domingo, 4 de janeiro de 2026

ARENGA 866

 

Paradoxalmente, as   autoridades que existem para dar exemplos à sociedade humana dos sentimentos nobres de honradez, brio, nobreza de caráter, enfim, honestidade sobretudo, desviaram-se deste nobilíssimo objetivo para o qual foram instituídas porque livros como Confissões de um Assassino Econômico, de John Perkins, Donos do Mundo e O Clube Secreto dos Poderosos, de Cristina Martín Giménez, A História Não contada dos Estados Unidos, de Oliver Stone e Peter Kuznick, O Chefe, de Ivo Patarra, O Mensalão, de Merval Pereira, Os Ben$ Que os Políticos Fazem, de Chico de Gois, O Partido da Terra, de Alceu Luís Castilho (entre nós os quatro últimos), e sabe-se lá quantos mais existem revelando fatos escabrosos da política, que se não foram contestados e seus autores conduzidos à cadeia por difamação, não se pode entender outra coisa a não ser que sejam verdadeiros os crimes contra a humanidade, assassinatos, enfim, uma avalanche de acusações da maior gravidade que passam como se não existissem, contrariando totalmente o princípio de que as autoridades governamentais além de honradas, também devem parecer honradas.

Saber como veio a sociedade humana cair em tal situação é menos importante do que procurar sair dela. Não por ser difícil em função de serem os seres humanos sem distinção ruins o bastante serem egoístas a ponto de só pensarem em si mesmos, cuja regra não abre exceção para as autoridades, por ser difícil não significa ser impossível. Entretanto, nada poderá mudar a depender das próprias autoridades que se acham a gosto numa situação de desgosto para as demais pessoas. Portanto, a estas cabe buscar a solução para o problema que as aflige.

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