segunda-feira, 2 de novembro de 2026

arenga 906

 

Talvez ninguém tenha sido tão eficiente em demonstrar o mal que a religião representa para a humanidade do que Michael Hirst, o roteirista responsável pelo diálogo das personagens da série Netflix OS TUDORS. Pode até ser que já tenhamos tratado aqui desse assunto, entretanto, é tamanha a dimensão da importância de ser contra o atraso que a religiosidade representa para a humanidade que ainda é pouco ser novamente aventado porquanto nenhum esforço é suficiente na luta contra o atraso rançoso representado pela religião para impedir o avanço de novos tempos sobre esta modernidade tão velha em espiritualmente que tem ranço de tumbas. Que modernidade pode ser esta em que se fazem presentes as mesmas guerras de conquista de um Alexandre e um Napoleão? Que além de consumir a riqueza de aliviar sofrimentos também consome a foça vida da humanidade que é sua juventude?

Mas, voltemos à eficiência de Michael Hirst, em desbancar a maldição da religiosidade que supera a comparação de Nietzsche da religião com a feiticeira Circe está nas seguintes palavras ditas pela rainha Elizabeth em conversa com um palaciano, proferiu as seguintes palavras:

“SE EU TIVESSE DE ENCOLHER ENTRE DUAS VIDAS, UMA DE SOFRIMENTO E OUTRA DE ALEGRIAS, ESCOLHERIA A VIDA DE SOFRIMENTOS PORQUE QUQNDO SE ESTÁ EM SOFRIMENTO ESTÁ SEMPRE AO LADO DE DEUS, ENQUANTO QUE NA ALEGRIA ESQUECE-SE DELE”.

Para a corja humana em espiritualidade de lavadores de escada de igrejas, de “famosos” e de “celebridades” são de grande sabedoria as palavras da rainha quando, na verdade, está contaminada pela peçonha da mais perigosa víbora, a religiosidade, que está sempre a favor do impedimento da reação humana contra o desenvolvimento mental que leva ao caminho de uma sociedade menos infeliz.

É por isso que enquanto a humanidade não mandar à favas a religiosidade nunca será capaz de escapar desta situação lamentável de ser incapaz de superar as causas que leva ao fim das condições de vida na terra que existem somente por falta de se pensar sobre a vida, vivendo sem qualquer diferença de como vivem as feras que já fomos e que ainda não deixamos de ser graças à ação funesta de um sistema educação com função tão socialmente deseducadora que a palavra socialismo causa asco em vez da atração que deveria exercer por encerrar ideia de justiça social.

 

 

sábado, 31 de outubro de 2026

ARENGA 905

 

A dimensão da importância do ato de votar é tal grandiosidade que deixar tamanha responsabilidade na dependência da mentalidade de pessoas inocentes o bastante para acreditar em milagres e de haver alguma outra vantagem além de salário no ato de lavar escadas de igrejas, corresponde a deixar uma criança brincar com caixa de fósforo. A esta realidade é que precisa se ater quem pensa em ter as poucas pessoas, que pensam em um mundo menos estúpido para os filhos, e se está dito poucas pessoas porque a grande maioria tendo as preocupações voltadas para ridículos “famosos” e “celebridades”, fazem parte dos problemas que estão a implorar por solução. Do ato aparentemente simples de votar resultou em ter sido o mundo arrastado a um destino tão infame que para viver bem é preciso ser egoísta o bastante para não se incomodar com o sofrimento alheio ou ser tão inocente como são aqueles para os quais a vida existe para alegrias e nada mais.

Thomas Hobbes foi parcimonioso ao ver no homem o lobo de si mesmo porque a ferocidade do homem contra seus semelhantes atinge nível de tamanha monstruosidade de engendrar uma sociedade composta das pessoas qualificadas de analfabetos políticos por Bertold Brecht com o propósito de tirar proveito da inocência dos inocentes, o que ultrapassa muitas vezes a maldade de um lobo que não oferece perigo estando tão alimentado como podem estar todos os homes do mundo havendo a justiça social que a crueldade do próprio homem impede de haver.

Sem qualquer sombra de dúvida, o mundo não está para a inteligência que a natureza criou. Hoje, 31 de outubro de 2026, na Rádio Bandeirantes de SP, uma papagaia de microfone dizia que a chuva só serve para atrapalhar a alegria de curtir Paris, Enquanto que sem chuva morre-se de fome. Embora não seja recomendado ser alguém macambúzio e rabugento, é verdade que por vezes é preciso se isolar e meditar sobre a vida porque ela nunca foi exclusivamente para alegrias, conclusão à qual chegarão absolutamente todas as pessoas normais, o que necessariamente inclui alguma inteligência.

 

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

ARENGA 904

 

Não é aprendendo o que é sociedade líquida com o intelectual Zigmunt Bawman e nem o que é realidade imaginada com o não menos intelectual Yuval Harari, ou o que significa a teoria do eterno retorno, esmiuçada por Nietzsche. Nada disso nos leva a encontrar solução para os mil e muitos problemas que infelicitam a humanidade. Na verdade, intelectual algum pode ajudar os seres humanos a sair da enrascada em que se encontram de não poderem viver sem um líder que determine seu destino liderada, e de não ser possível haver um só líder no mundo se quando crianças todos receberam a educação da cultura do venha a mim e os outros que se danem, tipo de educação que resultando em adultos avarentos e gananciosos por riqueza, só podia criar os falsos líderes que para satisfação de seu instinto de arrotar grandeza espalham mundo afora auxiliares do tipo dos mostrados no livro CONFISSÕES DE UM ASSASSINO ECONÔMICO, de John Perkins. Tais assassinos são os espalha brasas dos assassinatos de povos possuidores de algum tipo de riqueza cobiçada pelos impropriamente chamados de poderosos cujo poder provém da força bruta proveniente das armas a custo do suor da cara dos liderados.

Mas, falávamos sobre os intelectuais que na verdade estão absortos em sua intelectualidade que lhes falta tempo para observar o que se passa ao redor. Exemplo marcante desta realidade nos e dado pelo Grande Mestre do Saber Ladislau Dowbor, que não percebendo a realidade de ser do interesse dos falsos líderes uma população ligada apenas em brincadeiras, pergunta na página 9 do seu pequeno, mas grandioso livro O PÃO NOSSO DE CADA DIA o porquê de não se usar o poder da mídia para esclarecer o povo. Ora, o objetivo da educação em vigor, como já foi dito acima, é engendrar uma sociedade incapaz de raciocinar, portanto, capaz de esperar vir de deus o que só ela pode conquistar. Um exemplo da infantilidade destes seres zumbis pode ser encontrado nas longas filas de pessoas infantilizadas durante a noite inteira para comprar o direito de assistir a brincadeira de jogo de bola considerada assunto de tamanha importância que não permite enxergar que a criminalidade toma conta de todos os espaços, que se matam pobres e jovens por pobreza e por guerras, além de se elevar aos píncaros da glória pessoas não só aculturadas, mas também socialmente tão desqualificadas que se acham dignas dos louvores recebidos pelos adultos apenas na estatura, mas verdadeiras crianças no comportamento.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

ARENGA 903

 

Se desde a primeira das eleições até as tão festejadas de hoje não foi possível deixar de haver corrupção, por que tato falar sobre o fenômeno? Não seria o caso de institucionalizar a corrupção em vez de conviver com ela considerando-a uma criminalidade faz-de-conta? É criancice esperar que seres educados na cultura do venha a mim e os outros que se danem possam ter sob sua responsabilidade o fabuloso tesouro do erário sem que dele lance mão para satisfazer não só para imitar pavão, mas também para atender as necessidades desnecessárias inoculadas na personalidade de cada ser humano desde a educação infantil e continuada sob o medo que traz a lembrança do tempo em que só se comia se achasse o que comer. A institucionalidade da corrupção teria a vantagem de se iniciar uma época completamente nova na qual prevalecesse a coragem  de trocar a falsidade pela verdade, dando assim sumiço à mediocridade da simulação que é a maior das mil e muitas indignidades da personalidade humana ainda engatinhando nos primeiros passos rumo a civilização. Uma primeira eliminação da mentira, quem sabe, poderia ser seguida por novas eliminações que trouxessem, enfim, a sociedade humana a viver um mundo real sem a desfaçatez de se querer ofuscar o sol com aluz de uma candeia. Sendo a desfaçatez a mais repugnante das más características da personalidade humana, faz-se necessário dela afastar a humanidade para que possamos todos viver num mundo de verdades que nunca houve na face da Terra, haja vista a fartura das alegrias tão infundada quanto as festas enquanto irmãos passam fome ou morrem em guerras, de fome ou de doenças curáveis.

Assim é que nada além da desfaçatez justifica o alvoroço em torno de eleições como se cada uma delas trouxesse tempos menos ruins inclusive para aqueles que assumem o poder de delinquir com impunidade pela lei por eles criadas, mas que serão castigados pelas lembranças inevitáveis no tempo em que se é forçado a pensar sobre o passado de quem tem contas a ajustar com a consciência por ter feito coisas tais como gastar o dinheiro de amenizar sofrimentos para dar empregos multimilionários a palhaços para o trabalho de desviar os pensamentos do amadurecimento próprio de pessoas adultas, fazendo delas crianças tão ridículas que acreditam encontrar conforto espiritual lavando escadas de igrejas.

O que efetivamente resulta de eleições é colocar falsos líderes em postos de mando para que possam dar vasão à sanha de uma gatunagem impune de uma riqueza cujos donos, envolvidos em festas feitas justamente para isto, não têm tempo de sabem ser seus legítimos donos.

 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

ARENGA 902

 

E aqui estamos mais uma vez, como um dom Quixote, na monumental e hercúlea missão de tentar em vão fazer com que um mínimo sequer da juventude perceba o quanto erra em se deixar levar pela mesma tradição que nos colocou no mau caminho da submissão medrosa de procurar rumos diferentes e ares novos que permitam a todos respirar sem o ranço da tradicionalidade, portanto, um tipo de vida digna de seres corajosos o bastante para enfrentar a mentira de castigo no inferno, medo esse que se não for enfrentado resolutamente como falso que é não deixará que a luz da verdade supere as trevas da falsidade e das mentiras que enredam as infelizes criaturas humanas desde que delas se tem notícia. O professor Noah Harari mostra no livro SAPIENS que nossos ancestrais caçadores-coletores se a princípio tinham de encontrar comida ou morrer de fome, quando passaram a produzi-la, esta inovação se fez acompanhar de medo das intempéries ou depois de ter a duras penas implantado uma propriedade, perdê-la para a violência de alguém mais forte e de maior da mesma brutalidade que nunca afastou dos seres humanos. Depois de termos entrado para o que risivelmente se chama de civilização, exacerbou a violência, a desunião, a roubalheira, as doenças, a maldade e a maior das infelicidades que atormentam a humanidade pela insensatez de permitir tamanha distância entre ricos e pobres cujo desespero os leva a agir desesperadamente. Assim é que em tempo algum a humanidade desfrutou de um só momento de verdadeira felicidade, salvo momentos de falsa alegria que logo dará lugar a algum tipo de aborrecimento ou tristeza.

Então, se desde o princípio de tudo, o deus do qual os infelizes humanos esperam paz, apesar de bajulado de várias formas, nunca lhes deu. Assim, o que será que faz estes seres impropriamente chamados de racionais continuar pensando que agora seu deus vai lhes dar o que nunca deu?

A propósito da necessidade de se combater a maléfica ignorância que a religiosidade fomenta, o filósofo Robert Green Ingersoll diz que os padres não ousam enfrentar esta luta porque perderiam seus empregos do púlpito; os professores não ousariam porque também perderiam seus empregos; os políticos não ousariam, porque seriam derrotados; os editores não ousariam porque perderiam seus leitores; os comerciantes se o fizessem perderiam os clientes; os homens de prestígio não ousariam, temendo perder os admiradores; também não se aventurariam nesta tarefa os balconistas porque perderiam seus empregos. Assim, ante tal situação, diz o filósofo ter resolvido se empenhar ele memo nessa luta. Entretanto, muitas das pessoas citadas pelo filósofo como omissas da luta contra a ignorância têm por interesse maior justamente manter as pessoas no nível mental de lavadores de escadas de igreja porque vivendo tais pessoas de parasitar, quanto menos espertas forem os hospedeiros, mais fácil o parasitismo.

No que diz respeito à alegação do filósofo Ingersoll quanto à falta de pessoas interessadas em combater a ignorância religiosa, ele não está sozinho nessa luta, não senhor, porque o também filósofo Sam Harris, americano, no seu livro Carta a Uma Nação Cristã, manifesta sua preocupação com o futuro de seu país de população de maioria religiosa e, portanto, inocente o bastante para ser incapaz de escolher bem suas autoridades, preocupação coerente com  o Onze de Setembro e o fato de ter aquele povo religioso colocado no comando de seu país um ridículo Alexandre moderno, grande apenas na pequenez da capacidade de liderança e na insensibilidade mostrada na sede de conquista ao custo  dos olhos da cara dos pagadores de impostos, sofredores da mesma cegueira mental de seu Alexandre, o Pequeno, por não perceber que suas conquistas têm o poder de catalisar para sobre seus povo não só novos ONZE DE SETEMBRO, mas também novas rajadas de metralhadora, novos carros arremessados sobre multidão, e sabe-se lá o que mais.

Pior de tudo é ter sido a massa infeliz apesar de alegre, que na verdade é quem tem o poder de promover mudança positiva na sociedade, de modo a torná-la digna de outra geração diferente da atual geração inútil para outra coisa que não seja futucar telefone e adorar aculturados escoiceadores de bola e cantadores de chapéu. Até o presente momento todo o poder do povo tem sido  anulado pelo pão e circo que não lhe permite ler nas entrelinhas para perceber onde se encontra a realidade da vida e do mal representado pela crença de esperar na bandeja o que só se obtêm por meio de fé em si mesmo, uso da inteligência e sentimento de irmandade.

Na página 46 do livro 1808, Laurentino Gomes cita mais um fato histórico revelador de ser a religiosidade sério fator de atraso: tendo ocorrido em Portugal no ano de 1755, NO DIA DE TODOS OS SANTOS, um terrível terremoto seguindo de incêndios e furacões furiosos, além de enchentes que destruíram Lisboa completamente, matando entre quinze e vinte mil pessoas. Incumbido pelo rei, o Marquês de Pombal, com denodo, muito esforço e trabalho restaurou a cidade e a tornou muito melhor do que era. Morto o rei, assumiu o poder sua filha D. Maria I, a maior beata resultante da educação jesuíta, diz Laurentino. Havia santos por todo canto, orações e velas acesas, a recompensa do nada religioso Pombal foi ser expulso da corte, tendo de se manter a cento e dez quilômetros distante de onde estivesse a santarrona que teve a loucura como recompensa de sua santidade. Assim, então, ou a humanidade foge de sua beatice ou acabará vítima da loucura de pensar que tempo é dinheiro.      

 

    

  

 

      

sábado, 17 de outubro de 2026

ARENGA 901

 

Nada além da observação e raciocínio para saber que a ignorância é o alimento da religiosidade que por sua vez alimenta a ignorância que envolve os seres humanos até a raiz dos cabelos, haja vista as guerras, o excesso populacional, a destruição da natureza, a posse por apenas gatos pingados dos bens que deveriam servir à coletividade, enfim, é tamanha a desorganização da sociedade humana que nada mais é preciso para se concluir pela inexistência dessa tal de divindade que como já foi dito, não passa de fruto da falta de conhecimento. É mais fácil perceber a invenção de deus mediante a constatação da serventia desta crença como suporte para as pessoas de espírito mesquinho que dela se aproveitam para mais facilmente tirar vantagem sobre os ingênuos. Como são estes aproveitadores que ditam as regras de comportamento social, resulta que para a perpetuação do aproveitamento fomentam a manutenção da ignorância, e o resultado desta situação é uma sociedade de ignorantes cuja falta de discernimento anula a vantagem da faculdade de escolher seus governantes porque o resultado desta escolha tem resultado no cais social. Ante tal situação, a figura de deus seria importante auxiliar da miséria dos miseráveis e da luxúria dos aproveitadores insensíveis ao sofrimento alheio mediocremente de mãos postas, de joelhos, numa atitude adredemente recomendada por orientadores de olho gordo na benesses do poder. É, pois, condenável a atitude de respeitar a religiosidade alheia porque sendo a religiosidade fomentadora da ignorância e sendo a ignorância elemento impeditivo da evolução civilizatória, ser indiferente a tamanho mal corresponde ao comportamento de quem estando diante de alguém que se afoga se omitisse em lhe atirar uma corda que tem ao lado. Combater a ignorância é prestar valioso serviço em prol de um futuro digno das futuras gerações, anulando os comportamentos insensatos de esperar que lhe venha do céu o bem-estar que só pode ser conseguido por esforço próprio, enquanto que se negar a tal contribuição corresponde a fomentar o atual estado de confusão no qual administradores públicos ladravazes demonstram desconhecimento da realidade de não ser possível estar bem se a sociedade está mal.

Demonstra insensibilidade e desamor aos inocentes lavadores de escadarias de igrejas a título de um tipo negativo de tradição porquanto todo comportamento fruto de irracionalidade, a bem de uma sociedade civilizada, deve dar lugar a comportamentos que resultam em algum benefício coletivo como nunca deixar passar em branco a oportunidade de se manifestar contrariamente a qualquer manifestação de religiosidade uma vez sua função é impedir que a inteligência nata no ser humano leve a questionar as falsidades que nos são enfiada quela abaixo pela súcia de aproveitadores da incapacidade de distinguir entre o falso e o verdadeiro, e falso é tudo aquilo em que a humanidade tem considerado como verdadeiro uma vez que se não fosse conduzida por caminhos pavimentados de falsidades, por mínima que fosse a doze de inteligência que a natureza deu aos seres humanos seria o bastante para levar a humanidade a condições de vida sem tanto sofrimento para absolutamente todos os seres humanos uma vez que não passa de ilusão dos que se aproveitando das mentiras por eles mesmos astuciadas arrebanham riquezas ignorando que ao contrário do que afirmam Chico e Arnaud Rodrigues, mar brabo não respeita rei.

 

 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

ARENGA 900

 

Não há o que esperar do resultado destas eleições nada diferente das anteriores. Isto é, o mesmo de sempre: poucos com muito e muitos com pouco ou sem nada. É entristecedor o comportamento da maioria absoluta dos seres humanos de não dar a menor importância em descobrir se são realmente verdades o que lhes é dito ser verdade. Para este velho pensador, não há uma só verdade das muitas que assim são tidas. Vejamos em primeiro lugar essa história de um deus que de um punhado de terra fez o homem e da costela desse homem fez a mulher. Isto é de uma infantilidade incompatível com a condição de adulto. Se, como dizem, a bíblia contém a palavra desse deus, então ele não em nada é diferente do comum das pessoas do mundo que matam outras pessoas. Também não é verdade que ele sabe de tudo se precisou perguntar onde Adão estava escondido. Acontece que desde criança as pessoas são envolvidas em futilidades a fim de não haver tempo para meditar, assunto que recebeu o nome de filosofia, cuja leitura é de tão difícil compreensão que até parece ter por finalidade afastar a meditação em vez de aproximá-la das pessoas, de modo a fazer com que elas reflitam sobre o erro monumental de valorizar pessoas aculturadas mais do que as pessoas que prestam serviços relevantes à sociedade.

Apenas um minuto de raciocínio basta para perceber ser falso tudo o que é tido por verdadeiro. Veja-se por exemplo a endeusada democracia, sistema de atribuir a um povo aculturado, por isso mesmo facilmente enganável por lábia de malandros. Não se pode entregar a tais pessoas a faculdade de escolher governantes entre os seres humanos todos, absolutamente todos, nascidos e criados dentro da cultura do venha a mim e os outros que se danem se desta cultura resulta um povo para o qual o importante é riqueza pessoal que tem como exemplo o povo americano das bundas brancas a todo instante vítima de rajadas de metralhadora. O fato de não haver nenhum governante no mundo contrário à inserção de assunto financeiro ou agiotagem no aprendizado das crianças significa que não existe entre os seres humanos uma só pessoa capaz de liderar uma comunidade, mas o populacho adorador de “famosos”, foguetórios e alegrias de débil mental passa longe da facultada meditativa porque se meditasse perceberia haver algo de muitíssimo esquisito a clamar por mudança no fato narrado pelo pensador Ladislau Dowbor, no livro PÃO NOSSO DE CADA, citando outro pensador, Russel Jacoby, que é o absurdo de um especialista na socialmente prejudicial agiotagem da especulação financeira americana receber um salário equivalente ao que recebem dezessete mil professores do ensino primário.

Portanto, jovens, desconfiem haver algo de muito ruim para o futuro de vocês ao ouvirem papagaios de microfone fazendo alusão a escoiceadores de bola e bailarinos de axé como famosos e célebres, meditem sobre o motivo pelo qual essa gentalha recebe milhares de vezes o salário de um professor. Aí tem coisa. Ora se tem!

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

ARENGA 899

 

 

Se não é brigando em revoluções sangrentas que de positivo deixam apenas a reflexão sobre a imensurável distância que separa os seres humanos de vida civilizada condizente com a capacidade mental materializada nos feitos dos quais resultaram trazer verdades sobre as mentiras que a falta de conhecimento dava foros de veracidade como a bobagem da proibição de interferência pelo ser humano no corpo de outro ser humano por se tratar de obra de deus. No entanto, se tento, embora em vão, levar até o bicho povo uma faísca apenas do que noventa anos de observação da vida me deram, só posso fazer isso porque a intervenção de um competente cirurgião cardíaco me abriu o peito e limpou os entupimentos no coração num trabalho magnífico de quem a malta humana não dispensa o mesmo valor dispensado a iletrados escoiceadores de bola, artimanha bem sucedida de quem se beneficia mantendo na condição de servos os verdadeiros senhores do mundo que de senhores foram sem saber como infantilizados a ponto de viverem entretidos como crianças nas brincadeiras do pão e circo, e assim convertidos de senhores a servos.

Os aparecimentos e desaparecimentos feitos pelos chamados mágicos no Youtube mostram o quanto é fácil manipular o cérebro do ser humano e é desse modo que a humanidade é levada a se envolver em brincadeiras como na infância, quando a única coisa preferencialmente de real valor são brincadeiras, e assuntos sérios como o aprendizado é recebido com disposição menor. Vai daí que com raríssimas exceções os adultos desconhecem a realidade da vida, vivendo a maioria absoluta enganada, buscando lhe caia do céu uma felicidade que só eles mesmos podem construir. O próprio termo felicidade, principalmente se acompanhado do costumeiro “Para Sempre” é impossível de existir se ninguém pode estar feliz com dor de dente, de cabeça, de barriga ou num leito de hospital aguardando por cirurgia, coisa que a malta de jovens pensa nada ter a ver com seus bailarinos de axé.

Se for pedido a um jovem para explicar o significado da frase de mestre Nietzsche A RELIGIÃO É A CIRCE DA HUMANIDADE nenhum será capaz de fazê-lo. É triste o papel de uma juventude de olhos, pensamento e o quase nada de raciocínio que lhe resta tão envolvidos no celular que é preciso ser despertado para perceber que o sinal mudou de vermelho para verde. Mas o que mais evidencia estar o povaréu na contramão da vida é a ojeriza que as pessoas comuns sentem palas ideias socializantes da riqueza que elas constroem com seu trabalho, o que significa concordância em produzir para que apenas gatos pingados usufruam. Não se pode ter a menor dúvida de haver uma força que domina os seres humanos afastando-os da sensatez e levando-os para a insensatez por ser totalmente inadmissível haver razoabilidade em tamanha desorganização social como a nossa onde indivíduos possam ignorar os requisitos de vida em sociedade, e que para poderem usufruir das benesses que a riqueza pode oferecer, privatizem para si sós incalculáveis fortunas em detrimento da comunidade humana que por força desta força estranha e alienante, se colocam ao lado de tamanho absurdo contra si mesmas.

 

 

sábado, 26 de setembro de 2026

ARENGA 898

 

Certo dia, já lá se vai um bom pedaço de tempo, numa agência do Banco do Brasil da na Avenida Paulista na Cidade de São Paulo, fui mal recebido por uma funcionária que se já não era lá esta belezura toda em comparação com as garotas desta minha cidade de Vitória da Conquista, mais distante ainda ficou do padrão de beleza a que estamos acostumados ao fazer cara fechada quando soube que lidava com um baiano, respondendo com um NÃO SEI rancoroso à pergunta simples que lhe fiz como desconhecedor de assuntos bancários.

Não obstante a repugnância daquela mulher pelos baianos, que me sem a resposta à pergunta que lhe fiz, gostaria de convidá-la para passar um fim de semana aqui em minha casa que apesar de modesta não deve mais modesta ainda do que a casa de uma bancária ocupante de cargo modesto de atendente ao público.

Sim, eu até pagaria a passagem de ônibus a fim de que a quela senhora da cara fechada pudesse ver o que para viver por aqui não carece de correria, que a poluição não impede ver o nascer e o pôr do sol, que ninguém é arrastado por correnteza nem engolido com carro e tudo por crateras que se abrem repentinamente no asfalto e que também não se é eletrocutado por fio energizado derrubado pelo vento ou queda de árvore, não se morre por causa do celular, e nem há risco de receber marquise na cabeça e nem assado em incêndios ou ficar sem luz, água e transporte.

Além do mais, se aquela senhora nos odeia por não sabermos votar, o povo de cidade dela fez a fortuna de Maluf, eleito e reeleita quantas vezes se candidatou por ser nisso que dá deixar a cargo do povo a responsabilidade de escolher os mandatários porque, afinal, povo é povo em qualquer lugar. Paulo Maluf, Sergio Cabral, José Sarney e tantos outros que o digam.

 

 

 

   

domingo, 20 de setembro de 2026

ARENGA 897

 

Ora, vejam só se a humanidade não é mesmo um caso perdido. Grupos de idiotas liderados por idiotas gastando fortunas para construir muros que impeçam a entrada de um monte de retirantes cuja idiotice tanto própria quanto de seus falsos líderes deu um jeito de lhes tolher a possibilidade de continuarem vivendo em seus locais de origem. Em oposição a tal situação, e também graças à idiotice tanto do povo desses lugares quanto os também falsos líderes de outras sociedades “civilizadas,” se veem com sério problema de falta de gente com capacidade de trabalhar para produzir os meios necessários a fim de manter a casta palaciana e inútil tanto da classe dos que se dizem representantes de deus quanto da classe dos que se dizem representantes do povo, mas que apesar de não representarem senão seus próprios interesses, por culpa da mesma idiotice que trouxe a humanidade a este estado insustentável de coisas totalmente malucas, se tornou indispensável unicamente porque a idiotice que impede os seres humanos se comportarem como adultos também os faz ser como  crianças que não se comportam como precisam se comportar não havendo quem lhes obrigue. No caso dos adultos, tal obrigação se materializa na forma de cassetete e cadeia. Caso contrário, estraçalhar-se-ão uns aos outros.

A insignificante capacidade de raciocinar do ser humano exclui a possibilidade de vida inteligente que jamais poderá existir de outra forma senão com união da coletividade humana num firme propósito de desejar viver em harmonia, tendo por objetivo maior a fortaleza e a qualidade de vida de todos os componentes do agrupamento, e nunca este tipo de cultura na qual gatos pingados de idiotas com direito de possuir tanto que precisam inventar modas tresloucadas de gastar por não saberem o que fazer com o excesso de riqueza.

Embora muito se fale em sociedades civilizadas, não existe nenhuma sociedade humana que se possa qualificar de civilizada como prova a forma como está estruturada a sociedade humana com famintos e guerras, tudo em função de uma idiotice tamanha que é tão grande a distância entre a fantasia e a realidade que a disposição para alegrias e festas é como se não houvesse uma velhice a caminho trazendo consigo sua realidade de dores, cirurgias, consultas médicas com indicação de tantos remédios que precisa de lugar amplo para colocá-los.

O desligamento da importância da realidade da vida faz com que se viva de alegria em alegria sem se dar conta da importância de estar consciente de ser melhor ser conhecedor da verdade de haver um fim para as alegrias do que fechar os olhos para a realidade como faz o avestruz, mesmo porque estando consciente da realidade não há motivo para medo ou tristeza. Além do mais, aquele que se inteira das exigências para se viver bem também se inteira da necessidade de ser contrário tanto ao modo de viver da humanidade, quanto de que o poder de mudar em vez de ser deus que o tem é o conjunto das pessoas.    

 

   

domingo, 13 de setembro de 2026

ARENGA 896

 

Com a instrução financeira pretendida para o currículo escolar,  ensinando às crianças a arte da agiotagem parasitária, e tendo em vista que o aprendizado em criança estabelece a personalidade do adulto, como disse acertadamente mestre Platão, significa que além dos atuais três componentes do pão e circo: futebola, religião e axé , teremos a agiotagem como um quarto elemento alienador para manter onde não devia estar a atividade de pensar da turba alienada de analfabetos não só políticos, mas também de letras.  

Com a incorporação da agiotagem, apesar de parecer impossível ficar pior a qualidade de vida em nossa sociedade, vai acontecer porque se na agiotagem tem maior sucesso quem tem mais dinheiro, vai daí que ficando a ratazana ainda mais alvoroçada para meter a mão no que não lhe pertence a fim de ter maior sucesso na jogatina do cassino financeiro, resulta de tudo isso que até os gatos pingados entre a garotada instruída na arte de agiotar que podiam vir a ser pessoas honestas haverão de se bandear de mala e cuia para turma do “a bolsa ou a vida”, o que tornará ainda mais aflitiva a situação das pessoas de modo geral, e assim teremos uma sociedade de ladrões roubando de ladrões, o que extinguirá definitivamente o fingimento de punição porque quem rouba ladrão tem cem anos de perdão.

Assim, pois, extinguir-se-á definitivamente a possibilidade de alguma melhoria na triste vida destes bobos alegres de uma alegria de débeis mentais com seus foguetórios e festejos creditados a uma idiotia congênita e hereditária que levou o autor da primeira orelha do livro Sapiens, do doutor Harari, contando a verdadeira história da humanidade. Lá está dito que a ciência nos tornou letais. Entretanto, o que fez a ciência foi nos fornecer meios de aperfeiçoar os instrumentos com os quais pomos em prática com maior eficiência a letalidade inerente à monstruosidade humana a que se refere acertadamente Thomas Hobbes no Leviatã.

sábado, 5 de setembro de 2026

ARENGA 895

 

Saramago deve ter sido o último escritor a tornar pública a falsidade das divindades. Realmente, um adulto que se apega com entidades divinas é por ser portador de tamanha idiotia uma vez que em busca da proteção de divindades que milhares de pessoas tem encontrado a morte antes de esgotar    devido à existência de ter esgotado o vigor físico inclusive levando consigo inocentes crianças para o mesmo destino trágico.

Entretanto, entre Saramago e o primeiro pensador a chamar a atenção da ratazana de igreja para a realidade de ser balela a história das divindades, muitos e muitos outros escritores também trabalharam em vão tentando trazer alguma racionalidade à malta humana de imbecis que fazem marcha para jesus, constroem templos fabulosos que por maiores que sejam nunca são suficientes para abrigar a quantidade de seres estúpidos levando dinheiro para trocar por algum benefício.

Em meio aos tristes fatos que nesse momento aumenta ainda mais a tristeza de ver que o único homem do Supremo Tribunal Federal, o doutor André Mendonça, a dar a impressão da correção de que carecemos se apegar como faz qualquer rato de igreja em oração e proteção divina. Estaremos destinados a ter por autoridades só pessoas más ou inocentes? Nunca haverá entre nós um homem ou uma mulher capaz de arregaçar as mangas, encher o peito com o ar da dignidade, civismo e amor à pátria e aos patrícios, bater as mãos espalmadas sobre a mesa e tomar a atitude que o país precisa para se tornar capaz de ensinar aos outros países que política não é para buscar poder individual, mas sim o bem-estar para toda a sociedade?

O simples ato de pensar mostra que só contamos conosco e mais ninguém. O ato de pensar nos faz concluir que não pode haver um deus que só existe para quem pensa que ele existe porque precisa haver quem tenha feito as coisas que existem. Acontece que estas pessoas para as quais é preciso haver quem fez as coisas que existem, falta a capacidade de raciocinar que a ser assim seria preciso haver quem fizesse deus para que ele fizesse as coisas que existem e que na verdade são resultado das mudanças ocorridas na natureza indiferente a vontades como provam doenças como o câncer que vitima criancinhas, as catástrofes provadas pelo ser humano, e erros como o dos Baianos e Novos Caetanos que na letra da música Folia de Reis disseram que mar brabo só respeita rei. Se respeitasse, Odisseu não teria tido tantos percalços na volta para casa.

Enfim, declaração de religiosidade como a do doutor André Mendonça só encontra duas explicações: inocência, o que o desqualifica como ministra do STF, ou a necessidade de manter o povão submisso à sua condição de servo que levou o grande Voltaire a dizer que deus não existe mas que seu servo não pode saber disso sob pena de matá-lo durante o sono.

 

       

terça-feira, 11 de agosto de 2026

ARENGA 894

 

Aconteceu há tanto tempo que foi no século XIV de um pensador italiano chamado Dante Alighieri escrever uma grande obra intitulada Divina Comédia sobre as ficções de inferno, purgatório e paraíso. Na porta do inferno o autor colocou um aviso aos que lá entram dando-lhes ciência da triste realidade de que uma vez lá dentro perdessem a esperança em qualquer outra coisa que não sofrimento. Para quem é bobo a ponto de acreditar em coisas de divindades como inferno, tal aviso poderia merecer alguma reflexão a respeito. Entretanto, teria plena razão de ser se colocado em cada maternidade ou onde quer que houvesse no mundo uma parturiente porque é na sociedade humana onde realmente se materializam os mais diversos e cruéis tipos de sofrimentos decorrentes da estupidez humana materializada na forma de desorganização da sociedade em que vivem os biltres humanos.

Há nesse mundo quem possua tamanha quantidade do bem limitado e tão precioso porque dele depende a satisfação das necessidades das pessoas, ou seja, dinheiro, de modo a precisar desperdiçá-lo em devaneios, também há quem não tem acesso ao mínimo necessário para evitar sofrimentos evitáveis. De tal modo é a forma como os humanos organizaram sua sociedade. Apropriada para ser o lugar apropriado para sofrimento.

Se no começo disto tudo que existe atualmente, quando as pessoas só comiam o que encontravam, havia o horror da fome, motivo que deu origem à revolução agrícola, atualmente, segundo mestre Ladislau Dowbor, no livro O Pão Nosso de Cada Dia, embora seja produzido no mundo um e meio quilo de grãos por pessoa a cada dia, continua havendo quem seja infeliz tanto pela fome por não ter dinheiro para comprar comida, quanto pela ansiedade decorrente da necessidade de fazer aumentar a riqueza que possui, tanto maior também maior tal necessidade e infelicidade.  

Sendo o comportamento humano orientação da ignorância, não teve sucesso uma só das tentativas de se criar uma sociedade melhor, posto que todas por meio de violência. Como é impossível que da irracionalidade resulte racionalidade, a cada dia a humanidade se afunda de modo tão profundo na irracionalidade que não obstante a falta de perspectiva de felicidade mencionada no aviso constante na porta do inferno, as pessoas mais apreciadas pela sociedade humana no mundo inteiro são as menos capazes de elaborar pensamentos mais profundos por serem justamente as de pensamentos mais rasos.

 

  

sábado, 8 de agosto de 2026

ARENGA 893

 

No que diz respeito aos meandros da problemática que envolve a sociedade humana a serviço da lucratividade dos bilionários, até os Grandes Mestres do Saber Econômico, inexplicavelmente, salvo por uma distração, dão mostras de desconhecer o que rola no campo da artimanha política da qual decorre tudo que apesar de considerado errado acontece por vontade de um sistema político voltado para fomentar o tipo de desorganização social da qual se aproveitam os viciados em riqueza que por  tais artimanhas encontram os meios de alimentar seu vício explorando de forma desumana a sociedade desconhecedora da realidade escondida atrás das alegrias que depois de passado o vigor físico e a disposição para os requebros darão lugar a desânimos e mesmo tristezas proporcionais ao tamanho do desconhecimento da realidade da vida cuja complexidade  tinge de alguma forma até mesmo mestres em determinado tipo de problemas sociais como o grande economista Ladislau Dowbor que em um dos seus muitos bons sobre economia se admira do porquê de não se usar o grande alcance da mídia para esclarecer o povo uma vez ser impossível haver sociedade civilizada feita de povo ignorante de sua realidade.

A estranheza do mestre quanto à falta de política que esclareça o povo é motivo de nossa estranheza uma vez ser interesse da política no mundo inteiro manter o povo em total estado de desconhecimento da importância da política em sua vida transferindo para divindades esta responsabilidade quando a verdade é depender nosso bem-estar exclusivamente de ser nossa sociedade administrada por uma política que tenha este objetivo para todos indistintamente, coisa que nunca existiu entre os seres humanos. Se antes de haver governo o poder do mais forte fisicamente subjugava o mais fraco, depois de haver governo é o poder da riqueza que determina o lado para o qual deve pender o ponteiro da balança do bem-estar. Como se vê, só quem tem riqueza tem o que precisa e quem tem riqueza ainda maior tem até o que não precisa.

A humanidade continua carente de esclarecimento. Tão iludida tem sido que se acha proveniente de um ser de sabedoria e bondade infinitas como envergonhada de reconhecer a verdadeira origem animalesca demonstrada na mesma e até maior dose de estupidez e maldade existente nas feras dos tempos de fera cuja evolução serviu para aprimorar o poder de destruir em busca de cada vez maior soma de poder. Nenhum ser sábio e bom desejaria a companhia de tais monstros.         

 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

ARENGA 892

 

Se tratasse de um povo ligado no que se passa em em sua sociedade esta matéria   no jornal OUTRAS PALAVRAS, substituiria por novas emoções e expectativas desperdiçadas na copa do mundo. A reportagem leva o título de UM MANIFESTO CONTRA O MITO DO CRESCIMENTO. Embora nada significa para o rebanho de frequentadores de igreja, axé, futebola e as muitas armadilhas do pão e circo, esta conclusão que é de ninguém menos do que a fina flor da intelectualidade econômica mundial, é simplesmente o reconhecimento de estar certo a velho Marx para quem a turba festiva torce o nariz ao afirmar que o capitalismo se destrói a si mesmo. E veja que os economistas que denominam de mito o crescimento econômico capitalista não são comunistas. São apenas estudiosos que concluíram sensatamente pelo óbvio do absurdo de destruir os recursos naturais indispensáveis à vida para produzir uma fortuna que em nada beneficia a sociedade porquanto em destino certo dos bolsos do grupelho viciado em acumular riqueza.

Tendo o capitalismo por base emprego e desenvolvimento econômico, se baseia em duas falsidades tanto por ser impossível haver emprego para todos que dele dependem para viver se o número dos que chegam ao mercado de trabalho é infinitamente superior ao número dos que o mercado pode absorver. Além disso, o próprio sistema desemprega com as inovações introduzidas pela tecnologia da automação robótica. No que se refere a desenvolvimento econômico o mito é ainda maior pelo seguinte:

Em primeiro lugar, o desenvolvimento econômico no sistema atual do venha a mim e os outros que se danem significa produzir montões de coisas na maioria desnecessária que a massa bruta de povo compra influenciada por propaganda enganosa. E, em segundo lugar, além de em nada beneficiar a sociedade como vimos.

E de espantar que só agora a intelectualidade chega à conclusão de não valer a pena trocar por esse dinheiro inútil para a sociedade os recursos naturais dos quais depende a sobrevivência humana, se os rios estão apodrecendo, o mal cheiro toma conta do ambiente nas grandes cidades onde volta e meia crateras se abrem engolindo pessoa, o solo é desertificado, ar e alimentos envenenados, céu repleto de aviões, estradas abarrotadas de caminhões e as ruas repletas de automóveis.

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

ARENGA 891

 

O fim que a raça humana espera com requebros e pipocar de foguetes se aproxima a cada tique-taque de algum relógio que ainda faz tique taque. Certa a decisão de mãe natureza em extirpar do seu meio filhos tão desnaturados que desprezando a capacidade de raciocinar e viverem como irmãos, ao contrário, além de destruírem a si mesmos também destroem sua mãe criadora.

Não obstante a premência de vida em sociedade, os humanos não conseguem se harmonizar nesse tipo de vida tamanha é a brutalidade destes seres vis, que escolhem as pessoas menos indicadas de seus pares como líderes e o resultado é o pandemônio a título de sociedade. Se ninguém é capaz de liderar corretamente, pelo menos há quem seja menos pior do que os enganadores que com muita conversa fiada sempre levam os liderados a escolhê-los, havendo até quem é escolhido por se apresentar como nascido de badalos roxos.

Apesar de haver quem sempre apresenta ideias capazes de melhorar a qualidade de vida, ninguém ainda levantou a questão do porquê nunca serem postas em prática tais ideias, apesar de não haver necessidade de ser algum gênio para perceber que tudo se resume na indiferença do povo ardilosamente levado a se interessar unicamente pelos brincadeiras oferecidas à larga pela indústria do entretenimento, nome moderno para o antigo pão e circo do império romano que torna o povo politicamente analfabetos prendendo impedindo que sua atenção, alcance assuntos menos rasteiros. Este sistema se repete de geração para outra eternizando a infelicidade de viver em sociedade tipo a nossa na qual foi adotada uma realidade esquisita de serem mais valorizadas as pessoas de menores merecimentos. Toupeiras mentais são elevadas aos píncaros da gloria e da riqueza em detrimento de quem beneficia a sociedade com seu trabalho. A esse propósito, aliás, está na imprensa notícia de adolescentes que tentaram matar sua professora colocando vidro na água que ela beberia se não fosse advertida por alguém ainda não contaminada pela maldade que caracteriza a espécie humana atualmente.  

É tamanha a maldade que na Rádio Bandeirantes de SP, certo dia, ouvi José Paulo de Andrade dizer que o jogo de várzea era importante porque de lá saiam grandes craques. Nesta chamada há tão grande falsidade ideológica do sistema do venha a mim e os outros que se danem que é a seguinte: quem observa as coisas aprende que a repetição leva à perfeição. Pois bem, quando se trata de moleques que por isso ou por aquilo não frequentam escola, vão para terrenos baldios (várzeas) jogar bola e de tanto jogar acabam jogando cada vez melhor até à perfeição a que se referia o locutor da rádio que melhor representa o papel de arauto do pão e circo em nosso triste país. O locutor mentiu? Não! Disse a verdade. Só não disse, e se dissesse perderia o emprego, é que a sociedade teria maior proveito se estes jovens em vez de se tornarem craques em brincadeira se tornassem craques em pedagogia, filosofia, literatura, física, etc.

Daí surge a seguinte pergunta: Que vantagem haveria nisso se nenhuma outra atividade rende tanto quanto futebola? E não é que é verdade? Que atividade senão as brincadeiras fazem bilionários? Mas, a verdade é que estes bilionários inocentemente representam tão grande mal para a humanidade que se eles soubessem o papel de marionetes do pão e circo que fazem teriam vergonha de si mesmos em vez de se acharem merecedores dos louros que recebem.      

 

 

 

 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

ARENGA 890

 

O sacolejar da carruagem da história conduzida por intelectuais demonstra com clareza que intelectuais são incapazes de conduzir direito a carruagem da história. O intelectualíssimo Rutger Bregman escreveu um livro cujo sub título é UMA HISTÓRIA OTMISTA DO HOMEM. Pode alguém em estado normal de sanidade mental encontrar otimismo na história de seres tão estúpidos que depois de milhões de anos de existência ainda se matam mutuamente? Que organizam sua sociedade de modo a que apenas alguns tenham direito de dispor dos recursos necessários à sobrevivência e muitos tenham de perecer por falta deles? Que organizam sua economia de modo tão estupidamente predatório para si mesmos que destrói o meio ambiente do qual depende suas vidas? Que educam suas crianças para que se tornem adultos acreditando que um deus imaginário determina seu futuro, dispensando, assim, a necessidade de esforço próprio nesse sentido? E que o tempo se resume a dinheiro? Que se multiplicam feito ratos até que não haja mais água e nem terras férteis para produção de alimentos, buscando no espaço sideral outro lugar onde predar?

Sem falar na barbaridade de adultos que além de ensinar os filhos a adoração por escoiceadores de bola, não se vergonham os próprios pais destas crianças por eles idiotizadas ao se colocarem em longas filhas e grande algazarra para obterem figurinhas de jogadores. Há muito mais do que imbecilidade em tais adultos porque também há algo de errado na personalidade de quem corre em busca de retratos de marmanjos escoiceadores de bola.

Não poderia haver castigo capaz de causar tão grande desconforto a quem se elevou ainda que um mínimo sequer acima dos imbecis mencionados por Rui Castro do que a materialização da teoria do eterno retorno da forma como Nietzsche a colocou de voltar à passar eternamente pelos mesmos acontecimentos, portanto, ter de suportar eternamente o mal-estar causado pela companhia de seres de tamanha insignificância espiritual.

Impressiona o ridículo de adultos de físico em ferrenha disputa com crianças as tais de figurinhas de marionetes para a indústria do entretenimento com a qual o sistema perverso de explorar incautos encontra campo livre para idiotizar.      

domingo, 28 de junho de 2026

ARENGA 889

 

O título que o jornalista Ruy Castro deu à sua reportagem: NASCE UM OTÁRIO A CADA SEGUNDO NO MUNDO, dá panos prá manga ao pensamento. Será por ser feita de otários que a humanidade não consegue engendrar uma sociedade suficientemente bem arrumada para que não haja o disparate da tristeza das guerras convivendo com as explosões de alegrias dos festejamentos?

A humanidade organizou tão desinteligentemente sua sociedade que entregou o destino dela nas mãos de pessoas espiritualmente tão desqualificadas quanto o comum dos demais seres humanos otários e quedaram na esperança de que pelo fato de terem sido investidas de autoridade tais pessoas viessem a se tornar imbuídas das nobres qualidades de liderança que as tornariam capazes de administrar os recursos públicos em benefício da coletividade e não de si mesmas como acontece tão abertamente que diante de mais um grande lance de corrupção o jornal Gazeta do Povo publicou matéria na qual afirma que os brasileiros não se revoltam mais com a ostentação dos corruptos, o que também dá muito o que pensar. Não terá por causa a indiferença aos desmandos políticos o fato de estar a atividade mental

totalmente absorvida pela indústria do entretenimento que aproveitando a facilidade com que o cérebro pode ser conduzido torna ocorrências e pessoas de nenhum valor socialmente relevante de importância em ocorrências e pessoas da maior importância?

Salta aos olhos a evidência de viver a humanidade tão alheia à realidade que diante da tragédia na Venezuela com mais de mil mortos o papa oferece orações como consolo para as vítimas. É também por viver enganada que os seres humanos esperam atitudes nobres de seres tão vis quanto todos os humanos pelo fato de terem sido elevados à posição de autoridades, não obstante a realidade de terem tais líderes entre aspas aproveitada desta liderança para criar uma infinidade de benesses para si mesmas com tão exorbitante prodigalidade que superam as mordomias dos reis por direito divino escorraçados dos tronos por Napoleão Bonaparte.

Engana-se, entretanto, quem atribui maldade ao comportamento dos falsos líderes. Qualquer um no lugar deles agiria da mesma forma, educados que foram para a esperteza da locupletação. Observe-se o fato de cogitar de incluir no sistema educacional de crianças o ensino de agiotagem travestido de sistema financeiro. Sendo a personalidade do adulto uma resultante do que se aprendeu quando criança, não há como esperar que crianças educadas para “espertezas” venham se tornar adultos talhados para líderes.

Se há culpado nesta história de ladrões e roubados deve ser atribuída à deficiência de um sistema educacional que resulte em cidadãos em vez dos analfabetos políticos atuais.

Para que o bem predomine sobre o mal basta aprender a verdade absoluta de estar na política e não em divindades a busca do bem-estar social.      

 

domingo, 7 de junho de 2026

ARENGA 888

 

O escritor holandês, Rutger Bregman escreveu um livro cujo subtítulo é “UMA HISTÓRIA OTIMISTA DO HOMEM”. Depois disso temos esta pérola no jornal Folha de São Paulo: “O PAPA DIZ QUE DEUS ESTÁ DO LADO DOS POBRES”. Depois, no mesmo jornal, provando que na Itália também tem bobo prá tudo, temos: “PASTORA BRASILEIRA LIDERA IGREJA PENTECOSTAL HÁ 32 ANOS NA ITÁLIA”. A matéria diz que no domingo a igreja com capacidade para mil pessoas fica cheia e que quando a banda em alto volume para de tocar a pastora diz: “Jesus disse: ‘Se você quer vir atrás de mim, pegue a sua cruz e me siga”. Por essas e outras é que na humanidade, não tendo o raciocínio acompanhado o desenvolvimento material, os intelectuais vivem outro mundo que não é este em que vivemos. É possível encontrar razão para otimismo na raça humana atual vil e tão estúpida que como diz o historiador Barns vive a destruir o que construiu? E, mais ainda: junto aos escombros das destruições do que foi construído também destroem, como se pode ver na televisão, os próprios irmãos que lá se encontravam com suas crianças? E além do mais, como haver otimismo em relação a essa raça maldita que também destrói impiedosamente seus próprios irmãos nas guerras por serem considerados inimigos? Não há boa vontade capaz de encontrar otimismo numa humanidade onde irmãos sejam inimigos de irmãos.

Quem está correto a respeito da humanidade é o escritor Ruy Castro do jornal Folha de São Paulo escreveu um sensato e bem humorado artigo intitulado “A CADA SEGUNDO NASCE UM OÁRIO”. Esse escritor é o primeiro intelectual a tocar no porquê de ser tão mal estruturada a sociedade humana uma vez que otários não têm capacidade de organizar coisa alguma.

O dito “me diga com quem você anda que eu lhe digo quem você é” parece ter sido feito justamente para dizer da mediocridade dos seres humanos. Nada mais é preciso do que uma simples constatação de que as pessoas mais valorizadas para a humanidade são as de menor valor cultural, pessoas totalmente desqualificadas em todos os sentidos em relação a sociabilidade é que são as de maior valor para os seres humanos, tão incapazes de perceber a realidade da vida que as atividades que obtêm maior sucesso são golpes de desonestidade, principalmente por falsos líderes que em vez os conduzirem os liderados por um caminho apropriado que os leve à capacidade de viverem com um mínimo possível de sofrimento, fazem justamente o contrário iludindo-os com a falsidade tanto de uma economia que enriquece os ricos com o trabalho dos pobres ou com a mentira de um deus que os quer sempre conformados ne situação de ludibriados com divertimentos como se fossem crianças.

A exorbitância de alegrias que se vê pelaí é clara evidência de que para os seres humanos em vez das três fases de vida de infância, juventude e velhice, só existem a da infância e a da velhice, resultando uma velhice de infelicidades por falta do amadurecimento espiritual adquirido na segunda etapa da juventude, cuja ausência leva a uma velhice infelicitada pelo temor do espeto em brasa do satanás a espera da alma do pecador por fazer o que a mãe natureza mandou.  

 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

ARENGA 887

 

Apesar de ter sido o Brasil criança embalado em berço de corrupção, e embora esta praga pareça ter mais tentáculos aqui do que em qualquer outro lugar do mundo em vista de não haver nenhuma instituição sem ser corroída, não é ela, entretanto, privilégio desta terra pátria de deus porque também campeia mundo afora montada na garupa do cavalo baio de um dos cavaleiros do apocalipse com procuração dos outros três para representá-los.

Pegando o gancho do dito de que até mesmo das coisas ruins pode-se tirar algo de bom, esta maldita praga serve para mostrar o quanto se faz necessário pensar em novo tipo de organização da sociedade humana na qual a riqueza produzida pela sociedade não possa ser desbaratada como poeira na ventania, abandonando o tradicionalismo bolorento e o bafo de múmia que têm impedido a humanidade de inovar o bastante para sair do descaminho que a conduz rumo à infelicidade como tem sido desde que os seres humanos se juntaram em comunidades maiores.

Não é crível que livres do poder maligno da indústria do entretenimento que faz festejar em ambiente próprio para lágrimas, e uma vez livres para poder pensar em superar o atual estágio da falta de mentalidade que impede atingir uma organização social digna de seres com um mínimo de civilização, pelo menos o necessário para rejeitar falsidades como considerar progresso produzir milhões de carros, aviões navios monstruosos e bilhões de chaminés vomitando gazes venenosos, e muito menos escorraçar dos campos sua população para as cidades onde irão fomentar doenças e violência, tudo isso com a finalidade de se deixar à vontade ricos senhores que aumentam sua riqueza com apoio do BNDES envenenando solos e pessoas.

Até o momento, entretanto, ainda é tão diminuta a evolução da capacidade de raciocínio que aqueles que a têm mais evoluída desperdiçam tempo precioso escrevendo em linguagem complicada livros inúteis destinados a gatos pingados uma vez que o resto, por não passar de resto, não sabe ler, ou sabe, mas não lê porque os folguedos são mais importantes.

Mas, lamentavelmente, o que se tem são vidas deploráveis de lamentos e implorações por justiça vinda justamente da parte daqueles que tiram proveito das injustiças por lhes ter sido inoculada nos primeiros aprendizados da infância a maldade inerente à avareza e o desprezo aos semelhantes.

Tudo faz crer não haver futuro nem próximas gerações e nem nada diferente de sofrimentos contrastando com alegrias porquanto os progenitores de gerações futuras também aprenderam as mesmas falsidades que a todos convencem de se tratar da mais pura verdade.

domingo, 31 de maio de 2026

ARENGA 886

 

A questão filosófico-religiosa de saber o porquê de estarmos aqui, ou a razão pela qual existimos, não encontra dificuldade em ser esclarecida: se a humanidade em nada difere da manada, e se a manada existe para servir como fonte de proteína, embora sendo outra a serventia a que se destina a manada humana, mas ela também está aqui para servir ajudando os ricos donos do mundo a estenderem seus tentáculos até os lugares aonde ainda não chegaram, mas onde haverão de chegar deixando um rastro sinistro de terras arrasadas para os filhos dos frequentadores de igreja, bailarinos de axé a de torcedores, como resultado de uma avareza demoníaca que justifica uma invasão indébita sobre tudo aquilo que na verdade é patrimônio da sociedade humana incapaz de se organizar de forma menos brutal do que as sociedades das espécies que não obstante tidas como selvagens, além de não saberem o que fazem em sua irracionalidade, não demonstram a mesma docilidade em se deixar domesticar pelo servilismo, sendo a indiferença à armadilha dos divertimentos a única razão desta diferença.

A questão da docilidade ao servilismo é de tamanha seriedade que se esclarecida, o que equivale a despertar os seres humanos para a realidade de poderem viver melhor do que vivem, certamente que mudará a organização da sociedade humana para algo menos pior. Evitar tal desfecho, entretanto, é a razão pela qual não merece estar inserida nos currículos escolares porquanto a política vigente no mundo foge de povo esclarecido como o diabo foge da cruz, sedo esta a razão do sofrimento baseado na ignorância que na verdade é a maior causadora de sofrimentos.

Não obstante a dimensão da importância da docilidade humana ao servilismo,  quando intelectuais abordam este assunto o fazem com a complicação que lhes é característica. Veem nela o que na realidade é impossível: VOLUNTARIEDADE. SERVIDÃO VOLUNTÁRIA é o termo que usam para definir a submissão humana ao domínio dos tiranos que mandam no mundo, afirmando que a desobediência civil poria fim ao domínio. Além da impropriedade do termo, porque se nem os irracionais se submetem docilmente ao servilismo, por que haveriam seres racionais de fazê-lo? Tal afirmação sugere ignorar a existência de forças policiais a serviço daqueles que se beneficiam com a servidão, e que a um simples estalar de dedos avançam sobre desobedientes de cassetetes, balas de borracha e de verdade sobre aqueles que segundo os intelectuais podem derrubar o poder dos opressores ignorando-os.

Falta àqueles a quem incomoda a desorganização da sociedade humana espichar algo mais sua visão para alcançar o esconderijo onde se esconde esta força satânica que impede à humanidade de entender haver possibilidade de diminuir sua infelicidade uma vez não haver como seres tão estupidamente fáceis de serem enganados possam ser felizes totalmente num mundo de aproveitadores indiferentes ao sofrimento alheio.  

 

 

 

 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

ARENGA 885

 

Na filosofia, como em tudo mais, não quem ache de colocar uma pulga na orelha da paz de quem está sossegado. Por nada ter de melhor a fazer, filósofos criaram a seguinte questão que outra finalidade não tem senão tirar o sossego de quem estava numa boa: imagine que você se encontre ao lado de uma alavanca que muda na bifurcação de uma linha de trem e serve para mudar o sentido de um trem que se aproxima e que se continuar na rota normal do seu destino esmagará quatro crianças que brincam despreocupadamente sobre a linha do trem. Porém, se for acionada a alavanca à seu alcance que desvia o destino do trem, ele matará apenas uma criança que do mesmo modo despreocupado das outras quatro crianças também brinca despreocupadamente sobre a linha para a qual você desviaria o trem acionando a alavanca, O que você faria? Salvava as quatro crianças e deixava que uma morresse? Você tem em suas mãos salvar quatro crianças ou apenas uma ou simplesmente ser indiferente. O que você faria em tais condições? Espero sinceramente não ter colocado uma pulga na consciência de ninguém. Afinal, não sou filósofo. Apenas passo adiante o que vi e mostra haver sempre por perto um espírito de porco.

 

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Se algum dia a turba festiva e barulhenta de pagadores dos impostos que financiarão as guerras que os haverá de matar seus filhos, se essa massa insossa vier a despertar da letargia mental em que tem sido mantida, perceberá coisas do arco da velha. Perceberá, por exemplo, que o cristianismo ao contrário da paz que esperam encontrar por lá é o maior disseminador de desassossego com sua história mal contada de continuar vivendo uma outra vida engendrada exclusivamente para amargar as dores das queimaduras no fogo do inferno a fim de purgar pecados pelos descaminhos a que foram levados por vontades consideradas inconvenientes pelo deus de bondade infinita, numa contradição própria de quem não pensa sobre a vida, e se pensa é sobre o que está fazendo aqui, de onde vem e prá onde vai, questões irrelevantes uma vez que estando aqui o importante é procurar viver da melhor maneira possível o que não inclui saber como veio parar aqui e nem se preocupar com o medo do fogo do inferno.

domingo, 24 de maio de 2026

ARENGA 884

 

Pensar ou não pensar sobre a vida é uma questão mais profunda a merecer maior atenção do que o SER OU NÃO SER de Shakespeare por se tratar de assunto diretamente relacionado com a qualidade de vida, que apesar de ser encarada de modo totalmente errado posto que resumido a dinheiro, mas o fato é que viver bem é o sonho de todo ser vivente.  Filósofos a exemplo de Étienne de La Boétie, exaustivamente citado por nossa também filósofa Marilene Chauí, têm se dedicado com um tema relacionado à qualidade de vida a que denominam de Servidão Voluntária ou a realidade de se viver como na verdade se vive a serviço de aproveitadores do mesmo modo como vivem os irracionais. Estes estudiosos, entretanto, e com razão, estranham o porquê da incompatibilidade entre o sonho de liberdade comum a todo ser humano, e, ao mesmo tempo, deixar de lado este sonho e optar por espontânea vontade pelo desejo de servir a senhores como escravos.

Entretanto, o que realmente é de se estranhar é não terem tais estudiosos chegado à conclusão de que o servilismo em que vive a humanidade como marionete manipulada por parasitas que exibem padrão de vida incompatível com a realidade dos demais seres humanos, esta servidão absolutamente não é voluntária uma vez que a trupe barulhenta e festiva de inimigos de si mesmos que integram o bicho povo é vitimada por um engendramento demoníaco de modo a não agir por sua espontânea vontade, muito ao contrário. Faz-se necessário, entretanto, saber que o povo tem dono e que estes donos, parasitas riquíssimos, colocam falsos líderes nos postos de mando do mundo que criam leis dando caráter de legalidade ao crime de escravizar. Com tal finalidade, instituíram uma indústria de entretenimentos que mantêm o povo de tal modo envolvido com mil e muitas modalidades de divertimento que não lhe permite se dedicar um segundo sequer de sua vida que lhe permita perceber que na realidade vive uma vida nada diferente da vida de boiada, assunto de que trata nosso grande Zé Ramalho na música Gado Novo.

Assim é que sendo a turba festiva e repugnante feita de seres dotados de capacidade de pensar, para evitar que tal pudesse ocorrer, seus donos instituíram um sistema educacional que substituiu nas crianças a mentalidade vivaz dos jovens por uma mentalidade tacanha e incapaz de enxergar um palmo além do nariz. Mas, uma vez eliminado nos seres humanos o raciocínio, o que os coloca na condição de bichos que agem de modo imprevisível. Desta forma, é incerto o que pode acontecer a uma humanidade feita de seres irracionais. Mas, prá que pensar se, como diz a papagaiada de microfone, é ano de copa e muito mais porque também tem mil e um campeonatos.

 

 

 

 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

ARENGA 883

 

Em se tratando de seres humanos cuja mentalidade a despeito de sua ilimitada burrice, se auto qualifica de homens sábios (homo sapiens). Só mesmo a espetacular estupidez dessa raça asquerosamente briguenta, ladravaz e fazedores de guerras é que justifica ainda haver preocupação da parte de sábios escritores a preocupação de escrever livros tentando inutilmente mostrar a realidade de não passar de falsidade esta tal de religiosidade da qual esperam inutilmente receber sem fazer força a tão almejada paz e a tranquilidade que lhes cabe fazer existir.

A humanidade foi conduzia ardilosa e maldosamente por parasitas a pautar em irrealidades sua vida, levada a trilhar um caminho margeado por tudo que de ruim pode existir no mundo, com destaque para a falsidade da religiosidade e de um sistema econômico voltado para a meta de alcançar riqueza ilimitada indiferentemente ao custo deste proceder a ser pago pela juventude também levada de roldão a ser indiferente a seu próprio destino de condenados à uma vida impossível sem água e ar limpos além de terra fértil para produzir comida.

Mas, como falsa, e destinada a fomentar ilusão a religiosidade, se cientistas do mais alto padrão de intelectualidade são religiosos? Questionaria a ratazana de igreja, a resposta pode muito bem estar na realidade de ter sido o mundo conduzido a um destino triste de falsidades, fato que nos permite mencionar como explicações para o fenômeno de genialidades em suas atividades profissionais professarem as mesmas ideias religiosas dos analfabetos da seguinte maneira: em primeiríssimo lugar é preciso ter em mente o poder que o dinheiro exerce sobre o ser humano educado sob o estigma de um poder satânico irresistível à necessidade ilimitada de riqueza. Tal poder se adquire ao nascer e acompanha o adulto à sepultura. Dito isto, é sabido haver um fomentador do engodo da religiosidade chamado Instituto Templeton, que paga significante quantia de dinheiro a cientistas para que se declarem religiosos. Com tal malandragem, e aproveitando o vício em dinheiro adquirido junto com o leite materno, nada impede ser esta a causa de intelectuais religiosos. Desta forma, a religião se livra da pecha de ser o que realmente é:  a praia dos ignorantes.

Também pode muito bem ser a explicação para que intelectuais sejam religiosos uma dedicação exclusiva aos misteres de sua intelectualidade que impossibilite superar as falsidades encravadas na personalidade também juntamente com o leite materno.

O último livro sobre a farsa da religiosidade a chegar às minhas mãos, tem o título de PORQUE NÃO SOU CRISTÃO, e é da autoria do Grande Mestre do Saber Bertrand Russell, no qual o intelectualíssimo escritor desnuda vários argumentos dos parasitas das igrejas, sendo o mais claro destes contra argumentos o argumento da causa primordial, ou seja, se para os religiosos tudo que existe no mundo tem uma causa, (um criados) logicamente seguindo esse ponto de vista, teria de necessariamente também haver uma causa para a existência de deus. Se é que deus existe independentemente de uma causa é porque pode haver algo independentemente de uma causa. Se existe algo que não precisou de causa, este algo pode ser o próprio mundo.

Mas, galinha nasce dentes, como dizíamos no meu saudoso mundo rural onde fui adolescente, antes de ser a massa bruta de povo capaz de entender o que quis dizer o Mestre do Saber. O certo mesmo é viver indiferente em meio aos horrores de uma sociedade as notícias da imprensa dão parece terem sido extraídas do inferno de Dante.

sábado, 9 de maio de 2026

ARENGA 882

 

Na loucura de Nietzsche há mais sensatez do que no resto da humanidade. A propósito de “resto”, disse o grande mestre maluco que excluindo os raríssimos com elevação espiritual bastante para ser seus leitores, o que sobra é o resto, isto é, a humanidade que nada merece senão o desprezo. Realmente, nada mais senão desprezo merece a turba barulhenta, festiva e incapaz de um único lampejo de superioridade espiritual como mostra a realidade de existir a milhões de anos e não ter sido ainda capaz de organizar em sociedade civilizada como mostra os morticínios das guerras objetivando eliminar o excesso de pobres. Não é uma grande burrice ter de matar em vez de impedir o nascimento? Mas os biltres humanos ainda não foram capazes de organizarem uma sociedade onde pudessem viver com um mínimo de paz.

É tão mal estruturada a sociedade humana que a violência serve de entretenimento formando na personalidade tenra e facilmente moldável das crianças um instinto de brutalidade que aflorará na fase adulta. A leitura de qualquer livro da história dos bichos humanos mostra uma triste realidade sanguinolenta de guerras que consumiram bilhões de seres humanos e tanto dinheiro envolvido que varreria a pobreza absoluta da face da terra. A raça humana é tão estúpida que encara como sabedoria a afirmação de algum desses sábios de plantão de que para se ter paz é preciso estar preparado para guerra. Não pode haver algo mais estúpido se da guerra resultam ressentimentos que produzem mais guerra. O triste episódio das Torres Gêmeas dos americanos não teve outro motivo que não o rancor que o governo daquele povo desperta mundo afora como se pode ver no livro Novas Confissões de Um Assassino Econômico.

Enfim, nada melhor para mensurar a estupidez humana do que a crendice em divindades que põe intelectuais do mais alto nível em pé de igualdade aos analfabetos. A razão de tamanho absurdo só pode ser encontrara na infância, pelo auto sugestionamento que convenceu a criança inocente da existência da entidade tão irreal quanto papai Noel, chamada deus.