A dimensão
da importância do ato de votar é tal grandiosidade que deixar tamanha
responsabilidade na dependência da mentalidade de pessoas inocentes o bastante
para acreditar em milagres e de haver alguma outra vantagem além de salário no
ato de lavar escadas de igrejas, corresponde a deixar uma criança brincar com caixa
de fósforo. A esta realidade é que precisa se ater quem pensa em ter as poucas
pessoas, que pensam em um mundo menos estúpido para os filhos, e se está dito
poucas pessoas porque a grande maioria tendo as preocupações voltadas para
ridículos “famosos” e “celebridades”, fazem parte dos problemas que estão a
implorar por solução. Do ato aparentemente simples de votar resultou em ter
sido o mundo arrastado a um destino tão infame que para viver bem é preciso ser
egoísta o bastante para não se incomodar com o sofrimento alheio ou ser tão inocente
como são aqueles para os quais a vida existe para alegrias e nada mais.
Thomas
Hobbes foi parcimonioso ao ver no homem o lobo de si mesmo porque a ferocidade
do homem contra seus semelhantes atinge nível de tamanha monstruosidade de
engendrar uma sociedade composta das pessoas qualificadas de analfabetos
políticos por Bertold Brecht com o propósito de tirar proveito da inocência dos
inocentes, o que ultrapassa muitas vezes a maldade de um lobo que não oferece
perigo estando tão alimentado como podem estar todos os homes do mundo havendo
a justiça social que a crueldade do próprio homem impede de haver.
Sem
qualquer sombra de dúvida, o mundo não está para a inteligência que a natureza
criou. Hoje, 31 de outubro de 2026, na Rádio Bandeirantes de SP, uma papagaia
de microfone dizia que a chuva só serve para atrapalhar a alegria de curtir
Paris, Enquanto que sem chuva morre-se de fome. Embora não seja recomendado ser
alguém macambúzio e rabugento, é verdade que por vezes é preciso se isolar e
meditar sobre a vida porque ela nunca foi exclusivamente para alegrias,
conclusão à qual chegarão absolutamente todas as pessoas normais, o que necessariamente
inclui alguma inteligência.
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