessoas trabalhando. E o que aconteceu? Estamos num regime de impunidade”.

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O Príncipe, de Maquiavel, se, como afirmam uns, quando ele diz que para chegar e se manter no poder o governante não deve se ater a princípio de moral e ética o faz porque tal costume estava na cultura de sua época, nesse caso, então, teria sido pura perda de tempo recomendar um costume já praticado. Por outro lado, para a contemporaneidade, O Príncipe é nocivo porque a não observação de moral e ética resulta em Sergio Cabral, Maluf, Lula, STF, que degradam a política.

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Quando papagaios de microfone propalam as virtudes da democracia, ou o fazem por ignorância ou por terem prostituído suas consciências, visto o ridículo na afirmação de ser o governo do povo, pelo povo e para o povo, se, na verdade, é o trabalho do povo para as elites econômicas. Quem jogou a pá de cal na crença da democracia foi a escritora Cristina Martín Jiménez quando levanta com brilhantismo a seguinte questão: “É democrático que a elite mundial aprove leis e medidas sem consultar os cidadãos?” Além disso, a escritora espanhola frisa com genialidade que só se justificaria o propalado mérito de ser o governante escolhido pelo povo se o povo fosse integrado por cidadãos, isto é, pessoas esclarecidas vez que liberdade só se conquista pelo conhecimento. Como povo é formado por analfabetos políticos, sua preferência resulta nisso que está aí.