sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DO PENSAMENTO


 
O advogado é um sujeito preparado para apresentar de uma forma técnica, de modo a procurar facilitar o trabalho do magistrado ao qual ele faz um pedido de reparação para alguém que tenha sofrido dano físico, moral ou patrimonial. É, pois, um trabalhador cuja atividade visa impor ordem na sociedade. Entretanto, estudantes da FAINOR, que ouvi se tratar de futuros advogados, promoveram uma algazarra tão violentamente barulhenta na rua que, também segundo ouvi, foi preciso a intervenção da polícia. Isto é um descompasso uma vez que desordeiros não se importam com a ordem por desconhecer o que seja sociabilidade, ou vida em sociedade.

Vi, com os olhos da cara, na Av. Siqueira Campos, em frente ao correio, um jovem que trafegava de bicicleta em sentido contrário ao trânsito ser indiferentemente borrifado por um carro com um caldo putrefato e fedorento que escorria do esgoto.

Ouvi de um jovem que o homem nada pode fazer para melhorar as atuais condições de vida porque só Deus pode fazê-lo.

Ouvi de um jovem piauiense que limpava meus sapatos no aeroporto de Brasília que os moleques craqueiros são craqueiros por vontade própria. E ainda disse mais: que eles poderiam ser o que bem quisessem se usassem o livre arbítrio.

Esta também foi a explicação que nos deu (à minha mulher e eu) um taxista, também em Brasília, para um quadro inusitado de duas jovens trocando roupa na rua por volta de sete horas da tarde. Explicou serem garotas que moram nas cidades-satélites e trabalham no comércio da capital e que se prostituem à noite a fim de melhorar o salário. Completou dizendo que na verdade são prostitutas por vontade. Se quisessem, com o livre arbítrio, poderiam ser o que escolhessem.

Vejo jovens submetidos indiferentemente a um barulho ensurdecedor e a respirar o veneno contido na fumaça preta dos carros sem a mínima noção do estrago que aquilo está fazendo em seus ouvidos, pulmões e sistema nervoso.

É de fazer dó e piedade ver jovens indo sem necessidade para os hospitais como já fui muitas vezes quando a falta de orientação me fazia pensar que os prazeres das extravagâncias não viessem a cobrar um preço tão alto. Só com experiência se fica convencido de que poupar o organismo vale muitíssimo a pena. Basta dar uma espiadinha nas UTIs para acabar qualquer dúvida.

Jovens matando jovens e por jovens sendo mortos nas guerras guerreadas tanto em nome de líderes políticos quanto da liderança divina.

Jovens de inteligência acima do comum, não suportando o vazio de uma realidade que se resume em trabalhar, comer, cagar e trepar, enlouquecem e disparam armas sobre pessoas e em si próprios.

Ante tais realidades, fica evidente estar a humanidade no caminho errado. Nem poderia ser de outro modo uma vez que do sistema educacional não consta no currículo o ensinamento de como se viver em sociedade. À juventude, que é o patrimônio maior da sociedade, por ser ela o motor que move o mundo, precisa ser ensinado o exercício do pensamento, coisa nem de longe cogitada pelas lideranças da humanidade porque o objetivo de todas elas é esconder do povo a verdade da vida, à qual só o pensamento conduz.

Na realidade, nem mesmo os líderes sabem nada sobre a vida porquanto da ação deles é que resultou um mundo cão. É tão danoso para o futuro o modo de condução orientada pelos líderes do mundo que a genialidade do mestre Shakespeare os qualificou de cegos. Realmente, o pior tipo de cegueira, a mental, impede seja notado ser perigosamente falsa a crença absurda de ser necessário armar-se para se ter paz. Quanto mais armas há no mundo, mais violência também. A única verdade verdadeiramente verdadeira é que no mundo tudo é mentira, hipocrisia e burrice. A Revista Época de 26/12/2012 tem matéria afirmando que Papai Noel existe. A falta de conexão com a realidade, o fato de viver de ilusões e mentiras é o que produz a apatia humana pelo exercício do pensamento, deixando o ser humano em pé de igualdade com os bichos. Quem recebe um banho de caldo de bosta e não se incomoda é por ser bicho. Quem afirma que só Deus dá jeito é porque não pensa, do mesmo modo que não pensa quem pensa que o craqueiro é craqueiro por querer, ou que a prostituta é prostituta por querer, ou que não tem consequência empanturrar-se de comida, cachaça, barulho e droga.

A juventude foi tolhida de sua capacidade de pensar. Crianças a quem se ensina ser verdadeira a existência de um velho que viaja pelo espaço numa carroça puxada por veados voadores sem demonstrar curiosidade sobre o fato de veado voar é demonstração de atrofiamento da vivacidade própria das crianças, resultando daí adultos tão bobos que festejam a queima em fogos e festas do dinheiro de lhes amenizar as infelicidade à espera que passe o vigor da juventude. Só a incapacidade de pensar leva a estar de acordo com o salário de fome para o professor e salários extraordinariamente altos para promotores de brincadeira.

Os primeiros pensamentos do homem tinham necessariamente de ser voltados para a parte material da vida. Atormentado pela natureza, usou o homem da novidade que era a capacidade de pensar para encontrar meios de proteção. Entretanto, depois de superadas as dificuldades de sobrevivência, pouquíssimos seres humanos dedicaram ou dedicam algum tempo ao desenvolvimento da capacidade de pensar. Os que o fizeram, os filósofos, são tachados de malucos.

Assim, é por causa da falta de uso do pensamento que estamos tão mal. Que tal pensar? E por que não começar pensando se há realmente necessidade de se pensar? Sem o pensamento que leva a concluir quantos malefícios podem advir do fato de tomar um banho de caldo de esgoto, não estaremos nos equiparando aos porcos?

   

 

   

 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O CASAL REAL, O VELHO E O SACO DE BOSTA

          Quem viu na televisão um velho com um saco de estrume na mão, doido prá jogar na cabeça do príncipe e na mulher do príncipe? Pois eu vi. Estou exultando de alegria, satisfação, regozijo e felicidade por descobrir a existência de outro velho que, como eu, também pensa como Raul Seixas, Cazuza, Renato Russo, enfim, os jovens que sonharam com um mundo melhor. Ah! Como eu gostaria de ter coragem e oportunidade para tacar bosta na cabeça de tudo que é rei. Todos eles, inclusive os daqui.
          Para que serve um rei, alguém pode dizer? Para nada! Absolutamente nada. Quando os chefes de governos eram reis, cada um deles se achava o dono daquele Estado e agia como se assim fosse. O povo, como nunca prestou para outra coisa, produzia gansos, leitões, galinhas, enfim tudo de que necessitavam as festas dos nobres esvoaçantes e rodopiantes.
         A existência de reis deve-se a duas causas que a sociedade precisa banir: uma delas é o excessivo apego às tradições. A outra, é a necessidade de todos os governos do mundo em providenciar entretenimento com que envolver a atenção do povo e evitar a percepção do que está sendo feito com o dinheiro que lhes é entregue para devolver em serviços. Desta distração resulta a facilidade que faz da atividade de tomar conta do erário a mais rentável das profissões.
          Tem um rei aí que chupa a atenção do povo para um enorme e muito belo palco ricamente iluminado e enfeitado, sob o encantamento mágico e deslumbrante do maravilhoso magnetismo da televisão, e lá, nesse templo profano do ouro, cujos poderes são os únicos realmente superiores a tudo, até à natureza, porquanto tem se mostrado superior a ela na capacidade de fazer pensar, lá, nesse ambiente rico e feliz, para onde aquele rei leva o povo há cinquenta anos ele conta em forma de música para o povo maravilhado e com a boca aberta que de hoje em diante ele só vai gostar de quem gosta dele. Se eu falar a mesma coisa por um minuto sequer, dou a cara à tapa que neguinho taca bosta neu. Já ele, por ter sido ungido pelo poder da magia televisiva e transformado em rei, toda vez que ele fala que só vai gostar de quem gosta dele o povo taca é muita palma e dinheiro nele.
          Tem outro rei pelaí (e pelaí soa parecido com o nome dele), sujeito aparentemente bom sujeito. Ele nem mesmo sabe o verdadeiro motivo pelo qual se tornou rei e rico como todo rei. Deve pensar, como também pensam os bailarinos de axé, que é por saber jogar bola muito bem. Mas, sendo inteligente, como não são os bailarinos de axé, mesmo inocente, deve lhe passar pela cabeça que já fez muitas belas jogadas o seguinte: Por que quem sabe jogar bola vira rei, e não faz nenhum rei saber abrir um crânio ou um coração danificado por algum motivo, arrumar tudinho lá dentro, tampar de novo e fazer com que o quase defunto volte a bailar axé ou espernear no futebola? Por que tal façanha não faz reis? Tal questionamento deveria ocorrer na cabeça de todo mundo, principalmente de quem gosta dos filhos. Não pode haver hipótese alguma de justificativa para a exacerbação do fanatismo pelas brincadeiras que leva a juventude à loucura de estar convencida valer a pena acorrer para o descampado e lá permanecer por dias à espera de brincadeira sem dar a mínima para a situação mostrada lá no Google se digitar “o veneno está na mesa”. A constatação de consumirmos cada um de nós um litro e meio de veneno a cada ano deixa entendido o motivo pelo qual as UTIs andam superlotadas a ponto de não poderem mais aliviar as dores de quando forem velhos os filhos dos jovens de hoje e isto exige de qualquer pessoa, mormente os pais, alguma reflexão a respeito, salvo em se tratando de retardado. Certa professora da Universidade do Ceará declarou em entrevista à revista Caros Amigos que em determinada localidade do seu estado os hospitais já não podiam dar conta de atender pessoas envenenadas por trabalhar na lavoura.
          Os filhos que as pessoas dizem amar só não sentem os efeitos do envenenamento porque ao contrário dos agricultores que recebem alta dose de uma só vez, nós recebemos em parcelas de modo que a fatura só chega depois de ingerida a última parcela suportável pelo organismo.
          Embora pareça irreal, quem executa algum tipo de divertimento se dá muito melhor na vida material do que qualquer outra atividade fora da de tomar conta de dinheiro público. Na atividade de produzir brincadeiras, quem não vira rei vira celebridade com direito a estardalhaço na imprensa ávida em descobrir e anunciar com quem a celebridade está namorando, quem a celebridade beijou ou quem está “de caso” com a celebridade, como é sua casa, como é o cachorro ou o gato, quantas roupas e sapatos tem a celebridade, e quais os preferidos, enfim, até gostaria a mídia de anunciar quando a celebridade solta um pum. Até jogo para pessoas inteligentes a imprensa inventa para não tirar de foco a celebridade. A mídia publicou três pares de belas coxas de mulher e desafiava os bailarinos de axé a apontar a que celebridade pertencia cada um deles. Este inteligente jogo deve ter suscitado muita discussão, principalmente entre quem ainda não tenha tido a sorte de conhecer de perto as formosas coxas. Cuecas de celebridades já foram motivo de muito anunciamento na imprensa. O Jornal do Brasil anunciou que uma celebridade por jogar bola declarou não usar cueca desde os quatorze anos. Agora, o que absorve com mais vigor a atenção da imprensa e dos admiradores de reis é a notícia ardorosamente noticiada da venda de uma prexeca pela qual um japonês se disse disposto a pagar um milhão e meio por esta “paixão” da mulher brasileira. Enquanto isso, meninas índias de dez anos na Amazônia estão vendendo suas prexecas por apenas vinte reais, com menos desgaste do que a comprada por um e meio milhão.

domingo, 11 de novembro de 2012

A NOVELA

          Este é o único enredo de novela que deveria atrair a atenção da juventude porque é destas coisas que depende o bem-estar no futuro de seus filhos. Matéria publicada na revista Veja dá conta do emaranhado tipo teia de aranha da politicagem que toma conta do dinheiro público, dinheiro que deveria ser transformado em salários. Fala-se até em mistério envolvendo o enredo desta novela. Entretanto, como todo mistério, só não é esclarecido pela falta de interesse em que isso aconteça por ter autoridades envolvidas e as autoridades não haverão de querer apenar-se a si próprias.
          É do conhecimento geral a sede de poder dos petistas que os levou a ampliar o sistema endêmico da corrupção brasileira a fim de conseguir muito dinheiro para comprar muito poder. Para tal objetivo, os petistas montaram um sistema de “conseguir” mais dinheiro além da arrecadação em muitos lugares, inclusive na prefeitura do município paulista de Santo André, com participação do prefeito petista Celso Daniel.
          A matéria de Veja deixa um vislumbre de entendimento do funcionamento de uma parte da tramóia de Santo André: Um dos envolvidos, o empresário Ronan Maria Pinto, tinha entre suas empresas um jornal de pequeno porte que recebeu do Cassino Caixa Econômica Federal a título de pagamento de anúncios a quantia de um milhão e trezentos mil, enquanto ao jornalão Folha de São Paulo, com muito maior tiragem de exemplares recebeu coisas para anunciar apenas no valor de quinhentos e sessenta e cinco mil, ficando evidente serem tais pagamentos fictícios para retornar o dinheiro aos cofres do PT a fim de comprar deputados. Eles podem ser comprados. Há uma charge com bonecos de deputados na prateleira do supermercado com os devidos preços.
          Como nosso assunto é a novela, voltemos a ela. O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, estava também envolvido na malandragem, o que evidencia a aprovação ou participação do seu Chefe imediato, o sapo barbudo. Até aqui vimos apenas algumas pinceladas em torno do enredo da novela. Já conhecemos três dos personagens e uma parte de suas atividades: O empresário Ronan era tão ligado ao prefeito em questão quanto era ligado ao governador do Rio de Janeiro o empreiteiro que foi flagrado juntamente com o governador e seu secretariado a farrear num luxuoso restaurante de Paris com os guardanapos na cabeça. Certamente esqueceram que tinham de usar o guardanapo para esconder o rosto como se vê nos assaltos, mas esconderam a cabeça.
          Mas, voltemos à novela que é nosso assunto. Também sabemos da participação do Secretário geral da Presidência da Republica, o senhor Gilberto Carvalho. Antes disso ele já tinha ocupado mais de um posto na cúpula da administração do prefeito Celso Daniel e, portanto, também participante na montagem do esquema fraudulento que funcionava bem até surgir um terceiro figurante, o Sombra, homem de confiança do prefeito e que o acompanhava há muito como auxiliar em todos os cargos políticos por ele exercidos, havendo insinuações na imprensa sobre a possibilidade de haver algo mais entre eles, coisa normal dos tempos modernos que se incorpora e estratifica na cultura, tornando-se irreversível. Para que o homossexualismo volte a despertar indignação coletiva como já fez, vai o mesmo tanto de tempo desde que era considerado o caminho pavimentado para os braços de satanás.             Que coisa, ora raios e trovões! Nosso assunto é a novela. Pois bem, a índole de larápio do brasileiro fez com que o Sombra roubasse uma parte do roubo que ele ajudava roubar para o PT comprar poder. Como o prefeito era petista e, portanto, também convencido da necessidade de comprar poder, não se conformou com o desvio de parte do roubo para outra finalidade e, como consequência, apareceu morto no mato e com sinais de tortura atestado pelo médico legista, mas prontamente contestada pelo advogado petista, numa renovada demonstração de ignorância, praia dos petistas. Um advogado que não seja também médico não pode entender mais de cadáver do que um médico legista e as ações que impedem a elucidação do caso por si só diz do conhecimento geral dos petistas com poder de decisão.
          Como se trata de novela, é preciso acompanhar passo a passo. Já sabemos que em Santo André havia um esquema corrupto na prefeitura a fim de angariar dinheiro para o PT comprar poder, sendo que o Secretário geral da Presidência da República participava juntamente com um empresário chamado Ronan e o prefeito do município, além do seu braço direito, o Sombra. Também sabemos que o motivo do fracasso foi porque o Sombra bancou bandidagem prá cima dos outros bandidos.
          Ainda existe mais coisa envolvida porque se o prefeito foi torturado teria sido para revelar alguma coisa de que ainda não se sabe do mesmo tanto que já se sabe sobre o seu assassinato. O fato é que morto o prefeito, não podia aparecer a verdade de ter sido ele morto pelo Sombra porque apareceria a verdade sobre a roubalheira petista por ele conhecida a fundo. Há mesmo evidência de que o PT teria providenciado para que o Sombra eliminasse o prefeito.
          Surge mais uma personalidade. Figura interessante. Sua cabeça brilhava como espelho sob as luzes dos holofotes durantes os interrogatórios nos quais aparentava ser um bom e afável sujeito. Nem de longe parecia que estava envolvido em tantos crimes patrocinados pelos petistas ávidos de dinheiro para comprar poder. Seu nome é Marcos Valério e ele mesmo declarou ter sido chamado pela cúpula do PT para ajudar a esconder o caso da corrupção e a morte do prefeito, de que tem ele completo conhecimento.
          Acontece que não obstante tanto brilho este senhor foi condenado ao xilindró por quarenta anos em função de ajudar os petistas na ajuntação e aplicação do dinheiro roubado por vários métodos e lugares, inclusive em Santo André, e quiçá (alguém conhece isso? Quiçá?) em Campinas, onde o prefeito também foi assassinado sem que ninguém o tenha assassinado.
          Foi por trabalhar junto com os petistas na aplicação deste dinheiro para comprar poder que o lustroso e afável senhor está às vésperas de ser enxilindrozado por quarenta anos. Na tentativa lógica de tentar poupar pelo menos um pouco da pele, foi à Procuradoria Geral da União e revelou em depoimento que Ronan (aquele que recebia uma grana preta por anúncios e que integrava a quadrilha) estava chantageando o secretário-geral da Presidência, o Gilberto Carvalho, para não envolver seu nome e o do seu chefe sapo barbudo na morte de Celso Daniel.
          É de pasmar! Um bandido que participa da quadrilha petista fala uma coisa destas e não é imediatamente conduzido para lugar seguro onde possa ser ouvido atenciosamente até em troca de sua liberdade total porque daí resultaria o conhecimento de toda a trama.
          O que aparenta mistério é que o PT está com o poder nas mãos e pode impedir o surgimento da verdade com atitudes como a de José Dirceu quando era ministro, aliado aos juízes petistas do STF, impediu que o Ministério Público de Santo André pudesse ouvir o afável senhor bandido cabeça de penteadeira que sabe tudinho sobre esse “mistério” e ainda sabe muito mais. Enquanto formos conduzidos por este tipo de liderança, o povão continuará a chorar nos corredores do hospital e a bandidagem a fazer a festa em cima dos pamonhas que trabalham.

domingo, 21 de outubro de 2012

TÁ FALTANDO CUCA


 

A juventude gosta tanto de ler que aprecia até as bobagens que escrevo como se pode ver da participação neste blog. Ele existe há anos e até agora apenas dois ou três amigos se manifestaram por consideração. Entretanto, como creio ser obrigação de quem tem experiência passar um pouco dela para quem não tem, estou de volta no cumprimento do dever de tentar mostrar aos jovens um pouco da realidade da vida, e ela consiste no fato de estar a juventude condenada pelos seus líderes a um sistema educacional deficiente. Na revista Caros Amigos n. 186/2012, o filósofo Vladimir Safatle diz não haver um projeto do governo que em 50 anos transforme o ensino fundamental e médio em ensino público de qualidade. Tal afirmação tem sua veracidade constatada na declaração do Ministro da Fazenda de que se for empregado o montante de dez por cento do PIB na educação quebra o País.

Fazer o quê, se não tem dinheiro para um sistema educacional eficiente? O jeito é continuar com o atual sistema que forma profissionais incapazes do exercício da profissão? Estão sendo autorizados a prestar serviço à população advogados que não sabem redigir uma petição com precisão, médicos que não sabem diagnosticar a doença do doente, engenheiros que constroem apartamentos em que a água do banho fica empossada ao lado oposta do ralo e causa infiltração para o apartamento de baixo. Enfim, uma educação que forma técnicos tão incapazes em suas especialidades que é preciso trazer de fora quem faça o que os daqui são sabem fazer. Este será o destino dos jovens brasileiros enquanto durar a indiferença para com estes assuntos.

Até mesmo um jovem inexperiente ao encomendar um trabalho ao serralheiro, pedreiro, engraxate, carpinteiro, contador, médico ou advogado, espera um trabalho bem feito. Entretanto, quando se trata do trabalho da administração pública, as pessoas agem como se elas nada tivessem a ver com o seu resultado. Quando muito lamentam. Porém, exigir qualidade, não exigem. Nem mesmo sabem que podem fazê-lo. Como disse um pensador, o jovem não sabe o que pode e o velho não pode o que sabe. Realmente, depois de ter vivido setenta e seis anos, se eu pudesse, rachava a cabeça da juventude para extirpar a indiferença ante as coisas importantes para o futuro de seus descendentes.

O motivo pelo qual a juventude não terá uma educação eficiente não é a falta de dinheiro porque dinheiro existe aos montes. Lá, nos infernos fiscais, equivocadamente chamados de paraísos fiscais, estão montanhas de dinheiro daqui; nas festas do futebola, do axé e da queima de fogos estão montanhas de dinheiro; no luxo dos palácios e na manutenção da corte das autoridades estão montanhas de dinheiro; no ispréde bancário estão montanhas de dinheiro; os livros Privataria Tucana, Honoráveis Bandidos e O Chefe contém cada um deles montanhas de dinheiro; nas caixas-fortes de imbecis que fazem pose de mais ricos do mundo estão montanhas de dinheiro livres de imposto. Então, o que acontece para não se ter educação de qualidade? Acontece uma coisa tão simples como respirar quando se tem saúde, mas só observável por quem queira observar, o que não é o caso de quem só observa os lugares onde adquirir droga, onde vai ter uma festa de axé ou de futebola, onde colocar o som mais volumoso no carro, onde colocar o próximo espeto, se no nariz, na orelha, ou “nas partes”, onde encontrar a academia de ginástica ou que incentivador muscular aumenta mais rápido os bíceps, estas são as preocupações da juventude por orientação do sistema educacional montado pelas autoridades para evitar que as pessoas pensem em exigir um trabalho de boa qualidade em troca das montanhas de dinheiro que lhes entregam.

Existe uma cidade chamada São Paulo, paraíso dos agiotas do mundo que chegam de jatinhos, vão de helicóptero para algum palácio e faz o mesmo trajeto de volta para seus países depois de ter armado alguma transa que lhe permitiu engordar a conta bancária. O povo daquela cidade, entretanto, respira ar empesteado, bebe água imunda, sofre alagamentos constantes pela invasão das águas de chuva que não tem como infiltrar no solo porque o asfalto não deixa. O sufoco é tão grande que os moradores de lá chegam a morrer nas estradas fugindo a cada feriado comprido. Entretanto, afirmam todos ser uma bela cidade.

O motivo que leva à crença de se tratar de uma bela cidade é o mesmo motivo que leva à crença de se ter de conviver com um sistema educacional esfarrapado, com os professores precisando correr atrás do sustento em outras atividades. A título de manter um sistema esfarrapado de educação, a Academia Brasileira de Letras homenageou um iletrado jogador de futebola. Até se fala em educação pelo esporte. Só não se fala em educação que mostre a necessidade de espiar o que as autoridades estão fazendo. O esporte incute a deseducação e a formação de verdadeiros bichos que se engalfinham até a morte pelo resultado de um jogo já determinado pelos cartolas milionários depois de combinar a propina com o juiz.

Há tanta verdade na afirmação da inexistência de dinheiro para qualquer coisa, quanto há verdade na afirmação do governador da cidade de São Paulo, que é o único paraíso onde balas perdidas fazem zumbido constante, quando disse ao povo que a segurança de seus moradores depende da manutenção de um constante estado de guerra. Tal afirmação tem sentido oposto àquele afirmado pelo governador, contando com a indiferença dos jovens do nariz atravessado por espeto. Então, vai-se transformar o paraíso em campo de guerra? E ninguém contesta? Não apareceu nenhum jovem para dizer ao governador que sua excelência está equivocado. Há cidades onde não existe um estado de guerra e as pessoas vivem em paz.
Mas, para evitar a contestação a que levaria o esclarecimento oriundo de uma boa educação, alega-se impunemente não poder gastar dez por cento do PIB para educar a juventude, mas pode gastar trinta e cinco por cento dele para pagar juros a agiotas sem pátria, conforme noticia a imprensa.

Como ninguém se dispõe a checar tal informação, fica sendo verdade a mentira. A turma que exerce o papel de autoridades faz da juventude peteca. O governo alardeia como grande feito seu um desmando tão grande que resulta em sacrifício para a juventude indiferente ao lugar onde vai dar o caminho por onde caminha. O alarde é sobre empréstimo para que jovens pobres possam estudar. Isto é um verdadeiro descalabro. Se a Constituição Federal garante educação em troca dos impostos que todos pagam ao governo, não há necessidade de se pagar outra vez. Entretanto, com a anulação da capacidade de pensar e o acomodamento com tudo que lhe é imposto, o jovem aceita esse absurdo de começar sua vida profissional com uma dívida inexistente diante do que diz a Lei Maior tão invocada pelos politiqueiros como merecedora de respeito. O processo de anular o efeito da educação funciona tanto que durante a bienal do livro lá na cidade do ar envenenado e do constante estado de guerra, os jovens deixaram de lado os escritores e se aglomeraram em volta de um iletrado jogador de futebola. A cuca da juventude ainda se encontra à altura dos pés. Tá faltando cuca prá pensar.

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O LA FONTAINE DE UM FUTURO DISTANTE


                Num dia muito distante, mas que haverá de chegar, trazendo consigo pessoas com mentalidade de gente, o La Fontaine daquela época futura escreverá uma fábula intitulada A JUVENTUDE DO SÉCULO 21 E A FORMIGA. Como a cigarra e o Ricardo, também a juventude vive um eterno festejamento. Quando eu ainda era menino, lembro de uma tia minha cantando uma música sobre um Ricardo felizardo que passava a vida a cantar, mas um dia um amor malvado fez o Ricardo chorar.

É o retrato cuspido da juventude que ignora um montão de coisas pelas quais terá de passar. Causa preocupação a quem já fez tudo errado como fazem os jovens e sabe do resultado negativo de muitos procedimentos que se evitados no presente diminuiria em muito no futuro a ocupação das UTIs. Os jovens sabem quem é Cacá, Neimar, Xuxa, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, mas não sabem quem é doutora Eliana Calmon ou Heloisa Helena. Os gatos pingados entre os jovens que lêem alguma coisa sabem quem é Paulo Coelho contador de fantasias, mas não sabem quem é Paulo freire o educador. Tem interesse no resultado do exame de urina do jogador de futebola, mas são se interessam pelo resultado do julgamento do Mensalão. Nem mesmo sabem que Mensalão é a prova inconteste da insustentabilidade do atual modelo de sociedade onde verdadeiras nulidades endeusadas pelos próprios jovens que passam um terço de suas vidas se preparando para ganhar dinheiro e não ganham nem um por cento do que ganham os analfabetos que chutam bola ou requebram os quadris no axé. Nem se interessam os jovens pelo absurdo de termos chegado a uma situação em que juízes de todas as cortes de justiça protegem ladrões da própria sociedade que paga bons salários a estes juízes para que eles a protejam dos ladrões.

Embora a indiferença dos jovens ante as perspectivas negativas do seu futuro possa aparentar falta de inteligência, não é esta a realidade. O que leva a juventude a uma apatia tão grande quanto aos assuntos culturais é o sistema educacional imposto pelo mundo dos ricos sobre a humanidade fazendo-a acreditar que a vida é apenas boa e agradável. Esta fantasia é tão real quanto a felicidade do carnaval. O que faz a vida ser realmente agradável é a vitalidade da juventude em função do ímpeto proporcionado pelo período em que o corpo dispõe do máximo da vitalidade sobre a qual os jovens aprontam tantas que ela, a vitalidade, só se sustenta até por volta dos cinquenta anos. Este é o ponto mais alto da montanha russa a que a juventude reduziu através de extravagâncias o seu tempo útil. A partir daí começa a descida e o sujeito que requebrava no festejamento do futebola e do axé passa a andar arrastando os pés ou se tremendo feito vara verde, além de quebrar os ossos com grande facilidade, chegando-se, enfim, ao esgotamento total e à morte.

Uma coisa tão simples de se constatar e que pode ser observada facilmente através do simples gesto de olhar, se evitadas, também evitariam junto consigo grandes aborrecimentos futuros. Ao se desinteressarem pelo destino do mundo do futuro onde só eles estarão, os jovens demonstram ter o mesmo comportamento de alguém que não se interessasse pela segurança de um apartamento onde tivesse de passar com a família o resto da vida e que fosse feito pela construtora de Sérgio Naya.

Se a liderança que conduz a humanidade sempre o fez através de episódios sangrentos até o presente momento, não há de se esperar outro destino senão mais sangue para o futuro. É isso que desejam para suas crianças os jovens atuais? Certamente que não, mas é o que terão em função do sistema de educação que desestimula a atividade de pensar em benefício da automação. Portanto, promover meios para o futuro dos filhos inclui outras providências que não apenas guardar dinheiro. Inclui com prioridade a atividade de pensar.

A capacidade de adaptação ante as novas situações, inerente a todo ser vivo, faz com que se chegue à velhice dentro da normalidade, desde que se tenha poupado o organismo dos exageros. Os estragos ao próprio organismo que os jovens fazem terão um preço a ser pago em disposição física que fará uma falta imensurável exatamente no momento em que ela mais necessária se faz. Pensar só faz bem.

  

 

 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

BRUTALIDADE


 

Para o poeta, povo é manada. Para mim, povo é conjunto de monstros indiferentes a fatos como uma pobre menina ainda com restos de sangue do parto e com o cordão umbilical ser abandonada à própria sorte numa rua. Concomitantemente, um soldado que chegava da igreja com sua pequena filha foi assassinado na presença da criança que se viu em meio a disparos de revólver sobre seu pai. Seis jovens foram amarrados antes de serem mortos a tiros e facadas.

Estas notícias foram por mim ouvidas na manhã desta segunda-feira pela rádio CBN juntamente com a notícia de que um dos canalhas do corrupto e fedorento mundo do futebola estava encantado com a velocidade com que se desenvolvem as obras das festas para os imbecis do enlameado mundo dos esportes.

Como classificar quem nada sente diante de tanto sofrimento? Monstro é pouco para estes palhaços às risadas em cartazes prometendo o que nunca fizeram e para os que ainda lhes dão atenção.

O destino daqueles seis pobres jovens, segundo os ratos das igrejas, foram vítimas deles próprios por não se utilizarem do livre arbítrio. A estupidez não deixa ver a estas pessoas incapazes de enxergarem um palmo na frente do nariz que a culpa é desta sociedade de ignorantes que gastam em festejamento o dinheiro de dar educação e trabalho àquelas pobres seis crianças que devem ter passado por horrores. O destino daqueles infelizes será o mesmo de muitas destas pobres criancinhas cujos pais seguram nos braços para levar às igrejas. A menininha que viu seu pai ser assassinado estava voltando com ele de um culto religioso. Quanto mais orações, mais infelicidade. Só não vê quem tem tapa-olho.

Escrever sem saber é a única maneira que tenho para diminuir minha angústia de viver em meio a pessoas tão estúpidas. Como pode alguém viver em festa enquanto pessoas sofrem horrivelmente? Tal indiferença é sintoma de algum tipo de paranóia. Pode ser que a burrice, a falta de caráter e a indignidade próprias desse povinho desqualificado de tudo que não seja baixeza já tenha atingido um estado de loucura coletiva e apenas eu permanecesse lúcido a ponto de ainda ficar mais angustiado ao perceber que esta gentalha a aplaudir a festança de 2014 amargará na velhice a indiferença da previdência social e derramará lágrimas nas filas do SUS(TO). Tal certeza também me infelicita, principalmente por saber que podemos viver de modo menos sofrível quando a maioria for constituída de não idiotas.

Quem disse que o brasileiro não tem dignidade foi o mestre Charles Darwin. Haverá alguém no mundo com tão grande capacidade de percepção das coisas?

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

JOVENS QUE PENSARAM COMO EU PENSO




Como a juventude adora ler e está muito mais interessada no Mensalão do que nos requebros do axé e do futebola, aqui estamos em nossa missão de ensinar a pensar, porque todos os nossos males decorrem apenas da falta de se dedicar algum tempo conjecturando se está certo o modo de vida como vivemos. Na certeza de estarem todos ligadíssimos em tais assuntos, mesmo porque eles tem tudo a ver com o fato de já estarmos ficando sem água e logo ficaremos sem nada, estou aqui novamente atendendo à ansiedade da juventude em aprender coisas outras que não soltar bombas e requebrar no axé e no futebola. Assim, vamos pensar sobre o seguinte:

No trabalho DIREITO AO DELÍRIO, do filósofo e escritor Eduardo Galeano, entre outras coisas, o filósofo classifica de estúpido o comportamento de quem vive apenas para ter ou para ganhar. Conta-nos o filósofo e escritor que estava em companhia de um argentino diretor de cinema chamado Fernando Birri em uma palestra para jovens estudantes na Índia, e que os estudantes faziam pergunta ora a um dos palestrantes ora a outro, quando um dos jovens perguntou ao argentino para que serve a utopia. A resposta do argentino assume ares de poesia:  “A utopia está no horizonte, eu sei muito bem que não a alcançarei, se eu ando dez passos, ela se afastará dez passos. Quando mais a procure, menos a encontrarei porque ela vai se distanciando. A utopia serve, pois, para CAMINHAR”. Sendo este o entendimento de dois ilustres figurões do mundo do saber, porquanto o filósofo concordou plenamente com a resposta, não haveria a princípio motivo algum para discordar dela. Entretanto, este seria o comportamento de quem não pensa porque há utopia inteiramente alcançável e realizável no novo entendimento de Raul Seixas, Cazuza, Bob Marley, Guevara e tantos outros como Edson Luis, jovem estudante morto pela ditadura militar por defender um mundo diferente, um mundo bom, coisa só inalcançável dentro do pensamento velho que deu origem a uma cultura depravada onde a prostituição midiática, o roubo, a mentira e o sofrimento são comuns. Considerar inalcançável a existência de um mundo bom é condenar-se à vida medíocre de viver para trabalhar e fugir dos ladrões comuns porque é impossível escapar dos ladrões da política.

O dicionário Aurélio, ao lado da definição tradicional de coisa inalcançável, também define a utopia como uma fantasia do pensador inglês Thomas Morus ao sugerir a existência de um país onde todos fossem felizes. Ser feliz é o sonho de cada um e ele só é irrealizável enquanto não se envidar esforço para sua realização. Não haverá felicidade no mundo enquanto cada um tiver como objetivo tomar alguma coisa do outro. A absoluta maioria das pessoas não aprendeu a pensar e por isso dá mais atenção às brincadeiras e à produção de riqueza.

Pode muito bem a humanidade realizar o sonho de Thomas Morus e fazer felizes todos os países do mundo, bastando participar da aplicação dos recursos públicos. As pessoas são infelizes porque lhes faltam as coisas das quais necessitam e não há motivo para que haja quem não possa tê-las enquanto outros as tem demais.

Estamos em direção contrária à que leva a alguma felicidade. Ela só pode ser alcançada quando não houver mais débeis mentais que se sentam sobre uma montanha de dinheiro estando arrodeados de famintos ignorantes. Quando as pessoas passarem do estado de manada a que se refere o poeta para o estado de pessoas civilizadas a que se refere Thomas Morus, aí haverá sociedade pacífica. A paz é o componente principal para a construção da felicidade. Se nos é ensinado ser impossível ser feliz e que é possível um velhinho voar numa carroça puxada por veados alados, de tal aprendizado não participa a capacidade de pensar. Embora a juventude considere tais conjecturas como “prosa” de velho, elas também passaram pela cabeça dos ilustres jovens citados e, portanto, “prosa” é a indiferença ao futuro que a ciência está a anunciar e a acomodação à tradição. Lutar por um lugar onde as infelicidades provenham apenas da indiferença da natureza para conosco em vez de serem produzidas em maior quantidade pelas próprias pessoas não é coisa impossível de ser realizada. Pelo menos a utopia sonhada por Thomas Morus podemos perfeitamente tornar realidade. Basta que todos estejam interessados em saber como está sendo empregado o dinheiro público. Há dinheiro suficiente para que todos tenhamos bem-estar. A existência de miserabilidade deve-se apenas ao modo como são empregados os recursos públicos direcionados apenas para servir a uma classe denominada de aristocracia. Sobre ela ainda teremos oportunidade de pensar a respeito.

Fica evidente o alheamento da juventude para com as coisas das quais depende seu bem-estar ao se constatar sua indiferença quanto ao julgamento do Mensalão. Quando houver interesse social pelos assuntos que dizem respeito às pessoas, aí começará o surgimento do mundo bom. O Mensalão é um dos muitos motivos de infelicidade geral, é mais um roubo imenso do erário feito por uma quadrilha organizada por políticos e empresários e que está dividindo o produto do roubo com uma plêiade de advogados, entre eles um que era ministro da justiça e cujo nariz cresceu ainda mais com as mentiras de garantir que o ladrão não é ladrão. Até entre  os julgadores pagos pelo povo para defender seus interesses há quem se proponha a defender a quadrilha.

O que é realmente uma “prosa” é apegar-se a idéias enferrujadas de antanho. Temos de caminhar para a frente em busca de uma vida dedicada também a coisas outras que não apenas comer, cagar e trepar para encher o mundo de tanta gente que nem mais se pode parar na estrada para mijar porque as casas estão por toda parte.

Enquanto não se aprender a usar a capacidade cerebral, não passaremos de manada. Inté.