Quanta
razão tinha mestre Sócrates em valorizar a atividade de pensar, de meditar
sobre a loucura de viver, principalmente de se viver mal como se vive quando
sem meditar sobre como viver melhor. Chegou mesmo o mestre a afirmar o mestre não
valer a pena uma vida não pensada. Na realidade, tal tipo de vida é como vivem
os irracionais. Isto não anula nossa capacidade de pensar? É por não pensar que
a imprensa noticia sobre mães em sofrimento relembrando as últimas palavras
proferidas por seus filhos mortos em monstruoso ataque a uma escola para
crianças no Irã, terra de quem apesar de acreditar ser religioso porque medita,
é justamente o contrário porque a meditação leva à falta de não haver razão
para a existência de irreligiosidade, como já desconfiavam os gregos antigos,
povo que por valorizar a meditação, procurou explicar o universo de modo
diferente da baboseira de criação divina.
A respeito
das mães chorosas por seus filhos mortos, nada há de estranho nisso porque se
todas as guerras têm por consequência pais sofrendo a perda de seus filhos, a
questão deve ser buscar a realidade do porquê de haver guerras. Meditando a
respeito, a conclusão será o velho costume da impressão de estar certo o que está
errado porque não pode haver vantagem em destruir a juventude que é a força
vida de todo grupo social. A meditação faz concluir ser estupidez armar a
juventude até os dentes e instiga-la a matar e morrer por amor à pátria. Que raio
de pátria e esta que exige a morte de seus filhos, assim como creem os religiosos
que um deus muito bom mandou seu filho para morrer crucificado a fim de salvar
a humanidade se ele, deus, matou afogada toda a humanidade de uma vez só?
Tá
faltando, minha gente, pensar muito sobre o que nos dizem como sendo verdade. Não
pode ser verdade haver justificativa para as guerras se elas decorrem
unicamente porque a democracia permite a um povo politicamente analfabeto escolher
falsos líderes que apesar de covardes arrotam valentia escondido atrás da
juventude fardada e armada que por não pensar são facilmente convencidos de
haver motivo para imitar os gladiares da antiga Roma que acreditavam valer a
pena morrer com espada na mão em defesa da honra dos ajuntadores de riqueza da
época.
Todos os valentões
fazedores de guerras não passam de tolos que não sabem ser inevitável chegar o
dia em que a natureza os transformará em um monte de pelancas e que de nada
adiantará a riqueza trocada pela vida dos jovens robotizados e sacrificados por
terem sido convencidos de que ordens, como os mistérios de deus, devem ser
obedecidas sem qualquer questionamento a respeito.