Apesar de
ter sido o Brasil criança embalado em berço de corrupção, e embora esta praga pareça
ter mais tentáculos aqui do que em qualquer outro lugar do mundo em vista de
não haver nenhuma instituição sem ser corroída, não é ela, entretanto,
privilégio desta terra pátria de deus porque também campeia mundo afora montada
na garupa do cavalo baio de um dos cavaleiros do apocalipse com procuração dos
outros três para representá-los.
Pegando o
gancho do dito de que até mesmo das coisas ruins pode-se tirar algo de bom, esta
maldita praga serve para mostrar o quanto se faz necessário pensar em novo tipo
de organização da sociedade humana na qual a riqueza produzida pela sociedade não
possa ser desbaratada como poeira na ventania, abandonando o tradicionalismo
bolorento e o bafo de múmia que têm impedido a humanidade de inovar o bastante
para sair do descaminho que a conduz rumo à infelicidade como tem sido desde
que os seres humanos se juntaram em comunidades maiores.
Não é
crível que livres do poder maligno da indústria do entretenimento que faz
festejar em ambiente próprio para lágrimas, e uma vez livres para poder pensar
em superar o atual estágio da falta de mentalidade que impede atingir uma
organização social digna de seres com um mínimo de civilização, pelo menos o
necessário para rejeitar falsidades como considerar progresso produzir milhões
de carros, aviões navios monstruosos e bilhões de chaminés vomitando gazes
venenosos, e muito menos escorraçar dos campos sua população para as cidades
onde irão fomentar doenças e violência, tudo isso com a finalidade de se deixar
à vontade ricos senhores que aumentam sua riqueza com apoio do BNDES
envenenando solos e pessoas.
Até o
momento, entretanto, ainda é tão diminuta a evolução da capacidade de
raciocínio que aqueles que a têm mais evoluída desperdiçam tempo precioso escrevendo
em linguagem complicada livros inúteis destinados a gatos pingados uma vez que
o resto, por não passar de resto, não sabe ler, ou sabe, mas não lê porque os
folguedos são mais importantes.
Mas,
lamentavelmente, o que se tem são vidas deploráveis de lamentos e implorações
por justiça vinda justamente da parte daqueles que tiram proveito das
injustiças por lhes ter sido inoculada nos primeiros aprendizados da infância a
maldade inerente à avareza e o desprezo aos semelhantes.
Tudo faz crer
não haver futuro nem próximas gerações e nem nada diferente de sofrimentos
contrastando com alegrias porquanto os progenitores de gerações futuras também
aprenderam as mesmas falsidades que a todos convencem de se tratar da mais pura
verdade.
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