Não há o
que esperar do resultado destas eleições nada diferente das anteriores. Isto é,
o mesmo de sempre: poucos com muito e muitos com pouco ou sem nada. É entristecedor
o comportamento da maioria absoluta dos seres humanos de não dar a menor
importância em descobrir se são realmente verdades o que lhes é dito ser
verdade. Para este velho pensador, não há uma só verdade das muitas que assim
são tidas. Vejamos em primeiro lugar essa história de um deus que de um punhado
de terra fez o homem e da costela desse homem fez a mulher. Isto é de uma
infantilidade incompatível com a condição de adulto. Se, como dizem, a bíblia
contém a palavra desse deus, então ele não em nada é diferente do comum das pessoas
do mundo que matam outras pessoas. Também não é verdade que ele sabe de tudo se
precisou perguntar onde Adão estava escondido. Acontece que desde criança as
pessoas são envolvidas em futilidades a fim de não haver tempo para meditar,
assunto que recebeu o nome de filosofia, cuja leitura é de tão difícil
compreensão que até parece ter por finalidade afastar a meditação em vez de
aproximá-la das pessoas, de modo a fazer com que elas reflitam sobre o erro
monumental de valorizar pessoas aculturadas mais do que as pessoas que prestam
serviços relevantes à sociedade.
Apenas um
minuto de raciocínio basta para perceber ser falso tudo o que é tido por
verdadeiro. Veja-se por exemplo a endeusada democracia, sistema de atribuir a um
povo aculturado, por isso mesmo facilmente enganável por lábia de malandros. Não
se pode entregar a tais pessoas a faculdade de escolher governantes entre os
seres humanos todos, absolutamente todos, nascidos e criados dentro da cultura
do venha a mim e os outros que se danem se desta cultura resulta um povo para o
qual o importante é riqueza pessoal que tem como exemplo o povo americano das
bundas brancas a todo instante vítima de rajadas de metralhadora. O fato de não
haver nenhum governante no mundo contrário à inserção de assunto financeiro ou
agiotagem no aprendizado das crianças significa que não existe entre os seres
humanos uma só pessoa capaz de liderar uma comunidade, mas o populacho adorador
de “famosos”, foguetórios e alegrias de débil mental passa longe da facultada
meditativa porque se meditasse perceberia haver algo de muitíssimo esquisito a
clamar por mudança no fato narrado pelo pensador Ladislau Dowbor, no livro PÃO
NOSSO DE CADA, citando outro pensador, Russel Jacoby, que é o absurdo de um
especialista na socialmente prejudicial agiotagem da especulação financeira americana
receber um salário equivalente ao que recebem dezessete mil professores do
ensino primário.
Portanto,
jovens, desconfiem haver algo de muito ruim para o futuro de vocês ao ouvirem
papagaios de microfone fazendo alusão a escoiceadores de bola e bailarinos de
axé como famosos e célebres, meditem sobre o motivo pelo qual essa gentalha
recebe milhares de vezes o salário de um professor. Aí tem coisa. Ora se tem!