Certo dia,
já lá se vai um bom pedaço de tempo, numa agência do Banco do Brasil da na
Avenida Paulista na Cidade de São Paulo, fui mal recebido por uma funcionária
que se já não era lá esta belezura toda em comparação com as garotas desta
minha cidade de Vitória da Conquista, mais distante ainda ficou do padrão de
beleza a que estamos acostumados ao fazer cara fechada quando soube que lidava
com um baiano, respondendo com um NÃO SEI rancoroso à pergunta simples que lhe
fiz como desconhecedor de assuntos bancários.
Não
obstante a repugnância daquela mulher pelos baianos, que me sem a resposta à
pergunta que lhe fiz, gostaria de convidá-la para passar um fim de semana aqui
em minha casa que apesar de modesta não deve mais modesta ainda do que a casa
de uma bancária ocupante de cargo modesto de atendente ao público.
Sim, eu até
pagaria a passagem de ônibus a fim de que a quela senhora da cara fechada pudesse
ver o que para viver por aqui não carece de correria, que a poluição não impede
ver o nascer e o pôr do sol, que ninguém é arrastado por correnteza nem
engolido com carro e tudo por crateras que se abrem repentinamente no asfalto e
que também não se é eletrocutado por fio energizado derrubado pelo vento ou
queda de árvore, não se morre por causa do celular, e nem há risco de receber
marquise na cabeça e nem assado em incêndios ou ficar sem luz, água e
transporte.
Além do
mais, se aquela senhora nos odeia por não sabermos votar, o povo de cidade dela
fez a fortuna de Maluf, eleito e reeleita quantas vezes se candidatou por ser
nisso que dá deixar a cargo do povo a responsabilidade de escolher os
mandatários porque, afinal, povo é povo em qualquer lugar. Paulo Maluf, Sergio
Cabral, José Sarney e tantos outros que o digam.