sábado, 26 de setembro de 2026

ARENGA 898

 

Certo dia, já lá se vai um bom pedaço de tempo, numa agência do Banco do Brasil da na Avenida Paulista na Cidade de São Paulo, fui mal recebido por uma funcionária que se já não era lá esta belezura toda em comparação com as garotas desta minha cidade de Vitória da Conquista, mais distante ainda ficou do padrão de beleza a que estamos acostumados ao fazer cara fechada quando soube que lidava com um baiano, respondendo com um NÃO SEI rancoroso à pergunta simples que lhe fiz como desconhecedor de assuntos bancários.

Não obstante a repugnância daquela mulher pelos baianos, que me sem a resposta à pergunta que lhe fiz, gostaria de convidá-la para passar um fim de semana aqui em minha casa que apesar de modesta não deve mais modesta ainda do que a casa de uma bancária ocupante de cargo modesto de atendente ao público.

Sim, eu até pagaria a passagem de ônibus a fim de que a quela senhora da cara fechada pudesse ver o que para viver por aqui não carece de correria, que a poluição não impede ver o nascer e o pôr do sol, que ninguém é arrastado por correnteza nem engolido com carro e tudo por crateras que se abrem repentinamente no asfalto e que também não se é eletrocutado por fio energizado derrubado pelo vento ou queda de árvore, não se morre por causa do celular, e nem há risco de receber marquise na cabeça e nem assado em incêndios ou ficar sem luz, água e transporte.

Além do mais, se aquela senhora nos odeia por não sabermos votar, o povo de cidade dela fez a fortuna de Maluf, eleito e reeleita quantas vezes se candidatou por ser nisso que dá deixar a cargo do povo a responsabilidade de escolher os mandatários porque, afinal, povo é povo em qualquer lugar. Paulo Maluf, Sergio Cabral, José Sarney e tantos outros que o digam.

 

 

 

   

domingo, 20 de setembro de 2026

ARENGA 897

 

Ora, vejam só se a humanidade não é mesmo um caso perdido. Grupos de idiotas liderados por idiotas gastando fortunas para construir muros que impeçam a entrada de um monte de retirantes cuja idiotice tanto própria quanto de seus falsos líderes deu um jeito de lhes tolher a possibilidade de continuarem vivendo em seus locais de origem. Em oposição a tal situação, e também graças à idiotice tanto do povo desses lugares quanto os também falsos líderes de outras sociedades “civilizadas,” se veem com sério problema de falta de gente com capacidade de trabalhar para produzir os meios necessários a fim de manter a casta palaciana e inútil tanto da classe dos que se dizem representantes de deus quanto da classe dos que se dizem representantes do povo, mas que apesar de não representarem senão seus próprios interesses, por culpa da mesma idiotice que trouxe a humanidade a este estado insustentável de coisas totalmente malucas, se tornou indispensável unicamente porque a idiotice que impede os seres humanos se comportarem como adultos também os faz ser como  crianças que não se comportam como precisam se comportar não havendo quem lhes obrigue. No caso dos adultos, tal obrigação se materializa na forma de cassetete e cadeia. Caso contrário, estraçalhar-se-ão uns aos outros.

A insignificante capacidade de raciocinar do ser humano exclui a possibilidade de vida inteligente que jamais poderá existir de outra forma senão com união da coletividade humana num firme propósito de desejar viver em harmonia, tendo por objetivo maior a fortaleza e a qualidade de vida de todos os componentes do agrupamento, e nunca este tipo de cultura na qual gatos pingados de idiotas com direito de possuir tanto que precisam inventar modas tresloucadas de gastar por não saberem o que fazer com o excesso de riqueza.

Embora muito se fale em sociedades civilizadas, não existe nenhuma sociedade humana que se possa qualificar de civilizada como prova a forma como está estruturada a sociedade humana com famintos e guerras, tudo em função de uma idiotice tamanha que é tão grande a distância entre a fantasia e a realidade que a disposição para alegrias e festas é como se não houvesse uma velhice a caminho trazendo consigo sua realidade de dores, cirurgias, consultas médicas com indicação de tantos remédios que precisa de lugar amplo para colocá-los.

O desligamento da importância da realidade da vida faz com que se viva de alegria em alegria sem se dar conta da importância de estar consciente de ser melhor ser conhecedor da verdade de haver um fim para as alegrias do que fechar os olhos para a realidade como faz o avestruz, mesmo porque estando consciente da realidade não há motivo para medo ou tristeza. Além do mais, aquele que se inteira das exigências para se viver bem também se inteira da necessidade de ser contrário tanto ao modo de viver da humanidade, quanto de que o poder de mudar em vez de ser deus que o tem é o conjunto das pessoas.    

 

   

domingo, 13 de setembro de 2026

ARENGA 896

 

Com a instrução financeira pretendida para o currículo escolar,  ensinando às crianças a arte da agiotagem parasitária, e tendo em vista que o aprendizado em criança estabelece a personalidade do adulto, como disse acertadamente mestre Platão, significa que além dos atuais três componentes do pão e circo: futebola, religião e axé , teremos a agiotagem como um quarto elemento alienador para manter onde não devia estar a atividade de pensar da turba alienada de analfabetos não só políticos, mas também de letras.  

Com a incorporação da agiotagem, apesar de parecer impossível ficar pior a qualidade de vida em nossa sociedade, vai acontecer porque se na agiotagem tem maior sucesso quem tem mais dinheiro, vai daí que ficando a ratazana ainda mais alvoroçada para meter a mão no que não lhe pertence a fim de ter maior sucesso na jogatina do cassino financeiro, resulta de tudo isso que até os gatos pingados entre a garotada instruída na arte de agiotar que podiam vir a ser pessoas honestas haverão de se bandear de mala e cuia para turma do “a bolsa ou a vida”, o que tornará ainda mais aflitiva a situação das pessoas de modo geral, e assim teremos uma sociedade de ladrões roubando de ladrões, o que extinguirá definitivamente o fingimento de punição porque quem rouba ladrão tem cem anos de perdão.

Assim, pois, extinguir-se-á definitivamente a possibilidade de alguma melhoria na triste vida destes bobos alegres de uma alegria de débeis mentais com seus foguetórios e festejos creditados a uma idiotia congênita e hereditária que levou o autor da primeira orelha do livro Sapiens, do doutor Harari, contando a verdadeira história da humanidade. Lá está dito que a ciência nos tornou letais. Entretanto, o que fez a ciência foi nos fornecer meios de aperfeiçoar os instrumentos com os quais pomos em prática com maior eficiência a letalidade inerente à monstruosidade humana a que se refere acertadamente Thomas Hobbes no Leviatã.

sábado, 5 de setembro de 2026

ARENGA 895

 

Saramago deve ter sido o último escritor a tornar pública a falsidade das divindades. Realmente, um adulto que se apega com entidades divinas é por ser portador de tamanha idiotia uma vez que em busca da proteção de divindades que milhares de pessoas tem encontrado a morte antes de esgotar    devido à existência de ter esgotado o vigor físico inclusive levando consigo inocentes crianças para o mesmo destino trágico.

Entretanto, entre Saramago e o primeiro pensador a chamar a atenção da ratazana de igreja para a realidade de ser balela a história das divindades, muitos e muitos outros escritores também trabalharam em vão tentando trazer alguma racionalidade à malta humana de imbecis que fazem marcha para jesus, constroem templos fabulosos que por maiores que sejam nunca são suficientes para abrigar a quantidade de seres estúpidos levando dinheiro para trocar por algum benefício.

Em meio aos tristes fatos que nesse momento aumenta ainda mais a tristeza de ver que o único homem do Supremo Tribunal Federal, o doutor André Mendonça, a dar a impressão da correção de que carecemos se apegar como faz qualquer rato de igreja em oração e proteção divina. Estaremos destinados a ter por autoridades só pessoas más ou inocentes? Nunca haverá entre nós um homem ou uma mulher capaz de arregaçar as mangas, encher o peito com o ar da dignidade, civismo e amor à pátria e aos patrícios, bater as mãos espalmadas sobre a mesa e tomar a atitude que o país precisa para se tornar capaz de ensinar aos outros países que política não é para buscar poder individual, mas sim o bem-estar para toda a sociedade?

O simples ato de pensar mostra que só contamos conosco e mais ninguém. O ato de pensar nos faz concluir que não pode haver um deus que só existe para quem pensa que ele existe porque precisa haver quem tenha feito as coisas que existem. Acontece que estas pessoas para as quais é preciso haver quem fez as coisas que existem, falta a capacidade de raciocinar que a ser assim seria preciso haver quem fizesse deus para que ele fizesse as coisas que existem e que na verdade são resultado das mudanças ocorridas na natureza indiferente a vontades como provam doenças como o câncer que vitima criancinhas, as catástrofes provadas pelo ser humano, e erros como o dos Baianos e Novos Caetanos que na letra da música Folia de Reis disseram que mar brabo só respeita rei. Se respeitasse, Odisseu não teria tido tantos percalços na volta para casa.

Enfim, declaração de religiosidade como a do doutor André Mendonça só encontra duas explicações: inocência, o que o desqualifica como ministra do STF, ou a necessidade de manter o povão submisso à sua condição de servo que levou o grande Voltaire a dizer que deus não existe mas que seu servo não pode saber disso sob pena de matá-lo durante o sono.