quinta-feira, 13 de abril de 2017

ARENGA 406


Quem é capaz e elevar a mente além dos pés do jogador de futebola ou da mediocridades dos “famosos” e das “celebridades” sabe que povo nasceu para marchar, no sentido de amargurar e penar. Mas o povo brasileiro, esse marcha como marchavam ao entrar em Lisboa os soldados franceses que Bonaparte enviara para invadir Portugal, segundo relata Laurentino gomes na página 54 do livro 1808, ou sob o inverno russo quando começou a derrocada de grande conquistador, como acontece com todos eles. Até as concessionárias que administram as rodovias fustigam o rabo desse pobre povo infeliz. A coisa se passa da seguinte maneira: Quem se liga em coisas superiores a igreja, axé e futebola tem conhecimento de que toda grande empresa dá emprego de deputado a um bando de aventureiros para que proponham e aprovem leis do interesse dessa empresa. A Lava Jato arribou a ponta do pano que encobre esta malandragem, mas seus defensores puxam-no desesperadamente na tentativa de não deixar que apareçam as mumunhas escondidas. Como dizíamos, a fim de evitar indenizações em caso de acidentes, as concessionárias mandam seus moleques de recado votarem leis obrigando a dirigir a passo de tartaruga e com faróis acesos, o que tem para o motorista custo porquanto os faróis acesos encurta a vida da bateria e aumenta o consumo de combustível se motor trabalha também para produzir mais energia do que normalmente. Além disso, dirigir demasiadamente devagar causa nervosismo e danos à saúde. É der que povo, apesar de categoria de baixíssima estirpe em função da incapacidade de raciocinar, ainda assim, como os animais irracionais, também deveria merecer pelo menos um pouco de respeito. O blog Outras Palavras, verdadeira escola de alfabetização política, publica matéria intitulada O Brasil sob a ditadura financeira que mostra com clareza a triste sina desse povo cuja existência em nada difere dos burros de carroça. Senão vejamos pequena amostra da matéria jornalística: A leitura deste texto consumirá, em média, nove minutos. Enquanto você o percorrer, o Estado brasileiro terá transferido aos banqueiros, mega-empresas e super-ricos, R$ 8,72 milhões — ou 776 anos de salário mínimo. Tal absurdo é simplesmente estarrecedor. É impossível sustentar por mais tempo tal absurdo e quem vai pagar o pato é a juventude imprestável para outra coisa que não seja imbecilidade. Embora estes pobres diabos não saibam, mas a ciência está avisando que da futucação de telefone advirão graves danos à saúde mental. Aliás, só mesmo uma saúde mental danificada para encarar com normalidade o fato injustificável sob todos os pontos de vista de ser permitido que banqueiros parasitas arranquem da manada impotente em apenas nove minutos quantia correspondente a setecentos e setenta e seis anos de salário mínimo. Absurdo assim só se sustenta por conta do pão e circo que não deixa a turba se interessar por tal situação. Entretanto, os gatos pingados que não integram a condição reles de povo não podem deixar de ler a matéria no blog Outras Palavras.

A situação agrária do momento em nada difere da de cerca de quinhentos e cinquenta anos atrás quando Thomas More descreveu a situação da posse da terra naquele momento porque ele diz na página 30 de A Utopia que avaros se apossavam de milhares de hectares de terra através de fraude ou violência, escorraçando os agricultores, forçando-os à vagabundagem da qual descamba para a obrigação de roubar e ser preso. Em 2013, Chico de Gois escreveu o livro Os Bens Que os Políticos Fazem, donde se conclui ser a mesma situação. Portanto, algo existe de muito, muito, mas muito errado mesmo, porquanto também Maquiavel, contemporâneo de More, na página 25 do livro A Arte da Guerra, também dá notícia de acontecimentos no seu tempo que estão aí acontecendo em plena modernidade, porquanto diz que aquele que se opusesse à corrupção e aos vilipêndios seria defenestrado. Pois, é exatamente por ser contra a corrupção que em nossos tempos procuram defenestrar a luta da Lava Jato pela moralização política. Dois mil e quinhentos anos antes Maquiavel, outro filósofo, o pensador, chinês Sun Tzu, pregava sobre a necessidade de guerra, e também como Maquiavel, ensinava as mais perfeitas estratégias para a arte de matar.  Não estaria na hora de procurar saber o porquê desta recusa em avançar rumo à civilização em vez de ficar parado no tempo? Só há necessidade matar entre os irracionais. Nós, seres humanos, devemos cultivar a paz acima de tudo. Inclusive de riqueza. Inté.


 

  

         

 

terça-feira, 11 de abril de 2017

ARENGA 405


Não deixa de ser estranho que o religioso presidente americano cor de rosa se melindrasse tanto com a morte por envenenamento de vinte crianças iranianas porque está dito na bíblia que ele certamente considera a palavra de Deus, em II Reis 2:23-24, que Deus mandou duas ursas estraçalharem quarenta e duas crianças que zombavam de Eliseu por causa de sua careca. Além disso, o governo americano estraçalhou mundo a fora crianças por causa de petróleo. E mais, matéria intitulada MAGISTRADO DO BRASIL DIZ QUE CORRUPÇÃO ELEITORAL É CRIME CONTRA A HUMANIDADE, publicada na versão brasileira do jornal Pravda, consta que morrem 900 crianças por hora, POR HORA, no mundo, por falta de saneamento básico. Para esta monstruosidade em muito contribui o governo americano porque ela resulta do fato de ser a riqueza do mundo propriedade privada do grupinho de um por cento de Midas do qual participa o governo americano, ficando, pois, sem sentido todo esse bafafá americano por causa do sofrimento de um grupinho de gatos pingados de apenas vinte pobres criancinhas sobre as quais mastodontes espirituais a serviço de Deus jogam veneno. Como se não bastasse tal realidade, o destino dessa coisa chamada povo nunca foi outro senão o sofrimento. Nem podia mesmo ser de outra forma em função da mediocridade mental que o impossibilita de gerir seu próprio destino, razão pela qual noventa e nove por cento da massa bruta de povo é joguete nas mãos de um por cento dos outros espécimes da massa bruta de povo, o que para ser percebido não precisa mais do que um simples olhar para a imprensa, por ser ela o espelho que reflete a alma da sociedade resultante da junção dos noventa e nove e dos um por cento da massa bruta de povo. A constatação a que se chega é realmente de se tratar de seres de baixíssima estirpe mental. Os do grupinho de um por cento publica e os do grupão de noventa e nove por cento curtem as seguintes notícias: A apresentadora foi vista em um shopping ao lado da companheira. Veja as imagens e saiba um pouco mais sobre esse casal que sempre dá o que falar.     Detentora do título de mulher com coxas mais mortais do mundo também tem celulite.     Chinês se casa com robô desenvolvido por ele mesmo. É em torno de assuntos assim que gira a mente de povo. Ante tão triste realidade, o que esperar quando se trata de povo?

Os paulistanos, por exemplo, parte do povo brasileiro que se têm na conta de superiores, fazem papel de grandiosos babacas em seu encantamento com o atual prefeito, como se vê desta notícia no jornal do Brasil:  O prefeito de São Paulo João Doria se anima com pesquisa feita sobre sua administração nestes 100 dias, com recorde de aceitação entre todos os últimos prefeitos da capital. Incapazes de elevar a mente acima do solado do sapato, como todos os seres humanos, o prefeito prepara o terreno para a presidência da república, de onde esfolará o rabo de seus administrados com a mesma conversinha canhestra de combater o desemprego por depender disso o sucesso da administração pública, quando, na verdade, promove o desemprego, como também mostra esta outra notícia no mesmo jornal: Doria promete acabar com cobradores de ônibus até 2020. Da mesma forma, em relação ao seu governador, os paulistanos pulam da cama de madrugada para disputar um lugar nos transportes quando não estão de greve, depois de conseguirem não morrer em consequência da chuva, de bala perdida ou corretamente endereçada, de escapar do arrastão, enfim, depois desta maratona e da São Silvestre, dependuram-se nos corrimãos aos sacolejos a fim ganharem dinheiro e repassá-lo para seu governador que o gastará convencendo-os a votar nele. É o que também mostra esta notícia no jornal: Geraldo Alckmin concentra gastos com publicidade de olho em 2018. Devidamente enganados por ser o destino de povo, os paulistanos elevarão seu governador a presidente, que depois da posse continuará destinando à enganação o dinheiro não só dos paulistanos, mas também de todo o povo, uma vez que povo é povo, do mesmo modo como faz o governo federal do momento conforma esta outra notícia do blog Outras palavras, escola de alfabetização política: Em dezembro, governo aumentou em 400% a verba de publicidade para “Veja”; e em 800%, para “Istoé”. Agora, Medida Provisória legaliza privilégios às redes de TV privadas.

Povo é povo em qualquer lugar. Veja-se, por exemplo, esta notícia na imprensa: Neymar obteve uma vitória expressiva. Sua defesa estima que a decisão fará o valor de R$ 188,8 milhões cobrado do atacante pela Receita Federal, entre impostos e multas, ter uma redução de 50% a 70%. Esta notícia dá conta de algo simplesmente inexplicável porque a única coisa que faz o senhor Neymar e jogar futebola. Como explicar, então, que o povo espanhol lhe pague para chutar bola uma quantidade de dinheiro tão grande que sendo a multa apenas uma parcela deste dinheiro resulta em tal montante? Vai uma distância de anos luz da percepção das vantagens do pão e circo obtidas pelo grupinho de um por cento. Para pôr fim a essa “prosa”, está na imprensa a seguinte notícia que também dá a nota sobre o que seja povo: Em Portugal, o consumo de drogas não é crime, mas a posse e o comércio, sim. Ora pois, como usar a droga sem possuí-la? Até parece aquela historinha de boteco da mãe portuguesa que escreveu para o filho aqui no brasil dizendo que a irmã dele ia ter neném, mas que não podia informar ao destinatário da carta se ele seria tio ou tia porque ainda não se sabia se o neném seria homem ou mulher. Não é por outro motivo que o Grande Mestre do Saber afirmou que viver no meio de povo produz um mal estar equivalente a doença. Inté.

 

 

 

 

       

 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

ARENGA 404


A “prosa” da imprensa sobre negar acusações, sobre o que disse o ministro A ou o ministro B, o assédios dos microfones a deputados dizendo-se preocupados com o melhor para a sociedade, as entrevista de Delfim Neto sobre o melhor para o país, os comentários de analista político com brinco na orelha, tudo isso é tão sem sentido quanto espera dos chorosos injustiçados por justiça da parte das autoridades. São tão rasteiras as ponderações sobre a malandragem tida como política que futebola faz parte delas. Fala-se em direito da mulher, do idoso, das crianças, dos deficientes, quando o direito é um só. É um conjunto de normas estabelecidas com o objetivo de evitar comportamentos contrários aos comportamentos que vão de encontro ao interesse da sociedade. Se é razoável falar-se em diferenciação das penalidades a infratores destas normas em função de condições especiais, nada justifica falar-se em vários direitos. À política cabe a nobre tarefa de elaborar as normas de conduta e zelar pela sua observância. Daí ser fundamental para a sociedade e para cada um de seus membros uma rigorosa observação não só para que as normas de direito correspondam realmente aos legítimos interesses da sociedade, mas também para que sejam rigorosamente observadas, o que se faz através da Ciência Política. Esta realidade levou o pensador Leon Duguit, na página 86 do livro Fundamentos do Direito, editora Martin Claret, a ponderar que a política deve ser serviçal do direito, no que tem absoluta razão, não somente por ser ela responsável pelo cumprimento da vontade do direito, mas também por depender dessa vontade os destinos da sociedade, portanto, dos seres humanos, o que põe o direito numa posição superior a tudo, inclusive a seus criadores por estarem eles também sujeitos ao direito.

Uma coisa tão simples, foi transformada numa confusão tão grande que se torna aparentemente incompreensível como o fato de desejar o ser humano individualmente bem-estar para si e os seus, mas laborar coletivamente de modo contrário. Mas isso também é coisa tão simples quanto água cristalina no meu copo de cristal de tomar uísque. Já foi dito mais de uma vez por aqui nesse mal amanhado blog de iletrado que basta atentar para a sábia afirmação de que todos os males da humanidade têm a ignorância como origem. Constatada esta realidade, fica tudo esclarecido. A coisa nasce do fato da ignorância alimentar a sede de poder que impede um desenvolvimento espiritual capaz de permitir engendrar uma forma de administração pública do qual resulte numa sociedade espiritualmente elevada. Simples assim. É em razão desse atraso espiritual que os seres humanos vivem exatamente como vivem os irracionais, matando-se mutuamente. Orientados pela ignorância, os responsáveis pelo cumprimento das normas de direito das quais depende o bem-estar, através da orientação religiosa ao conformismo e do pão e circo freneticamente martelado nas cabeças dos administrados pela papagaiada de microfone, o que condiciona o cérebro dos administrados à conformação pela incapacidade de raciocinar de forma independente, resulta na ignorância de todos, administradores e administrados, portanto, num mundo semelhante ao mundo dos bichos, donde se conclui estar coberto de razão o pensador que descobriu não passar tudo de uma questão de ignorância. Assim, os ensinamentos dos Grandes Mestres do Saber levam à conclusão de não haver problema não só quanto à identificação da causa da infelicidade humana, mas também de que se ela não pode ser totalmente eliminada uma vez que a natureza se encarrega de provê-la à exaustão, não precisa ser tão exacerbada a ponto de haver a monstruosidades de queimar crianças inocentes jogando veneno sobre elas, e, para se apresentar à massa hipnotizada como não monstro, outro monstro mandando jogar bombas sobre as criancinhas dos jogadores de veneno sobre criancinhas.

Desse modo, é tudo uma questão de não uso da capacidade de raciocinar. O condicionamento do cérebro pode ser percebido até mesmo nos papos de boteco onde rolou uma historinha que mostra perfeitamente o condicionamento cerebral, mas que carece de um breve esclarecimento: Os caçadores de tatu fazem distinção entre o tatu verdadeiro, maior, mais moleirão e mais carnudo, de carne mais macia, e mais fácil de ser caçado do que o tatu peba, menor, de carne mais dura, mais rápido na escavação, portanto, com maior facilidade de aprofundar o buraco e escapar de seu perseguidor, razão pela qual é inferior a caça de um tatu peba à de um tatu verdadeiro. Daí a classificação de “peba” para coisas inferiores como os carrinhos que Deus dá de presente. Feito o esclarecimento, vem a historiazinha que mostra como o cérebro de um caçador de tatu foi condicionado à capacidade de fuga do tatu peba: Depois de passar o dia inteiro e a noite no mato caçando tatus, à tardezinha do segundo dia chegou ele de volta à cidade. A primeira pessoa que encontrou foi uma comadre sua que lavava roupa e que lhe foi logo informando da morte do Padre Cícero, figura mítica para aquele povo que o tinha na qualidade de santo. Surpreso, perguntou onde estava o padre, ao que a comadre beata, portanto ligada à questão de espírito de morto, respondeu que ele tinha sido enterrado pela manhã, mas que a esta altura já estaria de Roma prá lá. Com a mente ligada na capacidade de fuga do tatuzinho malandro, o caçador exclamou: “Vixe Maria, cumade, isso é um pade ou um peba?” Inté.

 

   

 

   

 

 

 

 

 

      

quarta-feira, 5 de abril de 2017

ARENGA 403


Os analistas de politicagem têm declarado à exaustão haver inconveniência no combate à corrupção, sendo a última destas declarações esta “pérola” publicada no jornal Folha de São Paulo, intitulada Combate à corrupção está dinamitando as empresas nacionais. Estas declarações trazem consigo clara evidência da falência do sistema capitalista que dá as ordens para que o dinheiro produzido pelo povo do mundo vá para as mãos de apenas um por cento da população mundial, desonestidade que sempre foi praticada “por debaixo dos panos”, mas que agora foi dispensada de disfarces para ser exercida escancaradamente na cara da malta frequentadora de igreja, axé e futebola. A recusa da humanidade em evoluir espiritualmente torna atual as observações feitas por Thomas More há mais de quinhentos anos, registradas na página 25 do livro A Utopia, editora Martin Claret. Para melhor entendimento do que disse o pensador, faz-se necessário lembrar que a palavra “rei” naquela época tinha o sentido que hoje tem a palavra “governo”, e que a palavra “conselheiros” por ele emprega chegou aos tempos atuais com o sentido de “puxassaqueiros” dos governantes. Nestas poucas palavras do criador de A Utopia está a explicação da existência dos papagaios de microfone e dos escritores assalariados: “... os conselheiros dos reis, vergonhosamente, aplaudem a opinião insensata dos seus superiores”. Aí está o porquê de haver quem afirme vergonhosamente haver vantagem no agribiuzinesse, de haver falta de dinheiro para enganar os sofrimentos da velhice dos frequentadores de igreja, axé e futebola, quando, na verdade, a Lava Jato está mostrando que toda essa dinheirama escorre como caldo de bosta pelos tubos de esgoto exibidos pelo Jornal Nacional. A grita em torno da deficiência previdenciária é nada mais que vaselina para arrochar ainda mais o ferro no rabo dos apaixonados por igreja, axé e futebola.

A realidade do apoio incondicional aos governantes pode ser observada no entusiasmo com que a papagaiada de microfone se pronuncia sobre assuntos relacionados ao Pão e Circo que engabela a manada de forma tão absoluta que se matam por causa do resultado de um jogo já previamente decidido pelos canalhas do mar de lama da corrupção do qual nada escapa e que faz milionários às custas do dinheiro que os puxassaqueiros dizem faltar para a aposentadoria da malta imbecil de torcedores com crianças escanchadas no pescoço a fim de educá-las na cultura da imbecilização que orienta o comportamento humano que ouve passível um jogador iletrado de futebola declarar que estádios para esportes são mais importantes do que escolas e hospitais.

Chega-se, pois, a uma degradação moral de tal monta que as pessoas honestas ainda existentes são compulsivamente obrigadas à submissão de conviver com a realidade terem seus propósitos de honra e dignidade preteridos em benefício dos interesses espúrios de empresários e politiqueiros sabidamente desonestos em seu mundo medíocre de surubas e mulas.

Chegamos a uma mediocridade tamanha que os lugares comuns da imprensa sobre crimes, compadrio ou corporativismo entre os membros dos poderes da administração pública e dos abjetos “nego as acusações” fazem com que ler jornais seja menos interessante do que ler a bíblia porque a leitura da bíblia estimula o pensamento positivamente. Senão, vejamos: vamos abrir ao acaso uma das minhas bíblias, esta aqui, das letras bem grandonas, que é para facilitar a soletração pelos religiosos (pê – é – pé –cê – a – cá – dê – ó – dó: pecado). Vejamos: Aqui está dito que Deus proíbe comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Não poderia Deus ter criado só o bem e deixado de fora o mal? E aqui mais adiante Deus diz à mulher que ela será governada pelo marido. Como explicar, então, as feministas? Cá mais adiante temos que uma mulher, do alto de uma torre, jogou um pedra na cabeça de Abimeleque que arrebentou o crânio dele. Para não correr a notícia de ter sido ele morto por uma mulher, mandou que seu escudeiro o matasse com a espada. Não há como deixar o pensamento de fervilhar sobre como poderia alguém com o crânio esmagado raciocinar, e, além disso, cometer suicídio se somente Deus pode prover a morte? Seria a vontade de Deus tão maleável quanto nossas leis na interpretação dos advogados de bandidos ricos?

Assim, pois, há mais vantagem em ler a bíblia do que ler jornais onde são repetidas as papagaiadas de sempre sobre os desmandos, sem lhes apontar a causa que outra não é senão a indiferença dos frequentadores de igreja, axé e futebola que permite aos politiqueiros fazerem a festa sobre o erário. Inté.

        

   

 

terça-feira, 4 de abril de 2017

ARENGA 402


Não tá em nenhum gibi o que se joga fora de conversa em torno dos transtornos que produzem a infelicidade humana, quando é tudo tão claro como água potável no meu copo de cristal de tomar uísque. No livro A Produção do Fracasso Escolar, de Maria Helena Souza Patto, com 454 páginas de elucubrações sobre deficiência educacional no Brasil, na página 27, lê-se o seguinte: “A reprovação e a evasão nas escolas públicas de primeiro grau continuam a assumir proporções inaceitáveis em plena década de 1980. Ao longo dos sessenta anos que nos separam do início de uma política educacional no país, sucessivos levantamentos revelam uma cronificação desse estado de coisas praticamente imune às tentativas de revertê-lo, seja através da subvenção de pesquisas sobre suas causas, seja pela via de medidas técnico-administrativas tomadas pelos órgãos oficiais”. E mais adiante, na mesma página: “... do total de crianças que se matricularam pela primeira vez no primeiro ano, em 1945, apenas 4% concluíram o primeiro grau em 1948”. E na página 29 lê-se o seguinte: “... a surrada promessa dos políticos, o insistente sonho dos educadores progressistas de educação para todos e o permanente desejo de escolarização das classe populares conservam, ainda hoje, sua condição de promessa, de sonho e desejo”. Não sendo desprovidos de conhecimentos os intelectuais, parecem fazer questão de ser tão inúteis quanto os economistas porque nunca houve e jamais haverá no atual sistema de administração pública executada a favor dos próprios administradores interesse algum em educar, uma vez que a educação levaria ao conhecimento da realidade de se tratar de verdadeira escravidão se esbaldar para pagar impostos destinados a dar vida tranquila a uma plêiade de vagabundos, parasitas que elaboram leis assegurando-lhes o direito de parasitar. Um povo socialmente educado questionaria a vida mansa dos administradores públicos, sem enriquecimento, seus palácios, sua proliferação de ratos em infinitos ministérios, inclusive de pesca e esporte. O interesse, na verdade, é deseducar como fez o governo dos militares entregando ao governo americano a tarefa de planejar a educação dos jovens brasileiros através do Programa Mec/Usaid cujo resultado pode ser encontrado na subserviência com que os brasileiros se sentem deslumbrados pelo “American Way of Life”. Nenhuma novidade há na deseducação. Não só da malta brasileira, mas também de todos, absolutamente todos os seres humanos porque a educação eleva a espiritualidade e a compreensão de ser inaceitável a situação socialmente conflitante de se considerar normal a existência de monstros espirituais, verdadeiros biltres mentais a fazer pose na revista Forbes  como os mais ricos do mundo, enquanto fome, miséria e sofrimento assolam e infelicitam grande número de seres humanos que se diferem daqueles grã-finos apenas por não terem nas entranhas a mesma quantidade de bosta por falta do que comer.

Matéria do jornal Folha de São Paulo é ilustrada por uma dolorosa imagem para quem sabe que a miséria decorre do mau uso do dinheiro público mostra pessoas no lixão disputando comida com urubus em Boa vista, capital do Estado de Roraima. A mentalidade reles de frequentadores de igreja, axé e futebola não lhes permite alcançar o vínculo entre deseducação, excesso de riqueza, excesso de pobreza, miséria e sofrimento. Mas é a falta de educação, de conhecimento destes males. Evidente não se tratar da educação voltada para a formação de técnicos especializados em produzir riqueza da qual participam gatos pingados e exclui o resto dos seres humanos que desta forma ficam condenados ao trabalho braçal sem o qual de nada adiantariam os técnicos, lógica distorcida própria do perverso sistema capitalista que acaba de ser confirmada pelo senhor reitor da universidade portuguesa referindo à deseducação no Brasil em entrevista à revista Carta Capital, em matéria denominada SE FOSSE BRASILEIRO, ESTARIA INDIGNADO COM A SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO. Afirma o senhor reitor português que não se pode ser cidadão sem saber matemática. Ora, para ser cidadão precisa mesmo é saber cidadania, sociabilidade, vantagens da cooperação sobre a competição quando se vive em sociedade. Os conhecimentos matemáticos são indispensáveis às construções dos Burjs khalifas, das world Trade Centers do mundo e das naves espaciais destinadas a levar a custo de ouro imbecis para dar uma volta pelo espaço de onde verão a merda que fizeram cá embaixo para onde terão de voltar, porque como tudo o mais, também imbecis que sobem têm de descer, infelizmente. Joga conversa fora o senhor reitor inclusive quando afirma a indignação em que ficaria com o sistema educacional em nosso país caso fosse brasileiro porque a única coisa capaz de causar indignação no brasileiro é a falta de gôs do seu time de futebola. Nem deixa de ser estranha a preocupação daquele intelectual português com a mendicância educacional no Brasil, onde Luciano Huck é presidenciável, deixando assim de ser marionete do Pão e Circo para ser de quem a Lava Jato impediu de se tornar o parasita mor, o Zeus do Olimpo Brasil ao tornar pública sua desonestidade. Pode ter origem a preocupação do embaixador português no fato de serem outros os que agora se beneficiam das nossas riquezas sob a complacência de uma juventude pusilânime capaz de encontrar importância em figuras insignificantes a ponto de elevá-las à condição de “celebridades” e “famosos”.

A troca da parasitagem pode explicar a declaração do senhor reitor português porque se lê no livro 1808, de Laurentino Gomes, na página 125, a realidade de que a ignorância nesse belo país de triste povo e sorte beneficiou, e muito, os governantes de Portugal, como se vê na seguinte declaração: “A ignorância e o isolamento eram resultado de uma política deliberada do governo português, que tinha como objetivo manter o Brasil, uma joia extrativista e sem vontade própria longe dos olhos e da cobiça dos estrangeiros. Era uma política tão antiga quanto a própria colônia. Ao assumir o cargo em 1548, o primeiro governador-geral, Tomé de Sousa recebeu da coroa portuguesa doze instruções sobre como conduzir os negócios no Brasil. Uma delas, a nona, determinava que o governador deveria “impedir a comunicação de uma capitania a outra pelo sertão, a não ser com a devida autorização”. E prossegue o historiador: “Uma lei de 1733 proibia a abertura de estradas como forma de combater o contrabando de ouro e diamantes, facilitando a fiscalização por parte dos funcionários portugueses encarregados de recolher o quinto real sobre toda a produção de pedras e minerais preciosos da colônia”.  

Assim, não deixa de ser muito esquisito que intelectuais não percebam a realidade de ser a deseducação promovida pelo próprio Estado Capitalista que manda no mundo, o que explica a miséria da qual decorre o sofrimento generalizado que grassa de canto a canto do planeta, em decorrência da prática capitalista desumana de precisar haver pessoas desprovidas de conhecimentos e inocentes como crianças para se disporem a trocar sua vitalidade no trabalho braçal por um salário mínimo e sentirem-se tão satisfeitas com tal ignomínia que agradecem a Deus por tamanha perversidade. Como aqueles que adquirem conhecimento desta dura realidade se tornam pessoas perigosas para o sistema perverso, os também socialmente deseducados responsáveis por ele, os capitalistas, possuídos pelo espírito de Midas, produzem a deseducação. No próprio título do livro da intelectual doutora Souza Patto, PRODUÇÃO DO FRACASSO ESCOLAR está a realidade de ser intencionalmente produzida a deseducação.

 A religiosidade é o principal instrumento usado na produção do fracasso educacional porque as crianças aprendem a desnecessidade de cogitar sobre a possibilidade de um tipo de vida que dispensasse o medo e os sofrimentos ao terem inculcada em suas personalidades a noção de pecado e a figura de um Deus monstruosamente vingativo e sanguinário a vigiar e a quem se deve temer. Na página 10 do livro História Geral e do Brasil, de Claudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo, editora Scipione, há a imagem de um grupo de crianças na escola e os seguintes dizeres: “Alunos do antigo ensino primário, hoje equivalente ao Ensino Fundamental I, assistem a aula no Instituto Muniz Barreto, Rio de Janeiro, em cerca de 1904. Neste nível de ensino nesta época, a história religiosa era mais difundida na escola do que a história das civilizações”. Aí está, pois, a fonte que abastece o atraso mental do qual resulta o conformismo e a submissão de que necessitam os Midas do mundo, para, através de uma plêiade de papagaios de microfone e escritores assalariados, manter os seres humanos numa escravidão consentida, incapazes de provarem aos seus algozes através de atitudes pacíficas e inteligentes o erro que cometem em sua cegueira mental da qual resultará infelicidade para eles mesmos, acostumados que estão à vida regalada de não saber o que é sofrimento pela fome, frio, medo e doenças sem assistência. A história da religião que as crianças aprendem não é a mesma história da religião contada pelos estudiosos do comportamento humano através dos tempos. É uma confusão dos diabos destinada a promover a submissão e a desnecessidade de pensar, a simplesmente aceitar as informações sem cogitar de sua veracidade. Um belo exemplo desta realidade é a frase sem sentido algum atribuída a Cristo: “Deixe que os mortos enterrem seus mortos”. Como não se questionar a afirmação de morto fazer alguma coisa? É através de artimanhas assim, mentiras e desfaçatez que os pobres de espírito em consequência da deseducação são convencidos de valer a pena serem indiferentes aos sofrimentos de não ter o que comer, enquanto outros não dão conta de comer o que têm. Pode-se apostar um tostão furado como jamais em tempo algum os frequentadores de igreja, axé e futebola tomarão conhecimento da realidade de que a religião sempre andou de braços dados com a política com o objetivo de parasitá-los. O livro História da Raça Humana, de Henry Thomas, na página 233, mostra o seguinte: “Os bispos os príncipes e os papas foram frequentemente políticos de baixa estirpe. Eram mais ávidos de encher seus bolsos com ouro, que interessados em difundir a justiça pela terra. Em suas mãos, a Igreja tornava-se constantemente um instrumento de opressão, de tortura e morte. A história dos cinco séculos subsequentes ao reinado de Carlos Magno constituiu um dos capítulos mais vergonhosos da história da raça humana. É uma história de rivalidades e contendas dentro da Igreja, de fanatismo, pilhagens, massacres e guerras entre cristãos e maometanos. Quase todos os historiadores deram-nos um quadro alterado desses séculos. Encobriram as manchas, tintas de sangue, dessa época hedionda, com incenso de romantismo.” Aí está, pois a verdadeira história da religiosidade, escondida a sete chaves da massa bruta de povo a mando dos imbecis ajuntadores de riqueza. Na televisão, um dos lacaios desses apologistas do apocalipse festejava o aumento da venda de carros. É como alguém com água até o pescoço festejando a chegada de mais água. E a tudo isso a juventude assiste futucando telefone, razão pela qual seria melhor para ela não haver a vida depois da morte que sua inocência faz acreditar haver porque assim estaria livre da indignação com que seus descendentes com muita razão dela se lembrarão. Inté.

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

segunda-feira, 3 de abril de 2017

ARENGA 401


Os papagaios de microfone que papagaiam sobre economia disseram que a divulgação da lista de politiqueiros criminosos a ser apresentada à justiça pela Procuradoria Geral da República vai atrapalhar a economia. Para se entender uma zorra dessa é preciso não descuidar de se tratar do mundo brasiliense de mulas, surubas e tráfico de drogas por helicóptero. De acordo com a declaração destes economistas a tal de economia não pode prescindir da criminalidade, como realmente não pode porquanto a economia tem por único objetivo fraudar a honestidade através de argumentos desavergonhadamente capciosos de uma plêiade de papagaios de microfone e escritores assalariados com a triste missão de fazer crer ser normal as atividades especulativas destinadas exclusivamente a encher de dinheiro o rabo dos posudos e imbecis Midas da revista Forbes. Todo este converseiro nojento sobre taxa de juros, lucro de banco, bolsa de valores câmbio disso e daquilo, superávit, agribiuzinesse e a PGP, tudo isso se resume em atividade comercial desonesta, num balcão de negócios canhestros que esfolam o rabo dos parvos frequentadores de igreja, axé e futebola. Há séculos Platão teria avisado ser degradante a atividade comercial porque é impossível ser um comerciante honesto e próspero ao mesmo tempo. Sendo esta a finalidade da economia e dos economistas, uma vez que a vulgaridade de politiqueiros usa e abusa da palavra “pacote”, faz-se necessário empacotar economia e economistas e enviá-los para os quintos dos infernos. É fiada a conversa de que o trabalho dignifica o homem porque o produto do trabalho de todo ser humano vai parar nas mãos dos monstros que formam o grupinho de um por cento com noventa e nove por cento da riqueza do mundo. O que realmente dignifica o ser humano é pensar. Pensar que os recursos dos quais depende a vida são limitados e que é preciso planejar o uso deles em vez de despejar crianças adoidadamente como fazem os ratos. Pensar na necessita de união, de irmandade, de cooperação porque fora disso jamais haverá o bem-estar que os seres humanos sensatos buscam e que seria a redenção também dos insensatos cuja vida não difere da vida de bicho domesticado, reduzida a trabalhar, comer, trepar e cagar.

A sociedade humana tomou um rumo tão esquisito que as pessoas intelectualmente ilustres fazem pronunciamentos vazios, sem o mínimo de coalisão com a sociabilidade da qual depende uma sociedade civilizada. Tivemos os intelectuais Henry Kissinger e Vargas Llosa afirmando que a competição é a melhor maneira de se viver em sociedade. Agora temos o Frei Beto afirmando no jornal O Globo que mesmo a pessoa ateia tem uma emulação espiritual que lhe norteia as atitudes. Ora nas entrelinhas desta infeliz declaração, nesse “até mesmo” está dito que as pessoas ateias são espiritualmente inferiores às religiosas, no que há uma distorção tão grande quanto à afirmação dos economistas mentirosos que afirmam haver vantagem no agribiuzinesse e no ajuntamento de riqueza. O ateu não é senão alguém a quem foi ensinada a religiosidade quando criança, mas que depois, a custo de muita leitura, observação, meditação e conclusões chegou ao conhecimento da verdade de ser a religião uma safadeza destinada a iludir a massa ignorante com a história de não valer a pena tentar mudar o mundo porque só Deus pode fazê-lo. Há total disparidade entre o conhecimento político do Frei Beto que participou da administração pública e sabe perfeitamente que a harmonia e a paz social dependem da boa aplicação do erário, e seu comportamento infantil uma vez descartada desonestidade em sua simpática figura, afirmar inferioridade espiritual dos ateus como também fez o José Luiz Datena ao dizer que o homem sem Deus é capaz de cometer crime bárbaro, quando eu, sendo ateu, nunca cometi e nem cometerei jamais crime algum, enquanto Deus condenou um homem a ser morto a pedradas porque apanhava lenho num dia de sábado, orientou Josué a passar a fio de espada os habitantes de Jericó, torrou sob lava os de Sodoma e Gomorra, afogou todos os seres vivos com um dilúvio, assassinou todas as crianças egípcias. A leitura da bíblia mostra que Deus é um mostro que exigia carne crua e sangue como homenagem. Os que o adoram não passam de imbecis que nunca abriam um livro, razão pela qual seguem o caminho indicado por parasitas fantasiados de representes divinos, não raro criminosos e pervertidos sexuais que convencem a manada incapaz de pensar, exatamente por ser manada, de haver vantagem em frequentar igrejas não obstante o morticínio nelas encontrado em explosões, desabamento e desastres rodoviários. Ninguém é religioso porque existe Deus. Torna-se religioso por força da cultura religiosa à qual o escritor Edimilson Movér acredita ser oriunda do desenvolvimento de um gene religioso. Embora dito a título de troça, é o que realmente parece ser ante a persistência da religiosidade embora a realidade da vida mostre abertamente ser a religiosidade fruto da ignorância porquanto nos lugares mais carentes de conhecimento e de condições materiais são os lugares onde a religiosidade tem mais força e os moradores de tais lugares não abrem mão da presença daquele salafrário do chapelão a convencê-los da conveniência de se pagar o dízimo.

Fosse o mundo orientado pela espiritualidade ateia jamais um jornal publicaria esta notícia da Folha de São Paulo: Governo brasileiro orienta embaixadas a promover venda de armas fabricadas no país. Não haveria tal notícia porque os ateus sabem perfeitamente que armas são instrumento da violência e que a violência é fator de desintegração social, portanto, contrário à irmandade sem a qual jamais haverá a tranquilidade que idiotas procuram em Deus, mas que está dentro de cada um. Só falta descobrir esta realidade da qual a religiosidade foge como o diabo foge da cruz porque se a humanidade aprender o que sabem os ateus seria o fim de toda esta panaceia de templos e milhões parasitas da sociedade se fazendo-se passar por representantes de Deus. Inté.

 




sábado, 1 de abril de 2017

ARENGA 400


A gente trabalha, trabalha e trabalha para conseguir alguma condição na vida, e depois que consegue não pode desfrutar porque precisa fazer regime. Esta observação simples, sincera e simpática feita por uma vizinha que adora comer e conversar, mas que tem de escolher entre obesidade e restrição alimentar, abrange toda a realidade da vida. É filosofia da melhor. Havendo uma preparação, uma educação capaz de fazer com que jovens adquiram esta certeza por antecipação em vez de adquiri-la por experiência própria como minha vizinha, os momentos desagradáveis da vida seriam resumidos ao mínimo e os agradáveis seriam aumentados ao máximo. Na velhice, Maurício de Souza declarou a necessidade de uma educação que preparasse os jovens para a velhice. Um jovem que entra no cinema com um imenso pacote de pipoca exageradamente salgada e uma gigantesca caneca de Coca-Cola demonstra total desconhecimento do que o espera mais adiante. Por que, então, não tornar os jovens cientes dos resultados decorrentes dos procedimentos perigosos do mesmo modo como se evitava que quando criancinhas eles enfiassem o dedo no buraco da toma de eletricidade? O ser humano erra fragorosamente ao deixar ao acaso o ato de viver. A notícia de que Luciano Huck se propõe a ser Presidente da República traz à baila a realidade de não haver meditação, ponderação, análise, sensatez, sobre as condições das quais depende a forma de sociedade, o que equivale a dizer sobre viver melhor ou pior. Se se pode viver melhor, por que então viver o horror dos pogroms? Por que não se viver uma irmandade, se somos irmãos? O ser humano não pode prescindir de meditar e planejar seu futuro. Foram estas atividades que levaram os primitivos a engendrar proteção contra as adversidades da natureza, do que resultou a sobrevivência da raça humana. Só há desvantagem em deixar a vida ser levada ao sabor dos acontecimentos como um barco à deriva. Trocar vitalidade por dinheiro é uma estupidez maior que o próprio mundo.

A pretensão do mendigo espiritual e jovem Huck, peça do pão e circo que engana a humanidade, em passar de líder de um auditório de pobres esfarrapados mentais para a liderança do país é uma demonstração de aberração política que levou um palhaço e um jogador de futebola à condição de legisladores. A aproximação que declara ter com Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso declara, na verdade, uma grande canalhice daquelas duas figuras que envergonham a nobreza da Ciência Política de que trata Thomas More em A UTOPIA. O único vínculo que estabelece uma ponte entre estas três personalidades de triste memória não é outro senão o fato de ter o pobre mental Huck muitos admiradores dentro da massa bruta e ignorante de povo, circunstância da qual pode resultar votos. Uma vez que a sociedade humana não pode prescindir de liderança, faz-se extremamente necessária uma liderança se não perfeita, uma vez que se trata de brutos seres humanos, pelo menos uma liderança não tão escandalosamente sabotadora dos interesses sociais como a que se divertia em fazer dos liderados comida para leões famintos ou se estraçalharem à espadas, nem do tipo da que fustiga o rabo dos liderados obrigando-os a mantê-la em suntuosos palácios onde a vida se equipara à dos deuses do Olimpo, inclusive institutos de preservação de memórias que se um dia houver uma juventude inteligente as classificará como tristes memórias. Os integrantes de cada sociedade precisam acordar para esta realidade não só buscando melhores lideranças, mas também auxiliando-as na elegante tarefa de administrar os recursos públicos em vez de estar sempre a levar ferro. Como os proxenetas que têm sempre uma forma de “amaciar” a resistência da prostituta para lhe tomar dinheiro, os politiqueiros proxenetas da sociedade usam a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira como vaselina para amenizar o “ferro” nos parvos frequentadores de igreja, axé e futebola. Ao criar impostos ou aumentar os já existentes, para não deixar cair sua vida de regalos, com a mesma cara safada de sempre garantem que a CPMF não será restaurada, o que deixa contente a turba de admiradores do presidenciável Luciano Huck. A propósito, saberá o jovem Luciano o que significa Pão e Circo? Inté.