segunda-feira, 3 de abril de 2017

ARENGA 401


Os papagaios de microfone que papagaiam sobre economia disseram que a divulgação da lista de politiqueiros criminosos a ser apresentada à justiça pela Procuradoria Geral da República vai atrapalhar a economia. Para se entender uma zorra dessa é preciso não descuidar de se tratar do mundo brasiliense de mulas, surubas e tráfico de drogas por helicóptero. De acordo com a declaração destes economistas a tal de economia não pode prescindir da criminalidade, como realmente não pode porquanto a economia tem por único objetivo fraudar a honestidade através de argumentos desavergonhadamente capciosos de uma plêiade de papagaios de microfone e escritores assalariados com a triste missão de fazer crer ser normal as atividades especulativas destinadas exclusivamente a encher de dinheiro o rabo dos posudos e imbecis Midas da revista Forbes. Todo este converseiro nojento sobre taxa de juros, lucro de banco, bolsa de valores câmbio disso e daquilo, superávit, agribiuzinesse e a PGP, tudo isso se resume em atividade comercial desonesta, num balcão de negócios canhestros que esfolam o rabo dos parvos frequentadores de igreja, axé e futebola. Há séculos Platão teria avisado ser degradante a atividade comercial porque é impossível ser um comerciante honesto e próspero ao mesmo tempo. Sendo esta a finalidade da economia e dos economistas, uma vez que a vulgaridade de politiqueiros usa e abusa da palavra “pacote”, faz-se necessário empacotar economia e economistas e enviá-los para os quintos dos infernos. É fiada a conversa de que o trabalho dignifica o homem porque o produto do trabalho de todo ser humano vai parar nas mãos dos monstros que formam o grupinho de um por cento com noventa e nove por cento da riqueza do mundo. O que realmente dignifica o ser humano é pensar. Pensar que os recursos dos quais depende a vida são limitados e que é preciso planejar o uso deles em vez de despejar crianças adoidadamente como fazem os ratos. Pensar na necessita de união, de irmandade, de cooperação porque fora disso jamais haverá o bem-estar que os seres humanos sensatos buscam e que seria a redenção também dos insensatos cuja vida não difere da vida de bicho domesticado, reduzida a trabalhar, comer, trepar e cagar.

A sociedade humana tomou um rumo tão esquisito que as pessoas intelectualmente ilustres fazem pronunciamentos vazios, sem o mínimo de coalisão com a sociabilidade da qual depende uma sociedade civilizada. Tivemos os intelectuais Henry Kissinger e Vargas Llosa afirmando que a competição é a melhor maneira de se viver em sociedade. Agora temos o Frei Beto afirmando no jornal O Globo que mesmo a pessoa ateia tem uma emulação espiritual que lhe norteia as atitudes. Ora nas entrelinhas desta infeliz declaração, nesse “até mesmo” está dito que as pessoas ateias são espiritualmente inferiores às religiosas, no que há uma distorção tão grande quanto à afirmação dos economistas mentirosos que afirmam haver vantagem no agribiuzinesse e no ajuntamento de riqueza. O ateu não é senão alguém a quem foi ensinada a religiosidade quando criança, mas que depois, a custo de muita leitura, observação, meditação e conclusões chegou ao conhecimento da verdade de ser a religião uma safadeza destinada a iludir a massa ignorante com a história de não valer a pena tentar mudar o mundo porque só Deus pode fazê-lo. Há total disparidade entre o conhecimento político do Frei Beto que participou da administração pública e sabe perfeitamente que a harmonia e a paz social dependem da boa aplicação do erário, e seu comportamento infantil uma vez descartada desonestidade em sua simpática figura, afirmar inferioridade espiritual dos ateus como também fez o José Luiz Datena ao dizer que o homem sem Deus é capaz de cometer crime bárbaro, quando eu, sendo ateu, nunca cometi e nem cometerei jamais crime algum, enquanto Deus condenou um homem a ser morto a pedradas porque apanhava lenho num dia de sábado, orientou Josué a passar a fio de espada os habitantes de Jericó, torrou sob lava os de Sodoma e Gomorra, afogou todos os seres vivos com um dilúvio, assassinou todas as crianças egípcias. A leitura da bíblia mostra que Deus é um mostro que exigia carne crua e sangue como homenagem. Os que o adoram não passam de imbecis que nunca abriam um livro, razão pela qual seguem o caminho indicado por parasitas fantasiados de representes divinos, não raro criminosos e pervertidos sexuais que convencem a manada incapaz de pensar, exatamente por ser manada, de haver vantagem em frequentar igrejas não obstante o morticínio nelas encontrado em explosões, desabamento e desastres rodoviários. Ninguém é religioso porque existe Deus. Torna-se religioso por força da cultura religiosa à qual o escritor Edimilson Movér acredita ser oriunda do desenvolvimento de um gene religioso. Embora dito a título de troça, é o que realmente parece ser ante a persistência da religiosidade embora a realidade da vida mostre abertamente ser a religiosidade fruto da ignorância porquanto nos lugares mais carentes de conhecimento e de condições materiais são os lugares onde a religiosidade tem mais força e os moradores de tais lugares não abrem mão da presença daquele salafrário do chapelão a convencê-los da conveniência de se pagar o dízimo.

Fosse o mundo orientado pela espiritualidade ateia jamais um jornal publicaria esta notícia da Folha de São Paulo: Governo brasileiro orienta embaixadas a promover venda de armas fabricadas no país. Não haveria tal notícia porque os ateus sabem perfeitamente que armas são instrumento da violência e que a violência é fator de desintegração social, portanto, contrário à irmandade sem a qual jamais haverá a tranquilidade que idiotas procuram em Deus, mas que está dentro de cada um. Só falta descobrir esta realidade da qual a religiosidade foge como o diabo foge da cruz porque se a humanidade aprender o que sabem os ateus seria o fim de toda esta panaceia de templos e milhões parasitas da sociedade se fazendo-se passar por representantes de Deus. Inté.

 




sábado, 1 de abril de 2017

ARENGA 400


A gente trabalha, trabalha e trabalha para conseguir alguma condição na vida, e depois que consegue não pode desfrutar porque precisa fazer regime. Esta observação simples, sincera e simpática feita por uma vizinha que adora comer e conversar, mas que tem de escolher entre obesidade e restrição alimentar, abrange toda a realidade da vida. É filosofia da melhor. Havendo uma preparação, uma educação capaz de fazer com que jovens adquiram esta certeza por antecipação em vez de adquiri-la por experiência própria como minha vizinha, os momentos desagradáveis da vida seriam resumidos ao mínimo e os agradáveis seriam aumentados ao máximo. Na velhice, Maurício de Souza declarou a necessidade de uma educação que preparasse os jovens para a velhice. Um jovem que entra no cinema com um imenso pacote de pipoca exageradamente salgada e uma gigantesca caneca de Coca-Cola demonstra total desconhecimento do que o espera mais adiante. Por que, então, não tornar os jovens cientes dos resultados decorrentes dos procedimentos perigosos do mesmo modo como se evitava que quando criancinhas eles enfiassem o dedo no buraco da toma de eletricidade? O ser humano erra fragorosamente ao deixar ao acaso o ato de viver. A notícia de que Luciano Huck se propõe a ser Presidente da República traz à baila a realidade de não haver meditação, ponderação, análise, sensatez, sobre as condições das quais depende a forma de sociedade, o que equivale a dizer sobre viver melhor ou pior. Se se pode viver melhor, por que então viver o horror dos pogroms? Por que não se viver uma irmandade, se somos irmãos? O ser humano não pode prescindir de meditar e planejar seu futuro. Foram estas atividades que levaram os primitivos a engendrar proteção contra as adversidades da natureza, do que resultou a sobrevivência da raça humana. Só há desvantagem em deixar a vida ser levada ao sabor dos acontecimentos como um barco à deriva. Trocar vitalidade por dinheiro é uma estupidez maior que o próprio mundo.

A pretensão do mendigo espiritual e jovem Huck, peça do pão e circo que engana a humanidade, em passar de líder de um auditório de pobres esfarrapados mentais para a liderança do país é uma demonstração de aberração política que levou um palhaço e um jogador de futebola à condição de legisladores. A aproximação que declara ter com Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso declara, na verdade, uma grande canalhice daquelas duas figuras que envergonham a nobreza da Ciência Política de que trata Thomas More em A UTOPIA. O único vínculo que estabelece uma ponte entre estas três personalidades de triste memória não é outro senão o fato de ter o pobre mental Huck muitos admiradores dentro da massa bruta e ignorante de povo, circunstância da qual pode resultar votos. Uma vez que a sociedade humana não pode prescindir de liderança, faz-se extremamente necessária uma liderança se não perfeita, uma vez que se trata de brutos seres humanos, pelo menos uma liderança não tão escandalosamente sabotadora dos interesses sociais como a que se divertia em fazer dos liderados comida para leões famintos ou se estraçalharem à espadas, nem do tipo da que fustiga o rabo dos liderados obrigando-os a mantê-la em suntuosos palácios onde a vida se equipara à dos deuses do Olimpo, inclusive institutos de preservação de memórias que se um dia houver uma juventude inteligente as classificará como tristes memórias. Os integrantes de cada sociedade precisam acordar para esta realidade não só buscando melhores lideranças, mas também auxiliando-as na elegante tarefa de administrar os recursos públicos em vez de estar sempre a levar ferro. Como os proxenetas que têm sempre uma forma de “amaciar” a resistência da prostituta para lhe tomar dinheiro, os politiqueiros proxenetas da sociedade usam a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira como vaselina para amenizar o “ferro” nos parvos frequentadores de igreja, axé e futebola. Ao criar impostos ou aumentar os já existentes, para não deixar cair sua vida de regalos, com a mesma cara safada de sempre garantem que a CPMF não será restaurada, o que deixa contente a turba de admiradores do presidenciável Luciano Huck. A propósito, saberá o jovem Luciano o que significa Pão e Circo? Inté.   

 

 

  

sexta-feira, 31 de março de 2017

ARENGA 399


A cada dia surgem motivos de orgulho para este mal amanhado blog. Quem lê estas garatujas, e há quem o faça porquanto estão registradas já quase sessenta mil acessos ao blog, sabe que se tem repetido por aqui ser inteiramente impossível esperar das autoridades correta aplicação do erário, fazendo-se necessário que os donos desses recursos se interessem pelo destino deles. Isto está registrado por aqui em várias oportunidades. Pois bem, esta mesma constatação é afirmada por ninguém menos do que a ministra Carmen Lucia, conforme matéria publicada no jornal O Globo, intitulada BRASILEIROS PRECISAM ASSUMIR O PRÓPRIO DESTINO, no seguinte teor: "A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, afirma que para mudar o Brasil os brasileiros precisarão “assumir sua própria história, seu próprio destino, que, muitas vezes, foi deixado a cargo dos outros”. Esta realidade salta aos olhos. Como esperar resultado diferente do que aí está se o destino da sociedade está em mãos de criminosos que elaboram leis que os protegem? De tal situação resulta o absurdo de estar o delegado Protógenes Queiroz sendo considerado criminoso por quebra de sigilo de informações sobre assaltantes do erário. Então, tornar público aos pais que ladrões monstruosos estão roubando o dinheiro do leite das suas crianças passa a ser motivo de punição? Pois é o que aí está em função de serem as leis feitas por ladrões monstruosos. E tais coisas ocorrem justamente porque o povo deixa seu destino a cargo de outros, como disse a ministra Carmen Lúcia, de modo que para ter o povo um mínimo de desfrute do dinheiro que ele produz é realmente necessário que ele participe da administração desse dinheiro.

Mas aí é que a porca torce o rabo porque povo, como afirma Filipe, personagem de Érico Veríssimo, na página 199 do livro Olhai os Lírios do Campo, quando em conversa com o doutor Eugênio no alto de um edifício, aponta para o povo lá em baixo e diz: “Que é o povo? Povo é aquilo. Povo não pensa, não tem vontade.” Ao se constatar ser esta a realidade de não passar o povo de massa amorfa, coisa estúpida que não pensa, chega-se à conclusão de se encontrar não só a insignificante sociedade brasileira dessa merda de república de banana, mas toda a humanidade condenada a uma vida de perfeitos idiotas a se esbaldar de pagar impostos para regalo de gatos pingados denominados autoridades e seus comandantes, os ricos donos do mundo. Há em tudo isso um impasse tão intransponível que “os outros” a que se refere a ministra (falsos líderes), incapazes de pensar, porquanto pertencentes à categoria de povo, conduzirão a humanidade à morte do mesmo jeito que o motorista do caminhão conduz a boiada ao matadouro.

A incapacidade de pensar do povo dá origem a uma classe espiritualmente repugnante de economistas que fazem apologia do mal como o agribiuzinesse, monstruosidade sobre a qual o blog Outras Palavras, escola de alfabetização política ignorada pela massa bruta de futucadores de telefone, publica matéria intitulada GLIFOSATO: O VENENO ESTÁ EM TODO LUGAR, na qual se constata que o espírito de Midas dos condutores e carrascos da humanidade, “os outros”, como definiu a ministra Carmen Lúcia, legalizaram o crime de obrigar os seres humanos a comer veneno através de uma tal de INGESTÃO ACEITÁVEL. Como povo não pensa, nem mesmo sabe disso. Não há controvérsia em aceitarem pacificamente os pais que suas crianças sejam envenenadas e ao mesmo tempo desejarem que eles sejam saudáveis? Pois é o que acontece conforme informação da matéria jornalística no seguinte teor: “Os reguladores dos EUA consideram como Ingestão Diária Aceitável (IDA) de glifosato 1.75 miligramas por kilo do peso corporal (1.75 mg/kg/dia). Na União Europeia esse limite é de 0.3 mg/kg/dia. Esses níveis de tolerância foram definidos com base em estudos patrocinados pela próprias corporações fabricantes de agrotóxicos e mantidos em sigilo em nome do segredo industrial. Uma equipe de cientistas internacionais reclama um IDA muito mais baixo, de 0.025 mg/kg/dia – 12 vezes inferior ao definido atualmente na Europa e 70 vezes inferior ao permitido nos EUA.   -   O relatório conclui afirmando que o único modo de evitar a contaminação por glifosato é comer alimentos cultivados organicamente. “Um estudo publicado em 2014 na Revista de Pesquisa Ambiental confirmou que famílias que adotaram uma dieta de orgânicos removeram, em não mais que uma semana, 90% dos pesticidas do seu corpo, o que foi comprovado por testes de urina”.

E os pontas-de-lança dos ricos donos do mundo, os rabugentos e detestáveis economistas, classe monstruosa de Prostitutos da Consciência, denigrem a imagem de João Pedro Stédile do mesmo modo como os bandidos da política denigrem a imagem de Protógenes Queiroz, Joaquim Barbosa, Sergio Moro e a Polícia Federal. Como estes, o crime do Stédile é desejar que as terras de onde vêm os alimentos estejam nas mãos de pequenos agricultores, a fim de se ter alimentos sadios, capazes de alimentar em vez de envenenar. Desse modo, não sendo o povo capaz de se auto administrar e não havendo administradores idôneos, marcha-se para o matadouro festejando Olimpíadas, Copas, igrejas, axé, futebola, “celebridades” e “famosos”. Fazer o quê, se quem pode fazer, a juventude, é povo? Inté.  

 

    

 

segunda-feira, 20 de março de 2017

ARENGA 398


Nossa sociedade chegou a uma degradação tão absoluta e generalizada que se tornou extremamente desagradável a qualquer pessoas com a mínima capacidade de raciocinar porque a conclusão a que leva o raciocínio é de se estar vivendo em meio a bichos dos mais xucros, irracionalidade da qual não escapam as posudas “excelências” uma vez que no alto e complicado escalão administrativo do país se encontra a mesma aberração social que encontrei numa simples consulta médica porque tanto é incompreensível que autoridades minimizem o episódio do consumo de carne estragada com graves riscos de contaminação das pessoas, não menos incompreensível é constatar o absurdo que constatei ao tentar consultar um médico urologista aqui em nossa Cidade de Vitória da Conquista, o que não é privilégio nosso, e ser informado pela atendente do médico haver necessidade de se aguardar longo tempo antes da consulta porque o doutor atende quarenta pessoas apenas pela manhã. É, ou não é algo inteiramente fora de qualquer lógica? Esse médico não examina o doente, na verdade, ele apenas vende as consultas como aquele juiz cabeludo vendia sentenças. Portanto, como o juiz cabeludo, também os médicos que vendem consultas teriam de ser levados às barras da justiça. Mas aí é que a porca torce o rabo porque se a justiça se fundamenta num conjunto de normas a que se denominam leis, as leis que deveriam promover justiça, na verdade, promovem injustiça como a liberação de um condenado por assassinato muito antes do prazo a que fora condenado a permanecer afastado da sociedade. Mas a porca torna a torcer o rabo porque o infeliz jovem condenado à reclusão estaria ilegalmente recluso uma vez que sua prisão não cumpriria o objetivo visado pela lei que o condenou. E não cumpriria porque a condenação não seria por vingança como era no tempo ainda mais bárbaro do “olho por olho”, mas, sim, para ser educado para o convívio social, para aprender sociabilidade, isto é, que o convívio social não admite assassinato. Para tanto, porém, seria necessário ambiente pacífico e sadio apropriado ao aprendizado, o que simplesmente não existe em nossos presídios inferiores às pocilgas bem organizadas. Desse modo, embora para a família da vítima do assassinato foi uma grande injustiça a justiça a libertação do assassino, no que tem razão, do ponto de vista da finalidade da pena, entretanto, teria havido justiça.

É tudo uma grande irracionalidade que é repassada de geração a geração, transformando as crianças em adultos desalmados, completamente indiferentes ao relacionamento social, seres socialmente retrógrados com o único objetivo de disputar riqueza na base da porrada, numa guerra infindável e socialmente insana porquanto a vida em sociedade requer harmonia. Faz-se necessário bradar aos quatro cantos a necessidade de se dar à vida rumo diferente. É extremamente necessário passar do palavreado vazio para um palavreado que corresponda à realidade das coisas. Não se pode mais ignorar o fracasso da humanidade no cumprimento da tarefa de viver uma vez que a vida tem sido pautada por sofrimentos, o que vai no sentido contrário à razão. Só há irracionalidade em se deixar que o rumo da vida seja determinado por falsos líderes, sem que a ninguém ocorra a falsidade de uma liderança que cuida apenas de si mesma. Um mínimo de inteligência é suficiente para se constatar esta realidade. Quando o líder econômico Emílio Odebrecht disse em depoimento à Lava Jato que o líder político Antônio Palocci é homem de visão, um estadista, o resultado do trabalho dos dois deve ser suficientemente capaz de mostrar a que vem tal liderança. Por que, então, permanecer em tal situação? A racionalidade, e somos seres racionais, clama por uma vida diferente da vida dos irracionais. Chega desse negócio de ser a população tratada como criança da qual muita coisa escapa à compreensão, motivo pelo qual deve ser omitida do seu conhecimento. Aí estão as “autoridades” garantindo que a fiscalização sanitária no Brasil é eficiente e rigorosa. Se é assim, como explicar que a população come carne podre? E como entender também que a Polícia Federal venha investigando a falcatrua da carne estragada há dois anos indiferente ao envenenamento da população? Por que viver como irracionais se somos racionais? Inté.   

 

domingo, 19 de março de 2017

arenga 397


No depoimento à justiça, o empresário Emílio Odebrecht se referiu a Palocci, preso por banditismo, como Homem de visão, um estadista. No Brasil, homem de visão e estadista vai prá cadeia por crime de lesa pátria, o que dá razão à chanceler venezuelana ao afirmar ser o Brasil uma vergonha para o mundo. O que acontece com este nosso país? Se a imprensa de determinado grupo social é o espelho que reflete a alma desse grupo, considerando “alma” não um fantasma do outro mundo como pensam os frequentadores de igreja, axé e futebola, a mais pura nobreza de sentimento, a alma de nossa sociedade está tão podre quanto as carnes que alimentam as crianças brasileiras e que animam alegres adultos em cervejas e churrascos aos domingos. Ao comtemplar a parte da imprensa que reflete a alma do convívio social, eis o que nos apresenta o noticiário: “Mulher de Tiririca declara que ele é bonito e gostoso. Nana Magalhães, a esposa gata de Tiririca, está dando o que falar por aí. Desta vez, a modelo resolveu fazer declarações picantes sobre a intimidade dos dois. // Mariana Goldfarb conta que Cauã Reymond dá palpite em suas roupas. // Carolina Dieckmann contou que sofreu muito durante as gestações de seus dois filhos. // Sou bem-resolvido com o tamanho do meu pau, mas já ouvi dizer que a grossura importa mais na hora de satisfazer uma mulher. Qual a circunferência ideal? // Thammy declara que homens dão prá cima dele”. Aí está, pois, apenas uma lambiscadinha da mostra de nossa alma social. Estas são as personalidades célebres e famosas que o espelho reflete.

No que se refere à administração pública, então, é de morrer de vergonha tanta canalhice. Em matéria no Jornal do Brasil, intitulada “Só a rua salva a Lava-Jato”, a alta técnica jornalística de Hélio Gaspari em apenas uma frase: “Todos operam no caixa dois, diz o coro, mas eu nunca operei, responde cada um dos cantores” mostra o mar de lama em que chafurda esta sociedade da qual os sentimentos nobres fogem como o diabo da cruz. É de espantar como homens da envergadura moral de Jarbas Vasconcelos consegue se aludir à trupe de parasitas do erário chamando-os de colegas. São criminosos chamados de “excelências” que roubam descaradamente o dinheiro do leite das crianças e justificam enriquecimento misterioso negando as acusações, no que são apoiados por advogados de escritórios milionários que de olho no produto do roubo garantem serem falsas as acusações. No mesmo jornal, outras notícias dão conta de um conluio entre “autoridades” e frigoríficos para vender carne podre à população, e o governo, advogando o crime desses criminosos, tal qual os ricos escritórios de advocacia, minimiza tal absurdo. Se para o governo é irrelevante que a população seja envenenada, prá que governo, então? Outra notícia do mesmo Jornal do Brasil dá conta de não se poder mais apurar a denúncia contra Aécio Neves por ter vencido o prazo de validade. Tá certo tamanho absurdo? Então o sujeito rouba o dinheiro do leite das crianças e fica por isso mesmo? Que sociedade é Esta? Mais adiante, o mesmo jornal noticia que mulher de “autoridade” gastou oito vezes a renda que declara possuir. De onde teria vindo o excedente, senão do bolso dos frequentadores de igreja, axé e futebola? Passando para outro jornal, A Folha de São Paulo, aquele que demitiu do quadro de colunistas o Guilherme Boulos por ser um defensor dos fracos e oprimidos que a genialidade de Chico Anísio na figura do deputado Justo Veríssimo queria e a Folha de São Paulo quer que se explodam, dá-se com notícia de que há cinquenta anos Costa e Silva assumiu a Presidência com a promessa de promover o bem geral do país. Tendo em vista que o país continua na mesma merda, conclui-se pela inutilidade dos governos. Outra notícia dando conta de que a incidência de câncer colorretal aumenta entre os mais jovens, evidencia algo de muitíssimo errado no modo de condução da juventude inexperiente. Mais outra notícia dá conta de que um dos ladrões do erário, um tal de Youssef, passa a regime aberto com dívida de R$ 1 bi, dinheiro também tirado da sociedade que vai dar vida faustosa ao meliante. Outro ladrão do erário, um tal de Nestor Cerveró, além de ter liberada sua mansão no Rio de Janeiro, seu advogado que ficará com uma parte do roubo diz que a dívida de seu cliente é impagável. Assim, fica o bandidão de um olho prá cima e outro prá baixo livre para curtir vida faustosa às custas da manada que se dependura no corrimão dos coletivos rumo às senzalas. Que sociedade é esta? Passando para outro jornal, O Globo, tem-se que a diretoria da H. Stern vendeu para o governador Cabral seis milhões e joias, o que desmente a existência de controle sobre o uso do dinheiro público pelos tribunais de conta entre cujos membros também existem ladrões, o que não pode deixar de ser em se tratando desta vergonha de país, no qual, como disse a doutora Eliana Calmon, há bandidos de toga. Isto lá é país? O mesmo jornal noticia também que Romero Jucá, presidente do PMDB, propõe que mais de R$ 3 bilhões de reais sejam destinados a campanhas políticas e que Lula recebeu quase R$ 1 milhão em 2015 de empresa de palestras. É simplesmente inadmissível que a sociedade aceite não só privar-se de um dinheiro daquele tamanho a ser gasto para convencê-la a votar em ladrões para assaltá-la, mas também ser tão boba a ponto de ser convencida de que um analfabeto ganhe um milhão fazendo palestras. O que tem um analfabeto a ensinar? Ao voltar os olhos para a Carta Capital, damos com o seguinte: “Suruba é a palavra perfeita para descrever Brasília atualmente. Os poderosos perderam o pudor, o ambiente é de alegre promiscuidade. Dizem o que pensam e defendem para o País, sem vergonha de parecerem machistas, elitistas, hipócritas, espertalhões, e ainda mergulham em conchavos para salvar a pele de todos e dos amigos contra a Operação Lava Jato. Na mesma revista: “Reforma da Previdência ignora 426 bilhões devidos por empresas ao INSS. Dívida é o triplo do déficit anual calculado pelo governo. Entre as devedoras, estão as maiores do país, como Bradesco, Caixa, Marfrig, JBS e Vale.  Enquanto propõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, a reforma da Previdência Social ignora os R$ 426 bilhões que não são repassados pelas empresas ao INSS. O valor da dívida equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016”.

Esta é a alma da sociedade brasileira refletida no espelho representado pela imprensa. Não há termo capaz de definir a estupidez de uma juventude que chafurda num merdeiro desse tamanho rumo ao caos em vez de articular pacifica e inteligentemente uma sociedade espiritualmente sadia onde seus filhos tivessem paz, água sem bosta, comida sem veneno administração e não respirassem a podridão fedorenta que exala de Brasília. Um pê esse para terminar: Se Lula processou o procurador Dallagnol por acusá-lo de chefe de quadrilha e roubo, por que não processou Ivo Patarra, autor do livro O Chefe, que o acusa dos mesmos crimes? Inté

 

 

 




 

 

 







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quarta-feira, 15 de março de 2017

ARENGA 396


O Ricardo Boechat que me perdoe por trazer seu nome com frequência para estas garatujas. Mas, sendo a preocupação por aqui, procurar despertar ricos, pobres, velhos e novos, brancos, amarelos, pretos e até cor de rosa como trump para a necessidade de pensar, não poderia este mal amanhado blog deixar de se referir ao Boechat por ser uma pessoa que invoca o exercício do pensamento de forma tão convincente como fez no dia 14/03/17, em seu comentário diário na rádio paulista Bandeirantes FM. O Boechat é um verdadeiro enigma. Como é possível alguém capaz de tal compreensão sobre nosso monumental problema social se declarar admirador de futebola, não obstante o que registra o livro O Lado Sujo do Futebol, cujo conteúdo não escapa à sua vivacidade? Enigmas à parte, o que se trata aqui é da realidade de ser o Boechat a única voz que diz coisa com coisa no mar de bolodórios, tagarelices, tergiversações e muita bobagem ouvidos de jornalistas, analistas políticos (entre os quais quem é tão vazio a ponto de usar brinquinho na orelha), cientistas de politicagem, enfim, um converseiro que não leva a nada porque se limita a girar em torno das consequências que amarguram esse belo país de triste sorte sem contudo tocar nas causas que outras não são senão a fome de riqueza própria do sistema adotado no mundo chamado capitalismo no qual as pessoas têm o mesmo comportamento da tartaruga em engoliu enorme quantidade de moedas e precisou ser operada para retirá-las. De forma magistral pela clareza de raciocínio lógico e abrangente, o Boechat mostrou a necessidade de se ponderar sobre a realidade de viver nossa sociedade uma irrealidade tão grande que alto representante da justiça mancomuna com politiqueiros formas canhestras de legalizar ilegalidades, o que inviabiliza totalmente o futuro das próximas gerações porquanto da honradez, da moralidade, dos bons costumes e dos comportamentos éticos nenhuma sociedade pode prescindir, sob pena de sucumbir. Para não sucumbir é que a sociedade criminosa dos politiqueiros estão a deturpar o código de honra da sociedade brasileira, sobre cujo assunto o grande jornalista deu aula monumental. E se a sociedade brasileira não aprender, a sociedade bandida prevalecerá para desastre das futuras gerações.

Quando a Chanceler da Venezuela disse que o Brasil é uma vergonha mundial, embora atitude de macaco que senta sobre o rabo e zomba do rabo dos outros macacos, disse pura verdade. Em termos de honradez, moralidade e legalidade a política brasileira é algo capaz de envermelhar a face de Sergio Moro, Rodrigo Janot, Eliana Calmon, Heloisa Helena, os jovens da Lava Jato e da Polícia Federa, até mesmo a de Joaquim Barbosa. A pose com que se apresenta ao povo Fernando Henrique Cardoso sugerindo uma sacanagem maior que o próprio mundo ao insinuar inexistência de crime no fato de embolsar dinheiro de empreiteiras para a sociedade já imensamente sacrificada pagar, sugerindo não haver motivo de penalização aos politiqueiros de cuja trupe ele faz parte, é algo de assombrar em termos de imoralidade política. De forma tão límpida como água potável no meu copo de cristal de tomar uísque, o Boechat desbancou a pretensão dos politiqueiros de propor medidas destinadas a evitar punição pelos roubos praticados no passado lembrando que os crimes cometidos pela monstruosidade do nazismo nunca deixaram de merecer punição, apesar de terem sido praticados no passado. É por isso que este mal amanhado blog não pode abrir mão de lembrar a necessidade de ouvir as ponderações sensatas daquele jornalista, fora de assunto de futebola. A juventude, sobretudo, sob pena de merecer o escárnio de seus descendentes, deve se ligar nos comentários do Ricardo Boechat e dedicar pelo menos poucos minutos para discutir com seus colegas analfabetos políticos suas análises sobre o mundo da política porque o futuro de seus filhos esta negativamente comprometido ao depender de um mundo asqueroso e indigno de uma juventude mentalmente sadia.

É por falta de tais ponderações que a fração da juventude brasileira considerada mais esperta no bom sentido, a juventude carioca, depois da Lava Jato, mostrou-se tão mentalmente medíocre quanto todos os demais babacas futucadores de telefone e apreciadores de “celebridades” e “famosos” ao ser feita de boba por espertalhões que a espoliaram até deixar seu estado de chapéu na mão. Fosse realmente esperta atentaria nas ponderações do Boechat sobre a inusitada situação de se acreditar na inocência do governador Pezão, unha e carne com o autor da proeza de deixar a zero o erário da juventude carioca “esperta”, tão esperta que aplaudiu dona Dilma ao lado de um velho coxo que passou pela vida sem nada aprender inaugurando a piscina faraônica onde outros jovens tão “espertos” quanto os jovens cariocas exibiriam prozas aquáticas, não obstante o momento demandar proezas mentais. Portanto, o universo jovem não passa de uma trupe imbecil que se engana com a explicação do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) diante da revelação de que uma conta em seu nome num banco suíço movimentou e sacou US$ 833 milhões no final de 2011, tendo ele alegado que o dinheiro foi depositado e sacado por terceiros. Uma juventude levada no bico cem tanta facilidade não passa de uma juventude de merda.

O último parágrafo da matéria publicada no Jornal do Brasil de 12/03/17, no caderno País - Opinião, intitulada O POLÍTICO PERSEGUIDO E O CHEFE DE QUADRILHA faz uma análise semelhante às do Ricardo Boechat, nos seguintes termos: “Enfim, onde está a Justiça que precisa de um acompanhamento só para ter certeza que determinados políticos são ladrões? É só analisar suas evoluções patrimoniais. Não pode um político que tem como rendimento só o que ganha na vida pública ter propriedade de 10, 12 milhões de dólares. E em alguns casos muito mais do que uma só propriedade. Várias com valores iguais ou superiores a esse. Se consegue este dinheiro, não foi pelo tempo na vida pública, e sim pelo tempo que roubou exercendo mandatos na vida pública. A evolução patrimonial é a forma mais simples desses pusilânimes enganadores do povo serem identificados e presos, e seus bens sequestrados. Até porque o tempo que passam na cadeia, comendo e sendo vestidos, passam às custas do povo que eles roubaram. Por isso, não é justo que esses senhores saiam de lá como "baruscos", "cerverós", "paulos robertos costas", ou como empresários corruptos que estão em Portugal em suas mansões”. A propósito, é o próprio Jornal do Brasil que publica mais uma das muitas notícias que justificam a pecha de “vergonha mundial” atribuída a nosso país ao dar conta de que o ladrão Cerveró acaba de recuperar luxuoso apartamento cem Ipanema comprado com dinheiro roubado da sociedade. Que raio de justiça é essa na qual um ministro da mais alta corte de injustiça do país faz voltar ao convívio social o assassino Bruno? APRENDA COM BOECHAT, Ó JUVENTUDE POLITICAMENTE ANALFABETA, ESTAR TUDO ERRADO NA SUA VIDAI! Inté.

 

       

terça-feira, 14 de março de 2017

ARENGA 395


FAZER A ECONOMIA ANDAR. Diz a papagaiada de microfone. O papagaio de microfone é um dispositivo parecido com um ser humano usado pelo sistema que administra a riqueza do mundo para dizer ao povo que ele precisa comprar tudo que estiver à venda até condicionar seu cérebro a convencê-lo de ser realmente necessário comprar, comprar e comprar num frenesi alucinante que abarrota lojas aviões, ônibus, barcos, a fim de atender ao apelo de fazer compras. No começo do século passado, um cientista russo chamado Ivan Petrovich Pavlov, através de uma experiência conhecida como O CÃO DE PAVLOV, demonstrou na prática o condicionamento cerebral da seguinte maneira: Sabendo que o cão saliva à presença de comida, Pavlov tocava uma campainha antes de dar carne ao cão, o que fez repetidas vezes. Após algum tempo, o cérebro do cão foi convencido de que após o som ca campainha viria a carne, razão pela qual, repetida a opoeração por algum tempo, apenas o som da campainha fazia com que o cão salivasse. Na realidade da vida, os fabricantes das coisas a serem vendidas desempenham o papel de um Pavlov que em vez da campainha aciona os papagaios de microfone. Os papagaios de microfone, em vez do cão, condiciona o cérebro do povo através do infindável estímulo para comprar. De tudo isso se conclui não ter o povo percebido ainda ser formado por seres infinitamente superiores ao cão, graças à capacidade de recionar com que a natureza os distinguiu. Em vez disso, comporta-se o elemento povo de modo incompatível com a nobreza existenta na capacidade de pensar, agindo de modo semelhante a um cavalo puxado por um espécime de povo rumo à carroça à qual um vai atrelar o outro.

O modo de viver vivido até aqui não condiz com a posição que o homem deve ocupar na natureza. Absolutamente nada justifica a proteção das grades de ferro como se vivêssemos num zoológico cuja existência também não se justifica porque lugar de bicho é no mato. Está tão fora de sintonia com a realidade a sociedade humana que ainda existem reis, rainha, príncipes e princesas. Até habilidade de chutar bola, cantar bobagens e se segurar sobre um pobre animal que procura se livrar do montador aos saltos é motivo para elevar alguém à categoria de rei na mentalidade de povo.

Recusa-se a humanidade em evoluir espiritualmente. Ao contemplar a história dos seres humanos através dos tempos percebe-se o mesmo comportamento desagregador do qual resultam seres considerados superiores e inferiores, distinção estabelecida pelos próprios seres humanos, quando é a própria natureza criadora que exige união. Embora nem tudo ha História pode ser tomado ao pé da letra, o historiador Henry Thomas, em História da Raça Humana, dá um exemplo que pode muito bem ser a explicação do erro inicial que originou a burrice até hoje considerada sabedoria do comportamento que separa as pessoas em enganados e enganadores através do “levar vantagem”.

Pondera aquele historiador que no lugar onde ocorreu o primeiro agrupamento humano, no Egito, onde a alimentação dependia das enchentes do rio Nilo, por isso ou por aquilo alguém observou o espaço de tempo entre uma enchente e outra, usando desse conhecimento para se fazer superior às outras pessoas do grupo insinuando-se capaz de manter comunicação com entidades divinas responsáveis pelos fenômenos da natureza, esperteza que o elevou à condição de sacerdote, portanto, parasita da sociedade à qual pertencia. Ao lado destes “espertos” individualistas, outra categoria de parasitas veio a ter origem quando alguém acumulava na época da fartura alimento que usava para vender às demais pessoas do grupo na época de escassez, comportamento antissocial do qual resultou se tornarem estas pessoas poderosas, poder que veio afinal a fazer delas autoridades governamentais, portanto, também parasitas do grupo a que pertenciam. Tivessem tido estes “espertos” comportamento social de compartilhar com o grupo suas observações não teria sido instalada a culta da desunião da qual resultaram as revoluções cepadoras de cabeças acontecidas e as que acontecerão.

Como se vê, é a “esperteza”, na verdade uma grande burrada, a fonte de todos os infortúnios humanos. E para perceber o quanto longe da realidade está a humanidade é suficiente constatar que os seres humanos inventaram um tal de Deus como exemplo de virtude, mas em nome do qual corre rios de sangue e muita infelicidade. Inté.