domingo, 8 de julho de 2012

OS BAMBAS


 Um grupo de alegres turistas com suas imensas camisas espalhafatosas, e cara idiota de todo turista, tirava fotos e se deliciava bebendo caipirinha feita com cachaça retirada de tonéis sujos onde havia etanol, deixando seus quatro refinadíssimos cachorrinhos e uma cachorrinha na sombra de uma sombrinha de praia.

Deste quadro dos cinco cachorrinhos penteados e perfumados, passamos para outro quadro em que um militar brasileiro mostrou para militares gringos dos Estados Unidos que no Brasil ainda tem homem com agá maiúsculo, macho que mija na parede. A existência de personalidades deste tipo contradiz com a mediocridade reinante. Aconteceu durante o regime militar e da seguinte forma: Chegava a este belo Brasil de triste sorte o presidente americano, e os jornalistas que cobririam o desembarque estavam sendo revistados pelos gringos da segurança presidencial estrangeira. Chega um militar das nossas Forças Armadas, verdadeiro herói ante a costumeira nulidade, homem como quase não mais existe entre nós e fez parar a revista. Com voz autoritária, disse ser tal papel da competência absoluta da Polícia Federal do Brasil. Este homem, como eu e muitas outras pessoas, deve sofrer muito com a situação servil do nosso país. Além do caráter de homem, também tinha este (se não me engano, tenente) um cachorrinho baiano e vira-lata que aparecera em sua casa e lhe ganhara a simpatia.

Temos então a seguinte situação: um grupo de gringos das bundas brancas em algazarra. Quatro requintados cachorrinhos e uma lindíssima cadelinha perfumada e sofisticada. Acontece que nosso vira lata baiano perambulava pelas imediações e veio a dar com o grupo dos cachorrinhos grã-finos que conversavam em inglês. Apoiando o traseiro na areia da praia, ficou a olhar fixamente para o grupo, movendo apenas a cabeça ora para um lado, ora para outro. De repente, acercou-se do grupo, subiu na cachorrinha e mandou bala. Deve ter sido a inspiração para que Jackson do Pandeiro falasse em samba-rock e chiclete misturado com banana.

     

domingo, 1 de julho de 2012

PENSANDO SOBRE A NOTÍCIA

A imprensa anuncia um grande contingente de seres humanos chegados às cidades, provenientes da zona rural, e que veio a engrossar a legião dos contribuintes do dízimo para a igreja universal. Como a sociedade brasileira é constituída de manada, segundo o poeta, e como manada não pode pensar e tirar conclusões, vez que apenas o ser humano é capaz de tal façanha, ninguém dá a menor bola para a notícia do grande aumento de evangélicos, mesmo porque notícia capaz de despertar interesse do brasileiro é a que informa sobre o resultado do exame de urina do jogador de futebola. Isto para nosso povo é mais importante do que o futuro de seus filhos. Então, o incremento dos pagadores de dízimo tem ligação com o futuro das crianças de hoje? Tem tudo a ver e vou mostrar como. Tendo assumido a missão de mostrar aos jovens o quanto eles estão sendo estúpidos em não pensar no futuro de seus filhos, missão esta tão ingrata que desde Sócrates até hoje tem levado à morte aqueles que assumem o dever de cumpri-la, mesmo assim volto o fustigar-lhes o calcanhar e Mostrar a sacanagem contra o povo contida nesta notícia: Este fato tem tudo a ver com nossa situação de povo mais desqualificado do planeta como afirmaram alguns dos verdadeiros homens que a humanidade já produziu. O mestre Darwin disse que o brasileiro é um povo sem dignidade.
  Vamos pensar apenas um pouquinho e veremos que se trata de um desmando sem tamanho o conteúdo da notícia. É o seguinte: o governo empresta aos ricos, em condições inalcançáveis pelas pessoas comuns, montanhas de dinheiro público para que eles montem imensas e sofisticadas fazendas onde as máquinas modernas substituem os trabalhadores e a falta de trabalho leva para as cidades estas pessoas, tendo muitas delas vendido suas pequenas propriedades para a formação das grandes negociatas chamadas de agribiuzinesse e que produzem grandes quantidades de soja e milho destinadas a alimentar bois e motores nos Estados Unidos, exaurindo os solos com um bilhão de kilos de veneno espelhados pelo chão todo ano. Quando chegam às cidades, estas pessoas inocentes cuja mente já foi hipnotizada pela magia da televisão que Lula inaugurou juntamente com Edir Macedo numa atitude ridícula de um com a mão em cima da mão do outro, são facilmente cooptadas pelos aliciadores de pagadores de dízimo que se aproveitam da ignorância e da boa fé próprias dos inocentes e os arrebanham para as igrejas.
   É a total inversão da racionalidade. É o próprio governo em falcatrua com os ricos que garantem os recursos para as festas e os espetáculos circenses que geram votos quem promove a migração de uma enxurrada de ignorantes para as cidades onde irão incrementar a violência e aumentar a demanda pelos serviços públicos já precários. É o dinheiro do povo usado para deteriorar a sua qualidade de vida e destas criancinhas que seus pais imbecilizados pela televisão dizem amar.
    Espichando mais o pensamento a respeito desta situação, percebe-se também o absurdo de que estes novos religiosos irão viver do trabalho de quem trabalha porque isso aí que se chama de governo transforma em esmolas uma parte do esforço de quem trabalha para enganar estes pobres coitados açoitados para as ruas e domesticá-los como se fossem porcos para os quais apenas comida de qualquer espécie é suficiente. Em São Paulo, confecciona-se um bolo de mil metros de tamanho sobre o qual, a um sinal, o povo avança com o mesmo frenesi de porcos quando se coloca no cocho a lavagem.
   Até mesmo o dízimo, cujo pagamento os encarregados de Deus convencem aos ignorantes ser mais importante para o bem-estar do que o pão, será pago pelo povo que adora Lula mesmo depois de vê-lo ajudando Edir Macedo e abraçado com Maluf.
Qualquer assunto do qual depende a segurança das futuras gerações é ridicularizado pelo populacho que prefere conversar animadamente sobre o exame de urina do jogador de futebola enquanto espera sua vez em imensas filas. Apenas as babaquices tem o poder de despertar o interesse da manada. O pipocar de bombas dá bem uma demonstração da mentalidade infantil dos adultos bestificados. Se até as bestas se afastam do barulho, como então classificar seres humanos que buscam o barulho? Aquele jovem que vi numa caminhonete lá na Frei Benjamim cuja carroceria foi transformada numa imensa caixa de barulho será um adulto surdo e extremamente nervoso como consequência de sua falta de atenção para com os assuntos sérios. A poluição sonora presente aí nas ruas, sob a indiferença da manada e do desgoverno, arruína o sistema nervoso e a audição.
    Se a imbecilidade move a humanidade, povos há como o nosso em que esta imbecilidade é multiplicada por mil. A rádio americanizada Band News de Salvador transmitia uma entrevista hoje, l/7/012, pela manhã, de uma prefeita do interior num ambiente festivo como o povo gosta e presta atenção. Dizia a prefeita que sua cidade tem as melhores festas de todo o Estado e que se orgulhava de existir lá uma mulher com dezoito filhos. Ora, tudo isto é prejudicial ao bem-estar das gerações vindouras. Está previsto o número de nove bilhões de seres humanos em algumas décadas. Assim, em lugar de festas e nascimentos, seria inteligente que os jovens pensassem sobre tudo isto, sob pena de serem odiados por seus descendentes em vez de terem deles boas recordações. O futuro deles está ameaçado e seus pais dançam axé e vibram com o resultado do exame de urina do jogador de futebola. Haja estupidez! Por vezes o desânimo me ronda ante a aceitação de tantos desmandos pelo povo do qual tenho obrigatoriamente de viver no meio. São pessoas totalmente brutalizadas que passeiam indiferentes sobre a enxurrada de caldo de bosta a correr pelas ruas e cheiram lufadas de fumaça preta saída dos canos de descarga com total indiferença porque não sabem tratar-se de colocar nos pulmões o óleo diesel cru mais venenoso e mais caro do mundo. Entretanto, enquanto puder, não deixarei de tentar mostrar aos jovens a necessidade de se tomar uma atitude de homens e mulheres menos idiotas.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

PENSAR É LEGAL!




          É necessário mostrar aos jovens que eles estão sendo educados apenas para aprender a trabalhar com as mãos, deixando de lado a capacidade cerebral que a natureza lhes deu e que já serviu para tantas coisas boas como orientação no sentido de abrigar do frio e do calor excessivos e produzir a comida. Houve tempo em que não havia supermercado e a comida vivia dependurada em árvores arrodeadas de animais selvagens e cujas frutas podiam ser venenosas. Devia ser dilacerante o dilema de estar com fome e com uma fruta na mão, mas com medo de ter veneno. A carne era outra fonte de alimento, mas o diabo é que ela se encontrava também em busca de alimento, uma vez que fazia parte do corpo de algum outro animal à busca de comida. Se nenhum jovem atualmente precisa enfrentar situação semelhante quando dá fome, deve-se tal conforto ao poder que emana da capacidade de pensar. É grande tolice ignorar um poder tão poderoso e é por isso que existe este blog que é para ensinar a pensar aqueles jovens que ainda não sabem porque para digitar e copiar a resposta não há necessidade de se usar o pensamento. Um robô pode fazer isso. A melhor maneira de desenvolver o pensamento é através da leitura e comentário sobre o que se leu. Como o relacionamento dos jovens com os livros não é nada amistoso em virtude da falta de contato com eles por conta da modernidade e a digitação, resolvi tentar fazer as pazes entre os jovens e os livros contando uma passagem tão interessante de um livro que eu duvido não vá despertar interesse porque inteligência vocês tem. Falta apenas aprender a usá-la também em atividades das quais não entra dinheiro. Uma boa alternativa seria curtir curiosidades literárias como a desse conto que vamos começar pelo nome do autor do livro onde o encontrei e lhes passo para que vocês possam curtir maravilhas sobre as coisas da vida como esta explicação para o preconceito encontrada no livro Falando Francamente.

          Vinícius Bittencourt, o autor de Falando Francamente, advogado e grande pensador, entrou em meu mundo da seguinte maneira: escrevi um arremedo de livro chamado A Inferioridade do Brasileiro, que me deu duas alegrias: uma delas foi confirmar a existência de jovens que já sabem pensar, pois recebi cumprimento de cinco jovens. A outra alegria foi ouvir de intelectuais haver valor no meu trabalho, entre eles o também advogado e também grande pensador Dr. Raimundo Cunha, que me cumprimentou efusivamente e me levou ao seu escritório para me mostrar a coincidência de pensamento entre o que eu escrevi e o conteúdo de Falando Francamente. Há pontos de vista exatamente iguais e um deles vou contar a vocês a versão exposta pelo brilhantismo do Dr. Bittencourt a fim de lhes convencer de que há coisas tão interessantes nos livros que poderão até alimentar um papo mais agradável nas conversas de namoro.

          Começaremos a narrativa com a seguinte pergunta ilustrativa: por que será que nenhum jovem se exporia em festa ou em praça pública com uma namorada que fosse sabidamente prostituta? Por que haveria de lhe parecer estar fazendo papel de bobo ou de desrespeito à sociedade e aos seus familiares sendo visto em tal situação? PRECONCEITO! Dirão todos. Imaginando ser esta a resposta, usei o pensamento e concluí com ajuda do dicionário que o preconceito é uma coisa da qual não se gosta sem saber qual o motivo. Assim como há coisas de que pessoas gostam sem necessidade de motivos, também há coisas de que não gostam sem haver motivo. Quando se acredita que determinada coisa é uma maravilha antes de conhecer e bater pé firme que é maravilha, também está sendo preconceituoso. Só pode ter certeza de que aquela coisa é maravilha depois de confirmada sua maravilhosidade. O preconceito faz parte da cultura e não depende da vontade para existir, mas depende para deixar de existir.

          Podemos dizer ser o preconceito uma idéia formada sobre algo que não se conhece. Quando se fala em fumar maconha, por exemplo, as pessoas que nunca fumaram maconha acreditam que ela faz a pessoa “diferente”, com ranço de indignidade, alguém que deve ser marginalizado. Eu já pensei assim. A palavra maconheiro era para mim, como é para as pessoas, sinônimo de coisa ruim, principalmente por ter presenciado na juventude o início de um amigo no mundo dos jovens maconheiros e isto desgraçou sua vida agradável transformando-se num presidiário pobre e desamparado. Acontece com os jovens porque eles so inocentes e deixam levar para drogas violentas. A maconha, por isso, é terrivelmente danosa aos jovens, mas é grandemente benéfica como remédio para os achaques da velhice. Para os velhos, que não se deixam levar, ela tem dupla utilidade: dá alguma paz às atribulações e achaques da velhice e encurta a vida do velho, forçando-o a ceder mais depressa lugar aos jovens atarantados na carreira inútil de perseguir dinheiro além do necessário. Um preconceito, como se vê, pode até corresponder a meia verdade. Porém, nunca a uma verdade inteira.

          A origem do preconceito contra as prostitutas, de que falávamos ainda há pouco, segundo nos conta de forma maravilhosa o Dr. Vinícius Bittencourt, teve origem no tempo em que as moças eram obrigadas a um comportamento que lhes classificava como, com licença da palavra, “castas” e só podiam se relacionar sexualmente depois do casamento, o que fazia com que elas tivessem de se aguentar até aparecer um casamento para que pudesse atender ao apelo irresistível e natural do sexo, ou libido. Nestas condições, Interesseva a elas que também os homens ficassem tivessem precisando de sexo e se casassem.

          A única atividade das mulheres naquela época era denominada de, com licença da palavra, “prendas domésticas”. Havia até o qualificativo de, com licença da palavra, “prendada” para definir a mulher caseira e sossegada que gostava de cozinhar, lavar e passar roupa, amamentar e não poder empinar os peitos através de perigoso processo físico/químico porque ele ainda não existia. Se não amamentasse podia ser taxada de mãe desnaturada, mesmo depois de passar nove meses com o corpo deformado e, finalmente, lesionado pelo parto. Não havia ainda o levar e buscar as crianças na escola porque não havia escola, mas, como se vê, não faltava tarefa "agradável". Como em todo lugar pinta alguém do contra, algumas mulheres mais brilhantes e, por isso mesmo, questionadoras, não concordavam com esse negócio de apenas macho ter direito à atividade sexual e a praticavam. Para elas, o convite da natureza era mais atrativo do que obedecer a uma ordem não se sabia lá de quem nem de onde. Com isso, aliviava a pressão da rapaziada, de modo a jogar um pouco de água fria na fervura da necessidade de "dar uma",  retardando o casamento e enfurecendo as outras mulheres obedientes à norma da castidade e seus pais que ansiavem pela chagada de um genro com quem dividir as despesas. Então, a sociedade e sua norma rígida de castidade transformavam em inimigas públicas aquelas mulheres que se recusavam a se submeter a um comportamento que as desagradava e esta seria a origem do preconceito contra as meninas que não se negam a fazer um cafuné. Elas foram desbravadoras.

          É ou não É interessante saber isso? Pois de coisas assim os bons livros estão cheios e eu não vou deixar de lhes fustigar o calcanhar para a necessidade de exercitar o pensamento também para coisas nobres no sentido de sentimento ou espiritualidade. Aquiles que é Aquiles cirraxouce quando lhe deram no calcanhar, que dizer de jovens que ainda nem sabem pensar. Pois não deixo o calcanhar da inteligência de vocês em paz para fazê-los pensar e chegar a conclusões acima do que lhes é ensinado pela perversidade do sistema educacional formador de apenas operários dos quais foi anulada a capacidade de pensar se o sofrimento que se vê por aí encontra recompensa nas festas que se vê por aí. PENSAR É LEGAL!


domingo, 29 de abril de 2012

BRONCA NOVA




Olá, cambada, pensavam que os tinha esquecido? Pois esqueci não. Apenas uma ocupação me desviou do foco deste blog que é mostrar aos jovens a necessidade de se adquirir o hábito de pensar como único caminho para também se deixar de ser tão bobos. Afinal, para que a capacidade de pensar? Apenas para comer, trepar e cagar é que não deve ser porque estas atividades são exercidas pelos bichos e nós devíamos estar geneticamente muito mais longe deles do que realmente estamos. Estas são as atividades essenciais para a existência física da espécie, mas acontece que o homem deixou de ser apenas físico para também ser social e isto lhe dá superioridade bastante para se limitar ao procedimento dos bichos. Se também as praticamos é em função do nosso parentesco. Entretanto, não podemos nem devemos nos limitar a isto. Uma vez que a natureza desenvolveu em nós o cérebro que nos permite raciocinar e tirar conclusões, ao contrário dos bichos, não devemos teimar em permanecer ligados a eles em comportamentos irrefletidos pela incapacidade de poder pensar e tirar conclusões. Quando um cachorro cisma de latir, ele não pode saber que aquilo infelicita quem quer dormir ou raciocinar sobre alguma atividade mental. Entretanto, quando algumas dezenas de pessoas infelicitam a vida de centenas de outras pessoas impedindo-as de dormir ou trabalhar e obrigando-as a participar do barulho estrondoso de sua festa, estão tendo o mesmo comportamento do cachorro barulhento.

Quem pensa se dá melhor do que quem não pensa. Certa vez perguntaram a um filósofo qual a finalidade da filosofia e ele respondeu que é fazer com que as pessoas reflitam sobre os atos que vão praticar a fim de diminuir os transtornos. Nem precisa saber ler para se saber que uma coisa bem pensada dá melhor resultado que uma coisa precipitada e é por isto que os convido a pensar que os danos à saúde provenientes do barulho podem ser evitados. Para começo de conversa, fiquemos apenas com o barulho dos carros de propaganda das lojas. Convoco-vos a que pregais (ou pregueis?) os rabos em algum lugar e pensar no seguinte: as lojas fazem o barulho para atrair fregueses. Mas, se o barulho causa doença não serve para atrair, serve para espantar. Caso as cabeças de vocês ainda não estiverem doendo pensem mais um pouco. Certamente chegarão a uma conclusão inconclusa: por que o barulho atrai? Caso ainda seja suportável a dor de cabeça e possam pensar mais um pouco, haverão de descobrir que é por causa da falta de instrução. Prestando-se atenção percebe-se que as pessoas com melhor nível de conhecimento são mais arredias a lugares barulhentos do que aquelas pessoas que não tiveram oportunidade de aprender nem que o barulho faz mal.

A triste conclusão a que chegamos é que somos capazes de suportar indiferentemente o barulho, o que equivale a dizer que ainda estamos longe de atingir um padrão educacional que nos permita evitar o barulho. Quando as pessoas tiverem finura bastante para repudiar o barulho, basta evitar as lojas que o patrocinam.

É bom que os jovens comecem a aprender pensar. Assim terão menos sofrimentos na velhice. Quem fala isto é quem sabe o que está falando porque já foi jovem e fez as mesmas bobagens que vocês fazem e hoje á velho e vê cá do alto de setenta e seis anos de idade as mesmas burradas sendo praticadas pelos inexperientes das coisas da vida. Para que vocês jovens tenham uma pálida prova de sua inocência e desconhecimento basta o fato de vocês encararem a juventude como eterna. Não é não, senhores bobos. Ela passa. Juntamente com cada tique do relógio vai um pouco dela e chegará o dia que você pensa não chegar de se ver se tremendo ou arrastando os pés na calçada, ou ainda cheio de tubos na UTI. Garanto que a reação de vocês ante tais palavras que expressam embora grosseiramente uma realidade incontestável será de descrença ou gozação, mas aposto como chegará o dia em que vocês dirão “pô, o cara tava certo. Pois não é que fiquei velho?” Conhecendo algo da experiência que sobra nos velhos será lucrativo para os jovens. Tenham a certeza de que algum sacrifício por menor que seja para conter certas vontades próprias do açodamento da juventude trará benefícios imensamente maiores quando chegar a velhice. Para tanto, é preciso aprender a pensar que é para poder pensar. A dor na cacunda da velhice chega com certeza. Palavra de homem. Isto é, de velho. Inté.



sexta-feira, 23 de março de 2012

PESSOAS INOCENTES

É crime conceder habite-se a prédio inacabado, e é crime fazer barulho. Entretanto, aqui em Conquista, por falta de observação e inteligência, aluguei e passei a morar num apartamento cujo prédio inacabado já tinha habite-se. Era um inferno total. Pancadaria e barulho de máquinas que pareciam estar logo ao lado. E tudo porque a administração municipal deixa de cumprir determinação legal. Encontrei na internete a Lei n. 1172/96 que proíbe no artigo 14 a concessão de habite-se a prédio inconcluso. Embora se refira a lei ao Distrito Federal, a norma tem que ser geral porque o sofrimento de conviver em meio a pancadaria é martirizante em qualquer lugar.
As pessoas que se sentem mal com o barulho tem direito assegurado em lei ao silêncio. Uma consulta ao artigo 1.277 do Código Civil e o artigo 42, item IV, da Lei das Contravenções Penais nos deixa certos disso. E tem razão de ser. A Organização Mundial da Saúde adverte que a poluição sonora não só danifica a audição, mas também e principalmente o sistema nervoso. Sabendo-se o estado de nervosismo que acomete as pessoas atualmente, há coerência em se ligar o aumento do barulho proveniente do chamado progresso ao aumento da violência que já produz duelos por assuntos triviais do trânsito infernal por culpa do atual modo de vida que a todos obriga a ter carro.
Os brasileiros se portam como crianças. Adoram brincadeiras. Festas, então, nem se fala. Aplaude o esbanjamento do seu dinheiro em festa da corrupção do futebola, do axé, e do papôco dos foguetes coloridos, ao tempo em que chora nos corredores dos hospitais.
A inocência é tão grande que no prédio onde moro foi afixado no elevador um aviso aos moradores recomendando a título de boa convivência que se observasse o silêncio durante o período em que os operários não estivessem martelando a cabeça das pessoas. Advertia que precisamos de silêncio a partir das 22 até as 7 horas. A partir das 7, quando recomeçam os trabalhos de construção, na inocência das pessoas que acreditam conviver com o barulho sem pagar um preço, não se fazia mais necessário o silêncio que a lei nos garante durante as vinte e quatro horas do dia. A lei nos protege até contra o latir de cachorro. O barulho age como o veneno dos alimentos que aos poucos resulta no câncer ou outros tipos de moléstias que acabam com os idosos que os consumiram por mais tempo. Não perdem por esperar os que ainda não absorveram veneno bastante para fazer andar arrastando os pés (quando pode andar) ou tremendo como se estivesse com frio. Desse modo, também o barulho vai minando o sistema nervoso até deixá-lo à flor da pele e levar a pessoa a gesto do qual lhe resultará também grande mal.
Certa vez um deputado aparentemente bem intencionado apresentou projeto para incluir o barulho entre os crimes de ação pública. Isto significaria mais facilidade para o seu combate. Entretanto, como prova de que a religião prejudica a sociedade, a bancada dos deputados que a igreja evangélica elege com o dinheiro das pessoas inocentes impediu alegando cercear o direito ao culto. O culto a que eles se referiam era o local barulhento aonde as pessoas vão levar dinheiro. Por que Deus que criou o universo iria precisar de deputados? Qual é o papel deles no relacionamento da sociedade com Deus? Paz, isso podemos ver que não é porque a festa que cultua sua crença, juntamente com a pancadaria de construção e os carros com alto-falantes tornam um inferno a vida de quem precisa se concentrar num trabalho ou leitura.
A inocência das pessoas não as deixa enxergar o que está fora do alcance da mão. Nada a não ser brincadeira lhes chama atenção. A correria que empreendem em busca de mais e mais dinheiro não teria razão de ser se elas recebessem da administração pública aquilo a que tem direito. Se o recebessem, só teriam que gastar do que recebem apenas a parte de pagar imposto. Todo o restante seria economizado porque não haveria necessidade de pagar plano de saúde, médico, dentista, cerca elétrica, grades de ferro e vigilância. Só teria mesmo de gastar com a comida.
São tão tolas as pessoas inocentes que a administração pública lhes passa mel na boca. Uma propaganda apresenta como mérito do governo o fato de emprestar dinheiro para que o estudante pobre possa estudar. Isto é falso, só admissível num ambiente de tolos. Este procedimento é duas vezes danoso à sociedade. O dinheiro de pagar o estudo já foi entregue à administração pública através dos impostos. Se tiveram outra finalidade, a sociedade ficou prejudicada. Não se pode pagar duas vezes a mesma dívida. Além disso, há outro absurdo nesta notícia que é o fato de levar o jovem a começar sua vida profissional já embaraçado com uma dívida que é ilegal, exato no momento de constituir família.
As pessoas inocentes ouvem coisas desse tipo e acreditam tanto que levam em boa conta uma administração pública que tira recursos de quem trabalha para sustentar quem não trabalha. Na maioria das vezes involuntariamente.
A indiferença das pessoas inocentes quanto aos destinos de sua sociedade faz com que elas não percebam que propaganda não corresponde à realidade. O presidente da república quando estava sadio pavoneou que tinha levado o sistema de saúde pública a tal perfeição que até dava vontade de adoecer para se tratar nele. Pois aconteceu de ficar muito doente. Entretanto, não aproveitou a oportunidade de satisfazer a vontade e se mandou para hospital particular e só para ricos. Curioso é que ele era um pobre coitado. Como ficou rico?
As pessoas inocentes não percebem nada além de brincadeiras e correria atrás de mais dinheiro. Ouvem com naturalidade até propaganda da Souza Cruz. O que pode haver de positivo numa fábrica de cânceres que infelicitam famílias?
É isso aí, pessoas inocentes, vocês precisam crescer e tomar jeito de gente.

sábado, 22 de outubro de 2011

TEMPOS MODERNOS



Modernizar implica em substituir o velho pelo novo quando o novo se mostra mais eficiente. Então, quando se conclui haver um novo modo de se obter o mesmo resultado com menor esforço ou emprego de material, substitui-se a maneira antiga de fazer pela novidade. Há de se notar, entretanto, a necessidade de averiguação de haver benefício oriundo da aplicação da nova técnica.
Uma averiguação sobre a substituição dos tempos de antanho pelos tempos atuais, ainda que feita por alguém que nem sabe onde colocar as vírgulas pode provar não ter havido vantagem na troca do velho pelo novo. Esse negócio moderno de virar celebridade e ser motivo de festejo social por se casar com alguém do mesmo sexo ou se tornar tão idiota a ponto de se voltar ao tempo dos gregos no culto pela beleza física, com a desvantagem de haver na modernidade morte de pessoas em consequência do esforço para ficar bonito e dos venenos usados para apressar a boniteza, enquanto que a história não parece registrar morte de um grego por causa de seus exercícios em busca da beleza física, movidos que eram pela ingenuidade de acreditar que os males do mundo vieram quando a curiosidade de Pandora levou-a a abrir a caixa que os guardava, ingenuidade esta que continua orientando as ações dos povos ainda não habilitados a se tornarem civilizados.
É verdade que nos tempos de antanho não havia o avanço da medicina que salva muitos ricos. Entretanto, ninguém era mantido vivo por drogas, tubos, agulhas e UTIs, num sofrimento tão grande como o que vi nos olhos da minha mãe já desenganada por dois outros médicos, mas operada pelo mercenário Walter Pinotti, que nos extorquiu.
Personagens de Eça de Queiroz costumavam morrer de apoplexia nos tempos de antanho. Sujeito se empanturrava de comida e bebida e enchia as veias de obstáculos que impediam o movimento do sangue e caia mortinho da silva de apoplexia. Isto era muito mais simples do ponto de vista de evitar sofrimento do que desperdiçar os recursos que poderiam beneficiar outros membros da família para manter apenas um deles numa vida que não é vida e que logo se acabará, além de não ser do gosto do próprio doente se pudesse escolher. A vantagem do modernismo sobre os tempos de antanho no que diz respeito a este aspecto do sofrimento humano não é tão vantajosa assim.
As grandes vantagens trazidas pela experiência do passar dos tempos às ciências médicas estão só ao alcance de quem pode pagar plano de saúde. Os donos deles ficam milionários enquanto que o pessoal que cuida de nós tem de se virar para ter um padrão condizente com o esforço que fazem. Muitos deles, imbuídos da cultura que torna necessário o enriquecimento, esquecem o juramento para se tornarem mercenários como o Dr. Walter Pinotti. A modernidade, portanto, como consequência de um lento processo evolutivo, não trouxe benefícios significativos.
E na Economia Política? Ah! Aí sim! Vê só quanta riqueza? Qual o quê. Tudo balela. A produção de riqueza vai levar a humanidade à extinção. Se nós já estamos tendo problemas com a natureza, os filhos destes jovens de espeto no beiço e “nas partes” irão amassar o pão pro diabo comer.
Então, se também na produção de riqueza não houve vantagem para o povo, mesmo porque ela só beneficia poucos, a vantagem da substituição dos tempos de antanho pelos tempos modernos continua sem maiores vantagens.
É verdade que outros povos evoluíram para um estágio denominado de civilizado apesar de continuarem tão imbecilizados a ponto de também sustentarem palácios, autoridades de todo tipo com vida regalada de mordomias, casamentos espalhafatosos de ridículos príncipes e princesas que esvoaçam pelo mundo à custa deles.
Tais povos, apesar de também estúpidos, vieram a ser liderados por autoridades que aplicam mais recursos do que roubam e isto lhes permitiu um padrão de vida mais alto e a denominação de civilizadas apenas por viver melhor. Não por atingir um estagio evolutivo superior, mas apenas pela posse de bens materiais, o que denota ignorância.
“Civilizado”, então, define um estágio da evolução cultural humana ainda eivada de barbarismo capaz de manter o povo como mero servil das autoridades. Então, se um povo civilizado está ainda em tais condições de escravidão consentida, que dizer de um povo cuja evolução intelectual ainda nem lhe confere o estado de civilizado?
Se o significado de civilizado serve para definir brutos, a modernidade não trouxe vantagem alguma porque antigamente, como na modernidade, brutos saltavam sobre outros povos com menor poder físico e lhes tomavam o que tinham, sendo ainda pior agora porque os saques não são apenas entre povos, mas também entre pessoas do mesmo grupo.
O que falta para haver vantagem na substituição dos tempos de antanho pelos tempos modernos é uma EDUCAÇÃO que forme cidadãos para ser colocada no lugar desta que forma idiotas capazes de idolatrar personagens ridículas pela habilidade dos pés a ponto de eleger uma delas para legislador e outras igualmente ridículas em tal papel, por fazer palhaçadas, delegando autoridade a pessoas intelectualmente incapazes de exercê-la.
Em consequência desta deseducação é que em todo o mundo a nossa parte é a mais atrasada em função de sua deseducação. Nossa modernidade continua de fornecedores de riqueza para a gatunagem dos civilizados. Estamos tão atrasados na evolução intelectual que a brutalidade escancarada é comum entre as pessoas.
Estamos tão embrutecidos que andamos indiferentes sobre fezes nas ruas com barulho suficiente para tornar a juventude estressada e surda. O poder público habilita prédios inacabados para serem habitados e a administração de um deles distribuiu comunicado entre seus moradores advertindo para a necessidade de se resguardar civilizadamente a comodidade dos vizinhos evitando barulho entre as vinte e duas e as sete horas da manhã. Se na modernidade as pessoas só tem direito ao sossego neste horário, ao contrário do que estabelece a legislação, é porque a modernidade não trouxe benefício suficiente que superasse o malefício de criar a necessidade imensurável de riqueza que põe as pessoas em polvorosa e com o comportamento de rebanho faminto ao avistar pasto suculento.
A busca por riqueza embruteceu as pessoas de tal maneira que não se pode confiar em mais ninguém. Deixei a cargo de uma locadora de imóveis a vantagem de pagar o aluguel de todo o ano de uma só vez e o resultado foi que não houve vantagem alguma. Por confiar nas pessoas, paguei de uma só vez o mesmo que pagaria em doze vezes.
Isto de ainda confiar nas pessoas é coisa de gente do tempo de antanho como eu, que não acreditava chegar o tempo previsto por Rui Barbosa ao garantir que o homem chegaria a não ter um pingo de vergonha na cara.
Certa vez, caminhoneiro nato que sou, dirigia meu caminhão e dei carona a um grupo que levou as minhas cordas quando desceu.
Observador do Mestre Cuca, para satisfação da minha mulher, certa vez resolvi percorrer os oito quilômetros que me separavam da Cidade de Barra do Choça para comprar um pouco de aipim porque a do sítio era nova e eu queria fazer algo com aipim. Escolhi na feira um amarrado que custava dois reais e que ficou por cinco reais porque o vendeiro, um velho, se queixou que iria ficar sem trocado para os fregueses. Por ser de antanho e não querer prejudicar o velho, dispensei o troco e voltei para a cozinha onde tive a decepção de constatar que todas as raízes estavam azuis e imprestáveis.
Outra vez, dirigindo meu primeiro caminhão, ainda a gasolina, isto quando não havia asfalto para a Barra do Choça, encontrei um caminhoneiro a quem eu sentia orgulho em tratar de colega, e lhe emprestei vinte litros que seriam deixados em determinado posto, e ainda não deixou.
Em outra, também um colega caminhoneiro me levou a lata de óleo de freio e não deixou lá no posto onde disse que deixaria.
Ainda teve outro “mui” colega caminhoneiro que levou doze canos de PVC que não se acomodavam bem na minha carga e sumiu com eles.
Quando produzia café, tive vários sacos de café roubados além de seis motores e cabos de alumínio que são roubados para serem receptados e transformados em panelas. Até grãos de café eram roubados nas árvores.
A ladroagem com brutalidade dos tempos de antanho está presente também na modernidade, o que afasta a existência de ter havido vantagem em sua aplicação. Nos outros povos, a gatunagem é efetuada por meio de furto que é um modo sutil de roubar. Entre nós, entretanto, roubar, cujo processo inclui violência, é tão normal quanto respirar.
A humanidade talvez não tenha tempo de saber que estaria em melhores condições sem a estupidez que leva as pessoas a consumirem-se numa correria infernal atrás de dinheiro enquanto imbecis se arvoraram da riqueza que tem, mesmo assistindo o acontecido com outros imbecis transformados em farrapos antes de mortos em sofrimento exatamente por causa da riqueza que tinham.
Na modernidade, povo equivale realmente à manada como descobriu o poeta ao sentenciar do alto de sua genialidade a estupidez humana, como fez outra pessoa, um menino, afastando a cegueira do povo que fingia enxergar vestido um rei que estava nu.
Haja estupidez! Razão tinham os Grandes Mestres do Saber em não gostar de nossa companhia.










terça-feira, 4 de outubro de 2011

VAMO TÊ VERGONHA, PÔ!


Olá, jovens que não vão ler meu recado. Façam de conta que estão escutando que lá vai prosa e puxão de orelha com brinco ou sem brinco. Não sei se a juventude merece porrada pelo comportamento idiotizado, ou piedade por ter nascido num ambiente do qual não participa a dignidade de homem e mulher que mereça respeito integral porque atualmente não é vergonhosa a desonestidade. Pelo contrário, dá estatura social.
A palavra “homem”, independentemente do sexo, encerra um qualificativo de superioridade, mas superioridade pela capacidade de pensar e por em prática as ações oriundas do pensamento. Ser homem, portanto, é a representação de um ser capaz de gestos nobres. Se não há gestos de nobreza e sentimento de solidariedade humana em determinado grupo é por ser ainda muito primitiva a índole deste grupo. Uma sociedade em tais moldes é uma sociedade infeliz como a nossa e causa tristeza a indiferença da juventude ao conviver com atos dos quais não fazem parte aqueles requisitos de honra e nobreza de caráter próprios dos verdadeiros homens e mulheres. Estão os jovens acostumados a um sistema onde quanto menos qualidades de homem tiver alguém, maiores as chances de receber prestígio social.
Pois eu os convoco, ó cambada, para encher o peito de ar poluído e assumir uma posição de homem diante do seu belo país porque ele não age por si só e precisa que alguém o faça por ele. Alguém que queira saber por que um homem da estatura moral do General Charles de Gaulle disse que o Brasil não é um país sério? Por que um Ministro do Estado Brasileiro foi revistado no aeroporto americano como um marginal qualquer e um Senador da República do Brasil beijou a mão de um candidato a presidente americano? Por que os atores americanos zombaram dos brasileiros? Se nossos minérios vão embora e voltam em forma de produtos acabados que compramos por centenas de vezes mais caro do que vendemos os minérios, não é fazer papel de bobo uma vez que há um montão de gente precisando trabalhar? Por que não processamos os minérios aqui mesmo? Por que o Brasil precisa importar trabalhadores se temos milhões de desempregados? Por que nossos políticos declaram menosprezar a opinião do povo que lhes paga a vida faustosa? Quando as pessoas são normais, é a opinião do patrão que prevalece.
Não obstante a existência de grandes brasileiros e brasileiras entre nossos irmãos brasileiros, isto ocorreu no plano interno. Do ponto de vista de mundo nosso papel sempre foi de bobo da corte. Nada mais ridículo do que o Lula exibir um ar de importante para dizer que ia telefonar para O AMIGO Bush! É um presidente “ingênuo”. O Bush é bilionário de família tradicionalmente bilionária e escolado na arte maligna de explorar a humanidade, enquanto que o pau de arara explora apenas um pobre povo desprovido de entendimento. Do Lula o Bush é “mui amigo”. Amigão dele é o lucro das empresas de seus correligionários ao custo de apenas 550 reais por trabalhador ao mês.
Uma vez que está todo mundo tão interessado nesta prosa, vou lhes dizer que o Professor Laurentino Gomes escreveu um belíssimo livro de História do Brasil, intitulado 1808, onde ele nos mostra nas páginas 60 a 65 a origem de nossa preguiça e no capítulo 15 ele nos mostra de onde vem nossa gatunagem. Eis uma amostra da origem de nossa preguiça: “A riqueza de Portugal era resultado do dinheiro fácil, como os ganhos de herança, cassinos e loterias, que não exigem sacrifício, esforço de criatividade e inovação, nem investimento de longo prazo em educação e criação de leis e instituições duradouras. Baseava-se na exploração pura e simples das colônias, sem que nelas fosse necessário investir em infra-estrutura, educação ou melhoria de qualquer espécie”.
Nossa qualidade de inferiores é tão evidente que até os nomes dos prédios residenciais precisam ser em inglês, francês ou espanhol. A língua dos brasileiros não serve. Por que os nativos desprezam seu país?
É compreensível que a velharia da boca torta pelo uso de todos os defeitos do mundo não se sinta incomodada porque o cinismo é a praia deles. Agora, a juventude precisa assumir um papel de verdadeiros homens e mulheres, lançar fora os espetos dos beiços e “das partes” e tirar nosso país do ridículo para colocá-lo num lugar honrado. Para tanto basta marchar com o estandarte da justiça em uma das mãos e o da honra e dignidade na outra mão. Sob o signo destes símbolos haverão de vencer até a própria parvoíce.
A maior mudança já ocorrida na história da humanidade está nas mãos dos jovens atuais. Mudança da qual não participa a brutalidade, mas mudança capaz de fazer o mundo ficar bom. Para tanto basta que os jovens tomem nas mãos a educação de seus filhos e mude o comportamento deles, fazendo-os pessoas normais em vez de idiotas a quem se ensina que um velhinho voador vai descer pela chaminé (mesmo que não haja chaminé) e deixar presente em forma de metralhadora para despertar nas pobres e inocentes criaturinhas o instinto da violência. O convencimento verdadeiramente capaz de promover mudança é aquele oriundo da mudança de mentalidade, como nos mostra o professor Durval Lemos Menezes, no livro A Conquista dos Coronéis, quando afirma a influência da nova mentalidade dos filhos dos coronéis sobre as idéias do coronelismo.
A grande mudança começará a existir a partir do momento que os jovens pais ensinarem a seus filhos que está muitíssimo errado uma equipe que nos livra de uma dor martirizante de coluna merecer menos reconhecimento do que outra equipe que corre atrás de bola. Faz-se necessário colocar as coisas nos lugares e assumir outra posição perante o mundo. Enquanto outros povos descobrem cura para muitos males, nós descobrimos novas formas de chutar petardos, saracotear no axé e vender a “paixão” cor de jambo de nossas mulheres para o deliciamento dos gringos da bunda prateada.
Pois então, ó cambada, que tal levantar alto a verdadeira bandeira de uma independência autêntica, conquistada por respeitar e ser respeitado por merecimento, e depois colocá-la no lugar desta independência mambembe comprada por seiscentas mil libras esterlinas? O professor Laurentino explica tudinho. É legal! Inté.