quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

ARENGA 869

 

Ler os jornais ou não ler os jornais, eis uma questão maior do que o ser ou não ser de Shakespeare porque quanto a ser não se pode ter dúvida alguma porquanto é preciso existir para ler jornal. Grande problema de verdade é o quanto de negatividade acarreta ao estado de espírito de quem lê no jornal que certa mocinha, como se fosse em algum filme de baixa qualidade, virou celebridade por ter matado o pai e a mãe, ou a perplexidade ante a notícia de terem autorização da justiça para que presos cujas mães já morreram deixem a prisão para passar com a mãe inexistente o dia das mães ou o dia do nascimento de Cristo o que resulta em ter a polícia de correr outra vez para recapturar os mais espertos que aproveitando as autoridades nada espertas, não voltam mais para a pocilga onde estavam.

Pior ainda é que ao deixar de lado os jornais e passar a ler um livro depara-se com o que disse em meados do século XIV o frei Azpilcueta Navarro sobre os brasileiros, conforme está na página 38 do livro História Geral do Brasil, de vários autores: “A gente aqui só tem nome de cristão, embebidos em malquerenças, metidos em demandas, envoltos em torpezas e desonestidades publicamente”.

Desta forma, uma vez que ser analfabeto em leitura não significa ser analfabeto político, melhor é desaprender ler para não ter vontade de buscar informação por meio de leitura de jornal ou livro uma vez que na encruzilhada do livre arbítrio o brasileiro seguiu pelo desvio errado, enquanto o pai celestial dele ficou espiando para ver o que dava. Deu em brasilidade e corroboração das palavras de Rui.

 

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