terça-feira, 12 de outubro de 2021

AREGA 616

 

Embora multidões ainda pensem em encontrar nas igrejas solução para seus problemas, quem se elevou espiritualmente acima das multidões de seres não pensantes aprendeu que é na política onde está a solução de todos os problemas que infelicitam o mundo. E se a política estabelece uma forma de vida na qual a grande maioria da população do mundo é explorada em benefício de parasitas ajuntadores de riqueza, tal sanidade se deve justamente porque a não pensando, os seres não pensantes deixam de buscar na política solução para seus males.

Desconhecendo o quanto é importante a política em suas vidas as multidões de seres não pensantes a quem infelizmente cabe elevar aos postos de mando os executores da política, tanto por analfabetismo político quanto por falta de opção visto que entres os pretendentes inexiste um só que não seja de mau caráter, resulta em tão mal escolha que os ocupantes dos postos de mando transformaram o mundo em enorme palco para festejamentos, guerras e doenças.

Este triste estado de calamidade universal perdurará enquanto a humanidade for constituída de seres não pensantes como recomenda a religiosidade. É para atrofiar a capacidade de raciocinar que a religiosidade ensina que os mistérios de deus devem ser acatados sem necessidade de entendê-los porque um simples questionamento sobre estes tais de mistérios divinos é quanto basta para desnudar sua falsidade. Por que, fora das histórias mal contadas da bíblia nunca mais deus foi visto? Por que nos lugares mais atrasados é onde a religiosidade tem maior predominância? Se deus queria provar seu poder, por que não conseguiu fazê-lo?

Ou a humanidade desperta para a realidade de ser vítima de uma cultura totalmente adversa a seus reais interesses ou absolutamente todos os seres humanos estarão impedidos de desfrutar de boa qualidade de vida durante sua curta existência de infelizes amealhadores de riqueza que de nada lhes servirá na sepultura e de pobres diabos escravizados por um emprego no qual gasta sua vitalidade na construção da riqueza dos amealhadores de riqueza.

 

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

ARENGA 615

 

A notícia no jornal dando conta de que o TSE promete eleições limpas no Brasil é um convite à meditação. Tudo é tão sujo nesse belo país de triste sorte e povo bailarino de axé e ratazana de igreja que por aqui a sujeira é tão exorbitante que a própria justiça evita punição de criminosos. Como a massa bruta de povo é isenta da atividade meditativa, tal notícia não desperta em ninguém a falsidade que contém. Como limpa a eleição se falsas propagandas e trapalhões especializados em convencer incautos, os tais de marqueteiros, convencem os eleitores politicamente analfabetos a votar nesse ou naquele espertalhão que depois de deixar o poder no qual se chegou pobre sai rico e se chegou rico sai muito mais rico? 

 Eleição não é limpa em nenhum lugar no mundo porquanto resulta da vontade infantil de povo que por ser desprovido do discernimento necessário para ter vontade própria, tem sua vontade conduzida para a direção indicada por quem for mais hábil na arte de enganar. Eleição é nada mais que uma forma de dar direito a alguém para morar em palácios suntuosos onde a vida corre às mil maravilhas se para cada palácio existe uma população disposta a arcar com absolutamente todas as despesas, por mais absurdas que sejam.

A vida requer reflexão, meditação, conclusão. Entretanto, tais atitudes escapam até nas pessoas de quem não se espera comportamento de irracional a exemplo do intelectual Jessé Souza, autor de vários livros que em nada contribuem para aparar as arestas da estupidez humana, entre eles Subcidadania Brasileira, que na página 20 diz o seguinte: “O que separa o americano do brasileiro é que o primeiro legaliza a corrupção...”. Como se admitir a legalização do crime? Se ela é praticada visto ter sido a humanidade escravizada pelos parasitas ajuntadores riqueza que mandam nos governos, deve ser energicamente refutada, principalmente pelos intelectuais.

 

 

 

 

 

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

ARENGA 614

 

 

Não pode haver sensatez na opinião pública em virtude de não ser ela a resultante da soma das opiniões individuais. Aquilo que a papagaiada de microfone a soldo dos donos destes microfones chamam de opinião pública é, na verdade, a opinião de seus patrões, avaros ajuntadores de riqueza e esparramadores de pobreza e miséria. Vai daí o ridículo de se falar em eleições limpas visto que a decisão tomada por influência vinda de fora não é legítima. Portanto, a decisão dos analfabetos políticos em votar em determinado pretendente à posse da chave do cofre do erário é ilegítima posto que influenciada pela arte de explorar a estupidez humana, a propaganda. Os bailarinos de axé, a ratazana de igreja comedora de hóstias  e compradora de feijão milagroso e nem a laia de torcedores ignoram totalmente estar votando em quem gastou mais dinheiro tirado diretamente do seu próprio bolso para fundo partidário e do bolso de empresários para onde voltará quadriplicado uma vez ter o empresário por único objetivo o enriquecimento a qualquer custo. Veja-se, por exemplo, este trecho de mestre Ladislau Dowbor  nas páginas 15/16 de seu livro O capitalismo se Desloca: "Já somos quase oito bilhões de habitantes, aumentando num ritmo de 80 milhões ao ano, todos querendo consumir mais. Estamos destruindo a natureza e o planeta em ritmo absurdo, enfileirando a mudança climática, a destruição da biodiversidade, a degradação dos solos, a contaminação da água doce, a poluição dos oceanos com plásticos e outros resíduos, a geração de bactérias resistentes pelo uso de antibióticos na criação de animais. Basta olhar as imagens de crianças nos lixões que cercam tantas cidades do mundo, em disputa com ratos e urubus, para se dar conta do drama". É isto aí que resulta da atividade de ajuntar dinheiro dos empresários.  

E como pensar não sempre dá bom resultado, não haveria um contrassenso do tamanho do mundo esta arenga malandra de depender o bem-estar social da atividade empresarial? Empreender para os avarentos ajuntadores de riqueza nada tem a ver com escolas, hospitais, segurança pública, enfim, desenvolvimento social. Tem, sim, unicamente o objetivo de especular no proxenetismo do sistema financeiro que se alastra como praga pelo mundo fomentando um parasitismo tamanho que atividade meramente especulativa rende muitas e muitas vezes mais que atividade produtiva sem contar que aquela atividade não prescinde de atividades criminosas como lavagem de dinheiro inclusive proveniente do tráfico de drogas, o que é afirmado por diversos autores, entre eles Stephen Platt em Capitalismo Criminoso, subtítulo Como as Instituições Financeiras Facilitam o Crime.

 

sábado, 2 de outubro de 2021

ARENGA 613

 

 

Nem mesmo os economistas comprovadamente favoráveis à luta por justiça social deixaram tão claramente exposta a necessidade de se combater o acúmulo de riqueza como foi o historiador Edward McNall Burns. Na página 624 do segundo volume de História da Civilização Ocidental, ao fazer referência às consequências do governo do endiabrado Napoleão Bonaparte, entre os frutos negativos o historiador cita o fato de não ter Napoleão pensado em impor restrição à atividade econômica dos ricos. Bingo! Matou a cobra e mostrou o pau (o pau que matou a cobra, claro). Jamais um economista foi tão explícito sobre a inconveniência social de se permitir que pessoas pobres de espírito e sociabilidade, mas ricas em selvageria e desumanidade explorem a classe trabalhadora por meio da escravidão do emprego e acumulem fortunas tão grandes que por não terem o que fazer com tanto dinheiro, esbanjam em futilidades e, numa atitude de escárnio, pavoneiam-se como os mais ricos do mundo para uma plateia de desesperados que não podem satisfazer suas necessidades primárias.

Cabe observar que mesmo os economistas não vendidos como são os que insuflam o compra/compra como ato de prosperidade social, quando, na verdade, o objetivo do compra/compra é enriquecer cada vez mais os ricos e destruir a natureza, mesmo os economistas que se colocam contra tamanha insanidade não vão tão diretamente à causa da desarrumação do mundo como foi o historiador quando mencionou ser desastrosa a política de permitir o acúmulo de riqueza. Não é precisa ser inteligente para saber que desta prática resulta em acúmulo de pobreza. 

 Não deve haver mais espaço no atual ponto de evolução humana para se permitir o instinto de bicho que orientava o primitivo a levar para a caverna tudo que os braços conseguissem abraçar continue orientando avarentos a açambarcarem tudo aquilo que lhe permita sua avidez mórbida por riqueza. 

A teoria do estado mínimo defendida por economistas da consciência prostituída tem por objetivo abrir o campo à ação mesquinha e antissocial da avareza dos ajuntadores de riqueza. Filósofos mostraram à humanidade que levou o Estado nasceu da necessidade de conter a brutalidade inata do ser humano que embora negada por outros filósofos mostra sua fúria incontida no horror das guerras e na indiferença ao sofrimento do semelhante. Assim, tendo o Estado o dever nobre de assegurar paz e harmonia, deve ser forte o bastante a fim de ter sucesso nesta atividade. 

No entanto, o que se tem é que em função do único e verdadeiro poder que existe no mundo, o poder do dinheiro, grupos de avarentos ajuntadores de riqueza chamaram a si o poder que cabia ao estado de promover justiça social e implantaram um regime de injustiça social, mantendo a humanidade envolvida em brincadeiras para que não perceba o malogro de uma situação em que moleques incapazes de fazer um O com um copo enriqueçam enquanto jovem tem de ralar a bunda em bancos escolares por mais de uma dezena de anos sem ter a mesma facilidade. É, pois, de se perguntar: para que serve, um Estado que apesar de custar os olhos da cara da sociedade é inútil?     

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

ARENGA 612

 

           O livro A Verdade Sufocada, do torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, líder espiritual dos defensores da política que governa o mundo de modo a fazê-lo propriedade particular de um grupelho de avarentos cuja avareza supera Midas, demonstra o quanto distante da realidade se encontram todas as pessoas ocupando relevantes cargos políticos tanto na América Latrina, almoxarifado do universo, quanto no resto desse mundo pleno de falsidades e falta de caráter. Se, mundo como afirma o brilhante (em perversidade) coronel Brilhante Ustra, não se dever admitir a barbaridade de assassinatos, por que, então, só incomodar os assassinatos praticados por comunistas se ao privatizar em poucas mãos toda a riqueza do mundo os famigerados capitalistas patrocinadores de todos os Brilhante Ustra do mundo assassinam pela fome muito mais pessoas, inclusive crianças, demonstrando, assim, maior barbárie do que os assassinatos condenados pelo torturador e assassino de jovens idealistas enquanto a turba ignara saía às ruas brandindo o slogan Deus, Família e Propriedade conforme queriam os milicos subservientes à paranoia do anticomunismo americano?

               A humanidade caminha pela contramão da realidade deixando-se levar a um destino determinado por mentalidades ainda dominadas pela lembrança de tempos primitivos da barbárie em que a sobrevivência dependia de ser mais forte. É nesta lembrança onde se encontra a explicação para a existência dos grandes impérios. As antigas garras e presas das feras foram substituídas por artefatos nucleares. 

                 Sem um despertar da juventude mundial para a necessidade de corrigir o rumo que o atual poder de mando no mundo traça para a humanidade não haverá como evitar futura situação catastrófica. Nada do que se diz é verdade. Como se viver de mentiras? Vê-se aqui na orelha do livro A Lei, de Claude Frédéric Bastiat, que a lei tem a função de fazer com que reine a justiça, enquanto que a realidade é que toda a injustiça do mundo tem amparo legal como mostra entre nós o STF. Na página 15 do livro Vigiar e Punir, seu autor, Michel Foucault, diz que o sofrimento tem origem na fraca influência da religião. No entanto, foi justamente a religião que por meio da Inquisição prodigalizou a o sofrimento. 

Se a humanidade caminha rumo ao desastre, deve-se tão somente à indiferença ante a realidade de viver na falsidade.

sábado, 25 de setembro de 2021

ARENGA 611

 

No livro A Era Do Capital Improdutivo, em função das situações abaixo enumeradas o Grande Mestre do Saber Ladislau Dowbor expõe o quanto a humanidade está sujeita a uma condição social totalmente insustentável. a cada situação mostrada pelo mestre, acrescentemos a observação quanto a que ponto chega a canalhice daqueles que mandam no mundo:

1 –   A cada dia morrem de fome no mundo cinco vezes mais crianças do que as vítimas das Torres Gêmeas de Nova Iorque. - Tanto causa pasmo a perversidade da política que mantém tamanho estado de calamidade quanto a maldade de quem para justificar sua indiferença e covardia diante desta situação absurda limita-se a orar por tão infelizes crianças.

2 – Segundo o Banco Mundial a pobreza diminuiu nas últimas décadas para cerca de um bilhão de pessoas apesar de viver esse bilhão de pessoas com apenas US$ 1,9 por dia. - Aí está a quanto chega a canalhice daqueles que administram a riqueza do mundo. Enquanto um ser humano tem menos de sessenta dólares para se manter por um mês, bonecos iletrados do pão circo têm milhares ou mesmo milhões para correr atrás de bola.

3 – Para um PIB mundial de US$ 80 trilhões, portanto, um produto per capta de US$ 11 mil, o que equivale a US$ 3.600 por mês por família de quatro pessoas ou cerca de onze mil reais. Para todo canto que se volte dá-se com pavorosa injustiça social. - Se cada família no mundo, segundo  o PIB mundial tem direito a onze mil dólares a cada mês, por que, então, em nossa pátria de deus milhares de famílias têm de se contentar com R$400,00 apenas?

4 – Oito indivíduos apenas no mundo são donos de mais riqueza do que a metade da população mundial. - Aí está! São ou não  são canalhas aqueles que tecem loas para a cultura do venha a mim e os outros que se danem vigente no mondo? Não como não resultar em pandemônio como ocorreu nas revoluções Russa e Francesa um sistema assim.

5 – A expressão “o rabo passa a abanar o cachorro” define com perfeição um sistema econômico no qual o processo de agiotagem do sistema financeiro tem prioridade sobre o processo produtivo. - Outra vez mestre Dowbor desnuda a inconsistência da cultura do venha a mim e os outros que se danem. Terminará em desastre uma administração na qual da agiotagem do sistema financeiro provém melhores resultados do que a atividade produtiva.

6 – Desde 2015 que o 1% mais rico tem mais riqueza que o resto do planeta. - Quanto a esta sandice nada mais é preciso dizer senão repetir à exaustão: UM POR CENTO DA HUMANIDADE TEM MAIS RIQUEZA DO QUE OS NOVENTA E NOVE POR CENTO RESTANTES!

7 – Ao longo dos próximos vinte anos quinhentas pessoas passarão mais de US$ 2,1 trilhões para seus herdeiros. Soma mais alta que o PIB da Índia, que tem 1,2 bilhão de habitantes. - Tal constatação traz à baila a afirmação do velho e sábio Marx de que o mundo carece de modificação.

8 – A renda dos 10%, mas pobres aumentou cerca de US$ 65 entre 1988 e 2011, enquanto a do 1% mais rico aumentou cerca de US$ 11.800, ou seja, i82 vezes mais. - Olha o velho Marx aí de novo.

9 – Temos no Congresso bancada ruralista, da grande mídia, das empreitas, dos bancos, das montadoras. Podem ser contados nos dedos quem representa o cidadão. - Mestre Dowbor foi generoso ao acreditar haver no Congresso quem esteja a serviço do povo. 

10 – A constituição não resiste aos ataques dos grupos corporativos venais do Congresso. - Esta realidade está materializada no fato de ter o banditismo trânsito livre nesta pátria de deus.

11- Nos Estados Unidos, a venalidade deu origem a esta expressão popular: “temos o melhor congresso que o dinheiro pode comprar”. -  E há quem chame aquela gente de civilizada.

12 – No mundo, o judiciário foi comprado pelos grandes grupos econômicos. Eles pagam multa se criminalmente responsabilizados, mas não são responsabilizados criminalmente. - Aí está a prova de que dinheiro é que é o verdadeiro e único poder no mundo.

13 – George Monbiot chama a legalização dos crimes financeiros de “um sistema privatizado de justiça para as corporações globais”. Considera que a democracia é impossível nestas circunstâncias. - Novamente, olha aí o velho Marx.

14 – O alcance planetário dos meios de comunicação conseguiu atrasar em décadas a compreensão do vínculo entre o fumo e o câncer, a expansão do sistema público de saúde, fez o mundo acreditar que a guerra por petróleo era para libertar o povo do Iraque da ditadura e para proteger o mundo de armas de destruição em massa. Quem se elevou acima da mentalidade reles de povo sabe que o mundo vive de falsidades.

15 – Grupos financeiros impõem aos governos nomeação de agentes seus para postos-chave como Banco Central, Ministério da Fazenda e Comissões Parlamentares. Sendo os donos da dívida pública, estimulam medidas que favoreçam uma economia que por meio da agiotagem lhes permite se apropriar do que a sociedade produz.  -  A sociedade produz para parasitas desfrutar.

16 – Contando com financiamento de petrolíferas, de produtores de carros, de armas e da direita religiosa, por meio de propaganda enganosa, vendeu-se ao mundo a ideia de ser falsa a necessidade de se mudar a matriz energética para conter o aquecimento global. É para isso que em cada casa, cada sala de espera e até nos transportes, televisões deturpam a visão do mundo, resultando numa sociedade desinformada e consumista. - E aqui, face a tantos descalabros, este cantinho de pensar levanta questão de não ser esse o motivo pelo qual no site (esquisito) (Life Indigno), com título AS FORTUNAS DESSAS CELEBRIDADES VÃO TE DEIXAR DE QUEIXO CAÍDO, integrantes da escória da intelectualidade ligadas à televisão são apontadas ao lado de muita pose, carrões, iates, jatinhos e mansões, como proprietárias de grandes fortunas. Estre estas “celebridades” estão Faustão com 950 milhões, Sílvio Santos, 7 bilhões, Luciano Huck, 500 milhões, Gugu Liberato, 200 milhões, Xuxa, 750 milhões. A lista de toupeiras mentais consideradas celebridades é tão grande que faz nojo a quem sabe ser a imbecilidade do povo que permite a existência destas marionetes do Pão e Circo regiamente pagas com seu dinheiro para fazê-lo de bobo, como efetivamente fazem.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

ARENGA 610

 

Embora não ocorra à ratazana roedora de hóstias e a pobres diabos mentais compradores de feijão milagroso, a crença na existência de deus decresce com o tempo. Mas mesmo em tempos distantes quando esta crença era indiscutível, Baruch de Espinosa afirmava que deus não se ocupava de determinar o destino de ninguém. Teria criado o mundo e o deixado por própria conta. Para a humanidade, entretanto, é da determinação de deus que depende tudo. Até diz o povo que uma folha não desprende do galho e cai sem que deus determine sua queda. Tal afirmação faz pensar na canseira que acomete deus no outono quando as folhas das árvores caem. Mas povo só é importante  para políticos em época de eleições. Afora isso, povo é joguete nas mãos inescrupulosas de falsos líderes. Sobre a passividade com que o povo aceita viver unicamente para servir a parasitas, no livro Discurso Sobre A Servidão Voluntária o filósofo Étienne de Lá Boétie levanta a questão do motivo pelo qual tantos se submetem aos caprichos de poucos, o que dá realmente o que pensar.

Onde ser encontrado o motivo pelo qual a humanidade se curva obediente ante a obrigação de servir a parasitas? Como podem os seres humanos se tornarem tão obtusos que se acham livres apesar de não passarem de meros serviçais para uma minoria perdulária e arrogante, deixando-se conduzir por outros serviçais, os políticos, que servindo aos ricos donos do mundo criaram uma organização social de tamanha injustiça que embora a lei suprema de cada sociedade assegura igualdade, prevalece tamanha desigualdade que enquanto poucos possuem muito, muitos não possuem nada.

A docilidade com que o povo se submete a desmandos em todo o mundo aparece de forma espetacular aqui na página 126 do livro Capitalismo Criminoso, de Stephen Platt, onde consta que o filho do presidente da Guiné Equatorial, onde o povo sobrevive com um dólar por dia, possui os seguintes bens: uma luva branca revestida de cristais, da turnê de lançamento do disco Bad; um chapéu tipo diplomata usado por Michael Jakson no palco; uma Ferrari 599 GTO; dois imóveis na Cidade do Cabo; três relógios Piaget incrustados de diamantes; um gabinete antigo André Charles Boulle; pinturas de Degas, Renoir, Matisse e Bonnard; 1.403 garrafas de vinho sofisticado; 109 itens adquiridos no leilão do espólio de Ives Saint Laurent; uma propriedade em Malibu de cerca de 48.000 metros quadrados; uma propriedade luxuosa com seis andares em Paris; um jatinho particular Gulfstream G-V.

Que poder misterioso faz um povo que vive apenas com um dólar por dia abaixar a cabeça para tamanho despropósito da parte do filho de seu governante? E, guardadas as proporções, é assim no mundo inteiro e aqui por estas andas da América Latrina neste pátria de deus os livros Os Bens Que Os Políticos Fazem, Honoráveis Bandidos, Privataria Tucana, O Chefe, O Lado Sujo do Futebol, Um Jogo Cada Vez Mais Sujo, entre outros, dão prova de que  a coisa não é diferente também por aqui, muito menos na terra do Tio Sam invejada por torcedores, carnavalescos, conversadores com estátuas e compradores de feijão santo. É o que mostra   trecho do livro O Pão Nosso De Cada Dia, de Ladislau Dowbor, mostrando que nos Estados Unidos o salário de um professor de especulação financeira (agiotagem) é igual ao salário de 17 mil professores do ensino primário.

 É desse jeito escabroso que os políticos administram a sociedade humana sob inexplicável aceitação da humanidade.