A grandiosidade do universo não é tão
grande quanto a questão de saber o motivo pelo qual podendo viver bem a
humanidade vive tão mal. Sendo hoje véspera do nascimento, segundo crença
geral, de um senhor Jesus Cristo tão obediente que por ordem pai sofreu horrores
para redimir a malta humana de seus pecados quando ele mesmo, o pai, com muito
menos poder do que o necessário para fazer o universo, evitaria que a laia festiva
pecasse. Pois é trocando presentes entre que num pandemônio infernal que a
turba homenageia seu salvador fingindo-se de irmandade, trocam abraços e até beijinhos.
A compra de presentes para dar e receber é mais um dos mil e muitos motivos de alegria. As lojas ficam abarrotadas e o alvoroço e terrível. Carrinhos ordinários que se acredita terem sido presentados por deus entram em desastres tão monumentais quanto o festejamentos nas estradas assassinas de nosso vasto país tão teimoso que ao ver outros idiotas esvoaçando pelo espaço também quer ir lá mas se esborracha no chão a cada tentativa de alçar voo.
Os livros de História revelam que
mesmo depois de ter a medicina se tornado capaz de desmoralizar a ignorância da
crença que atribuía doenças a bruxas, ainda assim pessoas continuem sendo
vítimas de males curáveis apenas por falta de recursos que custeiem o
tratamento enquanto que outras pessoas têm recursos para custear tratamentos
durante mil vidas que vivessem, mas que felizmente não têm. Caso contrário,
haveria muito mais igrejas e farmácias.
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