Como é impossível
ficar sem pensar em nada, de modo que a mente ficasse desocupada, devia ser
muito bom. Mas nada é como devia ser, em um laboratório de fazer os exames que esperam
pelos jovens saltitantes não fazem a mínima ideia do que esperam por eles
quando acabar o vigor da juventude que eles acreditam ser eterna. Tais assuntos
me ocorreram quando na indispensável televisão onde quer que haja pessoas a
serem imbecilizadas e aquele era o ambiente ideal para esse fim. Entretanto,
percebe-se que o celular está se tornando um imbecilizador tão eficiente quanto
a televisão. Naquele ambiente ouvia-se choro de crianças vítimas inocentes da
cultura de ingerir veneno inclusive no seio de suas mães tão inocentes quanto
aquelas pobres crianças.
Havia mais
pessoas dedilhando com incrível rapidez o teclado do celular do que as que
dividia o tempo em olhar para o painel de chamada e a televisão onde imensa
multidão eficientemente imbecilizadas, com os braços para cima, ao som da
música tocada por outros jovens igualmente imbecilizados que, como os dos
braços levantados que oscilavam para a esquerda e a direita conforme o ritmo da
música de tão baixa qualidade quanto a mentalidade de toda aquela multidão que
não sabe o que futuro lhes aguarda porquanto já começa a escassez de água e os
alimentos se tornam cancerosos.
Junto a
tudo isso, eis que a mente achou de buscar a sabedoria de mestre Platão ao
afirmar que o preço a ser pago pela indiferença aos assuntos relacionados à
política é que os bons terão de ser governados pelos maus. Realmente, mestre
Platão, o mundo sempre foi governado por quem mesmo sendo de boa índole é
pervertido pela regra de Maquiavel segundo a qual o importante é se manter no
poder independentemente de sentimentos nobres, sendo que esse poder nunca é
exercido pelo bem da sociedade, muito ao contrário.
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