“Impulsionados por base de fãs, famosos tentam cadeira
no Senado”. Esta notícia
no jornal, a princípio, dá a entender tratar-se de sociedade altamente
evoluída. É como se se realizasse o sonho de Platão segundo o qual os
governantes devem ser filósofos. Se são famosas as pessoas que aspiram ocupar o
relevante cargo de senador conforme diz a notícia do jornal, e tudo indica serem
realmente famosas porque a notícia dá conte de terem elas uma base de fãs, e
como para se tornar famosa a ponto de ter uma base de fãs a pessoa precisa ter
contribuído com algo que beneficie a sociedade humana como fizeram os famosos Johannes
Kepler, Charles Darwin, Adolfo Lutz, Sir Isac Newton, Alexander
Fleming e tantos outros homens e mulheres, entre os quais alguns brasileiros
mais, cujo trabalho benefiou os seres humanos, fica a dúvida sobre aquele “tentam”
da notícia porque se as pessoas que aspiram ao senado são pessoas famosas e se
para serem famosas é por terem conhecimentos científicos capazes de mostrar à sociedade
como proceder de modo inteligente que melhore suas condições de vida, não
deveria haver motivo algum que impedisse àquelas pessoas famosas de alcançarem
seu objetivo de ocuparem uma cadeira no senado. Desta forma, não deveria haver
alguma dúvida em levá-las ao senado, dispensando-se, portanto, aquele “tentam”
do natícia. Mas, qual o quê! não é nada disso não! Os famosos a que se refere a
notícia não são mais do que papagaios de microfone que não sabem quando um
livro está ao contrário e que na televisão conduzem espetáculos mambembes de
péssimo gosto para platéias de pessoas tão imbecis que por aparecer constantemente
alguém no vídeo é motivo para se tornar famosa. Estes famosos, na realidade,
são aqueles “famosos” cuja fama tem por base langerries, cuecas, calcinhas e
trepadas. Assim, juventude, com você a palavra. Inté.
Será necessário haver tanta pobreza, choro, sofrimento? Que jovens pobres tenham que se endividar para estudar? Estará certa a conduta tradicional de terem as pessoas de trabalhar para sustentar as autoridades vivendo em palácios e com todas as suas necessidades pagas, inclusive riqueza pessoal para levar quando deixarem seus postos de trabalho? Há necessidade de tantas autoridades? Que tal matutarmos sobre estas coisas? Este é o objetivo deste blog. Nenhum mal haverá de fazer.
quarta-feira, 27 de junho de 2018
ARENGA 498
“Tá tudo
errado cumade/Cumpade tá tudo errado/A muié cum seu marido/ Oiando prá outro
lado”. Assim começava uma música caipira do meu tempo de menino, tampos em que
estas duplas eram constituídas por artistas como Jararaca e Ratinho ou Alvarenga
e Ranchinho, que certamente se envergonhariam por terem sido substituídos por arremedos
de cantores com imensos chapéus, tão desprovidos de censo de ridículo quanto
seu público é desprovido de bom gosto. Na verdade, as coisas sempre estiveram tão
erradas que nos tempos do império romano, referindo-se ao ambiente político, o
historiador Henry Thomas, na página 163 do livro História da Raça Humana, faz a
seguinte observação: “Roma não era um
lugar seguro para um homem que procurasse viver honestamente”. Pois continua
tudo errado do mesmo jeito e errado continuará enquanto o exercício da
administração pública estiver como sempre esteve, restrita à responsabilidade
de grupelhos constituídos por falsos líderes, cada um com seu ancinho puxando
para sua família as moedas do erário. Enquanto a bandidagem toma conta de tudo,
a coletividade responsável pela riqueza pública roubada escancaradamente com
aquiescência da justiça mantém-se totalmente indiferente, deixando-se levar
pelo pão e circo da Copa do Mundo, para cujos espetáculos os pais levam suas
inocentes crianças ainda com chupeta na boca a fim de ser injetado nelas o
germe da imbecilidade que dá origem à indiferença com as coisas da
administração pública ou analfabetismo político. O mundo está tão deteriorado
espiritualmente que em Tiago 4:4 está dito que quem é amigo do mundo é inimigo
de Deus. Realmente, que dizer de um mundo onde as notícias versam sobre
viadagem de príncipes? Aqui entre nós, depois de legalizar o casamento de duas
pessoas o mesmo sexo, cogita-se, agora, em decidir sobre a legalização da união
entre três viados ou viadas. Afinal, bem disse o senador Jucá que a suruba é prá todo mundo. Cadê uma juventude capaz de colocar as coisas nos
lugares como fizeram os deuses da mitologia grega quando separaram do Caos a
terra, a água e o ar e formaram a Terra, os bichos e o homem? Cabe a você,
pois, juventude imbecil, dar a última palavra. Inté.
terça-feira, 26 de junho de 2018
ARENGA 497
A
papagaiada de microfone está em polvorosa porque Manuela Ávila disse que o
Brasil é uma esculhambação e que não tem moral. Ora, vai lamber sabão,
papagaiada de microfone. Que moral tem um país de ladrões onde os piores
criminosos, os do colarinho branco, contam com proteção da mais alta corte da
justiça? Por que, a papagaiada de microfone não investe seu rancor contra
Charles Darwin que, segundo o jornalista Alex Ferraz, do jornal Tribuna da
Bahia, declarou quando passou por aqui que o brasileiro não tem dignidade? É
claro que não deve nem de longe ser assim porque o Brasil tem tudo para ser um
país grandioso, exceto pela qualidade do seu povo, um povo que nenhum
pejorativo é suficiente para dizer da sua baixeza moral.
Como se não
bastasse a tarefa inglória de escamotear a verdade de serem a competição
capitalista e o consumismo a causa dos infortúnios que infelicitam a
humanidade, por conta do emprego que garante a despensa abastecida, a
papagaiada de microfone se arvora de falso sentimento de patriotismo e se sente
ofendida porque dona Manuela disse a verdade de faltar moralidade nesse país,
realmente um país de merda onde o amor à pátria existe apenas nos espetáculos
do pão e circo representados pela Copa do Mundo, ocasião em que imbecis portam
bandeiras do Brasil em carrinhos ordinários presenteados por Deus. A verdade é ser
nosso país o país mais desmoralizado do mundo e sua população é constituída de
ladrões e pessoas tão vulgares que as notícias na imprensa giram em torno de
exame de urina de jogador de futebola, cuecas, langerries e calcinhas. As
pessoas que a imprensa dão destaque como famosos e célebres são toupeiras
mentais que não sabem quando um livro está ao contrário e cujo motivo de fama é
a prostituição física ou mental. A juventude desse país de triste sorte, além
de burra, é covarde porque ante desmandos como o aumento da facilidade para uso
de veneno na agricultura que os deputados canalhas dão nesse momento aos
gringos do agribiuzinesse, em vez de lutar, como ratos do navio que naufraga, os
jovens procuram fugir para outros países em vez de lutar para impor ao seu país
a dignidade que ele nunca teve. Agem estes idiotas como alguém que mediante algum
transtorno que avariasse sua residência escolhesse uma outra casa para onde se
mudar, independentemente da recusa dos habitantes que lá se encontram. É muito
triste para quem aprendeu a ser homem ter de viver em meio a ignorantes,
covardes e canalhas. Com muita tristeza, Inté.
sexta-feira, 15 de junho de 2018
ARENGA 496
O
desinteresse do brasileiro pela Copa do Mundo, o braço direito do pão e circo,
é clara evidência da veracidade contida na afirmativa de não se poder enganar a
todos o tempo todo. O tempo que tudo gasta, também gasta o tapa-olho que limita
o campo de visão e impede a observação das coisas da vida. Se o conhecimento
decorrente do intelecto pode ser manipulado, o conhecimento decorrente da
observação, ou conhecimento empírico, esse jamais será manuseado ao bel-prazer
de intelectuais que a troco do emprego garantido afirmam e assinam embaixo que
futebola não tem nada a ver com política, quando a realidade é ter tudo a ver. Tanto
tem que candidato a presidente da república se apresenta ao lado de iletrado
jogador de futebola para alcançar a preferência da massa bruta de povo,
brutalidade esta que começa a ter suas arestas desbastadas por ter a
esculhambação tomado proporções tão grandes que o tapa-olho já não consegue
evitar sua observação de haver algo de errado no alarde sobre o fato de Pelé
não poder ir aos jogos da Copa. Que importância tem isto para quem não pode
pagar o plano de saúde ou comprar o botijão de gás em função dos preços
exorbitantes? Para quem almeja um mundo menos infeliz é alvissareira a notícia
de que até mesmo seres mentalmente inferiores como os brasileiros despertam
para a realidade escondida a sete chaves pelos cupinchas que a serviço dos
ricos donos do mundo papagaiam através dos meios de comunicação a grande
falsidade de serem coisas distintas o futebola e a política porque ele representa
o mesmo pão e circo que representavam as competições no Coliseu usadas pelos
Césares para também passar mel na boca da massa bruta do povo romano. A canalhice
dos mantenedores do engodo chega à desfaçatez de louvar o ditador Médici por
gostar de futebola. A realidade é que enquanto a massa bruta de povo vibrava e
fazia coro com o presidente Médici cantando prá frente Brasil, salve a seleção,
estava sendo preparado o triste futuro que agora infelicita a mesma massa bruta
de povo e que vai infelicitar ainda mais a cada dia as futuras gerações.
Mais cedo
ou mais tarde a juventude que é a força vida do mundo perceberá o quanto tem
sido influenciada pelas Forças Ocultas que, como diz o seu nome, representa
algo de falso, ruim, onde há maldade, porque a verdade e a sinceridade não
precisam ser ocultas. Portanto, juventude futuro do nosso país e do mundo, vê
se apressa o desenvolvimento mental para perceber antes de ser tarde demais a
necessidade de escolher seu caminho em vez de simplesmente se deixar levar pelos
meios de comunicação feito bosta n’água. “É preciso acalmar o Mercado”. Dizem os
papagaios de microfone. Alguém conhece o senhor Mercado? Se não, lhes apresento:
é um monstro filho do monstro conhecido por Economia Política cuja
monstruosidade usa do sofisma “preço de mercado” para fazer alguém ter de
desembolsar possa ou não possa quantia exorbitante para adquirir algo de que
necessita e que a greve dos caminhoneiros fez rarear na praça.
A juventude robotizada começa a perceber que a
Copa do Mundo é menos importante para seus descendentes do que meditar sobre o
lucro dos bancos, Mercado Financeiro; elevação de nulidades à categoria de “famosos”
e “celebridades”, justiça que protege ladrões, advogados que dividem com
criminosos o resultado do crime. A vida no mundo estará melhor a cada dia em
que mais e mais jovens se tornarem capazes de perceber o que há por trás de
coisas tais como a pergunta que fazia uma papagaia de microfone se lhe emociona
mais a Copa do Mundo ou o Dia dos Namorados. Há uma armadilho por trás de
absolutamente tudo que vem dos meios de comunicação por encomenda da
administração pública vigente no mundo. A obrigatoriedade do ensino da língua
inglesa às nossas crianças é uma delas. É a base de sustentação da colonização
e o republicanismo de banana mostrado no capítulo intitulado NATAL BRANCO do
livro Diálogos Impossíveis, de Luis Fernando Veríssimo, que começa assim: “O condomínio se chama Happy Houses. No
portão de entrada está escrito “Entrance” e todas as ruas têm nomes em inglês,
como “Flower Lane” e “Sunshine Street”. O condomínio tem um “playground” com
serviço de “baby-sitters” e uma de lazer chamada “Relaxation and Recreation”.
Cada casa, em estilo americano, tem seu “swimming pool” e o policiamento é
fornecido pela empresa “Confidence”. O Natal, festeja-se na praça central, ou
“Central Park”, do condomínio ao som de “Jingle Bells”.
Por trás
disso daí está o motivo das filas de aviões lotados de apaixonados pelo
American Way of Life rumo a Me Ame com as carteiros recheadas do dinheiro que
ficará lá. O pouco entusiasmo com a Copa, entretanto, demonstra que pouco a pouco
a experiência da vida corrói o pano sob o qual se esconde a monumental
estupidez que tem orientado a vida dos seres humanos que em pleno século 21 são
tomados pelo mesmo encantamento que encantavam as pessoas da Idade Média ante o
casamento de príncipes. O aperto de mão entre Trump e King Jong-un, que os
meios de comunicação veem como algo de alvissareiro para o mundo, na verdade, é
motivo de tristeza por ainda haver inamistosidade entre dois chefes de estado,
demonstração de estar a humanidade ainda muito longe de generalizar a empatia fazendo-a
deixar de ser fato isolado para ser comum a toda a humanidade uma vez que os
seres humanos precisam viver juntos. Queiram ou não queiram os ricos donos do
mundo, é inevitável a marcha rumo à civilização, destino inevitável da
humanidade, uma vez ser impossível esconder eternamente a mediocridade em que
se tornou a vida do ser humano reduzida a fabricar riqueza para ser escondida
nos infernos fiscais. Não é senão uma referência à inevitabilidade de chegar a
humanidade ao esclarecimento e à razão que o filósofo Thomas Paine afirmou que
o tempo convence mais que a razão, e outro filósofo, Johann Wolfgang Goethe, afirmou
na peça Fausto que apesar dos pecados o homem caminha instintivamente rumo à
luz. Grande, filósofos. É isso aí! É tudo só uma questão de pensar. Inté.
domingo, 10 de junho de 2018
ARENGA 495
Alguém que se disponha a buscar nos livros o significado de ESTADO, vai
se deparar com uma baboseira infernal. Coisas tipo assim: “O Estado deve ser
concebido como educador” (Antonio Gramsci) – “A arte da guerra é de vital
importância para o Estado” (San Tzu) – “Nenhum Estado maior que o Estado mínimo
pode ser justificado” (Robert Nozick).
Ao se buscar conhecimento sobre POLÍTICA
depara-se com baboseira tipo assim: “O poder político vem do cano de um
revólver” (Mao Tsé-tung) – “Somente os fracos acreditam que a política é um
lugar de colaboração” (Gianfranco Miglio) – “Todos devem garantir que os ricos
estejam felizes” (Noam Chomsky) “A guerra é a continuação da política por
outros meios” (Carl von Clausewitz).
Buscar conhecimento sobre GOVERNO leva a baboseiras tipo assim: “O
governo é jogado de um lado para outro, como uma bola” (Cícero) – “O governo
evita a injustiça, menos a que ele mesmo comete” (Ibn Khaldun) – “Um governo
Prudente não pode e não deve manter a sua palavra” (Nicolau Maquiavel). A fonte
das baboseiras foi o Livro da Política, editora D K Penquin Random House.
A mais eficiente maneira de se compreender o que é e para que serve o Estado
e a Política é meditar sobre a vida. Ao fazer isto, conclui-se tratar-se de
algo muito simples. Primeiro se une um homem e uma mulher que procriam e formam
uma família. A impossibilidade de viver uma família isolada das outras famílias
resultantes da união de outros homens e outras mulheres obrigam-nas a se
juntarem de modo a formarem grupos que se tornam maiores a cada nascimento.
Sendo o ser humano incapaz de conviverem harmoniosamente, para que as
desavenças das pessoas dentro do grupo não se tornem também maiores a ponto de
inviabilizar a vida grupal, em determinado momento histórico o grupo decidiu criar
um poder capaz de coibir as desavenças, e este poder é o Estado.
Quanto à Política, a observação da vida mostra ser ela a atividade do
Estado através da qual exerce sua função de administrar o grupo dirimindo os
conflitos e mantendo a ordem social.
Agora, se o Estado degenerou de tal forma que passou a exercer sua
atividade em benefício dos seus mandatários que se autoproclamaram deuses que
se mudaram do Monte Olimpo para suntuosos palácios sem dispensar a ambrosia e o
néctar, cabe a esse grupo usar do mesmo raciocínio que o levou a concluir pela
necessidade do Estado e encontrar a solução para o problema. Se o pão e circo
deixar. Inté.
sábado, 9 de junho de 2018
ARENGA 494
Entre todos
os homens cujo pensamento exerceu maior influência positiva sobre a humanidade,
no que diz respeito à evolução mental, Karl Marx supera Jesus Cristo porque enquanto
este nos recomendava o conformismo com os inevitáveis infortúnios provenientes
de um destino já recebido pronto e acabado, na contramão de tão indesejada
sina, como um médico que nos alivia a alma com a notícia de não existir a
moléstia grave de que supúnhamos estar acometidos, chega Marx e, ao contrário
de Cristo, nos mostrava a possibilidade de mudar o destino desafortunado de
modo a evitar o vaticínio negativo de Cristo. Além disso, Cristo falava coisas
como deixar que os mortos enterrem seus mortos, linguagem accessível apenas aos
intelectuais da religiosidade tão inúteis quanto todos os intelectuais. Já Marx
falava uma linguagem simples de fácil compreensão. Ante a realidade de que as
ideias de Marx beneficiam a sociedade mais do que as de Cristo, por que, então,
os meios de comunicação perseguem Marx e enaltecem Cristo? O dia em que os
seres humanos se tornarem capazes de matar esta charada a humanidade terá
chegado finalmente a um nível de evolução mental capaz de torná-la menos
infeliz posto ser a felicidade total nada mais é do que uma quimera. Quimera,
sim, porque desaparece quando chega a inevitável necessidade da cadeira de
roda, ou da hemodiálise, ou do transplante, ou da UTI. Nesta hora a rejeição à
ideia de morte própria de quem nada aprendeu da vida dá lugar a sua aceitação e
passa a ser tão bem-vinda quanto um bom uísque e o olhar sugestivo da mulher na
mesa mais adiante. Porém, deixando de lado estes entrementes e voltando aos
finalmentes do nosso propósito de chamar a atenção para a necessidade de se
raciocinar sobre as mentiras dos meios de comunicação, propósito este que nos
levou a assentar a bunda na cadeira para traçar estas mal traçadas, temos que a
mando dos ricos donos do mundo os meios de comunicação manipulam a manada
humana a seu bel-prazer, impedindo-a de evoluir espiritualmente para não ser capaz
de separar da verdade as suas mentiras.
A falsa expressão de alegria assumida pelos
papagaios de microfone da televisão quando passam a papagaiar sobre futebola,
as futilidades nos jornais sobre exame de urina de jogador, quem não usa cueca
e calcinha, o tamanho da bunda da “famosa” tudo isto tem por única finalidade
manipular o mente humana a fim de igualá-la tão inútil para o raciocínio quanto
o que sai de dentro das bundas a que insistentemente se referem. Embora
indiscutível seja o poder da televisão nesse sentido, onde apresentadores
semianalfabetos de programas medíocres se tornam tão populares a ponto de serem
transformados por espertalhões em candidatos a presidente da república a fim de
manobrá-los de acordo com suas conveniências escusas. Apesar da influência
negativa que a televisão exerce sobre a massa bruta de povo, razão pela qual há
aparelhos de televisão em todos restaurantes, salas de espera e em todos os
lugares onde se reúnem pessoas, além de vários aparelhos em cada residência, apesar
disto, o poder das rádios não é menor. Nas estações de rádio reúnem-se senhores
com grande conhecimento do mundo, do mundo físico, deve-se esclarecer, estes
senhores são capazes de detalhar a localização e a organização política dos
mais diversos lugares. Filipinas, Marrocos, Suriname, Índia, Japão, bem como os
motivos da desavença entre israelenses e palestinos, as abrangências dos termos
JUDEU e TAXIONOMIA, absolutamente nada escapa ao conhecimento destes senhores de
vasta cultura e bem-falantes, de grandiosa capacidade de raciocínio e
eloquência. Reúnem-se eles nas estações de rádio para contradizer qualquer
coisa que vá de encontra à organização política vigente e que no momento é a
capitalista. Entretanto, qualquer que fosse a política vigente contaria do
mesmo modo com empenhada, brava e rigorosa defesa da parte destes nobres
senhores de vastíssimo conhecimento sobre a parte material do mundo. Sempre foi
assim e assim será enquanto o povo permanecer na condição de povo, isto é, de
ser atraído pelo berrante dos meios de comunicação do mesmo modo como na lenda os
marinheiros são atraídos pelo canto das sereias. É com esta finalidade que
estes senhores bem-falantes se ajuntam nas rádios para ridicularizar Marx,
fazendo galhofa sobre a convocação daquele pensador para que se unissem todos
os trabalhadores do mundo para lutar por um destino melhor.
Mas, pondo
em prática a recomendação de Machado de Assis de ser necessário se apurar no
cadinho da verdade as informações recebidas antes de aceitá-las como verdades, ao
fazer isto conclui-se serem estes senhores os verdadeiros ridículos do pondo de
vista da sociabilidade sem a qual é impossível uma sociedade civilizada. Portanto,
apesar da facilidade com que discursam, são contrários à evolução mental e
adeptos de uma sociedade incivilizada para seus descentes. Nada pode haver de
ridículo em alguém como Marx, que foi duramente perseguido por outros senhores
também contrários à harmonia social que impuseram a ele uma vida difícil e
sofrida pelo crime de lutar brava e incansavelmente a favor de melhores
condições de vida para a massa bruta de povo cuja estupidez a leva a buscar
inocente e inutilmente tal objetivo nas lideranças política e religiosa onde
nunca o alcançarão.
Não há nada
de ridículo no “Trabalhadores do mundo, uni-vos”. Pode haver ingenuidade. E não
é petulância de um Zemané afirmar que Marx foi ingênuo ao desconhecer a
realidade de tratar-se de povo a classe trabalhadora na qual ele depositava
esperança de construir um mundo melhor porque na verdade povo nem sabe ainda
que pode raciocinar e ser capaz de ter vontade própria como Marx supunha. Seu
erro foi contar com alguma nobreza espiritual na massa bruta e barulhenta de
povo, o que equivale a esperar comportamento racional em irracionais. A História
deve à humanidade a explicação do porquê de ter Marx cometido erro tão crasso. George
Orwell foi mais realista ao escrever a ficção A Revolução dos Bichos, na qual
bovinos, equinos e suínos de verdade raciocinaram.
Nem por
isso, entretanto, deixa de haver lucidez no raciocínio de Marx ao afirmar que do
capitalismo competitivo nascerá o socialismo cooperativo. Esta realidade é
inegável se se considerar não só o fato de serem os seres humanos obrigados a
viverem juntos, mas também uma outra realidade também inegável de que eles se
tornam um pouquinho menos estúpidos a cada milênio. Estas duas inevitáveis realidades
levarão a humanidade ao milênio em que a estupides terá diminuído a ponto de
permitir que estes seres brutos percebam ser a cooperação do socialismo a única
forma capaz de se ter uma sociedade harmoniosa sem os males decorrentes da competição
na qual se fundamenta o capitalismo. Quando isto acontecer, inevitavelmente
será suprimida a cultura de ser normal a anormalidade de só alguns poucos
poderem satisfazer suas necessidades, porquanto elas exigem que todos as
satisfaçam.
Marx afirma
também que o homem pode modificar a História se tiver conhecimento da necessidade
de modificá-la. Como é inegável o avanço do conhecimento queira ou não o pão e
circo que luta com unhas e dentes para impedir este avanço. Por mais que ele
lute, é mais do que certo a chegada do dia em que o conhecimento superará o
analfabetismo político de onde provém a subserviência do servilismo que faz a
humanidade se curvar ante os falsos líderes que através dos deformadores de
opinião afirmam que o bem-estar social depende de empresários e de emprego,
quando a realidade é que o emprego além de descartado pela tecnologia é um tipo
de escravidão explorada pelos empresários para produzirem as imensas fortunas socialmente
inúteis uma vez que seu destino são os infernos fiscais.
É
impossível chegar-se à realidade da vida sem elevar o pensamento além das mediocridades
que absorvem a prioridade das atenções da malta repugnante de povo que porta
bandeiras da Copa do Mundo, corre Maratonas, busca paz nas igrejas onde
encontra terroristas, enche as lojas que lhe vendem o que não precisa, e faz
algazarra nos terreiros de axé e futebola. Inté.
domingo, 3 de junho de 2018
ARENGA 493
O brasileiro
é apontado lá fora como um povo tão ridículo que além de entregar a
estrangeiros suas riquezas, a justiça atua ao contrário ao proteger os ladrões,
garantir segurança particular a um presidiário que se encontra sob a guarda do
Estado, além de automóvel e dois motoristas, o que dá a entender que por aqui o
preso passeia de carro. Mas os brasileiros, assim como aqueles que os têm com
justa razão na conta de uma espécie inferior, também são inferiores porquanto à
humanidade não é permitido elevar-se acima da condição inferior e vil de povo.
A manutenção do povo na eterna qualidade de povo é defendida a ferro e fogo por
um punhadinho de imbecis que cavam a própria sepultura ao parasitar seus
semelhantes tornando-os material humano com o qual fabricam suas montanhas de
riqueza atrás das quais esperam erroneamente encontrar paz e tranquilidade.
Caso estes monstros sociais tivessem na cabeça cérebro em lugar de esterco, uma
vez que eles determinam o rumo que a humanidade deve seguir, teriam mudado o destino
do mundo depois de ter Marx dito que os filósofos se limitaram a interpretar o
mundo, mas o que é realmente necessário é modificar o mundo. De todas as
observações já manifestadas sobre a humanidade, nenhuma delas contém um
milionésimo da verdade e sabedoria expressas nesta afirmação. Para se perceber
a necessidade de mudança no comportamento humano é suficiente observar a
disparidade existente no fato de serem perseguidos e mortos todos aqueles que
defenderam a ideia de que absolutamente todos os seres humanos devem ter
direito de satisfazer suas necessidades. Ora, as pessoas que assim procedem, do
ponto de vista da sociabilidade a que está ligada a humanidade, em vez de
perseguição, deveriam ser elevados à condição de líderes porque a humanidade estará
cada vez em piores condições enquanto for liderada por quem prega uma cultura
que não considera o perigo existente na estupidez de ignorar o risco que existe
em conviver imensa multidão de famintos ao lado de poucos Reis Midas, parasitas
sociais com imensas barrigas, cartolas listradas e charuto na boca da qual
escorre baba de dragão. Na última página do livro 1917, Ano Que Abalou o Mundo,
livro de leitura chatíssima, há um pôster que por si só diz muito mais do que
todo o texto enjoado do livro. Intitulado CAMARADA LÊNIN LIMPA O LIXO DO MUNDO,
o pôster mostra o revolucionário Lênin com uma vassoura varrendo para fora do globo
terrestre parasitas sociais como reis, banqueiros e representantes de Deus. No
entanto, em função da inobservância da necessidade de se mudar o mundo como
disse Marx, predomina na sociedade humana justamente a classe mais prejudicial
à boa convivência entre os seres humanos e são escorraçados aqueles que lhe são
contrários. Na página 466 do livro História da Raça Humana, de Henry Thomas, há
a seguinte observação sobre o funeral de Giuzzepe Mazzine, um dos muitos
líderes perseguidos, onde compareceram oitenta mil pessoas: “É um velho truque humano matar os profetas
do mundo e depois venerar-lhes o cadáver”.
No que se
refere à harmonia, povo algum saiu da condição de massa bruta posto que
absolutamente todos optam pela desarmonia. Mesmo nos movimentos chamados
revolucionários nos quais se procurou melhorar as condições de vida para o
povo, os líderes de tais movimentos se desarmonizaram entre si que muitos deles
foram levados à morte por outros. Os estúpidos seres humanos se emocionam
diante de uma estátua, do quadro ridículo do Papa beijar o pé do desafortunado
como meio de prevenir o infortúnio, de luxuosos templos onde vão se comunicar
com um Deus inexistente, de espetáculos circenses, mas ouvem indiferentes de
papagaios de microfone infindável baboseira sobre uma tal de economia que na
verdade é uma astúcia urdida pela classe antissocial dos ricos donos do mundo.
A finalidade da economia é arrancar da massa bruta de povo a pele para proteger
as caixas-fortes dos infernos fiscais. É assim que caminha a humanidade rumo ao
desastre, valorizando quem não tem valor algum e perseguindo quem o tem.
Como o pensamento ignora barreiras, Diferentemente da peleja entre Deus e o Diabo, criada pelos autores das histórias idiotas da bíblia, na qual se especulava sobre a lealda de Jó, na história de Fausto, criada por Goethe, a questão levantada era saber se realmente vale a pena nascer uma vez que se tem de morrer. Para o Diabo, seria melhor a não existência. Pessoalmente, eu votaria no Diabo porque se para os panacas frequentadores de igreja, onde por vezes encontram a morte, a existência teria a finalidade de selecionar os que mereciam dos que não mereciam ir para o lado de Deus, não há vantagem para nenhum dos dois lados uma vez que também os merecedores iriam ter uma vida mais do que chata de orar, jejuar e não ter um boteco onde prosear e tomar umas e outras. Inté.
Como o pensamento ignora barreiras, Diferentemente da peleja entre Deus e o Diabo, criada pelos autores das histórias idiotas da bíblia, na qual se especulava sobre a lealda de Jó, na história de Fausto, criada por Goethe, a questão levantada era saber se realmente vale a pena nascer uma vez que se tem de morrer. Para o Diabo, seria melhor a não existência. Pessoalmente, eu votaria no Diabo porque se para os panacas frequentadores de igreja, onde por vezes encontram a morte, a existência teria a finalidade de selecionar os que mereciam dos que não mereciam ir para o lado de Deus, não há vantagem para nenhum dos dois lados uma vez que também os merecedores iriam ter uma vida mais do que chata de orar, jejuar e não ter um boteco onde prosear e tomar umas e outras. Inté.
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