domingo, 28 de junho de 2015

ARENGA 130

              Diz a imprensa: “Além de comprar helicópteros, lanchas e carros importados, o dinheiro desviado da Petrobrás também foi usado para pagar serviço de prostituição de luxo com “famosas” da TV e de revistas para diretores da estatal e políticos”.
Este país virou uma esculhambação geral. Sendo a juventude a maior prejudicada com o mar de lama que tomou conta da administração pública, como explicar, senão pela estupidez lapidar inerente a quem ainda é povo, a indiferença dos jovens ante tal situação? O Jornal do Brasil de 18/7/15 aponta outra situação de impasse institucional com o país praticamente refém de empresários bandidos cujas empresas tem por objetivo principal roubar, o que fazem em conluio com a administração pública, ficando o povo na situação desesperadora de necessitar das coisas mais elementares, enquanto canalhas abarrotam caixas-fortes nos infernos fiscais ante a pusilanimidade da juventude imprestável para qualquer coisa que dependa de inteligência. Nosso país caiu num Impasse aterrador. Não pode abrir mão dos serviços prestados pela malta de criminosos em que foi transformada a atividade empresarial de grandes empresários cujas tramas com os politiqueiros resulta em coisas completamente inaceitáveis a quem não é povo. Em apenas uma obra de Pernambuco resultou desta trama que uma obra orçada em três bilhões já mandou para os infernos fiscais mais de vinte bilhões arrancados do erário sem que ninguém se incomode, salvo o doutor Sergio Moro. Enquanto isto acontece, palhaços jovens vão mendigar empréstimo estudantil e centavos na passagem do ônibus que o governo americano mandou botar no lugar do bonde que pelo menos era menos abafado. Milhares de conluios consomem a arrecadação. Um deles transformou Lula pau-de-arara em Lula multimilionário, o que inviabiliza o país, contando com a indiferença de sua juventude maria-vai-com-as-outras para igrejas e campos de futebola, onde, junto com o ingresso, também deixam os jovens sua contribuição para pagar às “famosas” que vão trepar em Brasília com seus líderes políticos. Situação só verificável por estas bandas habitadas pela escória da humanidade. Aqui é o lugar para tudo que é ruim. Aqui, a justiça protege o ladrão de milhões como se viu no Mensalão e se vê agora com a perseguição ao doutor Sergio Moro, visando proteger os “figurões” intocáveis até aparecer este jovem e destemido juiz cuja personalidade devia envergonhar os jovens por sua inferioridade espiritual. A cambada de vagabundos futucadores de telefone, fazedores de barulho, espetadores de espetos até no rabo, sobretudo portadores de uma ignorância monumental, nem mesmo percebe o grandioso benefício para seus filhos que decorrerá se a Lava Jato concluir seu trabalho saneador.
Não fossem bichos, os jovens estariam interessados em mudar este estado de coisa porque as consequências funestas do que estão fazendo com o país advirão sobre seus descendentes com a força de um dilúvio do qual nem Noé escaparia. Mas o que fazem os jovens enquanto apodrecem as instituições? Passam mensagens através do zap-zap sobre exame de urina do jogador de futebola. Os filhos destes imprestáveis imbecis haverão de amaldiçoá-los pela burrice monumental de nada fazerem em proteção ao futuro de desespero que eles terão de enfrentar com falta de água e comida. A quantidade de água existente sempre foi a mesma, lembra matéria no blog Outras Palavras. Quer dizer que o mesmo tanto d’água do tempo em que só havia Adão e Eva, sem contar que era toda limpa, é o mesmo tanto de que dispõem sete e meio bilhões de bichos humanos a se destruírem mutuamente num esforço para fazer a riqueza dos ricos, esforço esse que os faz suar e beber mais água ainda. Nosso país de macacos está completamente desmoralizado perante quem não é povo. O trabalho de administrar foi substituído por roubo, futricas e chicanas das mais baixas. O roubo foi institucionalizado, bastando negar as acusações para ficar tudo bem. Os papagaios de microfone repetem à exaustão: “O acusado nega as acusações”. Tivesse esse país de triste sorte uma juventude que não fosse feita de bosta, estaria ela colada ao doutor Sergio Moro para blindá-lo contra a canalhice dos cupinchas de ricos a denegrir o valoroso trabalho daquele herói nacional. São órgãos da própria justiça a tecer comentários sobre irregularidades no processo de apuração de fraudes, quando as irregularidades estão é nas fraudes. O que fazem na realidade é proteger escancaradamente as quadrilhas que sugam o erário. A perseguição à brava rapaziada da Lava Jato corresponde à perseguição aos gatos pingados mortos no golpe 1964 ordenado pelo governo americano que matou inclusive um meu amigo de infância que sonhava como eu sonho com uma sociedade sem os sofrimentos oriundos do analfabetismo político.  A única coisa que se pode esperar de povo é o que também se pode esperar de bichos quando falta comida: arrebentar o que encontrar pela frente. Fora disso, esta população irracional da pior qualidade prefere mesmo é o que gira em torno de “famosos” e “celebridades”.
Quem não é canalha ser governado por canalhas é demasiadamente doloroso. É indescritível a sensação de mal estar provocada por uma situação em que legislativo e executivo tenham trocado sua nobre função de cuidar de todos nós, principalmente das crianças que representam o futuro, por acusações mútuas de improbidade. Se já não é preciso mais nem parecer honesto, quanto mais ser honesto. Inté. 
 


 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

ARENGA 129


Na vida, tudo que se faz é ao contrário de como devia ser feito. Esse negócio de casar com mulher “gostosona”, por exemplo, em vez de ser só desfrute, não é lá toda essa belezura como se acredita ser. Não deve ser motivo de orgulho para quem firmou um contrato de exclusividade sexual com uma dessas garotas com as quais não se pode evitar desejar intimidades por ter a impressão muitas vezes falha de que seria algo maravilhoso.   Quem frequenta boteco entende muito mais da vida do que os paspalhos tipo “nunca bebi” “nunca fumei”. Uma coisa que ouvi num boteco dá a medida exata da situação de quem se casa com “gostosona”. Existe muito mais sabedoria nesta frase aparentemente boba do que em todos os livros bem encadernados e metidos a dar orientações sobre a vida, principalmente no que diz respeito à vida de casal. A frase é a seguinte: MULHER GOSTOSONA E MELANCIA GRANDE, NEM UMA E NEM OUTRA DÁ PARA UM CARA COMER SOZINHO. É justamente aqui onde está o motivo de ser mais vantagem assinar o contrato com mulher sem atrativos exageradamente exuberantes.  Os caras das mulheres gostosonas, independentemente de suas vontades, logo recebem um Romãozinho insinuando ao pobre coitado, coisas do arco da velha. Aí o cara começa a pensar se aquela festona da noite não teve uma preliminar. Enquanto isso, no cara da mulher normal, esse tipo de ansiedade geralmente é bem menor, e muitas vezes inexistente. A mulher normal, embora ela nem saiba disso, guarda no íntimo do seu íntimo, uma espécie de gratidão por ter sido escolhida, e isto faz muito bem. Se não evita algum cacete, favorece a normalidade. Além disso, na maioria das vezes foi preciso dar uma mãozinha à natureza a fim de completar a exuberância, de modo que de repente o sujeito tá com um peito exuberante na mão, mas com uma bolota de silicone dentro, o que nunca é a mesma coisa de ter na mão um peito só peito. Nenão? Inté.

 

sábado, 20 de junho de 2015

ARENGA 128


A companhia do povo é tão desagradável que dá vontade de pular do décimo andar ou entrar debaixo de uma carreta. Mas essa vontade passa logo. É que além do medo, há o consolo de haver gente entre o povo. O jornalista de quem eu gostaria de ser parente, Alex Ferraz, nos lembra uma coisa que dá muito o que pensar. É uma conclusão a que chegou o Mestre do Saber Oscar Wilde, estigmatizado por ser homossexual, o que hoje é motivo de orgulho como se deduz da exposição pública da homossexualidade por quem a tem. Os caminhos sinuosos por onde nos leva a vida não podem ser evitados e é por isso que ora estamos assim, ora estamos assados. A única coisa que permanece do mesmo jeito como sempre foi é a estupidez. Impedir o desaparecimento e o surgimento de velhos e novos costumes sociais é tão impossível quanto viver sem oxigênio. O reboliço decorrente da interação dos componentes da sociedade faz explodir qualquer recipiente em que seja enclausurado. É verdade que absolutamente nenhuma mudança trouxe benefício social coletivo, o que se deve ao fato de não ter sido ela feita com esta finalidade. Aí está a badalada reforma política há vinte anos falada. Em que beneficia o povo o fato de o sujeito poder começar a desfrutar do erário aos dezenove ou vinte anos em vez dos vinte e um antes exigidos? Esta e mais duas ou três palhaçadas é em que resultou a reforma política. É próprio de quem é povo participar da vida social apenas com encargos, sem nenhuma participação fora de fornecer os recursos que são gastos de modo completamente diferente de sua finalidade. Não pode haver para o povo definição mais completa do que manada. A quantidade de dinheiro que o povo entrega ao governo para jogar fora seria suficiente para organizar uma sociedade livre do medo que acomete os bichos frequentadores de igrejas, campos de futebola e a prostituição do mundo das “celebridades” e dos “famosos”, palavras modernas para a profissão dita mais antiga do mundo e que atrai rufiões do mundo todo em busca da putaria que toma conta desta terra das bundas e peitos artificialmente avantajados à mostra, o que de certa forma tem suas vantagens inconfessáveis, mas muito ruim em termos de civilização e sociedade harmoniosa. Constatada a inevitabilidade das mudanças, cumpre cuidar para que se mude sempre para posição melhor que a anterior. O que se vê, entretanto, é exatamente o contrário. A manada muda sempre para o pior. Peço licença para o velho chavão de “no meu tempo...” mas a lembrança de dois soldados levando um preso com a metade da cabeça raspada e fustigando o pobre infeliz vez em quando com a brasa do cigarro causou comoção não só no menino que eu era e nos demais da casa, mas também em toda a vizinhança. Entristece a constatação de ter sido trocado aquele sentimento de solidariedade humana pelo regozijo com que hoje os espécimes de povo que representam o povo celebraram a aprovação de lei que torna legal aplicar às crianças o mesmo tratamento que os dois soldados aplicavam no infeliz ladrão. O povo jamais terá capacidade de perceber o papelão de asno que faz ao deixar aos cuidados de ladrões comprovados a riqueza de cuidar de todos, resultando desse comportamento burro a formação de riquezas privadas retiradas do dinheiro de evitar a choradeira no corredor do hospital.
A existência de oásis de sabedoria no deserto da burrice evita pular da janela ou entrar debaixo da carreta. A frase mencionada lá em cima e lembrada por Alex Ferraz do jornal Tribuna da Bahia, faz lembrar que no mundo não há só bichos. "Chamamos de Ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de Caráter". É esta a frase em questão, mas a conclusão a que se chega ao pensar sobre ela traz de volta a vontade de pular da janela ou entrar debaixo da carreta porque deixa ver nossa situação miserável de não termos nem ética nem caráter. As coisas que os brasileiros fazem mesmo quando todos estão olhando são coisas indignas. A desmoralização, falta de pudor, vergonha, sensibilidade, instinto de rato, tudo aqui nessa terra de manada é contrario à ética e a favor de um povo tão safado que rouba até a Cruz Vermelha. Quanto ao caráter, então, seria de rir se não fosse a tristeza de contatar a qualidade do caráter desse povinho desprezível para quem ator de filme pornográfico é “celebridade” e o doutor Sergio Moro é um desconhecido. É pena que o décimo andar é muito alto e a carreta, muito pesada. Inté.

 

 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

ARENGA 127


Quando se diz que a imprensa é a alma da sociedade, dir-se-ia com maior propriedade que as notícias da imprensa o são. IMPRENSA faz parte do mundo dos ricos. NOTÍCIA envolve também o rebotalho do lado de fora do mundo dos ricos. As notícias, sim, dão a medida exata da qualidade do ambiente que dá origem a elas. Por exemplo, a notícia de que o piloto do avião presidencial pode virar ministro do Superior Tribunal Militar traz a realidade de uma sociedade sem maiores cuidados com a eficiência de suas instituições. Mesmo que o Brasil merecesse respeito, e que o piloto da Presidência da República transportasse a representação de um país soberaníssimo, respeitado mundo afora pela sua capacidade de levar paz onde há arma, ainda assim, esse piloto não poderia ocupar um cargo que nada tem a ver com sua altíssima especialização na técnica de aviador de alta qualidade. Esta situação lembra o dizer do general De Gaulle sobre a insinceridade do Brasil. Aqui são administradas com total irresponsabilidade as instituições públicas. Coisas que não acontecem na empresa privada são comuns quando é do povo a empresa. Não vale citar a Petrobrás porque ninguém aguenta mais ouvir falar na Petrobrás. A Petrobrás é uma vergonha total e dá tristeza ouvir a palavra Petrobrás.  Do mesmo modo, também a indicação do piloto para ministro de justiça é resultado da irresponsabilidade com que são administradas as instituições nesse exuberante, mas desgraçado país, por abrigar uma população de uma ignorância e queda por roubo do tamanho do mundo. Nada por aqui precisa ser sério, como disse o general De Gaulle. Para assumir a responsabilidade de transportar presidentes ainda que indignos, certamente o piloto ocupa todo o seu tempo nos assuntos relacionados com a sua responsabilidade de ser o comandante daquele aviaozão, responsabilidade bastante para que seu tempo lhe permita dedicação a outras atividades a ponto de também estar pronto para outra responsabilidade embora tão grande quanto a que está vinculado, mas que exige especialização completamente diferente. Tomar decisões com base na legislação requer alguém que tenha nessa atividade a mesma prática que o piloto tem de tomar decisões baseadas na aviação. A cultura do descaso com a coisa pública até faz crer que não tem dono ou que é de graça. Da irresponsabilidade com que é cuidada a instituição da educação resulta uma juventude que tira zero no Enem e faz fila na madrugada para mendigar empréstimo ao estudo que a constituição lhe garante por conta dos impostos. Presenciei há muitíssimo tempo uma cena, que mesmo ainda sendo jovem o bastante para ser burro como todo jovem, me fez pensar sobre o que acabara de perceber naquela situação. Em conversa, alguém perguntou ao prefeito de uma cidadezinha o motivo pelo qual ele contratara um técnico menos experiente do que o outro que concorria ao cargo, e a resposta do prefeito foi que o critério era político. A irresponsabilidade no critério da indicação para a administração pública vai da mais humilde prefeiturazinha do interior lá do interior do interior até o suntuoso palácio que o povo paga para ouvir os semideuses que lá habitam avisarem da janela para ter paciência que o bolo, ó, só tá que cresce.

Outra notícia que também é a cara desta sociedade de fazer vergonha é a seguinte: SE FOSSE PAÍS, SÃO PAULO ESTARIA ENTRE AS 50 POTÊNCIAS MUNDIAIS. Nas entrelinhas está o que os Grandes Mestres do Saber denominaram de causa dos males do mundo: a ignorância. O corre-corre por dinheiro só permite aprender como correr atrás de dinheiro. Se ligar em coisas imateriais sem ser religião resulta em melhor qualidade de vida. Tomar conhecimento, por exemplo, da qualidade que deveria ter o que come e bebe, e a qualidade que realmente tem a comida e a bebida sobre a mesa, este conhecimento resultaria em grande recompensa, inclusive ganhar o dinheiro que o hospital vai ganhará na tentativa de recuperar o estrago feito pelo veneno que não podia estar na comida ou na bebida. Está errado quem dedica a vida à cata de dinheiro. São Paulo tem tanta riqueza e é infeliz. Seu povo não sabe ser infeliz porque é povo. Assim como São Paulo, as sociedades sem complexo de pavão vivem de forma mais harmoniosa e seu povo tem menos inimigos raivosos. Aprender sobre a ligação existente entre o fato de fazer fortuna e as crianças transformadas em bicho é uma excelente forma de elevar a espiritualidade acima do rame-rame de apenas trabalhar escravizado pela obrigação eterna de fiscalizar se não está faltando nada da riqueza ajuntada além de fiscalizar o trabalho do empregado escravizado pelo emprego.

Não fosse o perigo de se transformar em choro, seria de causar risos a seguinte notícia no jornal: TIROTEIO SUSPENDE LARGADA DO 'DESAFIO DA PAZ' NA VILA CRUZEIRO. É ou não é a expressão exata de uma sociedade de completos imbecis? É através de gestos ridículos como abraçar prédios e praças, zuar panelas e tambores num ambiente onde não faltam os requebros, que esse ajuntamento socialmente imprestável de manada reivindica mais capim. O barulho e as orações inúteis são a forma de reivindicação dos bichos em forma de gente, incapazes do menor raciocínio. A lucidez evidencia a queda gradativa da religiosidade, coisa imperceptível a quem é povo. A dinâmica da vida que o poeta chamou de roda viva vai diminuindo a credibilidade nas coisas da religião até chegar ao ponto de se tornarem ridículas muitas delas. As remanescentes, entretanto, levam multidões às igrejas onde muitos viram alvo de metralhadoras e outros tem cepadas fora do corpo as cabeças. O que hoje é mitologia já foi religião. Entretanto, sua única utilidade hoje não vai além de curiosidade e agradável deleite espiritual através de suas histórias infantis. Para quem já deixou de ser povo, as palhaçadas da religiosidade como os pedidos de paz do papa, transformação de lembrança de mortos em santos, produção de imagens vendidas aos montes nas lojas com as quais os mendigos espirituais trocam ideias, tudo isso representa a mesma falta de lógica existente na mitologia. Os gregos, por exemplo, segundo Thomas Bulfinch escreveu no livro MITOLOGIA, explicavam de modo muito mais interessante a criação das coisas do que as explicações sem pé nem cabeça da criação divina atual. Acreditavam eles na existência de um lugar habitado por seres que não morriam e viviam uma felicidade eterna, os hiperbóreos. Afirmavam ser completamente inacessível tal lugar por terra ou mar, de forma que ninguém jamais chegaria lá. Aqui está a evidência de que a única coisa a exercer influência em nosso destino são as nossas ações. No tempo em que os gregos afirmavam a inacessibilidade ao lugar onde viviam a raça especial, uma vez que era aqui na Terra, deixou de ser inacessível depois do transporte aéreo. Se houvesse petróleo por lá, com certeza Bush tascava um drone na cuca dos hiperbóreos.

Não resta a menor dúvida, todo o mal do mundo é causado pelas consequências de acontecimentos como o que gerou a seguinte notícia: MAIS RICO DO BRASIL PASSA DE R$ 2 BI PARA R$ 32 BI EM 9 ANOS – JORGE PAULO LEMANN AUMENTOU FORTUNA ENTRE 2004 E 2013. Tá faltando esperteza para substituir a “esperteza” Nenão? Inté.

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

ARENGA 126





Nesta data de 18/06/15, o jornal Folha de São Paulo publica matéria intitulada BRASIL, CAPITAL MOMBAÇA. O Jornal do Brasil publica matéria intitulada A DIGNIDADE DE DILMA E O DESCASO DE UM POVO ETERNAMENTE SAQUEADO. O blog Outras Palavras publica matéria intitulada COCA-COLA, CARAMELO E CÂNCER. Em apenas estas três publicações está o retrato fiel do povo brasileiro e a justificativa de ser equiparado à manada. A primeira matéria mostra o retrato fiel dos políticos brasileiros, ratazana cuja utilidade de roer dinheiro e fazer discursos descamba na imoralidade política mostrada pelo jornalista Mauro Santayana num fabuloso artigo denominado A CRISE DA RAZÃO POLÍTICA E A MALDIÇÃO DE BRASÍLIA, que valerá a pena ser lido quando a manada aprender a ler. Até lá, este país carregará a sina de abrigar um povinho de tão baixa qualidade que nem sequer sabe o significado das palavras honra e dignidade. Entre as lendas da criação divina do universo, há uma que garante terem as pessoas sido feitos por um Deus que não era esse Deus dos atuais frequentadores de igreja e campo de futebola. Esse Deus Criador da lenda teria feito os nobres (ricos de antanho) com barro e os pobres, com lama. Pela indignidade do brasileiro, conclui-se ter sido feito com a bosta daqueles que foram feitos de lama. Para esse povo de bosta, nada significa a história contida na matéria jornalística Brasil, capital Mombaça, história apropriada para um povo incapaz de se incomodar com o fato de ter um deputado asqueroso que chegou à presidência da Câmara dos Politiqueiros por obra e graça das desgraças da politicagem, o que fazia daquela criatura pobre de espírito o substituto do presidente da república em sua ausência, fato que aconteceu, e o deputado Paes de Andrade virou presidente da república interino por pouquíssimo tempo, mas o suficiente para que lotasse três aviões em Brasília e deslocasse com grande comitiva de outros parasitas e oportunistas em grande aparato para a cidadezinha cearense de Mombaça, terra daquele deputado, com o único intuito de fazer bonito como presidente da república. Um povo que encara indiferente e mesmo sorridente, com brincadeiras, coisas deste tipo, é por não se incomodar com absolutamente nenhum dos muitos desmandos como enriquecimento de nulidades por cantar, chutar bola, atividades medíocres que os transforma em “famosos” e “celebridades”. Um técnico em computação que veio resolver um problema no meu computador me disse que à noite ele fala com Jesus. Primeiro, mostra um lugar no colchão de sua cama e convida Jesus a se sentar ali. Garante a assina embaixo que o lugar apontado no colchão cede sob o peso da bunda de Cristo ao se sentar, e eles proseiam descontraidamente. Outro adulto, homem grandão de tamanho físico, me disse que dois anjos portando espadas de fogo guardavam a porta de sua casa. Nesta mesma linha, uma moça disse estar adquirindo um lugarzinho no céu com o dinheiro que entrega ao pastor. É esse o retrato do brasileiro.
A segunda matéria vê exagero na condenação à presidente da república, a quem se refere como PRESIDENTA, idiotice sem tamanho porquanto quem assume a responsabilidade de cuidar da riqueza da nação precisa estar acima de bobagens desse tipo. A senhora presidente, como todos os anteriores e os posteriores, não terá poder de superar a subserviência aos portadores das pastas 007, serviçais dos ricos acostumados desde sempre a espoliar o povo. Além disso, sabendo-se que a personalidade pode ser avaliada pelas companhias, recomenda muito mal a convivência da senhora Dilma com elementos acusados da roubalheira constante do livro O Chefe, única explicação para a transformação do Lula pau-de-arara no Lula milionário. Além disso, é total irresponsabilidade enterrar bilhões na corrupção do futebola para depois estar no sufoco de economizar tirando direito dos trabalhadores e sacrificando ainda mais o povo risonho, festivo, e tremendamente imbecil além de ETERNAMENTE SAQUEADO, como diz a matéria do jornal. Entretanto, aos jornalões não interessa a moralização política porque eles se beneficiam da desmoralização que aí está e seus donos remetem somas fabulosas para os paraísos fiscais, como fazem todos os ricos, somas estas adquiridas através de negociatas que prejudicam a sociedade de manada eternamente saqueada.
Por último, confirmando a desqualificação deste povo feito de bosta, o blog Outras Palavras dá conta de que a Coca-Cola que os pais babacas saídos da igreja com o filho escanchado no pescoço levam para casa, bebida aquela de alto potencial cancerígeno servida às crianças. Se não se pode compreender como um povo pode ser tão estúpido e safado, conclui-se com tristeza ser muito desagradável sua companhia. Está chegando aqui em nossa Cidade barulhenta de Vitória da Conquista um médico de olhos, doutor Rui Cunha, mercenário, inescrupuloso e religioso, que me diagnosticou em Itabuna como necessitando de cirurgia de catarata, embolsou treze mil e quinhentos reais para o procedimento totalmente desnecessário comprovado por dois médicos de verdade, dinheiro que tomei de volta na justiça. É este o modo de proceder deste povo infeliz que não sabe ser infeliz. CUIDADO COM O DOUTOR RUI CUNHA, que é também pastor e faz pregação antes de operar seus incautos pacientes, dizendo que Cristo foi transformado numa flor e que flor enfeita os ambientes felizes, sem que a manada de boca aberta ao redor perceba algo de estranho uma vez que as flores estão nos velórios, ambientes nada felizes. Inté.   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

ARENGA 125

               Quando a imprensa noticiava o rigor com que foi punido um ladrão chinês do dinheiro público lá da China, o assunto levou nossos corruptos a dizer que lá se pune com rigor por não ser uma democracia, o que levou o jornalista Ricardo Boechat a se referir sobre o assunto no seu modo contundente e sem meias palavras a dizer que tal comentaria correspondia à desmoralização da democracia. Realmente a afirmação do corrupto só confirma a desmoralização de um sistema político tido como melhor apenas por não haver outro pior. A democracia é cantada em prosa e verso pelos administradores públicos por inverter a posição deles de empregados para senhores de escravo. Na democracia, a vida dos administradores públicos nos palácios é ainda mais faustosa do que que a vida dos senhores de escravos Casas Grandes, e a vida nas senzalas contava pelo menos com cuidados à saúde dos escravos para que eles pudessem trabalhar, coisa que a senzala humana moderna nem isso tem. Até mesmo o faz de conta do “respeito à opinião pública” já não precisa existir nem mesmo no faz de conta porque os administradores públicos sentem-se tão seguros em sua pose de donos do poder que bradam na tampa do nariz do populacho não lhes interessar sua opinião. Um batalhão de papagaios de microfone, verdadeiros macacos de auditório, leva à massa humana repugnante a convicção de estar certo o consumismo, o que está errado, e estar errado o que está certo como Reforma Agrária.
Não há mais no mundo espaço para as grandes fortunas permitidas e até estimuladas pela democracia, cuja busca resulta num frenesi alucinado onde uns morrem e outros matam para tomar as coisas uns dos outros a fim de ser atendida a necessidade desnecessária de ser rico, comportamento antissocial e perigoso porque os necessitados, malta ignorante de bichos festeiros, terminará por cansar e desistir desse negócio de “Deus proverá” e repetir os trágicos acontecimentos que têm a guilhotina como símbolo maior. Em virtude da pouca quantidade de bichos humanos a demandar subsistência, no passado, ter riqueza podia ser considerado fato de menor importância social como acontecia com o personagem Santos do Grande Mestre do Saber Machado de Assis, arquitetando planos e mais planos para que seu filho viesse a ser riquíssimo. Atualmente, porém, com mais de sete bilhões de enchedores de latrinas não mais se pode cogitar de grandes fortunas. Inté.

 
 


 

 

 

 

sábado, 13 de junho de 2015

ARENGA 124

               1 – Sobre flanelinha cobrar até setenta reais por vaga, um papagaio de microfone esbravejava ser necessário mostrar a estes moleques que não é tão fácil assim tomar dinheiro das pessoas.

2 – No ano de 198l, algumas crianças disseram ter visto a Virgem Maria em determinada cidade, e, em função disto, a notícia dá conta de que pessoas aos montes acorreram para lá, o que se transformou em fonte de renda.
3 – Atacante do Bahia anuncia namoro com musa do Vitória e gera polêmica.
4 – Quem é mais famoso: Deus ou Luciano Huck?
5 – Que alimentamos, quando nos alimentamos?
Nestas manifestações da imprensa está a verdade revelada na afirmação dos Grandes Mestres do Saber de ser a ignorância a causa dos males do mundo. Não dá para quem não seja completo imbecil conviver em harmonia espiritual com seres mentalmente tão inferiores como os que formam uma sociedade envolvida na irrelevância e falta de coerência destes assuntos. A sociedade humana veio esbarrar num imenso impasse que a levará ao nada. A História mostra que os seres humanos têm necessidade de serem conduzidos como bois. É realmente de manada o comportamento da massa bruta de povo sempre levada para as guerras como fez Alexandre ou para a religiosidade como fez Moisés. Como das guerras resultam sofrimentos e da religiosidade resultam conformismo e submissão, são ambas orientações desinteligentes. Os líderes guerreiros eram movidos pela ambição. Os líderes religiosos, ainda que visando bons propósitos em função da brutalidade mental do povo, foram obrigados a recorrer ao medo do poder de uma força tão superior que foi capaz de criar o universo, portanto, uma liderança baseada no ludíbrio. É daí que vem a impossibilidade de qualquer grupo humano em qualquer lugar do mundo se dar bem enquanto permanecer nesse estado mental rasteiro, incapaz de sábias decisões coletivas uma vez que as lideranças o tem levado por caminhos tão errados que o resultado é o estado lamentável em que se encontram os seres humanos convencidos de que para se viver é necessário destruir os recursos naturais de que depende a vida. Como disse quem sabe o que diz, os males do mundo provêm exclusivamente da ignorância. Na chegada à Cidade de Itambé, aqui na Bahia, há uma estátua do santo protetor dos motoristas ostentando os dizeres: “buzine três vezes e siga”. No Rio Grande do Sul, um grupo aspergia água e orações em pés de milho para fazer chover. Na Cidade São Paulo, imensa multidão se põe a correr e aspirar veneno numa disputa estúpida para ver quem corre mais. Na Inglaterra, homens se submetem a processos que os levem a sentir as dores do parto. Nos Estados Unidos, multidões se reúnem para receber Jesus Cristo. Lá na região onde teria nascido Cristo, bombas são despejadas sobre crianças e jovens cepam fora a cabeça de outros jovens para agradar a Deus. Na Índia, as vacas representam divindades e o povo entra num rio imundo em busca de saúde. Na Espanha, apesar de terem os espanhóis substituído pessoas por bois, o povo ainda se diverte com espetáculos onde um gladiador tortura bois. Em todo o mundo serve de diversão espetáculos bárbaros de socos e pontapés entre dois lutadores. Disto se deduz a realidade da constatação de que tudo depende da superação da ignorância, o que não será possível sem a convicção generalizada da necessidade de superá-la vez ser ela, a ignorância, o principal objetivo dos condutores dos grupos humanos apegados à falsa necessidade de riqueza e poder, no que são beneficiados com a invenção da vantagem de ser infeliz aqui para ser recompensado quando estiver junto a Deus.
A falsa orientação seguida pela humanidade é facilmente percebida ao se observar a existência de multidões de necessitados ao lado fabulosos palácios onde vivem políticos uma vida regalada e não menos fabulosos palácios onde vivem líderes religiosos tão inúteis quanto os líderes políticos. O que falta mesmo é lucidez para perceber estar tudo errado. O jovem Luciano Huck não tem motivo para ser famoso e a coisa mais fácil no mundo é tomar dinheiro das outras pessoas porque se não fosse não haveria montanhas de dinheiro nos infernos fiscais tomadas das outras pessoas. Inté.