Ora, vejam só se a humanidade não é mesmo um caso perdido. Grupos de
idiotas liderados por idiotas gastando fortunas para construir muros que
impeçam a entrada de um monte de retirantes cuja idiotice tanto própria quanto
de seus falsos líderes deu um jeito de lhes tolher a possibilidade de
continuarem vivendo em seus locais de origem. Em oposição a tal situação, e
também graças à idiotice tanto do povo desses lugares quanto os também falsos líderes
de outras sociedades “civilizadas,” se veem com sério problema de falta de gente
com capacidade de trabalhar para produzir os meios necessários a fim de manter
a casta palaciana e inútil tanto da classe dos que se dizem representantes de
deus quanto da classe dos que se dizem representantes do povo, mas que apesar
de não representarem senão seus próprios interesses, por culpa da mesma
idiotice que trouxe a humanidade a este estado insustentável de coisas
totalmente malucas, se tornou indispensável unicamente porque a idiotice que impede
os seres humanos se comportarem como adultos também os faz ser como crianças que não se comportam como precisam se
comportar não havendo quem lhes obrigue. No caso dos adultos, tal obrigação se
materializa na forma de cassetete e cadeia. Caso contrário, estraçalhar-se-ão
uns aos outros.
A insignificante capacidade de raciocinar do ser humano exclui a
possibilidade de vida inteligente que jamais poderá existir de outra forma senão
com união da coletividade humana num firme propósito de desejar viver em harmonia,
tendo por objetivo maior a fortaleza e a qualidade de vida de todos os
componentes do agrupamento, e nunca este tipo de cultura na qual gatos pingados
de idiotas com direito de possuir tanto que precisam inventar modas
tresloucadas de gastar por não saberem o que fazer com o excesso de riqueza.
Embora muito se fale em sociedades civilizadas, não existe nenhuma
sociedade humana que se possa qualificar de civilizada como prova a forma como
está estruturada a sociedade humana com famintos e guerras, tudo em função de
uma idiotice tamanha que é tão grande a distância entre a fantasia e a
realidade que a disposição para alegrias e festas é como se não houvesse uma
velhice a caminho trazendo consigo sua realidade de dores, cirurgias, consultas
médicas com indicação de tantos remédios que precisa de lugar amplo para
colocá-los.
O desligamento da importância da realidade da vida faz com que se viva de
alegria em alegria sem se dar conta da importância de estar consciente de ser
melhor ser conhecedor da verdade de haver um fim para as alegrias do que fechar
os olhos para a realidade como faz o avestruz, mesmo porque estando consciente
da realidade não há motivo para medo ou tristeza. Além do mais, aquele que se
inteira das exigências para se viver bem também se inteira da necessidade de
ser contrário tanto ao modo de viver da humanidade, quanto de que o poder de
mudar em vez de ser deus que o tem é o conjunto das pessoas.