Da última
vez que estivemos por aqui, falávamos do problema da infantilização de adultos,
quando a preguiça colocou ponto final nesse assunto que na verdade é único da
humanidade. Exageradamente absortos nos assuntos programados pela indústria do entretenimento
engendrada justamente para esta finalidade, os seres humanos estão
incapacitados da percepção da necessidade de encontrar o caminho certo por onde
caminhar durante o curto período de existência uma que se encontram no caminho
errado.
Alheios à
realidade que os cerca, deixam-se conduzir por líderes paranoicos que gastam na
produção de infelicidades a riqueza que lhes é posta nas mãos para promoverem felicidade.
Veja-se, a esse respeito a expressão de contentamento do presidente americano
na imprensa pelo fato de ter seu exército destruído e matado a tripulação de um
navio. Apesar da infelicidade das famílias destes mortos, não lhes ocorre a
realidade da exorbitância do erro que há nisso. Não havendo sinceridade nas relações entre os
seres humanos eles estão fadados à infelicidade. A ninguém ocorre o descompasso
que há em estar a humanidade dividida entre aproveitadores e aproveitados? Da
necessidade de se meditar sobre o porquê de merecerem mais prestígio as
atividades das pessoas aculturadas do que as atividades que exigem preparação
intelectual? Que está errado tirar a importância do estudo relegando valor ao
mestre educador? Estas coisas não estão a merecer reflexão a respeito?
Entretanto, não obstante os distúrbios naturais que em consequência dos enganos
ameaçam a continuação da espécie humana, a humanidade festeja como se nada
houvesse a exigir seriedade.
O ridículo
de merecer foros de solenidade com participação de supostos líderes políticos
as festas de lavagem de escadarias de igrejas ao lado do retrocesso da fraudulenta
volta ao poder religioso nos assuntos políticos é também assunto a clamar por
ação inteligente a respeito. São inúmeras as coisas a clamar por ações
inteligentes cuja falta já teria sido sentida não fosse a imaturidade
ardilosamente providenciada pelos aproveitadores sobre os aproveitados. Estes,
na realidade, têm menos motivos de infelicidade do que aqueles que na idade da
razão serão atormentados pela presença invisível dos vitimados pela sanha
incontida do venha a mil e os outros que se danem recomendada pela cultura
atual.
A conclusão
a que se chega quem não foi vitimado pela infantilização é de que estando o
mundo à deriva, clama por socorro antes do naufrágio total, passando mil anos
luz de distância das feras humanas que o trouxeram a esta situação.