terça-feira, 26 de abril de 2022

ARENGA 653

 

Os pedidos de medidas protetoras do meio ambiente pela juventude francesa ao ora reeleito presidente e a esperança insistentemente presentes na imprensa em novidades de melhores condições com um advento de pós-capitalismo são tão inúteis quanto as orações do Papa pela paz no mundo. Tais esperançosos parecem desconhecer a triste realidade de ser tão grande o poder dos parasitas acomodados na situação atual que nada será mudado se o povo que tem o poder de fazer a mudança não tá nem aí para mudança nenhuma. Algum dia será dada razão a esse cantinho de pensar quanto à sua afirmação de que sem mudar o elemento asqueroso povo para a condição de gente, nada mudará.    

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Na coluna Opinião do jornal Estado de São Paulo, a matéria intitulada ATACAR A DEMOCRACIA É CRIME, dá notícia de que a PGR e o STF afirmam que a imunidade parlamentar não inclui agredir a democracia e o livre funcionamento das instituições. Pensam estas autoridades entre aspas estar se dirigindo a completos idiotas? Para começo de conversa, a imunidade parlamentar é uma excrescência à qual uma autoridade que merecesse respeito, em vez de a ela se referir com naturalidade, condená-la-ia como artimanha de evitar que bandidos ricos fossem para a cadeia. Em segundo lugar, a democracia é atacada por estas mesmas autoridades entre aspas ao atuarem aberta e despudoramente em proteção do banditismo que se assenhoreou da política. É, pois, com cinismo que tanto a PGR quanto o STF fingem defender uma democracia tão mambembe quanto os integrantes destas instituições. A que raio de democracia se referem, se o próprio STF jogou no lixo o princípio constitucional de serem todos iguais perante a lei ao dizer cinicamente no julgamento do Mensalão que bandidos grã-finos não devem ir para as mesmas cadeias imundas lotadas de bandidos pobres? Não havendo cadeias luxuosas no país, tais bandidos devem voltar para suas casas, concluem os cavaleiros negros mambembes do STF, certamente para que pudessem desfrutar do dinheiro roubado da sociedade, o que efetivamente tem ocorrido.

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O “é preciso”, tão comum na imprensa, só não é mais cansativo e nauseante do que o “eu acho” da papagaiada de microfone e cientistas de politicagem. Quem acha não tem certeza e ciência não admite dubiedade. Tem de ser taxativa. Um cientista estará condenado ao ridículo se disser que acha que os pulmões são responsáveis pela oxigenação do sangue ou que fumar os impede de realizar seu trabalho.

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Na assembleia estadual paulista, antiga terra da garoa e atual terra do orgulho gay, um deputado declara que uma sua colega será reeleita porque o fato de ter tido a bunda apalpada em plenário por outro deputado chama atenção do eleitorado e renderá voto por conta da bunda manuseada. Quer dizer, então, que a mentalidade desse eleitorado se encontra em tamanho estado de mediocridade que tem putaria por meritória? Para que putaria assuma a divina sublimidade a que faz justiça é preciso que a mulher esteja participando prazerosamente e entre quatro paredes. Se, não em público, muitíssimo menos num local onde se acredita merecer a nobreza da responsabilidade de elaborar as leis que regulamentam o comportamento social. Mas, da cultura do venha a mim e os outros que se danem a putaria faz parte das instituições, inclusive a da família quando diante da televisão. na Suíça, segundo notícia no jornal O Estado de São Paulo, banqueiro é preso por envolvimento fraudulento em clube de strip-tease. Ao praticar putaria em público, os legisladores paulistas dão péssimo exemplo aos jovens que os substituirão.

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Na sociedade brasileira, aculturados apresentadores de programas chulos de televisão e ex-presidiários se apresentam com chance de vitória a candidatos aos mais importantes cargos políticos. Tamanha é a esculhambação que o escritor e jornalista da Folha de São Paulo, Ruy Castro, em matéria intitulada O JOIO E O JOIO, numa alusão à história de separar do trigo a impureza (o joio), com faro de bom jornalista e capacidade de encaixar humor em assunto sério, o que torna agradável a leitura, atributo de grandes escritores a exemplo de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Zé Saramago, e mais gatos pingados, disse o Ruy que o joio vai acabar pedindo separação. Realmente, a falta de compostura das autoridades entre aspas chega a níveis tão alarmantes que pessoas honradas acabarão pedindo separação da escória que por ter transformado em banditismo as ciências política e econômica se fizeram merecedoras de impropérios de baixíssimo calão tanto da parte do povo quanto entre as próprias autoridades entre aspas. Não resta dúvida quanto a ter a política se tornado uma grandessíssima esculhambação, debaixo das barbas de uma juventude tão submissa aos desmandos que é jovem apenas de corpo.

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Na página 59 do livro JANGO E O GOLPE DE 1964 NA CARICATURA, do historiador brasileiro Rodrigo Patto Sá Motta, consta que João Goulart era acusado de demagogo e de ser um político inescrupuloso e capaz de explorar o sentimento de frustração dos pobres em benefício próprio. No entanto, sendo os líderes políticos responsáveis pela administração pública que por sua vez é culpada por se encontrar o mundo em tamanha petição de miséria que pipocam guerras, bombas, rajadas de metralhadora, facadas, alastram-se pobreza, doenças, violência, apodrecem as águas, o ar se torna irrespirável e os alimentos se tornam cancerígenos, e sendo os líderes religiosos responsáveis pela religiosidade que por sua vez é responsável por tamanho atraso mental que leva as pessoas a conversar com estátua e comprar feijão milagroso, é de se concluir logicamente que as qualidades negativas atribuídas ao coitado do Jango (de saudosa memória se comparado com que temos hoje) também estão presentes tanto nos líderes políticos quanto nos religiosos.

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Nas páginas 78 e 79 do livro A Coroa, A Cruz E A Espada, de Eduardo Bueno, consta que no Brasil Colônia eram proibidos os livros, as universidades, a imprensa, debates culturais, e que a inteligência brasileira era controlada pela Companhia de Jesus. Estudantes leem isto sem que lhes ocorra ter por objetivo estas coisas manter no ar a peteca do atraso mental e do conformismo à servidão pela ação nefasta dos jesuítas de triste memória, que custaram ao genial Marquês de Pombal pela nobreza de escorraçá-los, ser escorraçado pela louca e beata D. Maria I. Cabadaí tem gente que diz ser exagero desse cantinho de pensar afirmar não só de ser maior a religiosidade onde também é maior a ignorância, mas também de ser a religiosidade aliada da má política que leva vantagem com o conformismo ao sofrimento proveniente da cultura do venha a mim e os outros que se danem.

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Respeitar a religiosidade corresponde a ser indiferente aos males que por ignorância vitimam a humanidade. A religiosidade, a exemplo do que fez Nietzsche, deve ser combatida em nome do incremento espiritual necessário ao advento da civilização, portanto, da harmonia social. Uma vez que solidariedade é imprescindível à vida comunitária, não estaria sendo solidário quem se negasse a levar algum esclarecimento a nossos irmãos tão desprovidos dele que desperdiça seu minguado dinheiro contribuindo para riqueza de pastores safados pagando dízimos ou comprando bíblias pensando que elas representam proteção. Assim, em termos de civilização, procede melhor quem combate a religiosidade. Não fazer isso proceder como alguém que se negasse a avisar alguém de se encontrar sob ameaça de perigo até então desconhecido por este alguém sob ameaça. Por falta de convencimento é que a humanidade se encontra ameaçada de ficar sem os recursos naturais dos quais depende sua existência. E tudo fica ainda pior quando se sabe que o convencimento da religiosidade, fonte da ignorância, é passado de pai prá filho desde que se tem notícia da invenção de deus. Dos males decorrentes deste procedimento não escapam nem as pessoas de ambientes de grandes conhecimentos literários e intelectualidade, a exemplo do conselho que o grande economista e autor de vários livros esclarecedores, Joseph E. Stiglitz, na página 390 do já citado livro O Mundo Em Queda Livre, diz ter recebido de seus pais na adolescência, quando cogitava de qual profissão adotar mais tarde: “Use a cabeça que deus lhe deu para decidir” ter-lhe-iam dito seus pais. Se até entre pessoas tão nobres em conhecimento a falsa ideia de deus predomina, que dizer, então, ente o rebotalho que escreve “foi deus que mim deu” em carrinhos ordinários. A esta realidade acresce o agravante de serem tais pessoas ignorantes que por meio do voto elegem gente até por ter tido a bunda apalpada. A ignorância deve ser combatida, nunca respeitada.

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 Na página 34 do livro Se Não Fosse O Cabral, de Tom Cardoso, consta que ao ser criticado por receber propina em troca de isenção de imposto o governador marginal adorado pelos “espertos” cariocas alegou estar seguindo o procedimento do governo petista que entre 2011 e 2014 concedeu principalmente para o setor automotivo renúncia fiscal no valor de sessenta bilhões de reais. Cabadaí vem prá cá com essa conversa fiada de dizer que na cultura do venha a mim o objetivo da economia não seja prejudicar o pobre e beneficiar o rico, realidade confirmada também na página 13 do livro O Mundo Em Queda Livre, de Joseph E. Stiglitz, onde declara o respeitadíssimo economista (o mesmo cujos pais incutiram a mentira deus) hoje ensina ao mundo que entre os anos 1970 e 2007 ocorreram cento e vinte e quatro crises do sistema financeiro em países em desenvolvimento, resolvidas todas elas pelo governo. E de onde sai o dinheiro que o governo passa para os ricos agiotas do sistema financeiro quando em crise senão dos mais pobres do povo uma vez que os ricos sonegam impostos? Prá todo canta que se volte, lá está o velho e sábio Marx a lembrar zombeteiramente: Eu não avisei que o mundo precisa ser mudado?

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 Nas páginas 73 e 133, do livro Os Onze, de Felipe Recondo e Luiz Weber, constam, respectivamente, as seguintes declarações: do ministro do STF Luiz Fux de dever a Sergio Cabral sua nomeação para o cargo de ministro do ridículo STF. Do ex-ministro também do ridículo STF Nelson Jobim, de dever a Fernando Henrique Cardoso a sua nomeação para aquela “Suprema Corte”. Sendo notórios tanto o mau caratismo do político quanto que quem com porcos se mistura farelos come, não é o caso de se perguntar onde teria ido parar a exigência constitucional de reputação ilibada e notório saber jurídico para que alguém pudesse ocupar tal cargo?

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Ainda sobre o STF, quando, segundo consta das páginas 238 e 239 do livro O Mensalão, de Merval Pereira, ministros do STF, supostamente guardiões da Constituição Federal, sob argumentos deslavada e cinicamente tendenciosos, procederam claramente de modo a evitar a prisão de ladrões do colarinho branco, não estariam esfarrapando o cansativamente repetido respeito à constituição insistentemente martelado pela papagaiada de microfone e cientistas de politicagem?

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Na página 20 do livro A Ditadura Escancarada, de Elio Gaspari, consta que apenas no segundo semestre de 1970 explodiram 140 bombas nos Estados Unidos e que em 197l, na Irlanda, detonaram-se mais de mil bombas, e as forças de segurança perderam 59 homens em combate. Isto não significa ser uma grande bobagem falar em povo civilizado e nem faz repensar a ojeriza ao velho Marx por afirmar que o mundo carece de modificação?

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Tanto embuste a envolver a humanidade faz lembrar Honoré de Balzac e sua afirmação de haver duas histórias: a história oficial, mentirosa, aquela que nos insinuam, e a história secreta, na qual se encontram as verdadeiras causas dos acontecimentos, uma história vergonhosa. Diz o sábio autor de A Comédia Humana, título que devia ter sido antecedido da expressão A Ridícula. Sendo mentirosa a história que nos contam e na qual baseamos o comportamento, é o caso de buscar a história verdadeira para ter nela a base do comportamento vez que comportamento baseado numa história falsa resulta em uma juventude tão mediocremente alheia à realidade que é incapaz de perceber ter sido induzida a se conformar na condição de eterna hospedeira de parasitas de todos os tipos.

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Para confirmar que no mundo tem bobo prá tudo, o livro recém-lançado LAVAGEM CEREBRAL, para o qual abundam injustificados elogios, principalmente pela precocidade do autor que aos 34 de idade já devia saber que nem todos os leitores do mundo são tão bobos a ponto de não serem capazes de distinguir entre mentira e verdade. O livro resulta de aprendizado na escola do Frankenstein americano da bunda branca Henry Kissinger que ensina ser ideal a competição, falsidade desmentida pelos primitivos que percebendo ser melhor a cooperação, abandonaram o isolamento e formaram comunidades, comportamento natural mais sábio do que o comportamento atual do venha a mim e os outros que se danem. O livro considera lavagem cerebral o que na verdade é limpar os efeitos danosos da lavagem cerebral que convenceu a humanidade de ser certo o que é errado, foi legalizada a violência dos assassinatos em campos de batalha para proveito de irresponsáveis chefes de estado que festejam em rodas elegantes vitórias de subordinados, jovens que foram convencidos a considerar inimigos outros jovens que apesar de nenhum mal lhes ter feito, estraçalham-se mutuamente em campos de batalha. Na página 13, entre bobagens de todos os tipos, o autor se mostra horrorizado porque um professor argumentou não haver imoralidade em sacrificar nascituros deficientes. Tal ideia, apesar de natural no reino animal, realmente causa espanto. Entrementes, não espanta aos medíocres lambe-botas divinas o sacrifício no mundo inteiro de milhões de fetos no estado mais avançado, quando crianças, por desnutrição e doenças dela decorrentes, em função de estar o dinheiro de evitar tamanha monstruosidade dormindo inutilmente em mãos de parasitas graças ao sistema injusto que o "jovem" balzaquiano escritor procura justificar. Na página 21 deste "maravilhoso" livro nas declarações de intelectuais constantes de suas capas, o autor repudia a maldade terrorista que matou civis nas Torres Gêmeas, ignorando ou fingindo ignorar os inúmeros civis que seu país matou e mata mundo afora para tomar petróleo. Além disso, estaria a matança justificada desde que se transformasse civis em militares? Na página 23, condena o escritor Paul Ehrliche, segundo a Wikipédia considerado pai da quimioterapia, por ter comparado o Holocausto ao bombardeio atômico do Japão. Diz o "precoce" escritor de 34 anos ser absurdo comparar a morte de seis milhões de inocentes no Holocausto com a ação militar que ao lançar a bomba teria salvado centenas de milhares de vidas americanas e japonesas. A verdade, entretanto, é de ser tanto condenável uma ação quanto a outra porque também eram inocentes muitos japoneses mortos pela bomba atômica. E assim, de bobagem em bobagem ou de maldade em maldade, o livro inverte as coisas e, como tantos outros, considera verdade o que é falsidade porque a verdade verdadeira sobre a cultura aprovada pela escola do Frankenstein americano da bunda branca é desmentida por economistas que se preocupam com o futuro da juventude a exemplo do já citado Joseph E. Stiglitz que na página 388 do livro também já citado O MUNDO EM QUEDA LIVRE, afirma o seguinte: “...o crescimento rápido que atingimos não é sustentável, nem do ponto de vista ambiental nem do social; em que não agimos em conjunto, como uma comunidade, para atender nossas necessidades comuns, de certa forma porque o individualismo desabrido e o fundamentalismo do mercado erodiram qualquer sentido de comunidade e levaram a uma exploração selvagem de indivíduos inocentes e desprotegidos e a uma crescente divisão social. Ocorreu uma erosão da confiança – e não apenas nas nossas instituições financeiras. Ainda há tempo para curar essas feridas”.  Na mesma linha de insustentabilidade do tipo de sociedade defendida pela escola do Frankenstein conterrâneo do prematuro escritor de 34 anos, nosso economista Ladislau Dowbor afirma na página 127 do livro A ERA DO CAPITAL IMPRODUTIVO que os infernos fiscais manejam um quarto a um terço do PIB mundial, o que significa que esta parcela resultante do trabalho de quem trabalha vai servir para especulação de parasitas, comportamento só justificável pelos próprios parasitas. E ainda desmentindo o ideal da competição, o também nosso economista Eduardo Moreira, na página 27 do seu pequeno grandioso livro DESIGUALDADE, mostra que entre nós um por cento dos donos de terras concentram mais de cinquenta por cento das terras cultiváveis e que um por cento mais rico possui mais reservas acumuladas do que os noventa por cento mais pobres, uma verdadeira catástrofe social. Conclui o economista.    

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Para encerrar a “prosa” sobre a “prosa” do prematuro escritor balzaquiano que por inexperiência ou por ter a consciência prostituída mostra-se adepto da cultura antissocial do venha a mim, nas páginas 31 e 36, ele condena as ideias de cobrar imposto de ricos e de justiça social. E por aqui ficamos porque para de desmitificar falsidades basta por hoje.         

 

 

 

 

quinta-feira, 21 de abril de 2022

arenga 652

 

Monumental é a estupidez do forrobodó da festança de eleições na qual o elemento asqueroso povo está gastando cinco bilhões do dinheiro que lhe falta para comer, morar cuidar da saúde e aprender o tamanho da burrice que é pagar para ser seduzido a entregar a chave do cofre do tesouro a quem quer que seja que uma vez de posso dela irá escancarar a imensa riqueza lá guardada para interesses totalmente diferentes dos interesses destes infelizes esfarrapados mentais que chegam a digladiar por esse ou aquele candidato, na verdade, cada um mais malandro que o outro. Na atualidade, Lula é exemplo maior desta realidade. Depois de despongar de um pau-de-arara e periperciar pela política sob aplausos e esperança de eleitores tão iludidos quanto os de agora e de sempre, conforme mostra o livro O Chefe, arrancou da sociedade fortuna tão grande que lhe deu bastante riqueza para comprar os bandidos de toga a que se referiu Eliana Calmon, que por ser honrada foi preterida pela massa bruta de eleitores em sua pretensão a um lugar no senado, do mesmo modo como também foi preterida a honrada Heloisa Helena pelos mendigos mentais do eleitorado alagoano em favor de Collor de triste memória colecionador de Lamborghinis. 

O verdadeiro objetivo dos candidatos no engodo das eleições está sobejamente demonstrado pelo ladrão de nove dedos do livro O Chefe que  de pau-de-arara frequenta os hospitais mais caros, paga os advogados vendáveis mais caros, é homenageado pelo governo francês (como prova de que em todo lugar sucesso político está na malandragem, mau caráter e falta de honra). Não são outros os motivos pelos quais aplausos e pipocar de foguetórios saúdam o ladrão de nove dedos que segundo a imprensa voltará à presidência a fim de roubar ainda mais. Desta forma, a realidade é que a decepção de cada eleição é renovada a cada nova eleição.

Não haverá estabilidade social enquanto houver parte significativa da sociedade na pobreza e depender a sociedade de um tal de mercado que não admite colocar pobre no orçamento, como diz o economista Paulo Kliass em matéria no jornal Outras Palavras, procedimento que eternizará a pobreza e os males dela decorrentes.

Por trás da algazarra das eleições rolam trapaças que a malta de frequentadores de igreja, axé e futebola nem imagina. Ao ser estimulada pelo pão e circo a se desinteressar pela realidade do que ocorre em torno de si, a humanidade se tornou incapaz de perceber que de falsos líderes só se pode esperar falsidades a exemplo da notícia na imprensa de que o líder dos ucranianos promete melhor futuro para os habitantes daquele país, cinismo característico de todos os líderes políticos sob cuja irresponsabilidade a massa bruta de povo entrega seu destino. Poderiam os ucranianos ter futuro pior do que este triste presente se até o momento já morreu número incontável deles? Se causar a morte de uma só pessoa, é crime, falsos líderes, impunimente, causam a morte de milhares ou milhões de pessoas sem que a ninguém ocorra o motivo de total concordância com tamanha insensatez e injustiça.

A indiferença à realidade à sua volta faz com que os seres humanos desprezem o risco a que está exposta a vida dos filhos que dizem amar. No entanto, estes seres estúpidos se interessam por cantoras cujo atrativo maior é a exposição de imensa bunda (e na parte da bunda demonstra bom gosto), pelo aniversário do “rei” Roberto Carlos e o milésimo gol de Pelé, lembrados estes dois “monumentais e auspiciosos” acontecimentos nesta manhã pela rádio Bandeirantes AM de SP, eficiente arauto do pão e circo. Vai daí que a busca por uma sociedade sem tanta estupidez será mais beneficiada com um trabalho voltado para despertar a humanidade do torpor imbecilizante em que se encontra do que apontar-lhe erros decorrentes desse torpor. Como diz o velho ditado, ensinar a pescar é mais eficiente que dar o peixe.

Nenhum trabalho que não de conscientização poderá fazer a humanidade sentir a monumental discrepância entre o que lhe é dito e o que é na realidade. Um exemplo: nas páginas 12 e 134 do livro A Lei, o economista e escritor francês Frédéric Bastiat faz estas duas declarações: a primeira diz: “...a única função da lei é fazer com que reine a justiça – na verdade, impedir que reine a injustiça”. A segunda declaração diz: “Deus deu ao homem o que ele precisa para cumprir seu destino”. É como se o escritor considerasse não haver no mundo um só leitor capaz de raciocinar e concluir que as leis têm justamente a finalidade de assegurar o predomínio da injustiça. Se as leis garantem a injustiça de haver milhões e milhões passando fome enquanto gatos pingados têm o bastante para milhões e milhões de vidas luxuosas, como se falar que tais leis têm por objetivo assegurar que reine a justiça? Esta conclusão, além de irrefutável, também prova a falsidade da segunda declaração do escritor francês porque em vez de dar alguma coisa aos pobres, o que faz o tal de deus a que ele se refere é permitir que os pobres sejam penalizados em benefício dos ricos como mostra o economista brasileiro Eduardo Moreira na página 139 do pequeno grande livro Desigualdade: “A sigla HNWI representa em inglês o grupo chamado High-net-worth individuals. São indivíduos que possuem mais de um milhão de dólares em investimentos líquidos. Naturalmente, os membros desse seleto grupo são cortejados por consultores, instituições financeiras e escritórios de advocacia, ávidos por prestar consultoria para reduzir a carga tributária sobre tais investimentos. Acontece que fazer planejamento para um HNWI no Brasil, apesar de perfeitamente legal, é injusto. Isto porque toda a legislação é feita para privilegiar quem detém patrimônio, em detrimento daqueles cuja renda apenas se destina ao sustento e cumprimento das obrigações básicas”.

A realidade, pois, é que enquanto ricos ignorantemente se negam a contribuir com dinheiro para custear as despesas de administrar a sociedade, deixam este encargo sob responsabilidade dos pobres que não têm como escapar do cumprimento desse dever. Enfim, nada condiz com a realidade. Há pouco, no vaso sanitário, lugar apropriado para a política atual, ouvia o senhor vice-presidente desta infeliz pátria de deus, amada só na propaganda do governo, falar de soberania e desenvolvimento econômico. Como soberania se o idioma inglês disputa espaço com nosso estropiado português a ponto de não se falar mais “está bem” e até crianças dizem o “O.K.” americano e se o resultado do desenvolvimento econômico serve para fomentar contas nos infernos fiscais, inclusive do ministro da economia da pátria amada?

São tantos os exemplos do desinteresse dos seres humanos pela realidade que não escapam a quem quer que se dedique a pensar sobre o assunto. Vejamos alguns deles:

1 – Se ninguém ignora que a finalidade dos eleitos é roubar, por que, então, continua o povo a concordar com isto?

2 – Se a sociedade não pode prescindir de produzir o que necessita, por que não haver harmonia entre capital, trabalho, justiça social, uso racional dos recursos naturais e da produção, extinção de uso perdulário do que é produzido, uma vez que os recursos naturais são finitos?

3 – As guerras religiosas visando impor a vontade de um deus tão poderoso que podia fazer isso com um estalar de dedos não provam ser falsa a ideia desse tal de deus?  

4 – Não estaria a humanidade sendo induzida a não perceber a realidade? Afinal, um mágico induz a ver um anel desaparecer da mão e aparecer dentro de uma laranja, o que acontece desviando a atenção do público do que está sendo feito. Não estaria o pão e circo fazendo a mesma coisa acontecer com a humanidade? Afinal, ela não consegue perceber coisas tão simples quanto  mediocridades virar celebridades.

 

            

 

 

  

   

sexta-feira, 15 de abril de 2022

ARENGA 651

 

Por nobreza de espírito, pela preocupação com o futuro de uma juventude tão facilmente manipulável pela inexperiência, pela inconformação com as injustiças da justiça, seja lá qual for a razão, o certo é que desde sempre houve pensadores que percebendo ser a maioria absoluta dos sofrimentos humanos causados pelos próprios seres humanos, dedicaram-se à sublime tarefa à qual também se dedicou Cristo, de fazer ver à humanidade procedimentos que se adotados evitariam a maioria dos tormentos que não obstante desnecessários motivam tanta infelicidade à qual se submetem de bom grado estes seres eternamente sofridos e enganados por inescrupulosos aproveitadores que deles se utilizam impiedosamente como ponte para uma vida isenta de necessidades. Nem poderiam mesmo os seres humanos serem capazes de procedimentos baseados em espiritualidade elevada se apenas há pouco tempo de sua existência viviam no topo das árvores em matas virgens, tendo frutos muitos dos quais venenosos e insetos por alimento. De tal mentalidade só se pode mesmo esperar guerras, fome, peste, debilidade mental da juventude,  administração pública corrupta, excesso de riqueza ao lado de excesso de pobreza, aproveitadores vis se locupletando com a vitalidade de quem precisa vender a força/trabalho para sobreviver, instituições governamentais transformadas em antro de banditismo, legalização do crime, tamanha deterioração mental que em vez de evoluir, a política  regrediu à teocracia medieval, vulgaridade e maus costumes superando atitudes nobres e bons costumes,   pessoas de mentalidade das mais medíocres sendo notícia constante na imprensa como celebridades. Estas são apenas pequena amostra das distorções que encontram defesa em consciências prostituídas a soldo de adeptos da desordem para os quais esta seria a melhor forma de vida não obstante a realidade de ser incontestavelmente intolerável para quem superou a mentalmente reles, medíocre e obscura daqueles que por serem impedidos de aprender a realidade da vida se veem presos à condição de massa bruta de povo. A realidade da vida não se aprende em escolas porque as escolas têm por objetivo escondê-la e ensinar irrealidades. Daí doutores com a mesma mentalidade de analfabetos em assuntos pertinentes à atividade de viver. No tocante a crendices, por exemplo, a única diferença entre doutores e analfabetos é que doutores não escrevem em seus carrões FOI DEUS QUE MIM DEU. 

Nesse ponto cabe refletir sobre o motivo pelo qual os chamamentos à verdade não surtem efeito, ao contrário do que acontece com os chamamentos à falsidade que têm tanto êxito a ponto de serem recebidos de braços abertos a repugnância às ideias de cooperação defendidas pelos socialistas e, inversamente, a simpatia com que de braços ainda mais abertos do que os do Cristo do Corcovado são recebidas as ideias de competição defendidas pelos adeptos da privatização que resulta em locupletação por parasitas que enriquecem vendendo bens adquiridos com dinheiro da coletividade. O fato de andar a humanidade sempre sempre na contramão encontra explicação nos seguintes raciocínios:

1 – As primeiras reflexões entraram na mente humana quando a humanidade ainda estava nos cueiros e desconhecia a ideia de sociedade.

2 – Conforme mestre Platão, o comportamento do adulto depende do que ele aprendeu em criança.

3 – Se, em criança, a humanidade aprendeu falsidades como dependência de divindades e de liderança exercida por outros seres humanos que também aprenderam as mesmas falsidades e que por isso também desconheciam a realidade de que a dependência devia ser de solidariedade, cooperação, paz e tranquilidade, e que para isto as próprias pessoas em lugar de um deus inexistente é que devem buscar por si mesmas. Para tanto basta saber não ser correto do ponto de vista da harmonia social ter mais que o necessário para se viver com dignidade, evitando ser indiferentes à necessidade dos demais. A vida em sociedade requer contenção dos desejos sexuais, vingança ou quaisquer outros que fossem contrários à paz entre os membros da sociedade. Sem observação de tais princípios não há de se esperar outro tipo de sociedade senão este pandemônio considerado sociedade humana.  

Temos, pois, que sendo o comportamento determinado pelas convicções, e que as convicções são determinadas pelas crenças, e que as crenças uma vez estratificadas na mente tornam-se tão difíceis de serem removidas quanto as rochas, como nos ensinam grandes mestres do saber, tendo sido a crença dos seres humanos, como vimos, fundamentada no aprendizado de falsidades, têm, necessariamente tais seres de ter falsidades enraizadas na personalidade, do que resulta comportamentos incompatíveis com racionalidade.

Daí que os seres humanos aceitam mentiras e rejeitam verdades. Além da dificuldade em erradicar das mentes as falsidades aprendidas em criança, e de haver empenho deliberado em ensinar mentiras e evitar que sejam ensinadas verdades, de tal procedimento resultam crenças como a existência de deus e de não se dever especular sobre seus mistérios, apequenando o raciocínio de tal forma que se acredita haver vantagem em se conformar com os infortúnios em vez de especular sobre como evitá-los.

A realidade é haver um trabalho que a custo de ouro fomenta a aceitação do que deve ser rejeitado e rejeita o que deve ser aceitado. De outra forma seria impossível que seres capazes de raciocinar aceitassem haver pobreza no mundo se há recursos suficientes para que tal não acontecesse. Um exemplo: aqui ao lado, o livro A Lei, do economista e filósofo francês Frédéric Bastiat, afirmando o seguinte na página 24: “Provém a nós, de Deus, o dom que inclui todos os outros...”.  Não existindo nenhum deus, como mostra a razão, tal afirmação significa haver farta quantidade de anos luz a separar a humanidade da capacidade de raciocinar e tirar conclusões próprias. Daí a facilidade com que artimanhas têm conseguido sucesso em assegurar a manutenção  do parasitismo e em fazer com que a humanidade finque pé na incapacidade de formar sociedade baseada em verdades e de entender que em vez de deus e riqueza os bens dos quais depende a vida, na realidade, se encontram tão distantes disso que esta crença está levando o mundo à falência dos recursos naturais dos quais depende a existência, sob indiferença total e universal.

 Vivendo os seres humanos nas mesmas condições das feras, disputando território entre si, fica evidente estar sendo inútil o empenho no sentido de elevar a mentalidade destes seres brutos e tão desprovidos de discernimento que o rendimento do seu trabalho é desbaratado debaixo do seu nariz por líderes do pé de barro de forma tão escandalosamente depravada que a riqueza feita pelo trabalho dos liderados está sendo usada até para pagar processo cirúrgico de endurecimento da rola de militares na sociedade brasileira que em estupidez não é diferente das demais sociedades do mundo se também lá líderes de pés de barro parasitam seus liderados e empregam em material de destruição e em benefício próprio a riqueza produzida por aqueles que esperam contar com uma administração correta dos recursos que produzem. Patrocinar endurecimento de rolas dá a entender que a exuberância do homossexualismo e a depravação dos costumes em nossa sociedade está levando o povo a fazer questão de rolas duras. Tendo a depravação sido transformada em motivo de fama e celebridade, torna-se difícil, mas não impossível influenciar os seres humanos a exemplo do que se faz com irracionais, civilizar seu comportamento e se chegar à civilização, desde que haja eficiente trabalho voltado para despertar a juventude do torpor imbecilizante em que foi envolvida.   

Talvez seja ridículo este cantinho de pensar se arvorar a desmistificar a questão da persistência humana em comportamentos irracionais, achando-se capaz de entender assunto que parece escapar a mestres do saber. Mas ninguém tira da cabeça desse cantinho que a incapacidade humana de aprender boas maneiras está na questão levantada pelo mestre Rousseau de não se poder ser claro com quem é desatento. É, pois, na desatenção, na não observação de encontrar em perigo, onde está o Nó Górdio da dificuldade de aparar as arestas da brutalidade humana. Se qualquer pessoa, por mais estúpida que seja, tendo consciência de estar sob ameaça terá sua atenção totalmente tomada pela prioridade de assumir providências de autoproteção tanto mais enérgicas quanto maior for a amaça, o povo, entretanto, tendo sua atenção aprisionada no pão e circo, embora ameaçado de se tornar tão insalubre o ambiente em que vive a ponto de impossibilitar sua sobrevivência a exemplo do acontecido com os dinossauros,  a falta de atenção para com esta realidade explica as pipocações de foguetórios, requebramento de quadris nas variadíssimas modalidades de axé, alvoroço de campeonatos esportivos, e quando incomodados, buscam conforto em orações.

Vai daí que os alertas de perigo a um povo desatento não produzirão mudança de comportamento sem torná-lo consciente de estar em perigo, o que só poderá ser feito despertando-o do enfeitiçamento do pão e circo que segurando a mentalidade na infância faz adulto se engalfinhar porque a bola passou pelo goleiro, faz adulto pensar que não lhe diz respeito se o político rouba porque não estará roubando nada seu, faz rico sonegar impostos, faz pais estimular inocentes crianças à religiosidade, a ver celebridades onde só há imbecilidade, participar de concurso de beleza ou esconder dos filhos o assunto sexualidade que um dia despertará inevitavelmente. Tudo isso dá prova de desatenção ao resultado desastroso de tais comportamentos incutidos pela anticultura do farinha pouca meu pirão primeiro da qual resultam ouvidos de mercador e eternização da falsa realidade de nada haver a se opor, nenhum problema a ser resolvido, embora a cada dia a imprensa mostra coisas socialmente tão perigosas como trilionários esnobando a cara de bilhões de esfarrapados, exuberância da corrupção e autoridades totalmente desacreditadas, situação que já resultou em revoluções como a Francesa e Russa.

 

sábado, 9 de abril de 2022

ARENGA 650

 

Graças ao Movimento de 31 de março de 1964 hoje não somos um país comunista. Sou testemunha ocular daquele grave momento em que o Brasil poderia ter ido para o caminho errado com os comunistas no poder. É o que declara o ricaço Salim Mattar, empresário da Localiza, cujo nome indica se tratar de mais um dos muitos gringos que se aproveitam do almoxarifado Brasil eternamente de pernas abertas para que rufiões do parasitário sistema financeiro tenham aqui na pátria de deus e juventude imprestável de torcedores, religiosos e bailarinos de axé o lugar ideal onde dar vasão ao incontido e bestial instinto de busca por riqueza fácil explorando a classe trabalhadora entorpecida pelo efeito imbecilizador do pão e circo.  Não é outro o motivo pelo qual esse mesmo senhor Mattar volta à imprensa para defender a privatização da Petrobrás. As privatizações são mais uma das muitas fontes que abastece tanto políticos canalhas quanto empresários canalhas, verdade a que se chega tomando conhecimento do que diz o insuspeito jornalista Hélio Fernandes sobre a privatização da Vale do Rio Doce que proporcionou enriquecimento para o então presidente Fernando Henrique Cardoso. 

Quando o gringo Salim Mattar dá graças por ter o povo se livrado do comunismo, não só sugere ter acontecido algo de bom para o povo que teria se livrado de algo ruim, mas também angaria a simpatia da opinião da massa bruta de povo para o ideário político do seu grupo de Bezos e Hangs, anulando, desse modo, possibilidade de protesto, não obstante estar tudo tão ruim para o povo que a ele cabe um futuro de terra arrasada como resultado da ação predatória e assassina de destruir a natureza para construir imensas riquezas cuja finalidade é encher as burras desses parasitas especuladores do sistema financeiro, assassinos por desnutrição de milhões de crianças mundo afora.

Embora não faltem chamamentos de atenção da massa bruta de povo para a realidade da necessidade de se viver outra realidade, falta, contudo, a percepção de que a anuência dos pobres ao ideário dos ricos eterniza a situação atual. Levado por manipulação cerebral a acreditar estar tudo bem do jeito que está, o povo, que é quem decide o destino do mundo embora não saiba disso, não vê necessidade de mudar coisa nenhuma, realidade materializada nos festejamentos e pipocamentos de foguetórios que nos finais de ano queimam fortunas incalculáveis sob aplausos da massa brutalmente imbecilizada pelo pão e circo. O povo foi levado a pensar como querem os ricos e é por isso que tanto nas casas dos pobres, como também nos bancos (casa dos ricos) não falta a imagem de um Cristo com cara de bobão babão, olhar suplicante voltado para o teto, o coração do lado de fora do peito e uma rudia de espinhos na cabeça de onde escorre sangue, cuja finalidade é banalizar o sofrimento e a acomodação materializada no "seja como deus quiser" que evita o "seja como nós queremos" porque se sendo como nós queremos a riqueza do mundo será usado em benefício da humanidade em vez de servir ao parasitismo de decrépitos exploradores do suor de quem trabalha.

A identidade de pensamento entre pobres e ricos dá origem à aversão a ideias socializantes, e esta aversão garante a permanência da exploração da classe trabalhadora de forma tão evidente que Douglas Rushkoff, no jornal Outras Palavras, qualifica o trabalho como forma de tornar a vida desfrutável, expressão que desnuda a verdade sobre o motivo pelo qual o gringo Mattar fomenta aversão a uma cultura que defendesse a ideia de que a riqueza pública fosse usada em benefício de todos.

Mas como essa “prosa” já vai longe, encerremo-la com a seguinte constatação: uma vez que tanto tristeza quanto alegria fazem parte da vida e ser a preferência pela alegria, deve-se fazer prevalecer a alegria sobre as inevitáveis tristezas que afligirão a juventude no momento em que esvair o vigor e chegar a velhice, motivo de tristeza para quem nada aprendeu na vida por tê-la deixado escorrer feito água entre os dedos sem ter dedicado um só momento em cogitar de coisas como o porquê de haver tantos necessitados se no mundo se há riqueza bastante para que todos possam viver com dignidade.   

 

quarta-feira, 30 de março de 2022

ARENGA 649

 

Esta infeliz pátria de deus está à beira de trocar por outro um governante teocrático influenciado pela avidez mórbida de pastores inescrupulosos que aproveitando da ignorância da massa bruta de povo enriquecem vendendo feijão milagroso e água santa. A tais embusteiros se alia a autoridade máxima de nossa sociedade infeliz. Seria alvissareira a troca de nossos governantes que acontece agora se não fosse por outro governante que da mesma forma perpetuará a infelicidade da massa bruta em que foi transformado esse povo que parece existir apenas para sofrer, festejar, torcer e orar. É tão raquítico o raciocínio do povo (qualquer  povo) que a convivência com eles, como disse o sábio, dá um mal-estar equivalente a doença. É tão difícil que chega a parecer impossível encontrar no meio do povo uma única pessoa capaz de um diálogo acima das mediocridades próprias de mentes fúteis e vulgares, incapazes de perceberem estar a humanidade caminhando por um caminho que leva a um destino trágico. 

A massa bruta de povo vive na irrealidade, de ilusões e futilidades. Não percebendo estes seres asquerosos e medíocres a importância que tem a educação para uma vida menos infeliz do que a que se tem, deixam que falsos líderes decidam o que devem aprender  as crianças. Se, como observou Platão corretamente, o que é ensinado à criança forma a personalidade do adulto, o resultando da educação que a cultura do venha a mim e os outros que danem ministra à criançada, são adultos religiosos, torcedores e carnavalescos, ingredientes dos quais resulta uma sociedade de incapaz de elaborar seus próprios raciocínios, na verdade, uma  armadilha educação que perpetuação a conformação com o servilismo do "seja feita a vossa vontade que suprime a necessidade de ter a dignidade de viver como deve viver todos os seres humanos na verdade enganados de forma tão espetacular que são  indiferentes ao próprio destino. Apaticamente, contentam-se os seres humanos com um destino determinado por falsos líderes. Daí viverem uma situação tão irreal que a moral e os bons costumes foram escorraçados pela imoralidade e costumes tão maus que a criminalidade passa a ser legal. 

O mundo, como disse Marx, precisa ser mudado. Seu maior bem, a democracia, em função do analfabetismo político, resulta na escolha dos piores entre todos os falsos líderes aos quais o povo dá enorme quantidade de dinheiro para convencê-lo a votar em quem não tem outro objetivo senão o de empulhar esse mesmo povo que paga para ser empulhado. 

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Ao condenar o doutor Dallagnol a pagar indenização por defender a sociedade ao apontar como ladrão o escroque de nove dedos que de pau-de-arara virou como que por milagre multimilionário, a justiça prova inequivocamente à juventude que pelo caminho da desonestidade e da canalhice é mais fácil vencer na vida. É intrigante a passividade dos pais ante tamanho absurdo.

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Não significa total desprezo à honestidade e à moral o fato de ser legal que a OAB tenha sua arrecadação incrementada pela participação de advogados no roubo do erário? O cinismo destes advogados é tamanho que para assegurar a fonte ilegal de riqueza, um deles, o Álvaro Guilherme de Oliveira Chaves, apresentou como tese de mestrado na Universidade de Brasília opinião de que o combate ao colarinho branco por Sergio Moro visou obter simpatia perante a opinião pública. É tamanha a sacanagem desse tipo de advogado e a indiferença da sociedade quanto ao que ocorre que não se deve impedir o saque do dinheiro da educação, saúde e segurança, bens sem os quais a vida vira um tormento.      

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Será que não existe mais homens de moral inabalada como meus avôs, se a ninguém parece incomodar a situação atual a clamar por ação moralizadora? Estarão os homens de bem condenados a conviver com a escória moral que se assenhoreou das instituições das quais depende o destino do país e sua juventude? Até quando será permitido que vis criaturas induzam jovens a seguirem pelo caminho torpe por eles seguido?

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A indiferença da juventude à notícia de estar o governo teocrático canalizando recursos do erário em benefício de representantes de deus significa que os descendentes dessa juventude apática pagarão alto preço pela pusilanimidade de seus antecedentes tornados apáticos pela armadilha da futucação de telefone.

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Para a pergunta da matéria no jornal Folha de SP “COMO FUNCIONA O BUDISMO?” a resposta é: do mesmo jeito de toda crendice: pessoas inescrupulosas se aproveitando da facilidade com que se pode enganar os ignorantes para explorá-los em nome de um deus que só existe na bola que frequentadores de igreja, axé e futebola têm no lugar onde quem pensa tem cabeça.

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A sagacidade da juventude sucumbiu juntamente com a nobreza dos sentimentos de vergonha, honradez e honestidade. Segundo o resultado de mais de dez anos estudando o processo de domínio da sociedade humana por um grupo de inescrupulosos e avarentos abutres de Bezos e Hangs reunidos numa instituição denominada Clube Bilderberg,  a doutora Cristina Martín Jiménez diz o seguinte na página 92 do livro OS DONOS DO MUNDO: “A introdução das drogas no microcosmo adolescente é um dos mecanismos que melhor funcionaram para controlar e manipular os indivíduos na fase vital do desenvolvimento e de maior energia. O instituto Tavistock (braço do Clube Bilderberg, grifo nosso) percebeu o poder de ação ilimitado dos jovens e, por isso, apressou-se para encontrar métodos que freassem esse considerável potencial. As drogas são os veículos mais eficazes para causar a inação da juventude, pois atordoam, deixam o usuário acomodado na inércia, seu uso contínuo gera psicose, depressão, medos infundados, apatia, perda de confiança e autoestima, paranoias e outras doenças mentais, sendo algumas delas irreversíveis. A estratégia de proibição foi bastante eficaz, já que estimulou o desejo do consumo nessa faixa etária em que a rebeldia atua como bandeira identitária e de coesão grupal. Uma das piores consequências disso é que os jovens dependentes não têm consciência de como estão sendo manipulados por esses agentes de controle social, nem sequer se dão conta de que a droga não vai solucionar seus problemas, mas piorá-los, sendo, às vezes, tarde demais para tentar reagir. A CIA, cujos agentes são formados em Tavistock, administrou LSD aos próprios funcionários para estudar suas reações, causando várias mortes. Estamos nos referindo aqui ao programa MK Ultra, que surgiu quando a empresa farmacêutica Sandoz AG, propriedade da S. G. Warburg & Co., desenvolveu o ácido lisérgico (LSD). James Paul Warburg, conselheiro de Roosevelt, criou o Institute for Policy Studies para promover a droga. O resultado foi a narco-contracultura do LSD dos anos 1960, a chamada “revolução dos estudantes”, que foi financiada com 25 milhões de dólares pela CIA.” Não obstante importante significação deste trabalho para uma geração futura e menos estúpida, a doutora Cristina não é considerada famosa nem celebridade, ao contrário das toupeiras mentais de imensas bundas e peitos do Yahoo Notícias que não resistem a abrir as pernas para dinheiro e fama.

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A notícia na imprensa dando conta de que o governo se declara impotente para conter a fome crônica e insaciável de riqueza dos Bezos e Hangs da vida, que provoca a alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis, significa que para nada serve o governo uma vez que a ele caberia coibir a propensão inevitável à desordem dos ignorantes seres humanos incapazes de superar o primitivismo inicial. Será que por ser incapaz de fazer o bem é que o governo prodigaliza no fazimento do mal? 

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Duas outras notícias também na Folha de SP levam quem está espiritualmente acima de medíocres frequentadores de igreja, axé e futebola à conclusão de que a juventude está sendo induzida a viver tamanha falsidade que chegará ao inevitável momento final da vida em grande e desnecessário sofrimento. A primeira destas notícias diz que o outrora belo, jovem, e famoso ator Alain Delon, tendo chegado aos oitenta e seis anos, está tão infeliz e inconformado com a velhice que recorre à eutanásia para se livrar do desconforto. A segunda notícia, dando conta de que a atual bela, jovem e famosa Anitta faz bonito perante o mundo, significa que ela está no mesmo caminho que não obstante esplendorosamente pavimentado, conduz à mesma velhice de decepção com a vida e ao mesmo sofrimento ora vivido pelo desnecessariamente infeliz Alain Delon.

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Induzidos pelo pão e circo de ser motivo de fama e celebridade o que não são mais do que  brincadeiras, vulgaridades e imbecilidades, ao despertar do encantamento para a realidade da vida encontrar-se-ão os jovens transformados em marionetes pelo pão e circo na mesma situação em que se encontra quem depois de monumental carraspana se vê sob o efeito incômodo da também monumental ressaca.

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O que a cultura capitalista faz com os jovens encantando-os pelo canto da sereia de fama, riqueza e celebridade corresponde ao que faz quem induz uma jovem a ficar bêbada e usar o corpo dela para dar vasão a instintos bestiais.

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A cada instante a humanidade afunda mais e mais na insensatez. Em vez de socos, as crianças modernas brigam de faca e pistolas, enquanto as autoridades se desmoralizam a ponto de não lhes causar vexame o merecidíssimo qualificativo de canalhas vez que se beneficiam permitindo que os bancos retirem da sociedade mais dinheiro do que é gasto com saúde e educação. E tem mais: as mais altas autoridades judiciárias foram cooptadas pelo bandidismo avassalador que tudo contamina. E tem mais: o sofrimento de Julian Assange demonstra a verdade da afirmação de George Orwell de que em época de farsa universal, a verdade é motivo de punição. E tem mais: Noam Chomsky afirma que todos os presidentes americanos (tão louvados pela papagaiada de microfone da América Latrina, grifo nosso) foram criminosos ao se envolverem em crimes de guerra. Desta forma, diante de tamanhos absurdos, não seria de se debruçar com carinho em vez de condenar a sabedoria do velho Max ao afirmar que o mundo está carente de transformação?  

 

segunda-feira, 21 de março de 2022

ARENGA 648

 

 Tudo leva à conclusão de ser a vida vivida ao contrário de como devia ser. Quando um pai, sob o efeito imbecilizante do pão e circo, escancha um filho no pescoço e o estimula a ter como herói uma marionete aculturada em louca disparada no carro de corrida, o resultado disso é infelicidade para as famílias de jovens mortos ou mutilados por acidentes nos “pegas” graças à influência maligna dos bonecos inconscientes de seu papel de moleques-de-mandado dos malfazejos Bezos e Hangs do mundo que a custo de ouro mantém a diabólica invenção do pão e circo cuja ação atrofia o raciocínio de forma tão espetacular que faz pessoas inteligentes se comportar como babacas capazes de ensinar aos filhos a admirar incultos escoiceadores de bola ou que a felicidade deles depende de deus em vez de suas próprias ações. Pais que assim procedem tornam seus filhos alienados da realidade de que nosso destino independe de divindades imaginárias criadas por nossos antepassados diante do medo que a enormidade da natureza lhes impunha. Ao fazer isso com os filhos os pais os priva da possibilidade de formar uma sociedade civilizada. São desnaturados os pais omissos ante a influência perniciosa da religiosidade alienante e das vulgaridades tão comuns no Yahoo Notícias e programas chulos de televisão porque disto resulta em estimular a prostituição e deturpar a sexualidade dos jovens.

Há uma trama satânica ardilosamente arquitetada para fazer os pais procederem assim porque o normal é que os pais orientem os filhos para que se deem bem na vida em vez de terem a vida infeliz que têm sem que ninguém mova uma palha no sentido de orientar os jovens inexperientes para caminhos menos infelizes por onde fazer o percurso da vida. Se até os bichos ariscam ou mesmo sacrificam a vida em defesa dos filhos, por que, então, seres humanos ficam indiferente vendo seus filhos sendo orientados para se tornarem tão infelizes que praticam suicídio?

Embora intelectuais tergiversem inutilmente  sobre como proceder para se viver melhor, é como se não percebessem a realidade de que a consciência coletiva da qual resulta a escolha dos líderes políticos que decidem pela qualidade de vida é moldada pelos interesses dos magnatas dos meios de comunicação uma vez que as pessoas não estão presentes ao que acontece no centro do poder de onde emanam as decisões políticas, resultando daí que as pessoas têm por verdade o que as notícias lhes dizem ser verdade. Vai daí que sendo natural a busca por comodidade, os magnatas donos dos meios de comunicação engordam suas contas bancárias já obesas, inclusive com verbas públicas, não só para transmitir falsidades e manter o povo tão desinteressado em aprender ser ele o verdadeiro senhor que passa necessidade enquanto paga contas bilionárias para dar vida faustosa a sanguessugas que se locupletam na agiotagem do sistema financeiro. As artimanhas anulam nos seres humanos a capacidade de raciocinar de tal modo que eles até almejam se tornar escravizados por um emprego dos exploradores da vitalidade de quem precisa vender a força/trabalho para sobreviver. Desta forma, mesmo querendo que os filhos se deem bem na vida, mas impossibilitados de agir nesse sentido porque suas mentes foram embasadas em informação falsas,  os pais acabam permitindo sem saber que seus filhos, como eles, venham também a se tornar  vítimas da sanha dos monstruosos ajuntadores de riqueza, e, em vez de agirem no sentido de viver bem, agem no sentido de viver mal ao desejarem também ser um parasita. A humanidade está tão atolada em falsidades  que até o livro que considera conter a palavra do seu deus há apologia à riqueza e até mesmo esse tal de deus tem seu tesouro divino, boa parte do qual, se deve ao morticínio e saque à cidade de Jericó (Josué 6-27).

Não é por falta de inteligência, mas pela impossibilidade de fazer uso dela que os seres humanos se comportam de modo a buscar infelicidades para si mesmos. A justificativa disto foi percebida pelo historiador Edward Mac Nall Burns de ser a humanidade constituída de seres tão estúpidos que vivem para destruir o que construíram, conclusão confirmada pelo genial Einstein quando fez a seguinte observação:  “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri certeza”. Para que esta estupidez seja superada basta que a humanidade seja alertada para a realidade de estar sendo estúpida, de estar sendo entorpecida por falsas informações de forma tão evidente que pessoas se reúnem para tratar de assuntos de vida depois da vida enquanto permite que Bezos e Hangs troquem por riqueza os recursos naturais de que depende a vida antes da morte.

Tem-se, pois, que a estupidez humana é inculcada nos seres humanos independentemente da vontade deles. Para isso é que existe uma televisão em cada local onde se ajuntam pessoas. É para fazê-las indiferentes ao absurdo de distribuir tão mal a riqueza produzida por elas que algumas dispõem de recursos para milhões de vidas embora só tenham uma, enquanto outros passam fome. Daí ter São João Crisóstomo afirmado com propriedade que ninguém a não ser nós mesmos pode nos fazer infelizes. 

Como os bichos, vivem os seres humanos por viver apenas, não obstante ser a atividade de viver a mais importante de todas as atividades, mesmo porque não se poder exercer nenhuma atividade sem que se esteja vivo e gozando de saúde e disposição. Daí não se justificar deixar a responsabilidade pela qualidade de vida e disposição sob responsabilidade de falsos líderes manipulados pelos parasitas ajuntadores de riqueza aos quais interessa a pobreza para que lhes custe menos a despesa de fazer funcionar suas máquinas de fazer fazer dinheiro havendo quem para não morrer de fome se disponha a trabalhar por pouco.

Ao afirmar mestre Platão que a educação recebida pela criança define o destino do adulto, e mestre Orwell ter afirmado que embora se imagina existir uma natureza humana, esta natureza vem de fora por ser o homem infinitamente influenciável, estão estes Grandes Mestres do Saber nos dizendo exatamente que se o mundo está em pandarecos deve-se à deseducação social aprendida pelas crianças e que em função da facilidade em influenciá-las por meio de um sistema de educação que ensina o bom mocismo exigido por Papai Noel, são as crianças preparadas para se tornarem adultos tão estúpidos que se deixam levar por festejamentos, foguetórios, vulgaridades "famosos", "celebridades" e reis de pau oco, toupeiras mentais inexplicavelmente merecedoras de maior apreço do que pessoas que exercem atividades nobres das quais depende o tão apreciado bem-estar.

Conhecer a verdade já era evitado desde antes de Cristo. Para isso é que quem escreveu o livro Gênesis a mando dos Bezos e Hangs de então colocou no versículo 17 do capítulo 2 a proibição de comer do fruto da árvore do conhecimento. Como é mais fácil enganar ignorantes, os parasitas ajuntadores de riqueza fomentam o desconhecimento da turba de frequentadores de igreja, axé e futebola de modo tão avassalador que se reúnem em centros espíritas para conversar sobre fantasmas, em igrejas para conversar com estátuas ou comprar feijão milagroso, mas não conversam sobre a realidade de terem seus filhos água, ar e comida cada vez mais carregados de veneno.

Mestre Platão considerava haver dois modos de saber: a impressão e o conhecimento. Ao refletir sobre isso conclui-se que a humanidade só dispõe da impressão porque o conhecimento leva a perceber que tudo à volta é só falsidade. Se a humanidade não sabe disso é por não dispor de conhecimento. A DEMOCRACIA, por exemplo, tida como forma mais perfeita de administrar a riqueza produzida coletiva e sobre a qual a trupe de fomentadores de desconhecimento faz alarde, não passa de engodo porque ficando a massa bruta de povo encarregada de eleger autoridades, os escolhidos são aqueles que dão prioridade a festejamentos em vez de educação e saúde. Prova insofismável desta realidade pode ser encontrada na declaração do fenômeno (em ignorância social) Ronaldo Fenômeno de que Copa do Mundo não se faz com escolas e hospitais. Outro exemplo de escolha errada é a opção por políticos adeptos das privatizações porque são um meio desonesto que permite à canalha vender o patrimônio público para crescer a pança e as contas nos infernos fiscais. Para maior certeza da incredibilidade desta tal de democracia, diz o mestre do saber Ladislau Dowbor, na página 22 do livro A Era do Capital Improdutivo: “Não há razão para os dramas sociais que vive o mundo. Se arredondarmos o PIB mundial para 80 trilhões de dólares, chegamos a um produto per capta médio de 11 mil dólares. Isto representa 3.600 dólares por mês por família de quatro pessoas. A desigualdade atingiu níveis obscenos. Quando oito famílias são donas de mais riqueza do que metade da população mundial, enquanto 800 milhões de pessoas passam fome, francamente, achar que o sistema está dando certo é prova de cegueira mental avançada”.

Só mesmo em avançadíssimo estado de cegueira mental deixa-se conduzir a humanidade a um destino determinado por falsos líderes, comportamento do qual resulta serem as pessoas rebaixadas a serviçais de nada menos que quadrilheiros que empregando artimanhas próprias de bandidos, engendradas por meio do mundo obscuro do sistema financeiro, roubam impiedosamente a riqueza que é de toda a coletividade humana, indiferentes aos sofrimentos decorrentes da ação verdadeiramente satânica de tomar na mão grande os meios com os quais poderiam muitos males serem sanados.

Tudo conduz à indispensabilidade de nova cultura se na cultura atual a juventude vai virar comida de germes sem ter aprendido a realidade da vida uma vez que os jovens têm como exemplo de bom comportamento criaturas inescrupulosas e tão estúpidas que por também nada terem aprendido da vida se acham confortáveis em situação na verdade perigosamente incômoda de abastados à larga não obstante se encontrarem arrodeados de famintos a proliferar como ratos em função da predominância dos instintos sexual e maternidade. O comportamento humano leva a uma velhice tão infeliz quanto a declarada pelo outrora famoso jovem Alain Delon em matéria no jornal Folha de São Paulo dando conta da infelicidade daquele que outrora mereceu admiração e glória, mas que se encontra tão infeliz que recorre à eutanásia por não suportar a velhice. Passado o tempo da glória, a realidade faz ver que a única utilidade da riqueza é proporcionar o conforto de um bom atendimento médico, um caixão luxuoso, um mausoléu de mármore, um forno crematório e briga entre herdeiros. Não podia ser outro senão de sofrimento o futuro dos seres humanos se têm riqueza por maior objetivo. Enredados numa teia de aranha negra tecida pelas falsas informações que incontáveis papagaios de microfone lhes empurra goela abaixo, deixam-se envolver os seres humanos por brincadeiras feito crianças, serem conduzidos inferentes feito boiada, situação que mereceu do velho e sábio Marx esta observação constante das páginas 172 e 173 do livro História da Riqueza do Homem, de Leo Huberman: “Se dinheiro vem ao mundo com uma mancha congênita de sangue numa das faces, o capital vem pingando sangue e lama da cabeça aos pés”.

Nunca deixou o velho Marx sua preocupação com o desnecessário sofrimento humano. No entanto, em vez de acolhimento, é rejeitado embora suas afirmações correspondam à realidade demonstrada no seguinte trecho do historiador Edward Mc Nall Burns ao tratar da Revolução Industrial que introduziu novos processos produtivos no mundo: “Os dispositivos economizadores de trabalho capacitam o operário a produzir mais, mas é duvidoso que realmente lhe poupem muito trabalho. Seja qual for a situação atual, é indubitável que nos primórdios da Revolução Industrial a introdução das máquinas não representou grande vantagem para o trabalhador. Fizeram elas, muitas vezes, com que homens robustos e capazes fossem alijados dos seus empregos pelo trabalho mais barato de mulheres e de crianças. Além disso, muitas fábricas, particularmente as de tecidos, eram piores do que prisões. Tinham janelas pequenas que em geral se conservavam fechadas a fim de manter a umidade necessária à manufatura do algodão. A atmosfera viciada, o calor sufocante, a falta de higiene, a par de horários intoleráveis, reduziam inúmeros operários a pobres criaturas macilentas e minadas pela tísica, arrastando bom número deles ao alcoolismo e ao crime. Acresce que as novas cidades industriais se desenvolveram tão rapidamente e de maneira tão desordenada que, durante certo tempo, as condições de habitação dos pobres foram abomináveis. Ainda em 1840, em Manchester, um oitavo das famílias da classe operária vivia em porões. Outras amontoavam-se em miseráveis habitações coletivas, com até doze pessoas a morar num só quarto. Eram tão pavorosas essas condições que os empregados das fábricas inglesas tinham, no começo do século XIX, um nível de vida talvez inferior ao dos escravos nas plantações americanas”.

Não obstante tamanha monstruosidade, são os jovens induzidos a fazer opção pela cultura obtusa do ajuntamento de riqueza.

 Portanto, sem esclarecer a humanidade do seu papal de hospedeira de parasitas das mais diferentes espécies é totalmente impossível desbancar do trono de Midas a trupe avarenta e imune a sentimentos nobres que se apossou do mundo por meio de perversas artimanhas urdidas pelo sistema financeiro e vendidas pelas falsas informações. Na página 17 do pequeno grande livro Desigualdade, Eduardo Moreira, depois de ter estudado bastante o sistema financeiro, descobriu e torna público como os seres humanos são vítimas da sanha e perversidade daqueles que os parasitam com apenas esta frase: A FALTA DE CONHECIMENTO DOS CLIENTES TINHA UM ENORME VALOR PARA OS NEGÓCIOS. Embora nada signifique para a malta de frequentadores de igreja, axé e futebola, isto mostra que é graças à falta de conhecimento ou à ignorância fomentada pelo pão e circo que os algozes atrelam os grilhões na humanidade.

De toda esta “prosa” conclui-se que pensar é mais importante que navegar que Fernando Pessoa afirmava ser mais importante que viver.

   

 

 

terça-feira, 8 de março de 2022

ARENGA 647

Não se liga a televisão sem que na tela apareçam pessoas requebrando, mulheres fazendo com que a bunda fique em destaque, papagaios de microfone tecendo loas ao agribiuzinesse e bancos, políticos prometendo mundos e fundos ou com sorriso tão falso quanto objetos banhados a ouro e dentadura comprados na feira, feijão milagroso e água santa da igreja, comentaristas de politicagem discorrendo sobre erros da administração pública, como se a riqueza pública fosse para ser administrada corretamente. Abertas as cortinas do palco sobre o qual desenrola o drama da vida desgraçada da humanidade, principalmente a vida dos patrícios de deus deste recanto de mundo que apesar de abençoado pela natureza é habitado pelo povo mais povo do mundo que neste ano de 2022 tem como perspectiva única de governo a repetição do mandato de um político de mentalidade tão retrógrada que trouxe de volta a teocracia medieval ou a repetição de outro governante que pelas peripécias de um Ali Babá de nove dedos mostradas no livro O Chefe saltou da condição de pau-de-arara antes do primeiro governo para a de multimilionário depois de ter tido em seu poder a chave do cofre do erário. Não obstante esta realidade, é neste escroque que o povo mais povo do mundo deposita esperança de ter um governo que zele pelo futuro de seus filhos. Com firme desejo de dias menos infelizes, vamos tentar atinar com o porquê de ter nosso país um destino tão ingrato:

Do requebramento de quadris. Percebe-se que todos os requebradores são pessoas jovens. Por serem jovens ainda não puderem chegar à experiência necessária para saber o que mais adiante lhes aguarda na esquina da vida. Espetar penduricalhos nos beiços, peitos, bundas, orelhas, narizes e até nas partes íntimas do corpo é comportamento que denuncia imaturidade. Tendo sido induzida pelo pão e circo à imaturidade a juventude que é a mola do mundo, fica o mundo à mercê de uma velharia de mentalidade embolorada, avarenta e egoísta para a qual o importante é ajuntar riqueza. Tão alienados foram os jovens que desconhecem a realidade de serem eles mais poderosos do que todos os imbecis que por terem roubado suas sociedades e adquiridos imensas fortunas são chamados de poderosos. Sem um despertar da juventude para a realidade o mundo será levado ao caos pela sanha incontida de riqueza dos Bezos e Hangs da vida.

 Sobre a alienação da juventude, na página 92 do grandioso livro Os Donos Do Mundo, a fabulosa escritora espanhola Cristina Jiménez, diz que a empresa farmacêutica suíça Sandoz AG desenvolveu o ácido lisérgico (LSD), e que no governo Roosevelt foi criada uma instituição para promover a droga pelo mundo afora, o que deu origem à narco-contracultura do LSD dos anos 1960, a chamada Revolução dos Estudantes. Vejam só a quanto chega a maldade da velharia que manda no mundo: patrocinada pela CIA ao custo de vinte e cinco bilhões de dólares, por meio de lavagem cerebral, patrocinou-se uma anarquia juvenil de uma juventude domesticada por meio de controle laboratorial que deu origem ao termo infoxicação (de informação e intoxicação (página 88 de outro livro também da escritora Cristina Jiménez O Clube Dos Poderosos). E assim foi anulada a rebeldia da juventude e deixado o campo livre para ideias bolorentas. 

Há muito vem este cantinho de pensar falando do pão e circo inventado pelos romanos para desviar a atenção da massa bruta de povo das sacanagens de seus falsos líderes. E é bem assim que diz a pesquisadora espanhola estudiosa desse tema há mais de dez anos. Eis o que ela diz na página 117 de O Clube Secreto Dos Poderosos: “O controle do ócio é outra das obsessões dos senhores do mundo. Futebol e centros comerciais para manter a sociedade entretida, distraída dos assuntos políticos, é um dos seus objetivos. Trata-se da versão atual do pão e circo do império romano”. Portanto, sem um despertar da humanidade para o fato de estar sendo vítima do hipnotismo do pão e circo nada mudará e as mentes emboloradas terão campo livre para agir impunimente. 

Passemos agora ao porquê da vulgaridade da disposição feminina para expor a bunda: é uma questão da alta dose de vaidade feminina que o pão e circo aproveita com sucesso em seu trabalho de imbecilizar. A vaidade não poupou nem a deusa grega da sabedoria, Minerva, e a fez disputar um concurso de beleza com as deusas Juno e Vênus, (Página 297 de Mitologia, de Thomas Bulfinch), estando nesse concurso o germe que deu origem à Guerra de Tróia, mas isto é outra história porque o assunto agora é bunda. Estando na bunda da mulher a fixação da fantasia sexual masculina, a vaidade leva para aquela parte do corpo das mulheres a atenção. Assim, a fim de se mostrarem digas de atenção e desejo é que as mulheres dão sempre um jeito de pôr a bunda em destaque até para elas mesmas quando se contorcem diante dos espelhos ou das pinturas dos carros estacionados ao passar por eles para ver o lado de trás destinado à expulsão dos excrementos.

Dito isto, passemos à questão das promessas vãs dos políticos. Elas encontram explicação na espetacular facilidade com que o povo pode ser enganado. É tão fácil enganar o povo quanto tirar bala de criança. Desde que se tem notícia de povo que também se tem notícia de nunca ter faltado seguidores para qualquer maluco que depois de ter passado um tempo sumido, comendo insetos com mel, aparece dizendo-se mensageiro de deus. Não fosse a enganação, haveria discordância em carregar no lombo muitas coisas vãs como o peso de um congresso e um STF mais caros do mundo para atuar contra o interesse da população que dá vida mansa aos integrantes destas instituições para pular por cima da exigência constitucional de notável saber jurídico e reputação ilibada para ser juiz, fazendo com que seja empossado na terceira instância judiciária um advogado reprovado em concurso para a primeira instância, o que prova inexistência de saber jurídico, e que pelo fato de atuar na política que lhe assegurou a meteórica carreira, também afasta a possibilidade de ilibada reputação. Nem haveria o povo, não fosse a enganação, em concordar com a impunidade de criminosos do colarinho branco mais perniciosos para a sociedade do que os ladrões comuns que até por crime famélico padecem os horrores a que Dostoievski faz referência em Crime e Castigo.

Passando para o assunto papagaios de microfone, como explicá-los? Seguinte: eles são como bonecos de ventríloquos. Por meio deles os rufiões do sistema financeiro fazem chegar à massa bruta de povo coisas que fazem a trupe humana pensar do jeito que eles querem. Fazem crer ser necessário fazer compras, dar presentes no Natal, esvoaçar mundo afora arriscando a vida e distribuindo dinheiro e doenças, ter certeza que bandido pobre deve ser morto, que a criminalidade e o uso de drogas são problemas para a polícia, que deve apoiar a menoridade penal de 18 para 16, 14, 12 anos, processo que levará recém-nascido à prisão, que a falta de deus faz cometer crime bárbaro, que toupeiras mentais merecem fama e celebridade, que banco ajuda as pessoas, que agribiuzinesse e investidores fazem bem à sociedade, que é  preciso jogar na esportiva e proibir cassinos. Tudo que à sociedade parece necessário é a mando dos proxenetas do sistema financeiro reunidos no Clube Bilderberg, desnudado pela grande escritora espanhola Cristina Martín Giménez. Não é sem razão que esta pesquisadora/escritora diz na página 97 de O Clube Secreto Dos Poderosos que esta cambada converte sua ideologia em leis que mudam o destino da humanidade.

Agora, a questão dos comentaristas de politicagem discorrendo sobre erros da administração pública. São pessoas que tendo por profissão falar sobre política, se não podem deixar de fazer o trabalho em troca do qual têm a despensa abastecida, isto é, falar, também não podem ultrapassar os limites do sistema vigente no momento de suas falas sob pena de serem defenestrados por seus patrões, os donos dos meios de comunicação, a quem interessa a massa bruta de povo pensando como lhes convém. São, portanto, os comentaristas de politicagem inúteis ao se ater apenas aos problemas sem se referir às causas desses problemas. Afinal, já dizia Orwell que em época de farsa dizer a verdade é ato revolucionário. Sendo revolução insurgência contra um sistema estabelecido, para não deixar Orwell passar por mentiroso, aí estão Julien Assange amargando prisão e sujeito a pena de morte por ter dito verdades sobre canalhices do governo americano da bunda branca e o escritor Eduardo Moreira ameaçado por escrever o livro O Que Os Donos Do Poder Não Querem Que Você Saiba, mostrando canalhices do sistema financeiro parasitário e canalha dos sanguessugas da sociedade.

Como nenhum problema pode ser resolvido se permanece o fato do qual provém sua causa, de nada valem as análises dos analistas de politicagem porque politicagem não tem a ver com política, que como ciência da administração correta da riqueza pública, nunca existiu nem pode existir porque o dono desta riqueza, o povo, se comporta de modo totalmente desinteressado com o que está sendo feito dela. Apesar de estar na indiferença do povo com o desbaratamento da riqueza pública a causa dos problemas, nenhum analista de politicagem faz referência a esta questão, razão pela qual suas falas não servem para nada.

Talvez com infundada presunção, mas o firme e irresistível desejo de que as atuais criancinhas fofas venham a ter futuro menos ingrato do que o presente é o que leva este cantinho de pensar a pensar sobre estas coisas.

 E assim é que entrou pelo pé de pinto e saiu pelo pé de pato e meu senhor mandou dizer que é prá contar mais quatro e fim de papo.