Pareceria
mentira se não fosse verdade, o tamanho do fuzuê sobre eleições. Agora, quem
sabe que pode pensar, reflita sobre o quanto é bobo quem se alvoroça com
candidato A ou B se depois de eleitos não fosse absolutamente tudo continuar do
mesmo jeito ruim de antes. Para compreender o que vem a ser povo é preciso
recorrer a mestre Platão e sua afirmação que fez sobre educação que é mais do
que verdade. Disse o mestre que a orientação que a criança recebe da educação
forma a personalidade do adulto. Sendo assim, o que aprendem nossas crianças
senão mentiras e mais mentiras? A maior de todas estas mentiras tem nome de um
tal de deus cujo nome ele mesmo declarou ser Eu Sou (Êxodo 3, 14,15) e que
apesar de ser de infinita bondade adora ver pedaços de animais esquartejados e
espelhados sobre altares em sua homenagem (Gênesis 15,10; Levítico 1,4) Ainda
sobre a mentira sobre deus, quando já tem discernimento para aprender, tem sua
capacidade de raciocínio diminuída ao aprender que os mistérios desse tal de
deus não admitem argumentação sobre eles, mas que são para ser aceitos como
dizem os preceitos contidos num livro chamado bíblia sagrada de leitura
enfadonha e mentirosa porque diz ter um sujeito chamado Jonas permanecido no
estômago de uma baleia durante três dias depois dos quais foi cuspido na praia
sãozinho da silva e tão fagueiro como antes (Livro de Jonas). Também diz lá que
uma jumenta reclamou com palavras a seu dono chamado Balaão (isso lá é nome de
gente?) que a maltratava sem razão. Também está dito que Adão colocou nome em
absolutamente todos os animais, o que não é possível.
Saltando
fora da baboseira religiosa, na idade de discernimento, o homem aprende ser
preciosa uma tal de democracia, maneira de deixar ao povo a responsabilidade
pela escolha dos agentes executores da ação política. Agora, se você aí, por
não ter nada melhor a fazer está lendo esta “prosa”, veja só que coisa mais
desinteligente. Tá lembrado de mestre Platão? Pois bem, também outro pensador
chamado Bertold Brecht denominou de analfabeto político quem diz não gostar de
política por desconhecer a importância dela na vida de cada um. Dito isso, voltemos
ao importante assunto da educação. Vimos que o povo é feito de quem só aprendeu
mentiras, e, portanto, é certo que não aprendeu ser a política que determina
nossa qualidade de vida.
Agora, voltando ao analfabeto político de
mestre Brecht, tendo povo aprendido só mentiras tem necessariamente de ser um
povo feito de analfabetos políticos que, como tais, votam por obrigação e tão
desinteressados que não podendo escolher corretamente, induzidos por canastrões
travestidos de falsos líderes, fazem as piores escolhas, o que reduz a
preciosidade da democracia à fama e celebridade dos “famosos” e “celebridades”.
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