sábado, 6 de março de 2021

479

 

Injustificável é o conformismo dos seres humanos ante as várias espécies de exploração a que são obrigados suportar, principalmente a dos gigolôs do sistema financeiro. O povo se submete à torpeza de parasitas com a mesma subserviência de pobres putas desamparadas pela vida que se apaixonam por impiedosos malandros de péssimo caráter. É por conta desta subserviência que a opinião pública não discorda do argumento canalha do parlamento que para esconder da justiça os crimes de deputados e senadores apega-se ao argumento da inviolabilidade assegurada no artigo 53 da Constituição Federal. Isto é de um cinismo de clamar aos infernos porque quando a constituição estabelece a imunidade está visando evitar que meliantes se apresentem como ofendidos por falas contundentes de parlamentares honrados em defesa da sociedade. Nunca para proteger meliantes travestidos de deputados e senadores.

Deus cagou fora do pinico quando deixou sem afogar no dilúvio alguns trastes para dar origem ao elemento asqueroso povo, corja tão espiritualmente vil que depois de se misturar com bichos, seus iguais, e contaminar-se com doenças inerentes aos bichos, desperdiça em brincadeiras e foguetórios o dinheiro de tratar as doenças e as esparrama mundo afora num injustificado deslocamento tresloucado prá lá e prá cá.

 O elemento asqueroso povo é incapaz de livrar-se de seus dois maiores males: a religião e o governo. Por um lado, a religião lhe atocha o ferro alimentando a incapacidade de raciocinar para que converse com estátua e compre feijão santo, por outro lado, o governo usa desta incapacidade para atochar-lhe o ferro fazendo-o sustentar em palácios com vida mansa uma plêiade de vagabundos da mais baixa estirpe.

No que diz respeito à religiosidade, na página 27 do livro Falando Francamente Vinicius Bittencourt nos lembra estas palavras do filósofo Thomas Paine: “Quando lemos as histórias obscenas, as libertinagens volutuosas, as cruéis e traiçoeiras execuções, as vinganças impiedosas, que enchem mais da metade da bíblia, pensamos que seria mais consistente chamá-la a palavra do demônio do que a palavra de Deus. É um relato de perversidades que contribuem para corromper e embrutecer a humanidade”.

A estas palavras o mestre do Saber Vinicius Bittencourt acrescenta: “O povo quer ser iludido. Os padres e os pastores suprem esta carência, fornecendo imposturas”.

No que diz respeito ao governo, foi ele cooptado pelo poder do dinheiro de ignorantes Reis Midas que embora sendo apenas um por cento da população botou o bundão farto em cima de noventa e nove por cento da riqueza do mundo sob completa indiferença da opinião pública cooptada pelo pão e circo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

ARENGA 478

 

             Papagaios de microfone é uma expressão que define com perfeita exatidão o tagarelar dos comentaristas de politicagem porque a fala deles independe de raciocínio. Quando falam que os comunistas são inimigos da democracia, da ordem democrática e respeito à constituição, trata-se de verdadeiro papagaiar porque tal fala não resiste a uma análise ainda que superficial. Observando o que estabelece a Constituição Federal, a democracia seria uma forma de governo que entre vários objetivos constam os seguintes:  Dignidade da pessoa humana (Art. 1º, item III). Constituir uma sociedade justa e solidária (Art. 3º, item I). Erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais (Art. 3º, item IV). Garantir que todos tenham segurança e igualdade perante a lei (Art. 5º). Garantir que ninguém seja submetido a tratamento desumano ou degradante (Art. 5º, item III).

 Ora, a realidade de ser o contrário de tudo isto o que se tem prova insofismavelmente que a cultura capitalista não visa tais objetivos e que eles estão mais perto do ideal comunista de justiça social que a papagaiada de microfone denigre raivosamente por ordem de seus donos, os ricos patrões donos dos meios de comunicação, com maior obediência do que o papagaio que por vezes teima em não repetir o que seu dono manda e fica a mofar dele mirando-o ora com um olho, ora com o outro.

Uma análise isenta de fanatismo leva à conclusão de haver mais seriedade no ideal comunista de extinção da pobreza como único caminho para o bem-estar, visto que ele depende de poder satisfazer as necessidades, o que só se faz com dinheiro, do que o ideal democrático em vigor para o qual deve-se esperar morrer para que se possa desfrutar de bem-estar.

Da mesma forma, também não existe racionalidade no papagaiar dos comentaristas de politicagem sobre a prisão do malandro federal da câmara de deputados ordenada pelo malandro federal do STF, sob alegação de terem os parlamentares inviolabilidade garantida pelo Art. 53 da Constituição Federal quanto às suas opiniões. Ora, a constituição estabelece esta imunidade visando evitar que homens honrados sejam molestados por causa de pronunciamentos ainda que contundentes em defesa da sociedade. Entretanto, nunca para garantir a segurança da bandidagem que infectou todas as instituições governamentais porque seria insuportável que a lei garantisse imunidade em se tratando dos foras da lei que graças à democracia se apossaram do poder político.

 

sábado, 6 de fevereiro de 2021

ARENGA 477

 

 

Um ninho de pássaros com filhotes em grande frenesi e incontido alvoroço, com os biquinhos escancarados ao máximo para receber o alimento que seus pais tanto ingerem quanto lhes trazem sem cessar, lembra o alvoroço das eleições, lembra os políticos e lembra os reis midas do mundo, e o campo de onde os papais pássaros caçam o alimento lembra a população. Principalmente a população brasileira. Embora seja a mesma coisa no mundo inteiro, no Brasil, por ser apenas um pouco mais maior a ignorância humana, posto que ainda colônia, dá prá se perceber com maior nitidez a semelhança visto ser dispensável a necessidade de fingimento comum nas sociedades “civilizadas”.

Por se deixar levar ao sabor dos acontecimentos é que a humanidade alimenta as mais diversas paradoxais situações, nenhuma delas em seu proveito porque não há um só indivíduo no mundo que não gostaria de viver de modo diferente do que está vivendo. Nem podia ser diferente visto ter sido a vida conduzida à situação insustentável de depender de um consumismo desenfreado que tem como resultado destruir o planeta do qual depende o tipo de vida almejado, sendo a indiferença dos prejudicados o combustível da força motriz que inviabiliza a possibilidade de se ter o tipo de vida que a todos faz falta, razão reclama, e que para ser alcançado é necessidade haver empenho nesse sentido.

Embora seja grande e crescente o inconformismo com o tipo de vida entre os seres humanos, a rebeldia tem se limitado a queixumes e violências, atitudes que além de improdutivas, partem de número inexpressivo de pessoas visto estar a maioria ligada no pão e circo e que por estar também convicta de que a deus cabe a condução do mundo, deixa de conduzi-lo, inviabilizando a possibilidade de poderem todos ter o tipo de vida que gostariam e que jamais poderão ter se a riqueza da qual depende um tipo de vida com algum conforto foi apossada por apenas um por cento das pessoas.

Tão intrigante quanto ao porquê de ter a humanidade se permitido chegar a tamanho descompasso é sua indisposição de engendrar o tipo de vida desejado por cada um individualmente. Se todos, um a um, querem outra forma de vida, para alcançá-la basta unir numa só vontade as vontades individuais e pôr mãos à obra na materialização da vontade de viver bem, o que vale qualquer sacrifício posto ser a vida a mais fabulosa escola que pode existir, como haverão de perceber um dia os jovens, desde que, como em qualquer escola, se disponha a aprender.

sábado, 23 de janeiro de 2021

ARENGA 476

 

             Desde os pré-socráticos, passando por Cristo e incontáveis pensadores, sempre se falou e ainda se fala sobre procedimentos corretos e incorretos.  Os procedimentos corretos sempre estiveram para os procedimentos incorretos assim como a seleção brasileira estava para a seleção alemã na Copa do Mundo de 2014 ou assim como a mente de Jeca Tatu estava para filosofia como estava a mente de Nietzsche ou para a física como a de Einstein. A humanidade prima pela incorreção.

Saber o motivo pelo qual o ser humano se comporta incorretamente em pelo menos noventa e nove por cento dos seus procedimentos, tendo em vista que isto só lhe causa malefícios, é uma questão mais importante do que saber como ser bem sucedido na atividade de ganhar dinheiro ou puxar o saco de deus. Como a intelectualidade se limitam a tecer comentários sobre o que acreditam ser o certo e o errado, sem qualquer preocupação quanto ao porquê da questão de estar tudo errado, faz-se necessário que um Zemané se preocupe com o motivo pelo qual se erra tanto. Sem saber o que é que faz proceder incorretamente é difícil ou impossível acertar o passo e proceder corretamente.

Partamos, pois, do comecinho deste problema que, na verdade, é de clareza ofuscante. Antes de qualquer outra coisa é preciso ter em mente a conclusão de mestre Platão de que o rumo em que a educação inicia um homem determinará seu destino na vida. Trata-se de uma realidade que não admite qualquer rejeição se a ninguém é mais permitido desconhecer ser a personalidade o resultado do que se aprendeu em criança.

A esta realidade, ajuntamos esta outra, a de que desde sempre os grupos humanos foram constituídos de explorados e exploradores. Se no Feudalismo senhores feudais exploravam servos, no modernismo senhores de escravos exploravam negros, e na contemporaneidade patrões exploram empregados.

Constatada esta segunda realidade, juntemo-la a esta terceira e inegável realidade de não ser possível explorar alguém sem que tenha esse alguém sido induzido a erro porque de sã consciência ninguém faria papel de burro-de-carroça. Portanto, se não se é explorado conscientemente, mas se é explorado, é por sê-lo inconscientemente. E não senão exploração o motivo pelo qual as pessoas são indiferentes ao fato de produzir a riqueza do mundo e terem de viver com uma porcaria de salário tão escasso que se chama mínimo.

Dito isto, a esta terceira realidade ajuntemos uma quarta realidade, aquela de que quando o acesso à energética proteína animal dependia da caça, usavam-se de artimanhas, como fazem as feras, para abater a presa, donde se conclui que a exploração fazia parte do jogo da vida desde os primórdios da existência.

Das realidades expostas conclui-se que apesar de ter a domesticação dos animais tornado desnecessária a exploração, quando se dispensou a necessidade da caça a boca já tinha sido entortada pelo hábito de explorar e ele não só permaneceu, mas também foi incentivado pelo medo de possível escassez, o que incrementou a exploração em virtude do erro de procurar se resguardar ajuntando riqueza.

E assim chegamos ao porquê de agirem errado os seres humanos. É que ainda não tendo ainda se elevado acima do primitivismo, o medo de escassez os leva a explorar o semelhante na falsa crença de segurança garantida por riqueza.

Mestre Rousseau sugere no Contrato Social que o ajuntamento de riqueza teria começado quando alguém tomou para si se um pedaço da terra que até então era de uso coletivo. Sabe-se que a terra era a única riqueza de então. Independentemente do modo como teria começado, o fato é que a necessidade de riqueza se tornou o principal objetivo da vida. Como não é possível construir riqueza sozinho, inventaram-se métodos de indução para fazer as pessoas agirem inconscientemente como fazem ao ensinar aos filhos que um velho esvoaça o céu numa carroça puxada por viados, mesmo sabendo ser isto impossível.

 

ARENGA 475

 

            Se é verdade que mestre Hegel afirmou que a única coisa que se aprende estudando história é que nada se aprende estudando história, mestre Hegel falou uma coisa sem sentido, donde se deduz que as meditações dos sábios podem levá-los também a conclusões equivocadas. O estudo da História nos ensina muito. Dos seus ensinamentos, dois livrariam a humanidade de todos os sofrimentos que apesar de evitáveis infelicitam-na. O primeiro deles é que depois de tantas descobertas em vários campos do conhecimento os humanos ainda não foram capazes de descobrir um meio que lhes possibilite viver sem desarmonia, permanecendo, em termos espirituais, no mesmo nível de seus antepassados brutamontes, matando seus irmãos em busca de riqueza e poder. Estão tão longe dos ideais de paz e felicidade que afirmam que para ter paz precisam estar prontos para a guerra e que para ter felicidade precisam ter muito dinheiro.

Estudando História movido pela curiosidade de aprender em vez da necessidade de passar no vestibular adquire-se a compreensão de que tanto a política quanto a religiosidade são dois engodos monumentais. Tanto uma quanto a outra se resumem em um número imensurável de parasitas vivendo às custas de quem trabalha. Daí ser total perda de tempo esperar de deus ou do governo a realização do sonho de paz e tranquilidade. Se deus é como o caviar, do qual só se ouve falar, no que diz respeito ao governo, que realmente existe e pode ser apupado e xingado, nunca fez parte dos planos de nenhum governo qualquer preocupação com paz e felicidade dos governados. Ao contrário, aos governos sem exceção, interessa que o povo seja mantido em total ignorância para que não inteire das malandragens da política, objetivo que apesar de ser digno do demônio, tem tido extraordinário sucesso porquanto mantém cem por cento do interesse coletivo absorvido pelas palhaçadas do pão circo.

É tão completo o desinteresse do povo por assunto sério que nem mesmo lhe desperta interesse a evidência do perigo proveniente da ação predatória dos avaros ajuntadores de riqueza que já apodreceu as águas, envenenou o ar e a comida, desertificou a terra, destruiu as florestas e expulsou para as cidades a população do campo e os bichos que ficaram também sem moradia, prenunciando um futuro duvidoso para as crianças que mães futucadores de telefone ostentam com tanto orgulho que expõem suas barrigonas nada agradáveis à vista de quem conhece a brutalidade do processo da parição.

Refletir sobre o passado que a História expõe leva à conclusão de viver a humanidade na mesma obscuridade de quando se acreditava que o governante era entidade divina e que precisava ser tratada a pão de ló. E mais, depois de tomar conhecimento de coisas tais como Dignidades, Supérfluas, Indulgências, Dispensas, Tesouro de Merecimento, Inquisição, etc., etc., aprende-se que também a religiosidade é como o capitalismo. Ambos se mantêm exclusivamente por se desconhecer a diferença entre o que dizem ser e o que realmente são.   

Portanto, mestre Hegel está errado e os humanos devem mais que depressa deixar de lado a falta de interesse, se mirar no retrovisor da história, e mudar de atitude antes de ser tarde demais.

 

sábado, 5 de dezembro de 2020

ARENGA 474

             

              Considerando ser a juventude a força motriz do mundo, os jovens não devem desprezar a atividade de meditar sobre temas filosóficos porque a falta disso dá origem ao analfabetismo político que impede entender o motivo pelo qual os currículos escolares se limitam ao lado puramente material da vida. Não obstante deverem os jovens se preocupar com a segurança da manutenção, principalmente pela certeza de virem a ter dependentes, razão pela qual não podem descuidar da profissionalização, nem por isso devem ser indiferentes à atividade meditativa ou filosófica. Só assim poderão se tornar convictos da necessidade de contribuir em vez de parasitar sua sociedade como faz quem vive na ilusão de conquistar bem-estar por meio de riqueza pessoal. Obrigados a viver em sociedade, e se na sociedade ou todos estão bem ou ninguém estará bem, não é racional fazer opção pelo não estar bem como fazem os adeptos da insustentável cultura capitalista geradora de pobreza, miséria e violência.

Sendo a filosofia nada mais do que o exercício da atividade de pensar, evidente não se poder abrir mão dela sob pena de se igualar ao irracional. Veja-se a precisão deste pensamento filosófico do clérigo Jean-François Paul de Gondi, Cardeal de Retz: Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito. Aí está encerrada uma questão indiscutivelmente irretocável. É por terem perdido a vergonha que nossas autoridades não merecem respeito de quem merece respeito.

Tendo sido o ser humano dotado pela natureza da faculdade de poder pensar, por que não fazer uso deste presente se usando-o podemos nos elevar além do mundo das feras onde, por falta do seu uso, teimamos em permanecer ao nos limitarmos a trabalhar, comer, cagar e trepar? O comportamento de quem retribui com ninharia a vitalidade de quem mal pode comer e dormir além de privar-se do convívio familiar a fim de atender ao apito insistente do emprego em nada difere da perseguição insana dos animais que têm presas e garras contra os animais despossuídos destes instrumentos.

São tantas as coisas que precisam ser endireitadas face ao estado calamitoso em que vivem os seres humanos que se tornaram enjoativas as referências às coisas erradas que precisam ser concertadas. Se aqueles que têm o poder de fazê-las as fazem justamente para serem erradas, dentro de tal ambiente jamais deixarão de ser erradas. Daí que só um novo panorama social substituindo o atual pode trazer a sociedade desejada por quem almeja viver civilizadamente, isto é, diferente da vida grotesca e fútil de povo.    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

ARENGA 473

Ganha um doce o jovem que entender o significado da resposta de um sociólogo a um colega seu quando este lhe perguntou se ele sabia de que se tratava uma aglomeração em frente a uma igreja e a resposta foi tratar-se de uma reunião de infiéis. Apesar de parecer enigmática como a orientação de Cristo para deixar aos mortos a tarefa de sepultar os mortos (Mateus 8-22), a referência à correspondência entre uma reunião de religiosos e uma de infiéis encerra uma realidade que se a massa bruta de povo fosse capaz de alcançar solucionaria noventa e nove por cento dos problemas que a infelicitam e que têm origem justamente nesta incapacidade e entender a realidade para noventa e nove por cento da humanidade, e de aceitá-la para os poucos que apesar de a entenderem recusam-na devido ao apego à tradição.

Sendo este aqui um lugar onde pensar, lembremos que Nietzsche comparou a religiosidade à feiticeira Circe, que por interesses inconfessáveis transformou em porcos (irracionais, portanto) os companheiros de Ulisses. Inteligente como não são os religiosos, geralmente inocentes feito crianças, o filósofo quis nos dizer que também por interesses inconfessáveis a religiosidade castra a capacidade de racionar do ser humano. E é exatamente o que acontece com o pretexto de que os mistérios de deus não devem ser motivo de especulação, dificultando, desta forma, o desenvolvimento do raciocínio e, consequentemente, da inteligência.

Esta realidade materializa-se no fato facilmente observável de serem as pessoas mais desprovidas de conhecimento, portanto, as mais ingênuas, as que escrevem em seus carrinhos baratos FOI DEUS QUE MIM DEU, ou que compram feijão santo, as mais religiosas. Daí a observação da sociologia de que um grande número de farmácias e igrejas denunciam alto grau de atraso do povo do lugar.

Sendo os religiosos pessoas de menor discernimento, são também as que mais facilmente se deixam levar pela lábia de espertalhões que disso se aproveitam para fazer carreira na política. Sendo a política que determina a qualidade de vida, vai daí que sendo de religiosos a quase totalidade dos seres humanos, resulta em ser a política usada para promover alto padrão de vida dos políticos às custas do povo obrigado a fornecer-lhes não só o imprescindível, mas também e com maior custo, supérfluos entre ao quais até chicletes.

Assim, o “infiéis” da resposta do sociólogo a seu colega estaria se referindo à realidade de que os religiosos, sendo maioria são quem escolhem os líderes políticos mal escolhidos em função da imaturidade intelectual, motivo pelo qual o jovem filósofo americano Sam Harris, no pequeno grandioso livro Carta A Uma Nação Cristã, manifestou preocupação quanto ao destino de sua pátria por ter seus líderes escolhidos por uma população de maioria religiosa, no que estava certo, visto os constantes ataques terroristas que vitimam aquele povo por conta da política desastrosa de seus religiosos chefes de estado.