Na loucura
de Nietzsche há mais sensatez do que no resto da humanidade. A propósito de
“resto”, disse o grande mestre maluco que excluindo os raríssimos com elevação
espiritual bastante para ser seus leitores, o que sobra é o resto, isto é, a
humanidade que nada merece senão o desprezo. Realmente, nada mais senão
desprezo merece a turba barulhenta, festiva e incapaz de um único lampejo de
superioridade espiritual como mostra a realidade de existir a milhões de anos e
não ter sido ainda capaz de organizar em sociedade civilizada como mostra os
morticínios das guerras objetivando eliminar o excesso de pobres. Não é uma
grande burrice ter de matar em vez de impedir o nascimento? Mas os biltres
humanos ainda não foram capazes de organizarem uma sociedade onde pudessem
viver com um mínimo de paz.
É tão mal
estruturada a sociedade humana que a violência serve de entretenimento formando
na personalidade tenra e facilmente moldável das crianças um instinto de
brutalidade que aflorará na fase adulta. A leitura de qualquer livro da
história dos bichos humanos mostra uma triste realidade sanguinolenta de
guerras que consumiram bilhões de seres humanos e tanto dinheiro envolvido que
varreria a pobreza absoluta da face da terra. A raça humana é tão estúpida que
encara como sabedoria a afirmação de algum desses sábios de plantão de que para
se ter paz é preciso estar preparado para guerra. Não pode haver algo mais
estúpido se da guerra resultam ressentimentos que produzem mais guerra. O
triste episódio das Torres Gêmeas dos americanos não teve outro motivo que não
o rancor que o governo daquele povo desperta mundo afora como se pode ver no
livro Novas Confissões de Um Assassino Econômico.
Enfim, nada
melhor para mensurar a estupidez humana do que a crendice em divindades que põe
intelectuais do mais alto nível em pé de igualdade aos analfabetos. A razão de
tamanho absurdo só pode ser encontrara na infância, pelo auto sugestionamento
que convenceu a criança inocente da existência da entidade tão irreal quanto
papai Noel, chamada deus.