sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

ARENGA 865

 

O hábito de pensar não tem necessariamente de nascer junto com o pensador como no caso dos grandes gênios que de tanto pensar deram origem a coisas do arco da velha. A diferença entre o pensador e o iludido pelas alegrias e ter o primeiro uma certa inclinação para o hábito de comparar se uma informação corresponde à realidade, hábito que leva à percepção de ser falso absolutamente tudo que é tido como verdadeiro para quem não pensa como a multidão que ouvi de um candidato a presidente da república dizer que vai promover o bem-estar da sociedade e tudo sempre continua a mesma coisa. Embora a malta festiva nem desconfia da realidade, mas o fato é que há uma determinada orientação política vindo do poder da fabulosa riqueza acumulada por alguns gatos pingados cujo egoísmo, destoando da vida coletiva e tendo o poder que uma imensa riqueza lhes confere, estabelecem um modelo de política que os privilegia e que governo algum pode mudar mesmo porque, como só sabe quem não pensa, são falsos absolutamente os líderes do mundo todo e é por isso que o benefício que realmente chega ao povo vem em forma de esmola denominada “auxílio”.

É como caminha a humanidade desde que dela se tem notícia. Dos seus primeiros passos até o presente o poder da força bruta que levava o primitivo mais forte a tomar a posse do mais fraco, como mostra o professor Yuval Noah Harari em Sapiens, Os Pilares da Civilização, até hoje, tal o mesmo comportamento permanece. Assim como se tomava uma plantação de comida, tomou-se ouro e prata, depois, petróleo e atualmente, terras raras. A maldade entre os humanos tem vários modos de manifestação e um deles está na existência de incontável papagaiada de microfone a insuflar nas famílias a falsa necessidade de esvoaçar mundo afora, resultando desta maldade proliferação de doenças, e a infelicidade de famílias vítimas de desastres, sobressaindo os finais de ano e o alvoroço pela idiotice da “virada”.

O motivo pelo qual as pessoas não pensam é por ser totalmente impossível refletir em meio ao barulho das festas. Elas têm exatamente o objetivo de emburrecer as pessoas não lhes dando espaço para reflexão e não por falta de inteligência que existe a infundada busca de proteção divina embora são comuns as mortes dentro de igrejas ou a caminho delas.

 

 

 

 

   

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