quinta-feira, 10 de maio de 2018

ARENGA487


Nos meados do século passado, quando ainda não existiam as FMs, a Rádio Bandeirantes de São Paulo tinha um programa chamado Trabuco, no qual o radialista Vicente Leporace, com espetacular contundência, esbravejava sobre os desmandos na administração pública. Mas absolutamente nada mudou. Além da televisão, são inúmeras as rádios, inclusive a própria Bandeirantes, a fazer estardalhaço sobre os desmandos que se comparados com os do tempo do grande Leporace fariam daqueles um quase nada. Mas o que há de interessantíssimo em tudo isso é que o espalhafato, as denúncias e as indignações não passam de um faz de conta porque são os próprios meios de comunicação que semeiam a cultura que dá origem aos desmandos contra os quais eles esbravejam. É uma questão de tirar o pensamento das igrejas, do axé e do futebola e encarar a realidade histórica. Quem se dispuser a fazer isto chegará inexoravelmente à conclusão de que o povo nunca teve outro papel senão o de bobalhão, de peças do jogo de lego com as quais os falsos líderes montam as mais diversas realidades através exatamente dos meios de comunicação aos quais o povo delegou o direito de pensar por ele. Graças a esta delegação de poder, o povo acredita serem normais coisas como o lucro dos bancos, um banqueiro candidato a presidente da república, haver importância nas toupeiras mentais que os meios de comunicação consideram famosos e célebres, ser mais importante estádio de futebola do que hospital e escola, ter de pagar por tudo aquilo que já se pagou com os impostos, enfim, os meios de comunicação fazem com que o povo não só encare estas coisas não só absolutamente normais, mas também necessárias e até mesmo úteis à sociedade. Temos, pois, que os meios de comunicação que esbravejam contra a existência dos desmandos são os responsáveis pela existência deles. Esta realidade aparece sobremaneira nos comentários sobre economia. A página 13 do livro GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA ECONOMIA BRASILEIRA, começa bem desse jeito: “Imagine que, após uma noite maldormida e repleta de pesadelos, você acorda mau. Mau com “u” mesmo: uma pessoa ruim, um canalha ou, como se diz nas novelas, um cara frio, mesquinho e sem escrúpulos. Diante do espelho do banheiro, você promete a si próprio: – A partir de hoje, lutarei para prejudicar os trabalhadores. Espalharei a miséria e a corrupção. Aproximarei o Brasil do Apocalipse! Termina dizendo que se alguém tomasse tal decisão estaria apoiando as medidas governamentais. É justamente por isso que os agentes governamentais são escolhidos pelos meios de comunicação.

Mas tudo fica claro quando se conclui que os esperneadores contra os desmandos que fazem estardalhaço pelos meios de comunicação são subordinados a eles pelo vínculo empregatício. É esta tramoia que sustenta a forma atual de administração pública. Através do pão e circo se alimenta o analfabetismo político do qual resulta um povo menos interessado no futuro dos filhos do que bola na rede. Desta forma, sabendo-se que a massa bruta de povo é incapaz de uma só ação inteligente, todo o converseiro sobre desmandos tem por finalidade a obtenção de audiência da qual depende maiores lucros. Caso houvesse real interesse numa sociedade diferente desta maldição que aí está os meios de comunicação bradariam por um sistema educacional que formasse cidadãos em lugar de técnicos em fabricar dinheiro. Enquanto o bicho povo se limitar à condição de bicho terá o destino de ter o rabo esfolado. Aliás, pelos líderes que escolhem, parece mesmo gostar de tal destino. Inté.   

 

 

domingo, 6 de maio de 2018

ARENGA 486


Certamente por não ser intelectual, o escrevinhador deste mal amanhado blog insiste em afirmar serem completamente inúteis os intelectuais uma vez que a intelectualidade deles em nada contribui para uma forma menos irracional de vida, o que deve ser o primeiríssimo objetivo de cada um dos mais de sete bilhões de seres humanos a destruir perigosamente sua moradia. Não é só o pseudo intelectual José Sarney que escreve livros do tipo daqueles que quando a gente larga não quer mais pegar, como disso o saudoso Millôr Fernandes. Acabo de fazer péssima aquisição comprando o livro O QUE É FILOSOFIA? do intelectualíssimo José Ortega Y Gasset. O livro é um curso de filosofia ministrado pelo famoso escritor e a primeira aula começa assim: “Em matéria de arte, de amor ou de ideias, creio pouco eficazes os anúncios e os programas. No que concerne às ideias, a razão de tal incredulidade é a seguinte: a meditação sobre um tema qualquer, quando é positiva e autêntica, inevitavelmente aparta o meditador da opinião recebida ou ambiente, da que, com razões mais graves do que vocês supõem agora, merece ser chama de “opinião pública” ou “vulgaridade”.

A décima primeira que também é a última aula, como todas as demais, começa e termina sem dizer prá que veio, salvo para outros intelectuais de inútil intelectualidade: “Todas as vezes que eu disse que nos víamos forçados a transpor os limites da antiguidade e da modernidade, procurei acrescentar que só as superaríamos na medida em que as conservássemos. O espírito, por sua própria essência, é, ao mesmo tempo, o mais cruel e o mais terno ou generoso”.

Comprar este livro é jogar dinheiro fora como fiz porque o de que necessitamos é a praticidade da constatação de estar a humanidade vivendo do mesmo modo como vivem os irracionais. Portanto, rasgos de profunda intelectualidade não encontram eco no meio da brutalidade humana que carece ser amenizada antes de quaisquer outras ponderações uma vez que a vida dos seres humanos é tão louca que eles são obrigados a transferir para quem não precisa de nada os recursos de que eles muito precisam. Desta transferência resultam as grandes riquezas dos fornecedores das coisas de que o povo não pode prescindir: alimento, luz, água, segurança, transporte, remédios. A propósito da inconsequência do que ocorre no tocante aos remédios, recente publicação no blog Outras Palavras, escola de alfabetização política, dá conta de que em função dos lucros exorbitantes com a venda de medicamentos a indústria farmacêutica conseguiu o que os alquimistas não conseguiram: FABRICAR OURO.

Enfim, para obter as coisas das quais necessitam, além do necessário para cobrir os gastos do fornecedor, os seres humanos são obrigados a repassar uma soma adicional destinada à formação de riqueza dos prestadores de tais serviços uma vez que todos os serviços são prestados por particulares sedentos de riqueza como são todos os Midas do mundo. Ao entregar a estes monstros funções que deveriam ser exercidas exclusivamente pelo Estado, é como soltar uma raposa dentro do galinheiro, absurdo que se deve por força da cultura enviesada da injustificada ineficiência do poder público. Se o Estado se move através de seres humanos, nada explica que seres humanos possam tocar com eficiência uma empresa privada, mas não uma empresa pública. Portanto, em vez de uma casta de intelectuais com a cabeça nas nuvens, a sociedade careca acima de tudo de quem lhe mostre a realidade de viver de forma incompatível com a racionalidade.

Até as inúmeras mortes decorrentes de um sistema caótico de trânsito servem para justificar a existência de empresas privadas que arrancam fortunas dos usuários das estradas. É tamanho o contrassenso que apesar de saírem das fábricas com capacidade de desenvolver duzentos e vinte ou mais quilômetros/hora, os usuários das estradas são obrigados a se limitar a sessenta e oitenta quilômetros ora por conta da abstinência do Estado que deixa quem precisa usar as estradas entregues à fome de riqueza dos donos das empresas às quais foi transferido o direito de explorar as rodovias. Enfim, o que precisa ser pensado e repensado é o que leva o povo a não inteiramente submisso à condição de burro-de-carroça para formar as imensas fortunas que existem nos infernos fiscais. Isto, sim, deve ser martelado incessantemente em vez das tagarelações inúteis da inútil intelectualidade. É tudo uma questão de ter os pés no chão por ser impossível tê-los no espaço juntamente com a cabeça dos intelectuais. Inté.     

sábado, 5 de maio de 2018

ARENGA 485


O silêncio de Joaquim Barbosa quanto a planos para um possível governo seu como provável presidente da república tem incomodado os meios de comunicação que cobram dele pronunciamento a esse respeito. Este procedimento da imprensa é tão sem fundamento quanto aqueles que garantem ser positiva para a sociedade a agiotagem do sistema bancário ou a transformação da produção de alimento em fonte de riqueza para os multimilionários do agribiuzinesse através de conluios com autoridades do BNDES, e o endeusamento do pão e circo que elevam toupeiras intelectuais à qualidade de “famosos” e “celebridades”. A fim de dar uma importância inexistente aos espetáculos do pão o circo é que os patrões dos papagaios de microfone exigem deles expressão de alegria ao anunciar algum destes espetáculos.

Tanto não fazem sentido estas últimas informações quanto a cobrança que a imprensa faz para que o doutor Barbosa se pronuncie a respeito do que pretende fazer como presidente da república. Não precisa ser cientista de politicagem e nem mesmo ser inteligente para saber que depois de eleito candidato algum faz o que disse que faria enquanto candidato, circunstância que certamente inibe o doutor Joaquim Barbosa de fazer promessas que depois venha a não poder cumprir por força do empenho do congresso corrupto que nem de longe quer ouvir falar em moralização política, certamente uma das bandeiras empunhadas pelo doutor Joaquim Barbosa cujo empenho pelo cumprimento da lei ficou demonstrado durante o julgamento do Mensalão. Ao contrário de moralização, os políticos fazem da sociedade uma fonte inesgotável de recursos com os quais têm vida regalada. Três expoentes do nosso jornalismo, os  jornalistas Hélio Fernandes, Mauro Santayana e Ricardo Boechat mostram com clarividência cristalina esta realidade. O primeiro, através do jornal Tribuna da Imprensa, escreveu e reescreveu sobre o quanto a sociedade transferiu para políticos e apaniguados com a privatização da Companha Vale do Rio Doce. O segundo, em reportagem denominada A Crise da Razão Política e a maldição de Brasília mostrou de forma espetacular o quanto a sociedade foi explorada pela ditadura militar. O terceiro, apesar de ser um grande tagarelador, apenas com uma observação, de modo irretratável, mostrou as más intenções dos congressistas a quem já superou a fase bruta de povo e é capaz de pensar, o que fez ao observar que o partido político que tem mas parlamentares denunciados pela justiça por prática de crimes é justamente esse o partido que mais recebe proposta de filiação de parlamentares vindos de outros partidos.

Assim, um homem da envergadura moral demonstrada pelo doutor Joaquim Barbosa, cujos detratores encontraram como único fato desabonador de sua boa conduta a compra de um apartamento em Nova Iorque cujo custo cabia perfeitamente dentro de seus rendimentos. É próprio dos pequenos homens procurar denegrir a imagem dos grandes homens. Este é o motivo pelo qual os defensores do sistema corrupto encontram defeitos nos jovens da Lava Jato e no doutor Joaquim Barbosa. Entre eles encontram-se inclusive autoridades do judiciário, o que levou a ministra Eliana Calmon a firmar haver bandidos de toga. Se há o que estranhar na aquisição do apartamento em Nova Iorque é a constatação de que nem mesmo pessoa de elevada intelectualidade e notório zelo por sua sociedade escapa da cultura da paixão pelo American Way of Life. É tudo uma questão de pensar. Inté.    

sexta-feira, 4 de maio de 2018

ARENGA 484


À pergunta “QUE PAÍS É ESTE?”, tão comum que aparece até em letra de músicas, responde-se: É um país tão esquisito que o candidato que tem a maior preferência do seu povo para ser presidente da república é um presidiário. Um país cuja população é constituída de torcedores, ladrões, foliões e religiosos. País com uma juventude tão subdesenvolvida mentalmente que considera como mais importantes da sua sociedade pessoas de nível intelectual ainda mais medíocre que o dos outros jovens porque os “famosos” e as “celebridades” nem mesmo sabem quando um livro está de cabeça para baixo. É um país onde inexistem sentimentos nobres como dignidade e honra. Um país de macacos apaixonados pelo American Way of Life que para imitar os americanos fazem réplicas ridículas das Torres Gêmeas, da Estátua da Liberdade e até há programa de rádio denominado Young Professional. Pais de onde decolam aviões abarrotados de macacos deslumbrados para fazer compras em Me Ame e levar crianças à Disney, além de ser obrigatório o ensino de inglês às crianças brasileiras. Infelizmente, este é o Brasil. Aqui, além de servir de almoxarifado para os estrangeiros, permite que eles venham dar pitacos sobre política. O jornal Folha de São Paulo publica recente entrevista do filósofo americano Noam Chomsky cuja matéria leva o título Lula é alvo de ataque da elite, mas esquerda precisa fazer autocrítica, diz Chomsky. Basta pedir ao amigão Google a sentença em negrito para ele exponha a entrevista na qual o gringo diz ser injusta a prisão do ex-presidente Lula por ser vingança das classes dominantes. Acontece que segundo o Livro da Política, Ed. Globo Livros, pág. 315, o senhor Chomsky é defensor das classes dominantes porque consta ali uma sua declaração no seguinte teor: “Todos devem garantir que os ricos estejam felizes”. É sobremaneira incompreensível que este senhor venha agora a se opor ao comportamento dos ricos, que é como se entender por classes dominantes. Como todos os egressos das Harvards do mundo, também o senhor Chomsky é portador do vírus que provoca a doença de Midas. Portanto, não faz sentido sua preocupação com os problemas sociais dos desfavorecidos daqui e nem afirmar ter havido inclusão social no governo de Lula porque ele promoveu mesmo foi muita corrupção. Inté.

 

 

 

terça-feira, 1 de maio de 2018

ARENGA 483


o que pensar a matéria publicada no jornal Estado de São Paulo dando conta de que uma pesquisa revelou que 51% dos americanos que se declaram republicanos veem a imprensa como inimiga do povo. A imprensa capitalista é realmente inimiga do povo. Mas é intrigante o que teria levado a massa bruta de povo a chegar a tal conclusão uma vez que povo não pensa. Quanto maior a religiosidade de um povo, maior sua incapacidade de pensar porque a religiosidade inibe o raciocínio quando prega a desnecessidade de se questionar os mistérios de Deus. Assim, causa espanto ter chegado àquela conclusão logo um povo como o americano, tão ansioso por riqueza que resumiu na frase TEMPO É DINHEIRO sua falsa crença de ser perda de tempo parar para pensar em qualquer outra coisa que não esteja vinculada à produção de riqueza. As únicas queixas contra a imprensa de que se tem notícia são provenientes de malandros alegando perseguição política. Posso estar enganado, mas nos meus oitenta e dois anos bem vividos nos quais não faltaram experiências, principalmente com mulheres, bons uísques e até com a maconha, experiência esta que me mostrou ser ela tão prejudicial à saúde que aumentou muito meu problema de estômago e os batimentos cardíacos disparavam, razão pela qual tive de deixá-la. Infelizmente, porém, deixa-la para ser usada pelos pobres jovens que com isso inviabilizam uma velhice menos atormentada procurando curtição sem saber que têm na sua juventude a maior de todas as curtições. Os jovens não sabem o quanto perdem em não adquirir conhecimento com os velhos.

Mas como nosso assunto são os americanos das bundas brancas, causa espanto terem eles percebido ser a imprensa motivo impediente de uma sociedade na qual seja possível viver sem o temor de ser explodido, metralhado, esfaqueado ou esmagado por carros deliberadamente jogados sobre as pessoas. Mas eles apenas ouviram o galo cantar. É improvável terem descoberto que o mal está é nos proprietários dos órgãos de imprensa de um regime capitaneado pelo perverso sistema capitalista cujo carro-chefe é o país deles, os Estados Unidos. Fica ainda maior a estupefação diante da realidade de aparecer tal conclusão justamente no país onde o povo é constituído da maioria religiosa, uma vez que os religiosos são convencidos da desnecessidade de pensar para concordar com os mistérios de Deus independentemente de qualquer questionamento.

A prejudicialidade da imprensa capitalista, apesar de artimanhosamente sutil, pode ser percebida facilmente através do que dizem os meios de comunicação quando afirmam serem positivas para a sociedade atividades do tipo da agiotagem do sistema financeiro endeusado pelos banqueiros, monstros de cuja boca escorre baba de dragão, do consumismo, do agribiuzinesse, do pão e circo, etc., por serem atividades danosas do ponto de vista da sociabilidade da qual decorre o bem-estar social. A sociabilidade é a matéria prima da sociedade humana. As três primeiras atividades têm por finalidade extorquir a sociedade, usando a derradeira para distraí-la enquanto lhe atocham o ferro no rabo e a mão no bolso de forma tão violenta que destas atividades resulta a remessa dos recursos públicos para as caixas-fortes dos infernos fiscais. Sabendo-se que do mesmo jeito como a manada segue o berrante tocado pelo vaqueiro o povo também segue o berrante tocado pela imprensa, sendo esta de propriedade dos escravizadores do povo, os ricos donos do mundo, evidente que seu berrante toque música que conduza a massa bruta de povo para a situação em que ele se encontra. Isto é, convencido de haver felicidade na submissão à escravidão de um emprego. A modalidade de escravidão moderna mantida pela lavagem cerebral feita pelos meios de comunicação aparece de forma bem clara na profissão dos policiais. Eles investem furiosamente contra os oprimidos como eles para defender os opressores. Na página 77 do livro DO KZARISMO AO COMUNISMO, do historiador Marcel Novais, temos um exemplo perfeito desta realidade quando o autor discorre sobre a opressão do governo russo sobre o povo da seguinte maneira: “... todas as vezes que tropas foram chamadas a reprimir manifestações, elas o fizeram de forma eficiente e letal. Essa lealdade é surpreendente quando se sabe que soldados recebiam pouco mais de um décimo do que se considerava necessário para uma subsistência digna. Seus rendimentos tinham de ser suplementados por suas famílias e pela prática comum de venderem parte de sua ração de comida. Soldados não podiam fumar em público, nem frequentar bares ou restaurantes. Além disso, o tratamento dispensado por oficiais a seus subordinados costumava ser cruel”.

Não haveria total concordância com o absurdo de destruir a natureza em troca da produção de dinheiro não fosse a lavagem cerebral pela pregação desta cultura infeliz feita pelos meios de comunicação. Na revista Veja de 04/04/18, em reportagem intitulada UMA NOVA CULTURA, o entrevistado, um egresso das Harvards do mundo, portanto um pregador desta modalidade de vida infeliz, afirma o seguinte: “... precisamos de jovens que escrevam menos artigos e ensaios e produzam mais”. Certamente ensinar a produzir dinheiro uma vez que é para não ensinar produzir textos literários. Do ponto de vista da racionalidade, afirmar tal coisa é propagar a incivilização de considerar o TER superior ao SER como determina a cultura bárbara atual que faz as pessoas indiferentes ao sofrimento alheio. 

Entretanto, determinada cultura impõe o comportamento humano até que a sensatez discorde dela e mostre haver comportamentos mais condizentes com a busca do bem-estar requerido por todos os seres vivos. Acontece que a sensatez mostra de forma indiscutível não estar correto um modo de vida semelhante ao dos irracionais, semelhança devidamente comprovada pela crueldade das destruições das guerras. A partir do momento que parte da massa bruta de povo perca algo da brutalidade, daí em diante nova culta toma o lugar da antiga, como mostra o primeiro parágrafo do capítulo 15 do primeiro volume do livro História da Civilização Ocidental, de Edward McNall Barns: “Pouco depois de 1300 havia começado a decair a maioria das instituições e dos ideais característicos da época feudal. A cavalaria, o próprio feudalismo, o Santo Império Romano, a autoridade universal do papado e o sistema corporativo do comércio e da indústria iam aos poucos enfraquecendo e terminariam por desaparecer completamente. Estava praticamente finda a grande época das catedrais góticas, a filosofia escolástica começava a ser ridicularizada e desprezada, e aos poucos, mas com eficácia, ia sendo minada a supremacia das interpretações religiosas e éticas da vida. Em lugar de tudo isso, surgiam gradualmente novas instituições e modos de pensar cuja importância é suficiente para imprimir, aos séculos que seguiram, o cunho de uma civilização diferente”.

É justamente o de que a humanidade carece. UMA CIVILIZAÇÃO DIFERENTE, porque não tem cabimento em qualquer lógica viverem seres capazes de raciocinar da mesma forma como vivem os incapazes desta fabulosa dádiva natureza, tão incapazes que dialogam com estátuas, creem haver virtude na caridade, fazem apologia do sofrimento, consideram a si mesmos carneiros de Deus, buscam proteção em igrejas onde não raro encontram a morte, bebem e comem água e comida contendo veneno e bosta, além de se matarem mutuamente e involuir espiritualmente sua juventude forma tão cruel que ela passou a ter por ídolos pessoas mentalmente insignificantes, as tais de “celebridades” e “famosos”. Ante tal realidade não se pode contestar a necessidade de uma nova cultura. Né não? Inté.  

 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

ARENGA 482


Promotor chama ministros do STF de "canalhas e "fdp" Notícias

Promotor chama ministros do STF de "canalhas e "fdp" e sofrerá investigação

Yahoo Notícias 20 horas atrás






Os ministros Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Fotos: Fátima Meira e Renato S. Cerqueira/Futura Press

A corregedoria do Ministério Público de São Paulo vai instaurar uma reclamação disciplinar para investigar os xingamentos feitos pelo promotor Ricardo Montemor em uma rede social. As informações são da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

“Confesso estar muito, mas muito cansado mesmo de toda esta canalhice que é feita no STF pelos canalhas [Ricardo] Lewandowski, [Dias] Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Não há um só dia que estes fdp não tentam sacanear e acabar com a Lava Jato ou botar na rua o bandido corrupto Lula. A solução ideal não posso dizer. Perderia o emprego se dissesse o que eles realmente merecem. Até quando vamos ter que aguentar esta bandidagem togada?”, escreveu Montemor.

Confesso estar muito, mas muito cansado mesmo de toda esta canalhice que é feita no STF pelos canalhas [Ricardo] Lewandowski, [Dias] Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Não há um só dia que estes fdp não tentam sacanear e acabar com a Lava Jato ou botar na rua o bandido corrupto Lula. A solução ideal não posso dizer. Perderia o emprego se dissesse o que eles realmente merecem. Até quando vamos ter que aguentar esta bandidagem togada?”, escreveu MontemorTite, o técnico da Seleção Brasileira, na revista IstoÉ, afirma: “Não atrelem o futebol à política”. Tal afirmação é tão desprovida de conhecimento que só pode mesmo ter origem num mundo no qual o valor das pessoas se mede pela habilidade nos pés em vez do cérebro. A verdade da qual nem desconfia a massa bruta de povo, manada que segue o berrante da televisão, é que esportes, política e religião estão ligados entre si como três gêmeos siameses, com a diferença de que absolutamente nenhuma intervenção cirúrgica será capaz de separá-los enquanto perdurar a cultura escravagista do capitalismo. Os esportes são a nova modalidade do pão e circo, invenção romana que contava com a indiferença conveniente da igreja e com a qual os imperadores convenciam a turba ignorante daquela época que em quase nada difere da de hoje de que para se viver bastava ter o que comer e os divertimentos bárbaros dos espetáculos do Coliseu. Graças a este convencimento a política eliminava ardilosa e convenientemente no povo a capacidade de raciocinar, como ainda hoje ocorre. A desnecessidade de raciocinar sobre as coisas da vida leva as pessoas a aceitar com tranquilidade a informação de ter Cristo feito com que um cego voltasse a enxergar e curasse a lepra de dois ou três leprosos sem que lhes ocorra o porquê de não ter Cristo extinguido do mundo a cegueira e a hanseníase em vez de livrar apenas quatro gatos pingados desses males. Num mundo em que poucos vivem às custas dos demais é necessário inutilizar a capacidade de pensar porque não saber da condição de servos é indispensável à manutenção da servidão e do conformismos dos serviçais. A estupidez disto tudo é que também os senhores se tornam servos da incessante busca por riqueza e a circunstância de terem os serviçais como guardiões de seus tesouros deixa no ar a questão de saber até quando estes serviçais conseguirão conter a exigência natural da busca pela comodidade que aquelas riquezas sob sua guarda poderão lhes proporcionar. A participação de empregados no roubo de bens de seus patrões demonstra que os servos começam a recusar a servidão. Embora os livros de história distingam servidão de escravidão, tal distinção não faz sentido porque tanto o servo da Idade Média, o escravo do sistema escravocrata que durou até o século XIX e o empregado do sistema capitalista atual são todos escravos que trocam sua vitalidade pela subsistência apenas.

A necessidade que tem a cultura atual de escamotear a verdade aparece na supressão de qualquer manifestação pública sobre a realidade, verdade observável até mesmo nas pequenas coisas como acontece nesse exato momento com o comentário que fiz sobre reportagem no jornal Folha de São Paulo, denominada 'PSEUDO PASTOR DESELEGANTE' CRITICOU BANCADA EVANGÉLICA, DIZ FELICIANO, versando sobre a Reforma Protestante, comentário que foi prontamente censurado e cujo teor é o seguinte: A humanidade se recusa a evoluir espiritualmente. Até hoje ainda não descobriu que a religião é um engodo e que Deus foi criado pelo homem à sua semelhança. Também não sabe que o cristianismo foi imposto pelo imperador Constantino, e nem que a Reforma Protestante só teve sucesso porque Martinho Lutero contou com o apoio da nobreza ávida para tomar as terras da igreja que Lutero propunha confiscar e que eram ainda mais do que as que os parasitas sociais do agrobiuzinesse têm hoje no Brasil graças às falcatruas com o BNDES. O que está dito aí eu vejo nos livros de história e nos pronunciamentos de não vendilhões da pátria que dizem haver um conluio entre a corrupção política e fazendeiros através do BNDES. Entretanto, por ser contra as más intenções dos senhores de escravos, não pode aparecer porque pode despertar em alguém alguma vontade de meditar sobre a vida, o que amedronta os escravizadores. Para evitar cogitações sobre a falsa realidade é que a juventude é desestimulada a ler e estimulada a preferir futucar telefone e saber sobre o resultado do exame de urina do jogador de futebola. É também por esta mesma razão que o grupinho de escravizadores por meio de imensa papagaiada de microfone endeusa o pão e circo de forma tão avassaladora que os executores das brincadeiras, geralmente semianalfabetos e aculturados viram “celebridades” e “famosos”. A coisa ocorre de forma tão assustadora que jovens e senhores de cabelos brancos são tomados de fortíssima emoção diante de um espetáculo na verdade ridículo de vinte e dois homens num capo correndo desesperadamente para conduzir uma bola com os pés a fim de fazê-la passar por um jogador incumbido de evitar que isto aconteça. Quem não foi afetado pela estardalhaço do pão e circo não suporta mais do que cinco minutos vendo a bola passando de um para outro jogador e que ao sair pelos lados, o que acontece a todo instante, faz parar a peleja ridícula.

A velhice dos jovens indiferentes à política está ameaçada não por falta de dinheiro, como afirmam os interessados em deixar a previdência sob a responsabilidade do sistema bancário, mas porque o dinheiro se esvai no desperdício e na roubalheira da mesma forma como escorre a água de uma represa fissurada em vários pontos. Desta realidade resultará para a turba barulhenta e festeira a falta dos remédios e os cuidados reclamados pela velhice porque isto depende da forma como são administrados os recursos públicos roubados enquanto a massa bruta de povo esperneia nos espetáculos do pão e circo. A roubalheira e os desmandos que impedem o bem-estar individual e social afetam com tal virulência um ou outro jovem não imbecilizado que um promotor público, diante da conivência de juízes da mais alta corte de justiça com os criminosos, tomado de ódio, xingou-os de canalhas e FDP. Que tipo de sociedade é esta em que membros da instituição que leva o pomposo nome de SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL fazem por merecer tamanha depreciação? Muito estranho é ninguém perceber que embora este país que nunca deixou a mediocridade e a desonra, neste momento, em nome de seja lá o que for, precisa ser resgatado da desmoralização em que se encontra, e sua juventude resgatada da mediocridade e transformados em homens e mulheres honrados e honradas, o que nunca poderá acontecer sem se dedicar à tarefa de pensar, sem o que ninguém chegará jamais à conclusão de estar tudo tão errado quanto errado estava o modo de pensar de Tomás de Torquemada. Ele tinha absoluta certeza de estar agindo em benefício das pessoas que ele torturava e queimava vivas, convicto de estar salvando para Deus as almas daquelas infelizes criaturas sometidas a sofrimentos indescritíveis narrados na história da Inquisição.

O mundo está clamando por mudança para o bem da humanidade uma vez que a situação atual em nada difere da situação dos anos 1300 quando, segundo o capítulo 15 de História da Civilização Ocidental, de Edward McNall Burns, página 391 do primeiro volume, havia começado a cair a maioria das instituições e dos ideais daquela época feudal. Suas catedrais góticas e sua filosofia escolástica passaram a ser ridicularizadas e desprezadas. Desta mesma forma, precisam ser desprezados também o atual sistema econômico do qual resulta um por cento da humanidade com noventa e nove por cento da riqueza do mundo; precisa ser desprezado o atual sistema educacional que ensina a competição em vez da cooperação para a vida em sociedade; precisa ser desprezada a religiosidade e o pão e circo uma vez que a tanto uma quanto o outro são formas de inutilizar a inteligência e o orgulho de ser capaz de pensar e meditar sobre coisas como o fato de promotores de brincadeiras terem um padrão de vida infinitamente superior ao das profissões socialmente relevantes. É tão espetacular a distorção das mentalidades que os pobres jovens milionários pelo pão e circo são convencidos de serem realmente importantes para a sociedade, sem nenhuma noção da realidade de terem sido transformados em parasitas sociais. Também é preciso ser desprezada a falsa cultura do consumismo como condição de bem-estar social e a liderança de falsos líderes além do analfabetismo político mencionado por Bertold Brecht como causa de todos os males que afligem a sociedade humana.

Pensar ou filosofar sobre maneiras de fazer a vida o menos desagradável possível é muitíssimo mais importante do que desperdiçar pensamentos em torno de questões que nada têm a ver com a qualidade de vida tais como especular de onde viemos, para onde vamos, se há vida depois da morte, se há outros planetas habitados, e coisas desse tipo. O filósofo Stephen Law afirma na página 16 do livro Filosofia que muitos dos maiores pensadores religiosos foram filósofos, e alguns dos mais importantes filósofos, foram teólogos. Tal afirmação equivale a dizer de uma filosofia da religião. Entretanto, tal filosofia seria uma filosofia ao contrário porque a filosofia não deve ter por finalidade apenas o exercício da atividade de pensar, mas pensar sobre como se viver melhor. Viver de modo mais civilizado do que outros seres também vivos mas por serem tolhidos da capacidade de pensar dependem da insensatez de depender a vida de uns do sacrifício da vida de outros que com grande pavor são devorados vivos para que os mais fortes vivam. Desta forma, tendo a religiosidade por princípio dispensar argumentos sobre os mistérios divinos, direcionando o pensamento para a conveniência do conformismo com o sofrimento e a caridade, mostra-se totalmente negativa do ponto de vista da sociabilidade, da dignidade e de uma boa qualidade de vida.

O não pensar é a base na qual se apoia a forma perversa de administração pública atual tão às avessas que dá origem a notícias como esta publicada no blog Outras Palavras na reportagem denominada INDÚSTRIA FARMACÊUTICA: A INSONDÁVEL CAIXA PRETA, no seguinte teor: “É assustador quantas similaridades existem entre essa indústria e o crime organizado”. Uma afirmação desse tipo sobre a indústria farmacêutica impressiona, mas o que impressiona mais é a fonte: quem a escreveu foi um ex-diretor de marketing da Pfizer, uma das maiores empresas do ramo no mundo, com cerca de US$ 50 bilhões anuais em vendas. (a matéria diz que a indústria farmacêutica conseguiu o que os alquimistas não conseguiram: fabricar ouro). Ou esta outra matéria denominada A TERRA PERDE BIODIVERSIDADE EM RITMO ALARMANTE, DIZ A ONU, pulicada na revista Carta Capital, no seguinte teor: Estudos mostram que nenhuma região do planeta está a salvo da perda de flora e fauna. Cientistas apontam estilo de vida humano como principal causa.  A Terra tem perdido plantas, animais e água limpa em um ritmo alarmante, revelaram na sexta-feira 23 quatro relatórios sobre a biodiversidade divulgados pela ONU.

Não é mais possível aceitar que a humanidade tenha de ser submetida a tantos dissabores em consequência da fome insaciável de riqueza dos Midas do mundo que para puro deleite abarrotam imensas caixas-fortes com riqueza nos infernos fiscais. Portanto, a melhor coisa a se fazer esta juventude cujos cérebros foram substituídos por esterco de curral é pensar sobre esta situação da qual resultam cada vez maiores levas de mendigos perigosamente a vagar mundo afora porque um dia chegarão às suas casas. Inté.

 

Goal.com ter, 20 de mar 21:57 BRT







Ex-jogador foi anunciado nesta terça (20) como novo membro do PRB do Distrito Federal

Começou nessa terça-feira (20) a nova aventura de Ronaldinho Gaúcho - dessa vez, no mundo da política. O ex-jogador teve sua filiação anunciada pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB) do Distrito Federal em evento realizado no Diretório Nacional do Partido, em Brasília.

Ronaldinho se filia a partido de Crivella e pode concorrer ao Senado em 2018

Goal.com ter, 20 de mar 21:57 BRT







Ex-jogador foi anunciado nesta terça (20) como novo membro do PRB do Distrito Federal

Começou nessa terça-feira (20) a nova aventura de Ronaldinho Gaúcho - dessa vez, no mundo da política. O ex-jogador teve sua filiação anunciada pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB) do Distrito Federal em evento realizado no Diretório Nacional do Partido, em Brasília.

 

 

terça-feira, 24 de abril de 2018

ARENGA 481


Alvíssaras para nossa Cidade de Vitória da Conquista porque ela acaba de dar mais uma pincelada no quadro que retrata os brasileiros como a raça que em seus mais de quinhentos anos de vida nunca deu nenhum, absolutamente nenhum, sinal de dignidade, orgulho ou amor próprio. Pelo contrário, como macacos, prestam-se a uma infindável imitação ridícula e paixão pelo American Way of Life. Se a capital do nosso Estado da Bahia tem um ridículo Salvador Trade Center, Vitória da Conquista, agora, tem uma ridícula Estátua da Liberdade. O embotamento mental desse zé povinho de merda cujo espírito de rato supera o do próprio rato faz com que ele seja indiferente a notícias como estas publicadas na imprensa, cujas consequências comprometem o futuro de seus filhos: Presidenciáveis enfrentam mais de 160 investigações em tribunais pelo país. Como ser indiferente à notícia que diz ser a presidência da república disputada por bandidos? Outra notícia diz: Cada deputado no Brasil custa 179.000 reais por mês. Que povo é esse que diante de tanta carência mantém quinhentos e treze deputados a esse custo para fazerem o que as notícias dão conta? E ninguém parece perceber ter falido completamente a administração pública no Brasil. Os pronunciamentos das “autoridades” são simplesmente ridículos. A justiça? Esta se encontra tão desmoralizada que altas “autoridades” judiciárias esbravejam abertamente contra funcionários zelosos de seu dever que procuram combater a corrupção deslavada que corrói os recursos públicos com uma voracidade tão imensurável que faz desaparecer como mágica a fortuna mostrada no impostômetro. Que me perdoe o destemido jornalista Ricardo Boechat por trazer frequentemente seu ilustre nome para este arremedo de blog. Mas, para quem conseguiu escapar do analfabetismo político, seus comentários mostram de forma incontestavelmente lúcida a realidade de se encontrar este país de triste sorte num impasse político momentaneamente insolúvel, mas que precisa urgentemente de solução. Depois de ter constatado que determinado partido político é o que tem maior número de políticos processados por crimes contra a administração pública, e que este mesmo partido é o mais procurado por políticos que deixam outros partidos menos corruptos para ingressarem no mais corrupto, diante desta fato o Boechat pergunta: POR QUE SERÁ QUE OS POLÍTICOS PREFEREM O PARTIDO MAIS CORRUPTO? Ora, evidente que é para terem maiores facilidades de praticar corrupção. A que triste situação chegamos! Enquanto a sociedade chafurda na violência, na ladroeira, na prostituição, na mediocridade dos “famosos” e “celebridades”, enquanto multidões acorrem às igrejas ao axé e ao futebola, milhões de crianças estão desamparadas, e as que estão amparadas são obrigadas a aprender inglês para perpetuar o colonialismo que sempre manteve esta pátria desamada de pernas abertas e estuprada por quem quiser dela desfrutar, diante de uma juventude constituída de analfabetos políticos, portanto, socialmente imprestável. Evidente que a américa latina continua colônia a serviço dos gringos das bundas brancas cujo bem-estar social custa o mal-estar social dos povos ainda politicamente analfabetos como mostra matéria publicada na revista Carta Capital intitulada CARNE ALEMÃ CONTRIBUI PARA DESMATAMENTO NA AMÉRICA DO SUL, no seguinte teor: “A produção de carne na Alemanha está diretamente ligada ao desmatamento na América do Sul, aponta um relatório da Organização de Proteção Ambiental Mighty Earth. Segundo o estudo, milhares de hectares do Gran Chaco – região na fronteira entre Argentina, Bolívia e Paraguai e que inclui parte do Pantanal brasileiro – são desflorestados para o cultivo de soja, planta que serve de alimento para o gado na Alemanha e em outros países da Europa.   -   Além do desmatamento, a organização acusa o uso de "enormes quantidades de fertilizantes químicos e pesticidas tóxicos, como o produto fitossanitário glifosato". Coisas desse tipo não são diferentes dos tempos em que navios carregavam as riquezas naturais das colônias sul americanas para riqueza dos europeus e americanos do norte.

A cultura do “Puxar Brasa Para Sua Sardinha”, e do “Meu Pirão Primeiro” é a fonte de onde brota todo o mal da humanidade. Ao recusar-se a evoluir para a irmandade necessária a um mundo verdadeiramente civilizado, condenando-se a si mesma a viver em eterna disputa, a humanidade priva os menos belicosos da dignidade a que todos têm direito. A disputa por algum tipo de poder dá origem aos crimes que infelicitam a vida. E os crimes se devem unicamente à recusa de esquecer do passado de bicho e teimar em permanecer brigando pela posse de algo. No final da página 10 e princípio da página 11 do livro A Anatomia da Violência, de Adrian Raine, consta que Lombroso afirmava decorrer o crime de um retrocesso evolutivo para espécies mais primitivas, circunstância que poderiam ser identificadas através de características físicas tais como mandíbula grande, entre outros traços físicos. Entretanto, embora os comportamentos antissociais decorram realmente do fato de ainda estar presente na personalidade humana a lembrança dos tempos de bicho, a distorção é moral em vez de física porque pessoas tão belas quanto Adônis e Afrodite também cometem crimes. A possibilidade que têm os seres humanos de viver de modo agradável é por eles mesmos descartada ao usarem o tempo durante o qual têm vitalidade em disputas ferrenhas das quais resulta sua própria infelicidade. Conhecer a realidade histórica mostrada no parágrafo segundo do capítulo catorze do livro História da Civilização Ocidental, de Edward McNall Burns, página 360 do primeiro volume, intitulado A LUTA ENTRE AS AUTORIDADES SECULAR E ESPIRITUAL, mostra o quanto é persistente a manutenção da beligerância pelo poder, circunstância que anula completamente o surgimento de uma evolução espiritual capaz de dar origem a um socialismo espontâneo e não imposto pela espada, necessário a uma sociedade pacífica, portanto, civilizada. Eis o que diz o historiador sobre a eterna disputa pelo poder: “O desenvolvimento da igreja na época feudal coincidiu com o aparecimento de ambiciosos chefes políticos. Tornou-se praticamente inevitável um conflito entre as autoridades secular e espiritual, pois que muitas vezes se sobrepunham as jurisdições reivindicadas por cada uma delas. A luta iniciou-se em 1075 e continuou com intensidade variada até pleno século XIV”.

A impossibilidade de cada grupo humano tomar suas próprias decisões, ficando seu destino a cargo de liderança individual causa atraso na marcha rumo à verdadeira civilização. Embora inegável seja o fato de haver algum avanço no desenvolvimento do sentimento de sociabilidade, haja vista a existência de programas assistenciais que amenizam o sofrimento de alguém aqui e acolá, a realidade, entretanto, é que a humanidade sempre foi e continua sendo disputada entre os líderes políticos e religiosos do mesmo modo como a bola é disputada em campo pelos jogadores dos dois times. Quando em grupos, os seres humanos perdem a identidade e seguem qualquer maluco com alguma capacidade de convencimento. Nossa história é riquíssima de exemplos desta realidade. As páginas 237 a 239 de História da Raça Humana, de Henry Thomas nos dá um um deles quando o autor discorre sobre um acontecimento da Primeira Cruzada e a facilidade com que um ignorante chamado Pedro, o eremita, embalado pela instigação do Papa Urbano II contra os muçulmanos, quando então Pedro reuniu cerca de cem mil seguidores que infligiram tão grande sofrimento aos judeus que “os rios de sangue corriam e o sangue dos homens misturava-se com o de suas mulheres, o sangue dos pais com o dos filhos, o das irmãs com o dos irmãos, o dos mestres com o dos discípulos, o das crianças e bebês com o sangue de suas mães. Mil e cem vidas foram sacrificadas em um só dia.” Dar ouvidos a fanáticos ou espertalhões tem sido normal entre os seres humanos. Da mesma forma como há quase mil anos multidões davam ouvidos a Pedro, o eremita, montando um burrico e com uma cruz na mão, também hoje multidões se aglomeram para ouvir enganadores, entre eles até quem se fantasia de caubói.

Mas a disputa renhida entre política e religião pelo direito de escravizar a massa bruta de povo que o historiador diz ter existido desde os princípios da Idade Média até o século XIV, na verdade não ficou lá no século XIV. Está presente até os dias atuais. Apenas mudou de forma do mesmo modo como a escravidão imposta pela chibata mudou para a escravidão imposta pela mídia dos ricos donos do mundo. Apenas houve um acordo entre as duas lideranças beligerantes, a política e a religião, para que ambas, cada uma a seu modo, submetessem os seres humanos em vez de apenas uma delas ter o privilégio de parasitá-los. É o que mostra a imprensa a quem tem olhos de ver e conhecimento de que a imprensa é o espelho que reflete a alma da sociedade. Reportagem no jornal Le Monde Diplomatique Brasil desse mês de abril de 2018, INTITULADA INVESTIGANDO OS DONOS DA MÍDIA NO BRASIL PÓS-GOLPE, sobre os proprietários da mídia no Brasil, mostra a realidade de estar grande parte da imprensa em mãos de igrejas. A outra parte, como sabemos todos, estando em mãos dos ricos donos do mundo que são também donos dos políticos e da política. Sendo a imprensa o berrante que conduz a manada humana para o destino que seus donos querem, e sendo o objetivo dos ricos donos do mundo que também são donos dos seres humanos o mesmo objetivo dos religiosos, isto é, parasitar a humanidade, resulta desta triste realidade um mundo tão infeliz quanto uma senzala porque nas senzalas também havia festejamentos e orações.

Expoentes do mundo literário tergiversam inutilmente prá lá e prá cá, mas fazem vistas grossas à realidade de que a humanidade carece de perceber a impossibilidade de depender da liderança de bárbaros porquanto todos os seres humanos não passam ainda de bárbaros. Talvez haja exagero na afirmação que faz o historiador Henry Thomas na página 235 do livro História da Raça Humana quando afirma que as posições de mando atraem elementos inferiores porque há pessoas que não são inferiores e que almejam posições de mando. O que acontece é que sendo em número tão pequeno em relação àquelas realmente inferiores, estas pessoas se veem de mãos atadas e são até perseguidas pelas pessoas inferiores. É o que acontece no momento com os detratores da Operação Lava Jato. Inté.

 

 

 

  

   

 

   Começou nessa terça-feira (20) a nova aventura de Ronaldinho Gaúcho - dessa vez, no mundo da política. O ex-jogador teve sua filiação anunciada pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB) do Distrito Federal em evento realizado no Diretório Nacional do Partido, em Brasília.Ronaldinho se filia a partido de Crivella e pode concorrer ao Senado em 2018