sexta-feira, 17 de julho de 2026

ARENGA 892

 

Se tratasse de um povo ligado no que se passa em em sua sociedade esta matéria   no jornal OUTRAS PALAVRAS, substituiria por novas emoções e expectativas desperdiçadas na copa do mundo. A reportagem leva o título de UM MANIFESTO CONTRA O MITO DO CRESCIMENTO. Embora nada significa para o rebanho de frequentadores de igreja, axé, futebola e as muitas armadilhas do pão e circo, esta conclusão que é de ninguém menos do que a fina flor da intelectualidade econômica mundial, é simplesmente o reconhecimento de estar certo a velho Marx para quem a turba festiva torce o nariz ao afirmar que o capitalismo se destrói a si mesmo. E veja que os economistas que denominam de mito o crescimento econômico capitalista não são comunistas. São apenas estudiosos que concluíram sensatamente pelo óbvio do absurdo de destruir os recursos naturais indispensáveis à vida para produzir uma fortuna que em nada beneficia a sociedade porquanto em destino certo dos bolsos do grupelho viciado em acumular riqueza.

Tendo o capitalismo por base emprego e desenvolvimento econômico, se baseia em duas falsidades tanto por ser impossível haver emprego para todos que dele dependem para viver se o número dos que chegam ao mercado de trabalho é infinitamente superior ao número dos que o mercado pode absorver. Além disso, o próprio sistema desemprega com as inovações introduzidas pela tecnologia da automação robótica. No que se refere a desenvolvimento econômico o mito é ainda maior pelo seguinte:

Em primeiro lugar, o desenvolvimento econômico no sistema atual do venha a mim e os outros que se danem significa produzir montões de coisas na maioria desnecessária que a massa bruta de povo compra influenciada por propaganda enganosa. E, em segundo lugar, além de em nada beneficiar a sociedade como vimos.

E de espantar que só agora a intelectualidade chega à conclusão de não valer a pena trocar por esse dinheiro inútil para a sociedade os recursos naturais dos quais depende a sobrevivência humana, se os rios estão apodrecendo, o mal cheiro toma conta do ambiente nas grandes cidades onde volta e meia crateras se abrem engolindo pessoa, o solo é desertificado, ar e alimentos envenenados, céu repleto de aviões, estradas abarrotadas de caminhões e as ruas repletas de automóveis.

 

 

 

 

 

 

 

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