sábado, 18 de julho de 2015

ARENGA 137


Diz a imprensa: “Além de comprar helicópteros, lanchas e carros importados, o dinheiro desviado da Petrobrás também foi usado para pagar serviço de prostituição de luxo com “famosas” da TV e de revistas para diretores da estatal e políticos”.

Este país virou uma esculhambação geral. Sendo a juventude a maior prejudicada com o mar de lama que tomou conta da administração pública, como explicar, senão pela estupidez lapidar inerente a quem ainda é povo, a indiferença dos jovens ante tal situação? O Jornal do Brasil de 18/7/15 aponta outra situação de impasse institucional com o país praticamente refém de empresários bandidos cujas empresas tem por objetivo principal roubar, o que fazem em conluio com a administração pública, ficando o povo na situação desesperadora de necessitar das coisas mais elementares, enquanto canalhas abarrotam caixas-fortes nos infernos fiscais ante a pusilanimidade da juventude imprestável para qualquer coisa que dependa de inteligência. Nosso país caiu num Impasse aterrador. Não pode abrir mão dos serviços prestados pela malta de criminosos em que foi transformada a atividade empresarial de grandes empresários cujas tramas com os politiqueiros resulta em coisas completamente inaceitáveis a quem não é povo. Em apenas uma obra de Pernambuco resultou desta trama que uma obra orçada em três bilhões já mandou para os infernos fiscais mais de vinte bilhões arrancados do erário sem que ninguém se incomode, salvo o doutor Sergio Moro. Enquanto isto acontece, palhaços jovens vão mendigar empréstimo estudantil e centavos na passagem do ônibus que o governo americano mandou botar no lugar do bonde que pelo menos era menos abafado. Milhares de conluios consomem a arrecadação. Um deles transformou Lula pau-de-arara em Lula multimilionário, o que inviabiliza o país, contando com a indiferença de sua juventude maria-vai-com-as-outras para igrejas e campos de futebola, onde, junto com o ingresso, também deixam os jovens sua contribuição para pagar às “famosas” que vão trepar em Brasília com seus líderes políticos. Situação só verificável por estas bandas habitadas pela escória da humanidade que por sua vez seria também considerada escória de um mundo civilizado, se houvesse. Onde já se viu ser obrigado a ser roubado? É aqui o lugar para tudo que é ruim. Aqui, a justiça protege o ladrão de milhões como se viu no Mensalão e se vê agora com a perseguição ao doutor Sergio Moro, tudo visando proteger os “figurões” intocáveis até aparecer este jovem e destemido juiz cuja personalidade devia envergonhar os jovens por sua inferioridade espiritual. A cambada de vagabundos futucadores de telefone, fazedores de barulho, espetadores de espetos até no rabo, sobretudo portadores de uma ignorância monumental, nem mesmo percebem o grandioso benefício para seus filhos que decorrerá se o doutor Sergio Moro puder concluir seu trabalho saneador.

 Tive oportunidade de presenciar na Cidade de Barra da Choça uma criança de três anos de uma escola particular conhecer em inglês os nomes das cores. Para o bicho povo tal absurdo nada significa, senão a precocidade da criança. Quem é povo está a anos luz da compreensão do alcance desta coisa aparentemente simples. É a soma destas coisinhas que resulta na colônia de macacos subservientes criticados pelos atores americanos quando afirmaram que aqui as pessoas não se importam de serem machucadas. Quando veio a público a espionagem do governo americano nos telefones do governo deste país de bosta, a presidente bradou ser inadmissível tal intromissão. Entretanto, como sempre, foi lá, tomou a bênção, ouviu de Obama que o Brasil é visto por ele como UMA POTÊNNCIA, recebeu devorteios e salamaleques, tapinha nas costas, e voltou declarando que o episódio da espionagem era página virada. É revoltante para quem tem vergonha na cara ser misturado com cínicos, imorais, depravados, ignorantes, brutos, e, acima de tudo, macacos apaixonados por tudo que se refere aos Estados Unidos, na verdade, grande prejudicador do Brasil. Por orientação americana o Brasil estabeleceu seu sistema de transporte baseado em caminhões, e o resultado é frete altíssimo e mortes no asfalto. Mas os macacos não abrem mão de lotar aviões a fim de levar dinheiro para Me Ame. Não fossem bichos, os jovens deviam ser os primeiros interessados em mudar este estado de coisa porque as consequências funestas do que estão fazendo com o país advirão com a força de um dilúvio do qual nem Noé escaparia. Mas o que fazem os jovens enquanto apodrecem as instituições? Passam mensagens entre si a respeito do exame de urina do jogador de futebola. Os filhos destes imprestáveis imbecis haverão de amaldiçoá-los pela burrice monumental de nada fazerem em proteção ao futuro de desespero que eles terão de enfrentar com falta de água e comida. A quantidade de água existente sempre foi a mesma, lembra matéria no blog Outras Palavras. Quer dizer que o mesmo tanto d’água do tempo em que só havia Adão e Eva, sem contar que era toda água limpa, é o mesmo tanto de que dispõem sete e meio bilhões de bichos humanos a se destruírem mutuamente num esforço brutal que os faz suar e beber mais água. Nosso país de macacos está completamente desmoralizado perante quem não é povo. O trabalho de administrar foi substituído por roubo, futricas e chicanas das mais baixas. O roubo foi institucionalizado, bastando negar as acusações para ficar tudo bem. Os papagaios de microfone repetem à exaustão: “O acusado nega as acusações”. Tivesse esse país de triste sorte uma juventude que não fosse feita de bosta, estaria ela colada ao doutor Sergio Moro para blindá-lo contra a canalhice dos cupinchas de ricos a denegrir o valoroso trabalho daquele herói nacional. São órgãos da própria justiça a tecer comentários sobre irregularidades no processo de apuração de fraudes, quando as irregularidades estão é nas fraudes. O que fazem na realidade é proteger escancaradamente as quadrilhas que sugam o erário. Nunca se viu um homem da fibra do doutor Sergio Moro e sua teimosa e discreta disposição de moralizar esta merda de país que precisa de homens desse tipo e do tipo do doutor Joaquim Barbosa. Entretanto, como em 1964, enquanto alguns gatos pingados morriam nesta mesma tentativa do doutor Moro, o povo maldito apoiava o golpe que matou inclusive um meu amigo de infância que sonhava como eu sonho com uma sociedade sem os sofrimentos oriundos de nossa própria ação.  A única coisa que se pode esperar de povo é o que também se pode esperar de bichos quando falta comida: arrebentar o que encontrar pela frente. Fora disso, esta população de bichos da pior qualidade prefere mesmo é o que gira em torno de “famosos” e “celebridades”.

Outra notícia: “Cunha promete retaliar Planalto se for denunciado - O peemedebista teria avisado o vice-presidente Michel Temer (PMDB) que irá instalar CPIs prejudiciais ao governo na volta do recesso parlamentar: a do BNDES e a dos fundos de pensão. Ele diz ainda que vai articular a convocação de Mercadante e Edinho Silva (Comunicação Social) na CPI da Petrobras”.

Esta outra notícia complementa a primeira no que diz respeito à desmoralização institucionalizada. É de causar pasmo esta situação em que o presidente da Câmara Federal declare que se for denunciado pelo Planalto denunciará de volta seu denunciante, sem que os irracionais frequentadores de igreja, futebola e axé nem mesmo ante a confissão de estarmos liderados por criminosos, sejam motivados a uma ação moralizadora. Deve ser por não saber o que é moral. Se esta merda de país nunca teve hombridade, nos últimos tempos assumiu completa falta de pudor, caráter e honradez. Quem não é canalha ser governado por canalhas é demasiadamente doloroso. É indescritível a sensação de mal estar provocada por uma situação em que legislativo e executivo tenham trocado sua nobre função de cuidar de todos nós, principalmente das crianças que representam o futuro, por acusações mútuas de improbidade. Já não é preciso nem parecer honesto, quanto mais ser honesto. O trabalho do herói Sergio Moro a cada instante desnuda mais e mais canalhices e mais canalhas achacadores dos recursos públicos. O país virou um pardieiro entregue a covardes imploradores de empregos que lhes permita meter a mão no erário.

Mais outra notícia aterradora:Renan Calheiros e Collor criticam Operação Politeia”.

Há casos em que o próprio acusado admite a acusação, mas só ocorre quando o acusado é homem que mija na parede. Covardes que roubam dinheiro de pobres que choram no corredor do hospital, como denuncia a imprensa, não são homens. São ratos de esgoto. A preferência por Collor pelo povo de Alagoas à heroína Heloisa Helena mostra que povo é povo em qualquer lugar. Do mesmo modo, também errou feio o baiano por preterir a doutora Eliana Calmon. Enfim, em se tratando de povo, nada de bom se pode esperar. È por contar com a incapacidade crônica de raciocinar do povo que escritores assalariados e papagaios de microfone tentam desqualificar o trabalho da Lava Jato e são capazes de conseguir o intento satânico. Afirmam os lambe-botas dos ricos irregularidades a cada passo que se pega um rico ladrão. Eles, os escritores assalariados, estão em polvorosa porque querem que o erário seja roubado apenas por seus patrões que enviam montanhas de dinheiro para a agiotagem nos infernos fiscais. Inté.     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

ARENGA 136


A notícia publicada no Jornal do Brasil de que se São Paulo fosse um país estaria entre as cinquenta potências mundiais evidencia a realidade de não haver vantagem alguma em ser potência mundial ou local uma vez que esta potencialidade nada mais é do que riqueza material cuja construção deixa atrás de si um rastro de infelicidades. A vida na Cidade de São Paulo só não é pior porque não pode piorar ainda mais. O ajuntamento de riqueza decorre da falta de senso comum e da grosseria dos brutos seres humanos ainda apegados ao tempo primitivo quando havia escassez de comida, instinto que até hoje orienta os irracionais fazendo-os comer com grande gula como se aquela fosse a única comida existente no mundo. É desse modo como ainda procedem os também irracionais seres humanos ao avançar sobre tudo que puder colocar sob seu domínio e rosnar em defesa de suas posses infinitamente superiores às necessidades. O ser humano é o mais vil de todos os animais. Se o cavalo bebe água suja é por não distinguir entre água suja e limpa. Além disso, a natureza, através do “costume”, paramenta o cavalo com proteção. Agora, um ser humano que devia ser diferente do cavalo em função da capacidade de raciocinar, beber água misturada com bosta sabendo disso é comportamento de brutalidade incomparável. Trata-se de aberração concordar-se com uma quantidade de bosta na água de beber. Como ser normal beber água com bosta? Mas é o que fazem os bois, vacas, bezerros e bezerras enquanto futuca telefone para saber com qual “celebridade” outra “celebridade” está trepando. Corre pelaí grande zum-zum-zum em torno de uma foto de Caetano Veloso de cueca, enquanto as riquezas do país afundam num pântano de corrupção sem precedente e não se encontra uma única personagem política fora do banditismo. Fortunas são transferidas do erário para propriedade dos bichos primitivos com medo de escassez enquanto a juventude que é a verdadeira dona da riqueza roubada debaixo dos narizes dos jovens sem que eles se incomodem com outra coisa que não sejam imbecilidades como fazem os imbecis. O que os bichos com forma de gente encaram como bem-estar, a riqueza, é, na verdade, fonte de mal-estar. O processo de produzir riqueza é desintegrador, portanto, antissocial. O estado de degradação física e moral a que foi levado o mundo em função da febre do ouro mostra uma espécie de maldição a rondar as riquezas. No ambiente rural onde fui menino, contavam-se histórias de potes de ouro enterrados, mas sempre havia referência à presença do Tinhoso rondando o local. Acreditava-se haver uma força maligna envolvida com o achamento de tesouro enterrado. Até hoje, no meu tempo de velho, vejo filmes relacionando tesouro e maldições sobre seus achadores, principalmente quando envolve múmias. Elas estarão defendendo o ouro do qual depende sua manutenção na existência que só existe na latrina que povo tem no lugar onde gente tem cabeça. É esta mentalidade das múmias que justifica a existência das caixas-fortes abarrotadas de ouro nos infernos fiscais.  Dizem pelaí que a política é como a nuvem que muda de forma a todo instante. Mas a vida também é assim. A partir da concepção, cada novo segundo na vida do concebido encontra-o diferente de como era no segundo anterior. As mudanças são necessárias e inevitáveis. Entretanto, graças à ignorância de quem não leu os Grandes Mestres do Saber, os seres humanos se apavoram ante a possibilidade da mudança da existência para a inexistência, sem se dar conta de que a inexistência de antes de viver é a mesma inexistência de depois de se ter vivido. A consciência da inexistência apavora tanto os ignorantes que eles criaram a fantasias de outra vida. As mudanças trouxeram o mundo a uma realidade que não comporta mais espaço para as caixas-fortes abarrotadas de ouro apenas para deleite de Tios Patinhas porque há tanta gente dependendo desse ouro que se ele não aparecer, terá de ser buscado pelas multidões que já estão de olho nele. Aquele ouro deve ser trocado por bem-estar coletivo porque à coletividade pertence. Como ninguém morre de fome sem antes matar, pode ser terrivelmente desastroso tanto o hábito de esconder a riqueza quanto o de gastá-la perdulariamente construindo Torres Gêmeas para serem postas abaixo e serem substituídas por outra construção suntuosa, além de desafiar a fome dos famintos construindo réplica da Torre de Babel. O poder maligno que ronda todo monte de ouro são os fantasmas dos sacrificados na tarefa de cavá-lo. Até hoje ainda se usa a prática de construção de locais secretos para guardar ouro, matando os trabalhadores que os construíram para garantir o segredo. Estes injustiçados balançam correntes no sono de quem causa seus sofrimentos. Todo dono de um montão de ouro não abre mão da fé em Deus. Garantem e assinam embaixo que roubar apenas uma partícula do seu ouro é pecado que Deus castiga, mas a ninguém parece ocorrer a quantidade de pecados cometidos para se ajuntar um montão de ouro e muito menos ainda a possibilidade de ser Deus uma criação destinada a ajudar o ajuntador a proteger seu ouro. Ao lado da Senzala e da Casa Grande, havia sempre uma capela para manter viva a lembrança do pecado e do castigo se mijar fora do pinico. Entretanto, deixar crianças se tornarem bandidos e metê-las na cadeia nada significa para os esfarrapados espirituais que lotam igrejas e babam por ouro.

Vive-se um mundo que não existe na realidade (nada a ver com o filósofo do Mundo como Vontade e Representação, para o qual o mundo só existe na imaginação). O mundo existe, sim, e o fato de estamos nele e termos fome e sede dispensa especulações desse tipo e nos mostra a necessidade de cuidar dele em vez de destruí-lo em troca de uma riqueza que se bem pensada, não compensa. Portanto, usar o ouro escondido para limpar rios, plantar árvores, produzir comida sadia no lugar da produzida pelo agribiuzinesse ajuntador de ouro, proporcionar assistência à saúde no lugar dos planos de saúde ajuntadores de ouro, educação que ensine como viver em sociedade para substituir o sistema deseducacional ajuntador de ouro, desmontar o sistema falso de segurança que na realidade nada mais é do que forma de ajuntar ouro vendendo armas. Os países que cometeram crimes monstruosos e enriqueceram (não se enriquece sem cometer crimes), são tão infelizes que dispõem de armas poderosas para rosnar em defesa de sua riqueza manchada de sengue e sofrimentos que incluem lançar bombas sobre crianças. A notícia da riqueza de São Paulo confirma a vingança dos fantasmas dos sacrificados pelos colonizadores; pelos jesuítas; pelas Entradas e Bandeiras; pelos que despencam das construções lembrados apenas pelo nosso admirável Chico; pelas vítimas do trânsito e balas perdidas; pelos infelizes amontoados em porões medievais a título de prisões; pelas crianças transformadas em bandidos; pelas doenças causadas pelo ar empesteado, água podre e comida envenenada; por corolário, pelo nervosismo decorrente do corre-corre atrás de ouro, razão de outra notícia também do valoroso blog Outras Palavras dando conta de que o número de suicídios no mundo cresceu sessenta por cento nas últimas décadas, provenientes de fatores como insegurança social e, veja esta senhor Kissinger: PRESSÕES COMPETITIVAS que o senhor e sua feiura física e espiritual recomendam como melhor modo de se viver. Inté.   

 

   

 

 

terça-feira, 14 de julho de 2015

ARENGA 135


Se existisse Deus, Ele bem que deixaria de lado o que disse a Noé sobre nunca mais afogar ninguém, mandava o Arco-íris às favas e tascava outro dilúvio prá cima de nós por causa da mania da manada dizer que Ele é brasileiro. Se até brasileiros, como mostram os jovens, gostariam de não ser brasileiros, imagine se logo Deus vai querer se misturar com a pior laia de espécie de ser vivente já surgido no universo. Isto aqui tá muito mais é prá Satanás. Embora Deus tenha feito todas as maldades contadas na bíblia, o Satanás é que é tido como o maioral nas maldades. Se assim é, nenhum lugar mais condizente com maldade satânica do que esse pedaço de chão onde o transeunte se desvia de bala perdida ao tempo em que pula por sobre pedaços de corpo humano. Esta sociedade que quer bancar a terra natal de Deus consegue ser ainda inferior entre todas as sociedades que formam a humanidade em sua eterna marcha-a-ré através da História. O historiador Edward Mc Nall Burns, no primeiro volume de História da Civilização Ocidental, página 44, conta que os egípcios criaram um sistema de leis ao qual se sujeitava o próprio faraó. Este fato histórico faria corar de vergonha os governantes modernos não fosse ter sido a vergonha varrida da face da Terra. Houvesse algum resquício dela, nunca que a política seria convertida numa tramoia dos diabos a fim de permitir as safadezas que correm por baixo do pano desde a mais humilde prefeiturazinha até o mais requintado dos palácios. Os governantes assumiram posição de donos das sociedades que administram, numa trama diabólica com os donos de imensas caixas-fortes. O blog Outras Palavras noticia que em São Paulo o povo paga doze reais por metro de água, enquanto shoppings, grandes indústrias e faculdades privadas pagam quatro reais. Todas as sociedades humanas assumiram caráter ilógico baseado na manutenção de um estado de inocência das populações impossível de continuar por muito mais tempo uma vez que mais pessoas a cada dia chegam à realidade de não ser verdade o que nos dizem ser verdade. É mentira do tamanho do mundo haver vantagem em abarrotar caixas-fortes de riquezas. O tapa-olho do costume (do sempre foi assim) não deixa perceber a insustentabilidade de um sistema que se baseia em manter todos os seres humanos no papel de uma plateia num espetáculo de hipnotismo com o hipnotizador encarregado de fazê-la de boba. Se nenhum espécime de ser humano concorda em beber água misturada com bosta e comer comida misturada com veneno, mas é isso que faz quando coletivamente, é por existir uma força que força este espécime a proceder de modo contrário ao modo como procederia se tal procedimento dependesse de sua vontade. Portanto, por traz de tudo que fazemos por conta do que nos dizem ser verdade, por trás dessa “verdade” há um trabalho de hipnotizador fazendo as pessoas de bobas. Quem é obrigado a fazer o que não quer, não tem vontade própria, é conduzido. Entretanto, o mínimo de inteligência que se pode esperar de quem é conduzido seria querer saber pelo menos para onde está sendo conduzido. Mas nem isso a humanidade quer saber. Apenas vai na conversa de escritores cheios de pose que lhe diz ser ideal este sistema de administrar a riqueza pública considerando os pobres tão insignificantes que até os chama de “material humano”.

Acastelados em palácios e cercados de infinitas pompas e não-me-toques, mordomias que incluem um baú cheio de tesouro prá botar no ombro e levar quando for prá casa, é nesse ambiente folgazão onde nada pode faltar que vivem os representantes dos governos, na realidade, empregados da sociedade, mas que se transformaram em donos dela. Os patrões de todos nós, mas empregados dos donos das caixas-fortes que os colocam em seus postos de dar ordens aos pobres e recebê-las dos ricos. Desde que se tem notícia da existência das chamadas sociedades organizadas, o que parece piada face à desorganização generalizada, sempre coube aos governados a obrigação de prover os meios materiais necessários para garantir o exercício do governo, o que sempre foi feito, e com sobra. O que não é feito, e que é mais importante do que fazer a riqueza, é empregá-la bem empregada, o que não é em absoluto o que acontece com a riqueza do mundo. Assim não fosse, não haveria tanta pobreza porquanto riqueza é esbanjada até para brincar de fazer Torre de Babel. É de espantar a indiferença em se comprar armas e fazer guerras com o dinheiro de comprar tranquilidade. Mas o efeito do hipnotismo que impede a percepção de não haver motivo para tanta festa já começa a mostrar sinais de fraqueza. Percebe-se isto no medo que assombra as pessoas inteligentes do mundo, como os cientistas que descobriram a possibilidade de um desastre climático capaz de causar grandes destruições em todo o planeta, a ocorrer dentro de algumas décadas no continente americano do norte. Enquanto os viciados em acumular riqueza contarem com a ajuda da manada mais interessada no futebola endeusado pelos papagaios de microfone, os hospitais ostentarão cada vez mais choro em seus corredores e as caixas-fortes continuarão sugando a vitalidade do material humano.  O ser humano ainda é tão estúpido que não percebe a desfaçatez que é o meio social. Estes senhores e senhoras defensores da moralidade nos assuntos públicos, apenas fingem. Caso contrário não seriam todos admiradores ferrenhos do futebola, armadilha para prender a atenção da manada. O futebola é o braço direito do hipnotizador que faz de bobos os seres humanos e é impossível que babaquaras não saibam disso. É falsa a opinião dos formadores de opinião. Válida, infelizmente, para a manada seduzida por propaganda porque, como disse quem sabe onde tem o nariz, a propaganda é a arte de explorar a estupidez humana.

Não existe um só governante em todo o mundo que não se diz ter por interesse maior o bem-estar do seu povo. É o que acontece? Não é. Mas a ninguém ocorre haver algo de estranho nisso aí. Até escritores famosos e de grande influência não se reservam a um recolhimento recomendado pela experiência de avô e vem a público fazer pose para dizer que esta forma de governar é boa para o povo.  O que se vê, na realidade, é mal-estar geral. Os ricos com medo dos pobres e estes procurando infernizar os ricos com explosões. Poucos foram os seres humanos que se dedicaram a conhecer a vida. Quem o fez concluiu que o “resto” segue as bobagens que ouve e se dá por satisfeito. Nada é capaz de demover o “resto” da condição de estar absolutamente convicto de ser verdade o que alguém lhe disse sobre a existência de Deus. O “só acredito vendo” não se aplica quando se trata de Deus e o “resto”. Multidões de bichos xucros deslocam mundo afora para encontrar no papa a paz que levam dentro de si. A burrice não permite perceber que o papa não consegue realizar nem seus próprios desejos. Está posta a aposta: Gente boa que é, o papa se empenha num “desbastar de arestas” da brutalidade do capitalismo, mas é contestado pela brutalidade dos ricos capitalistas. Se o papa conseguir dar dignidade apenas às nossas crianças é porque Deus realmente existe. Inté.

domingo, 12 de julho de 2015

ARENGA 134


A esperança é a derradeirona a cair (palavra em evidência). Nenhuma dúvida. Acaba de ganhar novo fôlego a esperança que este mal amanhado blog por falta de opção depositava na juventude como propulsora de algum movimento capaz de impor um tipo de vida inteligente, mas que começa por vezes a esmorecer ante a ignorância tão monumental da juventude que justifica seu enquadramento na classificação de manada. Sem qualquer sombra de dúvida, estamos diante de uma juventude de merda que não presta para nada. A nova esperança que desponta manda os jovens a um lugar apropriado para sua monumental burrice: os quintos dos infernos. Lá é o lugar apropriado para o tipo de bicho em que se encontra a juventude. Substituindo a juventude, a esperança em novas épocas passa para o pastor exorcizador de ratos. Figura divina que haverá de sacudir fora os demônios travestidos de ratos alojados na personalidade dos politiqueiros. Quem não é povo sabe que no roubo desenfreado da riqueza pública está a causa de tudo que nos atormenta como, por exemplo, o empenho dos politiqueiros possuídos pelo demônio em forma de rato em meter na cadeia a criançada que incomoda os ladrões de bilhões. É por falta de exorcismo que a ratazana dá lugar à existência dos livros Honoráveis Bandidos, Privataria Tucana e O Chefe. Falar nisso, Como haveria de se sentir Machado de Assis compartilhando o mesmo ambiente na ABL com o personagem central dos crimes constantes do livro Honoráveis Bandidos? Todas as mazelas terão fim com o pastor exorcizador de ratos. Basta levar esse bendito homem santo para Brasília com a missão divina de arrancar de dentro dos politiqueiros a ratazana que corrói o erário e acabarão o choro no corredor do hospital, as filas de jovens imbecis mendigando empréstimo para estudar, terão fim as malandragens das “conferências” que enriquecem tanto eruditos quanto analfabetos. Com esse pastor caçador de rato, estaremos salvos. Enfim, a religião mostrou sua real utilidade: eliminar ratos. São eles os únicos responsáveis por caixas-fortes abarrotadas de riqueza arrodeadas de miséria, fome, doença e muita ignorância, figuras apocalípticas que não perdem por esperar a chegada do pastor exorcizador do rato.

Quem não vai gostar nem um pouco desta inovação é a ciência econômica dos egressos das Sorbones do mundo representados pelo senhor feioso Henry Kissinger ao defender a roubalheira generalizada para acumular grandes riquezas dum lado e grandes pobrezas de outro lado. Tais excrescências não perdem por esperar até a chegada do santo homem com sua ratoeira espiritual. Ante tal poder, devidamente comprovado em seção realizada na presença de inúmeros fieis dispostos a jurar de pé junto que o pastor puxou para fora do corpo de um homem um tremendo ratão muito do folgado, razão pela qual a esperança no fim da roubalheira desenfreada vai para esse pastor raticida em lugar da juventude nota zero. Não se pode contar com a juventude para assuntos inteligentes por ser a desinteligência o forte dos jovens. Nos quatro cantos do mundo a juventude se mostra incapaz de encarar a vida com algum realismo. Nada significa para estes monstros vazios de sensibilidade e cheios de ignorância a existência de milhares de criancinhas fugindo desesperadas das regiões conflituosas para a morte por afogamento. Entre os ingleses, supostamente civilizados, depois de experimentar as dores do parto, a juventude “civilizada” da bunda branca promove agora, segundo a imprensa, um festival onde quinhentas pessoas passam quatro dias trepando entre si. Estes canalhas, dispondo da riqueza que seus antepassados mataram para roubar, não dedicam sequer um segundo de suas vidas inúteis de súditos para pensar naquelas infelizes criaturinhas. Também por aquelas bandas “civilizadas”, a juventude que já tinha transferido para as partes antes denominadas pudendas a responsabilidade pelo raciocínio, acaba de transferir também a responsabilidade pela ingestão de bebidas alcoólicas. Era só o que faltava! Os jovens das bundas brancas estão bebendo pelo rabo. É isso mesmo: as jovens embebem o absorvente e enfiam na xoxota. Os jovens colocam a bebida no reto por meio de tubo. Parece fazer sucesso a moda de enfiar tubos no rabo.

Quando a fina-flor da civilização promove festival de trepadas, faz alarde de ser tão promíscua quanto qualquer rebanho de éguas e cavalos. Quando passa para baixo as funções dos buracos de cima, do mesmo modo, demonstra ser e humanidade um amontoado de palermas imprestáveis para qualquer coisa que não se refira a dinheiro. Juventude de regiões ainda mais primitivas como a nossa, então, nem é bom falar. Aqui entre nós a coisa é tão desgraçada que serve de zombaria para quem procedo como o macaco que zomba do rabo do outro macaco. Verdade é que por estas bandas acontecem coisas do arco da velha. Aqui, ladrão rechonchudo de bilhões, cevado no erário, vai a julgamento usando um manto protetor da justiça que lhe garante o direito de não falar o que sabe, enquanto o pedreiro Amarildo é afogado para falar o que não sabe. É este o tipo de ambiente no qual a juventude se sente bem com sua Caixa de Pandora onde gente tem a cabeça.

A realidade de ser a imprensa a alma da sociedade mostra em que calamidade se encontra a alma da juventude destas terras habitadas por seres indignos delas. As figuras mais apreciadas pelos jovens, segundo a imprensa, são as seguintes: BEYONCÉ – CLÁUDIA LEITE – IVETE SANGALO – LUAN SANTANA – LUCAS LUCCO – Mc GUI – CRISTIANO RONALDO – LIONEL MESSI – NEYMAR – BRUNA MARQUEZINE – LUCIANO HUCK – KEFERA BUCHMANN, o que explica o zero do Enem. Se espremer qualquer uma destas figuras apreciadas pelos jovens não cai sequer um pingo de noção do que seja viver em sociedade. Enquanto os jovens gregos de cerca de quatrocentos anos atrás procuravam aprender sobre a vida com os filósofos sofistas, os brutamontes intelectuais modernos tem como mestres “celebridades” e “famosos”, “filósofos” incapazes de fazer um “O” com um copo. Qualquer uma destas “celebridades” cometem involuntariamente o erro cometido voluntariamente por um jovem inteligente que não se mira no espelho de “celebridades” e que venceu um concurso para cometer maior número de erros com o menor número de palavras. Este jovem escreveu apenas a palavra “SIM” da seguinte maneira: “ÇIN” com a letra “N” separada, formando uma sílaba à parte. Desta forma, a palavra “SIM” ficou um dissílabo em vez de monossílabo. Com isso, o jovem cometeu quatro erros numa palavra de três letras. O primeiro erro é que “sim” começa com “S”. O segundo é não se começar palavra com “Ç”. Terceiro, não se emprega “Ç” antes da letra “I”. Quarto, não pode dividir um monossílabo. O comportamento deste jovem foi o resultado de sua vontade. Ele criou a situação, enquanto que os jovens seguidores das “celebridades” e “famosos” incorrem em erros igualmente grosseiros, mas crentes do sucesso de estar abafando, o que os torna dignos de NOTA ZERO não só do Enem, mas também da vida. Com os olhos que as mulheres sempre gabaram, vi uma das muitas burrices provenientes do embotamento espiritual de jovens estúpidos impedindo com os próprios corpos o trânsito de ônibus, em protesto por alguns centavos a mais na passagem, enquanto uma verdadeira caudal de bilhões despenca livremente pela boca de hiena da corrução. Uma obra orçada em cerca de três bilhões em Pernambuco já engoliu cerca de vinte e três bilhões e ainda está longe de terminar. Como se admitir que técnicos calculem um orçamento de três quando devia ser de sete ou oito vezes mais? Mas é o que acontece ante o nariz destes completos idiotas disputando centavos enquanto fortunas são jogadas fora, inclusive desperdiçadas para proporcionar às “celebridades” e “famosos” vida e título de rei. Tais coisas passam ao largo do interesse dos palhaços futucadores de telefone. Todo este imenso acervo de estupidez provém da babaquice de pais conduzindo as crianças rumo às igrejas e terreiros de brincadeiras onde aprendem que “celebridade” é CELEBRIDADE. Do aprendizado na escola das “celebridades” e “famosos” resulta o preferir campo de futebola a escola e hospital. Se escolas e hospitais são mais importantes na vida real que campo de futebola, só burrice de alto quilate encontra razão para ver alguma “celebridade” em quem é tão cego mental a ponto de afirmar o contrário.

Mas a imprensa também diz que a nova geração de brasileiros infelizes e estúpidos sonha com carreira, alto salário e morar fora do país. Triste futuro deste triste país rejeitado pela própria juventude. A tal estado de apatia intelectual foi levada a juventude. Ela é responsável pela situação que ela mesma acha desagradável. Vá ser burra assim nos quintos do inferno. O entortamento proveniente do vício em riqueza faz acreditar só haver a opção de ficar rico como modo de vida, quando, na realidade, não é assim, e forçar a barra para que assim seja é insanidade da qual resultará muita coisa ruim. Inté.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

ARENGA 133

 

              Disse o Grande Mestre do Saber que o homem nasce livre, mas vive agrilhoado pelos quatro cantos do mundo, o que é uma verdade incontestável. Povo sempre se conformou em servir a dois senhores: Deus e governo. Trabalha prá cachorro a fim de manter riquíssimos palácios destinados a abrigar “excelências” e “divindades” sem receber nada de ambas as partes, não obstante tão altos custos. Interessante é notar que não há mais Navios Negreiros, Entradas nem Bandeiras para pôr grilhões em ninguém. O próprio homem os põe, e na alma em vez do pescoço. Subjuga-se espontaneamente à uma força demoníaca de modo tão absoluto que, diferentemente dos escravos sob chibata que se lamentavam e não raro se rebelavam, festejam seu jogo. As guerras são a grande demonstração desta realidade. Os jovens não são arrancados do seio de suas famílias debaixo de vara como faziam os nazistas. Apresentam-se por vontade própria ao destino cruel de matar até ser morto num campo de batalha cujos horrores Leon Tolstoi mostrou no livro Guerra e Paz. É o poder da força demoníaca escravizadora que leva os jovens à situação do cão que avança à ordem do dono sem a ninguém ocorrer esmiuçar em que se fundamenta a aceitação de uma situação em que jovens são levados a se estraçalharem em luta sangrenta sob explosões de todo tipo sem nem mesmo saber o motivo pelo qual trocam suas vidas por uma medalha e uma rudia de flor solenemente colocada no pé de um poste de cimento.
 
Já lhes disseram estar lutando em defesa de Deus. Ora, é absurdo admitir precisar ser defendido quem exterminou toda a população da Terra apenas com o pensamento. Outras vezes dizem aos jovens haver honra em morrer pela pátria. O certo é que a rapaziada, sob qualquer pretexto, sempre esteve a fim de guerrear. No dia em que eles procurarem saber, descobrirão que suas vidas estão sendo trocadas por dinheiro destinado às caixas-fortes dos infernos fiscais. A única coisa que pode explicar o comportamento absolutamente equivocado de povo é existir ainda em sua personalidade resquícios do tempo de bicho. Disto resulta a divisão da humanidade em dois monumentais tipos de ignorantes: aproveitadores e aproveitados. Esta dicotomia é a fonte de todos os absurdos vividos pela humanidade. De um lado, um punhadinho de nada de ignorantes rosnando abraçados a noventa e nove por cento da riqueza do mundo. Do outro lado, numa ignorância tão grande quanto a dos seus opressores, o resto da humanidade oprimida com apenas dois comportamentos cada um mais estúpido do que outro: curtir festas ou deixar-se revoltar a ponto de matar, duas situações das quais nada resultará de positivo em prol de uma vida saudável quer para oprimidos ou opressores.
Assim tem sido e assim continuará sendo enquanto a mentalidade dos seres humanos girar apenas em torno de riqueza. A estupidez humana chega ao absurdo de se deixar levar sem se interessar para onde está sendo levado. Absolutamente nada justifica a seguinte notícia num jornal contemporâneo: “Um mar de súditos tingiu Amsterdã de laranja ontem para se despedir de Beatrix, rainha da Holanda nos últimos 33 anos, e celebrar a coroação do seu filho, o novo rei Willem-Alexander”. E não se trata de povinho bunda suja de república de banana, não. Este comportamento imbecil típico da Idade Média é de espécimes do povo das bundas alvejadas tidos como os mais civilizados do mundo. Inté.

 
 
 

terça-feira, 7 de julho de 2015

ARENGA 132

              Há boas novas no ar. Está a se confirmar a realidade implacável da impossibilidade de se enganar a todos por todo o tempo. Já existem jovens de dezoito anos cuja mentalidade supera de longe a dos pais panacas com os filhos escanchados no pescoço rumo às igrejas. As criancinhas de hoje, talvez por reação da natureza contra tanta burrice, estão nascendo com uma inteligência admirável. Embora seus pais teimem em mantê-las na mediocridade que lhes foi imposta por seus pais das orações, da violência, do compra-compra, da necessidade de tirar fotos ao lado da turma do Mickey Mouse, de festejar o Halloween, a percepção que as criancinhas demonstram fará com que elas percebam também que seus pais estão completamente errados em seu analfabetismo político e sua preferência por "famosos” e “celebridades”. Nunca antes foi possível ter tanta esperança no surgimento de uma geração capaz de transformar o mundo de miséria num mundo agradável. Esta geração está aí nas figurinhas espertas com cheiro de alfazema que já demonstram rebeldia ante as ideias mumificadas de seus pais. Ouvi uma criança de quatro anos dizer que não existe Papai-Noel e sei de uma linda jovenzinha de dezessete anos que recusou participar do Halloween e do convite para ser modelo. Aliás, “modelo” porque sabem os menos burros ser bem diferente a atividade que se esconde atrás desse título. Assim, também vem à tona a realidade de ser a esperança a derradeira a morrer. Alguém já viu em tempo algum, a juventude discordar em pagar a conta exorbitante do abastecimento de comida para o avião presidencial? Pois agora está-se vendo, e com a mais absoluta razão porque é ser mais do que trouxa disputar financiamento para estudar e pagar para que politiqueiros se refastelem com finíssimas iguarias enquanto esvoaçam pelo mundo num avião superluxuoso para engendrar tramas inconfessáveis contra o burros de carroça de sempre. Outra coisa que a juventude precisa se ligar é sobre a necessidade que têm os governos de viajar tanto. Por trás disso há dente de coelho. Aos poucos haverá de se chegar lá também. Por enquanto, já é alvissareiro o fato de estar despertando para as malandragens dos politiqueiros. A imprensa noticia que ante a reação da juventude o governo Temer recuou de gastar um milhão e meio nas compras de iguarias para o avião presidencial, que dona Dilma gastou um milhão e novecentos mil, e que entre as iguarias de Lula até xoxota fazia parte do cardápio. Pelo menos nisso o Lula foi melhor que o Temer.
Está-se concluindo, finalmente, não ser possível ficar de longe esperando que dos palácios venha o trabalho de aplicar o dinheiro dos impostos para promoção do bem-estar social. As únicas coisas que saem de lá são falcatruas e muita safadeza. Os gastos monumentais com festas contrastando com a penúria que chega ao absurdo de não haver dinheiro para pagar funcionários públicos e afirmar que esta situação é causada pelas despesas com as aposentadorias dos trabalhadores comuns é a maior canalhice do mundo. Uma olhadela nos livros Dívida E(x)terna, de Marcos Arruda, Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória, Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Júnior, e O Chefe de Ivo Patarra, é o bastante para se saber qual é a real causa da falta de dinheiro. A única coisa errada que há na Previdência Social é o acúmulo de aposentadoria dos politiqueiros e a roubalheira escancarada. Pergunte a dona Georgina Freitas que ela explicará direitinho. Inté. 

 
 


 

 

 

domingo, 5 de julho de 2015

ARENGA 131

              Quando as consciências prostituídas de escritores e filósofos assalariados, bem como dos papagaios de microfone fazem apologia desse tipo de sociedade na qual a imprensa noticia que a Globo já ganhou cento e noventa milhões de reais com o BBB, antes mesmo da estreia, tal situação merece que se reflita a respeito porque a sociedade não pode prescindir dos bons costumes que não existem naquela aberração social que incentiva a juventude à prática da prostituição. Se não há motivo para que a prostituição seja condenada, também não deve ser incentivada. Governo que convive com esta situação está longe de cumprir o dever que Thomas Paine vê como função do governo: proporcionar bem-estar aos governados, sendo o melhor governo aquele que alcançasse esse objetivo com maior eficiência e menor custo. Jamais chegará a bom termo uma sociedade para a qual tipos do tipo dos frequentadores do BBB sejam merecedores de destaque social a ponto de merecem ser considerados célebres e famosos. Algo de muitíssimo errado acontece em nossa sociedade e com os seres humanos de modo geral, o que fica evidenciado no fato esquisitíssimo de terem os analfabetos maiores conhecimentos do que cientistas quando se trata de assuntos relacionados à existência da vida e do universo.

Entretanto, a força da religião aumenta à medida que diminui o nível de conhecimento de modo tão evidente que o analfabeto está convencido de poder comprar um lugarzinho no céu junto de Deus com o dinheiro que entrega ao pastor salafrário. O ser humano, inexplicavelmente, teima em permanecer na ignorância a evoluir mentalmente a fim de ter a postura elevada a que pode chegar mediante a capacidade de pensar com que a natureza o distinguiu das outras espécies. Mas, prá que pensar nessas coisas, se vêm aí as Olimpíadas, nenão? Inté.