quinta-feira, 11 de junho de 2015

ARENGA 123

               O jornal Folha de São Paulo de 7/6/15 dá notícia em cujas entrelinhas se encontra a imoral desonestidade das ações perpetradas por verdadeiras múmias em termos de convivência social. É da ação desses párias sociais de açambarcar riqueza que resultam monstruosidades como a desumanidade e irracionalidade do que acontece no Estado do Tocantins, assunto da citada notícia. A situação de miserabilidade em que se encontra o povo daquele estado, ao lado de plantações exuberantes dos multimilionários do agribiuzinesse endeusado pelos papagaios de microfone que alardeiam como socialmente positivo o resultado da monstruosidade de envenenar os moralmente impuros frequentadores de igreja e suas inocentes crianças, tudo com a única finalidade de satisfazer a coceira no rabo que alucina os ajuntadores de riqueza do agribiuzinesse se não houver dinheiro para trocar por maldades. A estes canalhas não interessa saber o estrago que causa no organismo humano a ingestão de cinco quilos e meio de veneno por ano. Povo não sabe disso porque povo, como diz o nome, é povo. Mas para quem já saiu do meio desta relé mental, é apavorante ser obrigado a comer veneno para que os monstros do agribiuzinesse em conluio com os monstros da politicagem encham o rabo de um dinheiro amaldiçoado. Não menos revoltante é ouvir os papagaios de microfone cupinchas dos ricos donos do mundo mentirem descaradamente quando afirmam haver vantagem para a sociedade na monstruosidade do agribiuzinesse. Que vantagem há em ingerir veneno e contrair câncer?
Só há desvantagem no agribiuzinesse. Além do câncer, são expulsos para as cidades os pequenos agricultores cujas propriedades são adquiridas a preço insignificante pelos grandes proprietários com dinheiro do BNDES. O êxodo do campo para as cidades representa o incremento de doenças e violência, o que significa aumentar o mal-estar dos que lá moram. Não fosse o castigo de viver no meio de povo, seria compensador ter longevidade suficiente para esperar até surgir uma geração inteligente e ver o quanto ela espinafraria a atual geração de bosta que ante tantos desmandos se limita a futucar telefone, frequentar igrejas, adorar “famosos”, “celebridades” e futebola. Juventude tão estúpida que mendiga financiamento para estudar, quando a constituição garante estudo por conta dos impostos.
               A situação retratada na matéria sobre a miséria ao lado da riqueza do agribiuzinesse no Tocantins afirma que o número de milionários cresceu 510% naquele estado, o que clama urgentemente por mudança antes de um debague generalizado e pavoroso por conta da ignorância política dos ajuntadores de dinheiro e de miséria, depravados mentais tão distantes da realidade quanto os infelizes que acreditam ser inevitável a infelicidade. Toda a infelicidade existente decorre unicamente da cultura de se permitir que alguns gatos pingados ignorantes de sociabilidade se apossem dos recursos materiais produzidos por todos e que a todos deveriam servir. Nunca haverá justiça social da qual depende a paz enquanto o povo se contentar em ter seu destino traçado pela escrotidão de politiqueiros. Inté.

 

 

 

 
 


      

quarta-feira, 10 de junho de 2015

ARENGA 122


               Em nome da esperança de melhores tempos para as criancinhas de hoje, este mal amanhado blog volta ao assunto do vazio político em que nos meteram. No jornal Folha de São Paulo de 7/6/15, há notícia em cujas entrelinhas se aninha a imoralidade mental e desonestidade materializada nas ações perpetradas por verdadeiras múmias em termos de convivência social. É da ação desses párias sociais de açambarcar riqueza que resultam monstruosidades como a desumanidade e irracionalidade do que acontece no Estado do Tocantins, assunto da citada notícia. A situação de miserabilidade em que se encontra o povo daquele estado, ao lado de plantações exuberantes dos multimilionários do agribiuzinesse endeusado pelos papagaios de microfone que alardeiam como socialmente positivo o resultado do agribiuzinesse, quando, na realidade, são altamente negativas. O agribiuzinesse é apenas mais uma forma de canalizar riqueza para as caixas-fortes dos Tios Patinhas, o que faz obrigando cada brasileiro, tanto povo quanto gente, a colocar cinco quilos e meio de veneno no organismo todo ano. Quem é povo não sabe que está envenenando suas crianças, porque povo não pensa, não havendo, portanto, motivo para preocupação. Mas, para quem é gente, é revoltante ter veneno à mesa porque brutamontes entre os quais muitos gringos das bundas brancas precisam satisfazer usura mórbida por dinheiro. Os papagaios de microfone mentem quando afirmam haver algo de socialmente positivo proporcionado pelo agribiuzinesse. A realidade é que dele resulta tanta coisa ruim que só mesmo sendo povo para não perceber. Tirando fora a comilança de veneno, ainda ficam muitas coisas ruins como o inchaço das cidades em função da expulsão de camponeses das imensas áreas e as facilidades com que este pessoal levanta somas fabulosas no BNDES do dinheiro de socorrer quem chora no corredor do hospital, para onde é levado muitas vezes em decorrência do envenenamento pelo uso dos pesticidas por trabalhadores ignorantes que acreditam “acostumar que nem sente mais o cheiro”. O acúmulo nas cidades das levas que chegam da zona rural vai resultar em doenças que já começam a despontar como as bactérias e vírus dispostos a fazer grandes estragos pelaí.

São tantos os males que o agribiuzinesse causa à paz social que fica evidente a falsidade dos papagaios de microfone quando denigrem a imagem do Stédile, porque a luta que ele luta contra o agribiuzinesse é uma luta a favor da vida, enquanto a luta do agribiuzinesse está resultando muitas mortes por muitas doenças entre elas o câncer e pela violência nas cidades. Se não é admissível se guardar apenas por guardar um dinheiro que podia estar a serviço da comodidade social, mais inadmissível e monstruoso é que para se produzir este dinheiro produz também graves danos sociais. Não fosse o castigo de viver no meio de povo, seria compensador ser imortal prá esperar até surgir uma geração inteligente e ver a gozação que faria da atual geração de bosta que em vez de procurar saber o que acontece com o erário, vai prá fila na madrugada chuvosa e fria implorar empréstimo para estudar.

A situação retratada na matéria sobre a miséria ao lado da riqueza do agribiuzinesse no Tocantins, afirma que o número de milionários cresceu 510% naquele estado. Só não se sente comovido com tal situação quem é levado pela ignorância que é a fonte dos males do mundo. Os que causam a fome por tomarem para si o alimento que a todos devia ser servido são tão ignorantes quanto os famintos que pensam ser destino ser miserável aqui para ser rico de felicidade ao lado de Deus depois que morrer, sem que lhe passe pelo lugar onde gente tem cabeça o perigo que é viver ao lado do Deus que mandou matar um homem a pedradas apenas porque apanhava lenha num dia de sábado sábado (Números: 15, 32). Este é o ambiente próprio do monstruoso sistema capitalista visto como ideal por estimular a concorrência que leva os mais capazes a reduzir os menos capazes à miséria, situação admitida pelos religiosos e renegada por ateus. A verdade que os papagaios de microfone só conseguem esconder por algum tempo, é que as grandes riquezas, principalmente oriundas da posse de terra nas mãos de apenas alguns, é situação completamente incompatível com a necessidade de se viver em sociedade porque para isso é preciso que os recursos materiais de que todos necessitam sirvam a todos em vez de ficarem retidos nas caixas-fortes dos Tios Patinhas através do trabalho de escarafunchar negociatas que resultam em montanhas de riqueza roubada do erário enquanto o povo se mata por futebola, outro antro da perdição que a religiosidade afirma só existir no inferno. Corre pelaí a notícia que tem tudo para ser verdadeira sobre a ferrovia internacional a ser financiada pela China. A verdade seria, satisfazer o governo chinês em transportar os produtos do agribiuzinesse sem obrigação de passar pelo Canal do Panamá, sob administração americana. Más intenções sem nortearam qualquer transação que envolva qualquer governo em qualquer parte do mundo. Não existe governo interessado no bem-estar dos governados e esta é a razão pela qual não se pode tachar a juventude com outro nome senão estúpida por não buscar a razão pela qual é obrigada a ser estúpida.

Não obstante a inevitável distorção que leva uns a possuírem muito e outros pouco, o que não pode ser aceito em termos de sociabilidade, é que tanto são ignorantes os adeptos do tudo para si quanto os conformados com isso porque lhes foi ensinado serem impotentes ante tal situação. O resultado de uma sociedade onde predomina estes dois tipos de ignorantes só pode ser uma sociedade mais prá inferno. Fotografia de imensa plantação transgênica do agribiuzinesse contrasta com fotografias de crianças miseráveis como resultado do mar de lama da corrupção que faz parte da genética desse povo desprezível ainda com forte influência de lembrança do macaco predominante em sua personalidade. Inté.

 

 

 

 

terça-feira, 9 de junho de 2015

ARENGA 120

               A filosofia não foi privilégio dos gregos porque os egípcios tiveram pensamentos filosóficos antes deles. Burns ensina no primeiro volume de História da Civilização Ocidental, pagina 57, que o mais antigo exemplo de filosofia de que se tem notícia está nas Máximas de um cara chamado Pitahotep, vizir de um Faraó, versando sobre orientações a seu filho, entre elas a de ser necessário ser reto e justo ainda que com sacrifício dos próprios interesses, recomendação que chegou invertida aos tempos modernos pela observação deste mal amanhado blog. Também faz o historiador menção a outro episódio relacionado à filosofia no Egito, com a gravação que um faraó mandou fazer no seu túmulo lá por volta do ano de 2.100 antes de Cristo, onde manifestava ceticismo sobre a vida depois da morte, sendo impressionante que há tanto tempo alguém já sabia o que até hoje os bichos humanos ainda não foram capazes de perceber o engodo que é essa história mal contada uma vidinha mansa lá no céu, artimanha com que os escravizadores esfolam os carneiros de Cristo sem que eles se incomodem porque os esfoladores não terão o bem-bom que espera pelos esfolados no aconchego do colo do Senhor. Ainda que houvesse esta outra vida, não valeria a pena pela quantidade de oração e anjinhos da bunda rosada para encher o saco. Muito mais esperto que a malta de frequentadores de igreja, axé e futebola era aquele faraó de dois mil e cem anos antes de Cristo que já desconfiava ao alegar que ninguém nunca regressou de lá para contar o que viu. O “pé atrás” do faraó quanto à vida no céu, lembra o moribundo moderno que louvou Deus em obediência à ordem do padre confessor, mas se recusou a excomungar Satanás alegando não ser conveniente ficar mal com nenhuma das partes entes de saber para que lado iria.
Ainda sobre a filosofia dos egípcios, várias são as manifestações filosóficas deixadas por eles. Entre elas, ainda segundo Burns, um historiador com fama mundial e de leitura agradável que vale a pena ser lido, também teria havido um trabalho filosófico chamado O Camponês Eloquente, atribuído a um camponês, mas que teria sido produzido por um faraó. Independente da autoria, o trabalho versa sobre os responsáveis pela administração pública da seguinte maneira: “Os funcionários do Estado têm obrigação de agir como pais dos órfãos; marido das viúvas e irmão dos abandonados; prevenir o roubo e proteger o miserável; promover tal estado de harmonia e prosperidade de modo que ninguém sofra fome, frio ou sede” (desse discurso, a única coisa que os governantes sempre praticaram é bancar o marido da mulherada). Os egípcios, portanto, já encontraram esquentados o motor da filosofia. A partir do século VI antes de Cristo, na Cidade de Mileto, costumava-se dedicar atenção às coisas do mundo, inclusive se falava sobre o fato de haver um elemento comum de que eram feitas todas as coisas. Foi nesse clima que desocupados como Tales, chamado de Mileto por ser daquela cidade, concluiu que esse elemento comum seria a água, face a existência de humidade em todas as coisas, no que foi contestado por outro desocupado chamado Anaximandro, que também afirmava uma substância única que formava todas as coisas, mas que seria uma substância diferente de tudo conhecido e denominou esta coisa de Ilimitado ou Infinito. É realmente muito interessante perceber como já naquela época, sem recurso algum, a bola desses caras já beiravam a boca da caçapa da teoria atomista. Ainda tem um terceiro desocupado chamado Anaxímenes. Contrariando os demais, afirmou e assinou embaixo que era o ar esse elemento único. Ao fazer estas afirmações, estes desocupados trouxeram para o campo da materialidade a realidade do universo, afastando a hipótese de intervenção das mil e uma divindades que habitam a Mitologia Grega maravilhosamente narrada no livro Mitologia, de Thomas Bulfinch, que só vale a pena ler. Entretanto, face à situação de perigo que corre a humanidade, faz-se necessário deixar um pouco de lado as especulações de erudição e pensar no destino das futuras gerações, o que equivale a dizer preocupar-se com o destino que está sendo dado ao erário. Inté.
  

 

 

 
 


  

 

domingo, 7 de junho de 2015

ARENGA 119


As homenagens ao dia da bicharada das plumas e dos requebros suscitam pensamentos sobre a crescente homossexualidade e o motivo pelo qual os homossexuais sentem tanto orgulho na adesão às plumas e aos requebros. Deviam encarar sua homossexualidade com a naturalidade com que nós encaramos nossa heterossexualidade, sem apologia do machismo, porque seria tão ufanista quando a apologia ao homossexualismo, sem razão de ser. O tremendo alarido em torno da sexualidade levou as mulheres à nudez em público como se tivessem percebido que a parte que ficava escondida tem prazo de validade e é mais bonita e tem cheiro infinitamente mais cheiroso do que o cheiro de perfumes franceses das outras partes à mostra. A exacerbação da sexualidade deve estar funcionando como válvula de escape do sufoco provocado pelo vazio político resultante da transformação da política em bandalheira e esculhambação, ambiente apropriado para todos os tipos de horrores. Em Origem do Totalitarismo, a escritora Hannah Arendt afirma que os regimes de força ocupam o lugar vazio deixado pela falência da autoridade política. Porém, levando-se em conta que à política é atribuída a responsabilidade de promover o bem-estar social, observa-se ter havido desde sempre um vazio político porquanto a administração pública que é o sentido da palavra política nunca teve em qualquer parte do mundo preocupação social além do necessário para manter a turba satisfeita com “famosos” “celebridades”, futebola, igreja e axé enquanto lhe esfola o rabo na obrigação de manter palácios, vida mansa, e abastecidas as contas nos infernos fiscais.
O pior de tudo é que a manutenção do vazio político custa o esvaziamento das mentes de forma tão absoluta que doutores estão ainda convencidos de que o universo saiu da cabeça de Deus. Portanto, o vazio político é apenas a exteriorização do vazio mental que existe na personalidade de uma juventude indiferente ao mundo real por falta de defesa contra o poder satânico da ignorância política que os faz desligados do mundo real e viverem um mundo falso onde ralé mental é elevada à categoria de “famosos” e “celebridades”. Há quem se baseie em conhecimentos científicos para afirmar que a juventude está completamente desorientada, o que não pode ser descartado assim só uma vez que a qualidade de vida depende de emprego e não pode haver emprego para todo mundo. Entretanto, esta realidade, em vez de desorientar os jovens deveria promover a união deles em busca de soluções inteligentes isentas de violência, portanto, diferentes de tudo que se teve até o momento. A vida exige mudanças, como a natureza. Inté.

 
 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

ARENGA 118


               Este mal amanhado blog tem batido na tecla da necessidade de substituir a falsidade da irmandade contestada nas matanças milenares da inquisição e das guerras religiosas e do derramamento de sangue da bíblia e do Corão por um sentimento autêntico de harmonia entre os seres humanos por carecer a sociedade humana de novos parâmetros em que basear seu comportamento uma vez que a orientação até aqui seguido resultou em infelicidade. A religiosidade é o maior entrave a dificultar que a ignorância seja superada pela evolução para um mundo civilizado. As pessoas religiosas são justamente as de menor capacidade intelectiva e sua maioria, analfabeta. A imprensa, espelho que reflete a alma da sociedade publica notícias desse tipo: “Lucas curte férias com namorada. – Fora da Copa América, o atacante brasileiro Lucas do PSG Após título na França, está curtindo o tempo livre em grande estilo ao lado da beldade”. É tão baixo o nível mental na sociedade formada por maioria absoluta de religiosos que as pessoas mais vulgares são consideradas as mais importantes como uma “celebridade” Mara Maravilha que declarou ser ladrão de Deus quem não paga dízimo. Portanto, a partir da lógica inegável de que só a boa leitura é capaz de levar ao conhecimento, e de que o conhecimento é imprescindível ao desenvolvimento espiritual, e que o desenvolvimento espiritual e indispensável à uma sociedade onde as pessoas sejam capazes de entender o que seja inter-relacionamento humano, e tendo em vista que nenhuma destas pessoas que para a sociedade de maioria religiosa são importantes não sabem nem o significada da palavra literatura, estará, assim, condenada ao eterno atraso as sociedades nas quais predomine a religiosidade, razão pela qual faz-se mais do que necessário repensar no comportamento que tem guiado a humanidade vida afora.

               Se dividir a humanidade em uma sociedade só de ateus e outra só de religiosos, pode-se apostar um tostão furado como a de ateus será infinitamente melhor para se viver porque não havendo ateu analfabeto, todos sabem perfeitamente que não se pode viver em sociedade sem um espírito de irmandade que para os religiosos só existe na fala. Na sociedade dos ateus a água não teria bosta e nem a comida e o ar teriam veneno porque estas coisas decorrem da ganância por dinheiro, coisa que os ateus sabem perfeitamente não ser o primeiro objetivo a ser perseguido. Desta forma, ao ver que as crianças dos ateus eram mais sadias, os jovens apreciando livros, as pessoas sem motivos para ter medo, os religiosos que gostassem de seus filhos iam todos embandeirar para nosso lado e o mundo ficaria beleza pura sem igrejas, raras farmácias e quase nenhuma cadeia.
                       Em nossa sociedade de ateus jamais aconteceriam maldades como acontecem nas sociedades de religiosos. O blog Outras Palavras publica matéria intitulada Irlanda Pós-Católica Adota Casamento Homoafetivo. Ali se toma conhecimento de que os irlandeses das bundas alvejadas e religiosas retiravam da sociedade mulheres estupradas, prostitutas, mães solteiras, enfim, mulheres que não preenchiam os requisitos exigidos pelo falso puritanismo da religiosidade, impondo a estas mulheres a condição de escravas, inclusive escravas sexuais dos padres.
 

Há um filme irlandês sobre esta história chamado The Magdalene Sisters que o amigão Google dá uma amostra se lhe for solicitado. O nome faz referência à prostituta bíblica Maria Madalena que teria se regenerado, segundo a tradição religiosa sem correspondência na realidade porque as prostitutas não precisam se regenerar por não cometerem nenhum crime. Ao contrário, são benéficas. Os velhos que o digam.

O puritanismo calhorda dos ultraconservadores irlandeses deu lugar à aprovação do casamento Homoafetivo, o que é mais uma das muitas rasteiras que a religiosidade vem tomando, como o ridículo de encontrar motivo para torrar Galileu na fogueira por ter afirmado que a terra girava, o que levou o Grande Mestre do Saber Machado de Assis a dizer que Galileu foi forçado pela igreja a admitir que a única bola que girava era a dele. Daquela época para cá, a religiosidade vem tomando tanta cacetada que no futuro será encarada como a maior das palhaçadas. Inté.

 

 

 

 

 
 


 

 



quarta-feira, 3 de junho de 2015

ARENGA 117

               Baixarias e vulgaridades envolveram de modo tão abrangente a sexualidade que eliminou nela o lado nobre do sentimento que nos traz à existência. É como se os órgãos reprodutores tivessem sido contaminados pela desestrutura moral que afeta também todos os demais aspectos do minguado caráter desse povinho desqualificado para o qual as pessoas também mais desqualificadas socialmente como as “celebridades” e “famosos” são as que lhe merece maior apreço. O caráter dos ídolos que a massa bruto de povo admira não merece nem mesmo um “bom dia” do caráter de um cidadão chamado Chico Pinto, que pela nobreza espiritual não parece ser brasileiro. Ao contrário do politiqueiro FHC, que tece elogios na página 28 do livro Vultos da República, da Companhia das Letras, ao movimento dito revolucionário de 1964 que por ordem do governo americano matou jovens brasileiros por terem ideais, Chico Pinto, ao contrário, depois de ter sido perseguido e preso, mandou às favas a anistia que o governo militar dava aos presos políticos, entre eles nosso saudoso Chico Pinto. Eis um treco da carta que aquele homem de atitudes nobres enviou ao general Ernesto Geisel, presidente da república brasileira na época por ordem do governo americano: “Rogo a Vossa Excelência que me livre de mais este constrangimento: o de um perdão que não solicitei; por crime que não pratiquei e de cujo fato gerador não me arrependo e nem tenho porque me arrepender”. “Pediria a Vossa Excelência que determinasse a sustação de qualquer medida que venha beneficiar-me. Dispenso sem arrogância. Até com humildade. Mas com a tranquilidade e firmeza de quem se move na luta política por convicções patrióticas”. “Não mudei, Senhor Presidente. Se não mudei, continuo com o mesmo teor de periculosidade que acompanha sempre os democratas, sob os regimes de força, ao longo do tempo. Logo, se não cessou a periculosidade, não me enquadro no decreto de indulto de Vossa Excelência”. Aí está como age um homem de verdade. Exatamente o oposto do FHC cujo tio declarou não ser de confiança, o que demonstra ao encontrar algo de positivo naquele crime cometida pelos militares apátridas contra esta merda de povo brasileiro conforme se vê da matéria denominada A CRISE DA RAZÃO POLÍTICA E A MALDIÇÃO DE BRASÍLIA, preciosidade que o amigão Google terá prazer em mostrar, escrita pelo papa do jornalismo brasileiro, Mauro Santayana. Eis como o grande jornalista descreve o que FHC elogia:Durante o governo militar, a cidade (Brasília, grifo do blog) foi feudo de contubérnios entre os ditadores de turno, empreiteiros, jornalistas acomodados e servidores públicos de alto nível. O sistema de mordomias tornava a cidade a Ilha da Fantasia. Os grandes jantares, oferecidos pelos ministros, eram de invejar armadores gregos, com faisões, caviar Beluga, vinhos importados. Não havia limites para a ostentação. Um dos ministros, morando em residência do governo, mandou fazer uma piscina em forma de J, porque se chamava Jost. E assim será enquanto durar essa moda de deixar a administração pública nas mãos de falsos líderes. Como não existem líderes de verdade, é preciso que a juventude aprenda como funciona a politicagem, se gostam de seus filhos. Inté.
 

 

 

 

 
 
 


 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

ARENGA 116


Por onde andará o doutor Joaquim Barbosa, e por que será que ele sumiu? Esta pergunta tem tudo a ver com esta outra pergunta: O que tem em comum Lula, Sarney, FHC, Collor, Renan Calheiros e todos os que integram a alta cúpula da administração pública? Riqueza é a resposta para ambas as perguntas. Absolutamente todas as pessoas que ocupam altos cargos na administração pública enriquecem sem constrangimento algum graças à cultura da necessidade de ser rico aliada à falta de caráter nata do brasileiro. Estes dois ingredientes satânicos acrescidos ao fato de estar o interesse do povo na igreja, onde não deveria estar, em vez de estar na política, onde deveria estar, juntando tudo isso aí, o que sobra é isso aqui: roubos que pipocam a todo instante onde quer que haja dinheiro público. Ele parece existe para ser roubado, e seu roubo confere méritos a quem rouba as maiores somas, bastando negar as acusações como repetem exaustivamente os papagaios de microfone para que fique o dito pelo não dito. É por esta razão que a riqueza também justifica a ausência do doutor Joaquim Barbosa. Ambiente moralmente degradado pela politicagem não dá espaço para quem defende os interesses do povo como fez o doutor Joaquim Barbosa ao enfrentar forças ocultas e outras nem tanto durante o julgamento do Mensalão. 
Embora representantes de forças malignas, os inimigos da sociedade não dispensam em seus gabinetes refrigerados a imagem de um santo com o coração do lado de fora do corpo ou com o peito espetado de flechas. Para quem é povo, coisa pública ou não tem dono ou é de graça. A anulação da capacidade de pensar promovida pelos meios de comunicação, principalmente os que transmitem orações, impede a percepção de não ser o bem-estar social o objetivo dos administradores públicos, mas o enriquecimento pessoal, aproveitando da facilidade de estar todo mundo olhando para o jogo de futebola ou para a igreja. A usura e a riqueza são absolutamente incompatíveis com harmonia social. Como todos cresceram aprendendo a necessidade de ter o enriquecimento por objetivo maior na vida, resulta daí o esfacelamento do erário porque os responsáveis por ele, também educados na cultura do enriquecimento a qualquer custo, têm forçosamente de "aproveitar a ocasião". 
 O interesse econômico assumiu o papel de determinar o destino do mundo. Como promove desunião, o mundo é uma guerra eterna. É o modelo recomendado pelo senhor Kissinger da bunda branca, com a garantia de ser melhor viver num regime baseado na competição por dinheiro, da qual resultam vencedores e perdedores. Afirmava o poderoso representante da religiosa nação americana. Vai uma grande distância da realidade esta afirmação e a realidade da vida. A vida não precisa do sofrimento dos perdedores e nem da alegria frugal dos vencedores porque desta alegria tem resultado muito sofrimento, segundo mostra a História. Portanto, não é conveniente esperar para descobrir não ser a melhor maneira de se viver esta de ter por objetivo fazer pose na revista Forbes enquanto a imprensa noticia coisas sinistras como esta: “governo anuncia corte de R$ 69,9 bilhões no Orçamento” – “Saúde e educação lideram cortes” – “país fechou quase 98 mil vagas de emprego em abril” – “A energia ficou mais cara em todo o país” – “por que os policiais federais estão se suicidando” – “Cortes em programas sociais podem gerar mais recessão”. Estas notícias tornam incompreensíveis os gastos astronômicos com as brincadeiras e as caixas fortes dos infernos fiscais. Inté.