Meditando
sobre a vida, como faz todo aquele que se elevou espiritualmente acima do bicho
povo, Mestre Vinícius Bittencourt concluiu a respeito da explosão de alegria no
carnaval, fez a seguinte indagação: por
acaso, tanta alegria significa que aquela multidão despertará na quanta feira
num mundo maravilhoso? Divagando sobre a conclusão do mestre e a lambança sobre
eleições, pois não é que a mesma pergunta pode ser feita em relação a elas, as
eleições? Aqui também ocorre grande alvoroço sobre pesquisas de preferência dos
eleitorais por candidatos ávidos pelo direito de administrar a riqueza pública
considerada de ninguém. Com vistas a tais benesses, candidatos expõem más
qualidades entre si dada a inexistência de uma só boa qualidade. Passados os
xingamentos e empossados os que irão ter em mãos a chave do cofre do dinheiro
público, verificar-se-á uma única novidade que aliás é negativa: as
estatísticas mostram que os ricos cuja quantidade aumenta em proporção aritmética,
aumentaram sua riqueza em proporção geométrica ao passo que os pobres, tanto em
número quanto em pobreza cresceram em proporção geométrica.
Qual será o
motivo pelo qual na vida só motivo de alegria para bobos? Para quem se engana
redondamente com a cor da chita? Para aqueles que na juventude e por falta de
tempo para aprender algo diferente de ajuntar dinheiro além da necessidade não
sabe que todo aquele pudor em relação ao atendimento das necessidades íntimas ficará
de lado quanto tais necessidades necessitarem da ajuda de estranhos para um
mínimo de conforto a um velho que outrora fora jovem impetuoso. O tamanho
despreparo no tocante à realidade da vida o motivo pelo qual a vida não pode
ser agradável a todos.
A
humanidade é realmente um caso perdido. Não é por outra razão que o mestre Yuval
Noah Harari afirma que em mais um milhão de anos tanto poderão os Sapiens ter
se convertido em outra espécie quanto pode também ter deixado de existir. Não estaria
mestre Yuval sendo demasiadamente otimista? Na verdade, pelo andar da carruagem
é de se crer que o furor da sanha tresloucada dos tão imbecis humanos que se
auto denominam sábios não existirão dentro de no máximo cem anos.