Apesar de nada haver de correto na
sociedade humana, para a malta festiva nada há de errado. O motivo nada mais é
do que viver num constante saltitar, numa alegria debiloide que a exemplo dos
irracionais não lhes sobra tempo e nem veem alguma necessidade de meditar sobre
a atividade de viver. há uma diferença abismal entre esta gente e quem observa e
analisa cuidadosamente as informações que lhe chegam, como sabiamente
recomendou mestre Sócrates ao afirmar que uma vida não refletida não vale a pena
ser vivida. Mas os festeiros não sabem disso e nem quem é mestre Sócrates.
Vejamos uma informação que para os
condenados por mestre Sócrates ou estão de pleno acordo com ela ou então lhes é
indiferente: O jornal Gazeta do povo publicou matéria sobre um filme chamado
Apocalipse de São José, o qual se propõe, inclusive a resgatar a fé
(religiosa). Ora, entre os significados de resgatar, segundo o dicionário
Priberam, está também o de reaver, e reaver podemos entender como entrar de
novo na posse perdida de alguma coisa. Sendo assim, resgatar a fé significaria
voltar a ter a fé que deixou de ter e que não se tem mais. Como a fé no caso
presente se trata de fé num deus criador, quem a abandonou é por ter evoluído
espiritualmente o bastante para encontrar a verdade de ser esse deus criador
uma grande mentira. Desta forma, quem descobre viver na mentira, ao encontrar a
verdade jamais tornará ao estágio anterior simplesmente porque só se tem fé por
indução uma vez que não se nasce com ela. Por outro lado, à verdade se chega
por meio da convicção. Um Exemplo? É falso acreditar que nossa origem está num
punhado de argamassa. É verdade que somos o resultado de um processo evolutivo
pelo qual passou um tipo de bicho, mesmo porque nós nos diferenciamos dos bichos
apenas na atividade cerebral. No resto, é tudo a mesma coisa.
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