sábado, 25 de abril de 2026

ARENGA 881

 

Meditando sobre a vida, como faz todo aquele que se elevou espiritualmente acima do bicho povo, Mestre Vinícius Bittencourt concluiu a respeito da explosão de alegria no carnaval, fez a seguinte indagação:  por acaso, tanta alegria significa que aquela multidão despertará na quanta feira num mundo maravilhoso? Divagando sobre a conclusão do mestre e a lambança sobre eleições, pois não é que a mesma pergunta pode ser feita em relação a elas, as eleições? Aqui também ocorre grande alvoroço sobre pesquisas de preferência dos eleitorais por candidatos ávidos pelo direito de administrar a riqueza pública considerada de ninguém. Com vistas a tais benesses, candidatos expõem más qualidades entre si dada a inexistência de uma só boa qualidade. Passados os xingamentos e empossados os que irão ter em mãos a chave do cofre do dinheiro público, verificar-se-á uma única novidade que aliás é negativa: as estatísticas mostram que os ricos cuja quantidade aumenta em proporção aritmética, aumentaram sua riqueza em proporção geométrica ao passo que os pobres, tanto em número quanto em pobreza cresceram em proporção geométrica.

Qual será o motivo pelo qual na vida só motivo de alegria para bobos? Para quem se engana redondamente com a cor da chita? Para aqueles que na juventude e por falta de tempo para aprender algo diferente de ajuntar dinheiro além da necessidade não sabe que todo aquele pudor em relação ao atendimento das necessidades íntimas ficará de lado quanto tais necessidades necessitarem da ajuda de estranhos para um mínimo de conforto a um velho que outrora fora jovem impetuoso. O tamanho despreparo no tocante à realidade da vida o motivo pelo qual a vida não pode ser agradável a todos.

A humanidade é realmente um caso perdido. Não é por outra razão que o mestre Yuval Noah Harari afirma que em mais um milhão de anos tanto poderão os Sapiens ter se convertido em outra espécie quanto pode também ter deixado de existir. Não estaria mestre Yuval sendo demasiadamente otimista? Na verdade, pelo andar da carruagem é de se crer que o furor da sanha tresloucada dos tão imbecis humanos que se auto denominam sábios não existirão dentro de no máximo cem anos.      

 

 

 

 

 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

ARENGA 880

 

Da última vez que estivemos por aqui, falávamos do problema da infantilização de adultos, quando a preguiça colocou ponto final nesse assunto que na verdade é único da humanidade. Exageradamente absortos nos assuntos programados pela indústria do entretenimento engendrada justamente para esta finalidade, os seres humanos estão incapacitados da percepção da necessidade de encontrar o caminho certo por onde caminhar durante o curto período de existência uma que se encontram no caminho errado.

Alheios à realidade que os cerca, deixam-se conduzir por líderes paranoicos que gastam na produção de infelicidades a riqueza que lhes é posta nas mãos para promoverem felicidade. Veja-se, a esse respeito a expressão de contentamento do presidente americano na imprensa pelo fato de ter seu exército destruído e matado a tripulação de um navio. Apesar da infelicidade das famílias destes mortos, não lhes ocorre a realidade da exorbitância do erro que há nisso.  Não havendo sinceridade nas relações entre os seres humanos eles estão fadados à infelicidade. A ninguém ocorre o descompasso que há em estar a humanidade dividida entre aproveitadores e aproveitados? Da necessidade de se meditar sobre o porquê de merecerem mais prestígio as atividades das pessoas aculturadas do que as atividades que exigem preparação intelectual? Que está errado tirar a importância do estudo relegando valor ao mestre educador? Estas coisas não estão a merecer reflexão a respeito? Entretanto, não obstante os distúrbios naturais que em consequência dos enganos ameaçam a continuação da espécie humana, a humanidade festeja como se nada houvesse a exigir seriedade.       

O ridículo de merecer foros de solenidade com participação de supostos líderes políticos as festas de lavagem de escadarias de igrejas ao lado do retrocesso da fraudulenta volta ao poder religioso nos assuntos políticos é também assunto a clamar por ação inteligente a respeito. São inúmeras as coisas a clamar por ações inteligentes cuja falta já teria sido sentida não fosse a imaturidade ardilosamente providenciada pelos aproveitadores sobre os aproveitados. Estes, na realidade, têm menos motivos de infelicidade do que aqueles que na idade da razão serão atormentados pela presença invisível dos vitimados pela sanha incontida do venha a mil e os outros que se danem recomendada pela cultura atual.

A conclusão a que se chega quem não foi vitimado pela infantilização é de que estando o mundo à deriva, clama por socorro antes do naufrágio total, passando mil anos luz de distância das feras humanas que o trouxeram a esta situação.   

     

 

      

sexta-feira, 17 de abril de 2026

arenga 879

 

INFANTILIZAÇÃO DOS ADULTOS, título de artigo no jornal que dá panos prá manga ao pensamento quando se liga tal assunto à notícia de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aos noventa e quatro anos de idade foi interditado pelos filhos. Faz pensar se vale realmente a pena os ajuntadores de riqueza em relação à indiferença aos desafortunados empregar o pouco tempo de vida para acumular Fortunas ou será que procedem desse jeito porque agem como crianças que por não saberem o que fazem agem como se tivessem os olhos maiores que a barriga?

Não há como deixar de se concluir ter sido extirpado dos seres humanos o raciocínio de adulto e substituído pelo de criança. Incapazes de encarar com seriedade necessária a organização de sua sociedade, sendo, portanto, necessário deixar esta altíssima responsabilidade a cargo de terceiros, os seres humanos não estão nem aí para a realidade de não haver em toda a humanidade um só espécime da espécie humana portador do desprendimento necessário para exercer corretamente cargo de tamanha responsabilidade. Independentemente de maldade, os humanos não conseguem compreender sua condição de ainda serem assombrados pela lembrança dos tempos difíceis de só ter comida se caçasse ou colhesse algum alimento. Aliás, na verdade, poucos deles têm conhecimento sobre seu passado distante e nem mesmo acreditam ter existido uma vez que, como crianças, pensam que foram feitos de um bolo de barro da mesma forma da cerâmica.

Se ao líder caberia promover a elevação da capacidade dos liderados, de modo que por si próprios eles sejam capazes de prover suas necessidades, ao contrário desta realidade, programas assistenciais tornam adultos tão dependentes de tais programas quanto crianças dependem dos pais. Como o Jeca Tatu de Monteiro Lobato, para estes adultos não paga a pena um esforço para buscar a nobreza de ser o provedor da família. Ao contrário de tamanho rebaixamento moral, para os adultos em situação de mendicância sentem-se tão gratificados que retribuem com votos, perpetuando a condição de sociedade atrasada que apesar de protestar contra um aumento de centavos no preço do transporte coletivo, não se incomoda com os bilhões desbaratados na corrução.  

 

 

  

quarta-feira, 1 de abril de 2026

ARENGA 878

 

Quanta razão tinha mestre Sócrates em valorizar a atividade de pensar, de meditar sobre a loucura de viver, principalmente de se viver mal como se vive quando sem meditar sobre como viver melhor. Chegou mesmo o mestre a afirmar o mestre não valer a pena uma vida não pensada. Na realidade, tal tipo de vida é como vivem os irracionais. Isto não anula nossa capacidade de pensar? É por não pensar que a imprensa noticia sobre mães em sofrimento relembrando as últimas palavras proferidas por seus filhos mortos em monstruoso ataque a uma escola para crianças no Irã, terra de quem apesar de acreditar ser religioso porque medita, é justamente o contrário porque a meditação leva à falta de não haver razão para a existência de irreligiosidade, como já desconfiavam os gregos antigos, povo que por valorizar a meditação, procurou explicar o universo de modo diferente da baboseira de criação divina.

A respeito das mães chorosas por seus filhos mortos, nada há de estranho nisso porque se todas as guerras têm por consequência pais sofrendo a perda de seus filhos, a questão deve ser buscar a realidade do porquê de haver guerras. Meditando a respeito, a conclusão será o velho costume da impressão de estar certo o que está errado porque não pode haver vantagem em destruir a juventude que é a força vida de todo grupo social. A meditação faz concluir ser estupidez armar a juventude até os dentes e instiga-la a matar e morrer por amor à pátria. Que raio de pátria e esta que exige a morte de seus filhos, assim como creem os religiosos que um deus muito bom mandou seu filho para morrer crucificado a fim de salvar a humanidade se ele, deus, matou afogada toda a humanidade de uma vez só?

Tá faltando, minha gente, pensar muito sobre o que nos dizem como sendo verdade. Não pode ser verdade haver justificativa para as guerras se elas decorrem unicamente porque a democracia permite a um povo politicamente analfabeto escolher falsos líderes que apesar de covardes arrotam valentia escondido atrás da juventude fardada e armada que por não pensar são facilmente convencidos de haver motivo para imitar os gladiares da antiga Roma que acreditavam valer a pena morrer com espada na mão em defesa da honra dos ajuntadores de riqueza da época.

Todos os valentões fazedores de guerras não passam de tolos que não sabem ser inevitável chegar o dia em que a natureza os transformará em um monte de pelancas e que de nada adiantará a riqueza trocada pela vida dos jovens robotizados e sacrificados por terem sido convencidos de que ordens, como os mistérios de deus, devem ser obedecidas sem qualquer questionamento a respeito.