terça-feira, 30 de dezembro de 2025

ARENGA 863

 

Ou a orientação dada ao mundo acompanha o passo da razão ou, caso contrário, a ratazana de igreja deve comprar missas em benefício da alma dos jovens alegres e cujas festividades são sinal de total ignorância do futuro que os espera em consequência da brutal destruição do meio ambiente, algo que apesar de tão visível não merece nem por um segundo a atenção que merece. Veja-se por exemplo a possibilidade de faltar água apropriada para consumo no planeta, que já se faz sentir para a população atual, como não será com o aumento da população que a procriação irresponsável faz crescer disparadamente, mostrando que Hobbes tinha razão?

A orientação dos falsos líderes mundiais, tangidos pela avidez própria dos seres medíocres por fama e a riqueza que não caberá no caixão, está levando a humanidade para um destino cruel. Um exemplo de orientação chula é a que a papagaiada de microfone noticia à exaustão do combate ao vício em droga porque o vício que mais prejudica a humanidade é o vício em ajuntar riqueza porquanto dele resulta tão grande quantidade de excluídos que haverá de causar ainda maior desassossego do que causava aos senhores de escravos a perspectiva de revolta dos escravos. No entanto, o vício em riqueza foi considerado meritório pelo feioso Henry Kissinger, que não obstante a feiura nunca deixou e estar acompanhado de belas mulheres que certamente viam grande beleza no interior da carteira recheada de dólares.

  

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

ARENGA 862

 

A monumentalidade, exorbitância e eficiência das máquinas mortíferas mostradas no Youtube, a maioria destinadas a matar gente e outras para a dar a extrema unção ao que resta de meio ambiente, tudo isso é indicativo de estar o destino da humanidade deixado sem uma orientação correta uma vez que individualmente ninguém concordaria de acordo em ter de comer, beber e respirar veneno. Se todos indistintamente têm de cumprir tal irracionalidade é por estar o mundo sendo dirigido numa direção que não é a direção suicida que os governantes estão permitindo seja dada ao planeta de trocar por dinheiro a destruição do meio ambiente, o que está fora de qualquer racionalidade se cumprido o prazo de validade de vida de nada serve a dinheirama ajuntada.

No livro HUMANIDADE, sobre o qual falamos na última “prosa”, na página 69, mostra estudo científico que provou serem os bebês humanos menos inteligentes do que bebês macacos. Nesse mesmo sentido, há uma charge antiga que mostra um macaco dormindo tranquilo à sombra de uma árvore. Depois ele sonha portando um arco e flexas. Depois, com um fuzil. E depois com uma metralhadora. Acordado, é tomado de tamanha tristeza que se enforca num galho da árvore. O inteligente chargista numa ideia brilhante nos mostra um macaco como que antevendo o resultado da evolução e interrompe a continuação de uma vida totalmente desarticulada com a finalidade que deveria ter. E há também uma lição de Darwin para a fé cega na mentira da criação divina por um ente de infinita bondade. Afirma Darwin, com inteira razão conceberia tamanha maldade no processo em que a vespa parasita deposita seus ovos sobre o corpo de uma lagarta que depois de eclodirem as larvas passam a comer a lagarta de dentro prá fora que morre em grande sofrimento.

Embora ainda se seja a humanidade feita de quem não lembra de refletir sobre a vida como mostra a quantidade de festas, alegrias, doutores com as mesmas convicções dos analfabetos, demonstrando tudo isso algo de muito errado, a cada dia, entretanto, cresce o número de quem passa para o grupo daqueles que percebem haver algo estranho no modo como é encarada a atividade de viver. Não é realmente estranho que pessoas incapazes de fazer um O com um copo sejam “celebridades” em detrimento dos verdadeiros valores intelectuais? Na página 46 do livro A HISTÓRIA NÃO CONTADA DOS ESTADOS UNIDOS, seus autores contam que nos estabelecimentos de ensino superior americanos primava-se pelo anti-intelestualismo e que um professor do Tennessee, John Thomas Scopes, foi processado e multado por ensinar as teorias da evolução de Darwin.

Percebe-se, pois, haver um processo voltado para impedir que a raça humana se instrua a fim de não deixar cair a peteca da incapacidade de refletir sobre se é possível viver de outro jeito ou se é mesmo verdade que o destino está decidido por deus.

    

 

      

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

ARENGA 861

 

Se é difícil conviver com tanta ingenuidade a respeito de religiosidade, é impossível suportar as babaquices nesta época de final de ano. Pode alguém capaz de raciocinar encontrar alguma utilidade em uma igreja se dentro delas acontecem as mesmas cenas de violência encontradas nas ruas? Por tudo que vocês têm de maior estima, seres humanos imbecis, acordem para a realidade de sermos nós os únicos responsáveis por sermos mais feliz e mais infelizes. É de fazer a inteligência verter lágrimas ver idiotas vestidos de idiotas celebrando missas, para idiotas, principalmente em prol de paz se o mundo nunca deixou de ser um vale de lágrimas e se no livro que a turba alegre considera como sendo a palavra de deus há tantas mortes quanto na vida real.

Num livro chamado Humanidade, de Rutger Bregman, que me foi dado por minha filha e que a princípio não botei fé porque diz na capa se tratar de uma visão otimista do homem, espécie que considera a mais vil e estúpida entre todas as outras, mesmo assim me propus a ler por ser também contrário ao preconceito (ter opinião sobre o que ainda não se conhece) e foi a decisão certa por ter o livro ensinamentos importantes. Entre eles a opinião do autor sobre ser por infantilidade em vez de maldade que os seres humanos não se acertam na vida e explica sua opinião por meio do seguinte e interessante exemplo: supondo que em vez de quatro bilhões de anos a vida na terra tivesse acontecido em apenas um ano, a humanidade teria surgido apenas às 23h do último dia do último mês deste ano (31/12, 23 horas) e faltando apenas dois minutos para o final desse ano é que o homem descobriu ser possível produzir alimento com a invenção da agricultura e domesticação de animais, de modo que a História da humanidade não tem mais do que o tempo restante, isto é, apenas dois minutos.

Realmente, o comportamento dos seres humanos em nada difere do comportamento de crianças. Também elas têm prazer em destruir a exemplo da quantidade de material bélico que adultos constroem existente no mundo. 

    

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

ARENGA 860

 

A grandiosidade do universo não é tão grande quanto a questão de saber o motivo pelo qual podendo viver bem a humanidade vive tão mal. Sendo hoje véspera do nascimento, segundo crença geral, de um senhor Jesus Cristo tão obediente que por ordem pai sofreu horrores para redimir a malta humana de seus pecados quando ele mesmo, o pai, com muito menos poder do que o necessário para fazer o universo, evitaria que a laia festiva pecasse. Pois é trocando presentes entre que num pandemônio infernal que a turba homenageia seu salvador fingindo-se de irmandade, trocam abraços e até beijinhos.

A compra de presentes para dar e receber é mais um dos mil e muitos motivos de alegria. As lojas ficam abarrotadas e o alvoroço e terrível. Carrinhos ordinários que se acredita terem sido presentados por deus entram em desastres tão monumentais quanto o festejamentos nas estradas assassinas de nosso vasto país tão teimoso que ao ver outros idiotas esvoaçando pelo espaço também quer ir lá mas se esborracha no chão a cada tentativa de alçar voo. 

Os livros de História revelam que mesmo depois de ter a medicina se tornado capaz de desmoralizar a ignorância da crença que atribuía doenças a bruxas, ainda assim pessoas continuem sendo vítimas de males curáveis apenas por falta de recursos que custeiem o tratamento enquanto que outras pessoas têm recursos para custear tratamentos durante mil vidas que vivessem, mas que felizmente não têm. Caso contrário, haveria muito mais igrejas e farmácias.  

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

ARENGA 859

 

A questão política de direita e esquerda, como tudo mais quando se trata de política, não passa de inverdade pela simples razão de não estar o cerne da questão na ideologia, mas na estupidez humana. Se para o ideário professado pelos direitistas representados pelo monstruoso de aparência e de alma Henry Kissinger, o direito a uma vida de qualidade deve se restringir apenas aos mais habilidosos, razão pela qual esta ideologia pode ser tida também venha a mim e os outros que danem, portanto, totalmente contrária aos princípios da sociedade civilizada e própria para o tipo de sociedades atualmente existentes nesse vale de lágrimas que de forma alguma é o que a humanidade deve buscar.

Portando, se não é a direita apropriada para organizar a sociedade civilizada que merecemos, também incapaz para tal fim sua oponente a ideologia esquerdista que acredita serem justamente os menos capazes, aqueles que segundo a ideologia de direita não merecem viver com dignidade, não obstante esta incapacidade, para os esquerdistas serem justamente aqueles que uma vez de posse do poder político resolveriam a problemática social que até hoje maltrata a humanidade.

Percebe-se, pois, faltar nos seres humanos festivos, religiosos e alegres de uma alegria de débil mental, a racionalidade necessária para ser capaz de chegar à conclusão de como viver bem em grupo que é a melhor forma de vida para seres civilizados.

Entretanto, como Pandora conseguiu fechar a caixa antes de sair a esperança, embora não haja consenso sobre o que colocar no lugar da sociedade atual e inviável, há sinais de descontentamento com ela por parte de uma juventude até o momento vivido totalmente apática e imbecilizada a ponto de haver uma tal de juventude cristã e sociedades de grupos jovens com nomes de times de futebola, demonstrando ignorar o que seja pão e circo, estes jovens se matam entre si se o goleiro não segura a bola. Embora seja difícil a possibilidade de um despertar jovem para a civilização, não é de todo descartável. Afinal, Pandora não deixou sair a esperança junto aos outros males no presente de Zeus.   

 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

ARENGA 858

 

Não é aprendendo a filosofia dos filósofos que a humanidade vai sair da enrascada em que se meteu se os mais badalados entre eles, os mais antigos, eram tão inocentes a ponto de haver entre eles um tal de senhor São Tomás de Aquino que se dispunha a fazer o impossível: provar a existência de deus. Como provar a existência do que só existe na imaginação de quem por ser incapaz de pensar por si mesmo se orienta pelo pensamento alheio. Aliás, a humanidade embora seja constituída de seres dotados pela natureza de inteligência, exala estupidez por todos os poros de modo tão evidente que toma por certo o que está errado. Veja, por exemplo, a dependência de emprego como condição de vida, o que não tem sentido algum não só porque não pode haver emprego para todos que dele precisam, mas também porque o planeta não dispõe e materiais suficientes para serem transformados por empregados em quinquilharias a serem comercializadas. Trata-se, pois, de mais um dos muitos engodos com os quais a pequena parcela dos que acreditam poder mandar ludibriada a massa bruta de povo para ter vida regalada com o suor da cara alheia.

Lembra Eduardo Moreira que em vez do dinheiro, na realidade, riqueza são as coisas de que necessitamos para viver. Entretanto, como tais coisas vieram a ser trocadas pelo dinheiro que se tornou propriedade de poucos, a maioria, não podendo satisfazer suas necessidades, se veem na condição de excluídos que atrapalharão a tranquilidade dos poucos incluídos. Para que tal não ocorra, a solução pode ser o extermínio do excedente de excluídos, hipótese levantada pela escritora Viviane Forrester, no livro O Horror Econômico. Entretanto, deixar-se-ão os deserdados de tudo serem abatidos com a mesma docilidade das vítimas do Holocausto? Se não, o que acontecerá no mundo? Em nome da juventude, não será melhor evitar pagar para ver? Não é preciso ser inteligente para sentir que do jeito em que está não pode ficar.

 

 

     

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

ARENGA 857

 

É perder tempo sonhar com um mundo civilizado dentro de uma cultura onde os mais merecedores de prestígio são aqueles de menor nível intelectual e cujo mérito está em atividades que demandam massa muscular como acontece com os animais destinados ao açougue. Animais estes que sem interferência humana viveriam tranquilos e felizes em suas sociedades selvagens. Daí ser possível afirmar que sendo os humanos incapazes de formar uma sociedade superior se autocondenam ao tipo de vida medíocre em que vivem as bestas humanas digladiando entre si numa contenda eterna em busca de mais riqueza do que necessário.

De nada vale ao ser humano a racionalidade se não faz uso dela e nem mesmo entende de razão porque se entendesse concluiria ser tão necessário cuidar de si e dos seus quanto cuidar da sociedade em que vivem. Em vez disso, entretanto, o que é que acontece? Entregam muito mais dinheiro do que é necessário a outros seres humanos para que cuidem dos assuntos sociais, e é só. Envolvem-se tão absolutamente em infantilidades, incapazes de perceberem ser a realidade social totalmente diferente do esperado, como não podia deixar de ser, uma vez que aqueles a quem deram montanhas de dinheiro, tendo recebido a mesma orientação de vida recebida por todos, também foram convencidos da falsidade de ser menos importante a vida social ante a importância de cuidar de si e dos seus, daí as constantes notícias de desvios de verbas públicas.  

Fala-se atualmente em ministrar educação políticas à criançada como se política fosse uma coisa e outra coisa fosse a ausência de egoísmo que caracteriza o líder verdadeiro impossível de existir dentro da cultura do venha a mim e os outros se vê depois. De tal comportamento resulta uma sociedade onde o trabalho de quem trabalha é desfrutado por apenas pessoas que por terem nascido de pais ricos recebem um tipo de educação que lhes torna convencidos de estar na riqueza o caminho para se viver bem. Como não há quem não queira viver bem, todos correm atrás de riqueza. Como é mais fácil fazer mais riqueza quem é rico, o resultado é o que temos aí: a total impossibilidade de felicidade ante a realidade de um por cento dos seres humanos com noventa e nove por cento da riqueza existente. A crença de haver paz na riqueza é tão falsa quanto a de um deus criador de tudo haja vista que o povo do país mais rico e religioso do mundo, os americanos do norte, não raro é infelicitado por ataques terroristas.