sábado, 9 de maio de 2026

ARENGA 882

 

Na loucura de Nietzsche há mais sensatez do que no resto da humanidade. A propósito de “resto”, disse o grande mestre maluco que excluindo os raríssimos com elevação espiritual bastante para ser seus leitores, o que sobra é o resto, isto é, a humanidade que nada merece senão o desprezo. Realmente, nada mais senão desprezo merece a turba barulhenta, festiva e incapaz de um único lampejo de superioridade espiritual como mostra a realidade de existir a milhões de anos e não ter sido ainda capaz de organizar em sociedade civilizada como mostra os morticínios das guerras objetivando eliminar o excesso de pobres. Não é uma grande burrice ter de matar em vez de impedir o nascimento? Mas os biltres humanos ainda não foram capazes de organizarem uma sociedade onde pudessem viver com um mínimo de paz.

É tão mal estruturada a sociedade humana que a violência serve de entretenimento formando na personalidade tenra e facilmente moldável das crianças um instinto de brutalidade que aflorará na fase adulta. A leitura de qualquer livro da história dos bichos humanos mostra uma triste realidade sanguinolenta de guerras que consumiram bilhões de seres humanos e tanto dinheiro envolvido que varreria a pobreza absoluta da face da terra. A raça humana é tão estúpida que encara como sabedoria a afirmação de algum desses sábios de plantão de que para se ter paz é preciso estar preparado para guerra. Não pode haver algo mais estúpido se da guerra resultam ressentimentos que produzem mais guerra. O triste episódio das Torres Gêmeas dos americanos não teve outro motivo que não o rancor que o governo daquele povo desperta mundo afora como se pode ver no livro Novas Confissões de Um Assassino Econômico.

Enfim, nada melhor para mensurar a estupidez humana do que a crendice em divindades que põe intelectuais do mais alto nível em pé de igualdade aos analfabetos. A razão de tamanho absurdo só pode ser encontrara na infância, pelo auto sugestionamento que convenceu a criança inocente da existência da entidade tão irreal quanto papai Noel, chamada deus.    

   

 

 

 

 

 

 

 

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