Saramago
deve ter sido o último escritor a tornar pública a falsidade das divindades.
Realmente, um adulto que se apega com entidades divinas é por ser portador de
tamanha idiotia uma vez que em busca da proteção de divindades que milhares de
pessoas tem encontrado a morte antes de esgotar
devido à existência de ter
esgotado o vigor físico inclusive levando consigo inocentes crianças para o
mesmo destino trágico.
Entretanto,
entre Saramago e o primeiro pensador a chamar a atenção da ratazana de igreja para
a realidade de ser balela a história das divindades, muitos e muitos outros escritores
também trabalharam em vão tentando trazer alguma racionalidade à malta humana
de imbecis que fazem marcha para jesus, constroem templos fabulosos que por
maiores que sejam nunca são suficientes para abrigar a quantidade de seres
estúpidos levando dinheiro para trocar por algum benefício.
Em meio aos
tristes fatos que nesse momento aumenta ainda mais a tristeza de ver que o
único homem do Supremo Tribunal Federal, o doutor André Mendonça, a dar a impressão
da correção de que carecemos se apegar como faz qualquer rato de igreja em
oração e proteção divina. Estaremos destinados a ter por autoridades só pessoas
más ou inocentes? Nunca haverá entre nós um homem ou uma mulher capaz de
arregaçar as mangas, encher o peito com o ar da dignidade, civismo e amor à
pátria e aos patrícios, bater as mãos espalmadas sobre a mesa e tomar a atitude
que o país precisa para se tornar capaz de ensinar aos outros países que
política não é para buscar poder individual, mas sim o bem-estar para toda a
sociedade?
O simples
ato de pensar mostra que só contamos conosco e mais ninguém. O ato de pensar
nos faz concluir que não pode haver um deus que só existe para quem pensa que
ele existe porque precisa haver quem tenha feito as coisas que existem. Acontece
que estas pessoas para as quais é preciso haver quem fez as coisas que existem,
falta a capacidade de raciocinar que a ser assim seria preciso haver quem
fizesse deus para que ele fizesse as coisas que existem e que na verdade são
resultado das mudanças ocorridas na natureza indiferente a vontades como provam
doenças como o câncer que vitima criancinhas, as catástrofes provadas pelo ser
humano, e erros como o dos Baianos e Novos Caetanos que na letra da música
Folia de Reis disseram que mar brabo só respeita rei. Se respeitasse, Odisseu
não teria tido tantos percalços na volta para casa.
Enfim,
declaração de religiosidade como a do doutor André Mendonça só encontra duas
explicações: inocência, o que o desqualifica como ministra do STF, ou a
necessidade de manter o povão submisso à sua condição de servo que levou o
grande Voltaire a dizer que deus não existe mas que seu servo não pode saber
disso sob pena de matá-lo durante o sono.