segunda-feira, 13 de julho de 2026

ARENGA 891

 

O fim que a raça humana espera com requebros e pipocar de foguetes se aproxima a cada tique-taque de algum relógio que ainda faz tique taque. Certa a decisão de mãe natureza em extirpar do seu meio filhos tão desnaturados que desprezando a capacidade de raciocinar e viverem como irmãos, ao contrário, além de destruírem a si mesmos também destroem sua mãe criadora.

Não obstante a premência de vida em sociedade, os humanos não conseguem se harmonizar nesse tipo de vida tamanha é a brutalidade destes seres vis, que escolhem as pessoas menos indicadas de seus pares como líderes e o resultado é o pandemônio a título de sociedade. Se ninguém é capaz de liderar corretamente, pelo menos há quem seja menos pior do que os enganadores que com muita conversa fiada sempre levam os liderados a escolhê-los, havendo até quem é escolhido por se apresentar como nascido de badalos roxos.

Apesar de haver quem sempre apresenta ideias capazes de melhorar a qualidade de vida, ninguém ainda levantou a questão do porquê nunca serem postas em prática tais ideias, apesar de não haver necessidade de ser algum gênio para perceber que tudo se resume na indiferença do povo ardilosamente levado a se interessar unicamente pelos brincadeiras oferecidas à larga pela indústria do entretenimento, nome moderno para o antigo pão e circo do império romano que torna o povo politicamente analfabetos prendendo impedindo que sua atenção, alcance assuntos menos rasteiros. Este sistema se repete de geração para outra eternizando a infelicidade de viver em sociedade tipo a nossa na qual foi adotada uma realidade esquisita de serem mais valorizadas as pessoas de menores merecimentos. Toupeiras mentais são elevadas aos píncaros da gloria e da riqueza em detrimento de quem beneficia a sociedade com seu trabalho. A esse propósito, aliás, está na imprensa notícia de adolescentes que tentaram matar sua professora colocando vidro na água que ela beberia se não fosse advertida por alguém ainda não contaminada pela maldade que caracteriza a espécie humana atualmente.  

É tamanha a maldade que na Rádio Bandeirantes de SP, certo dia, ouvi José Paulo de Andrade dizer que o jogo de várzea era importante porque de lá saiam grandes craques. Nesta chamada há tão grande falsidade ideológica do sistema do venha a mim e os outros que se danem que é a seguinte: quem observa as coisas aprende que a repetição leva à perfeição. Pois bem, quando se trata de moleques que por isso ou por aquilo não frequentam escola, vão para terrenos baldios (várzeas) jogar bola e de tanto jogar acabam jogando cada vez melhor até à perfeição a que se referia o locutor da rádio que melhor representa o papel de arauto do pão e circo em nosso triste país. O locutor mentiu? Não! Disse a verdade. Só não disse, e se dissesse perderia o emprego, é que a sociedade teria maior proveito se estes jovens em vez de se tornarem craques em brincadeira se tornassem craques em pedagogia, filosofia, literatura, física, etc.

Daí surge a seguinte pergunta: Que vantagem haveria nisso se nenhuma outra atividade rende tanto quanto futebola? E não é que é verdade? Que atividade senão as brincadeiras fazem bilionários? Mas, a verdade é que estes bilionários inocentemente representam tão grande mal para a humanidade que se eles soubessem o papel de marionetes do pão e circo que fazem teriam vergonha de si mesmos em vez de se acharem merecedores dos louros que recebem.      

 

 

 

 

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