Está na
imprensa um fato aparentemente sem importância, mas que reflete a
impossibilidade de continuar a vida social nos termos em que tem se pautada até
aqui. Ao saber que do helicóptero do governo que a transporta escaparam chamas
pela descarga, a presidente Dilma teria exclamado: “DO MEU
HELICÓPTERO?”. Como a manada não se interessa por outra coisa que não
igreja, axé, futebola, “famosos” e “celebridades”, nada há de estranhar no
espanto da ridiculamente presidentA, como a ela se referem os ridículos
papagaios de microfone e os não menos ridículos analistas políticos num
converseiro inútil uma vez que a política foi substituída por reles
politicagem. Entretanto, a exclamação de dona Dilma reflete o ato falho através
do qual se percebe o quanto está deturpado o sentido da administração pública.
A cultura equivocada da indistinção entre o público e o privado não faz parte
de política, mas de politicagem. O helicóptero que o subconsciente de dona Dilma
leva crer ser dela, na verdade, é do povo que pagou a conta de sua aquisição.
Como resultado de se dispor do patrimônio público ao bel-prazer de quem dispões
do direito de portar a chave do cofre resulta o desbaratamento do erário e o
caos social que aí está.
A ordem necessária
ao sucesso de qualquer sociedade deu lugar à inconveniência dos desmandos. Em
consequências, o mundo está de cabeça para baixo. Ao comentar a tristeza causada
pela brutalidade das cenas de crianças mortas no mundo pela violência, uma
pessoa extremamente religiosa me aconselhou a nem ligar para isso porque
aquelas crianças foram levadas por Deus e se encontram na mais absoluta
felicidade em Seus braços. Aí está o principal motivo pelo qual a vida não pode
continuar nesse rumo. Semear a indiferença ao sofrimento alheio é o papel da
religião, ao contrário da crença geral de ser ela fonte de solidariedade nos
sofrimentos humanos. Para o bem das futuras gerações faz-se necessário salvar de
Deus a humanidade para que ela vá à luta de implantar a paz no lugar das
guerras. Havendo a compreensão da realidade de sermos os responsáveis por nós
mesmos haverá adequação dos comportamentos individuais às exigências da vida
coletiva, o que levará a uma sociedade harmoniosa e sem tanto sofrimento. Inté.Será necessário haver tanta pobreza, choro, sofrimento? Que jovens pobres tenham que se endividar para estudar? Estará certa a conduta tradicional de terem as pessoas de trabalhar para sustentar as autoridades vivendo em palácios e com todas as suas necessidades pagas, inclusive riqueza pessoal para levar quando deixarem seus postos de trabalho? Há necessidade de tantas autoridades? Que tal matutarmos sobre estas coisas? Este é o objetivo deste blog. Nenhum mal haverá de fazer.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
terça-feira, 22 de setembro de 2015
ARENGA 159
Os
intelectuais também incorrem em falhas nas suas incursões pelo mundo das
ideias, o que incentiva quem não sabe escrever mas precisa fazê-lo por estar
convencido da necessidade de levar aos jovens, a força capaz de mudar o mundo,
a necessidade de pensar sobre a vida em vez de apenas vivê-la. O professor e
historiador Laurentino Gomes, por exemplo, na página 27 do livro 1889, sobre a Proclamação
da República, comete equívoco monumental ao afirmar que os brasileiros estão
interessados em tomar conhecimento do seu passado em busca de explicações para
o Brasil de hoje. Equivoca-se muito mais feio ainda quando afirma que os
brasileiros estão preocupados com o futuro do país. Vai ainda mais longe nos
equívocos ao acreditar que os brasileiros estão interessados em estudar
história. Que qué isso, fessô? Garanto e assino embaixo que entre seus próprios
alunos pinta um ou outro gato pingado interessado em outros conhecimentos que
não aqueles estritamente necessários para obter aprovação no vestibular que os
capacitará a ganhar dinheiro. A cultura do enriquecimento inculcada na mentes
das crianças não lhes permite outra atividade mental senão aquelas destinadas
ao aperfeiçoamento nas atividades capazes de proporcionar lucro, a correia que
movimenta o mundo com seus habitantes disputando uns contra os outros quem tem
garras maiores com as quais depenar o que as tem menores.
Ainda que
inteligente as pessoas, a exclusividade dada à atividade fabril e lucrativa
impede que esta inteligência dê asas à imaginação para que ela se estenda por
ambientes mais elevados. Os brasileiros, então, cuja falta de inteligência é
notória, são mais facilmente induzidos ao comportamento de burro de carroça
para cuja atividade não envolve inteligência. Há máquinas pelaí que apenas
técnicos estrangeiros põem em funcionamento. O resultado do exame de urina do jogador
de futebola desperta interesse infinitamente maior no brasileiro do que o
conhecimento de qualquer outra coisa, principalmente no que diz respeito às
condições em que viverão seus filhos, ou seja, no futuro.
Quando o
Brasil ainda engatinhava, esteve por aqui o Grande Mestre do Saber Charles
Darwin. Lembra o jornalista bisbilhotador Alex Ferraz do jornal Tribuna da
Bahia ter Darwin afirmado que o brasileiro não tem as qualidades que dão
dignidade ao ser humano. De lá para cá, de forma alguma, teria ocorrido mudança
tão significativa a ponto de despertar nestes seres indignos interesse em se
elevarem espiritualmente, o que só se consegue através do conhecimento que só a
leitura proporciona. Não existe sinal de avanço rumo à civilização em nenhum
lugar do mundo. As sociedade nas quais seus cidadãos desfrutam de algum
bem-estar, esta comodidade é proporcionada às custas do mal-estar proveniente
da espoliação que as sociedades supostamente civilizadas fizeram sobre as outras
sociedades, principalmente das denominadas repúblicas de banana. Assim, estando
as sociedades mais velhas ainda na fase bruta de avançar sobre outras
sociedades para lhes roubar o que têm, com o que fica provado não estarem as
sociedades avós ainda interessadas em atividade intelectual, muito menos ainda
as sociedades que se sentem orgulho em ser capacho daquelas. Inté.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
ARENGA 158
A saga de
um povo moralmente degenerado, burro e imprestável acompanha o brasileiro desde
sempre. Ensina o mestre Laurentino Gomes nas páginas 188 e 206 do livro 1889,
que no ano de 1867, Benjamin Constant se referiu ao Brasil como “nosso
desgraçado país” e que às vésperas da proclamação da república o monarquista
Deodoro da Fonseca disse que o povo brasileiro não estava preparado para o
regime republicano por lhe faltar educação e respeito. Como se vê, esse povo
nojento, ignorante, ladrão e imprestável para outra coisa diferente de
brincadeira, vulgaridades, igrejas, “famosos” e “celebridades” amargará no pelo
de asno que tem no lugar de pele, muitos sofrimentos em função de sua recusa em
evoluir espiritualmente. Pré-macacos que são os brasileiros, toda esta confusão
em torno de dinheiro que tomou conta dos noticiários não passa de uma grande
pré-macaquice uma vez que há montanhas de dinheiro escondido pelaí. Caso
contrário, de onde vêm o abastecimento das contas nos infernos fiscais, o custo
dos monumentais terreiros para brincadeiras, a riqueza dos parasitas
denominados “famosos” e “celebridades”, os gastos astronômicos com a manutenção
da classe parasitária das “excelências”, os lucros estratosféricos dos bancos e
das empreiteiras? Entretanto, em meio a tanta burrice, a Cidade de Manacapuru,
no Estado do Amazonas, confirmando a regra de que toda regra tem exceção,
inteligentemente elegeu uma prostituta para a Câmara de Vereadores. Embora o
jornal diga tratar-se de protesto, protesto não é. Trata-se de revolução
pacífica, portanto, capaz de produzir reais e benéficos efeitos sociais
porquanto se a política no mundo inteiro nunca deixou de ser exercida por quem se
prostitui espiritualmente ao vender sua consciência a interesses escusos,
substituir quem aluga a personalidade por quem aluga a xoxota é atitude
inteligente porquanto a materialidade é inferior à espiritualidade.
Desta
forma, os habitantes de Manacapuru mostram ao mundo uma inovação salutar que
poderá beneficiar a humanidade levando à política a dar um passo rumo à
realidade uma vez que ela sempre foi orientada pela falsidade das mentiras
mirabolantes como a alegação de depender a estabilidade social de empregos
enquanto postos de administração pública são ocupados por bilionários que não
precisam de emprego. É a própria política tirando emprego de quem precisa
trabalhar. Além do mais, muitas prostitutas são pessoas honradas e merecedoras
de crédito, o que não acontece entre os políticos. Inté.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
ARENGA 157
Povo nunca
foi flor que se cheirasse. Sem nenhuma propensão ao raciocínio ou a
diferenciar-se dos irracionais, o povo procede sempre de modo contrário ao indicado
pela razão e o bom senso, o que acontece, por exemplo, quando as mulheres
procuram sufocar com os finos perfumes dos frascos a fragrância íntima
incomparavelmente superior em exuberância que a natureza deu às fêmeas. Tão
exuberante que entre os irracionais, menos brutos que os humanos, os machos têm
a libido despertada para acasalamento pelo cheiro íntimo da fêmea. A falta de
conexão com a realidade reduz a vida do povo ao dever de não deixar faltar
sustança à sociedade e robustecer as contas bancárias dos ricos donos do mundo.
Nesse momento, os patrões das “autoridades” brasileiras ordenam ao ministro da
fazenda que aumente o imposto de renda porque em comparação com o povo dos
países civilizados o povo brasileiro paga muito menos imposto de renda. Não é
sem razão a referência a pastores e ovelhas, o que equivale a dizer tosquiadores
tosquiados. O Jornalista Ricardo Boechat, que apesar de se declarar apreciador
do circo denominado futebola cuja finalidade não é desconhecida por pessoas
inteligentes como ele, expôs uma realidade imperceptível a quem é povo ao
lembrar uma coisa que escapa à percepção da macacada alvoroçada a correr atrás
do Papa, axé e futebola. Disse o jornalista e que o povo ignora que os
habitantes dos lugares civilizados recebem de volta em serviços os impostos que
pagam. Realmente. Não deixa de ser inexplicável a realidade brasileira de pagar
o povo a carga tributária das mais altas do mundo e nada receber em troca.
Apesar disso, tal povo vive em festas e tão satisfeito em sua personalidade
infantil que a cada fim de ano se ajuntam imensas multidões país afora para
disputar na São Silvestre qual o imbecil que chega na frente numa corrida de
milhares de babacas ofegantes a aspirar veneno no ar mais pestilento do país em
São Paulo. No Rio de Janeiro, como se não bastasse a fumaça das fábricas e dos
carros, imensa multidão de adultos imbecis, com o mesmo entusiasmo de crianças,
se extasiam com o pipocar, a luminosidade e a fumaceira proveniente da queima
de toneladas de fogos e de dinheiro. Entretanto, a indiferença em relação aos
assuntos relacionados com o bem-estar social não é privilégio dos primitivos
das repúblicas de banana. Em matéria
publicada no blog Outras Palavras, intitulada PARA DECIFRAR O CÓDIGO DO “NOVO” CAPITALISMO, consta o seguinte: “Quando eclodiu a crise financeira de 2007-2008, o
sociólogo Richard Sennett acreditou que as pessoas iriam se rebelar contra as
atitudes e o funcionamento do sistema financeiro internacional, responsável por
rombos e falências cujas repercussões ainda estão presentes na economia
mundial. Mas as pessoas não se comportaram da maneira que supôs que iria
acontecer”.
A única
diferença entre povo dito civilizado e povo como o brasileiro é que os
primeiros andam por ruas limpas e policiadas, têm água e comida de melhor
qualidade. Do ponto de vista da espiritualidade, entretanto, a brutalidade do
mundo das feras também existe no mundo dos “civilizados” que se divertem com o Kickboxing e a cultura bárbara
de enfurecer touros e espetar-lhe espadas até à morte. Mas se morre por
violência tanto lá quanto cá. Inté.terça-feira, 8 de setembro de 2015
ARENGA 156
Por que
será que no país de Joaquim Barbosa, Sergio Moro, Heloisa Helena e Eliana
Calmon as pessoas de quem mais se ouve falar são Lula, Michel Temer, Renan
Calheiros e Eduardo Cunha? Refletir sobre isso leva à conclusão de que as
pessoas agem sob influência de forças malignas que as leva a fugir do bem como
o diabo foge da cruz. Uma vez sob o domínio do mal, despreza-se o bem. Ao povo
nada mais apropriado que o “Eles Não Sabem o Que Fazem” porque realmente não
sabe o que faz quem é arredio à política e deixa que as coisas por lá fiquem a
cargo de quem estão. A indiferença pela política é a única causa de existir o
mundo cão no lugar de um mundo são no qual não houvesse motivo para medo. Mas a
indiferença da população deixa o campo livre para que os responsáveis pela
ordem pública instalem a desordem com ajuda da religião que difunde a presunção
de ser o homem impotente para mudar alguma coisa. O conformismo com a desordem
equivale a trabalhar para sua manutenção, o que é contrassenso porquanto a desordem
beneficia os inimigos da sociedade que dela aproveitam para promover as coisas
que a Operação Lava Jato está mostrando. Sendo os desordeiros apenas gatos
pingados em relação às pessoas ordeiras, por que, então, estas pessoas nada
fazem para que predomine a ordem? Dá o que pensar esse negócio aí. Os meios de
comunicação fazem referência apenas à desordem, mas não apontam o caminho da
ordem e nem as causas da desordem, o que é esquisito. Dos meios de comunicação
ouve-se o contrário da realidade. Ouve-se que os bancos beneficiam as pessoas,
recomenda-se comprar remédio por conta própria, tomar refrigerante, fazer
compras desnecessárias e um montão de comportamentos na verdade prejudiciais
tanto aos indivíduos quanto à sociedade. A vida está necessitando que se
dedique a ela a atenção dispensada às brincadeiras, aos “famosos” e às
“celebridades”.
O ser
humano é capaz de resolver qualquer problema que tenha solução e não é por ser
social o problema da falta de segurança, saúde e educação que não possa ser resolvido.
A falta de solução está é na inocência de esperar que ela venha justamente de
quem se beneficia da falta de solução, pondo em risco tanto sua própria
segurança quanto a da população. O papel de bobo que os enganadores impõem ao
povo acabará por levá-lo ao desespero e à violência que já pode ser vista com
os apupos sofridos por figuras até então importantes no mundo da administração
pública, e em absolutamente nada diferem de todas as demais. É tão flagrante a
intenção de manter a desordem que os interessados nela, conscientes da
incapacidade mental do povo, apresentam exatamente a causa da desordem como
solução para ela. É o que se afere do fato de se entregar a responsabilidade
pelo destino da atividade econômica do país ao banqueiro Henrique Meireles,
ligado a interesses de grupo econômico americano. Sabendo-se como sabe quem não
seja completamente asno que o bem-estar individual depende do bem-estar social e
que só pode existir mediante aplicação correta do erário, como esperar que um
banqueiro seja contra a monstruosidade antissocial dos infernos fiscais em
detrimento de gastos com educação, saúde e segurança, pilares de uma sociedade
sadia por todos almejada? Esperar que a solução para os desmandos caia do céu é
burrice da maior. Por que não botar mão à obra e busca-la? Inté. quarta-feira, 2 de setembro de 2015
ARENGA 155
ESCÂNDALO DA
MÁFIA DA LOTERIA ESPORTIVA é o título de matéria jornalística. Merece especial
atenção o fato de pessoas capacitadas intelectualmente se deixarem levar
juntamente com a malta ignorante de entusiastas da armadilha escondida por trás
das “práticas esportivas”. As aspas se justificam porque os esportes servem de diversão
apenas aos obtusos incapazes de saber que a partir dos romanos as práticas
esportivas passaram a distrair a malta bruta de povo do mesmo modo como os
parques infantis distraem as crianças. Se na religiosidade há a esquisitice de
analfabetos se igualarem a cientistas ao se julgarem possuidores de
conhecimentos sobre o universo, no mundo dos esportes acontece o contrário:
pessoas de conhecimento se equiparam aos analfabetos quanto à verdadeira
finalidade dos esportes que outra não é senão a declarada na notícia do jornal.
Algo de muito esquisito está por trás de tanto entusiasmo com brincadeiras em
meio à violência brutal que supera muitas guerras, mas este algo só pode ser
percebido por quem leu na cartilha dos Grandes Mestres do Saber. Para estes, é
sintomático o ar de entusiasmo na feição ou na voz dos papagaios de microfone
da televisão ou das rádios quando fazem referência a esportes. Tudo se resume à
realidade de vivermos uma sociedade fundamentada no ludíbrio. Nesse exato
momento, em São Paulo, milhares de idiotas disputam uma palhaçada denominada
São Silvestre respirando mais veneno do que respiram normalmente com a única
finalidade de saber quem é capaz de correr mais, enquanto a papagaiada de
microfone faz alarde daquela imbecilidade apreciada por outra grande quantidade
de imbecis indiferentes às consequências decorrentes da notícia no jornal que
se estende da seguinte forma: “A Loteca envolvia fraude nos resultados dos jogos
de futebol nos anos 80, uma complexa engrenagem de suborno montada pelos
zebrões dos jogos e que envolvia jogador, técnico, dirigente, juízes e
jornalista que formavam uma rede de corrupção”.
O que leva quem pode pensar a ser tão bobo a ponto de pagar
ingresso, viajar grandes distâncias, vibrar, por um resultado já definido pela
corrupção mostrada nesse outro trecho da notícia? A Máfia da
Loteria Esportiva foi denunciada em 1982, pela revista Placar,
dirigida pelo jornalista Juca Kfoury, que na ocasião foi ameaçado por ter
publicado a fraude envolvendo jogadores de futebol, árbitros, técnicos,
dirigentes numa complexa engrenagem de suborno montada pelos “zebrões” dos
jogos de futebol da Loteria Esportiva, a Loteca. A Placar desvendou
essa máfia que sustentou durante anos uma rede de corrupção que lesava toda a
sociedade brasileira. Aí está: LESAVA TODA A SOCIEDADE BRASILEIRA! Então,
minha gente, diante destas coisas, onde fica a diversão entusiasticamente
insinuada pela papagaiada de microfone? O motivo pelo qual escritores escrevem
livros afirmando que a competição é mais vantajosa para a sociedade do que a
cooperação é o mesmo motivo pelo qual os papagaios de microfone endeusam as
práticas esportivas. Qual será ele? Não será possível saber sem conhecer algo
das lições dos Grandes Mestres do Saber. Inté.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
ARENGA 154
O livro Uma
Breve História do Cristianismo desnuda a fabulosa mentira que embala a
estupidez humana da crendice. São representantes de Deus degolados aos montes.
Havia matadouros perto de altares a fim de sacrificar animais para agradar
Deus. Como entender seres que podem raciocinar admitir um ser cuja elevação
espiritual não tem limites e que se compraz com a morte de inocentes animais? O
fato de ser o imperador quem nomeava o chefe religioso mostra bem tratar-se
apenas de política. Ao se tomar conhecimento dos absurdos em torno da
religiosidade, como, por exemplo, sepultar alguém com a cabeça sobre pedras a
fim de poder ver o sol nascer, e o retorno de Cristo, leva à convicção de se
fundamentar a religiosidade sobre dois pilares: desconhecimento de sua história
ou simplesmente monumental burrice. O mundo é uma farsa maior que o próprio
mundo. Nem podia ser diferente levando-se em conta que mentalmente todos os
povos do mundo ainda se encontrarem na fase de pré-macaco. Nas repúblicas de
banana, então, os habitantes nem chegaram ainda a pré-macacos. Perguntado sobre
a possibilidade de ser candidato a presidente da república, o doutor Joaquim
Barbosa respondeu que não haveria de se dar bem na política por ser sincero. A sinceridade
da resposta do doutor Barbosa fará com que as futuras gerações se envergonhem
da pusilanimidade de seus ascendentes por permitirem que a administração
pública passasse a ter por finalidade transferir a riqueza pública para as mãos
de um punhado de Reis Midas em detrimento da absoluta maioria da população que
em função desta disparidade se torna carente de tudo, situação da qual decorre
a violência que toma conta do mundo. Sobre os ombros da pusilanimidade dos
conformados com tal situação recairá a responsabilidade de permitir que o
futuro de seus filhos se torne infinitamente mais desagradável do que a
barbaridade do presente.
Considerando
a realidade de depender o comportamento do adulto daquilo que é ensinado às
crianças, os pais são os responsáveis pela indiferença da juventude em viver um
mundo de mentiras e das falsidades às quais se refere o doutor Joaquim Barbosa em
entrevista na revista Veja: “Uma das características da prática jurídica
brasileira é a dualidade entre o que está escrito nas normas, nas leis, e a sua
execução prática”. É tudo uma grande mentira. Aí está, sob o conformismo
dos pais, a grande safadeza da transferência da Previdência Social para o
sistema financeiro e a agiotagem bancária como resultado de ter a administração
pública por objetivo beneficiar os Reis Midas do mundo em detrimento da
sociedade, situação que só se sustenta em função do analfabetismo político
repassado de geração a geração. Inté.
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