O demônio
estava divinamente inspirado no momento em que teve a suprema maldade de soprar
nos ouvidos dos governantes a ideia de criar uma indústria de entretenimento que
mantivesse o povo absorto com brincadeiras de modo a que nem de longe tivesse
tempo para perceber a realidade de ser ele, o povo, o verdadeiro senhor do
mundo uma vez que ninguém deixa de ser senhor para ser escravo como faz o povo
que apesar de ser quem paga todas as contas da vida faustosa em palácios, vive
no maior sufoco do mundo. Este é um assunto é tão importante que merece um
esforça muito grande para superar a irrealidade em que vive o mundo. É de tão
grande importância que precisa ser repisado incansavelmente porque não obstante
o tamanho de sua importância, os escritores não se voltam para a realidade de
não surtir efeito algum as conclusões a respeito de como se viver melhor do que
se vive uma vez que que a indústria do entretenimento não permite que se tire a
atenção das diversas modalidades de brincadeiras.
Embora seja
difícil, não é impossível, desde que haja empenho nesse sentido, despertar os
seres humanos para a realidade de depender deles mesmos e de mais nada tudo
aquilo que ajoelhados balbuciam diante de imagens de gesso nas igrejas. Se tudo
aquilo que desejamos depende de dinheiro, está totalmente na contramão da
realidade entregar o dinheiro de adquirir o que se quer a pessoas que também
querem adquirir coisas o dinheiro para que adquiram as coisas para nós e não
acompanhar o que está sendo feito desse dinheiro.
A
humanidade veio parar no impasse de não poder dispensar os atravessadores entre
aquilo que ela necessita o que só pode ter depois que ditos atravessadores
satisfaçam suas necessidades. Pior de tudo é que as necessidades dos
atravessadores são ilimitadas. Morar, comer, vestir, segurança, lazer, saúde,
educação dos filhos, tudo isso tendo um custo infinitamente maior do que custa
às demais pessoas, sobra muito pouco ou nada para elas. São tão exuberantes as
necessidades dos atravessadores que até se empenham em guerras que justificam
do mesmo modo como justificam os palácios e a vida faustosa, necessidade esta
que apesar de não terem as demais pessoas, são estas que vão se bater, matar e
morrer para satisfazer necessidades desnecessárias dos atravessadores que se
dizem representantes do povo. O porquê de o povo não poder dispensar os
atravessadores é algo que precisa ser pensado e repensado e o povo sabe disso se
criou a frase própria para os atravessadores MATEUS, PRIMEIRO OS MEUS.
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