Paradoxalmente, as autoridades que existem para dar exemplos à
sociedade humana dos sentimentos nobres de honradez, brio, nobreza de caráter,
enfim, honestidade sobretudo, desviaram-se deste nobilíssimo objetivo para o
qual foram instituídas porque livros como Confissões de um Assassino Econômico,
de John Perkins, Donos do Mundo e O Clube Secreto dos Poderosos, de Cristina
Martín Giménez, A História Não contada dos Estados Unidos, de Oliver Stone e
Peter Kuznick, O Chefe, de Ivo Patarra, O Mensalão, de Merval Pereira, Os Ben$
Que os Políticos Fazem, de Chico de Gois, O Partido da Terra, de Alceu Luís Castilho (entre nós os quatro últimos), e sabe-se
lá quantos mais existem revelando fatos escabrosos da política, que se não
foram contestados e seus autores conduzidos à cadeia por difamação, não se pode
entender outra coisa a não ser que sejam verdadeiros os crimes contra a
humanidade, assassinatos, enfim, uma avalanche de acusações da maior gravidade
que passam como se não existissem, contrariando totalmente o princípio de que
as autoridades governamentais além de honradas, também devem parecer honradas.
Saber como veio a sociedade humana
cair em tal situação é menos importante do que procurar sair dela. Não por ser
difícil em função de serem os seres humanos sem distinção ruins o bastante
serem egoístas a ponto de só pensarem em si mesmos, cuja regra não abre exceção
para as autoridades, por ser difícil não significa ser impossível. Entretanto, nada
poderá mudar a depender das próprias autoridades que se acham a gosto numa
situação de desgosto para as demais pessoas. Portanto, a estas cabe buscar a
solução para o problema que as aflige.
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