quinta-feira, 30 de junho de 2011

Barulho danifica a saúde mental.



Até sentir a presença indigesta da censura, participei do programa Yahoo Perguntas e Respostas e lá havia muitas queixas de vários lugares por incômodo de barulho proveniente de outro apartamento. Agora que este incômodo me incomodou, e já tendo ouvido sobre uma tal Lei do Silêncio, fiz uma pesquisa na internete e comprovei a desconfiança de haver algo errado. A crença corrente de ser normal o barulho em horário comercial é falsa. Para encurtar a história, vou lhes dizer que ninguém, absolutamente ninguém, é obrigado a ouvir barulho em nenhuma hora e nem há necessidade de se medir os decibéis. Se incomoda, pode ser levado à justiça. E, pasmem, colocar habitante em prédio com apartamento ainda inacabado é CRIME. Comecei a pesquisa pedindo ao Google a lei do silêncio e a partir daí se abre um horizonte de informações. Entende-se por Lei do Silêncio à exigência legal de se evitar ruído excessivo à saúde, contida em vários dispositivos legais. A OMS declarou que o barulho danifica a saúde mental principalmente em jovens. As pessoas não devem ficar indiferentes ao martelar vindo de algum lugar porque aquilo estará realmente martelando o juízo do seu filho. Vou lhes indicar onde está a garantia que o Estado lhes dá de não serem obrigados a ouvir barulho:
CÓDIGO CIVIL, art. 1277.
LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS, art. 42.
LEI Nº 9605, DE 12/02/998.
Tá na hora de deixar de ser boca aberta e procurar seus direitos. Se as pessoas exigissem as coisas que a Constituição Federal lhes garante nós estaríamos num belo mundo. Escutem o que sempre lhes digo, jovens: jovem tem que ser esperto. Deixem as drogas para a velhice, aproveitem enquanto tem gás e deem dignidade ao seu belo país famoso por coisas fúteis. Aproveitem a experiência de quem já aprendeu que é bobagem espetar espeto no beiço e evitem futuros arrependimentos. Não sejam indiferentes à política porque é ela que determina seu futuro. Ninguém pode ser considerado ilegal por pleitear uma coisa que lhe é assegurada por lei. A maior revolução que pode acontecer na história do mundo não usará pistola. Ninguém pode ser obrigado a pensar assim ou assado. Os jovens atuais tem a chance de iniciar o maior movimento revolucionário já ocorrido no mundo ao ensinar verdades a seus filhos. O sistema educacional só lhes ensina a serem obedientes. Pois, cá do alto dos meus setenta e cinco, lhes digo que se pode ser desobediente desde quando a obediência exigida lhe seja prejudicial. Do mesmo modo, não há falta de respeito em se cobrar cumprimento de dever da autoridade. Alguém que chega ao posto de autoridade é por ter alcançado nível educacional que lhe permite compreensão mais apurada (há exceção) e, portanto, nunca tomaria por negativa a manifestação cívica do cidadão comum.
Não há jovem que não precise de conselho. Os menos idiotas, pelo menos os escutam. Provo com ação a crença na necessidade de uma ação em busca da paz contida nas minhas palavras. Intrigado com a acusação pública de roubo contra Lula e Sarney sem qualquer repercussão, pedi esclarecimento ao Procurador da República na carta abaixo e vocês poderão constatar não haver nem sobra de desrespeito.
EXMº SR. DR. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, DIGNÍSSIMO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA.
Movido pela recomendação de não ser indiferente à política, e como cidadão idoso e apavorado com a violência que me faz quase um prisioneiro no apartamento é que venho com o devido respeito que a responsabilidade impõe, expor os motivos que me levam a ousar pleitear merecer um pouco de sua nobre atenção antes de formular a pergunta cuja falta de resposta é angustiante.
Nossas cidades amanhecem com cadáveres em volta. Pessoas atingidas por cataclismos ficam a depender de caridade enquanto bancos dispõem de quanto recurso necessitar a cada dificuldade, ainda que fabricadas.
Vejo pessoas recebendo em troca de brincadeira recursos suficientes para lhes garantir padrão de vida infinitamente superior àquelas pessoas que prestam serviços úteis à sociedade.
Vejo a Saúde, a Educação e a Segurança transformadas em especulação comercial, ao contrário do estabelecido no Preâmbulo e no Artigo 5º da Constituição Federal.
Vejo o governo abandonar seu dever de promotor do bem-estar coletivo substituindo-o por festas e propaganda.
Vejo presidiários amontoados como legumes, numa total inversão do sentido da pena.
Vejo crianças abandonadas pelas ruas a tentar malabarismos por alguns centavos a fim de adquirir a droga que lhes dá a impressão de ser boa a vida.
Vejo pessoas indiferentes a tais crianças por acreditarem serem as próprias crianças as responsáveis por sua infelicidade, vez que elas poderiam usar uma ferramenta chamada livre arbítrio para moldar outro tipo de vida.
Vejo igrejas tomando parte dos parcos recursos de que os inocentes dispõem em troca de milagres. Uma pobre senhora afirma que o dinheiro entregue à igreja é para adquirir um lugarzinho no céu.
Vejo velhos de semblante entristecido nas bilheterias do cassino da Caixa Econômica sendo ludibriados pela perversidade do governo ao acenar-lhes com a possibilidade do enriquecimento fácil.
Vejo autoridades das diversas áreas serem absorvidos pela cultura da roubalheira que assola os brasileiros.
Por fim, não só pela alta confiança da opinião pública, mas também por ser esta instituição sob o comando de vosselência responsável pelo combate às distorções administrativas prejudiciais à sociedade, ante a existência de dois livros “Honoráveis Bandidos” e “O Chefe” acusando os dois ex-presidentes da república José Sarney e Lula da Silva de roubo do dinheiro público, consulto a vosselência se era cabível adoção de medidas que esclarecessem este nebuloso assunto, e, em caso afirmativo, foram tomadas? Nada se ouve a respeito. O que está acontecendo com nosso país, Senhor Procurador-Geral? O quadro existente não sugere festa!
Reafirmo o mais puro propósito ao procurar tomar o precioso tempo de Vosselência, jamais o faria por leviandade. A idade não o permitiria e nem o respeito às autoridades.
Com o respeito e atenção devidos, atenciosamente,
José Mário Ferraz
RG.00316055-67 – BA


quinta-feira, 2 de junho de 2011

RUIM COM O ESTADO, PIOR SEM ELE


O primitivo bicho-fera encarava um semelhante como inimigo ou refeição. Ainda há resíduos deste instinto bestial no comportamento do ser humano. É por isto que se faz necessário um poder capaz de coagir a brutalidade de uns contra outros, principalmente dos fortes contra os fracos. Este poder é exercido pelo Estado. Ele tem a função de promover o bem-estar social. Para isto a sociedade lhe abastece dos recursos materiais necessários.
Fato acontecido comigo esclarece a imprescindibilidade da presença do Estado: Os agiotas do Bradesco, num comportamento orientado pelo instinto de bicho-fera, não se contentando em usurpar apenas dinheiro, usurparam também a nobre função judicante própria do Poder Judiciário e me condenaram ao descrédito publicando meu nome como desonesto. Pedi a proteção do Estado através da justiça e ela me socorreu. Vê-se, portanto, a importância de uma força capaz de coibir a ação nefasta de brutalidades que impedem a existência de uma sociedade sadia.
Pois, apesar de sua necessidade, estamos sem a presença do Estado. Ele faliu. Isto é assustador porque a maldade do ser humano não terá um contraponto e disto resultará um ambiente perigoso para as futuras gerações. O Estado Brasileiro não tem mais capacidade de fazer valer as leis que ele estabelece para regulamentar o relacionamento entre as pessoas sob sua guarda. Quando o Estado perde a capacidade de impor sua vontade, sem um poder moderador dos desmandos próprios de seres inferiores como nós, estabelece-se o caos porque a incompreensão não permitirá a convivência.
O Código Civil Brasileiro proíbe que uma pessoa incomode outra pessoa com excesso de barulho. Chega mesmo a garantir ao morador incomodado por ruídos de vizinho a promessa de protegê-lo impondo ao causador do distúrbio a força do seu poder de Estado para obrigá-lo a observar a ordem dada de não agressão sonora.
Tal promessa faz o Estado no artigo 1277 do Código Civil, no artigo 42 da Lei de Contravenções Penais e outros dispositivos legais, sem que haja cumprimento da determinação.
A prática corrente de se locar apartamentos em um prédio ainda em construção anula totalmente a proibição porque não se pode construir sem barulho. Nas ruas, então, o barulho ultrapassa muitas vezes o permitido, festas de igrejas e de futebol parecem zombar da cara do Estado e isto caracteriza uma desordem (descumprimento de uma ordem). Porém, ordem faz parte da natureza do Estado. Quando o Estado perde a capacidade de impor a ordem que expressa sua vontade, torna-se inútil e é substituído por outra forma de Estado. Estamos longe ainda anos luz de uma educação que permita a cada um comportar-se de modo a dispensar a presença do cassetete.
É desanimador constatar estar-se perdendo a única proteção de que dispõe o fraco contra a ferocidade do forte. Mas, infelizmente, é a realidade que se nos depara. Até se fala em emprego para barulhentos. É a mais flagrante demonstração da debilidade estatal. Ao mesmo tempo em que proibe o barulho, admite o emprego de fazedores de barulho!

domingo, 29 de maio de 2011

SE POLÍTICA, COMO FEIJÃO, SÓ VAI NA PRESSÃO, VAMOS PRESSIONAR.

Senhores Vereadores: O tom usado nesta comunicação não indica falta de respeito à instituição e nem às pessoas de Vossas Senhorias. Explicação desnecessária, por se tratar de pessoas cuja compreensão não admitiria tal possibilidade.
É meu dever, e de outras pessoas, se a obscuridade mental lhes permitisse, reivindicar o exercício com maior empenho da nobre função de aplicar os recursos que nós o povo entregamos aos administradores públicos para serem gastos na promoção do bem-estar coletivo. Quem não participa de festa de futebol ou igreja e é obrigado a conviver com o ronco insuportável das motos ou do som ensurdecedor dos carros de jovens sem preparo para vida social, fica longe de ter algum bem-estar. Seria só dos barulhentos o direito ao bem-estar? Onde fica o direito de quem já superou a brutalidade dos barulhentos?
Nosso povo está tão embrutecido que tem a capacidade própria dos seres inferiores de suportar barulho. O barulho atrai o povo como açúcar atrai moscas. É por isto que as lojas fazem um estardalhaço para atrair compradores.
Nosso problema, entretanto, não é só barulho. As calçadas exigem habilidade de equilibrista dos caminhantes. Há calçadas com acentuado declive e de piso escorregadio, capazes de transformar num monte de ossos o idoso que a legislação procura proteger com a Lei do Idoso.
Vi uma senhora que atravessava uma rua e tomava cuidado com a direção de onde fluíam os veículos ser derruba por uma bicicleta que vinha em sentido contrário. Nem motos ou carros respeitam as leis deste trânsito confuso do qual participam carroças, fezes de animais e caldo de esgoto para serem aspergidos nas pessoas, além da fumaça sufocante oriunda de motores desregulados.
Vejam os senhores o absurdo: prédios estão sendo ocupados ainda em construção. A ganância das construtoras leva-as ao cúmulo de aprontar apenas um ou alguns poucos apartamentos que são colocados no mercado habitacional para irem financiando a construção do prédio e isto é infração à Lei do Habite-se. A inobservância desta lei implica em crime de responsabilidade civil pela administração pública municipal, visto que a usura das construtoras leva a construir prédios usando tão pouco material que os moradores de um apartamento tomam conhecimento até dos momentos de intimidade dos casais de outros apartamentos. Necessário se faz que tais prédios sejam vistoriados antes de serem habitados como prevê a Lei do Habite-se cuja finalidade não é apenas arrecadar impostos, mas também a segurança de quem os paga e o poder público deve, portanto, cuidar de sua aplicação local.
O desrespeito à lei dos quinze minutos para atendimento dos bancos mostra fragilidade da administração porque a função de autoridade exige autoridade.
Uma vez retornado à condição de cidadão conquistense, no exercício de minha cidadania, venho solicitar de vossas senhorias providências no sentido de poder ter respeitado o meu direito de viver em paz. Pelo menos a paz proporcionada pela ausência de barulho, uma vez que é impossível a paz pela ausência do medo de agressão física em vista de já haver locais em nossa cidade com marginais impondo sua vontade aos demais moradores e isto é um desmando tão grande que enquadra nas palavras do mestre Leonardo da Vince aqueles que aceitam tal situação. Disse o mestre do saber: “Aqueles que se acomodam ante os desmandos não passam de condutores de comida, os únicos rastros que deixam de sua passagem pelo mundo são latrinas cheias”.
Sendo Vossas Senhorias responsáveis pelo nosso bem-estar, solicito-lhes varrer do nosso convívio os desmandos contra os quais nos insurgimos, e, com certeza também Vossas Senhorias.
Também o deslumbramento de colonizados pelas coisas do estrangeiro precisa ser combatido. Os nomes dos prédios (Maison de Soleil, Maison de La Lune, por exemplo) gera confusão para transmitir o endereço e encarece a conta de telefone.
Com o devido respeito, atenciosamente, José Mário Ferraz.
Este foi um esboço de pressão sobre nossa administração pública no sentido de melhorar as condições de vida em nossa cidade. Deveria ser continuada e aperfeiçoada não só por pessoas mais competentes, mas também por todos aqueles que pretendem chegar à velhice com saúde suficiente para ficar fora das UTIs.
A passividade das pessoas deve-se ao desconhecimento da verdade e ao hábito de conviver com absurdos como se fossem coisas normais. O gasto em festas do dinheiro de evitar tanto sofrimento que grassa por aí é um dos muitos absurdos que contam com a aprovação do povo por desconhecer o que se passa por trás de tudo isto. Disse Winston Churchill (?) que há uma cortina de ferro a separar a verdade daquilo que as autoridades querem que o povo pense ser a verdade.
As mediocridades televisivas, das quais faz parte a apologia à prostituição e à gravidez precoce, não permitem ao pensamento elevar-se além de futilidades. Um jovem paulista se gabava de ter conseguido um ingresso depois de permanecer numa fila por vinte e quatro horas. Isto é demência. Para se adquirir um ingresso bastam cinco minutos.
Perguntei a uma senhora com uma criancinha nos braços se ela tinha conhecimento das previsões científicas para a época em que aquela criança fosse adulta. A resposta me deixou triste e preocupado (como sempre) com o futuro dos nossos descendentes. A mulher com a criancinha nos braços disse que Jesus não deixaria acontecer nada de ruim.
Vocês, jovens, precisam acordar desta estúpida letargia e assumir com inteligência o verdadeiro papel de jovens sadios, o dinamismo. Vocês estão sendo vítimas inocentes de um sistema educacional deturpado para formar pessoas que não pensam. Não ocorre a vocês, por exemplo, a constatação de que o incremento da religiosidade do qual participam até os automóveis com seus “Deus é Fiel” não impede o incremento da infelicidade? E se Jesus permitir que falte água, comida e ar respirável, cuja possibilidade é vislumbrada pela ciência? Afinal, o Pai dele já aprontou muita destruição. Vocês, jovens, não deveriam esperar para constatar se a senhora com a criancinha nos braços tem razão quanto ao futuro de sua criança. Vocês estão esperando a oportunidade de verificar se há ou não há proteção divina, mas seria mais próprio de jovens espertos observar que a proteção dos templos e representantes das divindades são protegidos por grades, homens e armas. Se assim é, como contar com uma proteção incapaz de proteger seus próprios pertences? Inté.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

CONVERSA COM JESUS

Jesus, se não tenho motivo para acreditar na religião é porque vejo muito sofrimento conviver com muita religiosidade. Aliás, as religiões fazem apologia do sofrimento. Como pessoalmente não gosto desse negócio de sofrimento, fico longe das religiões. Porém, me ocorreu a idéia de pensar em você não como divindade, mas como ser humano, uma pessoa como eu sendo tão maltratado. Vislumbrei a grata possibilidade de não ter você passado por todo aquele sofrimento de que fala a religião, e isto me alegrou. Olha Jesus, se eu tivesse um pai que me fizesse sofrer tanto quanto dizem ter você sofrido para salvar a humanidade, eu haveria de querer saber de que perigo estaria correndo a humanidade e o porquê de não salvá-la ele mesmo com o poderio que a religião diz que seu pai tinha, e qualquer que fosse a resposta eu mandaria ele e a humanidade fazer uma coisa que deve ser muito desagradável e degradante para quem não é do ramo. Não gosto do sofrimento também nas outras pessoas. Admiti que a verdade sobre suas aflições pode ser tão falsa quanto aquela proposta contida num cartaz colado numa urna em baixo de uma Xerox de cimento aumentada de sua pessoa, lá no Vale do Camboriú, em Santa Catarina, onde se lia: “Coloque cinco reais e faça um pedido”. Ante mais esta mentira da religião, porque só lunático seria capaz de haver possibilidade de se colocar lá os cinco reais e pedir dez de volta seria atendido. É por estas e outras mentiras que também pode ser mentira o seu sofrimento, coisa que muito me alegraria. Só não digo que vou torcer por se tratar de águas passadas, porém, espero tenha você morrido em paz. Não que o sofrimento exclua a paz. Mas, porque a paz sem o sofrimento é melhor. Vou lhe contar uma coisa que fizeram com você e que também não achei legal. Colocaram outra Xerox de cimento da sua pessoa lá no Rio de Janeiro, muito maior do que a de Santa Catarina, e um sujeito da cara de bolacha chamado Gugu percorreu todo o interior da sua pessoa, digo, da sua Xerox aumentada, e vez em quando dava um jeito de botar a cabeça prá fora, e, com um microfone na mão, falava sem parar sobre sua pessoa e a pessoa da Xerox aumentada, ao tempo em que também mandava os recados do tal de marquetingue. Essse tal de marquetingue em que lhe envolveram, Cristo, é tão danoso ao povo quanto era a corrupção no Sinédrio e a usura que tanto lhe aborreceu. É algo tão demoníaco (não ligue) que faz a juventude (e dizem que você adora crianças) pois ele faz as crianças acreditar que tomar coca-cola e fumar holiúde faz com que elas fiquem saudáveis. Explico-lhe que coca-cola é uma mistura de água de poço artesiano misturada com açúcar e corante, e que holiúde é um cilindo de papel recheado de um produto nocivo à saúde, principalmente a dos pulmões, denominado tabaco ou fumo-de-corda e que o marquertingue incentiva a juventude a aspirar a fumaça venenosa numa das pontas do cilindro depois de colocar fogo na outra ponta. Aquele pessoal a quem você mandou ver chicote no lombo por causa de usura, ah, meu bom Jesus, o que eles faziam naquela época é fichinha se comparado com o que eles fazem hoje. Mudaram o nome. passaram de mercadores para banqueiros e a usura eles transformaram em Spread e esfolam as pessoas, principalmente os aposentados. Não sei se você sabe, mas o pessoal aqui espera você a qualquer hora. Dá até vontade de acreditar em divindade só prá ver você chegar com uma carreta de chicotes e gastar tudo no lombo dos bancos, principalmente do Bradesco. O mundo tá tão ruim, Jesus, que a educação é ministrada para fazer os jovens tão vazios de idéias que acham "legal" espetar espetos em todas as partes do corpo. Das sobrancelhas até "as partes" é espeto por todo canto. Já as coisas verdadeiramente importantes, a estas eles não ligam. Não tem a menor consideração, quanto mais respeito, aos professores que lhes vão ensinar como enfrentar a dureza da vida. É por isto que achei um desrespeito esse tal de Gugu ligar sua pessoa a esse marquetinge e se eu fosse você eu esmigalhava também a super xerox do Rio. Imagine você que aquele tal de cigarro que o marquetinge endeusa (não precisa prestar atenção nesse "endeusa". Estou falando com você de homam para homem), perante a juventude, foi definido por um homem muito inteligente chamado Millor Fernandes como um cilindo com fogo numa ponta e um imbecil na outra ponta. Tem só mais uma coisa que eu sempre tive vontede de saber e nunca ninguém soube me explicar. Mas só vale quando você é tido como divindade. Dizem que você fez voltar a visão a um cego e isto me intriga. Por que você não acabou com todos os tipos de cegueira do mundo em vez de apenas acabar com a cegueira de um ser humano?Inté.

domingo, 13 de março de 2011

VAMOS PENSAR?

Ouvi que contrataram inadvertidamente um doido em uma construção e ele empurrava o carro de mão emborcado para evitar que ele fosse enchido com areia.
A realidade dos doidos é uma realidade diferente da realidade das pessoas normais. Pessoas normais são aquelas que se diferenciam das feras pela capacidade de raciocinar e tirar conclusões que indicam maneiras de diminuir as dificuldades da vida, o que pode ser notado ao observar quanta adaptação o ser humano aplicou à natureza em busca de bem-estar, enquanto as feras vivem ainda do jeito que a natureza lhes conduz. Para se chegar a uma conclusão, faz-se necessário antes pensar porque é do pensamento que nasce a conclusão. Embora todo ser humano pense, há quem pense certo e quem pense errado. Pensa certo quem chega a conclusões das quais nascem comportamentos socialmente positivos como aquele que leva alguém a não ser desagradável desnecessariamente a outra pessoa. Pensa errado quem chega a conclusões que dão origem a comportamentos socialmente negativos como aquele que leva alguém a engordar para ser rei mambembe por três dias, e depois ter de arrancar um pedaço do estômago para não virar monstro. Ninguém em sã consciência vai ficar balofo só para estremecer as banhas no saracoteio dos festejamentos por três dias, e amargar sofrimento pelo resto da vida.
Pouquíssimas pessoas pensam certo. Tão poucas que sua voz tem sido abafada pelo barulho das pessoas que pensam errado. Elas são tão numerosas que seu peso arrasta consigo tudo o mais. Se a força-bruta não pode interferir no funcionamento da fabulosa máquina de pensar, o cérebro, pode quebrá-la e acabar com a fabricação dos pensamentos. Isto tem acontecido com algumas máquinas que produziram pensamentos desagradáveis às pessoas que pensam errado. Todo mundo se lembra dum cabeludão gente boa, portador de uma máquina que produzia pensamento certo, mas que foi morto em sofrimentos terríveis só porque desagradou aos que pensavam errado.
As pessoas que pensam errado só não despertam para o erro do seu pensamento porque o resultado do comportamento resultante da conclusão filha do pensamento errado só aparece muito depois. Se este resultado negativo aparecesse na hora, como quando se coloca a mão em lugar quente, aí as pessoas evitariam tais comportamentos, assim como evitamos colocar a mão na chapa quente.
Aprendi com pessoas inteligentes que escreveram livros, pessoas que pensavam e que pensam certo, a enxergar a verdade sobre nossa realidade e ela não é nada daquilo que nos ensinaram. A verdade está com as pessoas que pensam certo. Estão aí ao alcance de todos os seus ensinamentos, basta consultá-los. Uma vez absorvido o conselho que todos eles nos dão, uns de um modo, outros de outro modo, mas todas as pessoas que pensam certo há muito vem nos mostrando que o caminho pelo qual caminhamos vai nos levar ao desastre. Fica impossível contentar-se com uma vida tão medíocre depois de perceber nas suas lições que é possível se viver de maneira muito melhor.
Há uma integração tão grande entre os indivíduos e a sociedade quanto a que existe entre as células e o corpo. É por isto que o resultado de comportamentos nascidos de conclusões orientadas por pensamento certo ou de pensamento errado, beneficiam ou prejudicam não só a sociedade, mas também ao indivíduo porque é impossível separar os dois. O comportamento das pessoas que pensam errado lhes faz agir como se suas pessoas não fizessem parte da sociedade. Elas agem como se só houvesse o seu mundo, sem observar que as pessoas ao alcance do seu barulho também tem seus mundos e que talvez barulho não faça parte dele. Impor barulho a quem não o quer ou mesmo não pode recebê-lo é o mesmo que impor silêncio a quem quer festejos. Neste sentido os religiosos se comportam negativamente quando obrigam quem quer paz a ouvir gritos.
A integração indivíduo/sociedade é tão grande que a história “Por Quem Os Sinos Dobram” diz não haver necessidade de se perguntar por quem os sinos dobram porque eles dobram por nós. Com isto, Ernest Remingway, pessoa que pensava certo, nos advertiu de sermos um só ser vivo, as pessoas e a sociedade, de forma que ao morrer alguém também morre um pouco dos outros. Talvez exagerada, porém a inobservância desta realidade de se ter comportamento individualista vivendo-se em grupo, é a causa dos desatinos que infelicitam as pessoas e é o motivo de incômodo para as poucas pessoas que pensam certo, como se pode observar nos seus ensinamentos.
Mas, como escrever me cansa muito, principalmente pela dificuldade com as vírgulas, esta prosa vai ficando por aqui. Voltarei a convidar gente a pensar. Inté. Boas ressacas.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

E CADÊ A TAL SUPERIORIDADE?


O homem gosta de complicar. Dos animais, é o mais idiota. Tão idiota a ponto de ser presunçoso. Tão presunçoso que se acha obra prima da natureza ou de Deus. Acha-se tão distante dos outros animais, enquanto está tão próximo. E, não raro, tem comportamentos inferiores ao comportamento de muitos irracionais, quando levado por um instinto de perversidade ausente nos animais tidos como inferiores que o faz comprazer-se em fazer alguém sofrer. A natureza também produz gente capaz de desenvolver este tipo de caráter. Só será boa para se viver, uma sociedade na qual o mal-estar de apenas um dos seus membros seja motivo de preocupação de todo o grupo.
Entretanto, nem aquelas pessoas consideradas normais se dão conta do falso mundo em que vivemos. É mentirosa esta superioridade que o homem atribui a si mesmo. Não pode haver tanta diferença assim entre seres que se originam do mesmo processo físico-químico e que vivem do mesmo modo a trepar, comer e fazer muita sujeira.
O ser humano é imbuído de um sentimento de péssima qualidade que é o pernosticismo. Qualifica-se a si mesmo de HOMO SAPIENS. Já ouvi falar que esse tal de sapiens significa sabedoria. Se é verdade, é de causar riso. Como haver sabedoria em seres que embora sendo da mesma espécie e vivendo juntos, não só estabelecem uma diferença infinita entre eles, no que diz respeito à capacidade de terem atendidas as suas necessidades, mas que também se odeiam entre si?
Qualquer iniciado na verdadeira sociologia sabe que as pessoas só podem alcançar o bem-estar por todos desejado se houver entre elas o sentimento de solidariedade. Para que alcance seu objetivo, uma sociedade que se propõe a promover o bem-estar de seus membros, como é o caso da sociedade humana, seria necessário haver não só a ausência da competição entre as pessoas que compõem esta sociedade, mas também a presença da cooperação entre elas. Foi com o intuito de cooperação entre os indivíduos que a sociedade foi formada, depois de terem eles concluído ser mais fácil sobreviver em grupos do que isoladamente. Foi a sociedade concebida para que as pessoas se ajudassem mutuamente, e não para que de digladiassem.
Como o pavoneamento próprio da estupidez não deixa olhos que alcancem um palmo além do nariz, o ser humano complicou tanto a vida que fazer festa é tão importante a ponto de serem promovidos a celebridades milionárias todos aqueles que animam festas.
Não cabe no universo, sem ficar rabo de fora, o tamanho da estupidez contida na afirmação de ser preciso estar-se preparado para a guerra a fim de se ter paz.
A estupidez montou uma indústria de armas que precisa produzir mais e mais armas para satisfazer a fome de um monstro chamado mercado de armas. Então, como armas só servem para matar, a estupidez sai matando jovens mundo afora.

São estes os seres que se julgam superiores!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

LIVRE PENSAR



Lá na escola, no tempo de inocente, eu ficava impressionado com a história de Moisés e as infrutíferas tentativas de tirar do Egito o Povo de Deus. Aquilo chegava a emocionar. Ouvia-se até comentário sobre como é que se podia desobedecer a Deus! “Mas também ele viu o que é bom prá tosse.” – Dizia alguém sobre o faraó. – “O mar fechou bem na hora que eles não podiam mais voltar”.
Esta recordação da juventude inocente me ocorreu ao ouvir duas senhoras que comentavam lá na agência do correio sobre os garotos de rua e as drogas. Uma delas estava absolutamente certeza de que os próprios garotos eram os responsáveis por sua desgraça. Eles teriam inteira liberdade de utilizar de uma ferramenta chamada livre arbítrio para moldar outro tipo de vida, se assim quisessem.
Temos, pois, duas ocorrências: A primeira era a certeza de ter acontecido realmente o episódio das nove tentativas frustradas de Deus para libertar o Seu povo. A segunda ocorrência era a tranqüilidade com que a cultura implantada por falsas informações podia distorcer a verdade de modo tão brutal a ponto de fazer aquelas duas senhoras sentirem-se isentas de qualquer responsabilidade, ainda que coletiva, pela situação daquelas crianças. Criadas sem nunca ter ouvido uma palavra de carinho, tendo a rua por “doce lar”, sem terem recebido nenhuma orientação de comportamento e cuja perspectiva de futuro é nenhuma, como esperar de tais crianças um comportamento normal, se até as crianças bem educadas tem comportamentos anti sociais?
A verdade, pois, é o contrário daquilo que aquelas duas inocentes senhoras acreditavam. A sociedade é que é a culpada da infelicidade daquelas crianças por ter permitido que elas sejam tratadas em situação inferior à de cães. Impedir tratamento indigno às crianças não quer dizer que as pessoas devam cuidar pessoalmente das crianças. Basta exigir que o poder público cumpra sua função porque é seu dever. Fazer esta exigência é muito mais eficiente do que encher o saco da gente nos locais de compra com a campanha do quilo. A força do povo quando usada para exigir o que a lei lhe garante pelo direito vigente é insuperável. No Egito, o povo está exigindo a saída de um senhor todo poderoso há trinta anos dono do país, mas que vai deixar de ser por pressão do povo.
Tanto a atitude de ficar emocionado por uma história para criança como é a das dez pragas quanto aquela outra da certeza de serem os garotos os próprios responsáveis por sua situação, são atitudes infantis. São adultos pensando ainda como eu pensava quando era adolescente. O aprendizado na escola da vida e nos livros que pessoas inteligentes escreveram me mostrou muitas verdades sobre a realidade da vida através de um método eficiente que é a purificação das informações que me chegam antes de aceitá-las como verdades prontas e acabadas. Quem assim procede, além de deixar de ser um maria-vai-com-as-outras, também se livra de um comportamento falso porque oriundo de uma falsa informação.
É espantoso observar o quanto a simplicidade destas pessoas pode levá-las a se acharem intelectualmente capazes de contestar opiniões de pessoas infinitamente mais bem preparadas intelectualmente para opinar sobre qualquer assunto. Ao mesmo tempo em que as pessoas valorizam o estudo e o conhecimento, desprezam as opiniões dentro da mais absoluta lógica, que é a ciência de coerência do raciocínio. O episódio do duelo entre Deus e o Faraó, se examinado por pessoa adulta e coerente não passa de brincadeira para criança. Absolutamente ninguém com imparcialidade admitiria que Deus, senhor de todo o universo, tivesse de medir força com um governantezinho, porcaria se comparado com quem criou tudo, inclusive o Egito e o governantezinho. É absolutamente certo haver algo de errado em quem admitir aquelas intervenções divinas com castigos terríveis a pessoas que nada tinham a ver com a disputa, inclusive assassinato de crianças.
Se a simplicidade mental das pessoas que povoam o mundo ainda não lhes permite raciocinar dentro da razão, isto significa que as pessoas agem desordenadamente e é por isto que o mundo é uma desordem só. Não há ordem numa sociedade onde os que produzem o sustento do grupo fiquem de fora na hora da divisão do resultado do trabalho de todos.
Esta realidade, entretanto, não pode ser percebida pela inocência, só depois de algum amadurecimento mental que permita analisar com isenção a informação recebida porque pode ser uma falsa informação como aquela que informava ser a terra quadrada. São, pois, as falsas informações as responsáveis pelos falsos comportamentos que produzem uma sociedade tão falsa a ponto de mediocridades virarem “celebridades” e “excelências”.
Se hoje até rimos de já se ter acreditado ser a terra o centro do universo, futuramente também rirão de nós ao constatarem que alguém sem instrução tenha salário mais de mil vezes superior ao salário de um professor. Dá até para ouvir a conversa de alguém do futuro falando sobre nós (se houver gente viva no futuro): “Parece incrível” – Dizia o cara do futuro – “Folheando esta enciclopédia, vejo que as pessoas no começo do século vinte e um queimavam o seu dinheiro em fogos e festas e morriam nas filas dos hospitais por falta daquele dinheiro”. E a gozação sobre nosso comportamento continuava entre os caras do futuro: “Ah, isso não é nada”. – Dizia outro cara do futuro. – “Eles tinham um sistema de administração pública cujos administradores tinham o direito de viver em palácios e ficarem ricos.As pessoas mais bem remuneradas naquela época eram as que exerciam as atividades menos relevantes como cantar e dançar um negócio horroroso chamada axé ou participar de programas medíocres de televisão. Estas pessoas eram denominadas reis ou rainhas e realmente levavam vida de reis”.
Não pude evitar uma ponta de tristeza por constatar o quanto podia ser melhor a nossa vida se agíssemos como pessoas adultas, educadas, e bastante responsáveis para assumirmos a responsabilidade pelo que somos responsáveis, superando a eterna criança só para brincadeiras. Viver em sociedade exige responsabilidade.