O fim que a
raça humana espera com requebros e pipocar de foguetes se aproxima a cada
tique-taque de algum relógio que ainda faz tique taque. Certa a decisão de mãe natureza
em extirpar do seu meio filhos tão desnaturados que desprezando a capacidade de
raciocinar e viverem como irmãos, ao contrário, além de destruírem a si mesmos
também destroem sua mãe criadora.
Não
obstante a premência de vida em sociedade, os humanos não conseguem se
harmonizar nesse tipo de vida tamanha é a brutalidade destes seres vis, que
escolhem as pessoas menos indicadas de seus pares como líderes e o resultado é
o pandemônio a título de sociedade. Se ninguém é capaz de liderar corretamente,
pelo menos há quem seja menos pior do que os enganadores que com muita conversa
fiada sempre levam os liderados a escolhê-los, havendo até quem é escolhido por
se apresentar como nascido de badalos roxos.
Apesar de
haver quem sempre apresenta ideias capazes de melhorar a qualidade de vida,
ninguém ainda levantou a questão do porquê nunca serem postas em prática tais
ideias, apesar de não haver necessidade de ser algum gênio para perceber que
tudo se resume na indiferença do povo ardilosamente levado a se interessar
unicamente pelos brincadeiras oferecidas à larga pela indústria do
entretenimento, nome moderno para o antigo pão e circo do império romano que torna
o povo politicamente analfabetos prendendo impedindo que sua atenção, alcance
assuntos menos rasteiros. Este sistema se repete de geração para outra eternizando
a infelicidade de viver em sociedade tipo a nossa na qual foi adotada uma
realidade esquisita de serem mais valorizadas as pessoas de menores
merecimentos. Toupeiras mentais são elevadas aos píncaros da gloria e da
riqueza em detrimento de quem beneficia a sociedade com seu trabalho. A esse
propósito, aliás, está na imprensa notícia de adolescentes que tentaram matar
sua professora colocando vidro na água que ela beberia se não fosse advertida
por alguém ainda não contaminada pela maldade que caracteriza a espécie humana
atualmente.
É tamanha a
maldade que na Rádio Bandeirantes de SP, certo dia, ouvi José Paulo de Andrade
dizer que o jogo de várzea era importante porque de lá saiam grandes craques.
Nesta chamada há tão grande falsidade ideológica do sistema do venha a mim e os
outros que se danem que é a seguinte: quem observa as coisas aprende que a
repetição leva à perfeição. Pois bem, quando se trata de moleques que por isso
ou por aquilo não frequentam escola, vão para terrenos baldios (várzeas) jogar
bola e de tanto jogar acabam jogando cada vez melhor até à perfeição a que se
referia o locutor da rádio que melhor representa o papel de arauto do pão e
circo em nosso triste país. O locutor mentiu? Não! Disse a verdade. Só não
disse, e se dissesse perderia o emprego, é que a sociedade teria maior proveito
se estes jovens em vez de se tornarem craques em brincadeira se tornassem
craques em pedagogia, filosofia, literatura, física, etc.
Daí surge a
seguinte pergunta: Que vantagem haveria nisso se nenhuma outra atividade rende
tanto quanto futebola? E não é que é verdade? Que atividade senão as
brincadeiras fazem bilionários? Mas, a verdade é que estes bilionários
inocentemente representam tão grande mal para a humanidade que se eles
soubessem o papel de marionetes do pão e circo que fazem teriam vergonha de si
mesmos em vez de se acharem merecedores dos louros que recebem.
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