Se tratasse
de um povo ligado no que se passa em em sua sociedade esta matéria no
jornal OUTRAS PALAVRAS, substituiria por novas emoções e expectativas desperdiçadas
na copa do mundo. A reportagem leva o título de UM MANIFESTO CONTRA O MITO DO CRESCIMENTO.
Embora nada significa para o rebanho de frequentadores de igreja, axé, futebola
e as muitas armadilhas do pão e circo, esta conclusão que é de ninguém menos do
que a fina flor da intelectualidade econômica mundial, é simplesmente o
reconhecimento de estar certo a velho Marx para quem a turba festiva torce o
nariz ao afirmar que o capitalismo se destrói a si mesmo. E veja que os
economistas que denominam de mito o crescimento econômico capitalista não são
comunistas. São apenas estudiosos que concluíram sensatamente pelo óbvio do
absurdo de destruir os recursos naturais indispensáveis à vida para produzir
uma fortuna que em nada beneficia a sociedade porquanto em destino certo dos
bolsos do grupelho viciado em acumular riqueza.
Tendo o
capitalismo por base emprego e desenvolvimento econômico, se baseia em duas falsidades
tanto por ser impossível haver emprego para todos que dele dependem para viver
se o número dos que chegam ao mercado de trabalho é infinitamente superior ao
número dos que o mercado pode absorver. Além disso, o próprio sistema desemprega
com as inovações introduzidas pela tecnologia da automação robótica. No que se
refere a desenvolvimento econômico o mito é ainda maior pelo seguinte:
Em primeiro
lugar, o desenvolvimento econômico no sistema atual do venha a mim e os outros
que se danem significa produzir montões de coisas na maioria desnecessária que
a massa bruta de povo compra influenciada por propaganda enganosa. E, em
segundo lugar, além de em nada beneficiar a sociedade como vimos.
E de
espantar que só agora a intelectualidade chega à conclusão de não valer a pena
trocar por esse dinheiro inútil para a sociedade os recursos naturais dos quais
depende a sobrevivência humana, se os rios estão apodrecendo, o mal cheiro toma
conta do ambiente nas grandes cidades onde volta e meia crateras se abrem engolindo
pessoa, o solo é desertificado, ar e alimentos envenenados, céu repleto de
aviões, estradas abarrotadas de caminhões e as ruas repletas de automóveis.