segunda-feira, 9 de junho de 2014

NAS ENTRELINHAS, A VERDADE I


Quem não viu, precisa ver o filme O Garoto, do Grande Mestre do Saber Charles Chaplin. Quem não sabe ler nas entrelinhas, precisa aprender porque é lá que se encontra toda a tramóia que as linhas escondem debaixo da saia das notícias ardilosamente preparadas para enganar, também chamadas de “chapa branca”, como a reportagem da revista Carta Capital dando conta de ser Joaquim Barbosa nocivo à sociedade, informação que traz enrustida uma canalhice imensurável, mas confirmada pelos comentaristas comedores de hóstia, igreja e futebola. A realidade, no entanto, é a necessidade de exorcizar o ministro incorruptível do ambiente poluído da politicagem preferido pela imprensa dos ricos por lhes permitir os mais variados tipos de falcatruas e inocentados pelos simulacros de investigação das CPIs. Como aquele ministro é ardoroso defensor da ética, os defensores da antiética fogem dele como o cão foge da cruz. A possibilidade de que ele venha a se tornar o primeiro mandatário do país assombra os malfeitores que se borram de medo ao lembrar da condenação dos mafiosos do Mensalão pelo comportamento intransigente e responsável daquele ministro que a imprensa rica procura manchar como faz com todos aqueles que se apresentam como defensores de menos riqueza para poucos e menos pobreza para muitos.

Na verdade, o pessoal do colarinho branco teme a possibilidade de ocupar na cadeia o lugar dos presos comuns muito menos danosos à sociedade do que a corrupção desenfreada e a monstruosidade de castrar nas pessoas a capacidade de racionar, práticas correntes no mundo dos ricos tementes à moralidade e ao império da lei que exige punição para ladrões em vez de CPIs que não passam de carta de alforria para os criminosos dos crimes mais hediondos que é enriquecer com o dinheiro de aliviar os sofrimentos de quem chora a infelicidade do desamparo. É por medo à moralidade que figuras como a de Joaquim Barbosa, Heloisa Helena e Eliana Calmon não são as mais importantes figuras na administração deste país de bobos tão bobos que são contra quem implantaria um verdadeiro sistema político e são a favor daqueles que implantaram a devassidão da politicagem. Estes pobres comedores de hóstia, futebola e axé tem como expoentes máximos merecedores de admiração figuras inexpressivas socialmente como Ronaldinho, Neymar, Pelé, por aí. Não podia dar em coisa diferente do que a podridão que aí está posta: uma população de bichos onde são encontrados pedaços de corpo humano na rua.

A artimanha de desmoralizar o monumento de moral que é o Dr. Joaquim Barbosa, a quem acusam até por ter comprado um apartamento simples e que suas condições permitem inteiramente, até isso os arredios da verdade contradizem a parte boa da imprensa que nada viu de anormal naquela compra. Por isto não se deve acatar uma informação sem antes escarafunchar seu conteúdo para lhe verificar a veracidade. Em se tratando de um país da politicagem, sobretudo, todas as informações trazem alguma tramóia escondida debaixo da saia. O filme referido lá no começo dá uma amostra perfeita da artimanha contida na história contada na cena em que o garoto pilhado pelo guarda depois de atirar uma pedra e arrebentar uma vidraça. Malandro, o simpático garoto aponta para o céu e o guarda olha para o alto em direção ao lugar apontado enquanto o garotinho disparava em desabalada carreira e desaparecia na esquina. Os comedores de hóstias, axé e futebola nada mais percebem desta cena além da hilaridade. Entretanto, há ali muito mais que isso. As entrelinhas nos dizem que o guarda representa o papel de eterno enganado que o povo sempre exerceu, enquanto o garotinho representa a ação governamental de eterna enganadora sempre apontando para algo falso que atrai a atenção do povo. Ora é o futebola, ora é o axé, ora é ajudando a igreja não lhe cobrando imposto sobre as fortunas dos pastores, entre eles o Edir Macedo que contou com a ajuda de Lula para inaugurar a TV daquele magnata da religião cuja fortuna já faz pose na Revista Forbes. Em retribuição, a televisão ajuda a defenestrar quem é contra as coisas contadas no livro O Chefe.

Sentencia o grandioso jornalista Mauro Santayana que uma sociedade apodrece quando seus líderes perdem a virtude do mando. Nada mais correto se algum dia houvesse existido algum líder com virtude do mando. Nossa sociedade está realmente tão podre a ponto de se matar mulher a pedradas públicas e seres humanos ainda serem vendidos como escravos, crimes que apesar de hediondos são encarados com naturalidade. Os que adoram Deus através de determinado ritual matam os que O adoram em outro tipo de ritual; os que precisam do petróleo matam os que o tem para tomá-lo; os que precisam vender a droga para fazer a feira matam os que compraram e não puderam pagar; a polícia mata os bandidos e os cidadãos, e os bandidos matam a polícia e também os cidadãos que saem das igrejas e dos terreiros de folguedos; todos aqueles que pregam o bem geral recebem o mal em troca; enfim, não é preciso ninguém dizer para se perceber a podridão em que a politicagem transformou nossa sociedade exatamente por falta de virtude de mando em quem manda. Como o famoso jornalista não vai mesmo tomar conhecimento, tomo a ousadia de argumentar sobre o “perder a virtude do mando” porque o poder político sempre foi exercido em benefício daqueles que o exercem, o que elimina a possibilidade de haver virtude nos atos praticados pelos líderes que orientam para o caminho que leva à situação em que nos encontramos de guerra civil, de sofrimento, de dor e de tristeza. Por isso não se pode cogitar de virtude de mando na ação desse tipo de líderes.

O verdadeiro motivo que faz os falsos líderes se engalfinharem nos palanques e na televisão onde disputam frações de minuto é a posse da chave do cofre. Sabendo do poder de convencimento da televisão, entende-se a disputa ferrenha por um tempinho na tela pela convicção de que as mentiras renderão votos. O retrovisor do tempo nos mostra suntuosos palácios desses falsos líderes desde os tempos em que eram construídos por escravos até o tempo moderno em que as empreiteiras se encarregam das construções recebendo um excedente maior do que o custo real da construção, devolvendo uma parte para os falsos líderes que, como se vê, nunca souberam o que é virtude de mando. É nesta situação insustentável em que se encontra esta sociedade de requebradores de quadris admiradora de nulidades e desprezadora de valores reais. Inté.

 

 

sábado, 7 de junho de 2014

CÃOZINHO MAIS ESPERTO QUE GENTE


 Por falta de melhores idéias e argumentos para a tentativa de despertar a juventude ante o perigo iminente a que está sendo exposta sua descendência, este mal traçado blog tem repetido o que disseram pessoas que tinham e tem idéias próprias e que afirmam ser a ignorância a causa dos males que afligem a humanidade. De posse dessa dica, cabe considerar que a ignorância pode ser substituída pelo conhecimento, o que eliminaria a causa dos flagelos que as pessoas parecem não sentir por já terem se acostumado a eles de tal maneira que até parece nada terem a ver com as lágrimas de quem chora. Fica a questão: Por que, então, não substituir a ignorância pelo conhecimento se disto depende o bem-estar tão almejado por todo tipo de ser vivente, até mesmo os que não dispõem de raciocínio? Sem falar na grande vantagem de ser infinitamente menos custoso eliminar a ignorância do que arcar com as consequências dispendiosas que dela decorrem. Uma vez instalado o conhecimento, estará eliminada a ignorância para sempre. Entretanto, como os Grandes Mestres do Saber recomendam não aceitar uma informação sem antes especular sua veracidade, é de bom alvitre verificar se realmente decresce a infelicidade à medida que cresce o conhecimento. Podemos fazer esta verificação construindo hipoteticamente uma cidade fechada por uma cortina eletrônica intransponível por pessoas desprovidas de conhecimentos sobre cidadania e convivência, tipo dos frequentadores de igreja e de terreiros de brincadeiras, seres de cuja união nunca resultará uma sociedade pacífica e civilizada porque os das igrejas estão convencidos de que só Deus muda as coisas e por isso o esforço em prol da paz se limita aos rogos infrutíferos do papa para que os violentos se tornem pacíficos, ou em vigílias, abraçar praça, acender velas e outras bobagens como os agricultores orando e aspergindo água sobre pés de milho com o objetivo de atrair chuva. Esse pessoal não contribui para a civilização. Ao contrário, prejudica a sociedade ao ensinar bobagens aos filhos, como comer hóstias, por exemplo. São pessoas de mentalidade infantil, portanto, incapazes de atitudes ponderadas e racionais. Por outro lado, também os das brincadeiras, aqueles que não se ligam em outra coisa senão em requebramentos de quadris, também são incapazes de organizarem uma sociedade civilizada porque para isso as brincadeiras teriam de valer menos atenção do que saúde, educação e segurança, coisa que esse tipo de gente não consegue entender haja vista as declarações de seus representantes máximos de que não se faz copa com hospital nem escolas. Na verdade, estão certos porque as entrelinhas destas declarações nos dizem que copa se faz é com politicagem, corrupção e uma baita ignorância.

Voltando à nossa cidade imaginária habitada apenas por pessoas de fina educação e cidadania, como será ela do lado de dentro da cortina intransponível para ignorantes? Quem tiver capacidade mental de bolar na cuca uma cidade como a nossa, enxergará lá dentro um ambiente harmonioso onde as pessoas se respeitam mutuamente. Não por serem boazinhas, mas pelo entendimento de que viver em irmandade é melhor e por isso são levadas a esse comportamento civilizado por ser a única maneira de se viver bem em grupo. Lá, nesta cidade de habitantes educados e civilizados, onde vivem apenas pessoas da fina-flor da educação, não precisa haver um verdadeiro arsenal de guerra em armas e homens porque em tal ambiente só um maluco aqui, outro acolá, cometeria alguma grosseria que justificasse a presença da polícia. Desse modo, no máximo dois policiais dariam conta de toda a nossa cidade. Os raros conflitos entre pessoas realmente educadas e cidadãs são resolvidos pelo bom senso entre os próprios, digamos, “desentendidos”. Apesar de não haver ainda povo nenhum com tal nível de desenvolvimento civilizatório exatamente em função da ignorância é que só podemos mesmo imaginar uma cidade habitada apenas por pessoas de alto nível de conhecimento, mas podemos ter certeza que lá dentro a vida seria infinitamente melhor para seus moradores do que nosso modo de vida.

O que é estarrecedor é a realidade de ser a ignorância cultivada em vez de combatida. Este é o Nó Górdio a ser desatado e não cortado porque a mudança que se faz necessária deve dispensar violência e ser levada a efeito por uma compreensão de que a violência não leva a nada. O desfazimento do nó que retém preso o conhecimento fará com ele se liberte e prospere, abrangendo o mundo de modo a dotar as pessoas de espiritualidade e compreensão, mudança esta da qual fogem os responsáveis pela administração de todas as sociedades humanas que acreditam levar vantagem em manter o povo tão ignorante como está a ponto de não se interessar pelo seu próprio futuro nem o futuro dos filhos que dizem amar. Esta indiferença para com o destino de sua sociedade é implantada sorrateiramente nas pessoas através de uma tradição milenar segundo a qual às pessoas cabe apenas fornecer os recursos para custear a administração, mas sem dela participar. Para convencer as pessoas a permanecerem longe das decisões das prioridades das despesas é que existem as igrejas e o convencimento de estar lá o conforto que procuram, e não tem outro objetivo a megalomania das festas, principalmente do futebola, que chega a produzir paixão esquizofrênica capaz de levar ao assassinato até jogando latrina prá cima da cabeça de outra pessoa, sendo tudo isso adredemente arquitetado para manter o esclarecimento da cidadania abafado sob o manto da ignorância condenada pelos Grandes Mestres do Saber, tendo um deles demonstrado seu descontentamento com a ignorância humana através do gesto conhecido de mostrar a língua.

Como as pessoas são conduzidas para longe da realidade, elas valorizam cães e gatos mais do que crianças. Fizeram um desfile de cães em homenagem à festa do futebola da Copa, mas um cãozinho mais esperto do que a turba ignorante, percebendo que Copa é mais uma das artimanhas imbecilizantes, mostrou sua insatisfação com a prática de idiotizar, e como gesto de desprezo também mostrou a língua para a Copa do Mundo:

 Inté.

   

 

 

 

 

 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A COPA E A REALIDADE.


A realidade da copa, na realidade, é uma irrealidade. É a ilusão de manter o povo eternamente entretido com brincadeiras e afastado das decisões das quais depende não só o seu futuro, mas também de seus filhos. A atividade política sempre esteve escondida atrás de um manto de mentiras e é por isso que o governador de são Paulo que sabe destas coisas mais do que nós afirmou do auto dos seus conhecimentos práticos: “Se o povo soubesse o que se passa por baixo do pano, faltariam guilhotinas”. A prática de enganar o povo é o procedimento adotado desde sempre, mas é tempo de começar a substituir pela verdade a mentira e os engodos urdidos sobre luxuosíssimas mesas palacianas que repousam sobre tapetes onde se afunda o pé. Sempre foi assim, mas não deve continuar assim porque a razão, a lucidez, a inteligência, tudo clama contra o absurdo de se entregar a imensa riqueza produzida pelo povo para ser desbaratada por autoridades do tipo das que conhecemos. É simplesmente estarrecedor o que acontece com o erário, considerado coisa tão sem dono como um osso jogado na calçada: o primeiro cachorro que tiver contato com ele poderá fazer o que quiser que ninguém se incomoda. Estão aí montões de exemplos desta situação absurda. A Petrobrás virou uma cumbuca de onde o governo retira mãozadas e mais mãozadas cheias de dinheiro sempre que deseja. Fala-se e prova-se uma refinaria orçada em dois bilhões que já consumiu dezoito bilhões e ainda está por acabar. Livros denunciam inutilmente roubos monumentais por ex-presidentes da república e é como se nada tivesse acontecido embora a ostentação milionária de quem era pobre não deixe dúvida sobre o fato. Dizem pelaí que o filho de Lula passou de pau-de-arara a dono do maior açougue da América do Sul, tão rico que comprou até da “celebridade” Roberto Carlos ora impedido de ser vegetariano a fim de fazer propaganda de carne.  

O modo como foi estruturada a administração dos recursos públicos permite entregar a chave do cofre onde se guarda o resultado do trabalho coletivo à responsabilidade de uma instituição comandada por pessoas notoriamente desonestas cujo único objetivo é urdir planos diabólicos que lhes permitem ostentar na cara do povo indiferente imensas fortunas tomadas na mão grande, enquanto esse mesmo povo é convencido por um hipnotismo diabólico a acreditar ser normal viver de requebros de quadris ou chorando no corredor do hospital. A administração pública foi convertida numa organização criminosa semelhante à máfia, inclusive eliminando quem se atravessar no caminho de suas pretensões criminosas como mais recentemente aconteceu com os prefeitos Toninho do PT e Celso Daniel. A organização da politicagem é pior que a mafiosa em virtude de alcançar sua ação criminosa número infinitamente maior de vítimas. Os politiqueiros tem cifrões no lugar das pupilas, o que não lhes permite enxergar a realidade de se estar a cavar a sepultura não só dos seus descendentes, mas também dos descendentes do povo requebrador de quadris indiferente ao desastre que está a se configurar para o futuro e cuja solução não será encontrada nas igrejas ou nas orações.

Tal situação de descalabro não demora a desmoronar. Não é mais possível uma situação tão irreal se sustentar por mais tempo. Ela ainda se aguenta graças à atividade nefasta da imprensa sustentada a peso de diamante pelos ricos donos do mundo que criaram para si um mundinho tão fantasioso quanto o do Pequeno Príncipe e acreditam tanto na realidade de tal mundo que ainda nos dias atuais vemos rei passando para o filho o seu reinado responsável pela chave do cofre e senhor da vassalagem que passa de um senhor feudal para outro menos carcomido fisicamente pelo tempo, mas de idéias igualmente mumificadas porquanto não há mais espaço para ridículos reis e sua plêiade de parasitas como provam os exemplos de Luis XVI e sua rainha tão indiferentes à realidade quanto os politiqueiros e sua gama de empregados a papagaiar nos microfones as excelências da Copa do Mundo, havendo, inclusive, entre eles, velhos que se declaram fanáticos por futebol, mas que, na realidade, não o são simplesmente por não aguentarem os requebros dos reais torcedores imbecilizados que nem sabem quando um livro está de cabeça para baixo ou porque não são imbecis como os demais. Sua euforia pela Copa faz parte da sua obrigação como empregados dos ricos donos do mundo que precisam apresentar festas e mais festas a fim de manter a atenção do povo longe de suas artimanhas criminosas. Entretanto, incorrem estes senhores em erro crasso porque na pretensão de proporcionar bem-estar a seus descendentes com o salário que recebem em troca da ajuda que dão aos ricos donos do mundo em sua falsa necessidade de enganar, então, ao mesmo tempo, condenando seus entes amados à ruína quando vier abaixo a falsa estrutura do sistema que ajudam a manter.

É desse modo como se desorganiza este belo país de triste sorte onde tudo e todos concorrem para sua infelicidade, até mesmo quem aparenta e jura de pé junto batalhar pela sua felicidade. Inté

 

 

 

 

terça-feira, 3 de junho de 2014

NAS ENTRELINHAS, A VERDADE.


É por não pensar que os brasileiros declaram satisfação com o tipo de vida que levam, conforme apuram as pesquisas, porque a verdade é que o povo desse país de triste sorte se declara tão satisfeito com seu modo vida apenas por desconhecer outro modo de vida. A realidade, entretanto, é que a sociedade brasileira surgiu num ambiente de degradação moral e assim permanece desde então. O capítulo 15, intitulado O Ataque ao Cofre, do livro esclarecedor de Laurentino Gomes, 1808, é prova contundente da indignidade que acompanha a personalidade desse povo nascido para fazer papel de bobo das cortes estrangeiras. Os gatos pingados que leem podem perceber a semelhança do ambiente atual com o lamaçal moral que nos serviu de berço. Se hoje tomar conta do dinheiro público dá direito de surrupiar parte dele, lá no começo de nossa história não era diferente, mas era exatamente do mesmo jeito. Na matéria citada, há a história de um senhor Targini, de origem pobre e humilde, que entrou para o serviço público da monarquia como guarda-livros, mas que chegou a ser encarregado de administrar as finanças públicas do regime monárquico há mais de duzentos anos atrás, passando de pobre a multimilionário, o que se repete agora quando outro pobretão virou o responsável maior pela administração das finanças públicas e também se tornou multimilionário segundo o livro O Chefe.

Mas, e aí? Vamos viver eternamente esta esculhambação, ou vamos assumir atitudes dignas como colocar educadamente as coisas nos lugares? É tudo uma questão de pensar e concluir se vale a pena ser requebrador de quadris e fornecer de tudo que os outros povos querem inclusive satisfação da libido através da prostituição camuflada do cartaz que estampava a figura de uma mulher com pouquíssima roupa e a recomendação para que as mulheres fizessem o turista ficasse com vontade de voltar. Recusar mudar de situação incômoda para situação cômoda é atitude não só inteligente como natural, e é também a razão do apego às tradições devido à desconfiança que se tem às mudanças. Entretanto, a recusa de se mudar de uma situação incômoda para outra cômoda é atitude desinteligente, antinatural, mas é a situação vivida desde sempre pelos brasileiros festivos e mestres na arte de requebrar os quadris e fazer papel de bobos ao apresentarem ao mundo como trunfos a fama de ladrões, carnaval, futebol e prostituição.

 O apego às tradições, portanto, acaba se transformando num tipo de cegueira que impede o avanço da inteligência sobre a burrice. Chega a hora, entretanto, em que se faz necessário desapegar-se de algo. Aqueles pobres infelizes que saltaram das torres americanas em chamas desapegaram-se da própria vida sem que fossem suicidas. No decorrer da história da humanidade, muitas idéias foram deixadas para trás como dá prova a diferença entre as condições de viagem de Cabral e as de Lula. A única coisa de comum entre as viagens destes dois é que o primeiro não sabia quanto custava, e o segundo, pelo jeito, sabe menos ainda. É claro que não se passa de uma hora para outra de um estado de selvageria, instinto de rato e incapacidade de indignação para um estado civilizado, mas também não precisamos carregar no lombo este fardo desabonador por tanto tempo. Está na hora de começar a pensar no destino trágico que se está desenhando para as criancinhas rechonchudas que os pais levam para a igreja para comer hóstia, e depois levam para casa para tomar refrigerante.

Tudo à volta requer meditação. Um dos jornalistas do programa Manhattan Connection (não precisa aspas porque todos falam ingreis) disse uma verdade absolutíssima sem dizer textualmente o que disse. Quem leva a vida a correr atrás dos meios para atender as necessidades desnecessárias que a televisão bota na cabeça como fazem os frequentadores de igrejas e terreiros de brincadeiras, são pessoas incapazes de perceber o que não estiver totalmente explícito e muito bem explicado, impossibilitados pela limitação mental de perceber o conteúdo das entrelinhas cujo significado é infinitamente maior do que o que se pode apurar nas linhas. As pessoas de curto entendimento dirão que o jornalista errou feio quando disse que a saída de Joaquim Barbosa do STF deixaria aquele tribunal à mercê de um só partido. Como partido dá logo a idéia de atividade política, as pessoas de entendimento curto não veem sentido na fala do jornalista e são até capazes de tachá-lo de inocente porque a atividade jurisdicional do STF é apolítica, conclusões contidas nas linhas das leis, sobretudo da Constituição Federal. Mas, e as entrelinhas, o que dizem elas? Dizem que a nobilíssima atividade judicante do STF está vergonhosamente contaminada não pela política, mas pela politicagem como prova a situação de serem os juízes do STF escolhidos pelos politiqueiros. Só nas entrelinhas se toma conhecimento de ser este fato a explicação do tal de foro privilegiado. As entrelinhas esclarecem que a possibilidade de vir o atual Ministro da Justiça, a ocupar o lugar de Joaquim Barbosa como Ministro do Supremo Tribunal Federal é a materialização da desordem de contaminar o STF com a politicagem. Será que o senhor José Eduardo Cardoso, sevado no ambiente da politicagem como companheiro de Lula, Maluf, Sarney, e que tais, teria a isenção necessária para ocupar tal posto? Além disso, teria também o conhecimento exigido na expressão “notório saber jurídico” como requisito necessário para ser juiz da mais alta corte de justiça do país?

Se quem não houve conselho ouve coitado, a juventude que não se liga nestes assuntos pode se considerar uma pobre coitada juventude a ser vitimada pelas consequências da inconformação manifestada em atitudes cada vez mais violentas a anunciar perigo para as criancinhas rechonchudas que aprendem a comer hóstia na igreja e tomar refrigerante em casa com os pais que dizem amá-las, mas que nada fazem para evitar venham elas a se tornarem velhos e velhas infelizes a lotar as UTIs como eles lotam as igrejas e os campos de brincadeiras. Inté.

 

     

sexta-feira, 30 de maio de 2014

ARENGA TRINTA E CINCO


Ante a total incapacidade de raciocinar da manada humana, seria inútil seguir a recomendação do grande mestre cuja genialidade superava o tamanho do seu bigode e sua loucura, quando insinuou que a humanidade tomaria conhecimento e seguiria uma recomendação sábia que fosse escrita em todos os muros do mundo. Entretanto, em função da estupidez generalizada que faz das festas a única coisa a despertar interesse, de nada adiantaria escrever em todos os muros do mundo que não vai dar certo este modelo de sociedade baseado numa disfarçada escravidão porque a própria escravidão já provou que não deu certo. Nem pode dar certo uma vez que a natureza obriga a espernear pela liberdade. A escravidão é contra a natureza, e sabemos todos que as leis naturais não abrigam esse negócio de Embargos Infringentes. O rigor da lei natural que estabelece a pena de morte para quem não comer, beber, se proteger do frio e calor excessivos além das doenças, isso tanto vale para os posudos da Revista Forbes quanto vale para o cara lá da sarjeta. Falta lucidez, falta sensatez, só não falta estupidez na humanidade. É verdade que o homem consegue através de algumas artimanhas dar uma “enrolada” nas leis naturais por conta do conforto pessoal, mas é estupidez acreditar que por falta de uma punição imediata se tenha burlado a mãe natura. A falta do cumprimento imediato da lei natural não significa impunidade como no Mensalão. O conforto do ar friozinho do lado de dentro, que zomba do calorão do lado de fora, traz consigo uma parte da pena maior resultante da união de todas as penas atribuídas a todas as infrações cometidas contra a lei natural, pena maior esta que será inexoravelmente cumprida um dia. Aquele aparelho que esfria o ambiente do lado de dentro solta uma bufa que vai se juntar a todas as bufas que pipocam de todos os intestinos existentes no mundo, de modo a formar uma super bufa espacial que no dia em que pipocar, não é bom nem pensar.

É ilusão com trágicas consequências exigir comportamentos contrários aos estabelecidos pela natureza. Aqueles que não dispõem de recursos próprios e suficientes para obter os meios de satisfazer tais exigências se tornam violentos e tomados de um sentimento crescente de hostilidade em relação aos que estão em tranquilidade porque podem satisfazer suas necessidades, sentimento este que não decorre da maldade, mas antes da inconsciência da propensão natural à imitação herdada dos macacos imitadores e brincalhões, qualidades ainda inerentes aos seres humanos. O desejo reprimido de também ter as coisas de que necessita dá origem à animosidade que descamba na violência que torna assombradas as ruas onde as pessoas precisam estar. Esse negócio de dizer que a mentira tem pernas curtas no sentido de que logo será alcançada pela verdade é falso porque a mentira em que vive mergulhada a humanidade até hoje não foi alcançada pela verdade. Porém, AINDA, porque um dia será, e nesse dia seria melhor para todos o predomínio da sinceridade. Para se chegar lá, uma boa maneira é entregar a homens do timbre de Anísio Teixeira, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Cristóvão Buarque, por aí, a tarefa de preparar a orientação educacional da juventude. Uma educação que a convença de que a solidariedade é melhor que a competição.

Seria infinitamente melhor que a escravidão em que sempre viveu o povo fosse sendo alforriada aos poucos em vez de pipocar de uma só vez por conta dos escravizados como acontece quando o saco não suporta mais. Vivem as pessoas a ilusão de serem livres, mas são tão escravas quanto todos os escravos de outros tempos, com uma curiosíssima novidade de serem satisfeitas com sua escravidão, ao contrário dos escravos de outros tempos. Tão satisfeitas que rola mundo afora uma festança sem fim. Tão valorizadas são as festas que seus promotores e atores estão entre as pessoas mais importantes do mundo e as que ganham mais dinheiro. Rola aí na imprensa que um destes brincalhões chamado Felipão surripiou uma fortuna do governo português sonegando imposto. Magina só, para brincar, o sujeito ganha tanto dinheiro que só uma pontinha dos impostos é uma fortuna. Colocar brincadeira em plano superior a educação, saúde e segurança é absolutamente incompreensível e injustificável. Se isto está acontecendo é bom parar e corrigir o erro antes de chegar o arrependimento inútil.

Entende-se a posição servil do povo à cultura que mantém uma organização social com pessoas superiores, pessoas médias e pessoas baixas consideradas resto. A parte desse resto que faz girar as máquinas do mundo já foi tirada da categoria de seres humanos e enquadrada numa nova categoria de espécimes da espécie humana denominada “material humano”. Como se vê, tal procedimento vai de encontro aos preceitos da natureza, e é por isso que a humanidade parece ter enlouquecido a ponto de se autodestruir. Tudo ficará mais calmo à medida que “o resto” deixar de ser resto e se sentir gente. A humanidade já evoluiu bastante para perceber esta realidade. Só falta perceber. A História da Humanidade é um espelho retrovisor pelo qual podemos ver o passado e constatar que sempre houve uma distância muito grande entre quem tem e quem não tem os meios de suprir suas necessidades. Aqui, entre nós, por exemplo, o retrovisor nos mostra o tempo em que o café era a riqueza do Brasil e vemos um senador sem saber o que fazer ante a necessidade do trabalho escravo nas lavouras de café, porque era realmente necessário já que as coisas estavam estabelecidas daquele jeito sem jeito. Por outro lado, por ser indigna a escravidão, o senador fez pose, impostou a voz, e bradou: “O Brasil é o café! E o café é o negro”! Dá prá ver também pelo retrovisor do tempo outro exemplo do quanto é edificante o trabalho do povo para merecer ingratidão por recompensa. Este outro exemplo foi citado pelo historiador Laurentino Gomes, na página 136 de livro 1808: “Os escravos eram o motor das lavouras de algodão, fumo e cana-de-açúcar, e também das minas de ouro e prata”.

Significa que naquela época a economia tinha como propulsor o chicote que foi substituído pela televisão nos tempos modernos, mas o vínculo de obrigatoriedade, de sujeição da vontade própria à vontade alheia permanece a mesma.  As pessoas apenas acreditam serem autênticas e donas dos seus narizes. Entretanto, o fato de pessoas se auto prejudicarem para que disto resulte vantagem para alguém não há como ser classificado senão como escravidão. O exemplo da garota que mastigava o almoço enquanto tomava goles de refrigerante e passava as pontas dos dedos tanto na vertical quanto na horizontal ou futucava com apenas um dedo um aparelho, está prejudicando de modo assustador sua saúde para depois do vigor da juventude, e o que a faz se autodestruir é a ordem da televisão para beber refrigerante, para futucar o aparelho sob pena de ser cafona, não dar valor ao processo de se alimentar corretamente, exemplo deformador que Rambo dá quando abre a geladeira, corta com uma tesoura uma pizza que engole aos bocados como cachorro faminto. O chicote eletrônico cujo silvo faz plim plim é infinitamente mais convincente para os escravocratas modernos do que o chicote de couro por castigar todos os escravos do mundo de uma vez só como faz ao impingir na juventude mundial o comportamento daquela garota que seguia fielmente a determinação de ignorar a importância de uma alimentação sadia com a finalidade de adoecer para comprar plano de saúde e remédios. Tá na cara que tá faltando sensatez, tá ou não tá? Inté.

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

ARENGA TRINTA E QUATRO


De curto conhecimento, não sei se alguém disse antes o que disse Rui Barbosa ao afirmar ser a ignorância a causa de todos os males que afligem a humanidade. Pela quantidade de males, dá para perceber o tamanho da ignorância em que mergulha humanidade. Olhando prá ela de cá do alto do décimo andar, veem-se coisas do arco da velha. Ali, por exemplo, estão homens se internando num hospital, ocupando a vaga de doentes, apenas para que aparelhos eletrônicos produzam em seu corpo a mesma dor que a fêmea sente para nos trazer ao mundo. Mais adiante, constata-se ainda existir reis no século vinte e um, e um povo aplaudindo um nobre príncipe que depois de tomar umas e outras comprou o boteco onde ficou de fogo. Acolá podemos ver multidões encantadas com outros idiotas que passam raspando seus narizes dirigindo a trezentos quilômetros por hora, e outras multidões com a cara para cima onde aviões fumacentos passam zunindo sobre suas cabeças vazias, enquanto outras multidões vibram com a sena macabra de dois indivíduos se destruindo mutuamente como faziam os gladiadores, resultando disso que muitos homens ainda em idade produtiva são inutilizados em consequência das bordoadas que levou no escutador de novela. Pode-se ver também a produção de alimentos ser transformada em negócios e negociatas envolvendo um tal de agribiuzinesse e o BNDES, cujo resultado é produzir mais riqueza do que a comida que, apesar de ser muita, é envenenada. Ali à direita, estão pais orientando os filhos para que eles se chicoteiem até sangrar seus corpinhos ainda em formação para com isso agradar a seu Deus. Também pode ser vista com horror uma sociedade cujas famílias incentivam suas filhas à ingressarem nas várias formas de prostituição milionária que inclui leilão de xoxota e programas como BBB e Fazenda. Mais à esquerda, vemos uma riqueza fabulosa, suficiente para acabar com a miséria no mundo, desperdiçada na construção de caríssimos e monumentais templos religiosos e uma plêiade incontável de parasitas assalariados para representar os problemas dos povos nos tribunais celestes e transformar em santos a lembrança de pessoas que doaram sua vitalidade à prática inútil da caridade que só beneficia aos que embolsam o dinheiro de evitar a necessidade de caridade. Mais pracolá, vê-se um país chamado América no Norte, onde vive um povo tão apegado com seu Deus que declara sua fé nas cédulas do dinheiro pelo qual devota o mesmo apego, mas que, ao mesmo tempo, joga bombas sobre criancinhas e as dilacera para tomar o dinheiro de seus pais. Já daquele outro lado, está um povo esquisito com rudia de pano na cabeça, liderado por homens que arrebanharam só para si todo o dinheiro do petróleo da região, e como não sabem o que fazer com tanto dinheiro, estão fazendo edifícios usando o próprio dinheiro como material de construção, deixando prá trás o rei Salomão que construiu usando o suor de escravo. Há, bem mais ali, um negócio chamado Economia Política que é a maior safadeza do mundo. É um troço de tamanha malandragem que aproveita a necessidade que todo mundo tem de adquirir alguma coisa, para forçar todo mundo a adquirir muito mais coisas do que realmente necessita, o que é uma grande perversidade fazer de bobo quem poderia ser sábio sem a indução maligna de inumeráveis papagaios papagaiando através de microfones cujo barulho lá nos auto-falantes conduz as pessoas para as lojas também barulhentas, do mesmo modo como o berrante conduz a manada. Enfim, é tão triste o que se vê lá embaixo que vou fechar a janela. Pior é que tem tudo na televisão. Felizmente, também tem programas sobre os bichos, cujo comportamento demonstra ser menos bobo e sem sentido do que o comportamento dos humanos, e, além disso, também temos o Alienista prá reler.

Se tanto se fala em tranquilidade, por que há tanta intranquilidade no mundo? Por duas razões apenas: Uma é que a humanidade está dividida em duas espécies de seres humanos cada uma delas portando um defeito hereditário que induz a dois comportamentos ambos incompatíveis com a existência de uma sociedade agradável. Estes dois comportamentos são os únicos responsáveis pelas coisas estúpidas que espiamos lá de cima pela janela. Sendo um desses comportamentos orientado pela religiosidade, impossibilita o conhecimento necessário de sociabilidade porque o religioso nada sabe além de religiosidade e a religiosidade, que é unha e carne com a política, ensina não haver necessidade de elevar a mente à capacidade de pensar e raciocinar que é para moldar o comportamento que faz acreditar ser a vida uma eterna festa promovida por “celebridades” e “famosos”, resultando naquelas coisas vistas lá da janela.

Sendo o comportamento da categoria que integra a segunda parte da humanidade orientado pela usura, fica, do mesmo modo, impossibilitada a criação de uma sociedade agradável porque os usurários só aprendem as coisas relacionadas ao ajuntamento de dinheiro, o que demonstra ser o comportamento do usurário, como o do religioso, também incompatível com uma sociedade agradável. Ao contrário, a prática anti-social de acumular riqueza, objetivo único do avaro, prejudica a sociedade porque a riqueza guardada lá dentro falta cá fora.

O desconhecimento do comportamento adequado para se viver bem em sociedade, presente nas duas espécies de gente que integram a humanidade, portanto, são a ignorância sentenciada por Rui Barbosa. Dá-se o nome de ignorância à falta do conhecimento sobre determinado fato em virtude da falta de oportunidade de contato com o aprendizado daquele fato. É como o sujeito que chega numa cidade pela primeira vez e ignora tudo por lá. Desse modo, tanto o avarento quanto o religioso, qualidades negativas encontradas muitas vezes na mesma pessoa, ignoram completamente os procedimentos dos quais resultam uma sociedade agradável, uma vez que sua mente foi educada exclusivamente para acreditar que apenas a riqueza e a religião são importantes na vida, vivendo assim num mundo de enganosa e perigosa fantasia.

Os avaros impossibilitam a paz social quando retém em seu poder uma riqueza infinitamente maior do que o necessário para se viver bem. Esta riqueza vai fazer falta em outro lugar. Do mesmo modo, também os religiosos impedem a paz social porque são convencidos da desnecessidade de analisar as informações recebidas, reduzindo a nada a função do raciocínio diretamente ligada à elevação espiritual sem a qual não se passa de bicho. Espero ainda ter tempo de abrir a janela e ver a pensar as pessoas com aqueles comportamentos desastrosos. Custa nada sonhar, Né não? Inté.

 

 

 

 

terça-feira, 27 de maio de 2014

ARENGA TRINTA E TRÊS


 “Quem quer, vai. Quem não quer, manda. Esta sentença precisa ser observada pelo povo em relação à política. Enquanto perdurar a cultura milenar de manter o povo longe da política, este belo país de triste sorte estará nas mãos de gente como Sarney, Maluf, Jader, Renan, Collor, Lula, PT, PSDB, etc. etc., enfim, a turma das páginas policiais. A História nos mostra que o povo sempre fez a cama para que alguém durma. A Revolução Francesa é prova disso. O povo francês vivia num sufoco igual ao daqui. Como ainda não tinha inventado o circo que prende a atenção, e o pão faltava, aquele povo foi atraído por ganhadores de dinheiro que, como os de hoje, convenceu-lhe com promessas. Prometia liberdade, igualdade e fraternidade. Crédulo como sempre foi, o povo caiu de pau em cima de quem lhe infernizava: integrantes da classe privilegiada da nobreza, padres, freiras, um verdadeiro horror. Derrubou a velha liderança e entregou na bandeja aos burgueses uma nova liderança que eles usam até hoje para escalpelar o bolso, o lombo e a alma do povo, sempre o povo!

Como o interno em manicômio, o povo não toma decisão, acata-as apenas, o que está completamente errado. A juventude precisa despertar do torpor sem sentido em que se encontra e tomar atitude inteligente sob pena de viver horrores infinitamente maiores que os atuais. Acorde, juventude, para o fato de estar sua sociedade liderada por velhos que foram jovens dentro da cultura de ser a política um meio de roubar. Sabendo-se que a cultura está mais grudunhada que a pele, sabe-se, consequentemente, ser a maior bobagem esperar honestidade em quem teve a personalidade formada naquela cultura. As decisões das quais depende o futuro dos filhos dos jovens não devia de jeito algum estar nas mãos desta velharia carcomida na saúde e na moral, que gasta inutilmente seu dinheiro em plásticas e cremes tentando em vão esconder a velhice que ressurgirá ainda com maior evidência dentro de algum tempo. Em vez de educação, saúde e segurança, tripé que sustenta uma sociedade de pessoas equilibradas mentalmente, o dinheiro de fazer estas coisas é remetido para os infernos fiscais, festas monumentais, suntuosos palácios onde o pé afunda no tapete e até para orgias sexuais tanto em mansões como no azul do céu, em luxuoso avião, tudo pago por você, juventude. Portanto, acordem jovens, deixem de tanta burrice e procurem se interessar pelo que se passa, sob pena de enfrentar os horrores por que passaram outras juventudes que deixaram sua sorte entregue a falsos líderes. O jornalista bisbilhotador Alex Ferraz, da Tribuna da Bahia, cita uma frase esclarecedora nesse sentido: O FALSO LÍDER DIZ VÁ. O VERDADEIRO LÍDER DIZ VAMOS. A falsidade dos líderes da juventude está aí à mostra. Vida de rei para eles e choro no corredor do hospital para a juventude. É por isso que os jovens precisam resgatar o poder da velharia decrépita que contagiam os jovens que chegam por lá de tal modo que eles abandonam sua turma para se entrosar no mundo perverso da velharia e também transforma em imoralidade a nobreza e a grandeza contidas na ciência política.

Se antes os falsos líderes desbarataram toda a nossa riqueza natural destruindo as florestas e mandando centenas de toneladas de pedras preciosas para enfeitar bustos europeus, agora desbaratam a riqueza social proveniente do esforço coletivo enquanto jovens conformados precisam se endividar para pagar os estudos que a Constituição Federal lhes garante em troca dos impostos. Cadê a vivacidade própria da juventude que não a deixa perceber o malogro a que está envolvida? O que dirão os descendentes destes jovens alegres de uma alegria sem razão de ser quando estiverem enfrentando o resultado desastroso em que desembocará esta alegria?

Evidente a necessidade de mudar de rumo, mas como a velharia é e sempre foi contra toda inovação, só resta os jovens agirem no sentido de mudar esta situação esquisita. O homem está tão desvalorizado a ponto de ser seu corpo encontrado em pedaços pela rua; está tão crédulo que conversa com estátua e inflige sofrimento a seu corpo para agradar ao seu Deus; está tão desinteligente que se deixa levar como burro de carroça; está tão imaturo que, como as crianças, prefere as brincadeiras aos assuntos menos rasteiros; está tão bobo que a propaganda o faz acreditar ter um bom governo apesar das evidências contrárias; está tão devasso que leiloa xoxota pela imprensa e assiste ao lado de seus filhos putarias e violência na televisão.

Desmanchar o feitiço, tirando o povo da condição de burro de carroça, e fazendo-o passar para a condição de cidadãos, trará benefício tanto aos que ora agem como burros quanto aos que os fazem agir assim. Este belo país de triste sorte carece de quem o tire da miséria moral. O Jornal do Brasil publicou a opinião do economista-chefe de investimentos do Saxo Bank da Dinamarca, Steen Jakobsen, sobre a economia do país desta juventude imprestável para outra coisa que não burrice, e ela, a opinião do doutor, motivaria preocupação e atitudes se não fosse a indiferença burra pelos assuntos realmente pertinentes ao futuro dos filhos desta juventude festeira. O economista disse QUE TANTO O PRESIDENTE QUANTO O BANCO CENTRAL ESTÃO PERDIDOS E O PAÍS É CAMPEÃO EM FRACASSOS. Campeão em fracassos! E este povo idiota a endeusar o Lula do livro O Chefe. Enquanto isso, brasileiros entrevistados pelo mesmo Jornal do Brasil, sorrindo um sorriso de debilidade, contradizem os inteligentes Ney Matogrosso e Paulo Coelho por suas declarações corretas condenando o rumo incorreto que a falsa liderança impõe a esse povo festeiro. Inté.