sábado, 4 de outubro de 2014

ARENGA CINQUENTA E SETE


Presenciei um acontecimento que dá a exata dimensão do sentido expressado pela afirmação de que a ignorância é a fonte de todos os males. Vi uma jovem ficar orgulhosa ao ser apresentada a mim como uma serva de Deus. Naquele comportamento, que é o comportamento da juventude frequentadora de igreja, está toda a razão de ser da religião: tornar as pessoas tão pobres de espírito que se sentem orgulhosas em ser tão insignificantes quanto insignificante é um servo conformado com a servidão. Que trabalho desempenha uma serva de Deus? Não pode ser outra coisa senão pedir um quilo de qualquer coisa na porta do supermercado, trabalho de idiota, porque os políticos agradecem. Eles adoram a moleza de alguém fazer por eles o que eles deveriam fazer. Quando a juventude descobrir que pode pensar, aí perceberá o malogro que é esse negócio de bem-bom lá no céu. O único bem-bom que existe está num altar chamado erário, profanado por impuros cuja relação com os jovens equivale ao comportamento do esperto que para enganar o bobo aponta numa direção que será imediatamente seguida pelo olhar do ludibriado, enquanto o enganador apronta alguma coisa.

A juventude está nas mãos da religião e do poder econômico, forças até aqui donas absolutas do mundo, mas que tem usado tão mal esse poderio que nunca deixará de haver guerras no mundo enquanto for este que aí está o modelo a ser seguido. Se esse modelo trouxe a esta situação de total descalabro em que se encontra a sociedade destes jovens parvos, é preciso haver em alguém do comando a sensatez de mudar esse rumo de tanta infelicidade apenas pela estupidez da necessidade desnecessária de buscar tesouros, principalmente no Cassino Caixa Econômica Federal.

A religião e o poder econômico são duas forças malignas que impedem o surgimento de uma sociedade civilizada. Se por um lado a religião reduz a dignidade humana a ponto de encontrar felicidade na servidão, o que elimina a altivez e a esperteza vivaz do jovem, por outro lado, o poder econômico faz jovens estudantes de engenharia florestal e agronomia convictos de não haver nenhum malefício na monocultura do eucalipto. Mas tanto o poder da religião quando o do dinheiro só criaram problemas para si. A religião já está se tornando ridícula. Um Papa que vive a pedir paz e o mundo cada vez mais violento. Isso já está cansando. Como se pode ser tão bobo a ponto de acreditar numa proteção divina que não atende aos pedidos de seu representante máximo? Do mesmo modo, o poder econômico está também perdendo o fôlego em sua briga contra a natureza e logo será derrotado e não terá como ressarcir o preço a ser cobrado pelos saques feitos contra a riqueza que a natureza criou durante bilhões de anos e que a sanha por dinheiro destruiu em apenas dois séculos.

Aquela jovem acredita ser a pessoa mais feliz do mundo, enquanto a realidade é que ela é uma infeliz cuja infelicidade aparecerá quando chegar uma velhice de choro no corredor do hospital. Ela é exemplo perfeito para se entender o porquê de ser a ignorância a mãe de todos os males. Fica fácil entender a degradação social quando se tem em mente que o peso pela quantidade das pessoas com tal mentalidade é que determina o rumo que a sociedade deve seguir. Como o cérebro destas pessoas cabe no fundo da agulha, o resultado é uma sociedade em guerra porque a guerra é o argumento dos ignorantes por completo desconhecimento do que seja sociabilidade. Nem mesmo sabem estes pobres autômatos o que a história do passado conta sobre sua religião, e nem mesmo sabem o que é religião. Basta-lhes saber da existência de um Deus a ser cultuado, pensando ter sido sempre assim, sem que lhes passe pela cabeça o que seja animismo, politeísmo, monoteísmo e materialismo. É triste, mas é a realidade. Como este tipo de mentalidade abrange a maioria absoluta da sociedade, resulta em eleição de palhaço e jogador de futebola para legisladores.

Que tipo de sociedade seria uma sociedade formada exclusivamente por pessoas da mentalidade daquela jovem orgulhosa de ser serva? A resposta a esta pergunta é a coisa mais fácil do mundo porque tal sociedade seria exatamente como é a nossa sociedade cuja força motriz, a juventude, não presta absolutamente para nada. É tão fácil de ser enganada que a troco de enriquecer os fabricantes de aparelhos para serem futucados, são capazes de permanecer uma semana inteira na fila à espera de abrir a loja que venderá o último modelo. É. Com essa juventude aí, a coisa pega. Né, não? Inté.   

 

 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ARENGA CINQUENTA E SEIS


A maior demonstração de insustentabilidade da vida de nossa sociedade acaba de chegar a público pela atitude de duas instituições nacionais noticiada na imprensa. Não pode haver em nenhuma das línguas faladas no mundo expressão capaz de definir a estupidez e incapacidade de indignação desse povo qualificado de manada pelo poeta. É de causar uma tristeza do tamanho do universo pensar que futuro terão as crianças desenvolvidas em tal ambiente. Absurdo ainda muito maior do que todos os absurdos desta sociedade de idiotas é a indiferença com que a sociedade encara o fato de haver a Ordem dos Advogados de Brasília indeferido o pedido de inscrição como advogado feito pelo doutor Joaquim Barbosa. Qualquer instituição nobre haveria de sentir-se orgulhosa em contar com a participação do único homem com bastante coragem para defender a juventude da eterna condenação à condição de manada. Entretanto, a Ordem dos Advogados de Brasília recusa-se a contar no seu quadro de advogados o nosso futuro presidente da república. Já o doutor Thomaz Bastos, aquele que teve o nariz crescido ainda mais do que já é com as mentiras que colocou na boca do Cachoeira, para este são louvores. Não está realmente de cabeça para baixo? Aquele que defende a sociedade é preterido em benefício daquele que a agride. Há na Revista Época matéria com o título Thomaz Bastos orienta Odebrecht e Camargo Corrêa. Alguém pelaí imagina o tipo da orientação? Pois é isso aí que esta juventude pamonha merece.

Nesse país às avessas, as pessoas mais importantes são aquelas que não tem importância nenhuma. Vive-se uma inversão de valores tão alarmante que o mundo da prostituição é invejado e desejado pelas moçoilas e os rapazolas, o que faz antever um futuro sem futuro. Desprezou-se completamente a necessidade da leitura, o que transformou a juventude em analfabetos que sabem ler. Desta ignorância nasce a indiferença em relação àqueles assuntos que mais merecem atenção. Tanto esse fato da recusa em receber o doutor Barbosa, quanto o comportamento da segunda instituição referida lá em cima, a Câmara Federal, também acaba de agir de cabeça para baixo. Imagine só que seu presidente, o deputado Henrique Alves, de triste memória, quer que o juiz Márlon Reis seja punido por ter declarado que a maioria das cadeiras do parlamento é ocupada por corruptos. Não é de rachar? Todo mundo sabe disso. Quem quiser a prova basta perguntar a alguém quando não houver ninguém por perto. Além disso, Até o Lula (o roto e o esfarrapado) já falou que aquilo é uma grande picaretagem. O Datena, então, bota os deputados abaixo de cachorro.

Tanto no caso de doutor Barbosa, quando o mocinho virou bandido, do mesmo modo, também o deputado Henrique Alves quer punir quem quer defender o futuro dos jovens apalermados. O entendimento de tais procedimentos depende apenas de se levar em conta que as autoridades agem sempre no sentido de tirar algum tipo de proveito, preferencialmente não havendo quem os incomode por perto. Em tal ambiente não há espaço para quem não surrupia nem quer que ninguém o faça. Daí a valorização dos palhaços de todos os tipos a prender a atenção, e uma educação que deseduca, nascendo dessa união a imbecilidade que gera a indiferença ante o fato de ser a sociedade administrada ao contrário. Há mil armadilhas que conduzem à desumanidade de impedir a evolução espiritual do povo, tornando-o tão idiota que paga um palhaço e um jogador de futebola para que sejam legisladores. Há pelaí uma jovem inocente agradecendo a Deus pelo seu sucesso em ficar rica cantando músicas evangélicas. O que esperar de um povo com tal mentalidade? Como todos os enchedores de igrejas, a ignorância desta inocente moça que a sociedade imbecilizou nunca lhe permitirá saber que em vez de levantar os olhos para o alto como está na foto da revista, ela deveria abaixá-los em atitude de humildade e arrependimento porque a riqueza que ela agrade a Deus olhando para cima, vem é da ignorância de pobres diabos cá de baixo que compram seus discos.

Observando a circunstância de ser a Cidade de Brasília a sede dos dois acontecimentos de repúdio à honradez quando se persegue os doutores Barbosa e Márlon Reis por serem íntegros, declara-se o império da desonra e confirma-se de cabo a rabo o conteúdo de uma das muitas grandes reportagens do genial jornalista Mauro Santayana, intitulada A CRISE DA RAZÃO POLÍTICA E A MALDIÇÃO DE BRASÍLIA, peça que só vale a pena ser lida e que está à disposição no amigão Google. Ali fica demonstrada com maestria que também o chamado movimento revolucionário de 1964 teve um resultado oposto ao anunciado. A leitura da citada matéria faz ver que realmente as coisas em nosso país de triste sorte andam às avessas. Se estes pobres jovens não despertarem para a necessidade de se interessar por política estarão ferrados. Inté.

 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

ARENGA CINQUENTA E CINCO


              O Datena da televisão mostrava a violência e a bagunça que virou uma localidade artificialmente pacificada pela falsa política chamada de pacificação. Ele acertou quando disse sensatamente que pacificação não se faz com tiros, mas com educação. Por tal declaração, merece parabéns. Entretanto, errou quando disse que os políticos são incompetentes. Aqui o Datena se equivocou porque os políticos só poderiam ser considerados incompetentes se estivessem empenhados em organizar uma sociedade civilizada, sem, no entanto, jamais conseguir alcançar tal objetivo. Se os políticos quisessem montar um sistema educacional capaz de formar cidadãos e o povo jogasse pedra neles por querer tal insanidade; se os políticos quisessem montar um sistema de saúde que atendesse a todos com a mesma eficiência que atendeu o energúmeno Lula e o povo recusasse; se os políticos quisessem uma sociedade onde as pessoas pudessem passear em belos parques arborizados sem serem baleadas, onde se respirasse ar puro, e o povo fizesse protestos contra isso; se os políticos quisessem um controle rígido do erário, de modo a não se desperdiçar um centavo sequer e o povo reclamasse, aí, sim, poder-se-ia falar em incompetência pela falta de capacidade de liderança. Não só incompetência, mas também a burrice estaria configurada em tal situação porque quem passa séculos tentando fazer uma coisa sem conseguir e não desiste só pode ser burro além de incompetente. Acontece, porém, ser bem outro o objetivo visado pelos políticos. Nunca em tempo algum nenhum político jamais teve por objetivo cumprir sua obrigação de gastar o dinheiro dos impostos em bem-estar social. Basta passar as vistas nas páginas policiais dos jornais e ouvir os noticiários para se tomar conhecimento da eficiência com que os políticos desempenham sua verdadeira atividade, a de levar vantagem. Este laborar os políticos desempenham com tanta eficiência que no mundo deles os criminosos são os juízes de seus próprios crimes praticados tranquilamente sem maiores preocupações porque as CPIs estão aí mesmo para encerrar a investigação satisfatoriamente para o lado deles. Quando aparece algum juiz sério e bem intencionado a querer arrumar as coisas como devem ser, é imediatamente defenestrado pelos políticos de toga, entre os quais também há bandidos, segundo a doutora Eliana Calmon, que sabe muito bem o que fala.  O que está realmente errado nisso tudo é exatamente tudo isso.

          Não há absolutamente nenhuma boa notícia sobre nós nos meios de comunicação daqui ou de fora. A televisão mostra ao vivo pessoas sendo assassinadas. As crianças assistem homens disparando armas sobre alguém. As principais emissoras de rádio seguem obrigatoriamente o padrão estabelecido no mundo dos que prestam culto ao dinheiro, de modo que fora crimes, o que se ouve em maior quantidade é papagaiamento sobre dólar, cotação de tudo que é coisa, até de xoxota, bolsa de valores, câmbio, uma parafernália de agiotagem dos infernos. Enquanto isto ocorre, há denúncias aos montes de subtração dos recursos que deveriam ser usados para por ordem nesta esculhambação de sociedade onde um candidato à presidência da república, a título de propaganda, aparece ao lado de um jogador de futebola, numa clara demonstração do atraso mental tanto do candidato quanto de quem se deixa influenciar por esta insanidade. Pessoalmente me senti diminuído na capacidade de raciocinar porque jogar futebola nada tem a ver com administrar a sociedade uma vez que isto se faz usando a cabeça, enquanto para o futebola se usam os pés. Para um grupo de pessoas civilizadas, o quadro de político se apresentar com um jogador de futebola seria motivo para não se votar nele.

          E por que não somos civilizados? Tão simples a resposta quanto enganar eleitor. Não somos e não seremos civilizados enquanto se esperar que as autoridades se disponham a montar um sistema de educação que ensine verdades uma vez que a tônica da política é a mentira. Quando algum figurão do mundo político diz alguma verdade perto de um microfone que deveria estar desligado, o figurão é imediatamente agraciado com algum cargo no exterior a título de punição. O povo só alcançará a categoria de gente quando passar de seres movidos a dinheiro para seres movidos à espiritualidade necessária para não permitir sejam crianças tratadas com menos dignidade do que gatos e cães. O único motivo pelo qual não somos civilizados é porque não somos educados. Somos uma sociedade de brutos que vive bailando e desviando de bala perdida, sociedade ligada a coisas tão rasteiras que a mente não sai do nível do chão.

          Está esgotado o atual modelo de administração pública porque as autoridades saem do meio político que precisa de pessoas não educadas socialmente. À política interessa que as pessoas vão às igrejas e aos terreiros de axé e futebola e não queiram saber de outras coisas. Desse modo, a mudança que a situação caótica está a exigir não acontecerá senão quando for exigida pelo povo, exigência impossível de acontecer enquanto o povo for constituído de babacas que contribuem para o aumento da poluição de todos os tipos apenas para ver Mickey Mouse e fazer compras em Me Ame. Inté.

domingo, 28 de setembro de 2014

ARENGA CINQUENTA E QUATRO


A juventude não pode ser tratada de outra forma senão a cacete. Sem essa de obrigatoriedade de se respeitar opinião alheia. Respeita-se uma opinião quando nela há ao menos vestígio de sensatez ou sabedoria. Mas não há lógica em se respeitar a opinião de demente mental uma vez que a incapacidade de raciocinar torna o débil incapaz de ter idéias coerentes com a realidade. Como respeitar a idéia de votar em Tiririca, Maluf e Collor, como faz o povo de São Paulo? Embora nem todos jovens sejam débeis mentais, o comportamento se assemelha. Do mesmo modo como o débil é indiferente a situações perigosas, assim também é o jovem. Estão aí mil e uma provas de estar vivendo o absurdo de comer, beber e respirar veneno, de faltar água e até mesmo o alimento envenenado, no entanto, jovem algum pensa nisso. No blog Outras Palavras há uma matéria de dar calafrios sobre a contaminação dos lençóis freáticos em São Paulo por nitrato, através de milhares de poços artesianos descuidados, substância que provoca câncer e uma série de coisas horrorosas.

 Mas não é só a faixa inferior da escala etária da sociedade que está passível de cacete. Também a faixa superior, aquela que estabelece as regras a serem observadas por todos, estão carentes de bordoadas. Vejam só o que os comandantes estabelecem como regra de procedimento para nós: diz aqui na revistinha Pegadinhas da Língua Portuguesa que está errado dizer “o chefe reclamou porque a secretária não tinha entregue o relatório”. Agora, vejam só a explicação: Está errado porque o verbo entregar tem dois particípios: “entregue” e “entregado”. Com os verbos ter ou haver, a forma a ser empregada é “entregado”. Com os verbos ser e estar, deve ser empregada a forma “entregue”. E ensinaram esta sandice ao computador que ele tascou um risco verde debaixo da palavra entregue da frase em negrito e mandou substituir por entregado, como exige a regra maluca. Isto é uma bobagem sem tamanho. O bom senso por si só conduz a comunicação a bom termo sem necessidades de regras rígidas a serem observadas. Enquanto se cuida de bobagens, nossa cultura linguística é invadida principalmente pelo inglês, sem causar qualquer preocupação. Até para vender coco verde se lança mão do inglês. Há uma banca na Rua Francisco Santos anunciando “Fast coco”, e no “Choping” Conquista Sul há uma banca onde se vê um I (i maiúsculo) ao lado do desenho de um coração que está ao lado da palavra “shoes”. Perguntei à bela mocinha o significado de I coração chois e ela me explicou: Eu amo sapato (assim mesmo. No singular).

Em lugar de sandices, a direção da sociedade tinha mais é que ensinar aos jovens a necessidade de se tomar conhecimento de uma instituição chamada sociedade que precisa ser cuidada, mas que está sendo destruída pela insensatez de ser a riqueza a única coisa que faz com que os jovens tirem o pé do lugar. O desconhecimento de sociabilidade leva as pessoas de maiores posses a evitar pagar imposto em função das mazelas da administração pública, no que incorrem em grave erro que desarruma a sociedade ainda mais porque o governo arranca dos de menos posses tudo aquilo que falta para completar o de que precisa tendo em vista que o governo tem um limite estabelecido para seus gastos, cumprido rigorosamente doa a quem doer. Acontece que para satisfazer suas necessidades na maioria desnecessárias o governo escalpela os de menos posses e eles vão se tornando cada vez de menos posses até virar necessitados buscando atender suas necessidades invadindo as posses dos de muitas posses, o que dá origem a um ambiente de violência e infelicidade para todos.

Não se pode ter dúvida da necessidade de mudança. Mas a mudança não virá das autoridades. Só o povo promove mudanças. Mas como o povo é do tipo que bem sabemos como é, a única mudança que lhe desperta atenção é quando muda um comandante de futebola. Mas enquanto houver alento, este malamanhado blog instigará os palermas futucadores para pedir-lhes que salvem a humanidade por causa das criancinhas rechonchudas principalmente. E olha que a opinião deste blog não é de se jogar fora porque uma santidade e um gênio na comunicação concordam com suas idéias, ou pelo menos com algumas. Sua Santidade o Papa, ao ser ameaçado de morte pelos jihadistas, fez exatamente como esse blog recomenda e faria, fazendo crer ter se orientado por aqui. Vejam se não a opinião aqui defendida a adotada por Sua Santidade: em vez de cercar-se de orações, cercou-se de homens fortemente armados. Mas não fica por aí a coincidência de pensamento entre genialidades e este malamanhado. Também o doutor Arnaldo Jabor manifestou sua concordância com a opinião deste desarrumado blog ao concordar conosco sobre a sinceridade e a importância do doutor Joaquim Barbosa para nos dar um rumo. Portanto, moçada, melhor passar do estágio de não pensante para o de gente. Inté.

sábado, 27 de setembro de 2014

ARENGA CINQUENTA E TRÊS


Qual será o futuro de uma sociedade na qual os rapazes gostariam de ser iguais a Neymar e Justin Bieber, enquanto as moças digladiam pelo direito de abrir as pernas para tipos desse tipo de pobres de qualquer outra coisa que não seja dinheiro, e elevados pela estupidez humana à categoria de deuses? Não é preciso nem raciocinar para saber a resposta a esta pergunta. É suficiente olhar o que se passa à volta. O que se vê nas ruas, na imprensa, por toda parte, é de deixar tristes aqueles que adquiriram um mínimo de conhecimento. Tudo que se vê é estupidez. O proselitismo do mais novo e sofisticado aparelho de futucar que os papagaios papagaiam nos microfones dia e noite, limita a atividade mental dos jovens ao comportamento da cola através de respostas anotadas num pedacinho de papel ou na mão. As tais “pesquisas” se tornaram o método de estudo mais em voga, transformando os jovens em completos idiotas incapazes do mais simples raciocínio lógico, como demonstra a admiração por ídolos de barro e de outros materiais. A falta de criatividade imposta pela pequena capacidade cerebral leva a juventude a sentir necessidade de “aparecer” de qualquer modo. Na sua capacidade criativa de imbecilidades criaram para sua aparência um termo chique e denominaram de “look”. Como a necessidade de exibição do seu “look” causava comichão, reuniram-se os jovens em assembléia de sábios que decidiu que nenhum dos lugares aprazíveis das cidades seria mais chamado de “lugar”, mas sim de “point”.

Como a capacidade criativa dos jovens não pára por aí, para ampliar a influência do seu “look”, a juventude deu um jeito ou permitiu que as coisas fossem ajeitadas para disfarçar um tipo de prostituição através do qual as jovens exibem sua nudez como vantajosa fonte de renda uma vez que a prostituição sempre envolve dinheiro. Por qualquer casualidade, a jovem que por um motivo venha a chamar a atenção da sociedade, imediatamente ela aparecerá pelada pelaí. A pose para fotos é feita com a bunda, os espetáculos musicais que o instinto de macaco prefere chamar de “shows” visam mais expor as partes íntimas do que o desempenho artístico. Há uma pianista pelaí que toca nua, prova maior de ser o verdadeiro interesse mostrar o corpo visto que não só para nós os homens, mas também para as mulheres cujos hábitos alimentares estão mudando outros hábitos, o corpo de uma mulher nua atrai mais a atenção do que melodias por mais encantadoras que sejam. Duas circunstâncias identificam a juventude àqueles dois jovens ricos de dinheiro e pobres de espírito que podem até ser boas pessoas, mas que tiveram deformado seu caráter pela cultura do TER. Uma destas circunstâncias é a estreiteza de conhecimento que não permite nem a uns nem a outros saber a diferença entre “come” e “comer”. Outra coisa em comum entre todos é a fome de dinheiro. Ela determina ao jovem estudante a profissão a ser exercida. A vocação foi substituída pela possibilidade de ganhar tanto dinheiro quanto possível, e uma boa forma de fazer isso é não ter escrúpulos.

A isso foi reduzida a juventude pela ação criminosa dos pais, responsáveis por preencher o vazio mental de suas crianças com falsidades que os levam ao desinteresse daquilo que mais deveria lhes interessar que é a organização da sua sociedade. Em vez disso, as crianças são orientadas para crenças religiosas, imoralidades, violência, desconhecimento de sociabilidade, educação doméstica e solidariedade humana, requisitos sem os quais forma-se manada em vez de sociedade. O adulto é o resultado do que lhe foi a criança, razão pela qual se diz que cada moeda gasta com educação economiza mil moedas com despesas decorrentes da deseducação. A inocência das crianças deve ser substituída por sabedoria antes que a burrice ocupe seu lugar. Isto me ocorreu ao presenciar o comportamento de um garoto de seis anos, sobrinho da minha mulher. Chama-se Luiz Augusto e é um garoto bonito, simpático e espertíssimo. Tão esperto é o garoto que uns rapazes que trabalham numa borracharia perto de sua casa ficaram seus amigos e admiradores, fazendo questão de sua presença quando por lá ele aparece sempre que escapole. Pois bem, de ver os rapazes recebendo dinheiro, o garoto disse à mãe que iria ser borracheiro quando crescesse. É está inocência que os pais em vez de substituir por compreensão da vida, substituem pela necessidade de ser rico, de ir à igreja, de não se interessar pelo destino de sua sociedade. Enfim, ensinam a criança a se tornar um brasileiro, povo visto pelo mundo como de qualidade tão inferior que o denomina de “cucaracha”. Esta é a razão pela qual a sociedade se encontra num estado de barbaridade tão grande que se tropeça em pedaços de cadáver pelas ruas.

Encontra-se a juventude num verdadeiro torpor mental, como se vacinados contra inteligência e bom senso. Não pode estar normal a saúde mental de quem procura diversão em meio à guerra civil em que nos encontramos. Entretanto, apesar dos horrores, os jovens, feito completos idiotas, procuram ser vítimas de violência ao se exporem pelas madrugadas em busca de diversão. Divertir é próprio dos jovens, mas ninguém de sã consciência iria se divertir num campo de batalha. Com certeza falta algo em quem frequenta qualquer evento cuja animosidade faz necessária a presença de batalhões de policiais bem armados. Vai ver, pode ser tudo de outro jeito. Inté.   

 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

ARENGA CINQUENTA E DOIS


Embora ninguém tenha vista Cristo fazer nada, mesmo porque um estudioso está dizendo que ele nunca existiu, e se assim for não poderia mesmo ter feito nada. Apesar de tudo isto, e admitindo estarem certos os enchedores de igrejas, o trabalho que eles afirmam ter sido feito por Cristo, na realidade, foi muito pequeno levando-se em conta o grande poder que os inocentes religiosos lhe atribuem. Alguém que pensa pensou sobre isso e concluiu que Cristo deveria ter curado a cegueira em vez de curar apenas o cego. É uma grande verdade para quem pensa. Como todo inocente, antes de me tornar menos inocente como sou hoje, há cerca de sessenta anos, quase que por obrigação moral segundo minha ignorância, fui assistir ao filme sobre a vida de Cristo e me lembro perfeitamente de me ter ocorrido haver algo de errado quando ele curou dois ou três leprosos apenas entre muitos.

Mas, fazendo uma condescendência à burrice e admitindo ter Cristo feito muita coisa por esta humanidade constituída de pobres diabos que nada sabem da vida, cujo atestado de burrice foi passado pelos Grandes Mestres do Saber, estes pobres coitados devem despertar para o fato de que hoje quem faz as coisas que Cristo fazia em troca de oração, quer dizer, quem alivia o sofrimento alheio atualmente não quer saber desse negócio de Deus te pague e cobra uma grana que poucos podem pagar. Tem mais aquele negócio de devolver a ajuda com oração, não. Além disso, uma vez que Cristo só curava no máximo um ou dois de cada vez, com o pouquinho de gente que havia naquela época até que dava para aparecer o resultado do trabalho dele. Entretanto, hoje, com cerca de sete bilhões e duzentos milhões de bichos humanos para serem atendidos, de nada valeriam os préstimos do Dr. Cristo, razão pela qual os pobres de espírito aprenderão embora tardiamente que todos dependem exclusivamente do dinheiro. É por isso que de nada adianta ir para as igrejas porque o dinheiro está nas mãos das autoridades e é cá que se deve prestar atenção. É verdade que nas igrejas também há muito dinheiro, mas é outra história. O que nos interessa é aquele que vai formar um bolão chamado erário. Esta palavra muito mais importante para o bem-estar social do que todas as religiões do mundo, não obstante sua importância, a palavra erário é totalmente desconhecida da massa requebradora de quadris. Os papagaios que papagaiam imbecilidades nos microfones costumam falar em erário público, o que significa desconhecimento do significado da palavra, porque ela já envolve o elemento público. Nem poderia deixar de ser público visto ser o resultado das contribuições que cada um entrega ao governo para as despesas com a administração pública. Assim, não tem um dono específico porque pertence a todos, embora pareça pertencer a ninguém dado o descaso que merece de seus donos tão bobos que podem ser enganados tão facilmente como se enganam as crianças a quem um pirulito tem o mesmo significado que tem para os bobos as igrejas, os campos de futebola, o axé, as “celebridades”, os “famosos”, as notícias sobre quem tá comendo quem, sobre o resultado do exame de urina do jogador de futebola, pelaí. Nem sequer desconfiam os bobos da necessidade de se cuidar do erário do mesmo modo como se cuidam dos filhos, ou melhor: o erário merece cuidados ainda maiores que os dispensados aos cachorrinhos e aos gatinhos que exigem cuidados maiores do que o dispensado aos filhos.

Como disse um sujeito que pensava até com o bigode, é preciso escrever em todos os muros do mundo a necessidade de proteger o erário da sanha dos piores tipos de caracteres existentes, aqueles que a sociedade paga para protegê-la e que se transformam nos ladrões desta sociedade, atitude mesquinha de refutar os valores morais, levando junto consigo a sociedade para a vala das imoralidades através do caminho das indignidades. O espírito de rato que caracteriza o brasileiro se propagou de cima para baixo. Como nunca encontrou obstáculo em seu caminho, se transformou em praga de difícil combate. Quando alguém tenta impor moral à devassidão em que se tornou a sociedade brasileira, é logo defenestrado, espezinhado, perseguido, como está sendo o doutor Joaquim Barbosa por enfrentar de peito aberto os quadrilheiros que os outros juízes juraram de pé junto que não são quadrilheiros. Esta situação é inteiramente descabida e deixa apreensivo quem pensa porque se as autoridades encarregadas de proteger a sociedade passam a proteger os inimigos da sociedade, esta juventude imbecil que toma imbecis como líderes estará aprontando um futuro muito ruim para seus filhos. E enquanto a sociedade afunda, a única força capaz de reerguê-la, a juventude, está cuidando é de verdadeiras nulidades elevadas à categoria de gênios. Os filhos dos atuais jovens não terão boas lembranças de seus pais, salvo se forem tão curtos de inteligência quanto eles. Inté.  

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ESPERANÇA NÃO MORRE


A esperança do desvalido encontra sempre um obstáculo no caminho para tropicar e retardar a chegada de tempos melhores esperados com ansiedade e cada vez mais distantes. Assim é que a esperança que este país de triste sorte deposita em Joaquim Barbosa, com absoluta justiça, na opinião deste malamanhado blog sofreu um tropeçãozinho. Pequenininho, é verdade, mas sofreu. Aconteceu quando o doutor Barbosa declarou ao jornal Folha de São Paulo que os presidenciáveis deveriam prometer a redução de tarifas de telefonia. Ora, com tanta coisa para ser consertada neste país esculhambado de todas as esculhambações possíveis e impossíveis, o doutor Barbosa vai se preocupar logo com tarifa de telefone? Entretanto, o mais certo é que esta seria também uma área sobre a qual o doutor Barbosa quando for presidente vai baixar o martelão em cima dela. Mas, certamente depois de por em ordem as outras coisas, principalmente dar dignidade a esse povo que nem sabe o que é ser digno como afirmou o Mestre do Saber Charles Darwin.

Este malamanhado blog se encontra pavoneando pelo fato de haver o intelectualíssimo Arnaldo Jabor feito um comentário que coincide com o que vem sendo dito aqui sobre a necessidade de aglutinar a juventude em torno do doutor Joaquim Barbosa porque ele deu prova viva de seu destemor ante a covardia que faz infeliz um povo que tem tudo para ser feliz e é infeliz. Tão infeliz que nem sabe ser infeliz pela quantidade de festa. Pois o versátil e inteligente cineasta, jornalista, e tudo mais que se pode ser na vida, terminou seu pronunciamento contundente como sempre perguntando onde anda o doutor Barbosa, e afirma que nós precisamos dele. Caso algum desocupado tenha perdido tempo lendo as bestagens deste blog, há de saber que esta é também a opinião aqui, razão da surpresa agradável pelo fato de um iletrado ter uma opinião coincidente com a opinião de um intelectual ao menos uma vez na vida.

E a realidade está aí à vista. Quem não teve oportunidade de saber que o doutor Barbosa ficou excomungado porque queria enfiar na cadeia os bandidos do Mensalão, tem agora outra prova do mesmo teor nesta notícia do jornal Folha de São Paulo de 24/09/14: “O presidente da corte, Dias Toffoli, e os ministros Gilmar Mendes e João Otávio Noronha, disseram que a condenação de Maluf não o torna um "ficha-suja". Ora, vejam só: se Maluf é procurado pela polícia, é por ser bandido. Portanto, só interesse inconfessável justifica que juízes pagos pela sociedade para defendê-la, em vez disso, querem que um bandido seja deputado. São aqueles ministros que contestavam o doutor Barbosa e derrubaram o enquadramento dos mensaleiros no crime de formação de quadrilha bravamente defendida pelo doutor Barbosa. O voto da ministra Rosa Weber que livrou a cara da bandidagem do crime de quadrilha vale a pena ser visto na internete. É um nó em pingo de lei. Como o doutor Barbosa é destemido para enfrentar as mazelas que seus colegas acobertam, os que se beneficiam com as mazelas fogem dele como o diabo foge da cruz, razão pela qual há artigos em vários órgãos de imprensa tendenciosa denegrindo a imagem daquele homem íntegro que só merece respeito pela sua posição firme na defesa da juventude indiferente a tudo isso. Há numa tentativa frustrada de obscurecer o nome do homem de cuja sinceridade não se pode mais duvidar. Para se ter uma idéia da diferença entre o doutor Barbosa e os outros, basta fazer a si mesmo a seguinte pergunta: O doutor Barbosa afirmaria que Maluf não é ficha suja?

É mais que evidente a necessidade de resgatar a politicagem das mãos dos politiqueiros, transformá-la em Ciência Política, e entregá-la à responsabilidade de políticos com personalidade de estadista, porque assim todos, pobres e ricos viverão uma vida menos brutal e menos desigual. Este país é tão rico que não obstante parecer impossível haver gente honesta por aqui, há sim senhor, e muitos. Acontece que o povo é tão burro que prefere os desonestos e os politicamente analfabetos como promotores de brincadeiras que os idiotas colocam em lugar de legisladores. A desigualdade gritante com que a lei trata pobres e ricos sempre existiu. Lá longe, em 1719, quando Daniel Defoe publicou o livro Robinson Crusoé, na introdução, fez a seguinte declaração sobre a preferência das leis pelos privilegiados na Inglaterra: “São todas leis teias de aranha nas quais ficam presos os mosquitos e que são rompidas pelos moscões”. Esta fase desonesta e canhestra, própria de uma cultura desonrosa de se levar vantagem aproveitando a ignorância dos ignorantes não só precisa ser superada, como realmente será assim que a juventude tirar o pensamento da futucação de telefone cujo resultado danoso pode ser visto no artigo da jornalista Mônica Tarantino, publicada na revista IstoÉ, intitulada Os Eletrossensíveis, pessoas doentes por contaminação produzida pelo contato com aparelhos eletrônicos. Vamo lá, ó juventude imprestável. Tira o pensamento do telefone e o coloque no futuro de seus filhos. Eles agradecerão. Inté.