O sacolejar
da carruagem da história conduzida por intelectuais demonstra com clareza que
intelectuais são incapazes de conduzir direito a carruagem da história. O
intelectualíssimo Rutger Bregman escreveu um livro cujo sub título é UMA
HISTÓRIA OTMISTA DO HOMEM. Pode alguém em estado normal de sanidade mental
encontrar otimismo na história de seres tão estúpidos que depois de milhões de
anos de existência ainda se matam mutuamente? Que organizam sua sociedade de
modo a que apenas alguns tenham direito de dispor dos recursos necessários à
sobrevivência e muitos tenham de perecer por falta deles? Que organizam sua
economia de modo tão estupidamente predatório para si mesmos que destrói o meio
ambiente do qual depende suas vidas? Que educam suas crianças para que se
tornem adultos acreditando que um deus imaginário determina seu futuro,
dispensando, assim, a necessidade de esforço próprio nesse sentido? E que o
tempo se resume a dinheiro? Que se multiplicam feito ratos até que não haja
mais água e nem terras férteis para produção de alimentos, buscando no espaço
sideral outro lugar onde predar?
Sem falar
na barbaridade de adultos que além de ensinar os filhos a adoração por
escoiceadores de bola, não se vergonham os próprios pais destas crianças por
eles idiotizadas ao se colocarem em longas filhas e grande algazarra para
obterem figurinhas de jogadores. Há muito mais do que imbecilidade em tais
adultos porque também há algo de errado na personalidade de quem corre em busca
de retratos de marmanjos escoiceadores de bola.
Não poderia
haver castigo capaz de causar tão grande desconforto a quem se elevou ainda que
um mínimo sequer acima dos imbecis mencionados por Rui Castro do que a
materialização da teoria do eterno retorno da forma como Nietzsche a colocou de
voltar à passar eternamente pelos mesmos acontecimentos, portanto, ter de
suportar eternamente o mal-estar causado pela companhia de seres de tamanha
insignificância espiritual.
Impressiona
o ridículo de adultos de físico em ferrenha disputa com crianças as tais de
figurinhas de marionetes para a indústria do entretenimento com a qual o
sistema perverso de explorar incautos encontra campo livre para idiotizar.