Não é aprendendo a filosofia dos
filósofos que a humanidade vai sair da enrascada em que se meteu se os mais
badalados entre eles, os mais antigos, eram tão inocentes a ponto de haver
entre eles um tal de senhor São Tomás de Aquino que se dispunha a fazer o
impossível: provar a existência de deus. Como provar a existência do que só
existe na imaginação de quem por ser incapaz de pensar por si mesmo se orienta
pelo pensamento alheio. Aliás, a humanidade embora seja constituída de seres dotados
pela natureza de inteligência, exala estupidez por todos os poros de modo tão
evidente que toma por certo o que está errado. Veja, por exemplo, a dependência
de emprego como condição de vida, o que não tem sentido algum não só porque não
pode haver emprego para todos que dele precisam, mas também porque o planeta
não dispõe e materiais suficientes para serem transformados por empregados em
quinquilharias a serem comercializadas. Trata-se, pois, de mais um dos muitos engodos
com os quais a pequena parcela dos que acreditam poder mandar ludibriada a massa
bruta de povo para ter vida regalada com o suor da cara alheia.
Lembra Eduardo Moreira que em vez do
dinheiro, na realidade, riqueza são as coisas de que necessitamos para viver.
Entretanto, como tais coisas vieram a ser trocadas pelo dinheiro que se tornou
propriedade de poucos, a maioria, não podendo satisfazer suas necessidades, se veem
na condição de excluídos que atrapalharão a tranquilidade dos poucos incluídos.
Para que tal não ocorra, a solução pode ser o extermínio do excedente de
excluídos, hipótese levantada pela escritora Viviane Forrester, no livro O
Horror Econômico. Entretanto, deixar-se-ão os deserdados de tudo serem abatidos
com a mesma docilidade das vítimas do Holocausto? Se não, o que acontecerá no
mundo? Em nome da juventude, não será melhor evitar pagar para ver? Não é
preciso ser inteligente para sentir que do jeito em que está não pode ficar.
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