Com a
instrução financeira pretendida para o currículo escolar, ensinando às crianças a arte da agiotagem
parasitária, e tendo em vista que o aprendizado em criança estabelece a
personalidade do adulto, como disse acertadamente mestre Platão, significa que
além dos atuais três componentes do pão e circo: futebola, religião e axé , teremos
a agiotagem como um quarto elemento alienador para manter onde não devia estar
a atividade de pensar da turba alienada de analfabetos não só políticos, mas
também de letras.
Com a incorporação
da agiotagem, apesar de parecer impossível ficar pior a qualidade de vida em nossa
sociedade, vai acontecer porque se na agiotagem tem maior sucesso quem tem mais
dinheiro, vai daí que ficando a ratazana ainda mais alvoroçada para meter a mão
no que não lhe pertence a fim de ter maior sucesso na jogatina do cassino
financeiro, resulta de tudo isso que até os gatos pingados entre a garotada instruída
na arte de agiotar que podiam vir a ser pessoas honestas haverão de se bandear de
mala e cuia para turma do “a bolsa ou a vida”, o que tornará ainda mais
aflitiva a situação das pessoas de modo geral, e assim teremos uma sociedade de
ladrões roubando de ladrões, o que extinguirá definitivamente o fingimento de punição
porque quem rouba ladrão tem cem anos de perdão.
Assim,
pois, extinguir-se-á definitivamente a possibilidade de alguma melhoria na
triste vida destes bobos alegres de uma alegria de débeis mentais com seus foguetórios
e festejos creditados a uma idiotia congênita e hereditária que levou o autor
da primeira orelha do livro Sapiens, do doutor Harari, contando a verdadeira
história da humanidade. Lá está dito que a ciência nos tornou letais.
Entretanto, o que fez a ciência foi nos fornecer meios de aperfeiçoar os
instrumentos com os quais pomos em prática com maior eficiência a letalidade inerente
à monstruosidade humana a que se refere acertadamente Thomas Hobbes no Leviatã.
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