sábado, 14 de junho de 2014

NOVIDADE À VISTA!


Desopilados os sacos, é preciso continuar incentivando a juventude a pensar. Em primeiro lugar, pensar no quanto tem sido boba ao negar-se a participar da organização de sua sociedade. Embora seja esse o costume desde sempre, é um costume do qual precisa se desacostumar. Nenhuma sociedade progride sem a participação interessada dos seus associados. Entretanto, esse interesse está tão distante que a sociedade está a aplaudir o afundamento de uma montanha de dinheiro numa festança cujo barulho encobre os lamentos de quem chora no corredor do hospital. Nada, absolutamente nada, justifica o festejamento da Copa ou qualquer outro festejamento se a sociedade está correndo grave risco de confusão. As velharias precisam ser deixadas para trás. Novos ares são indispensáveis a um ambiente saudável como deve ser o ambiente onde todos tenham educação social. A palavra comumente citada “cidadania” tem um sentido tão amplo que abrange o convencimento do qual resulta o comportamento que faz com que todos tenham bom relacionamento social, ambiente ideal para os descendentes dos atuais jovens, mas que não poderá ser alcançado se estes jovens permanecerem indiferentes ao destino de sua sociedade como sempre estiveram e ainda estão.

Quererão os jovens que suas criancinhas rechonchudas venham a andar pelas ruas saltitando sobre pedaços de cadáver? Pois, a continuar a estúpida letargia, é o que vai acontecer. É preciso tomar outro rumo. Um rumo orientado pela sensatez. Sem frescuras nem brutalidade, mas um rumo que leve a um ambiente onde haja coerência entre os acontecimentos, as falas e os comportamentos. É insensato viver um ambiente de fantasia e brincadeiras porque um dia chega a obrigação de encarar o mundo real, e quando isto acontece de chofre dá origem a sofrimentos desnecessários porquanto inexistiriam se houvesse um mínimo de preocupação com as coisas das quais dependem a tranquilidade, a paz e a saúde, elementos sem os quais a vida não tem qualquer valor e pode ser ceifada a qualquer momento até mesmo como alvo para se treinar a pontaria. Tais são as perspectivas macabras do ambiente a ser herdado pelas criancinhas rechonchudas por culpa da teimosia de seus pais em não pensar um pouco nestas coisas. Um bem tão precioso quanto a vida não pode ser relegado ao acaso dos acontecimentos. Ao contrário, a vida precisa ser levada em conta em vez de apenas existir como o boi e a vaca. É por não se ligar na vida que a vida está tão ruim. E a vida não deveria jamais ser ruim.

Mas, enquanto houver hostilidade entre as pessoas em lugar de irmandade, a vida não poderá ser de outra forma senão ruim. As pessoas são as células do corpo social, de modo que uma apenas a destoar das demais termina por causar problemas graves no corpo social, do mesmo modo como acontece com as células do corpo humano. A hostilidade que no momento ocorre entre o povo e a presidente da sua república é algo perigoso porque pode resultar em desordem ainda maior. Quando a liderança está em desarmonia com os liderados é por culpa da liderança. No caso da liderança política, a desarmonia começou a existir no momento em que a primeira pessoa no mundo notou que seu líder político tá mais é a fim de se cuidar às custas do erário. À medida que mais e mais pessoas passavam a perceber esta verdade, mais a desarmonia entre liderados e liderança aumentava, o que é um processo inevitável porque o discurso que nunca corresponde à realidade terminou por desnudar a irrealidade que é a forma pela qual é administrada a sociedade. Uma vez ciente de estar sendo enganado, a reação é imediata e contrária porque ninguém gosta de ser enganado depois de tomar conhecimento do fato de estar sendo enganado. É por terem adquirido algum conhecimento sobre o modo como funciona a sociedade que algumas pessoas estão se insurgindo contra os enganos envolvendo o absurdo de se jogar fora montanhas de dinheiro como está acontecendo a olhos vistos na Copa do Mundo e na Petrobrás, chegando a coisa ao cúmulo do escárnio quando considera todo mundo mais burro do que a própria burrice ao apresentar como justificativa a palavra de que na época tinha sido muito bom para o país. É por causa deste tipo de “muito bom” que o Brasil sempre foi desse jeito sem jeito, e é essa falta de jeito que está levando algumas pessoas à compreensão de certas coisas que escapam à absoluta maioria de quem tem uma bola de futebola onde as pessoas sensatas tem a cabeça, e, nos olhos, dois jogadores de futebola no lugar onde as pessoas sensatas tem as pupilas. 

Nunca houve vantagem no negócio da Petrobrás e a compra da refinaria, como tem afirmado a senhora Graça Foster reiteradas vezes. E a Copa do Mundo? Muita gente grande não tem a desfaçatez de afirmar haver vantagem na Copa do Mundo. Tal fato se explica porque as pessoas aprendem a ganhar dinheiro, mas não aprendem a pensar. A realidade é que a festa da Copa, seus promotores e o público a que se destina, podem ser comparados a um cachorro sevado, mas parasitado por pulgas e carrapatos. A festa da Copa é o cachorrão sevado, o público representa o sangue que dá vida ao cachorrão, e os promotores da festança são os parasitas que sugam a vitalidade do cachorrão sevado e mal cuidado. O fato de haver mesmo em pequena monta protestos contra esta situação logicamente insustentável, indica mudança a caminho porque o governo sempre esteve apartado do povo, mas agora tem gente descobrindo que tem direito e que está dando bobeira em não ir atrás deles. O MTST acaba de impor ao governo o atendimento do que pediam. Isso é novidade e é bom saber o rumo que esta novidade tomará que tipo de mudança provocará na sociedade porquanto outras mudanças ocorreram no mundo sem que resultassem em tranquilidade. Ao contrário, deixaram um rastro de infelicidade.

Como quem avisa amigo é, ficam os jovens e as jovens avisados e avisadas de que seu amigo aqui que se gaba de ter sido um bom autodidata no entendimento da vida lhes recomenda seja você rico, pobre, arremediado, seja lá que sebo for, a se unirem na salvação inclusive dos próprios velhos que conduzem o mundo para o abismo. Como é preciso repousar os sacos, Inté.

     

quinta-feira, 12 de junho de 2014

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ.


Quando o comunismo merecia respeito, porque minha lembrança diz que ele já mereceu, e como sou eu que estou com o direito que a internete me deu à palavra, fica dito que once apon a time (falando ingreis leva mais fé) o comunismo já fez por merecer respeito. E por falar em internete, uma organização como ela, com tanta gente talentosa e bem preparada mentalmente não deveria valorizar tanto estes “famosos” e “celebridades” porque eles não tem coisa alguma para serem nem celebridades e muito menos famosos fora de um ambiente de nível cultural medíocre. Na mesma internete onde se encontram os mais variados assuntos do conhecimento humano, não lhe cai bem a companhia de assuntinhos mixurucas sobre quem estava sem calcinha, mesmo porque se trata de fato para ser visto e não lido. A notícia de que o jogador de futebola não usa cueca confirma que esse pessoal foi reduzido apenas aos pés. Supondo que aquele jogador de futebola venha a ser político, não vai ter onde esconder os dólares.

Mas o direito que a internete me deu para falar, eu quero gastar falando sobre o respeito que o comunismo já mereceu quando ele queria que se apurasse direitinho essas tais dívidas externa e interna porque se afirma que é jogada impiedosa dos ricos para chupar o dinheirinho dos requebradores de quadris e comedores de hóstia. Merecia igualmente respeito o comunismo quando lutava por uma reforma agrária que traria imensa vantagem para ricos e pobres como beneficiou ricos e pobres nos lugares onde existe. Quem não acredita é porque só viaja para ver o que o turismo mostra ou para fazer compras em Me Ame. Também merecia respeito quando avisava que o circo era preparado para que o povo não viesse a descobrir o poder que tem quando unido em torno de um objetivo. Explicava que o objetivo do povo deveria ser buscar conhecimento para entender como é que a sociedade funciona, porque sendo dono da sociedade, o povo não pode deixar sua propriedade apenas gerida pelo mundo dos ricos porque os ricos tem o defeito incorrigível por eles mesmos de tomar conhecimento dos requisitos necessários para a formação de uma sociedade civilizada, precisando serem conscientizados desta realidade.

Pois bem, quem deseja uma sociedade boa e agradável, com o mínimo de sofrimento, onde todos possam sair despreocupados às ruas a qualquer hora, merece realmente respeito. É, ou não é? Pois, dessa nobreza, desceu o comunismo para a avacalhação em que se encontra. No comunismo antigo, qualquer comunistinha pé de chulé considerava as festas artimanha para grudunhar a atenção do povo. Hoje, vejam só, tem-se um ministro comunista responsável pelo hasteamento da lona sob a qual está sendo torrada imensa fortuna dos comedores de hóstia, axé e futebola exatamente para lhes tirar a atenção do lugar onde ela deveria estar, como está acontecendo de fato. Apesar de ter funcionado sempre, esta tática começa a negar fogo haja vista o medo da presidente de mostrar a carinha redonda e bonitinha na festança que ela mesma dá e onde até já foi vaiada, a coitadinha. Além disso, o fato de haver quem se manifeste contra a festança do ministro comunista, sendo a festa de futebola e no país onde se mata com privadada na cabeça por causa do futebola, este fato tem grande significação por mostrar que o conhecimento abre caminho entre as trevas da ignorância generalizada.

Mas, apesar de suas boas intenções, como não há quem não erre nunca, não tendo a virtude de saber esperar, como não a tenho eu, o comunismo não teve a astúcia de usar o ensinamento do Grande Mestre do Saber Thomas Paine de que o tempo faz mais convertidos que a razão, e procurar tornar as pessoas convertidas ao ideal de uma sociedade de pessoas felizes, de modo que elas adquirissem o desejo de viver numa sociedade assim e que tivessem o conhecimento de ser isto possível, além da percepção de que as relações sociais desarmoniosas terminam por levar a sociedade à ruína para infelicidade das criancinhas rechonchudas que dirigem os carrinhos no supermercado. Em vez ir pelo conhecimento, o que fez o comunismo? Simplesmente botou o revólver no peito da sociedade para que ela pensasse do jeito que ele queria. Ora, isso não pode dar certo porque a sociedade é a soma dos indivíduos e os indivíduos de todo o mundo em termos de sociabilidade estão muito bem representados na figura daquela personagem do filme sobre Lamarca, na cena em que um camponês brasileiro mostrava a seu vizinho um dinheiro com o qual compraria um burro novo para sua carroça e contava muito satisfeito com o grande feito de ter mostrado à polícia o lugar onde se escondia Carlos Lamarca, um comunista que queria o bem do povo, mas que foi vítima desse povo exatamente porque ainda não houve tempo de que ele esteja convicto da necessidade de viver de outro jeito. Se aquele camponês tivesse conhecimento das idéias do Lamarca, ficaria convencido de não valer a pena fazer o que fez. O convencimento é que determina o comportamento. Sujeito que for convencido que é bom vestir um cinturão de dinamite e tacar fogo ele faz isso na maior tranquilidade. Mas, o convencimento não pode ser imposto na marra como provam os adultérios.

Não resta dúvida alguma de que nossa sociedade não vai longe da forma em que se encontra estruturada. De todas as falas de todos os políticos de todo o mundo e de todos os lugares, a mais importante foi do governador de São Paulo quando disse que se o povo “soubesse das coisas” iria faltar guilhotina. É monumental a importância desta fala por ser o único pronunciamento de um político de conteúdo verdadeiramente sincero e verídico. Sabendo-se que a guilhotina foi uma máquina que cepou fora do corpo a cabeça de governantes quando o povo cansou de ser maltratado, como está no capítulo intitulado Revolução Francesa, de qualquer bom livro de História Geral. Mas, para não se saber que o povo pode mudar uma forma de governo para outra forma de governo, para que o povo não saiba o poder que tem, é que existe o ministro comunista segurando a corda que sustenta a lona do circo Copa do Mundo.

Entretanto, quem tem conhecimento dos horrores praticados pelos revoltosos da França de 1789, que entre outras barbaridades relatadas pelo historiador Edward McNall Burns, em História da Civilização Ocidental, mataram violentamente milhares de padres e freiras, além de invadirem um símbolo do poder até então vigente onde eram mantidas as ossadas de ex-poderosos donos do poder que foram lançadas ao relento. É por isso que são importantes as palavras do governador que tanto sabe das barbáries da Revolução Francesa, quanto sabe que elas foram provocadas em virtude de uma situação social da qual estamos chegando perto, e ele é quem mais tem dados para saber disso por ser inteligente e fazer parte da turma que causa a situação perigosa. Mas, como a internete continua me dando direito à palavra, palavrearei depois de desopilados os sacos. Inté.

    

 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

NAS ENTRELINHAS, A VERDADE II


Só a leitura das entrelinhas mostra a malandragem embutida na notícia. É por isso que Lula é importante e famoso. Ele não sabe ler nas linhas, mas nas entrelinhas ele é craque. Dizem que ele ficou tão poderoso depois de sair da condição de pau-de-arara que obrigou Roberto Carlos a deixar a bestagem de ser vegetariano. Eu, cá prá mim, não acredito nisso. Mas, aqueles que gostam das coisas muito bem explicadinhas nos seus mínimos detalhes, esses poderão tirar a prova dos noves fora indo à casa de Roberto Carlos e perguntando à cozinheira real.

Fosse eu professor, convidava meus alunos e alunas a ler as entrelinhas de algumas notícias de jornal como estas duas, por exemplo:

NOTÍCIA 1 – Jornal Folha de São Paulo, 9/6/14, reportagem de Tânia Cavalcante e Luiz Antônio Santini, afirmando que a proibição de fumar em recintos coletivos reflete preocupação do governo com a saúde das pessoas, principalmente dos jovens inexperientes e mais facilmente cooptáveis pelo chamamento do hipnotismo televisivo através das armadilhas embutidas nas propagandas convincentes.

NOTÍCIA 2 – Revista ISTO É, 11/12/13, reportagem de Leonardo Attuc, compara Lula a Mandela e afirma que Lula liderou um processo inédito de distribuição de renda e inclusão social, e que os ricos ficaram ainda mais ricos.

Fosse eu aluno, minha interpretação do conteúdo das entrelinhas da primeira notícia seria pela existência de diversidade entre o que a notícia faz crer que é, e aquilo que realmente é, que é o fato de nunca ter havido governo em qualquer parte do mundo que se preocupasse com o povo sob qualquer aspecto. O governo sempre esteve para o povo como o leão está para sua presa (aqui entre nós todo fim de ano aparece um leaozão danado a exigir declarações de rendimento). Todo governo tem uma fome leonina por dinheiro. Quando pinta alguém de coração mais mole com pretensão a ser chefe de governo, os outros chefes de governo dão um jeito de tirar ele do jogo que é para não melar a cultura do bem-bom dos palácios onde o pé afunda no tapete, e o direito de ficar poderoso depois de ser chefe de governo. Ainda que um coração mole chegue a chefe de governo, ele não poderá se preocupar com o povo porque a obrigação dos governos é com os vários interesses dos ricos donos do mundo. É para isso que eles queimam uma nota preta prá botar a chave do cofre nas mãos de alguém a eles submisso. Desse modo, os governos tem mesmo é que cuidar de proteger os donos dos mercados de saúde, educação, e um mercado mais novo e também rendoso, o da segurança privada. Esta é a atividade primordial dos governos que são obrigados a mandar seus liderados para a guerra por ordem dos ricos donos da indústria bélica e da indústria das negociatas.  Quem se preocupa com alguém nunca mandaria esse alguém morrer na guerra e ficaria com a alma lavada depois de colocar uma rudia de flor no pé de um poste. Para os ricos, o povo é só mais uma peça na engrenagem de sua máquina de produzir riqueza, e, como toda peça de toda engrenagem, também é descartado quando não presta mais para dar conta do seu trabalho. Se houvesse preocupação em relação ao povo não haveria velho chorando no corredor do hospital depois de ter gasto sua vida azeitando a máquina de produzir riqueza.

Do mesmo modo, minha conclusão da leitura das entrelinhas da notícia número dois também é pela completa divergência entre o que é e o que diz ser a notícia. Não há como comparar Lula a Mandela porque nunca se soube, salvo se meu pouco conhecimento não me deixa saber, que Nelson Mandela fosse alguma vez acusado de ser ladrão como é o Lula no livro O Chefe. Pode ser mentira, mas que se diz, se diz. Depois, afirma a notícia que Lula liderou um processo inédito de distribuição de renda e inclusão social, e que os ricos ficaram ainda mais ricos. Ora, debaixo da saia dessa notícia tem outra mentira cabeluda. É impossível num país estagnado que os ricos fiquem ainda mais ricos ao mesmo tempo em os pobres tivessem ficado menos pobres através de distribuição de renda. Só quem tem renda são os ricos, e para distribuí-la é preciso que eles consintam, o que nunca fariam. E não o fariam porque não podem fazê-lo por terem sido sevados na cultura da riqueza em primeiro plano que os faz acreditar ser insuportável a vida de quem não tem riqueza para mostrar na Revista Forbes. Tocar em sua riqueza enfrenta a mesma garra com que defende a vida qualquer requebrador de quadris. O que os jovens jornalistas não sabem ou não podem falar é que isso aí que eles estão chamando de distribuição de renda é esmola dada com o dinheiro alheio, do povo igualmente alheio, retirada do erário. Como o erário não é renda, a notícia ou tem intenção de confundir, ou está equivocada. Em vez de ser um bem como sugerem os jornalistas, como toda esmola, também esta apelidada de “distribuição de renda” prejudica em vez de ajudar. A esmola condena à pena de morte a dignidade do orgulho de ser homem ou mulher.

Esse negócio de viver de fantasia vai acabar mal prá todo mundo. Não tem futuro uma juventude tão vazia que tem por líderes os líderes que tem nestas “celebridades” que não sabem fazer um “O” com um copo.  Nossa sociedade está na mesma situação de um barco à deriva, com a diferença de que em vez da apreensão própria de náufragos, a população do imenso barco Brasil está a fazer gigantesca festa. Tá faltando juízo,e muito. Inté.

 

  

 

 

 Nossa sociedade está na mesma situação de um barco à deriva, com a diferença de que em vez da apreensão própria dos náufragos, a população do imenso barco Brasil está a fazer gigantesca festa

        

segunda-feira, 9 de junho de 2014

NAS ENTRELINHAS, A VERDADE I


Quem não viu, precisa ver o filme O Garoto, do Grande Mestre do Saber Charles Chaplin. Quem não sabe ler nas entrelinhas, precisa aprender porque é lá que se encontra toda a tramóia que as linhas escondem debaixo da saia das notícias ardilosamente preparadas para enganar, também chamadas de “chapa branca”, como a reportagem da revista Carta Capital dando conta de ser Joaquim Barbosa nocivo à sociedade, informação que traz enrustida uma canalhice imensurável, mas confirmada pelos comentaristas comedores de hóstia, igreja e futebola. A realidade, no entanto, é a necessidade de exorcizar o ministro incorruptível do ambiente poluído da politicagem preferido pela imprensa dos ricos por lhes permitir os mais variados tipos de falcatruas e inocentados pelos simulacros de investigação das CPIs. Como aquele ministro é ardoroso defensor da ética, os defensores da antiética fogem dele como o cão foge da cruz. A possibilidade de que ele venha a se tornar o primeiro mandatário do país assombra os malfeitores que se borram de medo ao lembrar da condenação dos mafiosos do Mensalão pelo comportamento intransigente e responsável daquele ministro que a imprensa rica procura manchar como faz com todos aqueles que se apresentam como defensores de menos riqueza para poucos e menos pobreza para muitos.

Na verdade, o pessoal do colarinho branco teme a possibilidade de ocupar na cadeia o lugar dos presos comuns muito menos danosos à sociedade do que a corrupção desenfreada e a monstruosidade de castrar nas pessoas a capacidade de racionar, práticas correntes no mundo dos ricos tementes à moralidade e ao império da lei que exige punição para ladrões em vez de CPIs que não passam de carta de alforria para os criminosos dos crimes mais hediondos que é enriquecer com o dinheiro de aliviar os sofrimentos de quem chora a infelicidade do desamparo. É por medo à moralidade que figuras como a de Joaquim Barbosa, Heloisa Helena e Eliana Calmon não são as mais importantes figuras na administração deste país de bobos tão bobos que são contra quem implantaria um verdadeiro sistema político e são a favor daqueles que implantaram a devassidão da politicagem. Estes pobres comedores de hóstia, futebola e axé tem como expoentes máximos merecedores de admiração figuras inexpressivas socialmente como Ronaldinho, Neymar, Pelé, por aí. Não podia dar em coisa diferente do que a podridão que aí está posta: uma população de bichos onde são encontrados pedaços de corpo humano na rua.

A artimanha de desmoralizar o monumento de moral que é o Dr. Joaquim Barbosa, a quem acusam até por ter comprado um apartamento simples e que suas condições permitem inteiramente, até isso os arredios da verdade contradizem a parte boa da imprensa que nada viu de anormal naquela compra. Por isto não se deve acatar uma informação sem antes escarafunchar seu conteúdo para lhe verificar a veracidade. Em se tratando de um país da politicagem, sobretudo, todas as informações trazem alguma tramóia escondida debaixo da saia. O filme referido lá no começo dá uma amostra perfeita da artimanha contida na história contada na cena em que o garoto pilhado pelo guarda depois de atirar uma pedra e arrebentar uma vidraça. Malandro, o simpático garoto aponta para o céu e o guarda olha para o alto em direção ao lugar apontado enquanto o garotinho disparava em desabalada carreira e desaparecia na esquina. Os comedores de hóstias, axé e futebola nada mais percebem desta cena além da hilaridade. Entretanto, há ali muito mais que isso. As entrelinhas nos dizem que o guarda representa o papel de eterno enganado que o povo sempre exerceu, enquanto o garotinho representa a ação governamental de eterna enganadora sempre apontando para algo falso que atrai a atenção do povo. Ora é o futebola, ora é o axé, ora é ajudando a igreja não lhe cobrando imposto sobre as fortunas dos pastores, entre eles o Edir Macedo que contou com a ajuda de Lula para inaugurar a TV daquele magnata da religião cuja fortuna já faz pose na Revista Forbes. Em retribuição, a televisão ajuda a defenestrar quem é contra as coisas contadas no livro O Chefe.

Sentencia o grandioso jornalista Mauro Santayana que uma sociedade apodrece quando seus líderes perdem a virtude do mando. Nada mais correto se algum dia houvesse existido algum líder com virtude do mando. Nossa sociedade está realmente tão podre a ponto de se matar mulher a pedradas públicas e seres humanos ainda serem vendidos como escravos, crimes que apesar de hediondos são encarados com naturalidade. Os que adoram Deus através de determinado ritual matam os que O adoram em outro tipo de ritual; os que precisam do petróleo matam os que o tem para tomá-lo; os que precisam vender a droga para fazer a feira matam os que compraram e não puderam pagar; a polícia mata os bandidos e os cidadãos, e os bandidos matam a polícia e também os cidadãos que saem das igrejas e dos terreiros de folguedos; todos aqueles que pregam o bem geral recebem o mal em troca; enfim, não é preciso ninguém dizer para se perceber a podridão em que a politicagem transformou nossa sociedade exatamente por falta de virtude de mando em quem manda. Como o famoso jornalista não vai mesmo tomar conhecimento, tomo a ousadia de argumentar sobre o “perder a virtude do mando” porque o poder político sempre foi exercido em benefício daqueles que o exercem, o que elimina a possibilidade de haver virtude nos atos praticados pelos líderes que orientam para o caminho que leva à situação em que nos encontramos de guerra civil, de sofrimento, de dor e de tristeza. Por isso não se pode cogitar de virtude de mando na ação desse tipo de líderes.

O verdadeiro motivo que faz os falsos líderes se engalfinharem nos palanques e na televisão onde disputam frações de minuto é a posse da chave do cofre. Sabendo do poder de convencimento da televisão, entende-se a disputa ferrenha por um tempinho na tela pela convicção de que as mentiras renderão votos. O retrovisor do tempo nos mostra suntuosos palácios desses falsos líderes desde os tempos em que eram construídos por escravos até o tempo moderno em que as empreiteiras se encarregam das construções recebendo um excedente maior do que o custo real da construção, devolvendo uma parte para os falsos líderes que, como se vê, nunca souberam o que é virtude de mando. É nesta situação insustentável em que se encontra esta sociedade de requebradores de quadris admiradora de nulidades e desprezadora de valores reais. Inté.

 

 

sábado, 7 de junho de 2014

CÃOZINHO MAIS ESPERTO QUE GENTE


 Por falta de melhores idéias e argumentos para a tentativa de despertar a juventude ante o perigo iminente a que está sendo exposta sua descendência, este mal traçado blog tem repetido o que disseram pessoas que tinham e tem idéias próprias e que afirmam ser a ignorância a causa dos males que afligem a humanidade. De posse dessa dica, cabe considerar que a ignorância pode ser substituída pelo conhecimento, o que eliminaria a causa dos flagelos que as pessoas parecem não sentir por já terem se acostumado a eles de tal maneira que até parece nada terem a ver com as lágrimas de quem chora. Fica a questão: Por que, então, não substituir a ignorância pelo conhecimento se disto depende o bem-estar tão almejado por todo tipo de ser vivente, até mesmo os que não dispõem de raciocínio? Sem falar na grande vantagem de ser infinitamente menos custoso eliminar a ignorância do que arcar com as consequências dispendiosas que dela decorrem. Uma vez instalado o conhecimento, estará eliminada a ignorância para sempre. Entretanto, como os Grandes Mestres do Saber recomendam não aceitar uma informação sem antes especular sua veracidade, é de bom alvitre verificar se realmente decresce a infelicidade à medida que cresce o conhecimento. Podemos fazer esta verificação construindo hipoteticamente uma cidade fechada por uma cortina eletrônica intransponível por pessoas desprovidas de conhecimentos sobre cidadania e convivência, tipo dos frequentadores de igreja e de terreiros de brincadeiras, seres de cuja união nunca resultará uma sociedade pacífica e civilizada porque os das igrejas estão convencidos de que só Deus muda as coisas e por isso o esforço em prol da paz se limita aos rogos infrutíferos do papa para que os violentos se tornem pacíficos, ou em vigílias, abraçar praça, acender velas e outras bobagens como os agricultores orando e aspergindo água sobre pés de milho com o objetivo de atrair chuva. Esse pessoal não contribui para a civilização. Ao contrário, prejudica a sociedade ao ensinar bobagens aos filhos, como comer hóstias, por exemplo. São pessoas de mentalidade infantil, portanto, incapazes de atitudes ponderadas e racionais. Por outro lado, também os das brincadeiras, aqueles que não se ligam em outra coisa senão em requebramentos de quadris, também são incapazes de organizarem uma sociedade civilizada porque para isso as brincadeiras teriam de valer menos atenção do que saúde, educação e segurança, coisa que esse tipo de gente não consegue entender haja vista as declarações de seus representantes máximos de que não se faz copa com hospital nem escolas. Na verdade, estão certos porque as entrelinhas destas declarações nos dizem que copa se faz é com politicagem, corrupção e uma baita ignorância.

Voltando à nossa cidade imaginária habitada apenas por pessoas de fina educação e cidadania, como será ela do lado de dentro da cortina intransponível para ignorantes? Quem tiver capacidade mental de bolar na cuca uma cidade como a nossa, enxergará lá dentro um ambiente harmonioso onde as pessoas se respeitam mutuamente. Não por serem boazinhas, mas pelo entendimento de que viver em irmandade é melhor e por isso são levadas a esse comportamento civilizado por ser a única maneira de se viver bem em grupo. Lá, nesta cidade de habitantes educados e civilizados, onde vivem apenas pessoas da fina-flor da educação, não precisa haver um verdadeiro arsenal de guerra em armas e homens porque em tal ambiente só um maluco aqui, outro acolá, cometeria alguma grosseria que justificasse a presença da polícia. Desse modo, no máximo dois policiais dariam conta de toda a nossa cidade. Os raros conflitos entre pessoas realmente educadas e cidadãs são resolvidos pelo bom senso entre os próprios, digamos, “desentendidos”. Apesar de não haver ainda povo nenhum com tal nível de desenvolvimento civilizatório exatamente em função da ignorância é que só podemos mesmo imaginar uma cidade habitada apenas por pessoas de alto nível de conhecimento, mas podemos ter certeza que lá dentro a vida seria infinitamente melhor para seus moradores do que nosso modo de vida.

O que é estarrecedor é a realidade de ser a ignorância cultivada em vez de combatida. Este é o Nó Górdio a ser desatado e não cortado porque a mudança que se faz necessária deve dispensar violência e ser levada a efeito por uma compreensão de que a violência não leva a nada. O desfazimento do nó que retém preso o conhecimento fará com ele se liberte e prospere, abrangendo o mundo de modo a dotar as pessoas de espiritualidade e compreensão, mudança esta da qual fogem os responsáveis pela administração de todas as sociedades humanas que acreditam levar vantagem em manter o povo tão ignorante como está a ponto de não se interessar pelo seu próprio futuro nem o futuro dos filhos que dizem amar. Esta indiferença para com o destino de sua sociedade é implantada sorrateiramente nas pessoas através de uma tradição milenar segundo a qual às pessoas cabe apenas fornecer os recursos para custear a administração, mas sem dela participar. Para convencer as pessoas a permanecerem longe das decisões das prioridades das despesas é que existem as igrejas e o convencimento de estar lá o conforto que procuram, e não tem outro objetivo a megalomania das festas, principalmente do futebola, que chega a produzir paixão esquizofrênica capaz de levar ao assassinato até jogando latrina prá cima da cabeça de outra pessoa, sendo tudo isso adredemente arquitetado para manter o esclarecimento da cidadania abafado sob o manto da ignorância condenada pelos Grandes Mestres do Saber, tendo um deles demonstrado seu descontentamento com a ignorância humana através do gesto conhecido de mostrar a língua.

Como as pessoas são conduzidas para longe da realidade, elas valorizam cães e gatos mais do que crianças. Fizeram um desfile de cães em homenagem à festa do futebola da Copa, mas um cãozinho mais esperto do que a turba ignorante, percebendo que Copa é mais uma das artimanhas imbecilizantes, mostrou sua insatisfação com a prática de idiotizar, e como gesto de desprezo também mostrou a língua para a Copa do Mundo:

 Inté.

   

 

 

 

 

 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A COPA E A REALIDADE.


A realidade da copa, na realidade, é uma irrealidade. É a ilusão de manter o povo eternamente entretido com brincadeiras e afastado das decisões das quais depende não só o seu futuro, mas também de seus filhos. A atividade política sempre esteve escondida atrás de um manto de mentiras e é por isso que o governador de são Paulo que sabe destas coisas mais do que nós afirmou do auto dos seus conhecimentos práticos: “Se o povo soubesse o que se passa por baixo do pano, faltariam guilhotinas”. A prática de enganar o povo é o procedimento adotado desde sempre, mas é tempo de começar a substituir pela verdade a mentira e os engodos urdidos sobre luxuosíssimas mesas palacianas que repousam sobre tapetes onde se afunda o pé. Sempre foi assim, mas não deve continuar assim porque a razão, a lucidez, a inteligência, tudo clama contra o absurdo de se entregar a imensa riqueza produzida pelo povo para ser desbaratada por autoridades do tipo das que conhecemos. É simplesmente estarrecedor o que acontece com o erário, considerado coisa tão sem dono como um osso jogado na calçada: o primeiro cachorro que tiver contato com ele poderá fazer o que quiser que ninguém se incomoda. Estão aí montões de exemplos desta situação absurda. A Petrobrás virou uma cumbuca de onde o governo retira mãozadas e mais mãozadas cheias de dinheiro sempre que deseja. Fala-se e prova-se uma refinaria orçada em dois bilhões que já consumiu dezoito bilhões e ainda está por acabar. Livros denunciam inutilmente roubos monumentais por ex-presidentes da república e é como se nada tivesse acontecido embora a ostentação milionária de quem era pobre não deixe dúvida sobre o fato. Dizem pelaí que o filho de Lula passou de pau-de-arara a dono do maior açougue da América do Sul, tão rico que comprou até da “celebridade” Roberto Carlos ora impedido de ser vegetariano a fim de fazer propaganda de carne.  

O modo como foi estruturada a administração dos recursos públicos permite entregar a chave do cofre onde se guarda o resultado do trabalho coletivo à responsabilidade de uma instituição comandada por pessoas notoriamente desonestas cujo único objetivo é urdir planos diabólicos que lhes permitem ostentar na cara do povo indiferente imensas fortunas tomadas na mão grande, enquanto esse mesmo povo é convencido por um hipnotismo diabólico a acreditar ser normal viver de requebros de quadris ou chorando no corredor do hospital. A administração pública foi convertida numa organização criminosa semelhante à máfia, inclusive eliminando quem se atravessar no caminho de suas pretensões criminosas como mais recentemente aconteceu com os prefeitos Toninho do PT e Celso Daniel. A organização da politicagem é pior que a mafiosa em virtude de alcançar sua ação criminosa número infinitamente maior de vítimas. Os politiqueiros tem cifrões no lugar das pupilas, o que não lhes permite enxergar a realidade de se estar a cavar a sepultura não só dos seus descendentes, mas também dos descendentes do povo requebrador de quadris indiferente ao desastre que está a se configurar para o futuro e cuja solução não será encontrada nas igrejas ou nas orações.

Tal situação de descalabro não demora a desmoronar. Não é mais possível uma situação tão irreal se sustentar por mais tempo. Ela ainda se aguenta graças à atividade nefasta da imprensa sustentada a peso de diamante pelos ricos donos do mundo que criaram para si um mundinho tão fantasioso quanto o do Pequeno Príncipe e acreditam tanto na realidade de tal mundo que ainda nos dias atuais vemos rei passando para o filho o seu reinado responsável pela chave do cofre e senhor da vassalagem que passa de um senhor feudal para outro menos carcomido fisicamente pelo tempo, mas de idéias igualmente mumificadas porquanto não há mais espaço para ridículos reis e sua plêiade de parasitas como provam os exemplos de Luis XVI e sua rainha tão indiferentes à realidade quanto os politiqueiros e sua gama de empregados a papagaiar nos microfones as excelências da Copa do Mundo, havendo, inclusive, entre eles, velhos que se declaram fanáticos por futebol, mas que, na realidade, não o são simplesmente por não aguentarem os requebros dos reais torcedores imbecilizados que nem sabem quando um livro está de cabeça para baixo ou porque não são imbecis como os demais. Sua euforia pela Copa faz parte da sua obrigação como empregados dos ricos donos do mundo que precisam apresentar festas e mais festas a fim de manter a atenção do povo longe de suas artimanhas criminosas. Entretanto, incorrem estes senhores em erro crasso porque na pretensão de proporcionar bem-estar a seus descendentes com o salário que recebem em troca da ajuda que dão aos ricos donos do mundo em sua falsa necessidade de enganar, então, ao mesmo tempo, condenando seus entes amados à ruína quando vier abaixo a falsa estrutura do sistema que ajudam a manter.

É desse modo como se desorganiza este belo país de triste sorte onde tudo e todos concorrem para sua infelicidade, até mesmo quem aparenta e jura de pé junto batalhar pela sua felicidade. Inté

 

 

 

 

terça-feira, 3 de junho de 2014

NAS ENTRELINHAS, A VERDADE.


É por não pensar que os brasileiros declaram satisfação com o tipo de vida que levam, conforme apuram as pesquisas, porque a verdade é que o povo desse país de triste sorte se declara tão satisfeito com seu modo vida apenas por desconhecer outro modo de vida. A realidade, entretanto, é que a sociedade brasileira surgiu num ambiente de degradação moral e assim permanece desde então. O capítulo 15, intitulado O Ataque ao Cofre, do livro esclarecedor de Laurentino Gomes, 1808, é prova contundente da indignidade que acompanha a personalidade desse povo nascido para fazer papel de bobo das cortes estrangeiras. Os gatos pingados que leem podem perceber a semelhança do ambiente atual com o lamaçal moral que nos serviu de berço. Se hoje tomar conta do dinheiro público dá direito de surrupiar parte dele, lá no começo de nossa história não era diferente, mas era exatamente do mesmo jeito. Na matéria citada, há a história de um senhor Targini, de origem pobre e humilde, que entrou para o serviço público da monarquia como guarda-livros, mas que chegou a ser encarregado de administrar as finanças públicas do regime monárquico há mais de duzentos anos atrás, passando de pobre a multimilionário, o que se repete agora quando outro pobretão virou o responsável maior pela administração das finanças públicas e também se tornou multimilionário segundo o livro O Chefe.

Mas, e aí? Vamos viver eternamente esta esculhambação, ou vamos assumir atitudes dignas como colocar educadamente as coisas nos lugares? É tudo uma questão de pensar e concluir se vale a pena ser requebrador de quadris e fornecer de tudo que os outros povos querem inclusive satisfação da libido através da prostituição camuflada do cartaz que estampava a figura de uma mulher com pouquíssima roupa e a recomendação para que as mulheres fizessem o turista ficasse com vontade de voltar. Recusar mudar de situação incômoda para situação cômoda é atitude não só inteligente como natural, e é também a razão do apego às tradições devido à desconfiança que se tem às mudanças. Entretanto, a recusa de se mudar de uma situação incômoda para outra cômoda é atitude desinteligente, antinatural, mas é a situação vivida desde sempre pelos brasileiros festivos e mestres na arte de requebrar os quadris e fazer papel de bobos ao apresentarem ao mundo como trunfos a fama de ladrões, carnaval, futebol e prostituição.

 O apego às tradições, portanto, acaba se transformando num tipo de cegueira que impede o avanço da inteligência sobre a burrice. Chega a hora, entretanto, em que se faz necessário desapegar-se de algo. Aqueles pobres infelizes que saltaram das torres americanas em chamas desapegaram-se da própria vida sem que fossem suicidas. No decorrer da história da humanidade, muitas idéias foram deixadas para trás como dá prova a diferença entre as condições de viagem de Cabral e as de Lula. A única coisa de comum entre as viagens destes dois é que o primeiro não sabia quanto custava, e o segundo, pelo jeito, sabe menos ainda. É claro que não se passa de uma hora para outra de um estado de selvageria, instinto de rato e incapacidade de indignação para um estado civilizado, mas também não precisamos carregar no lombo este fardo desabonador por tanto tempo. Está na hora de começar a pensar no destino trágico que se está desenhando para as criancinhas rechonchudas que os pais levam para a igreja para comer hóstia, e depois levam para casa para tomar refrigerante.

Tudo à volta requer meditação. Um dos jornalistas do programa Manhattan Connection (não precisa aspas porque todos falam ingreis) disse uma verdade absolutíssima sem dizer textualmente o que disse. Quem leva a vida a correr atrás dos meios para atender as necessidades desnecessárias que a televisão bota na cabeça como fazem os frequentadores de igrejas e terreiros de brincadeiras, são pessoas incapazes de perceber o que não estiver totalmente explícito e muito bem explicado, impossibilitados pela limitação mental de perceber o conteúdo das entrelinhas cujo significado é infinitamente maior do que o que se pode apurar nas linhas. As pessoas de curto entendimento dirão que o jornalista errou feio quando disse que a saída de Joaquim Barbosa do STF deixaria aquele tribunal à mercê de um só partido. Como partido dá logo a idéia de atividade política, as pessoas de entendimento curto não veem sentido na fala do jornalista e são até capazes de tachá-lo de inocente porque a atividade jurisdicional do STF é apolítica, conclusões contidas nas linhas das leis, sobretudo da Constituição Federal. Mas, e as entrelinhas, o que dizem elas? Dizem que a nobilíssima atividade judicante do STF está vergonhosamente contaminada não pela política, mas pela politicagem como prova a situação de serem os juízes do STF escolhidos pelos politiqueiros. Só nas entrelinhas se toma conhecimento de ser este fato a explicação do tal de foro privilegiado. As entrelinhas esclarecem que a possibilidade de vir o atual Ministro da Justiça, a ocupar o lugar de Joaquim Barbosa como Ministro do Supremo Tribunal Federal é a materialização da desordem de contaminar o STF com a politicagem. Será que o senhor José Eduardo Cardoso, sevado no ambiente da politicagem como companheiro de Lula, Maluf, Sarney, e que tais, teria a isenção necessária para ocupar tal posto? Além disso, teria também o conhecimento exigido na expressão “notório saber jurídico” como requisito necessário para ser juiz da mais alta corte de justiça do país?

Se quem não houve conselho ouve coitado, a juventude que não se liga nestes assuntos pode se considerar uma pobre coitada juventude a ser vitimada pelas consequências da inconformação manifestada em atitudes cada vez mais violentas a anunciar perigo para as criancinhas rechonchudas que aprendem a comer hóstia na igreja e tomar refrigerante em casa com os pais que dizem amá-las, mas que nada fazem para evitar venham elas a se tornarem velhos e velhas infelizes a lotar as UTIs como eles lotam as igrejas e os campos de brincadeiras. Inté.