sexta-feira, 17 de julho de 2026

ARENGA 892

 

Se tratasse de um povo ligado no que se passa em em sua sociedade esta matéria   no jornal OUTRAS PALAVRAS, substituiria por novas emoções e expectativas desperdiçadas na copa do mundo. A reportagem leva o título de UM MANIFESTO CONTRA O MITO DO CRESCIMENTO. Embora nada significa para o rebanho de frequentadores de igreja, axé, futebola e as muitas armadilhas do pão e circo, esta conclusão que é de ninguém menos do que a fina flor da intelectualidade econômica mundial, é simplesmente o reconhecimento de estar certo a velho Marx para quem a turba festiva torce o nariz ao afirmar que o capitalismo se destrói a si mesmo. E veja que os economistas que denominam de mito o crescimento econômico capitalista não são comunistas. São apenas estudiosos que concluíram sensatamente pelo óbvio do absurdo de destruir os recursos naturais indispensáveis à vida para produzir uma fortuna que em nada beneficia a sociedade porquanto em destino certo dos bolsos do grupelho viciado em acumular riqueza.

Tendo o capitalismo por base emprego e desenvolvimento econômico, se baseia em duas falsidades tanto por ser impossível haver emprego para todos que dele dependem para viver se o número dos que chegam ao mercado de trabalho é infinitamente superior ao número dos que o mercado pode absorver. Além disso, o próprio sistema desemprega com as inovações introduzidas pela tecnologia da automação robótica. No que se refere a desenvolvimento econômico o mito é ainda maior pelo seguinte:

Em primeiro lugar, o desenvolvimento econômico no sistema atual do venha a mim e os outros que se danem significa produzir montões de coisas na maioria desnecessária que a massa bruta de povo compra influenciada por propaganda enganosa. E, em segundo lugar, além de em nada beneficiar a sociedade como vimos.

E de espantar que só agora a intelectualidade chega à conclusão de não valer a pena trocar por esse dinheiro inútil para a sociedade os recursos naturais dos quais depende a sobrevivência humana, se os rios estão apodrecendo, o mal cheiro toma conta do ambiente nas grandes cidades onde volta e meia crateras se abrem engolindo pessoa, o solo é desertificado, ar e alimentos envenenados, céu repleto de aviões, estradas abarrotadas de caminhões e as ruas repletas de automóveis.

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

ARENGA 891

 

O fim que a raça humana espera com requebros e pipocar de foguetes se aproxima a cada tique-taque de algum relógio que ainda faz tique taque. Certa a decisão de mãe natureza em extirpar do seu meio filhos tão desnaturados que desprezando a capacidade de raciocinar e viverem como irmãos, ao contrário, além de destruírem a si mesmos também destroem sua mãe criadora.

Não obstante a premência de vida em sociedade, os humanos não conseguem se harmonizar nesse tipo de vida tamanha é a brutalidade destes seres vis, que escolhem as pessoas menos indicadas de seus pares como líderes e o resultado é o pandemônio a título de sociedade. Se ninguém é capaz de liderar corretamente, pelo menos há quem seja menos pior do que os enganadores que com muita conversa fiada sempre levam os liderados a escolhê-los, havendo até quem é escolhido por se apresentar como nascido de badalos roxos.

Apesar de haver quem sempre apresenta ideias capazes de melhorar a qualidade de vida, ninguém ainda levantou a questão do porquê nunca serem postas em prática tais ideias, apesar de não haver necessidade de ser algum gênio para perceber que tudo se resume na indiferença do povo ardilosamente levado a se interessar unicamente pelos brincadeiras oferecidas à larga pela indústria do entretenimento, nome moderno para o antigo pão e circo do império romano que torna o povo politicamente analfabetos prendendo impedindo que sua atenção, alcance assuntos menos rasteiros. Este sistema se repete de geração para outra eternizando a infelicidade de viver em sociedade tipo a nossa na qual foi adotada uma realidade esquisita de serem mais valorizadas as pessoas de menores merecimentos. Toupeiras mentais são elevadas aos píncaros da gloria e da riqueza em detrimento de quem beneficia a sociedade com seu trabalho. A esse propósito, aliás, está na imprensa notícia de adolescentes que tentaram matar sua professora colocando vidro na água que ela beberia se não fosse advertida por alguém ainda não contaminada pela maldade que caracteriza a espécie humana atualmente.  

É tamanha a maldade que na Rádio Bandeirantes de SP, certo dia, ouvi José Paulo de Andrade dizer que o jogo de várzea era importante porque de lá saiam grandes craques. Nesta chamada há tão grande falsidade ideológica do sistema do venha a mim e os outros que se danem que é a seguinte: quem observa as coisas aprende que a repetição leva à perfeição. Pois bem, quando se trata de moleques que por isso ou por aquilo não frequentam escola, vão para terrenos baldios (várzeas) jogar bola e de tanto jogar acabam jogando cada vez melhor até à perfeição a que se referia o locutor da rádio que melhor representa o papel de arauto do pão e circo em nosso triste país. O locutor mentiu? Não! Disse a verdade. Só não disse, e se dissesse perderia o emprego, é que a sociedade teria maior proveito se estes jovens em vez de se tornarem craques em brincadeira se tornassem craques em pedagogia, filosofia, literatura, física, etc.

Daí surge a seguinte pergunta: Que vantagem haveria nisso se nenhuma outra atividade rende tanto quanto futebola? E não é que é verdade? Que atividade senão as brincadeiras fazem bilionários? Mas, a verdade é que estes bilionários inocentemente representam tão grande mal para a humanidade que se eles soubessem o papel de marionetes do pão e circo que fazem teriam vergonha de si mesmos em vez de se acharem merecedores dos louros que recebem.      

 

 

 

 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

ARENGA 890

 

O sacolejar da carruagem da história conduzida por intelectuais demonstra com clareza que intelectuais são incapazes de conduzir direito a carruagem da história. O intelectualíssimo Rutger Bregman escreveu um livro cujo sub título é UMA HISTÓRIA OTMISTA DO HOMEM. Pode alguém em estado normal de sanidade mental encontrar otimismo na história de seres tão estúpidos que depois de milhões de anos de existência ainda se matam mutuamente? Que organizam sua sociedade de modo a que apenas alguns tenham direito de dispor dos recursos necessários à sobrevivência e muitos tenham de perecer por falta deles? Que organizam sua economia de modo tão estupidamente predatório para si mesmos que destrói o meio ambiente do qual depende suas vidas? Que educam suas crianças para que se tornem adultos acreditando que um deus imaginário determina seu futuro, dispensando, assim, a necessidade de esforço próprio nesse sentido? E que o tempo se resume a dinheiro? Que se multiplicam feito ratos até que não haja mais água e nem terras férteis para produção de alimentos, buscando no espaço sideral outro lugar onde predar?

Sem falar na barbaridade de adultos que além de ensinar os filhos a adoração por escoiceadores de bola, não se vergonham os próprios pais destas crianças por eles idiotizadas ao se colocarem em longas filhas e grande algazarra para obterem figurinhas de jogadores. Há muito mais do que imbecilidade em tais adultos porque também há algo de errado na personalidade de quem corre em busca de retratos de marmanjos escoiceadores de bola.

Não poderia haver castigo capaz de causar tão grande desconforto a quem se elevou ainda que um mínimo sequer acima dos imbecis mencionados por Rui Castro do que a materialização da teoria do eterno retorno da forma como Nietzsche a colocou de voltar à passar eternamente pelos mesmos acontecimentos, portanto, ter de suportar eternamente o mal-estar causado pela companhia de seres de tamanha insignificância espiritual.

Impressiona o ridículo de adultos de físico em ferrenha disputa com crianças as tais de figurinhas de marionetes para a indústria do entretenimento com a qual o sistema perverso de explorar incautos encontra campo livre para idiotizar.      

domingo, 28 de junho de 2026

ARENGA 889

 

O título que o jornalista Ruy Castro deu à sua reportagem: NASCE UM OTÁRIO A CADA SEGUNDO NO MUNDO, dá panos prá manga ao pensamento. Será por ser feita de otários que a humanidade não consegue engendrar uma sociedade suficientemente bem arrumada para que não haja o disparate da tristeza das guerras convivendo com as explosões de alegrias dos festejamentos?

A humanidade organizou tão desinteligentemente sua sociedade que entregou o destino dela nas mãos de pessoas espiritualmente tão desqualificadas quanto o comum dos demais seres humanos otários e quedaram na esperança de que pelo fato de terem sido investidas de autoridade tais pessoas viessem a se tornar imbuídas das nobres qualidades de liderança que as tornariam capazes de administrar os recursos públicos em benefício da coletividade e não de si mesmas como acontece tão abertamente que diante de mais um grande lance de corrupção o jornal Gazeta do Povo publicou matéria na qual afirma que os brasileiros não se revoltam mais com a ostentação dos corruptos, o que também dá muito o que pensar. Não terá por causa a indiferença aos desmandos políticos o fato de estar a atividade mental

totalmente absorvida pela indústria do entretenimento que aproveitando a facilidade com que o cérebro pode ser conduzido torna ocorrências e pessoas de nenhum valor socialmente relevante de importância em ocorrências e pessoas da maior importância?

Salta aos olhos a evidência de viver a humanidade tão alheia à realidade que diante da tragédia na Venezuela com mais de mil mortos o papa oferece orações como consolo para as vítimas. É também por viver enganada que os seres humanos esperam atitudes nobres de seres tão vis quanto todos os humanos pelo fato de terem sido elevados à posição de autoridades, não obstante a realidade de terem tais líderes entre aspas aproveitada desta liderança para criar uma infinidade de benesses para si mesmas com tão exorbitante prodigalidade que superam as mordomias dos reis por direito divino escorraçados dos tronos por Napoleão Bonaparte.

Engana-se, entretanto, quem atribui maldade ao comportamento dos falsos líderes. Qualquer um no lugar deles agiria da mesma forma, educados que foram para a esperteza da locupletação. Observe-se o fato de cogitar de incluir no sistema educacional de crianças o ensino de agiotagem travestido de sistema financeiro. Sendo a personalidade do adulto uma resultante do que se aprendeu quando criança, não há como esperar que crianças educadas para “espertezas” venham se tornar adultos talhados para líderes.

Se há culpado nesta história de ladrões e roubados deve ser atribuída à deficiência de um sistema educacional que resulte em cidadãos em vez dos analfabetos políticos atuais.

Para que o bem predomine sobre o mal basta aprender a verdade absoluta de estar na política e não em divindades a busca do bem-estar social.      

 

domingo, 7 de junho de 2026

ARENGA 888

 

O escritor holandês, Rutger Bregman escreveu um livro cujo subtítulo é “UMA HISTÓRIA OTIMISTA DO HOMEM”. Depois disso temos esta pérola no jornal Folha de São Paulo: “O PAPA DIZ QUE DEUS ESTÁ DO LADO DOS POBRES”. Depois, no mesmo jornal, provando que na Itália também tem bobo prá tudo, temos: “PASTORA BRASILEIRA LIDERA IGREJA PENTECOSTAL HÁ 32 ANOS NA ITÁLIA”. A matéria diz que no domingo a igreja com capacidade para mil pessoas fica cheia e que quando a banda em alto volume para de tocar a pastora diz: “Jesus disse: ‘Se você quer vir atrás de mim, pegue a sua cruz e me siga”. Por essas e outras é que na humanidade, não tendo o raciocínio acompanhado o desenvolvimento material, os intelectuais vivem outro mundo que não é este em que vivemos. É possível encontrar razão para otimismo na raça humana atual vil e tão estúpida que como diz o historiador Barns vive a destruir o que construiu? E, mais ainda: junto aos escombros das destruições do que foi construído também destroem, como se pode ver na televisão, os próprios irmãos que lá se encontravam com suas crianças? E além do mais, como haver otimismo em relação a essa raça maldita que também destrói impiedosamente seus próprios irmãos nas guerras por serem considerados inimigos? Não há boa vontade capaz de encontrar otimismo numa humanidade onde irmãos sejam inimigos de irmãos.

Quem está correto a respeito da humanidade é o escritor Ruy Castro do jornal Folha de São Paulo escreveu um sensato e bem humorado artigo intitulado “A CADA SEGUNDO NASCE UM OÁRIO”. Esse escritor é o primeiro intelectual a tocar no porquê de ser tão mal estruturada a sociedade humana uma vez que otários não têm capacidade de organizar coisa alguma.

O dito “me diga com quem você anda que eu lhe digo quem você é” parece ter sido feito justamente para dizer da mediocridade dos seres humanos. Nada mais é preciso do que uma simples constatação de que as pessoas mais valorizadas para a humanidade são as de menor valor cultural, pessoas totalmente desqualificadas em todos os sentidos em relação a sociabilidade é que são as de maior valor para os seres humanos, tão incapazes de perceber a realidade da vida que as atividades que obtêm maior sucesso são golpes de desonestidade, principalmente por falsos líderes que em vez os conduzirem os liderados por um caminho apropriado que os leve à capacidade de viverem com um mínimo possível de sofrimento, fazem justamente o contrário iludindo-os com a falsidade tanto de uma economia que enriquece os ricos com o trabalho dos pobres ou com a mentira de um deus que os quer sempre conformados ne situação de ludibriados com divertimentos como se fossem crianças.

A exorbitância de alegrias que se vê pelaí é clara evidência de que para os seres humanos em vez das três fases de vida de infância, juventude e velhice, só existem a da infância e a da velhice, resultando uma velhice de infelicidades por falta do amadurecimento espiritual adquirido na segunda etapa da juventude, cuja ausência leva a uma velhice infelicitada pelo temor do espeto em brasa do satanás a espera da alma do pecador por fazer o que a mãe natureza mandou.  

 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

ARENGA 887

 

Apesar de ter sido o Brasil criança embalado em berço de corrupção, e embora esta praga pareça ter mais tentáculos aqui do que em qualquer outro lugar do mundo em vista de não haver nenhuma instituição sem ser corroída, não é ela, entretanto, privilégio desta terra pátria de deus porque também campeia mundo afora montada na garupa do cavalo baio de um dos cavaleiros do apocalipse com procuração dos outros três para representá-los.

Pegando o gancho do dito de que até mesmo das coisas ruins pode-se tirar algo de bom, esta maldita praga serve para mostrar o quanto se faz necessário pensar em novo tipo de organização da sociedade humana na qual a riqueza produzida pela sociedade não possa ser desbaratada como poeira na ventania, abandonando o tradicionalismo bolorento e o bafo de múmia que têm impedido a humanidade de inovar o bastante para sair do descaminho que a conduz rumo à infelicidade como tem sido desde que os seres humanos se juntaram em comunidades maiores.

Não é crível que livres do poder maligno da indústria do entretenimento que faz festejar em ambiente próprio para lágrimas, e uma vez livres para poder pensar em superar o atual estágio da falta de mentalidade que impede atingir uma organização social digna de seres com um mínimo de civilização, pelo menos o necessário para rejeitar falsidades como considerar progresso produzir milhões de carros, aviões navios monstruosos e bilhões de chaminés vomitando gazes venenosos, e muito menos escorraçar dos campos sua população para as cidades onde irão fomentar doenças e violência, tudo isso com a finalidade de se deixar à vontade ricos senhores que aumentam sua riqueza com apoio do BNDES envenenando solos e pessoas.

Até o momento, entretanto, ainda é tão diminuta a evolução da capacidade de raciocínio que aqueles que a têm mais evoluída desperdiçam tempo precioso escrevendo em linguagem complicada livros inúteis destinados a gatos pingados uma vez que o resto, por não passar de resto, não sabe ler, ou sabe, mas não lê porque os folguedos são mais importantes.

Mas, lamentavelmente, o que se tem são vidas deploráveis de lamentos e implorações por justiça vinda justamente da parte daqueles que tiram proveito das injustiças por lhes ter sido inoculada nos primeiros aprendizados da infância a maldade inerente à avareza e o desprezo aos semelhantes.

Tudo faz crer não haver futuro nem próximas gerações e nem nada diferente de sofrimentos contrastando com alegrias porquanto os progenitores de gerações futuras também aprenderam as mesmas falsidades que a todos convencem de se tratar da mais pura verdade.

domingo, 31 de maio de 2026

ARENGA 886

 

A questão filosófico-religiosa de saber o porquê de estarmos aqui, ou a razão pela qual existimos, não encontra dificuldade em ser esclarecida: se a humanidade em nada difere da manada, e se a manada existe para servir como fonte de proteína, embora sendo outra a serventia a que se destina a manada humana, mas ela também está aqui para servir ajudando os ricos donos do mundo a estenderem seus tentáculos até os lugares aonde ainda não chegaram, mas onde haverão de chegar deixando um rastro sinistro de terras arrasadas para os filhos dos frequentadores de igreja, bailarinos de axé a de torcedores, como resultado de uma avareza demoníaca que justifica uma invasão indébita sobre tudo aquilo que na verdade é patrimônio da sociedade humana incapaz de se organizar de forma menos brutal do que as sociedades das espécies que não obstante tidas como selvagens, além de não saberem o que fazem em sua irracionalidade, não demonstram a mesma docilidade em se deixar domesticar pelo servilismo, sendo a indiferença à armadilha dos divertimentos a única razão desta diferença.

A questão da docilidade ao servilismo é de tamanha seriedade que se esclarecida, o que equivale a despertar os seres humanos para a realidade de poderem viver melhor do que vivem, certamente que mudará a organização da sociedade humana para algo menos pior. Evitar tal desfecho, entretanto, é a razão pela qual não merece estar inserida nos currículos escolares porquanto a política vigente no mundo foge de povo esclarecido como o diabo foge da cruz, sedo esta a razão do sofrimento baseado na ignorância que na verdade é a maior causadora de sofrimentos.

Não obstante a dimensão da importância da docilidade humana ao servilismo,  quando intelectuais abordam este assunto o fazem com a complicação que lhes é característica. Veem nela o que na realidade é impossível: VOLUNTARIEDADE. SERVIDÃO VOLUNTÁRIA é o termo que usam para definir a submissão humana ao domínio dos tiranos que mandam no mundo, afirmando que a desobediência civil poria fim ao domínio. Além da impropriedade do termo, porque se nem os irracionais se submetem docilmente ao servilismo, por que haveriam seres racionais de fazê-lo? Tal afirmação sugere ignorar a existência de forças policiais a serviço daqueles que se beneficiam com a servidão, e que a um simples estalar de dedos avançam sobre desobedientes de cassetetes, balas de borracha e de verdade sobre aqueles que segundo os intelectuais podem derrubar o poder dos opressores ignorando-os.

Falta àqueles a quem incomoda a desorganização da sociedade humana espichar algo mais sua visão para alcançar o esconderijo onde se esconde esta força satânica que impede à humanidade de entender haver possibilidade de diminuir sua infelicidade uma vez não haver como seres tão estupidamente fáceis de serem enganados possam ser felizes totalmente num mundo de aproveitadores indiferentes ao sofrimento alheio.  

 

 

 

 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

ARENGA 885

 

Na filosofia, como em tudo mais, não quem ache de colocar uma pulga na orelha da paz de quem está sossegado. Por nada ter de melhor a fazer, filósofos criaram a seguinte questão que outra finalidade não tem senão tirar o sossego de quem estava numa boa: imagine que você se encontre ao lado de uma alavanca que muda na bifurcação de uma linha de trem e serve para mudar o sentido de um trem que se aproxima e que se continuar na rota normal do seu destino esmagará quatro crianças que brincam despreocupadamente sobre a linha do trem. Porém, se for acionada a alavanca à seu alcance que desvia o destino do trem, ele matará apenas uma criança que do mesmo modo despreocupado das outras quatro crianças também brinca despreocupadamente sobre a linha para a qual você desviaria o trem acionando a alavanca, O que você faria? Salvava as quatro crianças e deixava que uma morresse? Você tem em suas mãos salvar quatro crianças ou apenas uma ou simplesmente ser indiferente. O que você faria em tais condições? Espero sinceramente não ter colocado uma pulga na consciência de ninguém. Afinal, não sou filósofo. Apenas passo adiante o que vi e mostra haver sempre por perto um espírito de porco.

 

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Se algum dia a turba festiva e barulhenta de pagadores dos impostos que financiarão as guerras que os haverá de matar seus filhos, se essa massa insossa vier a despertar da letargia mental em que tem sido mantida, perceberá coisas do arco da velha. Perceberá, por exemplo, que o cristianismo ao contrário da paz que esperam encontrar por lá é o maior disseminador de desassossego com sua história mal contada de continuar vivendo uma outra vida engendrada exclusivamente para amargar as dores das queimaduras no fogo do inferno a fim de purgar pecados pelos descaminhos a que foram levados por vontades consideradas inconvenientes pelo deus de bondade infinita, numa contradição própria de quem não pensa sobre a vida, e se pensa é sobre o que está fazendo aqui, de onde vem e prá onde vai, questões irrelevantes uma vez que estando aqui o importante é procurar viver da melhor maneira possível o que não inclui saber como veio parar aqui e nem se preocupar com o medo do fogo do inferno.

domingo, 24 de maio de 2026

ARENGA 884

 

Pensar ou não pensar sobre a vida é uma questão mais profunda a merecer maior atenção do que o SER OU NÃO SER de Shakespeare por se tratar de assunto diretamente relacionado com a qualidade de vida, que apesar de ser encarada de modo totalmente errado posto que resumido a dinheiro, mas o fato é que viver bem é o sonho de todo ser vivente.  Filósofos a exemplo de Étienne de La Boétie, exaustivamente citado por nossa também filósofa Marilene Chauí, têm se dedicado com um tema relacionado à qualidade de vida a que denominam de Servidão Voluntária ou a realidade de se viver como na verdade se vive a serviço de aproveitadores do mesmo modo como vivem os irracionais. Estes estudiosos, entretanto, e com razão, estranham o porquê da incompatibilidade entre o sonho de liberdade comum a todo ser humano, e, ao mesmo tempo, deixar de lado este sonho e optar por espontânea vontade pelo desejo de servir a senhores como escravos.

Entretanto, o que realmente é de se estranhar é não terem tais estudiosos chegado à conclusão de que o servilismo em que vive a humanidade como marionete manipulada por parasitas que exibem padrão de vida incompatível com a realidade dos demais seres humanos, esta servidão absolutamente não é voluntária uma vez que a trupe barulhenta e festiva de inimigos de si mesmos que integram o bicho povo é vitimada por um engendramento demoníaco de modo a não agir por sua espontânea vontade, muito ao contrário. Faz-se necessário, entretanto, saber que o povo tem dono e que estes donos, parasitas riquíssimos, colocam falsos líderes nos postos de mando do mundo que criam leis dando caráter de legalidade ao crime de escravizar. Com tal finalidade, instituíram uma indústria de entretenimentos que mantêm o povo de tal modo envolvido com mil e muitas modalidades de divertimento que não lhe permite se dedicar um segundo sequer de sua vida que lhe permita perceber que na realidade vive uma vida nada diferente da vida de boiada, assunto de que trata nosso grande Zé Ramalho na música Gado Novo.

Assim é que sendo a turba festiva e repugnante feita de seres dotados de capacidade de pensar, para evitar que tal pudesse ocorrer, seus donos instituíram um sistema educacional que substituiu nas crianças a mentalidade vivaz dos jovens por uma mentalidade tacanha e incapaz de enxergar um palmo além do nariz. Mas, uma vez eliminado nos seres humanos o raciocínio, o que os coloca na condição de bichos que agem de modo imprevisível. Desta forma, é incerto o que pode acontecer a uma humanidade feita de seres irracionais. Mas, prá que pensar se, como diz a papagaiada de microfone, é ano de copa e muito mais porque também tem mil e um campeonatos.

 

 

 

 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

ARENGA 883

 

Em se tratando de seres humanos cuja mentalidade a despeito de sua ilimitada burrice, se auto qualifica de homens sábios (homo sapiens). Só mesmo a espetacular estupidez dessa raça asquerosamente briguenta, ladravaz e fazedores de guerras é que justifica ainda haver preocupação da parte de sábios escritores a preocupação de escrever livros tentando inutilmente mostrar a realidade de não passar de falsidade esta tal de religiosidade da qual esperam inutilmente receber sem fazer força a tão almejada paz e a tranquilidade que lhes cabe fazer existir.

A humanidade foi conduzia ardilosa e maldosamente por parasitas a pautar em irrealidades sua vida, levada a trilhar um caminho margeado por tudo que de ruim pode existir no mundo, com destaque para a falsidade da religiosidade e de um sistema econômico voltado para a meta de alcançar riqueza ilimitada indiferentemente ao custo deste proceder a ser pago pela juventude também levada de roldão a ser indiferente a seu próprio destino de condenados à uma vida impossível sem água e ar limpos além de terra fértil para produzir comida.

Mas, como falsa, e destinada a fomentar ilusão a religiosidade, se cientistas do mais alto padrão de intelectualidade são religiosos? Questionaria a ratazana de igreja, a resposta pode muito bem estar na realidade de ter sido o mundo conduzido a um destino triste de falsidades, fato que nos permite mencionar como explicações para o fenômeno de genialidades em suas atividades profissionais professarem as mesmas ideias religiosas dos analfabetos da seguinte maneira: em primeiríssimo lugar é preciso ter em mente o poder que o dinheiro exerce sobre o ser humano educado sob o estigma de um poder satânico irresistível à necessidade ilimitada de riqueza. Tal poder se adquire ao nascer e acompanha o adulto à sepultura. Dito isto, é sabido haver um fomentador do engodo da religiosidade chamado Instituto Templeton, que paga significante quantia de dinheiro a cientistas para que se declarem religiosos. Com tal malandragem, e aproveitando o vício em dinheiro adquirido junto com o leite materno, nada impede ser esta a causa de intelectuais religiosos. Desta forma, a religião se livra da pecha de ser o que realmente é:  a praia dos ignorantes.

Também pode muito bem ser a explicação para que intelectuais sejam religiosos uma dedicação exclusiva aos misteres de sua intelectualidade que impossibilite superar as falsidades encravadas na personalidade também juntamente com o leite materno.

O último livro sobre a farsa da religiosidade a chegar às minhas mãos, tem o título de PORQUE NÃO SOU CRISTÃO, e é da autoria do Grande Mestre do Saber Bertrand Russell, no qual o intelectualíssimo escritor desnuda vários argumentos dos parasitas das igrejas, sendo o mais claro destes contra argumentos o argumento da causa primordial, ou seja, se para os religiosos tudo que existe no mundo tem uma causa, (um criados) logicamente seguindo esse ponto de vista, teria de necessariamente também haver uma causa para a existência de deus. Se é que deus existe independentemente de uma causa é porque pode haver algo independentemente de uma causa. Se existe algo que não precisou de causa, este algo pode ser o próprio mundo.

Mas, galinha nasce dentes, como dizíamos no meu saudoso mundo rural onde fui adolescente, antes de ser a massa bruta de povo capaz de entender o que quis dizer o Mestre do Saber. O certo mesmo é viver indiferente em meio aos horrores de uma sociedade as notícias da imprensa dão parece terem sido extraídas do inferno de Dante.

sábado, 9 de maio de 2026

ARENGA 882

 

Na loucura de Nietzsche há mais sensatez do que no resto da humanidade. A propósito de “resto”, disse o grande mestre maluco que excluindo os raríssimos com elevação espiritual bastante para ser seus leitores, o que sobra é o resto, isto é, a humanidade que nada merece senão o desprezo. Realmente, nada mais senão desprezo merece a turba barulhenta, festiva e incapaz de um único lampejo de superioridade espiritual como mostra a realidade de existir a milhões de anos e não ter sido ainda capaz de organizar em sociedade civilizada como mostra os morticínios das guerras objetivando eliminar o excesso de pobres. Não é uma grande burrice ter de matar em vez de impedir o nascimento? Mas os biltres humanos ainda não foram capazes de organizarem uma sociedade onde pudessem viver com um mínimo de paz.

É tão mal estruturada a sociedade humana que a violência serve de entretenimento formando na personalidade tenra e facilmente moldável das crianças um instinto de brutalidade que aflorará na fase adulta. A leitura de qualquer livro da história dos bichos humanos mostra uma triste realidade sanguinolenta de guerras que consumiram bilhões de seres humanos e tanto dinheiro envolvido que varreria a pobreza absoluta da face da terra. A raça humana é tão estúpida que encara como sabedoria a afirmação de algum desses sábios de plantão de que para se ter paz é preciso estar preparado para guerra. Não pode haver algo mais estúpido se da guerra resultam ressentimentos que produzem mais guerra. O triste episódio das Torres Gêmeas dos americanos não teve outro motivo que não o rancor que o governo daquele povo desperta mundo afora como se pode ver no livro Novas Confissões de Um Assassino Econômico.

Enfim, nada melhor para mensurar a estupidez humana do que a crendice em divindades que põe intelectuais do mais alto nível em pé de igualdade aos analfabetos. A razão de tamanho absurdo só pode ser encontrara na infância, pelo auto sugestionamento que convenceu a criança inocente da existência da entidade tão irreal quanto papai Noel, chamada deus.    

   

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 25 de abril de 2026

ARENGA 881

 

Meditando sobre a vida, como faz todo aquele que se elevou espiritualmente acima do bicho povo, Mestre Vinícius Bittencourt concluiu a respeito da explosão de alegria no carnaval, fez a seguinte indagação:  por acaso, tanta alegria significa que aquela multidão despertará na quanta feira num mundo maravilhoso? Divagando sobre a conclusão do mestre e a lambança sobre eleições, pois não é que a mesma pergunta pode ser feita em relação a elas, as eleições? Aqui também ocorre grande alvoroço sobre pesquisas de preferência dos eleitorais por candidatos ávidos pelo direito de administrar a riqueza pública considerada de ninguém. Com vistas a tais benesses, candidatos expõem más qualidades entre si dada a inexistência de uma só boa qualidade. Passados os xingamentos e empossados os que irão ter em mãos a chave do cofre do dinheiro público, verificar-se-á uma única novidade que aliás é negativa: as estatísticas mostram que os ricos cuja quantidade aumenta em proporção aritmética, aumentaram sua riqueza em proporção geométrica ao passo que os pobres, tanto em número quanto em pobreza cresceram em proporção geométrica.

Qual será o motivo pelo qual na vida só motivo de alegria para bobos? Para quem se engana redondamente com a cor da chita? Para aqueles que na juventude e por falta de tempo para aprender algo diferente de ajuntar dinheiro além da necessidade não sabe que todo aquele pudor em relação ao atendimento das necessidades íntimas ficará de lado quanto tais necessidades necessitarem da ajuda de estranhos para um mínimo de conforto a um velho que outrora fora jovem impetuoso. O tamanho despreparo no tocante à realidade da vida o motivo pelo qual a vida não pode ser agradável a todos.

A humanidade é realmente um caso perdido. Não é por outra razão que o mestre Yuval Noah Harari afirma que em mais um milhão de anos tanto poderão os Sapiens ter se convertido em outra espécie quanto pode também ter deixado de existir. Não estaria mestre Yuval sendo demasiadamente otimista? Na verdade, pelo andar da carruagem é de se crer que o furor da sanha tresloucada dos tão imbecis humanos que se auto denominam sábios não existirão dentro de no máximo cem anos.      

 

 

 

 

 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

ARENGA 880

 

Da última vez que estivemos por aqui, falávamos do problema da infantilização de adultos, quando a preguiça colocou ponto final nesse assunto que na verdade é único da humanidade. Exageradamente absortos nos assuntos programados pela indústria do entretenimento engendrada justamente para esta finalidade, os seres humanos estão incapacitados da percepção da necessidade de encontrar o caminho certo por onde caminhar durante o curto período de existência uma que se encontram no caminho errado.

Alheios à realidade que os cerca, deixam-se conduzir por líderes paranoicos que gastam na produção de infelicidades a riqueza que lhes é posta nas mãos para promoverem felicidade. Veja-se, a esse respeito a expressão de contentamento do presidente americano na imprensa pelo fato de ter seu exército destruído e matado a tripulação de um navio. Apesar da infelicidade das famílias destes mortos, não lhes ocorre a realidade da exorbitância do erro que há nisso.  Não havendo sinceridade nas relações entre os seres humanos eles estão fadados à infelicidade. A ninguém ocorre o descompasso que há em estar a humanidade dividida entre aproveitadores e aproveitados? Da necessidade de se meditar sobre o porquê de merecerem mais prestígio as atividades das pessoas aculturadas do que as atividades que exigem preparação intelectual? Que está errado tirar a importância do estudo relegando valor ao mestre educador? Estas coisas não estão a merecer reflexão a respeito? Entretanto, não obstante os distúrbios naturais que em consequência dos enganos ameaçam a continuação da espécie humana, a humanidade festeja como se nada houvesse a exigir seriedade.       

O ridículo de merecer foros de solenidade com participação de supostos líderes políticos as festas de lavagem de escadarias de igrejas ao lado do retrocesso da fraudulenta volta ao poder religioso nos assuntos políticos é também assunto a clamar por ação inteligente a respeito. São inúmeras as coisas a clamar por ações inteligentes cuja falta já teria sido sentida não fosse a imaturidade ardilosamente providenciada pelos aproveitadores sobre os aproveitados. Estes, na realidade, têm menos motivos de infelicidade do que aqueles que na idade da razão serão atormentados pela presença invisível dos vitimados pela sanha incontida do venha a mil e os outros que se danem recomendada pela cultura atual.

A conclusão a que se chega quem não foi vitimado pela infantilização é de que estando o mundo à deriva, clama por socorro antes do naufrágio total, passando mil anos luz de distância das feras humanas que o trouxeram a esta situação.   

     

 

      

sexta-feira, 17 de abril de 2026

arenga 879

 

INFANTILIZAÇÃO DOS ADULTOS, título de artigo no jornal que dá panos prá manga ao pensamento quando se liga tal assunto à notícia de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aos noventa e quatro anos de idade foi interditado pelos filhos. Faz pensar se vale realmente a pena os ajuntadores de riqueza em relação à indiferença aos desafortunados empregar o pouco tempo de vida para acumular Fortunas ou será que procedem desse jeito porque agem como crianças que por não saberem o que fazem agem como se tivessem os olhos maiores que a barriga?

Não há como deixar de se concluir ter sido extirpado dos seres humanos o raciocínio de adulto e substituído pelo de criança. Incapazes de encarar com seriedade necessária a organização de sua sociedade, sendo, portanto, necessário deixar esta altíssima responsabilidade a cargo de terceiros, os seres humanos não estão nem aí para a realidade de não haver em toda a humanidade um só espécime da espécie humana portador do desprendimento necessário para exercer corretamente cargo de tamanha responsabilidade. Independentemente de maldade, os humanos não conseguem compreender sua condição de ainda serem assombrados pela lembrança dos tempos difíceis de só ter comida se caçasse ou colhesse algum alimento. Aliás, na verdade, poucos deles têm conhecimento sobre seu passado distante e nem mesmo acreditam ter existido uma vez que, como crianças, pensam que foram feitos de um bolo de barro da mesma forma da cerâmica.

Se ao líder caberia promover a elevação da capacidade dos liderados, de modo que por si próprios eles sejam capazes de prover suas necessidades, ao contrário desta realidade, programas assistenciais tornam adultos tão dependentes de tais programas quanto crianças dependem dos pais. Como o Jeca Tatu de Monteiro Lobato, para estes adultos não paga a pena um esforço para buscar a nobreza de ser o provedor da família. Ao contrário de tamanho rebaixamento moral, para os adultos em situação de mendicância sentem-se tão gratificados que retribuem com votos, perpetuando a condição de sociedade atrasada que apesar de protestar contra um aumento de centavos no preço do transporte coletivo, não se incomoda com os bilhões desbaratados na corrução.  

 

 

  

quarta-feira, 1 de abril de 2026

ARENGA 878

 

Quanta razão tinha mestre Sócrates em valorizar a atividade de pensar, de meditar sobre a loucura de viver, principalmente de se viver mal como se vive quando sem meditar sobre como viver melhor. Chegou mesmo o mestre a afirmar o mestre não valer a pena uma vida não pensada. Na realidade, tal tipo de vida é como vivem os irracionais. Isto não anula nossa capacidade de pensar? É por não pensar que a imprensa noticia sobre mães em sofrimento relembrando as últimas palavras proferidas por seus filhos mortos em monstruoso ataque a uma escola para crianças no Irã, terra de quem apesar de acreditar ser religioso porque medita, é justamente o contrário porque a meditação leva à falta de não haver razão para a existência de irreligiosidade, como já desconfiavam os gregos antigos, povo que por valorizar a meditação, procurou explicar o universo de modo diferente da baboseira de criação divina.

A respeito das mães chorosas por seus filhos mortos, nada há de estranho nisso porque se todas as guerras têm por consequência pais sofrendo a perda de seus filhos, a questão deve ser buscar a realidade do porquê de haver guerras. Meditando a respeito, a conclusão será o velho costume da impressão de estar certo o que está errado porque não pode haver vantagem em destruir a juventude que é a força vida de todo grupo social. A meditação faz concluir ser estupidez armar a juventude até os dentes e instiga-la a matar e morrer por amor à pátria. Que raio de pátria e esta que exige a morte de seus filhos, assim como creem os religiosos que um deus muito bom mandou seu filho para morrer crucificado a fim de salvar a humanidade se ele, deus, matou afogada toda a humanidade de uma vez só?

Tá faltando, minha gente, pensar muito sobre o que nos dizem como sendo verdade. Não pode ser verdade haver justificativa para as guerras se elas decorrem unicamente porque a democracia permite a um povo politicamente analfabeto escolher falsos líderes que apesar de covardes arrotam valentia escondido atrás da juventude fardada e armada que por não pensar são facilmente convencidos de haver motivo para imitar os gladiares da antiga Roma que acreditavam valer a pena morrer com espada na mão em defesa da honra dos ajuntadores de riqueza da época.

Todos os valentões fazedores de guerras não passam de tolos que não sabem ser inevitável chegar o dia em que a natureza os transformará em um monte de pelancas e que de nada adiantará a riqueza trocada pela vida dos jovens robotizados e sacrificados por terem sido convencidos de que ordens, como os mistérios de deus, devem ser obedecidas sem qualquer questionamento a respeito.

  

    

sexta-feira, 27 de março de 2026

ARENGA 877

O demônio estava divinamente inspirado no momento em que teve a suprema maldade de soprar nos ouvidos dos governantes a ideia de criar uma indústria de entretenimento que mantivesse o povo absorto com brincadeiras de modo a que nem de longe tivesse tempo para perceber a realidade de ser ele, o povo, o verdadeiro senhor do mundo uma vez que ninguém deixa de ser senhor para ser escravo como faz o povo que apesar de ser quem paga todas as contas da vida faustosa em palácios, vive no maior sufoco do mundo. Este é um assunto é tão importante que merece um esforça muito grande para superar a irrealidade em que vive o mundo. É de tão grande importância que precisa ser repisado incansavelmente porque não obstante o tamanho de sua importância, os escritores não se voltam para a realidade de não surtir efeito algum as conclusões a respeito de como se viver melhor do que se vive uma vez que que a indústria do entretenimento não permite que se tire a atenção das diversas modalidades de brincadeiras.

Embora seja difícil, não é impossível, desde que haja empenho nesse sentido, despertar os seres humanos para a realidade de depender deles mesmos e de mais nada tudo aquilo que ajoelhados balbuciam diante de imagens de gesso nas igrejas. Se tudo aquilo que desejamos depende de dinheiro, está totalmente na contramão da realidade entregar o dinheiro de adquirir o que se quer a pessoas que também querem adquirir coisas o dinheiro para que adquiram as coisas para nós e não acompanhar o que está sendo feito desse dinheiro.

A humanidade veio parar no impasse de não poder dispensar os atravessadores entre aquilo que ela necessita o que só pode ter depois que ditos atravessadores satisfaçam suas necessidades. Pior de tudo é que as necessidades dos atravessadores são ilimitadas. Morar, comer, vestir, segurança, lazer, saúde, educação dos filhos, tudo isso tendo um custo infinitamente maior do que custa às demais pessoas, sobra muito pouco ou nada para elas. São tão exuberantes as necessidades dos atravessadores que até se empenham em guerras que justificam do mesmo modo como justificam os palácios e a vida faustosa, necessidade esta que apesar de não terem as demais pessoas, são estas que vão se bater, matar e morrer para satisfazer necessidades desnecessárias dos atravessadores que se dizem representantes do povo. O porquê de o povo não poder dispensar os atravessadores é algo que precisa ser pensado e repensado e o povo sabe disso se criou a frase própria para os atravessadores MATEUS, PRIMEIRO OS MEUS.  

 

 

 

 


sexta-feira, 20 de março de 2026

ARENGA 876

 

Enquanto a humanidade permanecer enganada por entretenimentos, haverá de permanecer na infelicidade de ser parasitada pela política predadora vigente no mundo. Voltada para o objetivo de banalizar o sofrimento, os seres humanos se acostumaram a um tipo de vida de festejar enquanto tem disposição para isto e sofrer quando não tiverem mais presente e só lhes retar o presente, como diz a grandiosa Fernanda Montenegro aos noventa e seis anos de idade, portanto, com a experiência que os jovens ainda não têm.

Como rinocerontes, a humanidade se revestiu de uma carapaça de insensibilidade tão eficiente que elimina por completo a noção de solidariedade. Ao contrário de nossos antepassados caçadores coletores que que tinham por objetivo a segurança grupal, os humanos atuais abraçaram uma individualidade burra e contrária a tudo que diz respeito a uma vida social equilibrada que está distante da sociedade atual onde ninguém se incomoda que monstros em busca de poder e mais riqueza do que a que já têm atiram bombas que ceifam a vida em começo de cento e setenta e duas inocentes crianças que na escola escolhida por seus pais em busca de um aprendizado visando um futuro melhor, encontraram a morte.

Sob a carapaça de insensibilidade, a massa bruta se alvoroça em torno de Copa do Mundo, Lolopalooza, Velocidade na Fórmula Um, enfim campeonatos de vários tipos engendrados justamente para manter a trupe humana afastada da realidade de que a vida para ter sentido requer mais ponderação e sensatez do que as algazarras do pão e circo destinadas a manter o povo longe da razão e do equilíbrio só encontrado na meditação da análise sobre a possibilidade de se estar vivendo em erro.  Afinal, afirmou mestre Sócrates, uma vida não refletida não vale a pena ser vivida.

A humanidade foi levada a um tipo de vida que se resume a ser hospedeira de um eterno parasitismo que assegura vida faustosa de grupinhos, tipo de sociedade há muito extinta pela Revolução Francesa, mas que, como a Fênix, emergiu das cinzas e voltou a parasitar a humanidade ludibriada como criança por uma alegria de débil mental.

Se, conforme afirmou mestre Rousseau, o parasitismo teve início lá no princípio de tudo quando bafejado pelo diabo alguém tornou propriedade sua a terra que até então era de propriedade coletiva, só a falta de reflexão assegura esse tipo de sociedade na qual apenas alguns podem tudo em função do trabalho de quem nada pode.

Para encerrar esta “prosa”, voltando à nossa querida Fernanda Terres e a tranquilidade com que encara a questão de chagar à situação de não se ter mais futuro, tal situação só apavora o ignorante que passou a vida nos festejamentos sem nunca ter lido um livro a respeito do que pensaram os Grandes Mestres do Saber sobre a realidade da vida.

 

 

 

 

    

 

       

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ARENGA 875

 

Em um destaque de poucas palavras, na página 13 do livro Uma Breve História Do Século XX, embora não fosse a intenção, mas o fato é que o grandioso historiador Geoffrey Blainey expõe ali o motivo pelo qual a sociedade humana deu errado, e nem podia dar certo tendo por base o vício de ajuntar riqueza em poucas mãos enquanto muitas mãos se estendem à caridade. Diz o historiador que em 1900 os impérios europeus eram poderosos e continuavam ávidos por expansão. Percebe-se que esta avidez por riqueza e poder a que se refere o historiador, continua sendo a força motriz e antissocial do vício em riqueza que por fraqueza ou conivência todos os chefes de estado permitem não obstante o mal social decorrente desta prática pecaminosa conforme ensinamentos de mestre Jesus Cristo. A sociedade humana tem tudo para dar errado por ser a desfaçatez a característica de suas autoridades que apenas fingem interesse no bem-estar coletivo enquanto que na verdade envolve o povo no pão e circo desperdiçando enormes somas com as marionetes desta atividade.

A cultura do venha a mim e os outros que se danem, contrária à organização de qualquer sociedade está longe do equilíbrio econômico necessário para que todos os integrantes do agrupamento possam satisfazer suas necessidades, sem saber estar na má política que lhe dá diversão em vez de dignidade a causa de todo infortúnio resultante da exclusão.

 E é tal a falta de ordem que as autoridades são ofendidas moralmente sem que isto lhes cause rubor. Revoltados, leitores de jornais em seus comentários desrespeitam acintosamente autoridades indiferentes que não deviam permitir uma situação contrária a qualquer bom senso na qual apenas um por cento da humanidade possui mais riqueza do que os noventa e nove por cento restantes.

E para quê, afinal, ter uma montanha de riqueza se aí estão muitos daqueles que depois de atingirem o objetivo de grande enriquecimento encontram-se como que por castigo da natureza, prostados na condição de cacos humanos com a única serventia de dar emprego a cuidadores de restos humanos incapazes até mesmo de satisfazerem por si mesmo as necessidades fisiológicas mais íntimas.

Sabendo-se, pois, ser  a privatização de todos os recursos produzidos pela sociedade a causa de toda a desarrumação que a todos infelicita uma vez que os possuidores de muito mais do que precisam vivem inquietos com medo dos despossuídos e estes, naturalmente que justificam tal inquietação.

Sendo o homem capaz de tantos feitos notáveis a ponto de o professor Yuval Noah Harari falar em imortalidade, como não poder agir sensatamente? Sabendo ser impossível combater um mal sem combater suas causas e, do mesmo modo, sabendo-se ser a exclusão social o grande mal da sociedade, não falta mais nada para que se deixe de haver infelicidade em razão desse motivo. Assim, para preservação das gerações futuras é extremamente necessário superar a estupidez culpada pela insensatez humana e que também não é mistério porque escritores e pesquisadores capacitados ensinam ser do interesse de quem manda no mundo transformar a humanidade em zumbis incapazes de um só gesto responsável, de modo a ver com naturalidade algo de estranho em serem as pessoas mentalmente mais insignificantes as mais relevantes para a sociedade, procedimento que de acordo com tais escritores e pesquisadores resulta do trabalho satânico de embotar a capacidade de raciocínio do povo.

 

 

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ARENGA 874

 

A matéria no jornal dizendo que deus é bonito aguçou minha pequena inteligência e me fez pensar sobre o porquê de não se ter ainda chegado à realidade de viver a humanidade sendo tangida feito cisco na enxurrada das águas putrificadas da opinião pública, incapaz de traçar um destino próprio para si em vez de recebe-lo pronto e acabado por meio da papagaiada de microfone. Os seres humanos foram enquadrados no axioma falso de que uma mentira muito repetida vira verdade. Falso porque a mentira continuará mentira quando se busca com tenacidade se se trata de mentira ou de verdade. Vai daí que a mentira pode parecer verdade apenas para aqueles a quem a natureza reduziu o cérebro a quase nada, o que acontece com noventa e nove por cento da humanidade que aceitam disparates como a afirmação de ser bonita uma entidade que nunca foi vista.

O pior tipo de cegueira, a mental, dos noventa e nove por cento dos seres humanos, que transformou a sociedade humana num ambiente ridículo de felicidade falsa feita de batucada, ridículos famosos e celebridades, autoridades que figuram nas páginas policiais, vulgarização e desprezo da seriedade em torno do importante assunto da sexualidade presente principalmente no bacanal do carnaval quando são distribuídos milhões de camisinhas, tudo por conta do pão e circo que leva a massa bruta de povo à falsa crença de haver na vida espaço para tanta festividade e nenhuma lágrima. A estupidez humana levou o grande pensador Arnold Toynbee à afirmação de que a sobrevivência humana era maior quando os seres humanos se encontravam indefesos contra os tigres do que hoje, quando nos encontramos indefesos contra nós mesmos. E não é verdade que a humanidade pode ser extinta pelo simples acionar de um botão? Mas, para a turba barulhenta e repugnante aos olhos de quem aprendeu a realidade da vida, só há motivo para alegria.

Também em referência aos primitivos, Eduardo Moreira ensina que os humanos dos agrupamentos primitivos agiam com objetivo da preservação do grupo. Percebiam que a segurança, o bem-estar e mesmo a sobrevivência do grupo dependiam de serem seus integrantes saudáveis, fortes e vigorosos. Depois de milhares de anos eis que o agrupamento humano pensa justamente o contrário considerando haver mérito em imbecis viciados em acumular riqueza, enfraquecendo com tal atitude de débil mental o vigor da sociedade se os bens dos quais depende o bem-estar, vitalidade e saúde de todos são apropriados por estes párias sociais, ficando a maioria indefesa contra todos os males provenientes da natureza e que não são poucos.  

É, pois, na razão inversa do bem-estar social o decantado progresso da cultura do venha a mim e os outros que se danem. Nas páginas 88 e 177 do livro O Mundo Em Queda Livre cujo autor que sabe o que diz porque é ninguém menos do que Joseph E. Stiglitz, fazendo referência à tal crise da bolha imobiliária ocorrida nos Estados Unidos consta o seguinte: “O governo deu bilhões de dólares aos bancos na base de pai para filho”. E na pág. 177: “Os banqueiros que levaram o país a um estado de confusão deveriam ter pagado pelos seus erros. Em vez disso, receberam bilhões de dólares”.

São infinitos os exemplos do tamanho da distorção de como é aplicada a riqueza que a estar a serviço da coletividade de débeis mentais para a qual o que importa é o que não tem importância. Não é outro o motivo pelo qual a turba festiva é indiferente à distorção social existente no fato de vulgaridades esbanjarem riqueza enquanto profissionais importantes para o bem-estar social são relegados ao anonimato. Já nossa sociedade, coitada, quer fixar um código de ética para os ministros do STF. Pobres de nós que não temos mais para onde esbanjar ridicularidades. Se lei impusesse ética nossas autoridades não seriam constantes nas páginas policiais e muito menos ainda nas cadeias.  

 

 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

ARENGA 873

 

A bem das futuras gerações, há extrema necessidade de repensar o dito de ser irreversível o progresso uma vez que o que é considerado progresso está levando a humanidade ao desastre. Bons costumes dão lugar aos maus costumes e a imoralidade, falta de caráter e inversão de valores por terem se tornado normais e uma vez que a juventude assimila facilmente os costumes do meio em que vive, a influência negativa da cultura vivida no momento histórico da humanidade certamente que influenciará negativamente o futuro desta desamparada e inocente juventude de caráter deturpado pela falta de compostura de velhos deserdados do nobre sentimento de desonra e a criminalidade encontra terreno para expandir de modo assustador em consequência de uma inaceitável inversão de valores para os homens que ainda prezam nobreza de caráter.

Inúmeros escritores que percebendo estar a sociedade humana enveredando por um caminho espinhoso procuram chamar atenção para o que está errado, mas sem observar que nada há de errado para as autoridades que determinam o tipo de educação da qual resulta a personalidade dos seres humanos. Muitissimamente ao contrário, quando tais autoridades se misturam com a massa ignorante para lavar escadas de igrejas e sandices do tipo, incentivando a ignorância das crendices, fortalecem nessa pobre gente o terrível mal social de valorizar tudo que vai de encontro à formação de uma sociedade civilizada ao fazer apologia da ignorância que é a fonte de onde jorram todos os males que afetam atualmente a humanidade, tornando-a incapaz de atinar com os verdadeiros valores dos quais resulta uma juventude mental e fisicamente sadia.

Ao contrário de tudo que se faz necessário para que o agrupamento humano possa viver em harmonia, é valorizado tudo que seja contrário. Quando os jornais noticiam que políticos da oposição procuram denegrir a imagem dos políticos da situação, embora a sociedade nada veja de anormal nessa coisa, na verdade é a revelação de que tanto à situação quanto à oposição, em vez de ser o bem-estar da comunidade que representam, seu interesse verdadeiro é buscar as benesses que o poder oferece. Afinal, é realmente muito bom ter a despensa abastecida de coisas boas sem ter a preocupação com o custo.   

 

  

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

ARENGA 872

 

Em 1919, com o Tratado de Versalhes, acabou definitivamente a Primeira Guerra chamada de Mundial que deixou por vingança as raízes dos preparativos da Segunda Guerra Mundial. E é de guerra em guerra é como avança mundo afora a maldita raça humana, mais perniciosa dos viventes cuja estupidez a faz acreditar ter infinitos motivos para alegria.

Assim como deus exigiu de Jacó para seu tesouro divino os despojos da destruição de Jericó, assim também os vencedores da Primeira Guerra penalizaram a Alemanha com tamanhas recompensas que é de causar espanto como já em 1939 a arrasada Alemanha que se viu em cacarecos não só pela destruição própria dos conflitos, mas também pelo peso dos encargos impostos pelos vitoriosos ao povo alemão, não obstante tudo isso, no espaço de dezenove anos se encontrava a Alemanha capaz de se vingar do mundo inteiro com tamanha fúria que causou mundo afora um estrago tão grande quanto ao que sofreu sozinha na Primeira Guerra.

Tamanha desenvoltura pode encontrar explicação no patriotismo de seu povo, que levava os soldados a lutar com espantosa tenacidade conforme afirmam historiadores.

Triste é tamanho patriotismo ter sido conduzido para o mal pela cultura de apenas ter de seguir orientação recebida sem o cuidado de analisa-la com a ponderação própria da inteligência e bom senso. A aceitação pura e simples de uma ordem, independentemente da intenção de quem ordena, que pode acreditar estar fazendo o melhor, pode, no entanto, levar a erros colossais como o extermínio dos judeus por ordem de Hitler. É impossível alguém em estado normal ser capaz de tamanha maldade. Aliás, há quem afirme ter havido um movimento fracassado de eliminar o líder alemão por pessoas menos insensatas, o que expõe estar errada a obediência cega contida nisso de “ordem não se discute, se cumpre” o que teria sido inspirado no “os mistérios de deus não se discutem”.

Não é sem alguma razão que a imprensa chama a atenção para o que a exemplo da Alemanha que por desleixo universal pode se preparar para o arraso que fez, também pode estar acontecendo a mesma coisa com o desenvolvimento bélico do Japão, que na Segunda Guerra Mundial também teve de se dobrar depois dos horrores recaídos sobre Hiroshima e Nagasaki. Portanto, no lugar de lavar escadas, aglomerar na Praça de São Pedro para ver quando sai fumaça branca, e tantas idiotices mais, devem os pais pensar na possibilidade de ter os filhos de trocando tiros com os ferozes japoneses. Afinal, há quem diga que os donos do mundo têm o objetivo de eliminar os não ricos a fim de se sentirem mais anchos nesse mundão besta.  

 

     

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

ARENGA 871

 

Pareceria mentira se não fosse verdade, o tamanho do fuzuê sobre eleições. Agora, quem sabe que pode pensar, reflita sobre o quanto é bobo quem se alvoroça com candidato A ou B se depois de eleitos não fosse absolutamente tudo continuar do mesmo jeito ruim de antes. Para compreender o que vem a ser povo é preciso recorrer a mestre Platão e sua afirmação que fez sobre educação que é mais do que verdade. Disse o mestre que a orientação que a criança recebe da educação forma a personalidade do adulto. Sendo assim, o que aprendem nossas crianças senão mentiras e mais mentiras? A maior de todas estas mentiras tem nome de um tal de deus cujo nome ele mesmo declarou ser Eu Sou (Êxodo 3, 14,15) e que apesar de ser de infinita bondade adora ver pedaços de animais esquartejados e espelhados sobre altares em sua homenagem (Gênesis 15,10; Levítico 1,4) Ainda sobre a mentira sobre deus, quando já tem discernimento para aprender, tem sua capacidade de raciocínio diminuída ao aprender que os mistérios desse tal de deus não admitem argumentação sobre eles, mas que são para ser aceitos como dizem os preceitos contidos num livro chamado bíblia sagrada de leitura enfadonha e mentirosa porque diz ter um sujeito chamado Jonas permanecido no estômago de uma baleia durante três dias depois dos quais foi cuspido na praia sãozinho da silva e tão fagueiro como antes (Livro de Jonas). Também diz lá que uma jumenta reclamou com palavras a seu dono chamado Balaão (isso lá é nome de gente?) que a maltratava sem razão. Também está dito que Adão colocou nome em absolutamente todos os animais, o que não é possível.

Saltando fora da baboseira religiosa, na idade de discernimento, o homem aprende ser preciosa uma tal de democracia, maneira de deixar ao povo a responsabilidade pela escolha dos agentes executores da ação política. Agora, se você aí, por não ter nada melhor a fazer está lendo esta “prosa”, veja só que coisa mais desinteligente. Tá lembrado de mestre Platão? Pois bem, também outro pensador chamado Bertold Brecht denominou de analfabeto político quem diz não gostar de política por desconhecer a importância dela na vida de cada um. Dito isso, voltemos ao importante assunto da educação. Vimos que o povo é feito de quem só aprendeu mentiras, e, portanto, é certo que não aprendeu ser a política que determina nossa qualidade de vida.

 Agora, voltando ao analfabeto político de mestre Brecht, tendo povo aprendido só mentiras tem necessariamente de ser um povo feito de analfabetos políticos que, como tais, votam por obrigação e tão desinteressados que não podendo escolher corretamente, induzidos por canastrões travestidos de falsos líderes, fazem as piores escolhas, o que reduz a preciosidade da democracia à fama e celebridade dos “famosos” e “celebridades”.

 

domingo, 18 de janeiro de 2026

ARENGA 870

 

Como é impossível ficar sem pensar em nada, de modo que a mente ficasse desocupada, devia ser muito bom. Mas nada é como devia ser, em um laboratório de fazer os exames que esperam pelos jovens saltitantes não fazem a mínima ideia do que esperam por eles quando acabar o vigor da juventude que eles acreditam ser eterna. Tais assuntos me ocorreram quando na indispensável televisão onde quer que haja pessoas a serem imbecilizadas e aquele era o ambiente ideal para esse fim. Entretanto, percebe-se que o celular está se tornando um imbecilizador tão eficiente quanto a televisão. Naquele ambiente ouvia-se choro de crianças vítimas inocentes da cultura de ingerir veneno inclusive no seio de suas mães tão inocentes quanto aquelas pobres crianças.

Havia mais pessoas dedilhando com incrível rapidez o teclado do celular do que as que dividia o tempo em olhar para o painel de chamada e a televisão onde imensa multidão eficientemente imbecilizadas, com os braços para cima, ao som da música tocada por outros jovens igualmente imbecilizados que, como os dos braços levantados que oscilavam para a esquerda e a direita conforme o ritmo da música de tão baixa qualidade quanto a mentalidade de toda aquela multidão que não sabe o que futuro lhes aguarda porquanto já começa a escassez de água e os alimentos se tornam cancerosos.

Junto a tudo isso, eis que a mente achou de buscar a sabedoria de mestre Platão ao afirmar que o preço a ser pago pela indiferença aos assuntos relacionados à política é que os bons terão de ser governados pelos maus. Realmente, mestre Platão, o mundo sempre foi governado por quem mesmo sendo de boa índole é pervertido pela regra de Maquiavel segundo a qual o importante é se manter no poder independentemente de sentimentos nobres, sendo que esse poder nunca é exercido pelo bem da sociedade, muito ao contrário.

  

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

ARENGA 869

 

Ler os jornais ou não ler os jornais, eis uma questão maior do que o ser ou não ser de Shakespeare porque quanto a ser não se pode ter dúvida alguma porquanto é preciso existir para ler jornal. Grande problema de verdade é o quanto de negatividade acarreta ao estado de espírito de quem lê no jornal que certa mocinha, como se fosse em algum filme de baixa qualidade, virou celebridade por ter matado o pai e a mãe, ou a perplexidade ante a notícia de terem autorização da justiça para que presos cujas mães já morreram deixem a prisão para passar com a mãe inexistente o dia das mães ou o dia do nascimento de Cristo o que resulta em ter a polícia de correr outra vez para recapturar os mais espertos que aproveitando as autoridades nada espertas, não voltam mais para a pocilga onde estavam.

Pior ainda é que ao deixar de lado os jornais e passar a ler um livro depara-se com o que disse em meados do século XIV o frei Azpilcueta Navarro sobre os brasileiros, conforme está na página 38 do livro História Geral do Brasil, de vários autores: “A gente aqui só tem nome de cristão, embebidos em malquerenças, metidos em demandas, envoltos em torpezas e desonestidades publicamente”.

Desta forma, uma vez que ser analfabeto em leitura não significa ser analfabeto político, melhor é desaprender ler para não ter vontade de buscar informação por meio de leitura de jornal ou livro uma vez que na encruzilhada do livre arbítrio o brasileiro seguiu pelo desvio errado, enquanto o pai celestial dele ficou espiando para ver o que dava. Deu em brasilidade e corroboração das palavras de Rui.

 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

ARENGA 868

 

Ter interesse pela política é próprio da cidadania. Não ter, ao contrário, é ser analfabeto político que do ponto de vista do bem-estar das pessoas que formam uma sociedade é mais prejudicial a tal sociedade do que o analfabeto por não saber ler. Entretanto, sendo a imprensa a única fonte de conhecimento político e sendo a imprensa sabidamente defensora do ponto de vista da classe dominante cujos interesses sempre foram diametralmente opostos aos interesses do povo, a expressão “feito cego no meio do tiroteio” é apropriada para definir a situação do cidadão que não obstante a ansiosidade por informação, as que lhe chegam dão conta de uma política tomada de cabo a rabo por rapinagem dos recursos públicos. A serem verdadeiras as notícias sobre roubalheira, de onde é que sai a quantidade de dinheiro para ser roubado? Se há tanto dinheiro e tanto roubo, terão as autoridades sem exceção de uma sequer, do mesmo modo que os ladrões comuns, também formado quadrilha como fazem os bandidos do crime organizado? Alexandre Garcia nos dá notícia no jornal Gazeta do Povo de que promotores de justiça no Maranhão, estado com longa história de roubalheira, desistem de apurar roubo do dinheiro público em função da impunidade. Realmente, não é totalmente desanimador trabalhar, apurar a veracidade de se estar tratando de criminosos, apresentar denúncia e depois de condenados ver a justiça anular toda a trabalheira como alegam ditos promotores? No livro O Mensalão, de Merval Pereira, consta que o ministro Dias Toffoli, que depois de ser reprovado para juiz de primeira instância foi guindado pela má política a juiz de última instância, teria sugerido poupar os ladrões grã-finos das péssimas condições dos presídios brasileiros. Segundo a imprensa esse mesmo ministro que não é ministro por reputação ilibada e notório saber jurídico, mas pela política, cancelou multa 8,5 bilhões a que foram condenados os ladrões da Odebrecht.

Dá a quem tem na imprensa a única fonte de informação a impressão de haver entre as autoridades maiores o mesmo conluio que há entre os criminosos do crime organizado. A Operação Lava Jato prodigaliza a sensação de cego no tiroteio. Se daquele trabalho resultou que ladrões confessos de muitos bilhões foram condenados, vieram mais tarde a serem descondensados e os autores da apuração, condenados.