domingo, 20 de setembro de 2026

ARENGA 897

 

Ora, vejam só se a humanidade não é mesmo um caso perdido. Grupos de idiotas liderados por idiotas gastando fortunas para construir muros que impeçam a entrada de um monte de retirantes cuja idiotice tanto própria quanto de seus falsos líderes deu um jeito de lhes tolher a possibilidade de continuarem vivendo em seus locais de origem. Em oposição a tal situação, e também graças à idiotice tanto do povo desses lugares quanto os também falsos líderes de outras sociedades “civilizadas,” se veem com sério problema de falta de gente com capacidade de trabalhar para produzir os meios necessários a fim de manter a casta palaciana e inútil tanto da classe dos que se dizem representantes de deus quanto da classe dos que se dizem representantes do povo, mas que apesar de não representarem senão seus próprios interesses, por culpa da mesma idiotice que trouxe a humanidade a este estado insustentável de coisas totalmente malucas, se tornou indispensável unicamente porque a idiotice que impede os seres humanos se comportarem como adultos também os faz ser como  crianças que não se comportam como precisam se comportar não havendo quem lhes obrigue. No caso dos adultos, tal obrigação se materializa na forma de cassetete e cadeia. Caso contrário, estraçalhar-se-ão uns aos outros.

A insignificante capacidade de raciocinar do ser humano exclui a possibilidade de vida inteligente que jamais poderá existir de outra forma senão com união da coletividade humana num firme propósito de desejar viver em harmonia, tendo por objetivo maior a fortaleza e a qualidade de vida de todos os componentes do agrupamento, e nunca este tipo de cultura na qual gatos pingados de idiotas com direito de possuir tanto que precisam inventar modas tresloucadas de gastar por não saberem o que fazer com o excesso de riqueza.

Embora muito se fale em sociedades civilizadas, não existe nenhuma sociedade humana que se possa qualificar de civilizada como prova a forma como está estruturada a sociedade humana com famintos e guerras, tudo em função de uma idiotice tamanha que é tão grande a distância entre a fantasia e a realidade que a disposição para alegrias e festas é como se não houvesse uma velhice a caminho trazendo consigo sua realidade de dores, cirurgias, consultas médicas com indicação de tantos remédios que precisa de lugar amplo para colocá-los.

O desligamento da importância da realidade da vida faz com que se viva de alegria em alegria sem se dar conta da importância de estar consciente de ser melhor ser conhecedor da verdade de haver um fim para as alegrias do que fechar os olhos para a realidade como faz o avestruz, mesmo porque estando consciente da realidade não há motivo para medo ou tristeza. Além do mais, aquele que se inteira das exigências para se viver bem também se inteira da necessidade de ser contrário tanto ao modo de viver da humanidade, quanto de que o poder de mudar em vez de ser deus que o tem é o conjunto das pessoas.    

 

   

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