quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ARENGA 864

 

Apesar de nada haver de correto na sociedade humana, para a malta festiva nada há de errado. O motivo nada mais é do que viver num constante saltitar, numa alegria debiloide que a exemplo dos irracionais não lhes sobra tempo e nem veem alguma necessidade de meditar sobre a atividade de viver. há uma diferença abismal entre esta gente e quem observa e analisa cuidadosamente as informações que lhe chegam, como sabiamente recomendou mestre Sócrates ao afirmar que uma vida não refletida não vale a pena ser vivida. Mas os festeiros não sabem disso e nem quem é mestre Sócrates.

Vejamos uma informação que para os condenados por mestre Sócrates ou estão de pleno acordo com ela ou então lhes é indiferente: O jornal Gazeta do povo publicou matéria sobre um filme chamado Apocalipse de São José, o qual se propõe, inclusive a resgatar a fé (religiosa). Ora, entre os significados de resgatar, segundo o dicionário Priberam, está também o de reaver, e reaver podemos entender como entrar de novo na posse perdida de alguma coisa. Sendo assim, resgatar a fé significaria voltar a ter a fé que deixou de ter e que não se tem mais. Como a fé no caso presente se trata de fé num deus criador, quem a abandonou é por ter evoluído espiritualmente o bastante para encontrar a verdade de ser esse deus criador uma grande mentira. Desta forma, quem descobre viver na mentira, ao encontrar a verdade jamais tornará ao estágio anterior simplesmente porque só se tem fé por indução uma vez que não se nasce com ela. Por outro lado, à verdade se chega por meio da convicção. Um Exemplo? É falso acreditar que nossa origem está num punhado de argamassa. É verdade que somos o resultado de um processo evolutivo pelo qual passou um tipo de bicho, mesmo porque nós nos diferenciamos dos bichos apenas na atividade cerebral. No resto, é tudo a mesma coisa.        

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