sexta-feira, 6 de novembro de 2026

ARENGA 907

 

Àquelas pessoas que não tendo nada melhor a fazer, por mais de trezentas e dezesseis mil vezes visitaram esse cantinho de pensar, peço licença para lhes dizer não ser por falta de respeito a quem discorda do cantinho na questão de detestar as religiões e não acreditar na existência de deus. No tocante às religiões, observando com alguma atenção percebe-se que seu papel é igual ao de um comerciante desonesto que vendesse o que não pode entregar. E nesse argumento cabe também observar que a indumentária dos representantes vendedores das graças de deus e os farrapos do esmoler constituem a única diferença entre o que prometem uns e outros. Quando os procuradores de deus garantem coisa como no casamento dizem que nada pode separar o que deus uniu, está mentindo tanto quanto o esmoler quando diz que deus vai pagar o valor da esmola recebida.

Se penso diferente do comum das pessoas é por ter aprendido tanta coisa observando o correr da vida por noventa anos de existência além de uma vontade inquebrantável de passar para os jovens capazes de ouvir por não terem ainda sido contaminados pela praga da abstinência meditativa, levar a estes jovens a necessidade de se encarar a atividade de viver com a seriedade que com que precisa ser encarada por não haver outra forma de se viver com alguma qualidade de vida, o que não se consegue deixando tal atividade a cargo da cultura socialmente infeliz do VENHA A MIM E OS OUTROS QUE SE DANEM. Não sem substituída tal cultura por outra que pregue um VENHA A NÓS PARA QUE POSSAMOS NOS DAR BEM, sem esta mudança fácil de ser feita, haveremos de sempre nos dar mal, encontrando justificativa para a existência da brutal e desumana diferença entre alguns poucos que tudo têm e os muitos que nada têm. Inteiramente impossível uma vida social em nestes moldes.

É nesta disparidade burra onde está a causa de todas as dificuldades inutilmente examinadas e reexaminadas por intelectuais enxugadores de gelo sugerindo remendos para um tecido social carcomido por tamanha podridão que além de exalar mau cheiro, ultrapassou os dias previstos por Rui Barbosa para que os homens passem a ter vergonha de ser honestos. Os tempos atuais estão contaminados por uma desonestidade sem que nunca se tenha vista nada assim em no mundo. É descabível e vergonhosa para a classe dinâmica da sociedade mundial, sua juventude, aceitar uma falta de vergonha monumental em elevar aculturados promotores de brincadeira ao topo da pirâmide de riqueza e fama sociais, com o único objetivo de distrair o povo durante os malfeitos dos responsáveis pelos gastos públicos.

Depois de jogar fora tanta conversa, voltemos à questão do não acreditar na existência de deus. Vários são os motivos que levam a pensar assim e um deles  é não ser possível admitir um deus de infinita sabedoria que deixasse a maior expressão de felicidade que é um riso aberto, o gargalhar, como atributo exclusivo de uma turba festiva e ignorante o suficiente para ser barulhenta e que além disso encara a vida da mesma forma dos irracionais, sem meditar, quando ela, a vida, demanda tanta seriedade para quem pensa, como Paulinho da Viola, quando compôs a bela música que diz que “VIVER NÃO É BRINCADEIRA, NÃO”. E, realmente, se nenhum assunto é tão sério quanto a atividade de viver, como realmente é, deve ser encarado com seriedade. Portanto como haver inteligência superior que permite valorizar promotores de brincadeira a pondo de terem tanta riqueza que exacerba a usura de herdeiros o bastante para brigas enquanto trabalhadores que prestam relevantes serviços á sociedade a exemplo do pessoal da saúde, da limpeza, do fornecimento de água e luz não mereçam tanta consideração? Está certo isso? Além do mais, um minuto de meditação é o bastante para se concluir ser falsa a existência desse deus. Ninguém pode ser obrigado a amar. Não é verdade? Isso de amar que outra coisa não é senão sentir-se feliz em determinada companhia é um tipo de ação que independe de vontade. Sendo assim, como pode esse deus castigar quem como nós os ateus não o amamos porque não se ama o que não existe?    

É assim que penso, e não penso assim por opção. Apenas fui trazido até aqui, como dito, pela observação das coisas da vida e nada vai nisso de intenção de faltar com o respeito a ninguém. Apenas por desejar a todos, ricos e pobres, uma vida melhor do que a que todos têm. Assim é que mesmo sem saber, em atitude de quem apenas com uma candeia de cera tenta iluminar a obscuridade que assola o mundo. É ser muito metido a besta com tamanha pretensão, né, não?

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

arenga 906

 

Talvez ninguém tenha sido tão eficiente em demonstrar o mal que a religião representa para a humanidade do que Michael Hirst, o roteirista responsável pelo diálogo das personagens da série Netflix OS TUDORS. Pode até ser que já tenhamos tratado aqui desse assunto, entretanto, é tamanha a dimensão da importância de ser contra o atraso que a religiosidade representa para a humanidade que ainda é pouco ser novamente aventado porquanto nenhum esforço é suficiente na luta contra o atraso rançoso representado pela religião para impedir o avanço de novos tempos sobre esta modernidade tão velha em espiritualmente que tem ranço de tumbas. Que modernidade pode ser esta em que se fazem presentes as mesmas guerras de conquista de um Alexandre e um Napoleão? Que além de consumir a riqueza de aliviar sofrimentos também consome a foça vida da humanidade que é sua juventude?

Mas, voltemos à eficiência de Michael Hirst, em desbancar a maldição da religiosidade que supera a comparação de Nietzsche da religião com a feiticeira Circe está nas seguintes palavras ditas pela rainha Elizabeth em conversa com um palaciano, proferiu as seguintes palavras:

“SE EU TIVESSE DE ENCOLHER ENTRE DUAS VIDAS, UMA DE SOFRIMENTO E OUTRA DE ALEGRIAS, ESCOLHERIA A VIDA DE SOFRIMENTOS PORQUE QUQNDO SE ESTÁ EM SOFRIMENTO ESTÁ SEMPRE AO LADO DE DEUS, ENQUANTO QUE NA ALEGRIA ESQUECE-SE DELE”.

Para a corja humana em espiritualidade de lavadores de escada de igrejas, de “famosos” e de “celebridades” são de grande sabedoria as palavras da rainha quando, na verdade, está contaminada pela peçonha da mais perigosa víbora, a religiosidade, que está sempre a favor do impedimento da reação humana contra o desenvolvimento mental que leva ao caminho de uma sociedade menos infeliz.

É por isso que enquanto a humanidade não mandar à favas a religiosidade nunca será capaz de escapar desta situação lamentável de ser incapaz de superar as causas que leva ao fim das condições de vida na terra que existem somente por falta de se pensar sobre a vida, vivendo sem qualquer diferença de como vivem as feras que já fomos e que ainda não deixamos de ser graças à ação funesta de um sistema educação com função tão socialmente deseducadora que a palavra socialismo causa asco em vez da atração que deveria exercer por encerrar ideia de justiça social.

 

 

sábado, 31 de outubro de 2026

ARENGA 905

 

A dimensão da importância do ato de votar é tal grandiosidade que deixar tamanha responsabilidade na dependência da mentalidade de pessoas inocentes o bastante para acreditar em milagres e de haver alguma outra vantagem além de salário no ato de lavar escadas de igrejas, corresponde a deixar uma criança brincar com caixa de fósforo. A esta realidade é que precisa se ater quem pensa em ter as poucas pessoas, que pensam em um mundo menos estúpido para os filhos, e se está dito poucas pessoas porque a grande maioria tendo as preocupações voltadas para ridículos “famosos” e “celebridades”, fazem parte dos problemas que estão a implorar por solução. Do ato aparentemente simples de votar resultou em ter sido o mundo arrastado a um destino tão infame que para viver bem é preciso ser egoísta o bastante para não se incomodar com o sofrimento alheio ou ser tão inocente como são aqueles para os quais a vida existe para alegrias e nada mais.

Thomas Hobbes foi parcimonioso ao ver no homem o lobo de si mesmo porque a ferocidade do homem contra seus semelhantes atinge nível de tamanha monstruosidade de engendrar uma sociedade composta das pessoas qualificadas de analfabetos políticos por Bertold Brecht com o propósito de tirar proveito da inocência dos inocentes, o que ultrapassa muitas vezes a maldade de um lobo que não oferece perigo estando tão alimentado como podem estar todos os homes do mundo havendo a justiça social que a crueldade do próprio homem impede de haver.

Sem qualquer sombra de dúvida, o mundo não está para a inteligência que a natureza criou. Hoje, 31 de outubro de 2026, na Rádio Bandeirantes de SP, uma papagaia de microfone dizia que a chuva só serve para atrapalhar a alegria de curtir Paris, Enquanto que sem chuva morre-se de fome. Embora não seja recomendado ser alguém macambúzio e rabugento, é verdade que por vezes é preciso se isolar e meditar sobre a vida porque ela nunca foi exclusivamente para alegrias, conclusão à qual chegarão absolutamente todas as pessoas normais, o que necessariamente inclui alguma inteligência.

 

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

ARENGA 904

 

Não é aprendendo o que é sociedade líquida com o intelectual Zigmunt Bawman e nem o que é realidade imaginada com o não menos intelectual Yuval Harari, ou o que significa a teoria do eterno retorno, esmiuçada por Nietzsche. Nada disso nos leva a encontrar solução para os mil e muitos problemas que infelicitam a humanidade. Na verdade, intelectual algum pode ajudar os seres humanos a sair da enrascada em que se encontram de não poderem viver sem um líder que determine seu destino liderada, e de não ser possível haver um só líder no mundo se quando crianças todos receberam a educação da cultura do venha a mim e os outros que se danem, tipo de educação que resultando em adultos avarentos e gananciosos por riqueza, só podia criar os falsos líderes que para satisfação de seu instinto de arrotar grandeza espalham mundo afora auxiliares do tipo dos mostrados no livro CONFISSÕES DE UM ASSASSINO ECONÔMICO, de John Perkins. Tais assassinos são os espalha brasas dos assassinatos de povos possuidores de algum tipo de riqueza cobiçada pelos impropriamente chamados de poderosos cujo poder provém da força bruta proveniente das armas a custo do suor da cara dos liderados.

Mas, falávamos sobre os intelectuais que na verdade estão absortos em sua intelectualidade que lhes falta tempo para observar o que se passa ao redor. Exemplo marcante desta realidade nos e dado pelo Grande Mestre do Saber Ladislau Dowbor, que não percebendo a realidade de ser do interesse dos falsos líderes uma população ligada apenas em brincadeiras, pergunta na página 9 do seu pequeno, mas grandioso livro O PÃO NOSSO DE CADA DIA o porquê de não se usar o poder da mídia para esclarecer o povo. Ora, o objetivo da educação em vigor, como já foi dito acima, é engendrar uma sociedade incapaz de raciocinar, portanto, capaz de esperar vir de deus o que só ela pode conquistar. Um exemplo da infantilidade destes seres zumbis pode ser encontrado nas longas filas de pessoas infantilizadas durante a noite inteira para comprar o direito de assistir a brincadeira de jogo de bola considerada assunto de tamanha importância que não permite enxergar que a criminalidade toma conta de todos os espaços, que se matam pobres e jovens por pobreza e por guerras, além de se elevar aos píncaros da glória pessoas não só aculturadas, mas também socialmente tão desqualificadas que se acham dignas dos louvores recebidos pelos adultos apenas na estatura, mas verdadeiras crianças no comportamento.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

ARENGA 903

 

Se desde a primeira das eleições até as tão festejadas de hoje não foi possível deixar de haver corrupção, por que tato falar sobre o fenômeno? Não seria o caso de institucionalizar a corrupção em vez de conviver com ela considerando-a uma criminalidade faz-de-conta? É criancice esperar que seres educados na cultura do venha a mim e os outros que se danem possam ter sob sua responsabilidade o fabuloso tesouro do erário sem que dele lance mão para satisfazer não só para imitar pavão, mas também para atender as necessidades desnecessárias inoculadas na personalidade de cada ser humano desde a educação infantil e continuada sob o medo que traz a lembrança do tempo em que só se comia se achasse o que comer. A institucionalidade da corrupção teria a vantagem de se iniciar uma época completamente nova na qual prevalecesse a coragem  de trocar a falsidade pela verdade, dando assim sumiço à mediocridade da simulação que é a maior das mil e muitas indignidades da personalidade humana ainda engatinhando nos primeiros passos rumo a civilização. Uma primeira eliminação da mentira, quem sabe, poderia ser seguida por novas eliminações que trouxessem, enfim, a sociedade humana a viver um mundo real sem a desfaçatez de se querer ofuscar o sol com aluz de uma candeia. Sendo a desfaçatez a mais repugnante das más características da personalidade humana, faz-se necessário dela afastar a humanidade para que possamos todos viver num mundo de verdades que nunca houve na face da Terra, haja vista a fartura das alegrias tão infundada quanto as festas enquanto irmãos passam fome ou morrem em guerras, de fome ou de doenças curáveis.

Assim é que nada além da desfaçatez justifica o alvoroço em torno de eleições como se cada uma delas trouxesse tempos menos ruins inclusive para aqueles que assumem o poder de delinquir com impunidade pela lei por eles criadas, mas que serão castigados pelas lembranças inevitáveis no tempo em que se é forçado a pensar sobre o passado de quem tem contas a ajustar com a consciência por ter feito coisas tais como gastar o dinheiro de amenizar sofrimentos para dar empregos multimilionários a palhaços para o trabalho de desviar os pensamentos do amadurecimento próprio de pessoas adultas, fazendo delas crianças tão ridículas que acreditam encontrar conforto espiritual lavando escadas de igrejas.

O que efetivamente resulta de eleições é colocar falsos líderes em postos de mando para que possam dar vasão à sanha de uma gatunagem impune de uma riqueza cujos donos, envolvidos em festas feitas justamente para isto, não têm tempo de sabem ser seus legítimos donos.

 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

ARENGA 902

 

E aqui estamos mais uma vez, como um dom Quixote, na monumental e hercúlea missão de tentar em vão fazer com que um mínimo sequer da juventude perceba o quanto erra em se deixar levar pela mesma tradição que nos colocou no mau caminho da submissão medrosa de procurar rumos diferentes e ares novos que permitam a todos respirar sem o ranço da tradicionalidade, portanto, um tipo de vida digna de seres corajosos o bastante para enfrentar a mentira de castigo no inferno, medo esse que se não for enfrentado resolutamente como falso que é não deixará que a luz da verdade supere as trevas da falsidade e das mentiras que enredam as infelizes criaturas humanas desde que delas se tem notícia. O professor Noah Harari mostra no livro SAPIENS que nossos ancestrais caçadores-coletores se a princípio tinham de encontrar comida ou morrer de fome, quando passaram a produzi-la, esta inovação se fez acompanhar de medo das intempéries ou depois de ter a duras penas implantado uma propriedade, perdê-la para a violência de alguém mais forte e de maior da mesma brutalidade que nunca afastou dos seres humanos. Depois de termos entrado para o que risivelmente se chama de civilização, exacerbou a violência, a desunião, a roubalheira, as doenças, a maldade e a maior das infelicidades que atormentam a humanidade pela insensatez de permitir tamanha distância entre ricos e pobres cujo desespero os leva a agir desesperadamente. Assim é que em tempo algum a humanidade desfrutou de um só momento de verdadeira felicidade, salvo momentos de falsa alegria que logo dará lugar a algum tipo de aborrecimento ou tristeza.

Então, se desde o princípio de tudo, o deus do qual os infelizes humanos esperam paz, apesar de bajulado de várias formas, nunca lhes deu. Assim, o que será que faz estes seres impropriamente chamados de racionais continuar pensando que agora seu deus vai lhes dar o que nunca deu?

A propósito da necessidade de se combater a maléfica ignorância que a religiosidade fomenta, o filósofo Robert Green Ingersoll diz que os padres não ousam enfrentar esta luta porque perderiam seus empregos do púlpito; os professores não ousariam porque também perderiam seus empregos; os políticos não ousariam, porque seriam derrotados; os editores não ousariam porque perderiam seus leitores; os comerciantes se o fizessem perderiam os clientes; os homens de prestígio não ousariam, temendo perder os admiradores; também não se aventurariam nesta tarefa os balconistas porque perderiam seus empregos. Assim, ante tal situação, diz o filósofo ter resolvido se empenhar ele memo nessa luta. Entretanto, muitas das pessoas citadas pelo filósofo como omissas da luta contra a ignorância têm por interesse maior justamente manter as pessoas no nível mental de lavadores de escadas de igreja porque vivendo tais pessoas de parasitar, quanto menos espertas forem os hospedeiros, mais fácil o parasitismo.

No que diz respeito à alegação do filósofo Ingersoll quanto à falta de pessoas interessadas em combater a ignorância religiosa, ele não está sozinho nessa luta, não senhor, porque o também filósofo Sam Harris, americano, no seu livro Carta a Uma Nação Cristã, manifesta sua preocupação com o futuro de seu país de população de maioria religiosa e, portanto, inocente o bastante para ser incapaz de escolher bem suas autoridades, preocupação coerente com  o Onze de Setembro e o fato de ter aquele povo religioso colocado no comando de seu país um ridículo Alexandre moderno, grande apenas na pequenez da capacidade de liderança e na insensibilidade mostrada na sede de conquista ao custo  dos olhos da cara dos pagadores de impostos, sofredores da mesma cegueira mental de seu Alexandre, o Pequeno, por não perceber que suas conquistas têm o poder de catalisar para sobre seus povo não só novos ONZE DE SETEMBRO, mas também novas rajadas de metralhadora, novos carros arremessados sobre multidão, e sabe-se lá o que mais.

Pior de tudo é ter sido a massa infeliz apesar de alegre, que na verdade é quem tem o poder de promover mudança positiva na sociedade, de modo a torná-la digna de outra geração diferente da atual geração inútil para outra coisa que não seja futucar telefone e adorar aculturados escoiceadores de bola e cantadores de chapéu. Até o presente momento todo o poder do povo tem sido  anulado pelo pão e circo que não lhe permite ler nas entrelinhas para perceber onde se encontra a realidade da vida e do mal representado pela crença de esperar na bandeja o que só se obtêm por meio de fé em si mesmo, uso da inteligência e sentimento de irmandade.

Na página 46 do livro 1808, Laurentino Gomes cita mais um fato histórico revelador de ser a religiosidade sério fator de atraso: tendo ocorrido em Portugal no ano de 1755, NO DIA DE TODOS OS SANTOS, um terrível terremoto seguindo de incêndios e furacões furiosos, além de enchentes que destruíram Lisboa completamente, matando entre quinze e vinte mil pessoas. Incumbido pelo rei, o Marquês de Pombal, com denodo, muito esforço e trabalho restaurou a cidade e a tornou muito melhor do que era. Morto o rei, assumiu o poder sua filha D. Maria I, a maior beata resultante da educação jesuíta, diz Laurentino. Havia santos por todo canto, orações e velas acesas, a recompensa do nada religioso Pombal foi ser expulso da corte, tendo de se manter a cento e dez quilômetros distante de onde estivesse a santarrona que teve a loucura como recompensa de sua santidade. Assim, então, ou a humanidade foge de sua beatice ou acabará vítima da loucura de pensar que tempo é dinheiro.      

 

    

  

 

      

sábado, 17 de outubro de 2026

ARENGA 901

 

Nada além da observação e raciocínio para saber que a ignorância é o alimento da religiosidade que por sua vez alimenta a ignorância que envolve os seres humanos até a raiz dos cabelos, haja vista as guerras, o excesso populacional, a destruição da natureza, a posse por apenas gatos pingados dos bens que deveriam servir à coletividade, enfim, é tamanha a desorganização da sociedade humana que nada mais é preciso para se concluir pela inexistência dessa tal de divindade que como já foi dito, não passa de fruto da falta de conhecimento. É mais fácil perceber a invenção de deus mediante a constatação da serventia desta crença como suporte para as pessoas de espírito mesquinho que dela se aproveitam para mais facilmente tirar vantagem sobre os ingênuos. Como são estes aproveitadores que ditam as regras de comportamento social, resulta que para a perpetuação do aproveitamento fomentam a manutenção da ignorância, e o resultado desta situação é uma sociedade de ignorantes cuja falta de discernimento anula a vantagem da faculdade de escolher seus governantes porque o resultado desta escolha tem resultado no cais social. Ante tal situação, a figura de deus seria importante auxiliar da miséria dos miseráveis e da luxúria dos aproveitadores insensíveis ao sofrimento alheio mediocremente de mãos postas, de joelhos, numa atitude adredemente recomendada por orientadores de olho gordo na benesses do poder. É, pois, condenável a atitude de respeitar a religiosidade alheia porque sendo a religiosidade fomentadora da ignorância e sendo a ignorância elemento impeditivo da evolução civilizatória, ser indiferente a tamanho mal corresponde ao comportamento de quem estando diante de alguém que se afoga se omitisse em lhe atirar uma corda que tem ao lado. Combater a ignorância é prestar valioso serviço em prol de um futuro digno das futuras gerações, anulando os comportamentos insensatos de esperar que lhe venha do céu o bem-estar que só pode ser conseguido por esforço próprio, enquanto que se negar a tal contribuição corresponde a fomentar o atual estado de confusão no qual administradores públicos ladravazes demonstram desconhecimento da realidade de não ser possível estar bem se a sociedade está mal.

Demonstra insensibilidade e desamor aos inocentes lavadores de escadarias de igrejas a título de um tipo negativo de tradição porquanto todo comportamento fruto de irracionalidade, a bem de uma sociedade civilizada, deve dar lugar a comportamentos que resultam em algum benefício coletivo como nunca deixar passar em branco a oportunidade de se manifestar contrariamente a qualquer manifestação de religiosidade uma vez sua função é impedir que a inteligência nata no ser humano leve a questionar as falsidades que nos são enfiada quela abaixo pela súcia de aproveitadores da incapacidade de distinguir entre o falso e o verdadeiro, e falso é tudo aquilo em que a humanidade tem considerado como verdadeiro uma vez que se não fosse conduzida por caminhos pavimentados de falsidades, por mínima que fosse a doze de inteligência que a natureza deu aos seres humanos seria o bastante para levar a humanidade a condições de vida sem tanto sofrimento para absolutamente todos os seres humanos uma vez que não passa de ilusão dos que se aproveitando das mentiras por eles mesmos astuciadas arrebanham riquezas ignorando que ao contrário do que afirmam Chico e Arnaud Rodrigues, mar brabo não respeita rei.