Ler os
jornais ou não ler os jornais, eis uma questão maior do que o ser ou não ser de
Shakespeare porque quanto a ser não se pode ter dúvida alguma porquanto é
preciso existir para ler jornal. Grande problema de verdade é o quanto de negatividade
acarreta ao estado de espírito de quem lê no jornal que certa mocinha, como se
fosse em algum filme de baixa qualidade, virou celebridade por ter matado o pai
e a mãe, ou a perplexidade ante a notícia de terem autorização da justiça para
que presos cujas mães já morreram deixem a prisão para passar com a mãe
inexistente o dia das mães ou o dia do nascimento de Cristo o que resulta em
ter a polícia de correr outra vez para recapturar os mais espertos que
aproveitando as autoridades nada espertas, não voltam mais para a pocilga onde
estavam.
Pior ainda
é que ao deixar de lado os jornais e passar a ler um livro depara-se com o que
disse em meados do século XIV o frei Azpilcueta Navarro sobre os brasileiros,
conforme está na página 38 do livro História Geral do Brasil, de vários
autores: “A gente aqui só tem nome de cristão, embebidos em malquerenças,
metidos em demandas, envoltos em torpezas e desonestidades publicamente”.
Desta
forma, uma vez que ser analfabeto em leitura não significa ser analfabeto
político, melhor é desaprender ler para não ter vontade de buscar informação
por meio de leitura de jornal ou livro uma vez que na encruzilhada do livre
arbítrio o brasileiro seguiu pelo desvio errado, enquanto o pai celestial dele
ficou espiando para ver o que dava. Deu em brasilidade e corroboração das
palavras de Rui.
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