sábado, 5 de setembro de 2026

ARENGA 895

 

Saramago deve ter sido o último escritor a tornar pública a falsidade das divindades. Realmente, um adulto que se apega com entidades divinas é por ser portador de tamanha idiotia uma vez que em busca da proteção de divindades que milhares de pessoas tem encontrado a morte antes de esgotar    devido à existência de ter esgotado o vigor físico inclusive levando consigo inocentes crianças para o mesmo destino trágico.

Entretanto, entre Saramago e o primeiro pensador a chamar a atenção da ratazana de igreja para a realidade de ser balela a história das divindades, muitos e muitos outros escritores também trabalharam em vão tentando trazer alguma racionalidade à malta humana de imbecis que fazem marcha para jesus, constroem templos fabulosos que por maiores que sejam nunca são suficientes para abrigar a quantidade de seres estúpidos levando dinheiro para trocar por algum benefício.

Em meio aos tristes fatos que nesse momento aumenta ainda mais a tristeza de ver que o único homem do Supremo Tribunal Federal, o doutor André Mendonça, a dar a impressão da correção de que carecemos se apegar como faz qualquer rato de igreja em oração e proteção divina. Estaremos destinados a ter por autoridades só pessoas más ou inocentes? Nunca haverá entre nós um homem ou uma mulher capaz de arregaçar as mangas, encher o peito com o ar da dignidade, civismo e amor à pátria e aos patrícios, bater as mãos espalmadas sobre a mesa e tomar a atitude que o país precisa para se tornar capaz de ensinar aos outros países que política não é para buscar poder individual, mas sim o bem-estar para toda a sociedade?

O simples ato de pensar mostra que só contamos conosco e mais ninguém. O ato de pensar nos faz concluir que não pode haver um deus que só existe para quem pensa que ele existe porque precisa haver quem tenha feito as coisas que existem. Acontece que estas pessoas para as quais é preciso haver quem fez as coisas que existem, falta a capacidade de raciocinar que a ser assim seria preciso haver quem fizesse deus para que ele fizesse as coisas que existem e que na verdade são resultado das mudanças ocorridas na natureza indiferente a vontades como provam doenças como o câncer que vitima criancinhas, as catástrofes provadas pelo ser humano, e erros como o dos Baianos e Novos Caetanos que na letra da música Folia de Reis disseram que mar brabo só respeita rei. Se respeitasse, Odisseu não teria tido tantos percalços na volta para casa.

Enfim, declaração de religiosidade como a do doutor André Mendonça só encontra duas explicações: inocência, o que o desqualifica como ministra do STF, ou a necessidade de manter o povão submisso à sua condição de servo que levou o grande Voltaire a dizer que deus não existe mas que seu servo não pode saber disso sob pena de matá-lo durante o sono.

 

       

terça-feira, 11 de agosto de 2026

ARENGA 894

 

Aconteceu há tanto tempo que foi no século XIV de um pensador italiano chamado Dante Alighieri escrever uma grande obra intitulada Divina Comédia sobre as ficções de inferno, purgatório e paraíso. Na porta do inferno o autor colocou um aviso aos que lá entram dando-lhes ciência da triste realidade de que uma vez lá dentro perdessem a esperança em qualquer outra coisa que não sofrimento. Para quem é bobo a ponto de acreditar em coisas de divindades como inferno, tal aviso poderia merecer alguma reflexão a respeito. Entretanto, teria plena razão de ser se colocado em cada maternidade ou onde quer que houvesse no mundo uma parturiente porque é na sociedade humana onde realmente se materializam os mais diversos e cruéis tipos de sofrimentos decorrentes da estupidez humana materializada na forma de desorganização da sociedade em que vivem os biltres humanos.

Há nesse mundo quem possua tamanha quantidade do bem limitado e tão precioso porque dele depende a satisfação das necessidades das pessoas, ou seja, dinheiro, de modo a precisar desperdiçá-lo em devaneios, também há quem não tem acesso ao mínimo necessário para evitar sofrimentos evitáveis. De tal modo é a forma como os humanos organizaram sua sociedade. Apropriada para ser o lugar apropriado para sofrimento.

Se no começo disto tudo que existe atualmente, quando as pessoas só comiam o que encontravam, havia o horror da fome, motivo que deu origem à revolução agrícola, atualmente, segundo mestre Ladislau Dowbor, no livro O Pão Nosso de Cada Dia, embora seja produzido no mundo um e meio quilo de grãos por pessoa a cada dia, continua havendo quem seja infeliz tanto pela fome por não ter dinheiro para comprar comida, quanto pela ansiedade decorrente da necessidade de fazer aumentar a riqueza que possui, tanto maior também maior tal necessidade e infelicidade.  

Sendo o comportamento humano orientação da ignorância, não teve sucesso uma só das tentativas de se criar uma sociedade melhor, posto que todas por meio de violência. Como é impossível que da irracionalidade resulte racionalidade, a cada dia a humanidade se afunda de modo tão profundo na irracionalidade que não obstante a falta de perspectiva de felicidade mencionada no aviso constante na porta do inferno, as pessoas mais apreciadas pela sociedade humana no mundo inteiro são as menos capazes de elaborar pensamentos mais profundos por serem justamente as de pensamentos mais rasos.

 

  

sábado, 8 de agosto de 2026

ARENGA 893

 

No que diz respeito aos meandros da problemática que envolve a sociedade humana a serviço da lucratividade dos bilionários, até os Grandes Mestres do Saber Econômico, inexplicavelmente, salvo por uma distração, dão mostras de desconhecer o que rola no campo da artimanha política da qual decorre tudo que apesar de considerado errado acontece por vontade de um sistema político voltado para fomentar o tipo de desorganização social da qual se aproveitam os viciados em riqueza que por  tais artimanhas encontram os meios de alimentar seu vício explorando de forma desumana a sociedade desconhecedora da realidade escondida atrás das alegrias que depois de passado o vigor físico e a disposição para os requebros darão lugar a desânimos e mesmo tristezas proporcionais ao tamanho do desconhecimento da realidade da vida cuja complexidade  tinge de alguma forma até mesmo mestres em determinado tipo de problemas sociais como o grande economista Ladislau Dowbor que em um dos seus muitos bons sobre economia se admira do porquê de não se usar o grande alcance da mídia para esclarecer o povo uma vez ser impossível haver sociedade civilizada feita de povo ignorante de sua realidade.

A estranheza do mestre quanto à falta de política que esclareça o povo é motivo de nossa estranheza uma vez ser interesse da política no mundo inteiro manter o povo em total estado de desconhecimento da importância da política em sua vida transferindo para divindades esta responsabilidade quando a verdade é depender nosso bem-estar exclusivamente de ser nossa sociedade administrada por uma política que tenha este objetivo para todos indistintamente, coisa que nunca existiu entre os seres humanos. Se antes de haver governo o poder do mais forte fisicamente subjugava o mais fraco, depois de haver governo é o poder da riqueza que determina o lado para o qual deve pender o ponteiro da balança do bem-estar. Como se vê, só quem tem riqueza tem o que precisa e quem tem riqueza ainda maior tem até o que não precisa.

A humanidade continua carente de esclarecimento. Tão iludida tem sido que se acha proveniente de um ser de sabedoria e bondade infinitas como envergonhada de reconhecer a verdadeira origem animalesca demonstrada na mesma e até maior dose de estupidez e maldade existente nas feras dos tempos de fera cuja evolução serviu para aprimorar o poder de destruir em busca de cada vez maior soma de poder. Nenhum ser sábio e bom desejaria a companhia de tais monstros.         

 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

ARENGA 892

 

Se tratasse de um povo ligado no que se passa em em sua sociedade esta matéria   no jornal OUTRAS PALAVRAS, substituiria por novas emoções e expectativas desperdiçadas na copa do mundo. A reportagem leva o título de UM MANIFESTO CONTRA O MITO DO CRESCIMENTO. Embora nada significa para o rebanho de frequentadores de igreja, axé, futebola e as muitas armadilhas do pão e circo, esta conclusão que é de ninguém menos do que a fina flor da intelectualidade econômica mundial, é simplesmente o reconhecimento de estar certo a velho Marx para quem a turba festiva torce o nariz ao afirmar que o capitalismo se destrói a si mesmo. E veja que os economistas que denominam de mito o crescimento econômico capitalista não são comunistas. São apenas estudiosos que concluíram sensatamente pelo óbvio do absurdo de destruir os recursos naturais indispensáveis à vida para produzir uma fortuna que em nada beneficia a sociedade porquanto em destino certo dos bolsos do grupelho viciado em acumular riqueza.

Tendo o capitalismo por base emprego e desenvolvimento econômico, se baseia em duas falsidades tanto por ser impossível haver emprego para todos que dele dependem para viver se o número dos que chegam ao mercado de trabalho é infinitamente superior ao número dos que o mercado pode absorver. Além disso, o próprio sistema desemprega com as inovações introduzidas pela tecnologia da automação robótica. No que se refere a desenvolvimento econômico o mito é ainda maior pelo seguinte:

Em primeiro lugar, o desenvolvimento econômico no sistema atual do venha a mim e os outros que se danem significa produzir montões de coisas na maioria desnecessária que a massa bruta de povo compra influenciada por propaganda enganosa. E, em segundo lugar, além de em nada beneficiar a sociedade como vimos.

E de espantar que só agora a intelectualidade chega à conclusão de não valer a pena trocar por esse dinheiro inútil para a sociedade os recursos naturais dos quais depende a sobrevivência humana, se os rios estão apodrecendo, o mal cheiro toma conta do ambiente nas grandes cidades onde volta e meia crateras se abrem engolindo pessoa, o solo é desertificado, ar e alimentos envenenados, céu repleto de aviões, estradas abarrotadas de caminhões e as ruas repletas de automóveis.

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

ARENGA 891

 

O fim que a raça humana espera com requebros e pipocar de foguetes se aproxima a cada tique-taque de algum relógio que ainda faz tique taque. Certa a decisão de mãe natureza em extirpar do seu meio filhos tão desnaturados que desprezando a capacidade de raciocinar e viverem como irmãos, ao contrário, além de destruírem a si mesmos também destroem sua mãe criadora.

Não obstante a premência de vida em sociedade, os humanos não conseguem se harmonizar nesse tipo de vida tamanha é a brutalidade destes seres vis, que escolhem as pessoas menos indicadas de seus pares como líderes e o resultado é o pandemônio a título de sociedade. Se ninguém é capaz de liderar corretamente, pelo menos há quem seja menos pior do que os enganadores que com muita conversa fiada sempre levam os liderados a escolhê-los, havendo até quem é escolhido por se apresentar como nascido de badalos roxos.

Apesar de haver quem sempre apresenta ideias capazes de melhorar a qualidade de vida, ninguém ainda levantou a questão do porquê nunca serem postas em prática tais ideias, apesar de não haver necessidade de ser algum gênio para perceber que tudo se resume na indiferença do povo ardilosamente levado a se interessar unicamente pelos brincadeiras oferecidas à larga pela indústria do entretenimento, nome moderno para o antigo pão e circo do império romano que torna o povo politicamente analfabetos prendendo impedindo que sua atenção, alcance assuntos menos rasteiros. Este sistema se repete de geração para outra eternizando a infelicidade de viver em sociedade tipo a nossa na qual foi adotada uma realidade esquisita de serem mais valorizadas as pessoas de menores merecimentos. Toupeiras mentais são elevadas aos píncaros da gloria e da riqueza em detrimento de quem beneficia a sociedade com seu trabalho. A esse propósito, aliás, está na imprensa notícia de adolescentes que tentaram matar sua professora colocando vidro na água que ela beberia se não fosse advertida por alguém ainda não contaminada pela maldade que caracteriza a espécie humana atualmente.  

É tamanha a maldade que na Rádio Bandeirantes de SP, certo dia, ouvi José Paulo de Andrade dizer que o jogo de várzea era importante porque de lá saiam grandes craques. Nesta chamada há tão grande falsidade ideológica do sistema do venha a mim e os outros que se danem que é a seguinte: quem observa as coisas aprende que a repetição leva à perfeição. Pois bem, quando se trata de moleques que por isso ou por aquilo não frequentam escola, vão para terrenos baldios (várzeas) jogar bola e de tanto jogar acabam jogando cada vez melhor até à perfeição a que se referia o locutor da rádio que melhor representa o papel de arauto do pão e circo em nosso triste país. O locutor mentiu? Não! Disse a verdade. Só não disse, e se dissesse perderia o emprego, é que a sociedade teria maior proveito se estes jovens em vez de se tornarem craques em brincadeira se tornassem craques em pedagogia, filosofia, literatura, física, etc.

Daí surge a seguinte pergunta: Que vantagem haveria nisso se nenhuma outra atividade rende tanto quanto futebola? E não é que é verdade? Que atividade senão as brincadeiras fazem bilionários? Mas, a verdade é que estes bilionários inocentemente representam tão grande mal para a humanidade que se eles soubessem o papel de marionetes do pão e circo que fazem teriam vergonha de si mesmos em vez de se acharem merecedores dos louros que recebem.      

 

 

 

 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

ARENGA 890

 

O sacolejar da carruagem da história conduzida por intelectuais demonstra com clareza que intelectuais são incapazes de conduzir direito a carruagem da história. O intelectualíssimo Rutger Bregman escreveu um livro cujo sub título é UMA HISTÓRIA OTMISTA DO HOMEM. Pode alguém em estado normal de sanidade mental encontrar otimismo na história de seres tão estúpidos que depois de milhões de anos de existência ainda se matam mutuamente? Que organizam sua sociedade de modo a que apenas alguns tenham direito de dispor dos recursos necessários à sobrevivência e muitos tenham de perecer por falta deles? Que organizam sua economia de modo tão estupidamente predatório para si mesmos que destrói o meio ambiente do qual depende suas vidas? Que educam suas crianças para que se tornem adultos acreditando que um deus imaginário determina seu futuro, dispensando, assim, a necessidade de esforço próprio nesse sentido? E que o tempo se resume a dinheiro? Que se multiplicam feito ratos até que não haja mais água e nem terras férteis para produção de alimentos, buscando no espaço sideral outro lugar onde predar?

Sem falar na barbaridade de adultos que além de ensinar os filhos a adoração por escoiceadores de bola, não se vergonham os próprios pais destas crianças por eles idiotizadas ao se colocarem em longas filhas e grande algazarra para obterem figurinhas de jogadores. Há muito mais do que imbecilidade em tais adultos porque também há algo de errado na personalidade de quem corre em busca de retratos de marmanjos escoiceadores de bola.

Não poderia haver castigo capaz de causar tão grande desconforto a quem se elevou ainda que um mínimo sequer acima dos imbecis mencionados por Rui Castro do que a materialização da teoria do eterno retorno da forma como Nietzsche a colocou de voltar à passar eternamente pelos mesmos acontecimentos, portanto, ter de suportar eternamente o mal-estar causado pela companhia de seres de tamanha insignificância espiritual.

Impressiona o ridículo de adultos de físico em ferrenha disputa com crianças as tais de figurinhas de marionetes para a indústria do entretenimento com a qual o sistema perverso de explorar incautos encontra campo livre para idiotizar.      

domingo, 28 de junho de 2026

ARENGA 889

 

O título que o jornalista Ruy Castro deu à sua reportagem: NASCE UM OTÁRIO A CADA SEGUNDO NO MUNDO, dá panos prá manga ao pensamento. Será por ser feita de otários que a humanidade não consegue engendrar uma sociedade suficientemente bem arrumada para que não haja o disparate da tristeza das guerras convivendo com as explosões de alegrias dos festejamentos?

A humanidade organizou tão desinteligentemente sua sociedade que entregou o destino dela nas mãos de pessoas espiritualmente tão desqualificadas quanto o comum dos demais seres humanos otários e quedaram na esperança de que pelo fato de terem sido investidas de autoridade tais pessoas viessem a se tornar imbuídas das nobres qualidades de liderança que as tornariam capazes de administrar os recursos públicos em benefício da coletividade e não de si mesmas como acontece tão abertamente que diante de mais um grande lance de corrupção o jornal Gazeta do Povo publicou matéria na qual afirma que os brasileiros não se revoltam mais com a ostentação dos corruptos, o que também dá muito o que pensar. Não terá por causa a indiferença aos desmandos políticos o fato de estar a atividade mental

totalmente absorvida pela indústria do entretenimento que aproveitando a facilidade com que o cérebro pode ser conduzido torna ocorrências e pessoas de nenhum valor socialmente relevante de importância em ocorrências e pessoas da maior importância?

Salta aos olhos a evidência de viver a humanidade tão alheia à realidade que diante da tragédia na Venezuela com mais de mil mortos o papa oferece orações como consolo para as vítimas. É também por viver enganada que os seres humanos esperam atitudes nobres de seres tão vis quanto todos os humanos pelo fato de terem sido elevados à posição de autoridades, não obstante a realidade de terem tais líderes entre aspas aproveitada desta liderança para criar uma infinidade de benesses para si mesmas com tão exorbitante prodigalidade que superam as mordomias dos reis por direito divino escorraçados dos tronos por Napoleão Bonaparte.

Engana-se, entretanto, quem atribui maldade ao comportamento dos falsos líderes. Qualquer um no lugar deles agiria da mesma forma, educados que foram para a esperteza da locupletação. Observe-se o fato de cogitar de incluir no sistema educacional de crianças o ensino de agiotagem travestido de sistema financeiro. Sendo a personalidade do adulto uma resultante do que se aprendeu quando criança, não há como esperar que crianças educadas para “espertezas” venham se tornar adultos talhados para líderes.

Se há culpado nesta história de ladrões e roubados deve ser atribuída à deficiência de um sistema educacional que resulte em cidadãos em vez dos analfabetos políticos atuais.

Para que o bem predomine sobre o mal basta aprender a verdade absoluta de estar na política e não em divindades a busca do bem-estar social.