sexta-feira, 20 de julho de 2018

ARENGA 503


Ser candidato no México é quase uma sentença de morte - Desde o início da campanha eleitoral, ao menos 114 políticos e candidatos foram assassinados. Esta notícia na imprensa dispensa toda futricagem da papagaiada de microfone que, como comadres futriqueiras, futricam enjoativamente sobre candidaturas, planos de governo, coligações, Centrão, Esquerda, Direita e a PQP, tudo encheção de saco e perda de tempo porque as reuniões de candidatos e as coligações políticas têm para a massa bruta de povo o mesmo resultado das reuniões e das coligações entre facções mafiosas para determinar as área sobre as quais terão direito de extorquir as pessoas através da venda de proteção e drogas. Falar nisso, cadê o senador e seu filho apanhados com meia tonelada de cocaína? A movimentação de urubus revoando em torno da carniça, é a mesma movimentação de candidatos em torno da chave do cofre que guarda o erário. Se a voracidade dos primeiros visa a carne morta, a dos segundos visa a carne viva da massa bruta de povo que gasta a vitalidade em troca da comida que lhe garante energia para produzir a riqueza da qual não desfrutará por ser propriedade de apenas um por cento da humanidade.

 A realidade de não visarem os candidatos o interesse público, em poucas palavras foi demonstrada pelo maior dos comentaristas, Ricardo Boechat, ao observar que nenhum dos pretendentes atuais à chave do cofre se manifesta a respeito das graves ameaças que põem em perigo as futuras gerações e que já pesam sobre as atuais em consequência das agressões ao meio ambiente.

Apesar de totalmente contrárias aos interesses da população, as atuais condições de vida resultantes da liderança política, não terão elas a mínima chance de mudar enquanto não houver uma juventude capaz de perceber o que há por trás do fato esquisito de se considerar pessoas semianalfabetas em letras e totalmente analfabetas em sociabilidade mais importantes do que pessoas como Florestan Fernandes, Heloisa Helena, Joaquim Barbosa, Eliana Calmon e os jovens da Lava Jato. Nenhuma das “celebridades” e dos “famosos” endeusados pela massa bruta de povo é capaz de escrever dez linhas a respeito do que seja a vida em sociedade. Entretanto, a grande imprensa martela incessantemente notícias sobre estas nulidades mentais. Por que será que assuntos sobre futebola, langerries, calcinha, bundas e exame de urina de jogador de futebola ocupam maior espaço na grande imprensa do que os assuntos relacionados à qualidade de vida? O mundo ficará melhor quando este mistério deixar de ser mistério para a massa bruta de povo porque não é mistério nenhum para quem aprendeu com os Grandes Mestres do Saber que a animalidade existente no “levar vantagem” ainda é o mote que orienta a humanidade. Na página 15 do livro O Livro da Economia consta a afirmação de Joan Robinson de que o estudo da economia serve para aprender a não ser enganado pelos economistas. Não é por falta de frases de efeito que o mundo virou esta merda total. Ainda que todas as pessoas do mundo estudassem economia para não serem enganadas pelos economistas, ainda assim, haveriam de ser enganadas por outros enganadores uma vez que a tapeação é necessária à cultura da competição defendidas pelos sábios da “sabedoria” aprendida nas Harvards do mundo.

É por conta da necessidade de roubar, de ser desonesto, crápula e cretino que as disputas esportivas não podem contar apenas com alguém que contabilize os pontos de cada competidor. Precisam, além disso, de um juiz que impeça as fraudes. Como a desonestidade é inerente à cultura do cada um por si, também é comum a expressão “juiz ladrão” mesmo nas altas cortes de justiça, fato que levou honrada e competente ministra Eliana Calmon a observar a existência de bandidos de toga. Foi a tão ilustre e esclarecida pessoa que a massa bruta de povo negou a oportunidade de representá-la no senado. Inté.

  

 

quinta-feira, 19 de julho de 2018

ARENGA 502


O estado de degradação humana deveria convencer da falsidade da existência de uma Providência Divina, e o fato de apenas um por cento da humanidade estar de posse de noventa e nove por cento da riqueza do mundo deveria convencer da falsidade de ser a competição a melhor forma de se viver em sociedade. As pessoas não chegam a esta conclusão porque estão acostumadas a ter o falso por verdadeiro, comportamento que lhes é imposto por uma força exterior que modela a mentalidade humana graças à incapacidade de raciocinar por si próprias, razão pela qual a humanidade dependente de uma liderança que jamais a levará a um porto seguro. Mao Tsé-Tung é o último exemplo histórico da inutilidade de liderança no que diz respeito ao processo evolutivo da civilização humana. Na introdução do seu livro, O Livro Vermelho, consta que a influência da liderança de Mao foi capaz de provocar convulsões nos estaleiros de Londres e rebeliões entre os estudantes universitários de todo o mundo. Entretanto, de que adiantou toda esta movimentação se o mundo continua cada vez pior e o povo cada vez mais submisso à servidão? Na página 17 consta que Mao convocou a classe operária do mundo para se unir a fim de combater a agressão imperialista e os lacaios do imperialismo. Ora, tal discurso não teve efeito prático algum porque proletariado é povo, e povo que saber mesmo é de pão e circo. Na página 18 o grande líder chinês fala sobre a industrialização e modernização da agricultura chinesa como meio de promover o bem-estar do povo chinês. Na realidade, tal modernização beneficia mesmo é o agribiuzinesse através do qual os lacaios do imperialismo fazem o povo comer veneno e acumulam imensas fortunas nos infernos fiscais. Mas a maior demonstração de inutilidade da liderança maoísta está na orientação para emprego da violência como meio de evoluir para uma sociedade justa, portanto, civilizada, constante da página 24. A violência, inerente aos seres brutos, é justamente a causa do infortúnio do ainda bruto ser humano. A marcha rumo à civilização jamais será iniciada por espontânea vontade da massa bruta de povo como queria Mao porque o raciocínio do povo é fabricado justamente na indústria dos lacaios do imperialismo combatido pelo grande líder chinês e implantado no povo por um séquito de baba-ovos, ou papagaios de microfone, que garantem e assinam embaixo ser melhor do que qualquer outro o sistema que lhes paga o salário, mesmo sendo um sistema tão torpe e sem vergonha no qual os administradores públicos fogem da obrigação de trabalhar usando do eufemismo de que Estado melhor é o que menos trabalha. Então, deve a massa bruta de povo sustentar uma plêiade de parasitas aboletados em suntuosos palácios apenas para coçar o saco, entregando a tarefa de executar o trabalho que lhes compete a ladrões sedentos de riqueza como são os ricos empresários, uma vez ser impossível ser rico e honesto ao mesmo tempo, a tarefa de executar o trabalho que lhes compete? A humanidade nunca terá destino diferente do destino de manada rumo ao matadouro enquanto cada ser humano for incapaz de se conscientizar da realidade de estar vivendo de modo tão errado que sua vida em nada difere da vida de matança das feras.

Mas, nem tudo em Mao é tão inútil quanto sua esperança na massa bruta de povo cujos espécimes considerados mais civilizados ainda se encantam com realeza e viadagem de príncipe. Na página 27 do mesmo livro, O Livro Vermelho, Mao adverte sobre o perigo proveniente dos inimigos sem armas. Quem superou a fase bruta de povo percebe que da ação criminosa dos inimigos que não precisam de arma para roubar uma vez que detêm a chave do cofre que guarda o dinheiro público resulta em danos maiores à sociedade do que o roubo dos inimigos com arma na mão. Entretanto, a maior contribuição de Mao para o bem da humanidade está na observação constante da página 31 de que o socialismo acabará por substituir o capitalismo. Realmente, a necessidade de satisfazer as necessidades impostas pela natureza acabará convencendo as necessitados o erro de se conformar na em tal condição, e, da mesma forma, convencendo também aos responsáveis pela existência de necessitados do grande erro de sua crença de haver seres humanos que não precisam de comida, roupa, morada, instrução e dignidade. Inté.

 

domingo, 15 de julho de 2018

ARENGA 501


Palavras são o instrumento de produzir a comunicação com a qual a opinião pública é manipulada a ponto de fazer com que adultos tenham o mesmo comportamento de crianças. Do ponto de vista da maturidade intelectual que dignifica o homem, nada mais ridículo do que adultos, como crianças, ante o resultado de um jogo de futebola, se emocionar a ponto de ir às lágrimas e sentir orgulho por vestir uma camisa do tipo da que veste o jogador, marionete manipulada pelas Forças Ocultas que a Lava Jato principia a desocultar ao trazer a público o conluio entre empresários e os falsos líderes. O Grande Mestre do Saber indiano, Krishnamurti, certamente por perceber a facilidade com que o cérebro pode ser conduzido e o perigo decorrente desta condução em função da maldade humana, recomendou não só a necessidade de evitar qualquer tipo de liderança, mas também que só por meio da mudança nos indivíduos será possível haver mudança na sociedade. Como os indivíduos permanecem na condição estúpida de povo, os falsos líderes, através de um séquito de baba-ovos ou papagaios de microfone, impede a mudança necessária à existência da mudança que tornasse sua vida capaz de evitar os sofrimentos evitáveis tais como uma velhice chorosa nos corredores dos hospitais. Efetivamente, o mundo estará cada vez pior enquanto os indivíduos, como robôs, continuarem sendo manipulados por interesses inconfessáveis de falsos líderes políticos, na verdade marionetes dos brutamontes espirituais, verdadeiros monstros sedentos de riqueza que abominam a palavra sociabilidade, embora obrigados a viver em sociedade. É, enfim, através de palavras que os falsos líderes do mundo convencem a massa bruta de povo de estar bem em sua condição de massa bruta. Ante tamanha importância, a palavra deve ser usada com a mesma precisão com que os profissionais da saúde e da culinária usam o bisturi e os condimentos. Entretanto, para desgraça da humanidade, que embora na desgraça acha-se feliz, não é o que acontece. A palavra é usada para deformar ou esconder a verdade e substituir a realidade por falsidades. A falta de sintonia entre a palavra e a realidade está presente até mesmo nos melhores livros. O capítulo segundo do livro Mitologia, de Thomas Bulfinch, por exemplo, apesar de ser um deleite do ponto de vista do esclarecimento da espiritualidade dos inocentes povos antigos, principia com as seguintes palavras: “A criação do mundo é um problema que, muito naturalmente, desperta a curiosidade do homem, seu habitante. OS ANTIGOS PAGÃOS, QUE NÃO DISPUNHAM, SOBRE O ASSUNTO, DAS INFORMAÇÕES DE QUE DISPOMOS, PROCEDENTES DAS ESCRITURAS, tinham sua própria versão sobre o acontecimento, que era a seguinte:” Antes de serem criados o mar, a terra e o céu, todas as coisas apresentavam um aspecto a que se dava o nome de Caos. Uma informe e confusa massa, mero peso morto, na qual, contudo, jaziam latentes as sementes da coisas. A terra, o mar, e o ar estavam todos misturados; assim, a terra não era sólida, o mar não era líquido e o ar não era transparente. Deus e a Natureza intervieram finalmente e puseram fim a essa discórdia, separando a terra do mar e o céu de ambos. Sento a parte ígnea a mais leve, espalhou-se e formou o firmamento; o ar colocou-se em seguida, no que diz respeito ao peso e ao lugar. A terra, sendo a mais pesada, ficou para baixo, e a água ocupou o ponto inferior, fazendo-a flutuar. Nesse ponto, um deus – não se sabe qual – tratou de empregar seus bons ofícios para arranjar e dispor as coisas na Terra. Determinou aos rios e lagos seus lugares, levantou montanhas, escavou vales, distribuiu os bosques, as fontes os campos férteis e as áridas planícies, os peixes tomaram posse do mar, as aves, do ar, e os quadrúpedes, da terra. Tornara-se necessário, porém, um animal mais nobre, e foi feito o homem. Não se sabe se o Criador o fez de materiais divinos, ou se na Terra, há tão pouco tempo separada do céu, ainda havia algumas sementes celestiais ocultas. Prometeu tomou um pouco dessa terra e, misturando-a com água, fez o homem à semelhança dos deuses”. As palavras escritas com letras maiúsculas fazem crer que as informações provenientes das Escrituras são capazes de explicar o fenômeno da Criação, quando, na verdade, a explicação das Escrituras segundo a qual as coisas passaram a existir porque Deus mandou que elas existissem, o que teria ocorrido há cerca de seis mil anos apenas, é uma fantasia tão fantasiosa quanto a explicação dos antigos pagãos, e mais cedo ou mais tarde a ciência acabará por torná-la objeto da curiosidade literária apenas, do mesmo modo como é hoje a Mitologia Grega. Dia haverá em que se chegará à realidade de ser menos importante saber sobre a origem do mundo do que saber o motivo pelo qual ele é tão infeliz.

Os raros seres humanos que perceberam estar a vida sendo vivida de modo equivocado e que se dispuseram a pregar melhor forma de vida, paz e irmandade entre os brutos seres humanos, perderam seu tempo. Todo seu esforço teve o mesmo resultado que teria o esforço de alguém que se embrenhasse selva a dentro objetivando ensinar boas maneiras às feras. O estado de REFINADA SELVAGERIA que na página 403 do livro História da Raça Humana o historiador Henry Thomas atribui à Inglaterra, França e Alemanha do século XVII, continua existindo e existirá enquanto a humanidade se mantiver na condição de meros espectadores de um destino decidido por falsos líderes temporais e espirituais, comportamento condenado pelo também Grande Mestre do Saber Krishnamurti, aboletados em suntuosos palácios, constituindo uma corte tão cara quanto inútil, cujo custo seria suficiente para que não houvesse um só faminto no mundo. O povo ainda se constitui numa massa tão bruta que embora fornecendo a seus falsos líderes recursos para as despesas com a administração pública, quando recebe deles algo como uma simples ponte que lhes permite passar para o outro lado do rio sem entrar n’água, tal benefício é recebido como se fosse atitude de filantropia, com discursos, foguetório e pavoneamento em vez de mera obrigação, a mesma que tem qualquer empregado de apresentar a seu empregador a tarefa devidamente cumprida, como faz também o aluno ante o professor.

Para que o ser humano mereça a superioridade que ele se atribui em relação aos irracionais seria necessário ter comportamento diferenciado do comportamento dos bichos, o que está longe de ser realidade. Embora tenha engendrado processos que melhoraram a tarefa de viver, continua incapaz de viver de modo agradável. Se um quer ler, dormir, ou ter a paz necessária para amargar algum dos infortúnios com os quais a natureza é pródiga em brindar suas criaturas, outro quer festa e foguetório. As guerras são a materialização da desarmonia entre os seres humanos. Desarmonia tão grande que os torna inferiores aos irracionais que só matam porque a natureza não lhes dá outra opção. Na página 23 de um dos meus livros de cabeceira, História da Raça Humana, o historiador Henry Thomas, depois de discorrer sobre a pré-história da raça humana, resume da seguinte maneira a conclusão a que chegou: “vemos assim, neste breve esboço da pré-história, que, há vinte e cinco mil anos, os nossos antepassados semelhantes ao macaco já possuíam muitas das virtudes e quase todos os vícios que caracterizam o homem nos tempos atuais. No que diz respeito às virtudes, progredimos pouco; e quanto aos vícios, ainda os conservamos, graças à tenaz ignorância da raça humana”. E, mais adiante, na página 24: “Partindo de um plano pouco mais elevado que o dos macacos, o homem pré-histórico relutante dos Períodos Glaciais, apareceu há cerca de dez ou doze mil anos, num plano que se achava muito pouco abaixo daquele que ocupa, em média, o homem atual”. Pouco depois, na página 25: “O homem é um aluno terrivelmente atrasado na escola da vida”.

Desta forma, que a juventude saia do seu estado de torpeza mental e reflita se não estaria melhor o mundo de seus descendentes se os papagaios de microfone que papagaiam sobre Mercado, Sistema Financeiro, Empresários, Consumo, PIB, Cotação de Moedas, Copa do Mundo, Fórmula Um, fossem substituídos por pensadores dedicados a pensar sobre a vida, entre os quais Sócrates, Platão e Aristóteles, como acontecia na antiga cidade grega de Atenas. Se as lições daqueles pensadores não foram aprendidas, o historiador Henry Thomas explicou o motivo quando disse ser o homem um aluno terrivelmente atrasado na escola da vida. Duas ilustrações, uma na página 329 do livro O Livro da Economia, editora Globo Livros, e outra na página 148 do livro O Livro da Política, da mesma edita, são o retrato fiel da estupidez humana. Na primeira ilustração, soldados perfilados ante um homem que os examina do mesmo modo como o fazendeiro examina seu rebanho. Abaixo, os seguintes dizeres: “Sani Abacha (o nome do imponente senhor) tomou o poder na Nigéria em 1994. Sua ditadura corrupta estava acima dos tribunais, o que permitiu que sua família se apropriasse de US$5 bilhões de dinheiro público. Na segunda ilustração, vê-se uma imponente senhora ricamente vestida passando indiferente por outra senhora sentada na sarjeta, de cabeça baixa, implorando por caridade.

Com a palavra, a juventude. Inté.

  

sábado, 30 de junho de 2018

ARENGA 500


BASTA, BASTA e BASTA! CHEGA, CHEGA e CHEGA! Aliás, protestemos em inglês por ter a preferência dos brasileiros em cujo território são encontradas ridículas Trade Centers, e Liberty Satatues, Shopping Centers e o subservientismo do ensino de inglês às crianças. Assim, para produzir maior efeito, STOP IT ALL CAUSE IT’S MORE THAN ENOUGH. É isso aí, putada. Alguém precisa dar um chega prá lá nessa mesmice de estourar sacos, uma masturbação sem gozo e infindável sobre as coisas que estão erradas. O que se precisa é que se apontem as causas desses erros. Se um jeca Zemané é capaz de percebê-las, por que, então, homens e mulheres culturalmente ilustres limitam-se apenas à superfície do mar de esculhambação que tomou conta deste belo país de triste sorte, como um mergulhador que se recusasse a descer nas águas do lago cujo fundo deve detalhar? Não há mistério algum. É só uma questão de raciocinar sobre o assunto. É que os problemas sobre os quais tanto se falam não são para ser resolvidos. Ao contrário, serão perpetuados enquanto aqueles a quem eles afetam não tomarem em suas mãos a tarefa de solucioná-los. Resume-se tudo, portanto, ao desinteresse da população na solução dos problemas sobre os quais a imprensa fala, fala e fala, mas apenas fala e faz de conta ter interesse em ver resolvidos. Os senhores bem-falantes são porta-vozes e subordinados aos interesses das autoridades que têm nas mãos a solução dos problemas sobre os quais falam. As autoridades, por sua vez, são porta-vozes e também subordinadas aos interesses da parcela numericamente ínfima dos ignorantes de sociabilidade, os ricos donos do mundo. Como aos ricos interessa a manutenção desses problemas causadores de desordem porque a desordem é a praia dos mal intencionados como são todos os ricos do mundo, parasitas sociais, fica esclarecido o porquê de se rodopiar como cachorro correndo atrás do próprio rabo, sem, entretanto, desnudar as causas que dão origem aos problemas. Os ricos são como alguém que ocupasse um lugar privilegiado num grandioso espetáculo e que, como é natural, haveria de recusar-se peremptoriamente a abrir mão voluntariamente do privilégio de poder desfrutar da comodidade do seu lugar. Então, a fim de evitar contestações à condição de afortunados, através de papagaios de microfone dos meios de comunicação usam do poder que a riqueza lhes confere para criar meios de enganar os despossuídos através da manipulação do cérebro que os torna indiferentes à sua situação de despossuídos. Isto vem sendo feito ao longo da história humana. Consta nos livros de História que o imperador romano Tibério, aquele que mandava matar a pauladas os artistas quando o espetáculo apresentado não lhe agradava, e que nomeou um de seus cavalos como sacerdote, a fim enganar a massa bruta de povo, ao andar em público inclinava o ouvido rumo ao céu e murmurava a fim de fazer a turba ou povo pensar que ele estivesse conversando com Deus.   

Por mais corruptas e perversas que sejam as autoridades, elas sempre contaram com um séquito de baba-ovos que as defenda com unhas e dentes. O fato de não se ligar um rádio ou a televisão, abrir um jornal ou entrar numa livraria sem ouvir, ver e ler detratores da Operação Lava Jato é a materialização do condicionamento cerebral executado pelos cupinchas dos malfeitores que espoliam a massa bruta de povo através da ação comercial cujos executores tomaram a alcunha de empresários. Na página 115 do livro História da Raça Humana, do historiador Henry Thomas, consta que na República Platão observou ser degradante a atividade comercial pela impossibilidade de ser o comerciante próspero e honesto ao mesmo tempo. Se o mundo é dirigido por desonestos, como esperar honestidade da parte de seus empregados, as autoridades, ou dos empregados das autoridades, os operadores dos meios de comunicação, os deformadores de opinião? No livro Política, Ideologia e Conspirações, na página 27, lê-se: “Na realidade, o comunismo é uma tirania planejada por gente com fome de poder cuja arma mais efetiva é a mentira”. Por que será que os autores limitam a sede de poder e a mentira apenas à ideologia comunista, se são comuns à humanidade inteira, portanto, a todos os tipos de governo? No mesmo livro e página, apenas um pouco antes, lê-se o seguinte: “É imprescindível que homens como Lucky Luciano que subiram até o topo da cadeia de comando do crime organizado a tapas e pontapés, sejam astutos, diabolicamente brilhantes e absolutamente implacáveis. Mas, quase sem exceção, os chefes do crime organizado não têm nenhum tipo de educação formal. Eles nasceram na pobreza e aprenderam o ofício nos becos sujos de Nápoles, Nova York e Chicago. Agora suponho que um sujeito com a mesma personalidade amoral gananciosa dos chefes da máfia nascesse em uma família patrícia de grande riqueza, estudasse nos melhores colégios secundários e depois em Harvard, Yale ou Princeton, com uma possível pós-graduação em Oxford. Nessas instituições, viria a conhecer bem história, economia, psicologia, sociologia e ciência política. Depois de graduar-se em estabelecimentos tão ilustres, seria possível encontrá-lo pelas ruas vendendo bilhetes de jogo, passando maconha para adolescentes ou controlando prostíbulos? Será que ele participaria de guerras de gangues? De modo algum. Pois com esse tipo de formação, ele perceberia que se você quer poder, poder de verdade, o que a história ensina é: “Entre para o governo”. Torne-se político e se empenhe para conquistar poder político ou, melhor ainda, transforme políticos em laranjas seus. É aí que está o poder de verdade e o dinheiro de verdade”.

Sendo este no mundo inteiro o espírito que move a política ou administração da riqueza que a todos deveria servir, por que, então, não expor esta realidade em vez de ficar a tagarelar mexericos feito comadres em vez de ir diretamente às verdadeiras causas de todos os problemas do mundo e que se resumem na selvageria da competição pelo poder e riqueza? No rádio, um papagaio de microfone ridicularizava a foice e o martelo que simboliza a ideologia comunista dizendo que foice foi substituída por colheitadeiras de um milhão de dólares. Entretanto, seria infinitamente melhor para a saúde dos seres humanos inclusive a do bolso uma vez que dispensaria muitos gastos com a indústria farmacêutica se a produção de comida fosse feita por pequenos agricultores com suas foices e que visasse à alimentação em vez da riqueza dos comerciantes conhecidos como empresários do agribiuzinesse e suas colheitadeiras de um milhão de dólares financiadas pelo BNDES com dinheiro da massa bruta de povo a juros insignificantes e prazo só visto com binóculos. Não se pode mais esconder a realidade de ser a concentração de riqueza a causa de tudo que há de errado no mundo. No mesmo livro acima citado, página 35, lê-se: “Um artigo publicado pela North American Alliance em agosto de 1957 revela que os membros da família Rockfeller, apesar de sua enorme riqueza, na realidade não pagam imposto de renda. O artigo revela que um deles pagou o enorme total de 685 dólares de imposto de renda em um ano recente. Os Kennedy são donos do Merchandise Mart de Chicago, de mansões, iates, aviões, tudo sob propriedade de uma miríade de fundações e trustes familiares. Imposto é para peão! E, no entanto, hipócritas como Rockefeller, Ford e Kennedy posam de grandes defensores dos oprimidos”.

Desta forma, enquanto a administração da riqueza do mundo não contar com a atenção da massa bruta de povo, desviada pelos deformadores de opinião para Deus e Copa do Mundo, os problemas se amontoarão ao lado do tagarelismo estéril da papagaiada de microfone assalariada para apoiar quem estiver de posse da chave do cofre que guarda o erário.

Mas, se tem jogo, como deixar de amar fervorosamente a pátria colocando bandeiras do Brasil nos carrinhos ordinários presenteados por Deus e pipocando bombas para comemorar o gô de Neymar para se envolver com esta chatice de se preocupar com o futuro das criancinhas que as mulheres dilaceram as xoxotas para despejar num mundo perto de não ter mais água limpa nem suja?

O poder da inteligência é o único poder capaz de tornar o mundo menos infeliz ao passo que o poder da riqueza o torna cada vez mais infeliz. O prefeito de São Paulo, num raro gesto de administrador público em benefício da massa bruta de povo proibiu o pipocar de fogos cuja única utilidade é causar poluição sonora e do ar. Para não contrariar os ricos comerciantes também conhecidos como empresários do ramo, a justiça a eles subordinada proibiu a proibição do prefeito, e certamente foi aplaudida por paulistas e paulistanos que não ficaram privados do prazer de ouvir o pipocar do foguetório e da farra milionária da queima de fogos na passagem de um ano para outro. A dura e inaceitável realidade é que o caminho a seguir por todos é indicado pela massa bruta de povo que lota igrejas, campos de futebola e se liga nos “famosos” e nas “celebridades”. Inté. 

 

 

    

quarta-feira, 27 de junho de 2018

ARENGA 499


“Impulsionados por base de fãs, famosos tentam cadeira no Senado”.  Esta notícia no jornal, a princípio, dá a entender tratar-se de sociedade altamente evoluída. É como se se realizasse o sonho de Platão segundo o qual os governantes devem ser filósofos. Se são famosas as pessoas que aspiram ocupar o relevante cargo de senador conforme diz a notícia do jornal, e tudo indica serem realmente famosas porque a notícia dá conte de terem elas uma base de fãs, e como para se tornar famosa a ponto de ter uma base de fãs a pessoa precisa ter contribuído com algo que beneficie a sociedade humana como fizeram os famosos Johannes Kepler, Charles Darwin, Adolfo Lutz, Sir Isac Newton, Alexander Fleming e tantos outros homens e mulheres, entre os quais alguns brasileiros mais, cujo trabalho benefiou os seres humanos, fica a dúvida sobre aquele “tentam” da notícia porque se as pessoas que aspiram ao senado são pessoas famosas e se para serem famosas é por terem conhecimentos científicos capazes de mostrar à sociedade como proceder de modo inteligente que melhore suas condições de vida, não deveria haver motivo algum que impedisse àquelas pessoas famosas de alcançarem seu objetivo de ocuparem uma cadeira no senado. Desta forma, não deveria haver alguma dúvida em levá-las ao senado, dispensando-se, portanto, aquele “tentam” do natícia. Mas, qual o quê! não é nada disso não! Os famosos a que se refere a notícia não são mais do que papagaios de microfone que não sabem quando um livro está ao contrário e que na televisão conduzem espetáculos mambembes de péssimo gosto para platéias de pessoas tão imbecis que por aparecer constantemente alguém no vídeo é motivo para se tornar famosa. Estes famosos, na realidade, são aqueles “famosos” cuja fama tem por base langerries, cuecas, calcinhas e trepadas. Assim, juventude, com você a palavra. Inté.   

ARENGA 498


“Tá tudo errado cumade/Cumpade tá tudo errado/A muié cum seu marido/ Oiando prá outro lado”. Assim começava uma música caipira do meu tempo de menino, tampos em que estas duplas eram constituídas por artistas como Jararaca e Ratinho ou Alvarenga e Ranchinho, que certamente se envergonhariam por terem sido substituídos por arremedos de cantores com imensos chapéus, tão desprovidos de censo de ridículo quanto seu público é desprovido de bom gosto. Na verdade, as coisas sempre estiveram tão erradas que nos tempos do império romano, referindo-se ao ambiente político, o historiador Henry Thomas, na página 163 do livro História da Raça Humana, faz a seguinte observação: “Roma não era um lugar seguro para um homem que procurasse viver honestamente”. Pois continua tudo errado do mesmo jeito e errado continuará enquanto o exercício da administração pública estiver como sempre esteve, restrita à responsabilidade de grupelhos constituídos por falsos líderes, cada um com seu ancinho puxando para sua família as moedas do erário. Enquanto a bandidagem toma conta de tudo, a coletividade responsável pela riqueza pública roubada escancaradamente com aquiescência da justiça mantém-se totalmente indiferente, deixando-se levar pelo pão e circo da Copa do Mundo, para cujos espetáculos os pais levam suas inocentes crianças ainda com chupeta na boca a fim de ser injetado nelas o germe da imbecilidade que dá origem à indiferença com as coisas da administração pública ou analfabetismo político. O mundo está tão deteriorado espiritualmente que em Tiago 4:4 está dito que quem é amigo do mundo é inimigo de Deus. Realmente, que dizer de um mundo onde as notícias versam sobre viadagem de príncipes? Aqui entre nós, depois de legalizar o casamento de duas pessoas o mesmo sexo, cogita-se, agora, em decidir sobre a legalização da união entre três viados ou viadas. Afinal, bem disse o senador Jucá que a suruba é prá todo mundo. Cadê uma juventude capaz de colocar as coisas nos lugares como fizeram os deuses da mitologia grega quando separaram do Caos a terra, a água e o ar e formaram a Terra, os bichos e o homem? Cabe a você, pois, juventude imbecil, dar a última palavra. Inté.

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 26 de junho de 2018

ARENGA 497


A papagaiada de microfone está em polvorosa porque Manuela Ávila disse que o Brasil é uma esculhambação e que não tem moral. Ora, vai lamber sabão, papagaiada de microfone. Que moral tem um país de ladrões onde os piores criminosos, os do colarinho branco, contam com proteção da mais alta corte da justiça? Por que, a papagaiada de microfone não investe seu rancor contra Charles Darwin que, segundo o jornalista Alex Ferraz, do jornal Tribuna da Bahia, declarou quando passou por aqui que o brasileiro não tem dignidade? É claro que não deve nem de longe ser assim porque o Brasil tem tudo para ser um país grandioso, exceto pela qualidade do seu povo, um povo que nenhum pejorativo é suficiente para dizer da sua baixeza moral.

Como se não bastasse a tarefa inglória de escamotear a verdade de serem a competição capitalista e o consumismo a causa dos infortúnios que infelicitam a humanidade, por conta do emprego que garante a despensa abastecida, a papagaiada de microfone se arvora de falso sentimento de patriotismo e se sente ofendida porque dona Manuela disse a verdade de faltar moralidade nesse país, realmente um país de merda onde o amor à pátria existe apenas nos espetáculos do pão e circo representados pela Copa do Mundo, ocasião em que imbecis portam bandeiras do Brasil em carrinhos ordinários presenteados por Deus. A verdade é ser nosso país o país mais desmoralizado do mundo e sua população é constituída de ladrões e pessoas tão vulgares que as notícias na imprensa giram em torno de exame de urina de jogador de futebola, cuecas, langerries e calcinhas. As pessoas que a imprensa dão destaque como famosos e célebres são toupeiras mentais que não sabem quando um livro está ao contrário e cujo motivo de fama é a prostituição física ou mental. A juventude desse país de triste sorte, além de burra, é covarde porque ante desmandos como o aumento da facilidade para uso de veneno na agricultura que os deputados canalhas dão nesse momento aos gringos do agribiuzinesse, em vez de lutar, como ratos do navio que naufraga, os jovens procuram fugir para outros países em vez de lutar para impor ao seu país a dignidade que ele nunca teve. Agem estes idiotas como alguém que mediante algum transtorno que avariasse sua residência escolhesse uma outra casa para onde se mudar, independentemente da recusa dos habitantes que lá se encontram. É muito triste para quem aprendeu a ser homem ter de viver em meio a ignorantes, covardes e canalhas. Com muita tristeza, Inté.