sexta-feira, 27 de maio de 2016

ARENGA 268





Nada de bom se pode esperar de um governo que para se firmar precisa ganhar a confiança dos investidores porque o objetivo de investidores é unicamente o lucro, portanto, contrário ao objetivo da sociedade que é viver bem. Investidores estrangeiros ameaçam retirar do Brasil seus investimentos caso seja implantada a moralização no trato da coisa pública em que se empenham os jovens da Operação Lava Jato, o que deixa evidente a preferência dos investidores pela desonestidade demostrada no episódio de Pasadena. Investidores fazem parte dos ricos donos do mundo que ditam um sistema educacional tão favorável às suas inconfessáveis intenções que resulta desse aprendizado um povo que deixa de se ligar em seus verdadeiros interesses para desfilar em procissão religiosa enquanto a politicagem da qual participam os investidores solapam os recursos públicos. Entre os italianos, povo considerado civilizado, ocorreu um movimento visando purificar o sistema político da imoralidade que reinava por lá. Vitorioso o movimento encabeçado pelo juiz Giovanni Falcone, o que fez o povo “civilizado” da Itália? Inutilizou todo o esforço daqueles bravos servidores da Operação Mãos Limpas e escolheu um governante tão corrupto quanto os anteriores, e tudo ficou como era. O comportamento da juventude contemporânea será visto futuramente do mesmo modo como foi encarado posteriormente o comportamento da Idade Média quando mulheres eram condenadas e queimadas como responsáveis por bruxarias das quais provinha a Peste Negra. E com razão porque enquanto os desmandos tomam conta da humanidade, a juventude se liga em Cristo e correr segurando um pau com fogo na ponta, indiferente à situação de serem seus filhos obrigados a ingerir veneno junto com a alimentação. Na internete se vê uma cena demonstrativa da indiferença com que a juventude encara a realidade. Trata-se de um vídeo feito num parque em São Paulo, no qual pessoas tecem loas ao dia lindo e de sol radiante, embora ao fundo o que se vê é um tremendo fumacê produzido pela atividade de produzir riqueza. Com estes olhos que até aos oitenta as mulheres elogiam, vi na Avenida Paulista um jovem correndo entre automóveis, o que significa envenenar os pulmões buscando saúde.

Os seres humanos, como crianças, são facilmente envolvidos por engodo, o maior deles é a esperança de haver um baita bem-estar à sua espera no céu. Povo é uma categoria que ainda não sabe que pode pensar. Afirma que o homem nada pode, ao passo que o homem é quem tudo pode. A indiferença da massa bruta de povo em relação ao seu próprio destino resultará em sofrimentos. Enfim, que fazer se povo tem mentalidade tão reles que há povo crente na espiritualidade divina das vacas, povo que dialoga com estátuas e povo que cepa fora a cabeça de jovens para agradar a Deus? A única coisa que pessoas sensatas podem fazer, mesmo aqueles que não sabem escrever, é bancar o beija-flor e seu pingo d’água no incêndio e escrever, escrever e escrever cada vez mais tentando mostrar à juventude o quanto ela está errada em cainhar apenas por caminhar sem saber prá onde. Inté.

 
 
 


 

 

 

 

 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

ARENGA 267


 
Um dos dois enlouqueceu de vez: A imprensa ou a sociedade. É o que se deduz do que foi noticiado pelo governo encabeçado por um presidente “em exercício” como diz a papagaiada de microfone, como se pudesse haver um presidente da república em atividade legal que não estivesse exercendo a presidência. São de uma insanidade assustadora as maldades juntas num tal de pacote (denominação ridícula) engendradas contra o povo que sempre teve para as autoridades e seus patrões, os ricos donos do mundo, a mesma importância que tem papel higiênico usado. No Brasil, então, o povo nasceu com o estigma de servir aos senhores mais perversos que a maldade humana concebeu. O banqueiro que assumiu o Ministério da Fazenda anunciou que a educação e a saúde serão vitimadas por ainda maior escassez de dinheiro. E para onde vai a dinheirama mostrada no impostômetro? Vai para as empreiteiras, os banqueiros, colegas do ministro que diz na cara do povo que vai faltar dinheiro para a educação e saúde de seus filhos porque não pode faltar dinheiro para o colarinho alvejado das dívidas públicas, das empreiteiras, dos banqueiros. Enfim, só loucura justifica esta situação e aquela de ser deficiente a Previdência Social. As medidas anunciadas pelo governo composto por pessoas com rabo preso na polícia é mais um peso colocado na carroça que os acomodados carneiros de Cristo puxam já com peso além do suportável. Afinal, aprendem desde o berço ser necessário o sofrimento. O dinheiro público “desaparecido” por debaixo do pano faria ressuscitar a guilhotina caso o povo fosse gente. Como é ainda apenas povo, até aplaude os estádios monumentais e a corrupção do futebola mostrada no livro O Lado Sujo do Futebol. Pois, apesar de todo esse desperdício no festejamento esportivo, noticia-se que mais de vinte mil leitos hospitalares foram suprimidos no país por falta de dinheiro e que mais de um milhão de frequentadores de igreja e futebola deixaram seus planos de saúde por não poderem pagar, passando, portanto, a se ajuntar aos chorões dos corredores do sistema público de saúde.

Da cultura do emburrecimento resulta a necessidade de parir que tem a mulher, não obstante esgotarem-se a olhos vistos as condições do planeta para continuar fornecendo à população os meios necessários à vida. Qual será o futuro destas inocentes criancinhas de pais tão alheios a esta triste realidade? Pelo andar da carruagem, tudo indica que irão chorar na rua por falta de corredores dos hospitais substituídos por estádios de futebola e a piscina monumental onde foram enterrados recursos também monumentais, inaugurada numa cena patética por uma presidente por acaso e um velho coxo. Enfim, tratando-se de Brasil, não há o que estranhar. Inté
   
 

ARENGA 266




A brutalidade é definida no dicionário como própria de seres irracionais. Realmente, ela orientava o comportamento dos seres vivos na luta pela sobrevivência no início da confusão que resultou em nossa existência. Quando a natureza criou uma espécie de animal capaz de pensar, elevou esta espécie a uma superioridade infinita sobre as demais espécies animais então existentes, e esta superioridade levou os seres pensantes à união por conveniências outras além de apenas a necessidade de reprodução exigida pelo instinto. Este comportamento novo deu origem a um tosco sentimento de irmandade. Entretanto, como a evolução rumo à verdadeira irmandade própria de seres civilizados é muito lenta, embora tal sentimento levasse aqueles primeiros seres ainda brutos à união, esta união ainda está muito longe de se estabelecer definitivamente e levar à humanidade a compreensão da necessidade de se efetivar o respeito mútuo, o que só poderá ser feito através de um sistema educacional eficiente e voltado para tal fim. Mas o que se tem está muito longe disto porque o atual modelo de administração pública mundial tem por objetivo exatamente a deseducação social para com isto instigar a competição. Educa-se exclusivamente para competir e produzir riqueza. Países como Japão, Estados Unidos, Alemanha, China, são citados como exemplos positivos resultantes de grandes investimentos em educação, exatamente os países onde se verifica a maior desunião entre os irmãos humanos, o que faz de seus povos seres tão infelizes quanto os que amargam a infelicidade de não poder satisfazer suas necessidades primárias. Além disso, o aparente bem-estar dos povos produtores de riqueza desaparecerá mais cedo ou mais tarde em consequência das atividades necessárias à produção dos bens a serem trocados por riqueza. Estudiosos do meio ambiente concluíram que em consequência do aquecimento produzido pala atividade econômica as lavouras, principalmente milho e trigo, estão se tornando tóxicas. É de se imaginar as consequências terríveis uma vez que estes cereais fazem parte da alimentação de todas as pessoas no mundo inteiro. É este o resultado de uma educação que faz parecer normal ingerir veneno na comida, na água e no ar para que se possa produzir riqueza. A par disto daí foi criada uma situação tão esquisita de injustiça social que os que não podem desfrutar de bem-estar são os que produzem o bem-estar a ser desfrutado pelos que podem. É tal o absurdo que do ensino das melhores universidades do mundo resultará a infelicidade das futuras gerações, e elas haverão de amaldiçoar seus antepassados pela indiferença ante tal estado de estupidez.

Para tornar a situação ainda mais escabrosa, os excluídos do gozo de bem-estar tiveram alterado seu funcionamento cerebral do qual resulta a capacidade de pensar e se convenceram de ser normal uma situação em que eles somam noventa e nove por cento da população mundial a contemplar o grupinho de apenas um por cento ter em seu poder noventa e nove por cento da riqueza do mundo. Tal situação é uma bomba com o rastilho queimando. É verdade que por vezes surge algum movimento contrário a tal situação, todos, entretanto, baseados em violência, o que apenas confirma ausência do civilizado sentimento de irmandade do qual o sistema capitalista foge como o capeta foge da cruz. Até pessoas de fino trato intelectual, dentro do modelo suicida de administração pública em voga no mundo, afirmam haver motivo justo para guerras, e crianças brincam de matar e destruir.

Entre nós, o povo espiritualmente mais desqualificado do mundo, surgiu um movimento intitulado Operação Lava Jato, de luta contra a desorganização social, mas que é combatido pelas próprias autoridades encarregadas de zelar pela organização social. Qual o futuro de uma sociedade na qual as autoridades exercem seu poder de mando contra a paz social enquanto o povo é convencido de que bom mesmo é ser tão imbecil a ponto de se aglomerar para ver um idiota passar correndo segurando uma vara com fogo na ponta em vez de se ligar no exemplo dos jovens Sergio Moro, Rodrigo Janot e os que se empenham para transformar a politicagem em política? Inté.  

 

 
 
 

 


domingo, 22 de maio de 2016

ARENGA 265

A cada dia cresce a esperança num mundo melhor porque também a cada dia mais mentiras são desbancadas do trono onde reinaram por séculos a fio. Cresce a corrosão que apodrece os pilares sobre os quais está assentada a falsidade de ser necessário sofrimento, na vantagem de pedir favor às estátuas da igreja, as crianças já conhecem a finalidade de Papai-Noel e nem todos dizem amém a tudo que ouve. Começa a despontar um mundo novo com jovens protestando contra as mentiras. Julian Assange desbancou as mentiras do governo dos Estados Unidos, outro jovem tornou do conhecimento público a dinheirama que os donos dos maiores órgãos de imprensa no Brasil escondem fora do país. Agora, segundo matéria publicada no blog Outras Palavras, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, pelo site ICIJ (The international Consortium of Investigative Journalists), trouxe ao conhecimento público documentos sobre mais de duzentas mil contas “off shores”, palavra da língua inglesa à qual se atribuiu também a tarefa de definir paraísos fiscais, na verdade infernos fiscais, porque deles provém todo o sofrimento que aflige a humanidade. É lá que bilionários escondem dinheiro roubado para especulação e para fugir do pagamento de imposto, comportamento canhestro através do qual deixam este ônus a cargo exclusivo dos menos favorecidos, os burros-de-carroça de sempre. A avidez destes senhores por dinheiro levou-os a serem retratados no jornal como figuras monstruosas a devorar garfadas de dinheiro. São pessoas politicamente tão analfabetas quanto aqueles a quem eles escravizam. Até o senador religioso e experiente, Pedro Simon, é vítima dos malogros. Ouvi-o afirmar certa vez que o médico Antonio Palocci fizera um trabalho excelente como Ministro da Fazenda. Entretanto, a situação atual do Estado é de bancarrota e o “excelente” ministro nas palavras do senador está na cadeia por conta do seu “excelente” trabalho.
Em se tratando do modo atual de administração pública vigente no mundo, toda a conversa a respeito não passa de conversa fiada porque o mundo se afunda cada vez mais nas consequências desastrosas decorrentes de uma administração pública que visa apenas interesses inconfessáveis dos responsáveis pela chave do cofre do erário.  Ante a realidade incontestável de depender da política o bem-estar social do qual depende o futuro da juventude, nada se pode esperar dos governos porque todos os governantes têm obrigação de cuidar em primeiro lugar dos interesses de seus patrões, os ricos donos do mundo, em seguida dos próprios interesses, e se sobrar alguma coisa, dos interesses sociais, razão pela qual a sociedade está completamente desamparada, e é deste desamparo que resulta a situação mostrada na notícia de que a dependência de analgésicos à base de ópio explode nos Estados Unidos, país carro-chefe dos países ajuntadores de riqueza e de religiosidade. Inté.





sábado, 21 de maio de 2016

ARENGA 264

A diferença entre os seres humanos não está na cor da pele, na conta bancária, no conceito de feio e bonito. Não está em nada que possa ser visto ou tocado, mas só no que pode ser sentido. É verdade haver diferença entre eles, mas esta diferença está no fato de que alguns humanos, pouquíssimos na verdade, por isso ou por aquilo, a natureza purificou sua consanguinidade e retirou dela os elementos que une os demais seres humanos ao asno. Esta diferença acaba de ser demonstrada no comportamento de dois jovens. De um lado está o deputado e pastor Marco Feliciano, aquele que integra a bancada evangélica na Câmara dos Deputados e que instiga o ódio aos homossexuais, comportamento que tanto demonstra não ter tido purificada a consanguinidade. Afora este parentesco, há também algo de muito errado com sua religiosidade porquanto a religião prega a irmandade, o que deveria afastar a hipótese de ódio contra quem quer que seja. Este é o tipo de jovem do qual não se pode esperar nada capaz de alimentar desesperança num mundo de paz.
Do outro lado, com um comportamento que demonstra ter sido abençoado pela natureza com a purificação sanguínea da qual resulta elevação mental e, portanto, também a espiritual, está o jovem Gustavo Mendes, aquele que imita com perfeição a presidente Dilma nos programas humorísticos da Rede Globo. O episódio é interessantíssimo. Ele ameniza a descrença numa juventude que ainda não aprendeu a pôr em funcionamento a sublime capacidade de raciocinar.
A história completa sobre este episódio pode ser vista e ouvida pedindo ao amigão Google o seguinte: Ator Gustavo Mendes dá a melhor resposta a Marco Feliciano. Vale a pena constatar a diferença entre a inteligência e a burrice. A coisa se deu quando o pastor e deputado recomendou aos artistas inconformados com a supressão do Ministério da Cultura que fossem procurar trabalho em vez de protestar. O jovem ator contestou o deputado de modo sublime dizendo que se há um vagabundo nessa história, o deputado o representaria com perfeição porque além das mordomias de que desfruta como deputado, sustentadas pelo povo, ainda explora os inocentes ao convencê-los a lhe pagar pelo trabalho de representá-los também perante Deus.
Aí está para vocês, ó jovens imbecis que adoram tirar retratos segurando uma vara com um telefone na ponta. Mirem-se no exemplo de homens como Gustavo Mendes, Sergio Moro, Rodrigo Janot e os jovens da Polícia Federal que batalham em nosso benefício na Operação Lava Jato, combatida por energúmenos tipo Marco Feliciano. Inté.
 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

ARENGA 263

As manifestações a favor de Dilma e contra Temer, e vice-versa, demonstram que os brasileiros se encontram tão acostumado às coisas ruins que perderam a noção do que seja bom porque nem dela e nem dele virá o que o povo espera ter: uma administração que o beneficie. A juventude foi levada a uma apatia tão grande de imbecilidade que não se liga em assuntos nos quais deveria se concentrar com interesse maior do que os velhos porquanto serão eles, os jovens, e seus filhos que herdarão um mundo ainda pior do que este a persistirem as condições desastrosas de administração pública em vigor. Entretanto, futilidades tipo “celebridade” que não usa cueca, calcinha ou com quem fornica são os assuntos preferidos pelos jovens. Será que este erro crasso tem origem na burrice, será? Não é, não. Aqui é que a coisa pega porque há uma armadilha perigosa da qual só se escapa quem tem tempo para se dedicar a aprender com os Grandes Mestres do Saber como é que funciona a máquina da vida. A falta de tempo é que impede aos jovens o exercício da inteligência. Não é que eles não a tenham, apenas não usam por estarem impedidos de fazê-lo pelo fato de ter a sociedade humana por princípio básico a necessidade de ser rico cada indivíduo, o que leva as pessoas a se envolverem totalmente nessa atividade, consumindo nela todo o vigor físico antes da velhice, resultando daí um embotamento mental para qualquer outra coisa diferente de dinheiro sem necessidade de haver limite para a quantidade dele. Cada quantidade de dinheiro ajuntada dá origem à necessidade de ajuntar nova quantidade, daí a impossibilidade de sobrar tempo para a meditação, o exercício do pensamento. Esta impossibilidade impede a percepção de ser impossível alguém negligenciar a necessidade dominadora de ser rico inoculada na personalidade junto com a amamentação, ficando, assim, tolhida a possibilidade de usar o tempo de que dispõe em qualquer outra atividade alheia ao ajuntamento de riqueza. Sendo assim, como fazer alvoroço por dona Dilma ou pelo senhor Lula, ou pelo senhor FHC, ou pelo senhor Collor, ou pelo senhor Sarney, ou por qualquer outro senhor ou senhora? Como esperar que quem quer que seja largue de lado os afazeres de ajuntar riqueza para cuidar dos interesses da coletividade?
Desde que existem agrupamentos humanos também existem mil e uma opiniões sobre como deve ou não deve ser a forma de se administrar a sociedade, mas nenhuma opinião leva em conta o fato da necessidade de cada um cuidar de fazer sua própria riqueza. Pior de tudo é não haver necessidade de qualquer princípio ético a orientar os métodos empregados na ajuntação de riqueza, o que torna impossível a alguém que precisa ajuntar sua riqueza ter nas mãos uma riqueza mesmo não sendo sua e superar o comichão para evitar lançar mão dela e formar sua própria riqueza. A falta de limite para a riqueza e a desnecessidade de princípios morais para sua formação são os dois fatores que levam ricos a disputarem cargos públicos que lhes deem direito a ter nas mãos a chave do cofre. Assim, pobres inocentes, para que tenham uma administração pública que lhes permita terem aquilo que o erário pode lhes dar, auto administrem-se e façam a reforma agrária, cobrem imposto sobre as grandes fortunas, expulsem toda forma de corrupção, evitando, antes de tudo, a violência. Fora disso, é malhar em ferro frio. Inté.
 



    

terça-feira, 17 de maio de 2016

ARENGA 262

Por que a ninguém parece interessar buscar as causas que dão origem à situação deplorável em que se encontra a humanidade, principalmente refletir sobre as consequências funestas decorrentes do erro monumental do rumo dado à atividade de viver? Assim como o entortamento de uma árvore pode ser corrigido, assim como se pode dar ao irracional comportamento pacífico, assim também se pode dar aos seres humanos um comportamento do qual resulte uma sociedade livre de distorções das quais provêm a quantidade de sofrimentos que atormentam a humanidade. Considerando a amplitude da capacidade de aprender do ser humano, em função do seu desenvolvimento cerebral, conclui-se estar ele aprendendo o contrário do que devia aprender uma vez que sua vida está sendo vivida ao contrário de como deveria estar. Ao se refletir sobre o que é ensinado à criança chega-se à conclusão de estar neste ensinamento a origem da equiparação comportamental de humanos e irracionais, portanto, inversão total do que deveria ser uma vez que o humano raciocina. O que é ensinado ao ser humano ainda no berço, nas primeiras escolas e nas melhores universidades do mundo pelas quais passam os aureolados PHDs? Necessidade de respeito mútuo e companheirismo? Desnecessidade de riqueza ilimitada? Que cada um traça seu caminho na vida e que é responsável por seus próprios atos? Desprezo pela violência? Princípios éticos? NÃO! Ao contrário, aprende-se que a vida independe de quem a vive; que é muito bonito ser valente, musculoso e destruidor; que a paz está nas igrejas ou que para consegui-la é preciso estar preparado para a guerra; que há necessidade de guerras; que não há necessidade para preocupação se há quem não possa comer, beber e se proteger da natureza. Desse ensinamento não poderia resultar em outro tipo de ser humano diferente desse que aí está perfeito e acabado em sua monstruosa estupidez da qual resultam justificativas para atrocidades entre os membros da irmandade humana, o que inutiliza completamente a capacidade intelectiva decorrente do desenvolvimento cerebral de que trata de modo magistral o Mestre do Saber Ubirajara Brito em seu pequeno e grande livro (inclusive no título) ROTEIRO PARA REFLEXÃO SOBRE O PENSAMENTO OCIDENTAL E A EDUCAÇÃO NO BRASIL), editado pela Gráfica Brasil, páginas 11 a 17. Inté.