terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

FORA DE FOCO


 

Não passa pela cabeça de quase ninguém o motivo de tanta brincadeira e futilidades. Se até um iletrado percebe coisas imperceptíveis até por doutores é por haver alguma coisa errada com quem não percebe tais coisas, inclusive os doutores. Realmente, a atenção das pessoas não se dirige para onde ela deveria ser dirigida. Mas, por que é assim? Assim é porque em todo o mundo vige o mesmo sistema de administração pública incompatível com os tempos atuais. Esta incompatibilidade existe desde tempos muito remotos quando o povo tinha sua atenção dirigida para espetáculos onde seres humanos eram destruídos por outros seres humanos ou por leões famintos e o governo era exercido por um rei a quem se atribuía matiz de divindade. Com a evolução intelectual, retiraram-se os leões da arena e a divindade do rei, permanecendo, entretanto, a cultura da subserviência ilimitada.

Porém, já na época do rei-deus havia um velhinho chamado Jeremias que sempre dava um jeito de entrar nas reuniões quando o rei ia fazer algum pronunciamento público e gritava da multidão advertências quanto à suntuosidade, o desperdício e desprezo ao povo que sustentava tudo aquilo. Mas, em vez de ser escutado, apanhava mais que cachorro sem dono. Mais tarde, embora historiadores afirmem nunca ter existido, outro sujeito, jovem ainda, foi terrivelmente massacrado, espetado numa cruz, e teve desviadas para a religiosidade sua verdadeira atitude política e sociológica que visava uma sociedade melhor.

Entende-se o porquê da orientação que a sociedade recebe de estar sempre ligada em assuntos não pertinentes ao bem-estar coletivo e dar preferência àqueles assuntos alheios ou mesmo prejudiciais à realização de tal objetivo. Se de todos os lados nos chegam montanhas de informações, todas elas tem o objetivo de desviar a atenção da realidade e levá-la para bem longe das causas que produzem a infelicidade não só dos enganados, mas também dos enganadores inocentemente alheios à realidade de estarem buscando sua própria infelicidade.

Hoje, 09/02/2014, entre oito e nove horas da manhã, A rádio Bandeirantes AM de São Paulo, mestra na arte de desviar a atenção, apresentou duas histórias apropriadas para idiotizar e anular a capacidade de raciocinar. Um desses papagaios que portam microfones para repetir o que lhes é mandado pelo mundo fantasioso e inocente dos ricos garantia ter sido testemunha de dois acontecimentos tão críveis quanto o fato de ser São Paulo um lugar bom para se viver, como garantia outro papagaio da mesma rádio, no dia do aniversário daquela infeliz cidade, agradecendo aos paulistanos por fazerem dela um lugar bom prá se viver. Se aquela cidade fosse um bom lugar para se viver seus habitantes não sacrificariam suas vidas na correria para fugir de lá em busca de paz nos finais de semana.

Voltando ao primeiro acontecimento narrado na linguagem papagaiana do encobridor de realidade, contava ser verídica a seguinte mentira: Um criador de cavalos muito rico e dono de um haras milionário era apaixonado por cavalos, havendo entre todos os seus belos animais um cavalo especial ao qual ele dedicava uma verdadeira paixão. Vindo este animal a ser acometido de uma doença que certamente o levaria à morte posto que desenganado pelos melhores veterinários, foi o ricaço aconselhado por um amigo a mandar seu helicóptero buscar um bruxo que habitava em um país vizinho, o qual apresentou o seguinte diagnóstico: o cavalo ficaria bom se seu dono consentisse que ele, o bruxo, lhe esmagasse todos os dedos das mãos com um martelo, o que foi feito, e, realmente, o cavalo ficou bom, embora viesse a morrer depois. O papagaio treinado para desviar atenção garantia que almoçou com este fazendeiro e que ele ainda se encontrava com as novas unhas roxas e incompletas.

O segundo acontecimento é tão crível quanto o primeiro. Garantia o papagaiador ter presenciado também esta estória sobre jogador de futebola. Aliás, futebola é o assunto predileto da Rádio Bandeirantes AM de São Paulo por ser o mais eficiente desfocador de atenção. Pois bem, garantia o papagaio que certo jogador foi acometido de um problema no pé esquerdo que não suportava a dor de apenas tocá-lo no chão, sem que nenhum médico resolvesse o problema. Aconselhado, foi o jogador a uma seção espírita onde um espírito lhe recomendou esfregar sebo de carneiro na perna. O jogador percorreu vários açougues até encontrar o sebo e comprou dez quilos. Tiro e queda! Ficou curadíssimo!

A intenção dos governantes atuais é a mesma do tempo dos reis-deuses. Os castelos cederam lugar aos palácios apenas na arquitetura. A suntuosidade e o desperdício continuam da mesma forma e seus habitantes, tão indiferentes em seu mundo de fantasia que não percebem a multiplicação dos que percebem a realidade como o fizeram Jeremias e Cristo, sendo mais do que necessário trazer estes homens à realidade antes que seja demasiadamente tarde pra todos. Inté. 

  

 

 

 

 

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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domingo, 9 de fevereiro de 2014

AONDE LEVARÁ O PRÓXIMO PASSO?


São evidentes as provas do nascimento de um descontentamento quanto à forma pela qual nossa sociedade é administrada. Não é preciso nenhuma genialidade para saber disso vez que até iletrados podem constatar não só estar realmente tudo errado, mas também que as consequências destes erros recairão implacavelmente sobre os descendentes da atual juventude indiferente a tudo isso. Deve-se tal indiferença à impossibilidade de raciocinar imposta pela administração desastrosa a que nos referimos, criando uma violenta alienação maliciosamente arquitetada para esconder a realidade de viver esta sociedade uma cegueira cultural de desvalorização dos valores morais e valoração do enriquecimento a qualquer custo. Tal monstruosidade é transmitida de geração a geração, modelo que se mostra tão completamente fracassado que não demora a ser substituído por algo ainda desconhecido.

Se não mais se pode ser indiferente às mudanças impostas pela natureza que nos transformou de bichos a seres pensantes, também não se pode ser indiferente às mudanças sociais porquanto as sociedades são formadas por estes seres mutantes. Quando procuramos uma cadeira ou um colchão mais confortável onde possamos ficar mais a gosto, estamos sendo orientados pela capacidade de pensar que nos leva à ação de buscar conforto ou bem-estar.

Considerando que a forma de vida levada não permite à absolutíssima maioria dos brasileiros ficar a gosto em lugar nenhum, não resta a menor dúvida de que a natureza levará os desconfortados à procura de melhor posição dentro da sociedade. O fato de termos nossa cultura formada com base em qualidades altamente negativas como desapreço à honestidade, religiosidade excessiva, hostilidade, preguiça, batuque e requebramento de quadris, não significa que estejamos condenados à indignidade eterna. Alguns gatos pingados entre os jovens estão demonstrando descontentamento com a indignidade que até aqui imperou e continua a ser implantada pelo hipnotismo da televisão, e percebendo que seus descendentes não terão paz num futuro saído deste presente atormentado por todo tipo de indignidade.

Rebelando-se estes jovens, sua rebelião se constituirá num pólo positivo para o qual convergirá a negatividade das mentes ainda alienadas de milhares de outros jovens como os que lotam igrejas, campos de futebola, terreiros de axé e se propõem a trabalhar de graça para a FIFA no evento da Copa, não obstante o fato de lucrar esta entidade corrupta cerca de três bilhões de dólares com o tal festejamento, segundo matéria do Jornal do Brasil do dia oito de fevereiro de 2014.

Entretanto, este comportamento desinteligente não se deve à falta de inteligência dos jovens. Deve-se à imbecilização a que são submetidos desde o nascimento, situação facilmente perceptível ao tomar conhecimentos dos acontecimentos como a notícia da Revista Isto É, de 25/12/013, de que a diretora da Associação Brasileira de Psicopegogia garante ser negativo ensinar às crianças que Papai Noel não existe por ser um abuso de sinceridade. De uma cultura na qual a falsidade é melhor para as crianças do que a sinceridade só pode resultar em seres deformados moral e mentalmente. Tão deformados que para eles nada significa o relatório da Força Aérea Brasileira, mantida com o produto do trabalho coletivo, dndo conta de que setenta por cento das atividades daquela importante instituição pública são voltadas para transportar autoridades, notícia que deveria suscitar pelo menos dois questionamentos: Primeiro – Transportar para quê? Para implantar cabelo e para festas de aniversário e casamento? Isto não é trabalho para as caríssimas Forças Armadas. Segundo – Como indaga a matéria jornalística, sendo o transporte pessoal a principal atividade da Força Aérea, para que comprar aviões caças a troco de quatro bilhões e quinhentos milhões de dólares se tais aviões não podem ser usados como meio de transporte?

A imprensa tanto pode deformar a verdade como faz ao colocar a mentira acima da verdade ao afirmar haver inconveniência em dizer a verdade às crianças sobre Papai Noel, quanto pode despertar para a realidade desastrosa contida na matéria sobre as Forças Armadas na Revista Veja, de 08/01/014, seção Radar, matéria intitulada Ficção e Realidade, onde realmente nos mostra a necessidade de mudança porque uma sociedade sob orientação tão desastrosa tem como único destino o abismo. Esta mesma seção Radar também nos dá conta de que o Instituto Lula, mantido com o suor de quem trabalha, é um ponto de encontro de Lula com políticos e empresários em busca de influência no governo. Que tipo de influência seria esta é o que os jovens estão se perguntando através das manifestações. Eles já começam a desconfiar de que não seja para tornar eficientes a segurança, saúde e educação, tripé sobre o qual se apóia a felicidade de seus rebentos.

É por entender muito bem desta influência que o governador de São Paulo afirmou que se as coisas continuam como estão vai faltar guilhotina. Entretanto, pode-se perfeitamente cortar a cabeça do mal e conservar a daqueles que, enganadamente, acreditam na possibilidade de terem seus descendentes eternamente protegidos por uma redoma blindada de segurança mantida por aqueles que choram a perda dos seus. É conveniente para estas pessoas não se esquecerem do que disse um também político mais sensato de não ser possível enganar a todos todo o tempo. Inté.

    

  

 

 

 

 

 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

NATUREZA E MUDANÇA


 

A mudança é uma constante na natureza. Os incontáveis e diferentes seres existentes em nosso planeta resultaram de uma longa mudança iniciada a partir de uma ocorrência casual verificada há alguns bilhões de anos atrás, quando o calor solar aqueceu uma partícula de determinada matéria aqui na Terra, resultando desse encontro um serzinho vivo de constituição tão simples que foi batizado de unicelular. Posteriormente, sempre com muita preguiça, a natureza, apesar de ser uma verdadeira “roda presa”, ajuntou estes bichinhos de apenas uma célula, dando origem a outros bichinhos já mais complexos por serem formados de mais de uma célula, por isso mesmo batizados de pluricelulares. Esta complexidade foi se tornando cada vez mais complexa até formar a extraordinária diversidade de seres vivos existentes atualmente em eterna transformação imperceptível pela morosidade com que ocorre. Grosso modo, assim explicam os estudiosos das ciências que procuram um entendimento racional para a existência das coisas, descartada que está a explicação da criação divina dos idealistas de que as coisas já surgiram como são agora em vez de terem sido resultado de uma longa série de transformações.

Embora muito longe da explicação, a ciência vai desfazendo uma a uma as afirmações idealistas de tal forma que só os inocentes ainda lhes dão guarida. Tão inocentes que afirmam também contar com o amor e o apreceiamento da proteção divina aqueles que a rejeitam, sem atinar que ao assim afirmarem estão declarando a inutilidade de todo o aparato de templos, funcionários, cerimônias, montanhas de dinheiro, etc. À medida que as teses científicas avançam, a crença na criação divina recua. Tal fato, embora visível, é escondido a todo custo porque a humanidade até hoje está tão destinada a ser enganada que acredita não haver necessidade de pensar. Estão aí os fósseis, restos de seres vivos que a ciência prova terem existido há centenas de milhares de anos, ou mesmo milhões, mas, para os idealistas por inocência ou conveniência, nada existe há mais de cinco mil anos, época em que Deus mandou haver água, luz, terra, plantas, bichos e gente, história incapaz de convencer a uma criança esperta. Tais afirmações serão apreciadas futuramente como deleite ou diversão, do mesmo modo como hoje nos divertem as explicações apresentadas pela Mitologia Grega para a criação do mundo, magnificamente apresentadas no livro Mitologia, Histórias de Deuses e Heróis, apresentadas pelo escritor Thomas Bulfinch.

Pelo tempo decorrido entre o surgimento daquele primeiro tipo de vida na terra e o resultado das mudanças ocorridas de lá prá cá, percebe-se quão lento é o trabalho da natureza na execução de suas eternas mudanças. O Mestre do Saber, Doutor Ubirajara Brito, em seu livro pequeno no tamanho, mas gigantesco no conteúdo, Roteiro Para Reflexão Sobre O Pensamento Ocidental E A Educação no Brasil, nos dá notícia de que apenas nos últimos quatro milhões de anos estas mudanças resultaram num bicho denominado hominídeo, que de mudança em mudança chegou ao que somos atualmente. Para compensar esta morosidade, verifica-se, entretanto, que a evolução humana atrai cada vez mais evolução, principalmente na capacidade cerebral. Nessa direção, apenas um passo dado na escala evolutiva leva a uma posição várias vezes superior àquela em que se encontrava antes daquele passo. Se a evolução precisou de um espaço de tempo de bilhões de anos para chegar à criatura denominada hominídeo, em apenas quatro milhões de anos esse hominídeo que não passava de um bicho evoluiu tanto sua capacidade mental que se tornou capaz de retirar um coração saudável de um corpo morto e colocá-lo a funcionar e dar vida a outro ser que iria também morrer porque seu coração não prestava. Nesse sentido, o historiador Eduard McNALL Burns, em seu fabuloso livro História da Raça Humana, afirma que o tempo desde o surgimento do homem (fato acontecido há cerca de quatro milhões de anos) até a invenção da escrita (fato acontecido há cerca de seis mil anos), ocupa noventa e cinco por cento da história da raça humana. Isto significa que em apenas cinco por cento de sua existência a humanidade deu um pulo tão gigantesco em sua evolução mental que passou de um estágio primitivo em que nem existia ainda a escrita para outro estágio tão extraordinariamente elevado que viaja pelo espaço e cura doenças.

Entretanto, este extraordinário avanço na capacidade de trabalho do cérebro não parece ocorrer nos jovens na mesma proporção em que ocorre nas pessoas cujos cérebros produzem pensamentos capazes de nos alumiar com alguma saberia e lucidez. As coisas que despertam a atenção dos jovens são coisas inapropriadas a um ambiente salutar. Por exemplo, inexiste no jovem a capacidade de entender que o bem-estar deve merecer maior dedicação do que qualquer outro assunto, e que ele, o bem-estar, depende do bom funcionamento do complexo organismo humano. Ao contrário, os jovens arruínam tanto o funcionamento do seu corpo físico quanto a espiritualidade que dele provém. Consumindo drogas, injetando veneno para fazer desenhos na pele, espetando espetos até nas partes mais sensíveis do corpo, submetendo-se a um barulho infinitamente superior ao suportável, bebendo refrigerantes em vez de leite, consumindo as porcarias dos “fast foods”, provocando um desenvolvimento artificial dos músculos através de anabolizantes, atitudes tão estúpidas que lhes diminui grandemente o período saudável. Esta imagem representa o quão diminuta está a capacidade de raciocinar dos jovens facilmente enganados pela propaganda mostrando um jovem envenenado para produzir músculos, e garotas encantadas com tão estúpida atitude e deformação. Músculos são necessários em cavalos cujo trabalho não precisa de inteligência.



 

O funcionamento da mente também é prejudicado pelos jovens como provam os assuntos de sua preferência expressos nas seguintes notícias: Kamila afirma que André é impotente e gay – Zagueiro do Tricolor gaúcho, aparece em imagens fazendo sexo com duas mulheres – Globo dá passo à frente com beijo lésbico – Saiba onde Xuxa já fez sexo – Ronaldo posta foto ganhando mordidinha na boca – Tenho peitão, coxão, bundão, diz Marimoon – Lu Gimenez mostra calcinha fio dental – Casamento de Bolina chega ao fim – Kamila diz que Garrido é gostoso e irrita Eliéser – Ivete Sangalo fala de caso com Xuxa. “Não sou lésbica”.

Tal futilidade está mais apropriada para antes da invenção da escrita. De tal mentalidade só pode resultar o ambiente cão em que vivemos. Inté.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O MAL EXPULSANDO O BEM


 

O Mestre do Saber Vinicius Bittencourt, em seu fabuloso livro Falando Francamente, nos lembra o fato aparentemente controvertido de que a moeda ruim expulsa do mercado a moeda boa. A política econômica sempre foi uma forma de roubar do povo o produto do seu trabalho, de sacrificar o povo em benefícios do trio maligno que domina a humanidade desde sempre: politicagem (porque nunca houve política para o povo), religião e pessoas muito ricas (o que sempre houve). Estes três elementos constituem o apanágio do sistema capitalista que destruirá o futuro das gerações vindouras por ter sua base assentada sobre a monstruosidade tanto de escravizar uma parcela da sociedade necessária ao trabalho de produzir a riqueza para uso daquelas três categorias parasitárias, quanto eliminar o excedente incômodo da população pelas guerras, violência policial, fome e sucateamento da assistência à saúde e educação para os pobres. Entretanto, os pobres já começam a perceber a realidade de também terem direito a um lugarzinho ao sol como se vê pela pipocação de protestos de todos os tipos e em todos os lugares. Sendo eles em número infinitamente maior, disto resultará uma confusão capaz de transformar num inferno o futuro destas crianças cujos pais e avós dizem amar.

As moedas boas são expulsas pelas moedas ruins por meio do conjunto das tramóias que formam o Sistema Econômico que os ricos garantem ser beleza pura e transformam esta mentira em verdade através dos seus papagaios assalariados que atualmente portam caneta e microfone e os meios de comunicação para repetir mentiras tantas vezes até transformá-las em verdades. São milhares de “economistas” em todas as emissoras de rádio e televisão a fazer apologia do compra-compra e garantir que as crianças devem acreditar em Papai Noel e tomar coca-cola, e que os adultos não podem deixar de visitar os Estados Unidos e a Europa. Outro dia, um radialista, a título de mostrar que estivera por lá, ao cumprimentar o colega de trabalho que chegava para substituí-lo, acrescentou: “Falei muito em seu nome lá nos Estados Unidos”.

Voltando ao nosso assunto das moedas, quando o dinheiro circulante eram moedas feitas de ouro e prata, ocorriam duas formas de roubar o povo que nasceu para ser roubado: ladrões comuns raspavam das moedas o ouro ou a prata, o que diminuía seu peso, ou o governante, que na época era um rei, cunhava as moedas com menor quantidade de ouro ou prata, adicionando outro metal qualquer para manter o peso, o que tornava de qualidade inferior as moedas adulteradas, embora permanecessem com o mesmo poder de compra das moedas sem adulteração. Assim, quem possuía moedas boas, guardava-as, retirando-as de circulação e usavam as adulteradas, sendo esta a razão pela qual as moedas ruins expulsavam as boas.

Atualmente, são as pessoas de qualidade superior que são expulsas da sociedade pelas pessoas de qualidade inferior. Na política, por exemplo, Plínio de Arruda Sampaio e Eloisa Helena, ambos com um passado de luta por uma organização social de paz e harmonia entre nós são substituídos pelas pessoas atualmente nos postos de mando da administração pública com um passado descrito nos livros Brasil Privatizado, Privataria Tucana, Honoráveis Bandidos e O Chefe. Esta valorização do ruim em detrimento do bom ocorre em todos os quadrantes da vida social. Ignorantes crassos que não sabem fazer um “o” com um copo são considerados pela sociedade “celebridades”, “famosos”, enfim, merecedores de vida faustosa, enquanto um professor é desprezado, os policiais são mantidos na condição de seres humanos inferiores e incapazes de compreender a função nobre que desempenham na manutenção da ordem social, convictos de serem seus inimigos aqueles que lhes pagam o salário. As Forças Armadas, Instituição que deveria ser motivo de orgulho do seu povo, embora contem com grandes homens, são dirigidas pelos que mancomunaram com os ricos dos Estados Unidos para submeter seu país ao jugo dos americanos das bundas brancas em 1964.

Estamos vendo nesse momento pessoas de baixa qualidade a execrar um homem sensato, um juiz tão corajoso quanto Heloisa Helena, que se recusou a punir uma pessoa por vender maconha, alegando ser isso injusto porque ninguém é punido por vender tabaco ou bebida alcoólica, o que é corretíssimo do ponto de vista da sensatez. Estas pessoas de qualidade inferior não o fazem por desconhecimento da realidade. Fazem-no pelo salário que lhes pagam os grandes traficantes contra os quais ninguém se insurge como prova o caso do Helicóptero do Pó. Quem desconhece a realidade são aqueles que se deixam enganar pelos argumentos destes deformadores de opinião, verdadeiras “moedas falsificadas”. Suas alegações de inobservância de preceitos constitucionais são hilárias ante tantas inobservâncias de tais preceitos tais como garantia de sermos todos iguais perante a lei e as garantias de terem todos direito à saúde, segurança e educação. Se em todos os lugares do mundo onde as pessoas desfrutam de padrão de vida melhor do que o nosso a maconha pode ser usada, então, por que entre nós não pode?

Este juiz é moeda de ouro do melhor e merece nossos aplausos e votos de muita felicidade junto com seus familiares. Inté.

 

 

 

  

 

sábado, 25 de janeiro de 2014

DURA REALIDADE


Algumas reflexões sobre a mediocridade a que foi reduzida a vida pela estupidez em que mergulha a humanidade em decorrência de sua ignorância me levaram a uma dose dupla de uísque e muita tristeza por ser obrigado a viver num ambiente cuja brutalidade supera a brutalidade das feras. A insatisfação se transforma em tristeza à medida que observo o comportamento das demais pessoas que compõem a sociedade infeliz da qual sou brigado a fazer parte, e ser também infeliz. O comportamento humano é tão estúpido que ultrapassa os limites da própria estupidez, da burrice e da ignorância. São bichos como também o são o burro que puxa a carroça ou a junta de bois carreiros puxados pelo nariz a arrastar um toro de madeira. Os brutos seres humanos são incapazes de perceber que só a união de todos num ambiente coletivo e harmonioso é capaz de nos trazer a paz e o bem-estar provedores do conforto corporal e espiritual. Em vez de procurar esta felicidade no lugar certo que é onde se unem o congraçamento e a irmandade, procuram-no nas igrejas onde ela não está. Os bichos de dois pés vivem uma vida destinada exclusivamente a orar, ver putaria na televisão, se interessar pelas notícias de Neymar e Marquezine, saber os lugares inusitados onde Xuxa já trepou, ter curiosidade em saber que Daniela Mercury quer ser engravidada pela namorada, procriar, encher latrinas, ficar em filas, ouvir barulho, fazer compras, pagar impostos, adorar os Estados Unidos e Europa, enfim, chafurdar na mediocridade.

O mais elementar dos pensamentos leva à conclusão de que foi anulada nos humanos a capacidade da reflexão, o que os iguala aos irracionais. Pessoas portadoras do título de doutor tem o mesmíssimo comportamento dos analfabetos com os quais comungam a religiosidade própria dos mal informados, e a indiferença ante o destino trágico à espera de seus filhos. São incapazes de perceber que a alegria e os bons momentos perduram apenas enquanto perdurar o vigor da juventude. São incapazes de compreender que esse vigor vai se exaurindo a cada tique-taque do relógio, e que um dia nada mais dele restará. A incapacidade de racionar não permite a percepção de que a alegria, as brincadeiras, os requebramentos de quadris serão um dia, tão certo quanto dois e dois são quatro, substituídos por uma imobilidade que cresce à medida do esbanjamento da vitalidade. Entretanto, como se essa vitalidade fosse eterna, os brutos seres humanos desperdiçam-na estupidamente usando drogas e adotando comportamentos dos quais resultam o sucateamento dos corpos, atitude equivalente à construção da ponte que liga os terreiros das brincadeiras à UTI para os que podem pagar, e ao choro no corredor do hospital os que não podem pagar. 


O tempo útil de que dispomos é estupidamente desperdiçado de todas as formas. Nem só os estúpidos o dilapidam no corre-corre do ajuntamento de dinheiro. Escritores brilhantes escrevem trilhões de palavras em volumosos livros para dizer coisas que poderiam ser ditas de modo simples e sem arrodeios. Sobre a inutilidade das religiões, por exemplo, em lugar de palavreados infinitos e montanhas de livros, é suficiente observar que os lugares mais infelizes são aqueles onde há mais religiosidade. Esta verdade foi expressada pelo sociólogo que  afirmou haver mais infelicidade nos lugares onde há maior número de igrejas e farmácias. Com efeito, é nesses lugares onde se verifica maior número de doenças provenientes da falta de saneamento, e, consequentemente, a compra desenfreada de remédios até sem indicação médica, o que faz o paraíso das farmácias. Por outro lado, a falta de leitura faz o paraíso das igrejas porque só a leitura de bons autores convence da safadeza das religiões que levam pastores às fortunas e o vaticano aos escândalos bancários. A inocência dos analfabetos faz a festa das religiões. Nunca se viu um ateu analfabeto. O conhecimento da verdade não pode ser alcançado sem boas leituras que mostrem a realidade das religiões através de sua história.  A mentira da preferência divina pelos pobres pode ser verificada no fato visível de estar no sofrimento da pobreza a base de sustentação da riqueza. Se não houver pobres necessitando de emprego para tocar as máquinas dos ricos não haveria as monstruosas mega empresas a dominar o mundo e convencer os pobres de que é bom ser pobre.


A garantia religiosa de um mundinho de paz em companhia de Deus só perdura até o esgotamento inevitável da vitalidade e o sofrimento na UTI, destino inevitável desenhado pelas atribulações da vida moderna tanto na busca infindável por riqueza quanto pelo consumo de alimentação, água e ar envenenados. A água Schin, por exemplo, apresenta um Ph melhor do que muitas outras águas engarrafadas, mas produzido por uma doze de 19,55% de bicarbonato de sódio danoso à saúde do estômago. As lufadas de fumaça preta saídas dos canos de descarga dos veículos arruinarão os pulmões dos jovens tão burros que nem sabem disso. O barulho causa danos tantos que o menor deles é danificar o sistema nervoso a ponto de causar impotência sexual e ressecamento da pele que provoca envelhecimento precoce. Mas os idiotas que requebram os quadris não pensam nas consequências disso tudo na saúde de seus filhos. Entretanto, quem pensa, não precisa de algumas doses de uísque?


A crença na existência de um Deus bom e que sabe o que se passa no pensamento de cada um de nós é desmentida pela realidade: ou Deus não sabe o que se passa na cuca de cada um, ou Ele não é bom.  Se soubesse, saberia da intenção do monstro de dois pés de tacar gasolina e fogo na menininha do Maranhão. Se fosse bom, não deixaria acontecer aquela monstruosidade. Do mesmo modo, a crença de que fazer o bem é bom porque agrada a Deus é desmentida cotidianamente pelos acontecimentos da vida sem fantasia como prova o padecimento do garotinho americano de oito anos que salvou seis pessoas de um incêndio, mas morreu queimado quando voltou para buscar seu avô. A crença de valer a pena rebolar os quadris no axé e no futebola desaparece ante a realidade de uma velhice chorosa no corredor do hospital. Para retirar da sarjeta os que lá se encontram, basta inocular-lhes dignidade em vez de religiosidade e piedade.  Aos que buscam tranquilidade escondendo-se atrás de uma montanha de dinheiro, lembremos-lhes que um dia serão achados.  


Para proceder coerentemente não há necessidade de desperdiçar tantas palavras e intelectualidade. Basta raciocinar sobre o cotidiano da vida. Hoje, no caixa de um supermercado, pelo hábito de procurar aproximação com os trabalhadores que produzem a riqueza do mundo e que deveriam ter melhores condições de vida, convidei a funcionária do caixa e o empacotador do supermercado a tomarem comigo uma dose do uísque de fina qualidade que lá comprei. A funcionária agradeceu, mas o empacotador, num gesto de desaprovação à bebida próprio dos religiosos, frisou com orgulho que não bebia. A certeza de estar aquela pobre criatura em posição superior à minha é desmentida pelo fato de ter eu um padrão de vida infinitamente superior à dele. Se lhe fosse mostrada esta verdade, certamente argumentaria que sua vida boa está a lhe esperar no céu. Enquanto isso, vai empacotando compras e ajudando os gringos donos do supermercado e do Brasil e do mundo a ficarem cada vez mais ricos. É esta a finalidade da religião, convencer aos humildes de que vale a pena ser humilde. Isto está visível na qualidade inferior dos carros baratos que ostentam os dizeres “Deus mim ama”, “presente de Deus”, e bobagens que tais. 


Se as crenças que dão origem aos comportamentos correspondessem à realidade, o mundo não estaria tão ruim e as pessoas cultivariam a amizade e o entendimento em vez de cultivar a malquerença que produz as guerras. A ninguém é dado o direito de desconhecer estar tudo errado. As pessoas mais insignificantes e vulgares são exatamente as mais apreciadas e valorizadas pela sociedade. A vulgaridade se tornou meritória como mostra esta notícia da imprensa: Globo dá passo a frente com beijo lésbico”, esta notícia é ilustrada por uma foto de duas mulheres com a língua de uma dentro da boca da outra, o que é, na realidade, milhares de passos atrás.

Verdadeiros monumentos à ignorância são alçados a uma vida faustosa enquanto jovens marcham numa idiotia neles inoculada para torná-los conformados com uma vida de escravidão consentida sem perceber que uma velhice doentia e sem onde se tratar os espera porque os recursos por eles produzidos serão canalizados para as caixas fortes dos ricos e para as brincadeiras que desviam a atenção dos assuntos onde devia estar: a administração dos recursos públicos e a atividade da classe parasitária dos ricos e seus lacaios politiqueiros. A leitura dos livros Brasil Privatizado, Honoráveis Bandidos, Privataria Tucana e O Chefe, só não mostra à juventude o motivo pelo qual falta dinheiro para as coisas sérias porque as brincadeiras funcionam como um imã que atrai a atenção transformando nulidades em celebridades. As futilidades escondem as falcatruas dos politiqueiros e dos ricos donos do mundo. Os juros e amortizações que a dívida pública brasileira canalizou para o bolso dos parasitas em 2011 consumiram 45,05% do orçamento da União, produto do trabalho dos jovens alienados, enquanto à saúde destinaram-se apenas 4,07%, e à educação apenas 2,99%.

É daí que provém a ignorância produtora dos sofrimentos, da compra de remédios e da religiosidade. Inté.

 

 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

SONHO REALIZADO


 

De tanto ouvir falar nas belezas do nordeste, mesmo com uma pulga atrás da orelha, mas, incentivado sobretudo pela possibilidade de encontrar alguém cuja identidade revelarei mais adiante, alguém que tiraria o Brasil de sua eterna desmoralização, possibilidade esta com a qual sonho há muito, resolvi olhar de perto as decantadas belezas nordestinas. Sara cancelou alguns exames de saúde, enchi o tanque da CRV e nos mandamos com a intenção de percorrer tantos estados quantos meus setenta e oito anos me permitissem dirigir. Entretanto, confirmando o que tenho afirmado neste blog, este é um país apropriado para manada e não para quem tem noção do que sejam responsabilidade, direitos e obrigações. Logo de entrada, um desmando: pagar pedágio várias vezes para andar atrás de caminhões que soltam lufadas de fumaça preta proveniente da queima do óleo diesel mais venenoso do mundo. Em seguida, outro desmando: os caminhoneiros ignoram a determinação legal de deixar espaço entre si para os automóveis e fazem buzinaço quando se é forçado a entrar na marra entre dois caminhões a fim de não chocar de frente com outro caminhão. São incontáveis os desmandos. Depois de correr perigo para ultrapassar inúmeros caminhões, chegando aos postos de pedágio dá-se de cara com outro desmando: guichês fechados por medida de economia para atender à usura dos ricos donos do mundo e imensas filas, resultando que os caminhões, ônibus e muitos carros outros penosamente ultrapassados voltam a ficar em nossa frente porque eles passam diretamente por um guichê especial sem necessidade de entrar na fila para pagar o indevido pedágio, anulando, assim, todo o esforço empreendido e os riscos corridos para ultrapassá-los.

Disse o Mestre do Saber Leonardo da Vinci o seguinte: “aqueles que se submetem aos desmandos, não passam de condutores de comida. A única marca que deixam de sua passagem pelo mundo são latrinas cheias”. Como tenho também outras marcas a deixar, comecei a ficar irritado ao ser submetido a tantos desmandos que ia encontrando pelo caminho. Para quem tem experiência de mais de meio século em direção nas estradas, as ultrapassagens são estressantes porque envolvem riscos. Nas subidas onde há uma terceira pista, a situação de estresse é ainda maior porque os motoristas dos caminhões trafegam com as rodas sobre a linha que separa a terceira pista da pista na qual nos encontramos, fazendo com que passemos tirando fino nos caminhões que vão e nos que vem em sentido contrário.

Embora sem autorização para passar pelo guichê especial, não suportando a vilania da situação de ter várias vezes de repetir a operação da ultrapassagem, invadi o guichê especial disposto a arrebentar aquela vara que obstrui o caminho mesmo que estragasse minha CRV, só não o fazendo porque o espaço entre a ponta da vara que serve de obstáculo e o muro foi suficiente para que meu carro passasse. Vou esperar pela multa para contestar. Não creio que nenhum juiz concordasse com tal absurdo por não acreditar haver juiz que se enquadre na qualificação de enchedor de privada.

Seguindo viagem, chegamos a uma capital de um estado nordestino onde um filete de água putrificada e fétida escorria ao lado do meio-fio e um rio igualmente fedorento despejava diretamente na praia mais adiante. Um carro estampava os dizeres “TUDO É DO PAI” embora não explicitasse a que se referia aquele “tudo” e nem o pai de quem era o dono de tudo. Outro carro anunciava em grandes letras “JESUS MIM AMA”. Depois destas bizarrices nos hospedamos num hotel de quinhentos reais a diária, onde saía apenas um filete de água na pia do banheiro e mesmo assim não tinha vazão e ficava empoçada dentro da pia. Convoquei a manutenção que melhorou a condição da pia (apenas melhorou) e explicou que a água era fraca mesmo e embolsou vinte de gorjeta. Não se tinha privacidade no banheiro porque além da porta comum havia também uma porta fixa de vidro que permitia a quem estivesse do lado de fora ver quem estava lá dentro. O resfriador de ar não esfriava o ambiente e foi preciso vir alguém da manutenção que levou mais vintão. Dois dias depois, já em outra capital, hospedamos num hotel que dava para o mar, e mesmo estando no décimo oitavo andar não se podia abrir a janela porque o axé dos farofeiros na praia lá embaixo arrebentava os ouvidos cá em cima.

Ante tantos desmandos, quebrei o beco de volta da quarta capital, desistindo das demais. Não há lugar neste país de manada para quem aprendeu a pensar e ambicionar uma vida com mais dignidade. Entretanto, um acontecimento alvissareiro superou todos os desprazeres e a tristeza de viver em ambiente tão desagradável. Eu seria capaz de repetir tudo se tivesse novamente a oportunidade de desfrutar ainda que por pouco tempo da companhia de ninguém menos do que a fabulosa musa da política brasileira, HELOÍSA HELENA, a mulher que faria desse país um lugar onde nós que pensamos pudéssemos viver sem tantos dissabores.

Esta juventude imprestável para qualquer coisa que não sejam adorar imbecilidades como as notícias dando conta dos lugares inusitados onde Xuxa já trepou, ou que Daniela Mercury quer ser engravidada pela namorada, poderiam muito bem deixar de ser apenas enchedores de latrina e se interessarem por política porque é dela que depende o futuro de seus descendentes. Para começar, procurem saber quem é HELOÍSA HELENA, suas atitudes, seu caráter e sua luta em nossa defesa. Juntamente com Sara, fiquei emocionado ao lado dela, e não resisto à tentação de mostrar estas fotos aos que honram com sua visita este blog trapaiado . Inté.

 

 

 





    

domingo, 5 de janeiro de 2014

SOPA BRASIL


INGREDIENTES: dezenas de feriados; centenas, talvez milhares de igrejas; milhares, talvez milhões de farmácias; festejamentos de futebola e axé que deixam cadáveres atrás de si; multidões de idiotas requebradores de quadris; adoradores de atletas, palavra mais pronunciada pelos meios de comunicação que até já inventaram a idiotice do pára-atleta; ratazana de dois pés; ignorância de montão; dezenas de partidos políticos que não passam de quadrilhas para roubar o erário; cinismo; congresso depravado; falcatruas de todos os tipos; juízes e policiais na bandidagem; cinquenta mil assassinatos por ano; centenas de acidentes rodoviários; delegacia para roubo de fios elétricos; pesquisas de opinião pública com resultado previamente estabelecido; hospitais transformados em vale de lágrimas; privilégio governamental de exercer jogo de azar; crianças criadas como bichos e bichos criados como crianças; jovens alienados por um sistema que deseduca procurando paz nas religiões sanguinárias e pagando ágio ao governo para poder estudar; uma Constituição Federal que não cumpre o que promete; espetáculos pirotécnicos caríssimos pipocando e produzindo surdez e fumaça para aumentar a poluição e desperdiçar dinheiro; ignorantes nas portas dos supermercados a pedir um quilo disso e daquilo em nome de Deus para socorrer famintos, trabalho que deveria ser executado pelos politiqueiros cujo dinheiro já embolsaram; milhões de lâmpadas acesas a consumir a energia já escassa para enfeitar árvores e milhões de cegos mentais num frenesi de compra-compra a fim de atender ao chamamento da televisão para a festa de natal; esmolas através de cestas disso e daquilo com as quais se compra a simpatia de um povo idiota; loucura desenfreada pela paixão ao “American Way of Life” que leva ao procedimento de macaco da rádio CBN que aos domingos às nove e trinta da manhã apresenta um programa intitulado “Young Professional”.

Estes ingredientes e muitos outros mais formam a sopa Brasil para ser servida a idiotas tão idiotas que adoram e respeitam quem não merece respeito e despreza aqueles que o merecem, entre eles a ex-senadora Heloisa Helena.

Um governo de cuja administração resulta a sopa com os ingredientes acima citados está aí a fazer pose com aprovação do populacho religioso, festeiro e burro deste país infeliz de tristíssima origem. A popularidade deste governo que só é bom para quem não sabe o que é bom, e que, na realidade, é um desgoverno cuja popularidade é conquistada do mesmo modo como se conquista a simpatia de uma criança oferecendo-lhe bombons. As cestas básicas que na realidade representam degradação social, ao lado das bolsas disso e daquilo, já se cogitando da criação de uma bolsa estupro, para a ignorância dos ignorantes, em vez de deficiência, soa como eficiência e afaga sua incapacidade de distinguir da falsidade a sinceridade. Afinal, porcos preferem a lama.

O povo desse país de idiotas opta pela companhia de figuras como Renan Calheiros, Sarney, Jader Barbalho, Lula, à companhia de Heloisa Helena, que, quando senadora, bradou em alto e bom som, da tribuna do senado do qual fazia parte, não merecer respeito aquele senado por não se fazer respeitar. É mentira esta afirmação? Merece respeito um senado cujos presidentes são figuras vezeiras nas páginas policiais? Para se ter uma amostra da canalhice que é o senado deste país de imbecis peça ao amigão Google o seguinte: Enquanto falcatruas depredam o patrimônio público, PF caça black blocs e veja se Heloisa Helena tinha ou não tinha razão quando disse que o senado não merece respeito. Esta matéria mostra a depravação moral daquela instituição que deveria ser motivo de orgulho se fôssemos um povo em vez de manada.

 Quem merece mais respeito, e, por isso mesmo, mais apreceiamento? Sarney, personagem do livro Honoráveis Bandidos, Renan Calheiros com seu turismo aéreo para botar cabelo na careca às custas de quem chora no corredor do hospital, Jader Barbalho, que consumiu dezenas e dezenas de milhões da SUDAN num ranário para sevar rãs de ouro, ou Heloisa Helena que fala a verdade em defesa desse povo cuja ignorância a leva a ter piedade? Pois esse Zé povinho de merda desta republiqueta de banana ignora aquela brava e digna mulher cuja nobreza de caráter dignifica a política brasileira muito mais do que a união de todos os demais politiqueiros travestidos de políticos. Num masoquismo coletivo, se empolga esse povo desprezível com os energúmenos produtores de sua infelicidade. Não se pode ter outro entendimento para explicar a preferência pelos canalhas em detrimento das pessoas dignas senão pelo gosto ao sofrimento.

A ex-senadora Heloisa Helena, que sempre teve melhores condições de vida do que Lula, posto nunca ter sido pau-de-arara, continua precisando trabalhar para viver enquanto Lula, pau-de-arara que era, virou multimilionário. Roubou os recursos de amenizar o sofrimento dos idiotas que o idolatram e gostam de sofrer enquanto dançam axé, ignorando a dura realidade do choro no corredor do hospital quando esgotar a energia para o requebramento de quadris.

Ninguém conhece mais o PT e Lula do que Heloisa Helena, também enganada como todos nós ao acreditar no Lula do povo, hoje aos abraços e afagos com Sarney e Maluf. Exatamente por conhecer o canalha que é Lula foi que Heloisa Helena declarou o seguinte: “O ex-presidente Lula é um gângster, ele chefia uma organização criminosa capaz de roubar, matar, caluniar e liquidar qualquer um que passe pela sua frente ameaçando seu projeto de poder”. Será que isto não explica as mortes de Celso Daniel e Toninho do PT?

Esta mulher que se expõe a perigos em defesa desse povinho que não merece seu sacrifício é preterida pela figura nojenta do canceroso Lula, milionário às custas dos idiotas que o idolatram. A leitura do livro O Chefe mostra quanta verdade existe nas acusações de banditismo que a brava heroína Heloisa Helena faz ao ex-pau-de-arara na defesa desse povo imprestável para outra coisa que não seja axé, futebola e ignorância sem limite e que não merece seu sacrifício.

Enquanto a juventude preferir igrejas em vez de política, a situação permanecerá desse jeito. Entretanto, podemos muito bem mostrar aos jovens menos burros o quanto eles estão por fora da realidade. Inté.