quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ARENGA 875

 

Em um destaque de poucas palavras, na página 13 do livro Uma Breve História Do Século XX, embora não fosse a intenção, mas o fato é que o grandioso historiador Geoffrey Blainey expõe ali o motivo pelo qual a sociedade humana deu errado, e nem podia dar certo tendo por base o vício de ajuntar riqueza em poucas mãos enquanto muitas mãos se estendem à caridade. Diz o historiador que em 1900 os impérios europeus eram poderosos e continuavam ávidos por expansão. Percebe-se que esta avidez por riqueza e poder a que se refere o historiador, continua sendo a força motriz e antissocial do vício em riqueza que por fraqueza ou conivência todos os chefes de estado permitem não obstante o mal social decorrente desta prática pecaminosa conforme ensinamentos de mestre Jesus Cristo. A sociedade humana tem tudo para dar errado por ser a desfaçatez a característica de suas autoridades que apenas fingem interesse no bem-estar coletivo enquanto que na verdade envolve o povo no pão e circo desperdiçando enormes somas com as marionetes desta atividade.

A cultura do venha a mim e os outros que se danem, contrária à organização de qualquer sociedade está longe do equilíbrio econômico necessário para que todos os integrantes do agrupamento possam satisfazer suas necessidades, sem saber estar na má política que lhe dá diversão em vez de dignidade a causa de todo infortúnio resultante da exclusão.

 E é tal a falta de ordem que as autoridades são ofendidas moralmente sem que isto lhes cause rubor. Revoltados, leitores de jornais em seus comentários desrespeitam acintosamente autoridades indiferentes que não deviam permitir uma situação contrária a qualquer bom senso na qual apenas um por cento da humanidade possui mais riqueza do que os noventa e nove por cento restantes.

E para quê, afinal, ter uma montanha de riqueza se aí estão muitos daqueles que depois de atingirem o objetivo de grande enriquecimento encontram-se como que por castigo da natureza, prostados na condição de cacos humanos com a única serventia de dar emprego a cuidadores de restos humanos incapazes até mesmo de satisfazerem por si mesmo as necessidades fisiológicas mais íntimas.

Sabendo-se, pois, ser  a privatização de todos os recursos produzidos pela sociedade a causa de toda a desarrumação que a todos infelicita uma vez que os possuidores de muito mais do que precisam vivem inquietos com medo dos despossuídos e estes, naturalmente que justificam tal inquietação.

Sendo o homem capaz de tantos feitos notáveis a ponto de o professor Yuval Noah Harari falar em imortalidade, como não poder agir sensatamente? Sabendo ser impossível combater um mal sem combater suas causas e, do mesmo modo, sabendo-se ser a exclusão social o grande mal da sociedade, não falta mais nada para que se deixe de haver infelicidade em razão desse motivo. Assim, para preservação das gerações futuras é extremamente necessário superar a estupidez culpada pela insensatez humana e que também não é mistério porque escritores e pesquisadores capacitados ensinam ser do interesse de quem manda no mundo transformar a humanidade em zumbis incapazes de um só gesto responsável, de modo a ver com naturalidade algo de estranho em serem as pessoas mentalmente mais insignificantes as mais relevantes para a sociedade, procedimento que de acordo com tais escritores e pesquisadores resulta do trabalho satânico de embotar a capacidade de raciocínio do povo.

 

 

 

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