domingo, 10 de junho de 2018

ARENGA 495


Alguém que se disponha a buscar nos livros o significado de ESTADO, vai se deparar com uma baboseira infernal. Coisas tipo assim: “O Estado deve ser concebido como educador” (Antonio Gramsci) – “A arte da guerra é de vital importância para o Estado” (San Tzu) – “Nenhum Estado maior que o Estado mínimo pode ser justificado” (Robert Nozick).

Ao se buscar conhecimento sobre POLÍTICA   depara-se com baboseira tipo assim: “O poder político vem do cano de um revólver” (Mao Tsé-tung) – “Somente os fracos acreditam que a política é um lugar de colaboração” (Gianfranco Miglio) – “Todos devem garantir que os ricos estejam felizes” (Noam Chomsky) “A guerra é a continuação da política por outros meios” (Carl von Clausewitz).

Buscar conhecimento sobre GOVERNO leva a baboseiras tipo assim: “O governo é jogado de um lado para outro, como uma bola” (Cícero) – “O governo evita a injustiça, menos a que ele mesmo comete” (Ibn Khaldun) – “Um governo Prudente não pode e não deve manter a sua palavra” (Nicolau Maquiavel). A fonte das baboseiras foi o Livro da Política, editora D K Penquin Random House.

A mais eficiente maneira de se compreender o que é e para que serve o Estado e a Política é meditar sobre a vida. Ao fazer isto, conclui-se tratar-se de algo muito simples. Primeiro se une um homem e uma mulher que procriam e formam uma família. A impossibilidade de viver uma família isolada das outras famílias resultantes da união de outros homens e outras mulheres obrigam-nas a se juntarem de modo a formarem grupos que se tornam maiores a cada nascimento. Sendo o ser humano incapaz de conviverem harmoniosamente, para que as desavenças das pessoas dentro do grupo não se tornem também maiores a ponto de inviabilizar a vida grupal, em determinado momento histórico o grupo decidiu criar um poder capaz de coibir as desavenças, e este poder é o Estado.

Quanto à Política, a observação da vida mostra ser ela a atividade do Estado através da qual exerce sua função de administrar o grupo dirimindo os conflitos e mantendo a ordem social.

Agora, se o Estado degenerou de tal forma que passou a exercer sua atividade em benefício dos seus mandatários que se autoproclamaram deuses que se mudaram do Monte Olimpo para suntuosos palácios sem dispensar a ambrosia e o néctar, cabe a esse grupo usar do mesmo raciocínio que o levou a concluir pela necessidade do Estado e encontrar a solução para o problema. Se o pão e circo deixar. Inté.

    

 

 

sábado, 9 de junho de 2018

ARENGA 494


Entre todos os homens cujo pensamento exerceu maior influência positiva sobre a humanidade, no que diz respeito à evolução mental, Karl Marx supera Jesus Cristo porque enquanto este nos recomendava o conformismo com os inevitáveis infortúnios provenientes de um destino já recebido pronto e acabado, na contramão de tão indesejada sina, como um médico que nos alivia a alma com a notícia de não existir a moléstia grave de que supúnhamos estar acometidos, chega Marx e, ao contrário de Cristo, nos mostrava a possibilidade de mudar o destino desafortunado de modo a evitar o vaticínio negativo de Cristo. Além disso, Cristo falava coisas como deixar que os mortos enterrem seus mortos, linguagem accessível apenas aos intelectuais da religiosidade tão inúteis quanto todos os intelectuais. Já Marx falava uma linguagem simples de fácil compreensão. Ante a realidade de que as ideias de Marx beneficiam a sociedade mais do que as de Cristo, por que, então, os meios de comunicação perseguem Marx e enaltecem Cristo? O dia em que os seres humanos se tornarem capazes de matar esta charada a humanidade terá chegado finalmente a um nível de evolução mental capaz de torná-la menos infeliz posto ser a felicidade total nada mais é do que uma quimera. Quimera, sim, porque desaparece quando chega a inevitável necessidade da cadeira de roda, ou da hemodiálise, ou do transplante, ou da UTI. Nesta hora a rejeição à ideia de morte própria de quem nada aprendeu da vida dá lugar a sua aceitação e passa a ser tão bem-vinda quanto um bom uísque e o olhar sugestivo da mulher na mesa mais adiante. Porém, deixando de lado estes entrementes e voltando aos finalmentes do nosso propósito de chamar a atenção para a necessidade de se raciocinar sobre as mentiras dos meios de comunicação, propósito este que nos levou a assentar a bunda na cadeira para traçar estas mal traçadas, temos que a mando dos ricos donos do mundo os meios de comunicação manipulam a manada humana a seu bel-prazer, impedindo-a de evoluir espiritualmente para não ser capaz de separar da verdade as suas mentiras.

 A falsa expressão de alegria assumida pelos papagaios de microfone da televisão quando passam a papagaiar sobre futebola, as futilidades nos jornais sobre exame de urina de jogador, quem não usa cueca e calcinha, o tamanho da bunda da “famosa” tudo isto tem por única finalidade manipular o mente humana a fim de igualá-la tão inútil para o raciocínio quanto o que sai de dentro das bundas a que insistentemente se referem. Embora indiscutível seja o poder da televisão nesse sentido, onde apresentadores semianalfabetos de programas medíocres se tornam tão populares a ponto de serem transformados por espertalhões em candidatos a presidente da república a fim de manobrá-los de acordo com suas conveniências escusas. Apesar da influência negativa que a televisão exerce sobre a massa bruta de povo, razão pela qual há aparelhos de televisão em todos restaurantes, salas de espera e em todos os lugares onde se reúnem pessoas, além de vários aparelhos em cada residência, apesar disto, o poder das rádios não é menor. Nas estações de rádio reúnem-se senhores com grande conhecimento do mundo, do mundo físico, deve-se esclarecer, estes senhores são capazes de detalhar a localização e a organização política dos mais diversos lugares. Filipinas, Marrocos, Suriname, Índia, Japão, bem como os motivos da desavença entre israelenses e palestinos, as abrangências dos termos JUDEU e TAXIONOMIA, absolutamente nada escapa ao conhecimento destes senhores de vasta cultura e bem-falantes, de grandiosa capacidade de raciocínio e eloquência. Reúnem-se eles nas estações de rádio para contradizer qualquer coisa que vá de encontra à organização política vigente e que no momento é a capitalista. Entretanto, qualquer que fosse a política vigente contaria do mesmo modo com empenhada, brava e rigorosa defesa da parte destes nobres senhores de vastíssimo conhecimento sobre a parte material do mundo. Sempre foi assim e assim será enquanto o povo permanecer na condição de povo, isto é, de ser atraído pelo berrante dos meios de comunicação do mesmo modo como na lenda os marinheiros são atraídos pelo canto das sereias. É com esta finalidade que estes senhores bem-falantes se ajuntam nas rádios para ridicularizar Marx, fazendo galhofa sobre a convocação daquele pensador para que se unissem todos os trabalhadores do mundo para lutar por um destino melhor.

Mas, pondo em prática a recomendação de Machado de Assis de ser necessário se apurar no cadinho da verdade as informações recebidas antes de aceitá-las como verdades, ao fazer isto conclui-se serem estes senhores os verdadeiros ridículos do pondo de vista da sociabilidade sem a qual é impossível uma sociedade civilizada. Portanto, apesar da facilidade com que discursam, são contrários à evolução mental e adeptos de uma sociedade incivilizada para seus descentes. Nada pode haver de ridículo em alguém como Marx, que foi duramente perseguido por outros senhores também contrários à harmonia social que impuseram a ele uma vida difícil e sofrida pelo crime de lutar brava e incansavelmente a favor de melhores condições de vida para a massa bruta de povo cuja estupidez a leva a buscar inocente e inutilmente tal objetivo nas lideranças política e religiosa onde nunca o alcançarão.

Não há nada de ridículo no “Trabalhadores do mundo, uni-vos”. Pode haver ingenuidade. E não é petulância de um Zemané afirmar que Marx foi ingênuo ao desconhecer a realidade de tratar-se de povo a classe trabalhadora na qual ele depositava esperança de construir um mundo melhor porque na verdade povo nem sabe ainda que pode raciocinar e ser capaz de ter vontade própria como Marx supunha. Seu erro foi contar com alguma nobreza espiritual na massa bruta e barulhenta de povo, o que equivale a esperar comportamento racional em irracionais. A História deve à humanidade a explicação do porquê de ter Marx cometido erro tão crasso. George Orwell foi mais realista ao escrever a ficção A Revolução dos Bichos, na qual bovinos, equinos e suínos de verdade raciocinaram.

Nem por isso, entretanto, deixa de haver lucidez no raciocínio de Marx ao afirmar que do capitalismo competitivo nascerá o socialismo cooperativo. Esta realidade é inegável se se considerar não só o fato de serem os seres humanos obrigados a viverem juntos, mas também uma outra realidade também inegável de que eles se tornam um pouquinho menos estúpidos a cada milênio. Estas duas inevitáveis realidades levarão a humanidade ao milênio em que a estupides terá diminuído a ponto de permitir que estes seres brutos percebam ser a cooperação do socialismo a única forma capaz de se ter uma sociedade harmoniosa sem os males decorrentes da competição na qual se fundamenta o capitalismo. Quando isto acontecer, inevitavelmente será suprimida a cultura de ser normal a anormalidade de só alguns poucos poderem satisfazer suas necessidades, porquanto elas exigem que todos as satisfaçam.

Marx afirma também que o homem pode modificar a História se tiver conhecimento da necessidade de modificá-la. Como é inegável o avanço do conhecimento queira ou não o pão e circo que luta com unhas e dentes para impedir este avanço. Por mais que ele lute, é mais do que certo a chegada do dia em que o conhecimento superará o analfabetismo político de onde provém a subserviência do servilismo que faz a humanidade se curvar ante os falsos líderes que através dos deformadores de opinião afirmam que o bem-estar social depende de empresários e de emprego, quando a realidade é que o emprego além de descartado pela tecnologia é um tipo de escravidão explorada pelos empresários para produzirem as imensas fortunas socialmente inúteis uma vez que seu destino são os infernos fiscais.

É impossível chegar-se à realidade da vida sem elevar o pensamento além das mediocridades que absorvem a prioridade das atenções da malta repugnante de povo que porta bandeiras da Copa do Mundo, corre Maratonas, busca paz nas igrejas onde encontra terroristas, enche as lojas que lhe vendem o que não precisa, e faz algazarra nos terreiros de axé e futebola. Inté.

 

domingo, 3 de junho de 2018

ARENGA 493


O brasileiro é apontado lá fora como um povo tão ridículo que além de entregar a estrangeiros suas riquezas, a justiça atua ao contrário ao proteger os ladrões, garantir segurança particular a um presidiário que se encontra sob a guarda do Estado, além de automóvel e dois motoristas, o que dá a entender que por aqui o preso passeia de carro. Mas os brasileiros, assim como aqueles que os têm com justa razão na conta de uma espécie inferior, também são inferiores porquanto à humanidade não é permitido elevar-se acima da condição inferior e vil de povo. A manutenção do povo na eterna qualidade de povo é defendida a ferro e fogo por um punhadinho de imbecis que cavam a própria sepultura ao parasitar seus semelhantes tornando-os material humano com o qual fabricam suas montanhas de riqueza atrás das quais esperam erroneamente encontrar paz e tranquilidade. Caso estes monstros sociais tivessem na cabeça cérebro em lugar de esterco, uma vez que eles determinam o rumo que a humanidade deve seguir, teriam mudado o destino do mundo depois de ter Marx dito que os filósofos se limitaram a interpretar o mundo, mas o que é realmente necessário é modificar o mundo. De todas as observações já manifestadas sobre a humanidade, nenhuma delas contém um milionésimo da verdade e sabedoria expressas nesta afirmação. Para se perceber a necessidade de mudança no comportamento humano é suficiente observar a disparidade existente no fato de serem perseguidos e mortos todos aqueles que defenderam a ideia de que absolutamente todos os seres humanos devem ter direito de satisfazer suas necessidades. Ora, as pessoas que assim procedem, do ponto de vista da sociabilidade a que está ligada a humanidade, em vez de perseguição, deveriam ser elevados à condição de líderes porque a humanidade estará cada vez em piores condições enquanto for liderada por quem prega uma cultura que não considera o perigo existente na estupidez de ignorar o risco que existe em conviver imensa multidão de famintos ao lado de poucos Reis Midas, parasitas sociais com imensas barrigas, cartolas listradas e charuto na boca da qual escorre baba de dragão. Na última página do livro 1917, Ano Que Abalou o Mundo, livro de leitura chatíssima, há um pôster que por si só diz muito mais do que todo o texto enjoado do livro. Intitulado CAMARADA LÊNIN LIMPA O LIXO DO MUNDO, o pôster mostra o revolucionário Lênin com uma vassoura varrendo para fora do globo terrestre parasitas sociais como reis, banqueiros e representantes de Deus. No entanto, em função da inobservância da necessidade de se mudar o mundo como disse Marx, predomina na sociedade humana justamente a classe mais prejudicial à boa convivência entre os seres humanos e são escorraçados aqueles que lhe são contrários. Na página 466 do livro História da Raça Humana, de Henry Thomas, há a seguinte observação sobre o funeral de Giuzzepe Mazzine, um dos muitos líderes perseguidos, onde compareceram oitenta mil pessoas: “É um velho truque humano matar os profetas do mundo e depois venerar-lhes o cadáver”.

No que se refere à harmonia, povo algum saiu da condição de massa bruta posto que absolutamente todos optam pela desarmonia. Mesmo nos movimentos chamados revolucionários nos quais se procurou melhorar as condições de vida para o povo, os líderes de tais movimentos se desarmonizaram entre si que muitos deles foram levados à morte por outros. Os estúpidos seres humanos se emocionam diante de uma estátua, do quadro ridículo do Papa beijar o pé do desafortunado como meio de prevenir o infortúnio, de luxuosos templos onde vão se comunicar com um Deus inexistente, de espetáculos circenses, mas ouvem indiferentes de papagaios de microfone infindável baboseira sobre uma tal de economia que na verdade é uma astúcia urdida pela classe antissocial dos ricos donos do mundo. A finalidade da economia é arrancar da massa bruta de povo a pele para proteger as caixas-fortes dos infernos fiscais. É assim que caminha a humanidade rumo ao desastre, valorizando quem não tem valor algum e perseguindo quem o tem.
Como o pensamento ignora barreiras, Diferentemente da peleja entre Deus e o Diabo, criada pelos autores das histórias idiotas da bíblia, na qual se especulava sobre a lealda de Jó, na história de Fausto, criada por Goethe, a questão levantada era saber se realmente vale a pena nascer uma vez que se tem de morrer. Para o Diabo, seria melhor a não existência. Pessoalmente, eu votaria no Diabo porque se para os panacas frequentadores de igreja, onde por vezes encontram a morte, a existência teria a finalidade de selecionar os que mereciam dos que não mereciam ir para o lado de Deus, não há vantagem para nenhum dos dois lados uma vez que também os merecedores iriam ter uma vida mais do que chata de orar, jejuar e não ter um boteco onde prosear e tomar umas e outras. Inté.

   

 

 

terça-feira, 29 de maio de 2018

ARENGA 492


Para cada pretendente à presidência da república todos os outros pretendentes estão errados e só ele está certo de ter a solução para os problemas do país. Isto os identifica perfeitamente com as religiões. Buscando também cair na preferência dos contribuintes, cada uma religião se apresenta como a detentora da verdade e a única capaz de levar seus carneiros a boas pastagens. Todas as demais estariam erradas. Mas a realidade é ser tudo isto uma falsidade do tamanho do mundo. No mundo só há falsidades. Nenhum presidente e nenhuma religião presta prá nada. Se os problemas que infelicitam os seres humanos não podem ser resolvidos pelos presidentes de repúblicas porque os patrões deles, os ricos donos do mundo têm interesse na manutenção destes problemas porquanto deles se beneficiam, também não podem estes problemas serem resolvidos pela religião por se tratar do maior engodo que envolve a humanidade e ter por base a falsa ideia da existência de Deus que permanecerá viva apenas pela impossibilidade de desviar a atenção do dinheiro para se pensar sobre a vida. Por meio da tragédia Antígona, Sófocles colocou na boca da sua personagem Antígona que os tiranos precisam de um povo mudo. Esqueceu-se o Grande Mestre do Saber de que além de mudo deve também ser o povo surdo para não ouvir a voz da razão e cego para não ver sua escravidão.  A História registra que o imperador Calígula mandava matar a pauladas os artistas se o espetáculo não lhe agradasse e quando escasseava alimento para as feras da arena alimentava-as com prisioneiros. O imperador Cláudio, para inovar seus divertimentos, dezenove mil prisioneiros travavam uma batalha naval onde milhares deles morriam e navios construídos com o dinheiro do povo eram destruídos. Por aqui também, não faz muito tempo assim, um ministro da boca de chupar ovo, com o dinheiro deste povinho de triste memória, para festejar o descobrimento deste país de fazer vergonha, mandou construir uma caravela que não saiu do lugar. Decorridos milênios, a massa bruta de povo continua na mesma estupidez de fazer com que a vida intranquila seja a regra e a vida tranquila seja a exceção.

Quem consegue se desviar um pouco do caminho indicado pelo berrante dos meios de comunicação percebe que Deus pode ser incluído entre os tiranos a que se refere Sófocles. Apenas para não ter contrariada Sua vontade divina, mandou que seus puxa saco matassem a pedradas um infeliz que apanhava lenha num dia de sábado (Números: 32-36). Ser incapaz de tomar conhecimento da realidade é o verdadeiro propósito das religiões ao convencerem os incautos da desnecessidade de serem questionadas estupidezes como conversar com estátua, cepar fora a cabeça de pessoas, necessidade de dinheiro para quem apenas com a vontade construiu o universo, o luxo das igrejas e os desabamentos delas matando os carneiros de Cristo, criminosos representando Deus, coisas aceitáveis apenas pela cegueira mental.   

Que o mundo está no caminho errado a ninguém é dado desconhecer. É mais importante buscar o motivo pelo qual isto acontece do que devanear-se pelo mundo inútil da intelectualidade. Tem mais utilidade saber a causa do desaparecimento da água do que conhecer a fórmula da água. Mas a força do poder de convencimento dos meios de comunicação que pensam pela massa bruta de povo o faz crer que o errado é que é o certo, colocando em prática a máxima de que uma mentira de tanto repetida passa a ser verdade. Um pouco de reflexão sobre como têm vivido os seres humanos basta para se concluir que eles precisam ser os senhores de si mesmos em vez de necessitarem de quem lhes diga o que fazer. O ser humano precisa se convencer de estar jogando fora a nobreza com que a natureza o dotou. Não por ser a obra prima de Deus porque fisicamente nenhuma diferença distingue suas necessidades das necessidades dos bichos. Mas sim pela espiritualidade que resulta na afeição que infelizmente foi substituída pelo ódio materializado nas guerras. O homem, enfim, não deve se deixar influenciar negativamente com tanta facilidade. Na página 445 do livro História da Raça Humana, de Henry Thomas, consta que no século XVIII, em função de uma história denominada As Tristezas de Werther, escrita por Goethe, sobre um amor roxo entre os jovens Werther e Lottchen, houve pela Europa uma epidemia de suicídio de jovens que se deixaram influenciar negativamente pela infelicidade daqueles dois jovens apaixonados. Desde sempre que o sentimento do ser humano em vez de ter origem no seu interior, vem de fora para dentro em vez de vir de dentro para fora como a nau do Zé Ramalho. Desta forma, por falta de uma cultura capaz de fazer o pêndulo do convencimento pender para o lado positivo, pende para o lado negativo e torna o ser humano incapaz de gerir seu próprio destino, recebendo-o já pronto e acabado dos meios de comunicação dos ricos donos do mundo que dá ao ser humano o mesmo destino da manada rumando para o matadouro. Ao se deixar levar pelos falsos líderes e as duas invenções Deus e Mercado, ambas destinadas a manter os seres humanos conformados com a submissão ao servilismo, a humanidade demonstra a mesma falta de discernimento de uma criancinha que se deixasse levar perigosamente pela beleza do ambiente e caminhasse sempre prá frente sobre uma camada de gelo que se tornasse cada vez menos resistente pelo degelo. Desta forma, contrariando todos os princípios mais elementares, o mundo é infeliz por sua própria vontade, contrassenso impercebível apenas porque o pão e circo mantém a mente humana ligada em coisas opostas àqueles que levariam a uma sociedade civilizada. É por isso que não se desgruda do celular, dos ridículos “famosos” e “celebridades” em vez de se tomar conhecimento do que nos dizem os Grandes Mestres do Saber como Voltaire ao afirmar que todas as igrejas deveriam ser esmagadas. Nas páginas 421 a 423 de História da Raça Humana consta que no ano de 1775, em Portugal, num Dia de Todos os Santos, quando as igrejas estavam abarrotadas de fiéis (idiotas), um terremoto fez vir abaixo as igrejas que esmagaram trinta mil pessoas. A revolta de Voltaire se deveu ao fato de terem os dignitários da religião afirmaram tratar-se de punição aos pecadores. Pensando sobre aquela realidade conclui-se que o único erro das criancinhas que lá se encontravam era o fato de terem nascidas de pessoas estúpidas de uma estupidez que continua lotando as igrejas e levando idiotas com suas crianças à morte. Ao pensar no modo como vivem os seres humanos conclui-se que sua estupidez supera a estupidez de seus irmãos que não dispõem da capacidade de raciocinar. Inté.

 

sábado, 26 de maio de 2018

ARENGA 491


Matéria do jornal Le Monde Diplomatique Brasil denominada SOBRE UMA CLASSE MÉDIA MARRENTA E BURRA dá conta de ser o brasileiro tão desclassificado que os portugueses criticam a enxurrada de brasileiros que chegam por lá achando-se melhores do que as outras pessoas, apesar de terem baixíssima cultura e civilidade. A única coisa para este país de merda presta mesmo é para dar vexame mundo afora. Levanta ainda a matéria jornalística a questão de se saber o motivo pelo qual o brasileiro continua inculto apesar de ter aumentado o número de brasileiros que frequentam faculdades. Entretanto, na mesma reportagem consta a realidade de que os brasileiros não leem, o que deixa esclarecido o motivo não só de serem eles incultos e incivilizados, mas também de ser o brasileira o povo mais povo de um mundo habitado em sua totalidade por seres tão estúpidos que são incapazes de decidir sobre seu destino, razão pela qual é preciso que alguém lhes como proceder. O assunto tratado na reportagem do jornal mostra também a realidade de que os intelectuais se envolvem tanto com a intelectualidade que não veem as coisas simples. Está aí no jornal Folha de São Paulo reportagem de um intelectualíssimo sobre Adão e Eva, assunto que apesar de simplesmente ridículo para os tempos atuais, merece comentários de pessoas do povo. Como pode alguém, diante da situação explosiva em que se encontra o mundo, perder tempo em assuntos tipo Adão e Eva ou os rogos por paz e os beijos do Papa no pé do criminoso? A existência destas coisas é suficiente para demonstrar a necessidade de uma cultura na qual as pessoas mais mentalmente capazes priorizem as necessidades básicas de todos os seres humanos em vez de se perderem em intelectualidades restritas ao seu mundinho de eruditos como faz o intelectualíssimo Léon Duguit, na página 19 do livro Fundamentos do Direito, Ed. Martin Claret, quando diz NÃO SER POSSÍVEL ADMITIR-SE O FUNDAMENTO DO DIREITO ANTERIOR À CRIAÇÃO DO ESTADO, MAS SER POSSÍVEL PROVAR A MANIFESTAÇÃO DO DIREITO NUM ESTÁGIO ANTERIOR À CRIAÇÃO PELO ESTADO. Como entender uma porra desta? Outro intelectualíssimo, Norberto Bobbio, no livro Estado, Governo, Sociedade, na página 129, refere-se ao Estado da seguinte forma: “Et licet peccatum humanae originis per baptisme gratiam cunctis fidelibus dimissum sit, tamen aequus deus ideo discrevit hominibus vitam, alios servos constituens alios dominos, ut licentia male agendi servorum potestate dominantium restringatur”. O que se faz necessário é mandar esses caras para determinado lugar e voltar as preocupações para coisas simples que só aparentemente são inexplicáveis tais como as referidas pelo jornalista que escreveu a reportagem do Le Monde de ser comum um médico apressado para chegar em casa a fim de ver o BBB, um engenheiro interessado nos programas de auditório dos dias de domingo, advogados e professores ansiosos para o lançamento do próximo Vingadores.

 A esta lista de contradições podem ser acrescentadas outras tais como a existência de autoridades judiciárias defendendo bandidos, advogados dividindo com ladrões do colarinho branco o produto do roubo, pessoas que não sabem fazer um O com um copo elevadas à categoria de famosos e celebridades, papagaios de microfone defendendo a necessidade de açular a polícia contra caminhoneiros por reivindicarem algum alívio em sua condição de escravo, enfim, aquilo de que se necessita realmente, em vez de demonstrações de erudição, é procurar esclarecer por qual motivo tais coisas são consideradas normais, principalmente a que leva doutores a terem a mesma mentalidade do vulgo que lota igrejas, terreiros de axé e futebola. É tudo uma questão de acreditar na máxima religiosa de não haver necessidade de pensar. Inté.

 

 

 

 

 

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 22 de maio de 2018

ARENGA 490


Cena do filme Os Vikings mostra pessoas tomadas de grande felicidade deitando-se sobre uma mesa para serem degoladas durante o ritual de homenagem ao deus Odin. Para a massa bruta de povo, os filmes servem apenas como diversão. Quanto maior a violência e a brutalidade neles mostradas, maior o divertimento para o povo, o que é bastante para se concluir pela mediocridade espiritual do povo que justifica sua qualificação de massa bruta não só defendida, mas também incentivada por ser do interesse dos falsos líderes, capachos dos ricos donos do mundo que determinam o destino da humanidade. Quanto menos dotado de requinte mental for o povo, menos capaz será ele de pensar, condição indispensável para se manter no papel de burro de carroça. Por esta razão é que só por esforço próprio (e bota esforço nisso) pode alguém elevar-se mentalmente algo acima da mentalidade medíocre da massa bruta de povo incapaz de perceber o que há por trás do endeusamento do casamento do príncipe, das Copas do Mundo, da transformação de toupeiras mentais em “famosos” e “celebridades”, das multidões imbecilizadas correndo maratonas, do carnaval, das igrejas, das Fórmulas Um, da papagaiada de microfone anunciando o aumento do consumo e o lucro dos bancos como notícias alvissareiras, das aposentadorias de quem trabalhou a vida inteira como causas da desordem social, de ser obrigatório o ensino da língua inglesa, de ter a justiça transformado seu papel de protetora da sociedade em protetora dos inimigos da sociedade, da paixão pelo American Way Of Life. Embora a ninguém parece ocorrer, a verdade é que estas situações aí são a causa do colonialismo e da subserviência que deixa nosso país numa situação tão desgraçada que se despreza a pátria brasileira e se amam as coisas do estrangeiro. Um servilismo vergonhoso em que nossas autoridades vivem a fazer pronunciamentos nos Estados Unidos sobre assuntos brasileiros, já se tendo chegado ao cúmulo do babaovismo quando um ministro brasileiro tirou os sapatos num aeroporto americano para ser revistado e outro beijou a mão de um presidente americano. Foto recente publicada na imprensa mostra o presidente Michel Temer e seu ministro José Serra embevecidos, com cara de quem pede perdão por existir, como que adorando o Secretário de Estado americano da cara de cavalo.

Destas coisas se conclui que o comportamento inocente daqueles vikings que há dezenas de séculos se deixavam imolar é o mesmo comportamento inocente da juventude moderna. Por mais extraordinário que possa parecer tal afirmação, a juventude  também se deixa imolar por um sistema de administração pública executada por falsos líderes que a usam como escada para subir na escala do poder. Aí está o exemplo dos combustíveis mostrando esta realidade porque a metade do que se paga ao abastecer o carro é de imposto a ser desbaratado pelos falsos líderes. Quando o amor roxo dos brasileiros, os Estados Unidos, escorraçaram os governos do Brasil e do Chile, implantaram governos militares e mandaram que os generais implantassem o sistema rodoviário de transporte e acabassem com o pouco existente por trilhos e água, a massa bruta de povo aplaudiu. Agora está a levar ferro no rabo porque os preços de tudo vão estourar. Como solução do problema, diz a papagaiada de microfone através dos meios de comunicação pertencentes aos ricos donos do mundo, o presidente está reunido com a equipe econômica, o que é o mesmo de apagar fogo com gasolina porque a finalidade da equipe econômica é proteger interesses opostos aos interesses da massa bruta de povo como provam as caixas-fortes dos infernos fiscais como resultado da ação da economia.

O mundo está a clamar pelo uso da capacidade de racionar e os imbecis ricos donos do mundo não conseguirão impedir que isto aconteça porque aqui e acolá pipocam mentalidades que superaram a inocência existente no conformismo da imolação. A realidade de terem os bárbaros Vikings dado origem aos dinamarqueses atuais, embora ainda estejam eles distantes de uma sociedade ideal porque ainda não contam com decisões coletivas, dependentes, portanto, de uma falsa liderança individual por ser o mundo ainda incapaz de dar origem a um só líder verdadeiro, ainda assim, a sociedade dinamarquesa serve como modelo para os povos ainda tão bárbaros quanto a sociedade dos vikings que se transformou na sociedade dinamarquesa e isto leva à conclusão de que a vontade de evoluir espiritualmente rumo à civilização haverá de superar a ignorância em que os donos do mundo mantém os seres humanos impedindo que eles pensem, realidade que pode ser encontrada nas mínimas coisas como por exemplo um comentário que fiz no jornal Folha de São Paulo sobre a reportagem do ex-jogador de futebola Tostão, intitulada POR QUE O BRASIL É TÃO FORTE? Tendo superado o analfabetismo político, o que me permite distinguir as artimanhas do pão e circo, em defesa da verdade e do futuro das criancinhas de hoje, fiz o seguinte comentário que foi prontamente censurado: Forte em canalhices, subserviência, falta de vergonha e amor próprio porque a fortaleza de um povo evoluído espiritualmente advém da atividade do cérebro e não dos pés.

A propósito, para os ricos donos do mundo e dos meios de comunicação é mentira o dito de que dizer a verdade não ofende. Inté.

 

 

 

sábado, 19 de maio de 2018

ARENGA 489


Até quando, ó meios de comunicação, abusarás de nossos sacos já a estourar com o baba ovismo sobre o casamento do príncipe? Vá tomar, pô! Vai gostar de príncipe assim na PQP. Aliás, não é apenas com a baboseira do casamento do parasita real, a mando de seus patrões fomentadores da ignorância política, que a papagaiada de microfone estoura o saco de quem não é bicha desvairada por fofoca. Também toma conta dos meios de comunicação um converseiro infindável sobre candidatos à eleição, quem tem a maior ou a menor intenção de voto. Sobretudo, é impressionante a preocupação dos comentaristas de politicagem com programa de governo, quando só um desprovido da mínima capacidade de raciocínio ainda não percebeu que promessas de campanha têm o mesmo destino do papel higiênico depois de usado. Além disso, é simplesmente estarrecedora a normalidade com que comentam as promessas de candidatos de armar a população com armas de fogo. Este é realmente um país desgraçado, e sua juventude precisa ser incinerada. Enquanto se vive um estado de guerra que causa mais mortes do que guerras atualmente declaradas em função da selvageria humana, a imprensa faz estardalhaço de regozijo sobre o casamento de um remanescente da Idade Média. Houvesse patriotismo, estaria a imprensa incentivando a população a meditar sobre as causas de tanta violência e infelicidade.

Francamente, não sendo a fuga para outros países a solução para quem gostaria de viver num ambiente menos estúpido, mesmo porque a estupidez é uma característica do ser humano no mundo inteiro, é necessário ter mais de um saco para se aguentar viver por aqui. Inté.